A Polícia Civil de Araguaína concluiu, nesta quarta-feira, 28, as investigações sobre a conduta do médico Maurício Teixeira Martins da Costa Filho, de 39 anos, que conforme o delegado Luis Gonzaga da Silva Neto, “durante as investigações foi apurado que Maurício perturbou a execução dos trabalhos do Núcleo de Prática Jurídica de uma faculdade particular, que fica ao lado de sua residência, pois estava com o som ligado em volume muito alto, atrapalhando e impedindo a continuidade das aulas”.
Neste ínterim, uma professora foi solicitar ao médico para que baixasse o referido som, mas acabou sendo recebida com ameaças. De acordo com a Polícia, Maurício se identificou como promotor de justiça, mas na verdade é médico. “Na ocasião, o homem estava empunhando um simulacro de fuzil, tratando-se este de uma arma de chumbinho, vindo a apontar a arma na direção da professora”, completa a Polícia.
De acordo com a Polícia, na sequencia dos fatos, Maurício ainda proferiu diversas ofensas e ameaças contra o advogado da professora que a acompanhava no local. Por fim, as investigações constataram que o médico utilizava a referida arma de ar comprimido para matar pombos, e um dia antes do ocorrido, fora encontrado, por uma funcionária do referido estabelecimento de ensino, um saco plástico contendo cinco pombos mortos.
O delegado Luís Gonzaga da Silva Neto concluiu o inquérito e indiciou Maurício pelos crimes de injúria, ameaça, falsa identidade, maus tratos contra animais e perturbação do trabalho alheio e, se condenado, pode pegar um pena total de até 04 (quatro) anos de prisão.
Ainda de acordo com o delegado, foram oficiados os Conselhos Regional e Federal de Medicina, sendo informados do indiciamento e para que apurem no âmbito disciplinar, possível infração as diretrizes ética e administrativa da atividade médica. O caso agora fora encaminhado ao Poder Judiciário para as medidas cabíveis.