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Migrantes hondurenhos recuperam forças antes de seguir para os EUA Comente

A caravana de migrantes hondurenhos que segue rumos aos Estados Unidos fez uma parada nesta terça-feira (23) na empobrecida comunidade mexicana de Huixtla para descansar e fazer exames médicos, antes de retomar a viagem, apesar das furiosas advertências do presidente Donald Trump.

Depois de atravessarem a pé quase 800 km em dez dias, os mais vulneráveis se submeteram a check-ups médicos.

“Atendemos oito mulheres grávidas, nenhuma apresenta complicações na gestação, só estão um pouco debilitadas”, comentou uma enfermeira do posto médico improvisado no único parque de Huixtla.

Uma delas é Teresa Pérez, de 19 anos, grávida de 31 semanas.

“Às vezes sinto muita dor, às vezes acho que já vai nascer, mas acho que só precisava descansar”, afirma, enquanto os paramédicos dão a ela ácido fólico.

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Outros aproveitaram para nadar ou cochilar às margens do rio Huixtla. Para muitos deles, este é o primeiro dia de descanso desde que saíram de Honduras em 13 de outubro, empurrados pela inflação galopante, além dos assassinatos e sequestros das gangues.

“A verdade é que o corpo já se sente cansado, esgotado e andávamos sujos. Sendo assim, caiu como uma luva”, diz Daniel Fernández, um pedreiro de 25 anos que viaja com amigos.

Huixtla é um município de umas 50.000 pessoas, que vivem em casas simples em meio às montanhas desta região do país, majoritariamente indígena. Ainda restam aos migrantes 3.000 km para chegar à fronteira com os Estados Unidos.

O governo hondurenho reportou na segunda-feira a morte de dois membros da caravana: um deles no sábado, ao cair de um veículo na rodovia que leva ao Pacífico guatemalteco, e o outro na segunda-feira na estrada de Tapachula a Huehuetan, no México.
Tensões diplomáticas

O vice-presidente americano, Mike Pence, disse que o presidente de Honduras lhe informou que a caravana de migrantes que partiu de seu país rumo aos Estados Unidos foi organizada por grupos esquerdistas “financiados pela Venezuela”.

Foram “enviados ao Norte para desafiar nossa soberania e nossa fronteira”, disse Pence em um evento organizado pelo jornal The Washington Post.

“Vamos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para impedir que essa caravana chegue ao Norte e viole nossa fronteira”, assegurou.

O governo hondurenho de Juan Orlando Hernández acusou a oposição política de convocar a caravana para levar o país à “ingovernabilidade”, apontando como

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