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Flu estima reduzir despesa em R$ 30 mil com ações experimentais no Maracanã

Com o e-ticket a não sócios e mudança no acesso da torcida no Setor Sul, direção tricolor deseja criar condições para ter lucro no confronto diante do Atlético-MG


Por Hector Werlang, Rio de Janeiro

Duas ações experimentais devem reduzir ainda mais o custo de jogar no Maracanã. Com a implementação do e-ticket e a reeorganização do acesso da torcida no Setor Sul, o Fluminense estima diminuir o valor da operação da partida contra o Atlético-MG em R$ 30 mil.

Maracanã: a casa do Fluminense começa a se tornar rentável (Foto: Guido Nunes)Maracanã: a casa do Fluminense começa a se tornar rentável (Foto: Guido Nunes)

Maracanã: a casa do Fluminense começa a se tornar rentável (Foto: Guido Nunes)

As novidades integram o plano de tornar rentável o estádio e que recentemente deu resultado: lucro de R$ 54 mil no confronto com o Atlético-GO, apenas o segundo positivo em oito duelos no Brasileirão. A economia é feita a partir da renegociação com fornecedores, afinal, gradativamente, o clube assume a gestão do local.

O trabalho de equilíbrio entre despesas e receitas teve começo após a estreia na Sul-Americana. Antes do confronto com o Liverpool-URU, a Justiça deu liminar que garantia ao Flu o direito de atuar no estádio – validou o quarto aditivo do contrato com a Odebrecht, no qual há o pagamento de aluguel de R$ 100 mil. Por falta de tempo, a operação teve os moldes da concessionária.

Flu x Liverpool-URU
Custo de operação total: R$ 662.733,72

A partir daí, o Tricolor negocia a cada partida a redução de custos. Para fins de comparação, o último, o frente ao Atlético-GO, teve operação em R$ 390.117,83. Quase 50% a menos.

No valor, estão computados o aluguel do estádio, a operação, o uso de grades e a confecção de ingressos, quatro itens em que o Tricolor tem condições de buscar maior economia (veja a evolução no gráfico abaixo).

Custo Maracanã
Quanto o Flu gasta para jogar no Brasileirão (aluguel, operação, grades e confecção de ingressos)
Valores em milhares de reais390390523523492492646646478478468468482482519519Atlético-GOCorinthiansBotafogoFlamengoGrêmioAtlético-PRVitóriaSantos0200400600800
Fonte: Ferj

À medida em que as despesas caíram, o cálculo para ter lucro mudou. No começo do ano, eram necessários 27 mil pagantes para equilibrar a conta. Agora, bastam 21 mil.

É uma relação difícil, afinal, quanto mais gente for ao estádio, há mais necessidade de, por exemplo, seguranças, orientadores, profissionais da limpeza, grades… Em todo o ano, o Flu mandou 14 jogos no Maracanã. Teve prejuízo em dez.

Novidades na próxima segunda-feira

O e-ticket nada mais é do que um ingresso eletrônico. Pela novidade, o torcedor que não é sócio acessará o estádio utilizando o celular, sem a necessidade de trocar o voucher na bilheteria (veja mais detalhes aqui).

Allém disso, há outra mudança. A entrada da torcida no Setor Sul será somente pleo portão C. A recomendação é chegar cedo para evitar filas. A partida começa às 20h da próxima segunda-feira.

http://globoesporte.globo.com/futebol/times/fluminense/noticia/flu-estima-reduzir-despesa-em-r-30-mil-com-acoes-experimentais-no-maracana.ghtml

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Aos 39, Formiga descarta volta à Seleção e diz que pretende atuar por mais três anos

Formiga deixou de vestir a camisa da seleção brasileira em dezembro de 2016. No Torneio de Manaus, vencido diante da Itália, uma das maiores jogadoras do futebol feminino no país encerrou seu ciclo de mais de 20 anos com a camisa amarelinha. Mas isso não significou a aposentadoria dos campos. Ela seguiu trilhando seu caminho de sucesso na França como uma das atletas do Paris Saint-Germain. Em julho, renovou por mais uma temporada com o clube francês e não pensa em pendurar as chuteiras tão cedo. Como ela fala, pretende seguir por mais dois anos, mas acredita que o prazo será ampliado para três. Aos 39 anos, tem físico, vontade e saúde de sobra para seu objetivo.

– Para te falar a verdade, eu ainda não estou planejando nada para me aposentar de vez dos gramados. Pretendo jogar ainda dois anos. Falo dois, mas acredito que vá se estender para três. É que a vontade ainda é muito grande de poder estar atuando. Quem sabe. Vai depender muito do homem lá de cima porque o futuro a ele pertence. É o que eu planejo para mim – afirmou ela em entrevista exclusiva ao blog Dona do Campinho.

Sobre a seleção brasileira, Formiga coloca que sua decisão foi definitiva, mas deseja estar presente de outra forma depois que a jornada nos gramados for encerrada. Já tendo sido parte do conselho de futebol feminino criado pela CBF durante o comitê de reformas, a jogadora quer novamente ajudar, mas ressalta: só irá participar se realmente o objetivo de todos for mesmo a ajuda à modalidade da maneira correta.

– Jogar futebol a gente vai ter saudade sempre principalmente no Brasil. Pessoalmente, esses anos todos que vesti a camisa da seleção brasileira foi algo que realmente marcante na minha vida. Mas voltar a vestir a camisa (da Seleção) acredito que não. Minha decisão foi realmente definitiva. Gostaria sim de poder trabalhar de certa forma na Seleção, mas se realmente houver uma mudança muito grande para o futebol feminino. Eu entendo que nem tudo parte diretamente da CBF. Nem tudo tem que ser feito por eles. Eu sei que não parte só dela, da CBF. Não cabe só a ela fazer tudo. Acho que as federações, os estados deveriam fazer sua parte para ajudar o futebol feminino. Deveria haver mais interesse de algumas ex-jogadoras de poder estar envolvidas. É claro que para isso precisa do aval lá de dentro. Se realmente as coisas começarem a melhorar e pensarem realmente no futebol feminino da maneira que tem que ser ajudado sem dúvida alguma quero um espaço lá, quero poder ajudar de todas as maneiras. Mas não cabe só a minha pessoa, infelizmente.

Aliás, o futebol feminino no Brasil é um tema que provoca muita preocupação à jogadora. Questionada sobre o processo de renovação na seleção, ela faz um alerta para a lenta evolução no trabalho de lapidar novos talentos na base. A atleta elogia o trabalho de Emily, mas acredita que não basta somente a treinadora fazer sozinha esse processo. Ela clama por mais competições fortes em categorias inferiores. Com conhecimento, cita os casos de França e principalmente Alemanha, que até mesmo na última Euro usou a disputa para já dar experiência a meninas mais novas. Ou seja, elas já chegam lapidadas na principal sem precisar que todo um trabalho seja feito para somente depois obter resultados.

– A evolução é lenta. Não digo na parte da Emily. Ela está fazendo um ótimo trabalho. Mas infelizmente a gente acaba perdendo nesse meio tempo em lapidar essas meninas novas. Infelizmente nosso trabalho da base é muito ruim. A gente não tem um campeonato tão forte e bem disputado como se vê fora. Como se vê aqui na França mesmo, na Alemanha, onde há campeonatos, onde as treinadoras da principal não têm tanto trabalho de estar fazendo convocações, tentando lapidar essas meninas. E é difícil. Infelizmente, estamos ainda fazendo peneiras para ver meninas. Algo que ja poderia estar bem melhor nesse sentido. De se ter campeonatos dos times, não digo só de camisas. Outros poderiam ter essa base do sub-15 em diante. Eu vejo que há meninas hoje da Alemanha que estavam na sub-19 e hoje já estão na principal, lapidadas, para justamente a treinadora não perder muito tempo em estar mostrando o caminho para essas meninas. Já chegam prontas. Não tem que perder muito tempo.

Formiga acredita que até mesmo por isso o Brasil chega até com certa frequência em fases mais adiantadas, mas acaba faltando o algo mais, que seria garantido com uma formação melhor desde as outras fases de formação das jovens. A atleta torce para que, com a entrada dos clubes tradiocionais, um novo cenário de incentive se forme, apesar de não ver como uma boa solução obrigar os times a formarem equipes no feminino por obrigação.

– Infelizmente, a gente está muito atrás dessas outras seleções. Por isso que a gente às vezes chega, chega e não consegue porque tem que se trabalhar o todo. Não é só a parte técnica e tática. Tem uma parte psicológica também que tem que ser trabalhada. As meninas já têm que ser trabalhadas nessa parte de concentração, de levar as coisas a sério, de mostrar que é possível chegar e melhorar. Tem a parte de alimentação também. Então é muita coisa envolvida. Tenho certeza que para a gente chegar a esse nível aqui de fora a gente vai ter que rever muitas coisas realmente e fazer com que as federações também ajudem os clubes. Porque às vezes você faz com que eles tenham essa obrigação. Quando você faz as coisas por obrigação não acho legal. Você tem que ter vontade de fazer, fazer as coisas com gosto. Por obrigação, eu vejo fazer por fazer. Não acho legal. Eu espero que melhore com esse novo incentivo de que os clubes têm que ter, mas eu penso muito na base. Infelizmente, a gente perde muito tempo. O que eu queria mesmo é que isso acabasse.

Formiga tem a autoridade de quem sempre foi exemplo de dedicação para falar sobre o futebol feminino. A idade ou algum desgaste nunca foram um impedimento para que ela  desse 100% em qualquer lugar por onde passou. Para ela, esse é o segredo de manter o alto nível até aqui. Ela garante que a melhor forma de tentar orientar as mais jovens que vêm surgindo na modalidade é dar o exemplo. Falar pode não surtir o mesmo efeito do que ser um modelo de determinação.

– Vem muito da minha dedicação, da minha vontade de treinar e de querer dar 100% no dia a dia não só dentro de campo, mas fora também. É importante você ter esse comportamento fora para dar exemplo para as demais também. Procuro tudo na vida fazer com muito amor, muita determinação e muita vontade. Eu acho que é por isso que eu estou jogando até hoje em alto nível. Eu falo para as meninas que uma coisa que graças a Deus eu não tenho é preguiça de economizar nos treinamentos, jogos. Se for para ajudar então que seja 100%.

Formiga– Eu tenho comigo nessa parte de exemplo e motivar as meninas jovens é justamente com minhas atitudes dentro de campo. Acredito que se falar menos e agir mais, fazer as coisas corretas ali dentro do campo, dia a dia, nos jogos, isso chama mais atenção do que se você falar. Hoje em dia, muitas meninas não gostam muito de escutar. De você chegar e tentar orientar com palavras. Acho que as ações dentro de campo são maias percebidas do que na fala. Podemos falar muitas coisas, incentivar e entrar por um ouvido e sair por outro. Acho que essa minha maneira da entrega, de se entregar 100% nos treinos e sempre brigando para não estar fora de nenhum, isso chama mais atenção. Faz com que elas queiram chegar mais a esse momento: estou com 39 anos, mas com muita vontade, muita garra, parte física muito boa. Então penso dessa maneira. Essa minha maneira de ser vem motivando muito elas aqui também e creio que no Brasil, onde muitos pensaram que até hoje que eu parei de jogar futebol. Agora sabem que não e acaba espantando. Fico feliz de estar motivando muitas meninas ainda.

A aplicação também encanta o treinador do PSG, Patrice Lair. O comandante apelidou Formiga como a jovem do grupo. Ela diz que algumas pessoas podem ter desconfiança em razão de sua idade, mas a confiança do técnico é o que a faz seguir em frente com os objetivos.

– Acho bacana do treinador aqui ter essa confiança, ter passado essa tranquilidade para mim apesar de 39 anos. Sei que algumas pensam que talvez não vá render, mas também sou grata a Deus por ter essa oportunidade de estar trabalhando e passando essa confiança para ele. Eu sei que, como ele mesmo chama, eu sou a jovem do grupo (risos). Acho engraçado isso. É gratificante.

A aposta é tanta em Formiga que a brasileira foi titular na final da última edição da Champions League diante do Lyon. A derrota chegou nos pênaltis, mas a jogadora celebra muito a oportunidade de estar em um palco tão grandioso como a decisão da disputa europeia. Ela garante que o objetivo é ir bem no Francês para assegurar novamente uma vaga na disputa – na atual temporada, o PSG não disputa o torneio europeu, pois não garantiu classificação.

– Eu sempre tive um sonho, um desejo muito grande de disputar uma Champions e eu nunca perdi a esperança de um dia participar antes de encerrar minha carreira. Eu fiquei muito feliz quando veio a proposta do PSG e sem dúvida alguma não pensei duas vezes. Foi a realização de um grande sonho. Só tenho que agradecer a Deus e ser grata a ele por ter me dado saúde de poder realizar mais um sonho. Uma emoção muito grande de poder ter participado dessa final. Infelizmente não consegui o objetivo final, mas acho que valeu muito nosso empenho ali dentro e espero ter mais uma chance de participar mais uma vez e quem sabe dessa vez ser encerrado com glória. Estaremos lutando aqui nesse campeonato para se classificar e ter mais uma oportunidade na próxima temporada – garantiu ela, que tem Erika como companheira de PSG (foto abaixo).

Erika e Formiga no treino do PSG

A vida na França chegou depois de um momento de dedicação a um objetivo com a seleção brasileira que, infelizmente, acabou não acontecendo. Na temporada 2015/2016, ela preferiu ficar no Brasil para ter uma preparação mais focada aos Jogos Olímpicos. Ela revela que chegou a recusar uma proposta do mercado chinês.

– Logo quando começou essa movimentação do campeonato na China, eu recebi  duas propostas para ir jogar. Foi bem na época também que estávamos em preparação para as Olimpíadas. A gente havia voltado do Mundial, se não me engano. Eu pensei muito em ficar no Brasil justamente para poder me preparar bem e poder corresponder à altura do que o torcedor de uma certa maneira esperava do nosso empenho. Também de incentivar as meninas que ficaram no Brasil. Para mim a preparação seria melhor do que estando fora (do país). Recusei não somente da China como outras também.

Ah, Formiga não deixou de comentar sobre seu mais recente companheiro brasileiro de PSG: Neymar. Ela torce para que o atacante assegure o tão desejado troféu de melhor do mundo. A jogadora acredita que até mesmo o time feminino do clube pode vir a se beneficiar com a transferência milionária. Isso porque, na Europa, a integração entre masculino e feminino é bem maior até mesmo na divulgação e marketing das duas modalidades. Algo que no Brasil raramente se vê.

– Eu acredito que ele tem que continuar sendo o que ele é. Não mudar nada. Está vindo para um clube que as atenções vão estar voltadas para ele. Vai estar mais visto do que estava lá. Sei que lá ele também era feliz no Barcelona. Tinha um grande elenco, um grande clube. Não tenho dúvidas que aqui ele também vai se sentir feliz e desejo muita sorte para ele. Que realmente consiga seus objetivos aqui no PSG. Que seja feliz. Que possa fazer diferente do que foi lá, mas que ele continue sendo o mesmo cara. Dentro de campo fazendo o que ele gosta e com alegria, com amor e que ele quem sabe venha a se tornar o melhor do mundo e é o que eu desejo para ele.

– De uma certa forma acho que traz algo para o feminino. Acho isso legal. Aqui eles têm essa coisa que no Brasil não temos de aproximação, de se ter esse desejo que dê tudo certo não só no masculino, no feminino também. A valorização, o respeito que eles têm aqui. E que às vezes no Brasil, os clubes até mesmo a Seleção colocam uma barreira entre o feminino e o masculino. Não acho legal, acho isso um absurdo. Mas isso é da cultura e vai da mentalidade de quem está dirigindo, comandando essa equipe. Eu cito bem assim o Santos e o próprio Corinthians que são times de nome, mas que não colocam essa barreira entre o feminino e masculino. Acho que deve ter outros com esse exemplo que não estão vindo na cabeça agora. Que siga isso por muitos e muitos anos e sirva de exemplo para outros clubes também. E aí vamos dizer isso até mesmo para a seleção. Acho horrível quando você coloca essa barreira entre um e outro. Complicado. Mas a tendência é que as coisas possam melhorar não só com a presença dele, mas com os demais que estão chegando também. PSG está se fortalecendo bastante e sei que coisas boas vêm para o feminino com essas contratações.

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De um gol a outro em 15s: como o Grêmio largou em vantagem contra o Cruzeiro

Lance que definiu vitória por 1 a 0 começa com Marcelo Grohe e tem oito toques até a bola morrer nas redes de Fábio. Velocidade pode ser arma também no Mineirão


Por Eduardo Moura, Porto Alegre

Veja o gol de Barrios desde o início da jogada

Veja o gol de Barrios desde o início da jogada

O Grêmio é um time que domina o adversário. Toca a bola e usa o jogo curto para avançar rumo ao gol. Especialmente quando joga em casa. Na vitória por 1 a 0 sobre o Cruzeiro, na Arena, entretanto, fugiu um pouco disto. Não pelo que propôs durante os 90 minutos, mas pela maneira como definiu a vantagem na semifinal da Copa do Brasil: um contra-ataque iniciado pelo goleiro Marcelo Grohe com 15 segundos de duração, oito toques na bola, cinco jogadores diferentes e um recado: o Tricolor sabe ser vertical quando é preciso.

O gol gremista saiu das mãos do camisa 1, que ficou com a bola após sobra na área. Acionou Michel, um dos melhores em campo, pelo meio. O volante deu cinco toques até dar um passe vertical que clareou o lance e encontrou Pedro Rocha pelo lado esquerdo. De primeira, para Luan, dentro da área. O camisa 7 também finalizou sem ajeitar. Fábio deu rebote e Barrios só escorou para a rede, também em um toque.

Pedro Rocha é peça-chave no contra-ataque (Foto: Reprodução)Pedro Rocha é peça-chave no contra-ataque (Foto: Reprodução)

Pedro Rocha é peça-chave no contra-ataque (Foto: Reprodução)

A construção teve participação fundamental de Pedro Rocha e Michel. O volante carrega, com espaço, sem ser acossado pelos cruzeirenses. Tem liberdade para avançar e esperar o movimento de Pedro Rocha pelo lado esquerdo. O camisa 32 ataca o espaço vazio, ganha alguns metros da marcação com finta de corpo e acha o melhor espaço para o passe.

– A gente tira os exemplos. Quem joga em casa, sempre sai mais para o jogo. Lá (no Mineirão), mais cedo ou mais tarde o Cruzeiro vai ter que sair para o jogo, e aí vai dar esapço. O Grêmio gosta de jogar assim, gosta de jogar no Mineirão também. Mas é um jogo de 180 minutos. Vencemos somente os primeiros 90 – disse o técnico Renato Portaluppi após o jogo.

Veja os melhores momentos de Grêmio 1 x 0 Cruzeiro

Veja os melhores momentos de Grêmio 1 x 0 Cruzeiro

Reconhecidamente, o time de Renato é daqueles que tratam bem a bola, como fazia o seu treinador nos tempos de jogador. Na linguagem técnica do futebol, “temporiza” o jogo. E isso não é novidade. Como não é também a faceta aguda de contra-ataque. No ano passado, já usou desta arma. Na semana passada, também, no 2 a 1 sobre o Godoy Cruz, pela Libertadores.

A velocidade para chegar ao gol adversário é uma das virtudes do time gaúcho desde a chegada de Renato. Dessa forma buscou a vantagem na semifinal da Copa do Brasil. E pode ser o caminho também para chegar a uma eventual vitória no Mineirão, por conta do contexto do jogo.

– A gente sabe que, fazendo um gol lá (em Minas Gerais), obriga o Cruzeiro a fazer três. Certamente eles vão pressionar a gente no começo do jogo, e o Renato com certeza vai passar tudo o que ele pretende da gente. É jogar como a gente vem jogando, com personalidade, com posse de bola, com velocidade – apontou Marcelo Grohe, único a passar na zona mista após o jogo.

Barrios comemora o gol com Edílson (Foto: Lucas Uebel/Divulgação Grêmio)Barrios comemora o gol com Edílson (Foto: Lucas Uebel/Divulgação Grêmio)

Barrios comemora o gol com Edílson (Foto: Lucas Uebel/Divulgação Grêmio)

Apesar de dominar o jogo na primeira etapa, o Grêmio parou duas vezes em Fábio, em cabeçada de Barrios e em chute colocado de Pedro Rocha. Contudo, não apresentou aquele volume avassalador de outras partidas. De qualquer forma, só foi sofrer na defesa em lance aos 47 minutos do segundo tempo, quando Raniel entrou na área e só não empatou porque Marcelo Grohe saiu em seus pés.

O Grêmio se reapresenta na tarde desta quinta-feira, no CT Luiz Carvalho. Pedro Geromel, lesionado, deve ser desfalque por conta de problema muscular – ele fará exame para se saber a gravidade da lesão. O próximo compromisso é no domingo, contra o Atlético-PR, às 11h, na Arena.

http://globoesporte.globo.com/rs/futebol/times/gremio/noticia/de-um-gol-a-outro-em-15s-como-o-gremio-largou-em-vantagem-contra-o-cruzeiro.ghtml

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Floyd explica pedido por luva menor em duelo com Conor: “Mais sangue”

Pugilista enviou solicitação à Comissão Atlética de Nevada. Empresário do americano diz que luva menor facilita golpes: “O ponto é que ele quer nocautear o McGregor”

Por Evelyn RodriguesLas Vegas, EUA

Floyd Mayweather; treino aberto; May-Mac;  (Foto: Evelyn Rodrigues)Floyd Mayweather: Luva de oito onças é pra dar mais entretenimento aos fãs (Foto: Evelyn Rodrigues)

Floyd Mayweather solicitou esta semana à Comissão Atlética de Nevada que ele e Conor McGregor possam usar luvas de 8 onças na luta de boxe que acontece no dia 26 de agosto, em Las Vegas.

Em entrevista ao Combate.com nesta quinta-feira, durante o treino aberto promovido pelo “The Money Team” na cidade americana, o ex-atleta mais bem pago do mundo explicou a solicitação:

– Por qual motivo pedi luva de 8 onças? Porque é mais sangue. Se tem mais sangue é mais entretenimento – respondeu.

Segundo as regras atuais do boxe, qualquer luta em peso acima de 68,8 kg obrigatoriamente deve ser disputada com luvas de 10 onças, mas Mayweather decidiu fazer o pedido à comissão depois de Conor, que está acostumado a lutar com luvas de 4 onças no MMA, afirmou que as luvas de 10 onças poderiam prejudicar o seu poder de nocaute.

– Isso quem vai decidir é a comissão. Nós fizemos essa solicitação, enviamos uma petição à comissão na terça-feira, e acredito que eles vão analisar esse pedido na próxima semana. Vamos apresentar o nosso caso e eles vão decidir. Obviamente o Floyd quer lutar com luvas de 8 onças porque as luvas de 10 onças são um pouco maior e as de 8 onças são melhores para se golpear. O ponto é que o Floyd quer nocautear o Conor – explicou Leonard Ellerbe, empresário do atleta e CEO da Mayweather Promotions.

Floyd Mayweather; treino aberto; May-Mac;  (Foto: Evelyn Rodrigues)Floyd Mayweather durante treino aberto promovido pela Mayweather Promotions nesta quinta-feira em Las Vegas (Foto: Evelyn Rodrigues)

Durante o bate-papo com a imprensa, “Money” voltou a garantir que o duelo com o campeão peso-leve do UFC não durará 12 rounds.

– Não vai ser decidido pelos juízes. O Conor quer entrar lá para terminar a luta logo, eu quero entrar lá para acabar com a luta logo, então não vai durar 12 rounds. Ele é apenas mais um adversário. Eu não subestimo ninguém. Se estou preocupado? Claro que não. Se ele está preocupado? Talvez ele esteja, mas isso não é da minha conta, eu estou preocupado em fazer o meu melhor e em lutar no meu melhor. Vamos ver como a luta vai se desenhar no dia 26 de agosto, mas não dura 12 rounds  – completou.

Confira a programação completa do card:

May-Mac
26 de agosto, em Las Vegas (EUA)
CARD PRINCIPAL (22h, horário de Brasília):
Peso-super-meio-médio: Floyd Mayweather x Conor McGregor
Peso-leve-júnior: Gervonta Davis x Francisco Fonseca
Peso-meio-pesado: Nathan Cleverly x Badou Jack
Peso-cruzador: Andrew Tabiti x Steve Cunningham
CARD PRELIMINAR (20h, horário de Brasília):
Peso-meio-médio: Shawn Porter x Thomas Dulorme
Peso-meio-médio: Juan Heraldez x Jose Miguel Borrego
Peso-super-médio: Kevin Newman x Antonio Hernandez
Peso-super-médio: Savannah Marshall x Amy Coleman

http://sportv.globo.com/site/combate/may-mac/noticia/2017/08/floyd-explica-pedido-por-luva-menor-em-duelo-com-conor-mais-sangue.html

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Andressa de Morais vai à final do disco em manhã de lesões e eliminações do Brasil

rasileiros do decatlo abandonam, e saltadores batem na trave na classificatória


Por Helena Rebello, Londres

Andressa de Morais precisou de apenas um lançamento para garantir vaga na final do lançamento de disco feminino. Foi a primeira dentre as 30 inscritas na prova a obter o índice de classificação direta, e os 62,80m alcançados na manhã desta sexta-feira no Estádio Olímpico de Londres a deixaram na oitava colocação geral. A compatriota Fernanda Martins ficou em 16º lugar e se despediu nesta fase.

A final do disco será no domingo, às 15h10 (horário de Brasília), e terá transmissão ao vivo do SporTV2, com narração de Luiz Carlos Junior e comentários de Lauter Nogueira, além de Tempo Real do SporTV.com.

Andressa Morais se classificação para a final com apenas um lançamento em Londres (Foto: Reuters)Andressa Morais se classificação para a final com apenas um lançamento em Londres (Foto: Reuters)

Andressa Morais se classificação para a final com apenas um lançamento em Londres (Foto: Reuters)

Andressa arremessou apenas uma vez e de cara cravou 62,80m. Pôde sentar a ficar olhando as adversárias no Grupo A também buscarem a classificação. Ao deixar a pista, mostrou-se muito satisfeita e espera buscar seu recorde pessoal na final. Ela é a atual recordista sul-americana da prova.

– A marca me traz uma boa perspectiva. Espero fazer uma boa marca na final, estou muito confiante. Quero fazer meu melhor, superar minha melhor marca neste ano, 64,68m, estará de bom tamanho.

Andressa celebra: na final, ela tentará melhorar o recorde pessoal (Foto: Reuters)Andressa celebra: na final, ela tentará melhorar o recorde pessoal (Foto: Reuters)

Andressa celebra: na final, ela tentará melhorar o recorde pessoal (Foto: Reuters)

A também brasileira Fernanda Martins competiu no Grupo B da classificatória, mas não teve o mesmo sucesso. Fez 58,51m no primeiro lançamento e queimou os dois seguintes. A última atleta a se classificar, a lituana Zinaide Sendriute, fez 61,48m, sua melhor marca no ano.

Brasileiros batem na trave no salto em altura

Talles Silva se esforça em busca de recorde pessoal e vaga na final (Foto: Reuters)Talles Silva se esforça em busca de recorde pessoal e vaga na final (Foto: Reuters)

Talles Silva se esforça em busca de recorde pessoal e vaga na final (Foto: Reuters)

Talles Silva e Fernando Ferreira por pouco não avançaram à final do salto em altura masculino. Os dois atletas passaram pelo sarrafo a 2,29m, mas não conseguiram o mesmo a 2,31m, marca mínima para garantir a classificação direta para a disputa por medalhas. Como apenas seis atletas fizeram o índice, seis vagas foram dadas aos seis melhores a 2,29m. Os dois perderam no desempate por terem precisado de mais saltos ao longo da disputa.

Talles fez uma competição um pouco mais consistente. Passou pelas duas alturas iniciais de primeira e depois precisou de três tentativas a 2,26m e duas a 2,29m. Fernando se desgastou mais, passando sempre de segunda até 2,26m e apenas na terceira a 2,29m. Com a barra a 2,31m, que representaria um eventual novo recorde pessoal de ambos, ninguém teve sucesso.

Fernando Ferreira se estica todo para tentar ir à final do salto em altura (Foto: Reuters)Fernando Ferreira se estica todo para tentar ir à final do salto em altura (Foto: Reuters)

Fernando Ferreira se estica todo para tentar ir à final do salto em altura (Foto: Reuters)

Desistência dupla no decatlo

Além do salto em altura, o decatlo era uma das poucas provas em que o Brasil contaria com dois representantes em Londres. Mas Jefferson Santos desistiu antes mesmo de começar. Durante o aquecimento ele sentiu um desconforto na panturrilha e optou por não competir.

Luiz Alberto estreou nos 100m, sendo o quarto colocado na terceira bateria e o 19º no geral. No salto em distância, segunda das dez provas do evento combinado, queimou o primeiro salto e depois desistiu. Afirmou que sentiu dores no músculo posterior da coxa durante a corrida, recebeu breve atendimento médico entre uma prova e outra, mas piorou e também decidiu não seguir no evento.

Nos 100m com barreiras, o país foi representado por Fabiana Moraes. Ela chegou em sétimo na primeira bateria com 13s40 no cronômetro, sendo apenas a 36ª no geral. Foi eliminada nesta mesma fase. A última atleta a passar por tempo foi a holandesa Sharona Bakker, com 13s12. A melhor marca da carreira de Fabiana, 12s91, foi alcançada no evento-teste para os Jogos do Rio, no ano passado.

http://globoesporte.globo.com/atletismo/noticia/andressa-de-morais-vai-a-final-do-disco-em-manha-de-lesoes-e-eliminacoes-do-brasil.ghtml

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Análise: vitória e vaga do Santos no sufoco têm dose de sorte e contragolpe mortal

Corpo fechado”, Vanderlei inspirado e miolo mais compacto ajudam o Peixe na Libertadores. Mas o time não pode nem precisa sofrer tanto, por mais que jogue com vantagem do primeiro duelo


Por Renan Cacioli, São Paulo

O Santos entrou em campo para enfrentar o Atlético-PR, na última quinta-feira, pela Libertadores, com excelente vantagem trazida do jogo de ida (3 a 2). Isto explica a postura reativa ou a tentativa, ao menos, de executá-la. O problema foi acreditar que apenas deixar o tempo passar bastaria para confirmar a vaga. Ela veio e com nova vitória, por 1 a 0.Mas, definitivamente, o resultado não traduz a realidade do confronto.

O Peixe contou com enorme dose de sorte, competência de Vanderlei e um raro contragolpe bem executado. Deu certo desta vez. Mas pode não ser o suficiente na briga pelo seu quarto título do torneio.

O maior problema dos santistas no primeiro tempo foi a distância entre as linhas e o buraco que isso deixou – muito bem ocupado pelo Furacão.

Atlético-PR ocupou uma zona na qual o Santos não conseguia transitar (Foto: GloboEsporte.com)Atlético-PR ocupou uma zona na qual o Santos não conseguia transitar (Foto: GloboEsporte.com)

Atlético-PR ocupou uma zona na qual o Santos não conseguia transitar (Foto: GloboEsporte.com)

Alison e Yuri precisavam recuar mais para buscar a bola. Não o fizeram e, invariavelmente, esperavam pelo passe já à frente da linha central do campo. Com isso, o Atlético-PR avançou simplesmente seis peças, conforme é possível ver no campinho acima. Além de sufocar o Peixe, o Furacão matava qualquer tentativa de contragolpe, a principal razão de ser da tática idealizada por Levir Culpi para o confronto.

vídeo abaixo é um bom exemplo disso. Repare como o Santos retoma a bola, mas, com os jogadores muito distantes uns dos outros, erra o passe – foram 46 ao todo, segundo dados do Footstats, contra 30 dos paranaenses – e perde a chance de contra-atacar.

Santos erra contra-ataque diante do Atlético-PR

Santos erra contra-ataque diante do Atlético-PR

Com linhas bem mais próximas, o Atlético-PR não só se recompunha rapidamente na marcação como a saída de jogo era mais tranquila. Para deixar bem claro, veja as duas imagens abaixo.

A primeira mostra uma transição defesa-ataque do Furacão:

Atlético-PR joga com as linhas bem mais próximas, facilitando a saída (Foto: Reprodução)Atlético-PR joga com as linhas bem mais próximas, facilitando a saída (Foto: Reprodução)

Atlético-PR joga com as linhas bem mais próximas, facilitando a saída (Foto: Reprodução)

Thiago Heleno, na imagem frisada com a bola, tem quatro boas opções de passe. A sequência da jogada é com Matheus Rossetto. Lucas Lima e Ricardo Oliveira são tímidas interferências para o oponente.

Agora vamos a uma imagem congelada do Santos:

Santos joga com as linhas muito distantes no primeiro tempo (Foto: GloboEsporte.com)Santos joga com as linhas muito distantes no primeiro tempo (Foto: GloboEsporte.com)

Santos joga com as linhas muito distantes no primeiro tempo (Foto: GloboEsporte.com)

David Braz vai receber de Lucas Veríssimo. Ao virar para frente, o que ele vê? Os dois volantes lá próximos da intermediária, atrás dos marcadores. Olhe o vazio entre a linha defensiva do Peixe e a faixa por onde caminham Yuri, Alison e Copete. Lembra do campinho lá em cima? É o tal buraco que o Atlético-PR ocupou. A saber: na sequência do lance, Braz precisou arriscar o lançamento para o lado direito.

O que o Levir fez para consertar isso?

Mexeu já no intervalo, é claro, depois de ver Vanderlei fazer três difíceis defesas e Lucas Veríssimo afastar uma finalização de Sidcley já em cima da linha. O treinador sacou Yuri e colocou Jean Mota. Um volante marcador por um meio-campista mais ofensivo? Em uma partida na qual o time tomava sufoco? Sim, o que Levir queria era ganhar em qualidade na transição que não funcionava, certo?

Olhe em outra imagem congelada a diferença de posicionamento:

Com Jean Mota, o Santos jogou mais compactado (Foto: Reprodução)Com Jean Mota, o Santos jogou mais compactado (Foto: Reprodução)

Com Jean Mota, o Santos jogou mais compactado (Foto: Reprodução)

Além de Jean Mota recuar quase até os zagueiros para buscar a bola, Alison também apareceu mais para servir de opção. O Peixe melhorou bastante e achou o seu gol em um contragolpe, enfim, bem articulado.

Bruno Henrique marca o gol da vitória do Santos sobre o Atlético-PR

Bruno Henrique marca o gol da vitória do Santos sobre o Atlético-PR

Aqui é bom ressaltar: o gol saiu aos 32 do segundo tempo, quando o Atlético-PR já havia acusado o cansaço. Afinal, seria impossível manter tamanho volume de jogo durante 90 minutos.

Mas só isso explica o placar? Claro que não. Vanderlei ainda precisou trabalhar bastante – foram cinco intervenções difíceis ao todo –, Jonathan cabeceara uma bola na trave pouco antes do gol de Bruno Henrique, Guilherme perdeu chance incrível dentro da área…

É onde entra a dose de sorte do Santos, o único time invicto ainda nesta Libertadores. Repito: a vaga, o resultado, tudo isso merece e deve ser comemorado. E é natural, em um mata-mata, a equipe que larga com vantagem “jogar com o regulamento debaixo do braço”, como se diz. Mas o Peixe não pode nem precisa sofrer desse jeito. Que sirva de lição para as partidas contra o Barcelona de Guayaquil, pelas quartas de final.

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ESPORTE SLIDE

Barcelona recebe pagamento por Neymar, e craque deve estrear no domingo

A Federação Francesa de Futebol confirmou nesta sexta-feira que Neymar está apto a jogar no domingo. O Barcelona enfim recebeu os 222 milhões de euros pela transferência. Com o dinheiro no cofre, o clube catalão enviou a documentação do craque para que a Liga Francesa o liberasse a competir. O avanço na negociação, que põe fim a mais um capítulo polêmico da transação, indica que o novo camisa 10 da equipe francesa vai estrear no próximo domingo, contra o Guingamp.

Com o recebimento do dinheiro, o Barcelona desbloqueou a transação, e a Federação Espanhola encaminhou o papel de conclusão da transferência da Fifa à Liga Francesa. O Certificado de Transferência Internacional (CIT) é o documento que impede que um jogador seja contratado por duas equipes ao mesmo tempo — imprescendível, logo, para homologar novos contratos. A FFP também destacou no Twitter o recebimento do CIT.

A Federação Francesa de Futebol confirmou nesta sexta-feira que Neymar está apto a jogar no domingo. O Barcelona enfim recebeu os 222 milhões de euros pela transferência. Com o dinheiro no cofre, o clube catalão enviou a documentação do craque para que a Liga Francesa o liberasse a competir. O avanço na negociação, que põe fim a mais um capítulo polêmico da transação, indica que o novo camisa 10 da equipe francesa vai estrear no próximo domingo, contra o Guingamp.

Com o recebimento do dinheiro, o Barcelona desbloqueou a transação, e a Federação Espanhola encaminhou o papel de conclusão da transferência da Fifa à Liga Francesa. O Certificado de Transferência Internacional (CIT) é o documento que impede que um jogador seja contratado por duas equipes ao mesmo tempo — imprescendível, logo, para homologar novos contratos. A FFP também destacou no Twitter o recebimento do CIT.

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ESPORTE

Dono de quatro medalhistas olímpicos aparece em lista de 40 atletas suspeitos

O vazamento de uma lista de 40 atletas possivelmente envolvidos com doping voltou a tumultuar o mundo do atletismo. Isto porque entre os nomes está o de Mo Farah, bicampeão olímpico dos 5.000m e 10.000m. Dentre os documentos expostos por um grupo de hackers estão informações que apontariam suspeita sobre os exames realizados pelo fundista britânico. A Federação Internacional (IAAF), no entanto, ainda não confirmou a veracidade dos documentos, e Mo Farah nega qualquer tipo de má conduta.

De acordo com o vazamento, publicado pelo jornal britânico “Daily Mail”, o último teste para o passaporte biológico de Mo Frah teria sido realizado em 23 de novembro de 2015 e conteria a seguinte observação: “Provável doping; passaporte suspeito; mais dados são solicitados”. Galen Rupp, parceiro de treinos de Mo Farah e dono de duas medalhas olímpicas, também teria recebido anotação semelhante: “provável doping”.

Mo Farah é bicampeão olímpico dos 5.000m e dos 10.000m (Foto: Fabrice COFFRINI / AFP)Mo Farah é bicampeão olímpico dos 5.000m e dos 10.000m (Foto: Fabrice COFFRINI / AFP)

Mo Farah é bicampeão olímpico dos 5.000m e dos 10.000m (Foto: Fabrice COFFRINI / AFP)

Outro documento, também divulgado pelos hackers, porém, aponta para resultados normais no último exame feito por Mo Farah, datado de 2016. Através de nota oficial, a equipe do fundista britânico fez questão de rebater as acusações levantadas pelos hackers.

– Qualquer sugestão de má conduta é inteiramente falsa. Mo Farah foi submetido a muitos exames de sangue durante sua carreira e nunca falhou em um sequer. Nunca fomos informados sobre nenhum dos resultados estarem fora de parâmetros legais estabelecidos por autoridades relevantes, e nem Mo Farah nunca foi contatado pela IAAF sobre nenhum resultado em particular. É totalmente incorreto e difamatório qualquer outra sugestão – diz o comunicado.

O nome de Mo Farah começou a ser envolvido com denúncias de doping em 2015, quando seu técnico, Alberto Salazar, começou a ser investigado por supostamente injetar substâncias proibidas em seus atletas. – Galen Rupp foi um dos citados à época. Salazar segue sob investigação da Agência Antidoping dos Estados Unidos, a Usada.

http://globoesporte.globo.com/atletismo/noticia/documentos-vazados-por-hackers-acusam-possivel-doping-de-mo-farah-que-nega.ghtml

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ESPORTE

Contusão dramática em Wimbledon: americana torce o joelho e grita por ajuda

Bethanie Mattek-Sands cai no chão após se contundir gravemente e é levada direto para o hospital. Ouro na Rio 2016, ela era favorita na chave de duplas

Contusão dramática em Wimbledon: americana torce o joelho e grita por ajudaContusão dramática em Wimbledon: americana torce o joelho e grita por ajuda

Uma cena dramática marcou a quinta-feira no torneio de Wimbledon. Ao correr em direção à rede para tentar uma devolução da romena Sorana Cirstea, a americana Bethanie Mattek-Sands torceu o joelho direito com gravidade e se estatelou no chão. Passados alguns segundos, ela começou a gritar. “Socorro!!! Me ajudem!!!”, diante da torcida perplexa. A tenista foi retirada de maca e levada em uma ambulância direto para o hospital.

Just a devastating scene at Wimbledon as Bethanie Mattek-Sands goes down with an injury.

A partida era válida pela segunda rodada do Grand Slam da grama e estava no primeiro game do terceiro e decisivo set. A americana venceu o primeiro por 6/4 e perdeu o segundo por 7/6 (4).

Na chave de duplas Mattek-Sands era a cabeça de chave número um ao lado da tcheca Lucie Safarova. Elas já haviam vencido na estreia em Wimbledon e tentavam conquistar o último Grand Slam que falta à parceria. Aos 32 anos, a americana lidera o ranking da WTA de duplas e é a número 103 na lista de simples. A americana conquistou a medalha de ouro em duplas mistas nos Jogos Olímpicos do Rio com John Sock. Ao todo são 26 títulos de duplas, sendo cinco de Grand Slam e quatro este ano: Roland Garros, Aberto da Austrália, Charleston e Brisbane (este com a indiana Sania Mirza).

Em 2013, Mattek-Sands sofreu uma contusão no mesmo joelho, mais precisamente no ligamento colateral medial.

Bethanie Mattek-Sands é levada para o hospital após grave contusão em Wimbledon (Foto: Daniel LEAL-OLIVAS / AFP)Bethanie Mattek-Sands é levada para o hospital após grave contusão em Wimbledon (Foto: Daniel LEAL-OLIVAS / AFP)

Bethanie Mattek-Sands é levada para o hospital após grave contusão em Wimbledon (Foto: Daniel LEAL-OLIVAS / AFP)

Pelas redes sociais, o twitter do torneio de Wimbledon desejou melhoras para a americana. Sabine Lisicki escreveu em sua conta que a consusão de Mattek-Sands foi de cortar o coração.

Best wishes to @BMATTEK who has been taken to hospital with an acute knee injury after falling in her 2nd round match against Sorana Cirstea

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ESPORTE

Eutrópio chega a Chapecó e comanda treino à tarde: “Vamos ser felizes de novo”

Treinador assume a Chape em substituição ao demitido Vagner Mancini. Ele mostra gratidão ao clube: “Essa terra que me deu muito”

Vinicius Eutrópio está na área. O treinador chegou no começo da tarde desta quinta-feira ao aeroporto de de Chapecó e já comanda o treinamento da Chape na parte da tarde. Ele estava ao lado do diretor de futebol Rui Costa e foi recepcionado pelo gerente Nivaldo, Ronilson (chefe de segurança) e o assessor de imprensa Fernando Mattos.

Vinicius Eutrópio na chegada a Chapecó (Foto: Carlos Heraldo)Vinicius Eutrópio na chegada a Chapecó (Foto: Carlos Heraldo)

Vinicius Eutrópio na chegada a Chapecó (Foto: Carlos Heraldo)

O novo comandante da Chape não deu entrevista. Falou apenas rapidamente em relação ao sentimento de voltar a trabalhar no clube. Ele dirigiu a equipe catarinense em 2015.

– Felicidade imensa de estar nessa terra que me deu muito e eu também contribuí um pouquinho. Venho de coração e muito feliz para ajudar mais um pouquinho nessa reconstrução. Vamos ser felizes de novo – disse Eutrópio.

Nesta quinta, Eutropio comandará a atividade no CT da Água Amarela e a tendência é que a Chape entre em campo domingo, às 11h (de Brasília), para enfrentar o Atlético-PR, pelo Brasileirão, já sob nova direção. Sua entrevista coletiva acontecerá apenas na sexta-feira.

Aos 51 anos, ele é ex-jogador e, além da passagem pela Chape em 2015, comandou também Figueirense, clube pelo qual foi campeão catarinense em 2014, Fluminense, América-MG e Ponte Preta, entre outros.