O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), voltou atrás em mais um anúncio nesta terça-feira (13) e disse que o Trabalho manterá status de ministério, sendo reunido com outra pasta, ainda indefinida.
No último dia 7, Bolsonaro havia dito que o ministério seria extinto e incorporado a outra pasta, sem especificar qual.
“Vai continuar com status de ministério, não vai ser secretaria não”, declarou o presidente eleito, em entrevista coletiva na saída de visita ao STM (Superior Tribunal Militar), em Brasília.
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Onyx cita Gustavo Bebianno como “futuro ministro”
“Vai ser ministério ‘disso’, ‘disso’, ‘disso’ e Trabalho”, explicou, sendo questionado em seguida se haveria, então, uma fusão. “Tanto faz. É igual [o atual] Ministério da Indústria e Comércio. O que vale é o status [de ministério]”, complementou.
Ele disse ainda que não tem o nome do futuro ministro desta pasta.
Ao ser questionado se a pasta não seria mais extinta, como foi anunciado, Bolsonaro foi inicialmente mais vago em sua explicação.
“Eu não sei qual vai ser, está em estudo final com o Onyx Lorenzoni [futuro ministro da Casa Civil e coordenador da equipe de transição] e mais algumas pessoas trabalhando nessa área. Temos tempo para definir, mas a princípio é um enxugamento de ministérios, ninguém está menosprezando o Ministério do Trabalho. Está apenas sendo absorvido por outra pasta”, comentou.
De acordo com Bolsonaro, o Trabalho não deverá se juntar a Indústria e Comércio, que será incorporada ao “superministério” da Economia. “Botar mais o Trabalho lá acho que fica um pouco pesado”, declarou.
A pasta, que também abrigará os atuais ministérios da Fazenda e do Planejamento, vai ser comandada pelo economista e investidor Paulo Guedes.