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Líder, Fla ainda não venceu em jogos que defesa foi vazada no Brasileirão 7

O Flamengo segue na liderança do Campeonato Brasileiro, mas viu a distância cair para apenas um ponto em relação ao São Paulo (27 a 26). A derrota por 1 a 0 para o Tricolor Paulista, na última quarta-feira (18), no Maracanã, ligou um importante alerta no Rubro-negro. Sofrer gols se tornou um problema com impacto direto nos pontos conquistados.

O time de Maurício Barbieri não venceu uma partida sequer quando foi vazado durante as 13 rodadas até aqui. Foi assim contra Vitória (2 a 2), Chapecoense (3 a 2), Vasco (1 a 1), Palmeiras (1 a 1) e São Paulo (1 a 0). Os cariocas somaram apenas três pontos em 15 disputados quando sofreram gols.

Nas oito vitórias conquistadas na competição, o Flamengo não levou gols em nenhuma delas. A dupla de zaga no retorno do Campeonato Brasileiro foi formada por Réver e Léo Duarte. O segundo teve atuação segura, enquanto o capitão se mostrou lento e perdeu combates diretos. O técnico Maurício Barbieri optou pela volta do jogador mais experiente na vaga do garoto Thuler.

Nas laterais, Rodinei e Renê tiveram uma noite infeliz, da mesma forma que o volante Romulo, responsável por substituir o suspenso Cuéllar e que mais uma vez foi vaiado pela maior parte da torcida presente ao estádio.

O fato de o Flamengo não ter vencido nenhuma partida sequer quando sofreu gols aparece como um ponto curioso e incômodo na campanha. É algo que terá de ser trabalhado pela comissão técnica. Para quem sonha com o título, tal falha não costuma perdoar.

“Fica a frustração de não ter vencido, mas não temos tempo para lamentar. Vamos corrigir os erros o quanto antes. Sabemos que o Flamengo é a equipe a ser batida. No Maracanã, a maioria dos adversários jogará por uma bola. Sabemos a importância de neutralizar isso. Acredito que, melhorando um detalhe ou outro, as coisas vão acontecer”, comentou Diego.

No próximo sábado (21), o Flamengo tem mais um compromisso importante para tentar novamente abrir vantagem na ponta da tabela. Às 19h (de Brasília), o Rubro-negro volta ao Maracanã para o clássico contra o Botafogo.

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Em 1ª grande chance, Weverton reencontra algoz Santos com 4 atacantes 1

Weverton chegou ao Palmeiras em janeiro com a expectativa de brigar pela titularidade, mas não foi bem isso o que aconteceu. O clube não quis esperar até maio de 2018 e pagou R$ 2 milhões para tirá-lo do Atlético-PR antes do final do contrato, mas ao chegar em São Paulo, ele se deparou com a inesperada condição de terceiro goleiro, atrás do consolidado Jailson e do ídolo Fernando Prass. Contra o Santos, nesta quinta-feira (19), às 20h, ele terá sua maior chance com a camisa alviverde.

Até agora, Weverton só disputou dois jogos oficiais pelo Palmeiras. Foi titular nos 3 a 0 sobre o Ituano na primeira fase do Campeonato Paulista, com o time já classificado e uma formação reserva em campo, e recebeu outra oportunidade no 0 a 0 com a Chapecoense pela terceira rodada do Brasileirão, quando Jailson foi poupado. Além disso, atuou nos três amistosos na América Central durante a Copa do Mundo.

O clássico com o Santos, portanto, é o jogo mais importante de Weverton pelo Palmeiras até agora. Com Jailson suspenso e Prass recém-recuperado de uma inflamação no joelho que o tirou da intertemporada, o goleiro campeão olímpico pelo Brasil em 2016 terá a oportunidade de manter seu retrospecto perfeito: nos cinco jogos que fez, não tomou nenhum gol.

Pela frente, porém, ele terá um adversário que não traz muitas boas lembranças. Na Libertadores do ano passado, no jogo de ida das oitavas de final, Weverton falhou feio em um chute de Victor Ferraz e soltou uma bola fácil, deixando Bruno Henrique completar no rebote. O Santos venceu por 3 a 2, fez 1 a 0 na volta e eliminou o Atlético-PR da competição continental.

Nesta quinta, o Santos deverá ir a campo com quatro atacantes de origem: Eduardo Sasha e Bruno Henrique abertos pelas pontas, e Gabigol e Rodrygo centralizados. É o mesmo desenho que deu trabalho ao Palmeiras nas semifinais do Campeonato Paulista, com ambos os jogos no Pacaembu. Com grandes atuações de Jailson, o time alviverde venceu o jogo de ida por 1 a 0, perdeu a volta por 2 a 1 e passou nos pênaltis para enfrentar o Corinthians na decisão.

Weverton tem contrato com o Palmeiras até 2022 e foi contratado com o clube pensando no futuro. Mesmo já tendo 30 anos, ele é bem mais jovem que os concorrentes: Jailson faz 37 nesta sexta (20), Prass tem 40 e o contrato de ambos vai só até o final desta temporada. Mas a oportunidade no presente pode representar uma chance importante a ser agarrada para que o goleiro, enfim, deslanche no alviverde.

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Santos fecha acordo com Sánchez e anúncio só depende de exames

Após pouco mais de um mês de negociações, o volante Carlos Sánchez enfim fechou com o Santos. O UOL Esporte apurou que o clube paulista chegou a um acordo financeiro com o uruguaio no início da tarde desta terça-feira, após reunião entre o presidente José Carlos Peres e o estafe do atleta. As bases salariais, incluindo luvas, foram acertadas. Se tudo ocorrer normalmente em relação aos exames médicos, o volante assinará contrato até o fim de 2020.

Sánchez é esperado no Brasil ainda nesta semana para realizar exames e assinar o seu vínculo. Antes de fechar com o uruguaio, a diretoria santista já havia acertado a liberação do atleta junto ao Monterrey, do México.
O clube paulista desembolsará US$ 1 milhão (R$ 3,8 milhões) para contar com o jogador de imediato. Isso porque Sánchez tem contrato com os mexicanos até o fim de dezembro deste ano.

Depois de muitas propostas e contrapropostas, o Santos deve pagar a Sánchez US$ 1,2 milhão (R$ 4,6 milhão) por ano, US$ 100 mil por mês (R$ 383 mil). O uruguaio pedia US$ 1,6 milhão (R$ 6,2 milhões) de salário por temporada, US$ 133 mil por mês (R$ 516 mil), mas um valor de luvas oferecido destravou o negócio.

A ideia da diretoria santista é anunciar um “pacote de sul-americanos” até este final de semana. Além de Sánchez, o clube paulista negocia com o uruguaio Joaquin Ardaíz e o paraguaio Derlis González.

Durante o período de Copa do Mundo, o Santos fechou a contratação do costarriquenho Bryan Ruiz até o fim de 2020. Antes dele, o clube paulista só havia realizado três contratações nesta temporada: Gabigol, Eduardo Sasha e Dodô.

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Seleção da Copa: franceses dominam, estrelas estão fora 11

Não quero esperar a final. Eu sei que é o jogo mais importante e tudo o mais, mas acho injusto dar um peso tão desproporcional a um jogo só. Portanto, já fiz minha seleção da Copa do Mundo.

E ele é recheada de franceses. França e Bélgica jogaram o melhor futebol da Copa da Rússia. A primeira (e finalista) muito sólida defensivamente e com uma dupla inacreditável no meio de campo, além de Mbappé. Os belgas tiveram grandes momentos ofensivos. Os problemas defensivos foram mascarados por inacreditáveis atuações do melhor goleiro da atualidade.

Não foi fácil escolher o goleiro. Lloris, Subasic, Pickford, Ochoa, Akinfeev, Schmeichel… vários foram muito bem. Mas Courtois foi um escândalo.

Nem Cristiano Ronaldo nem Messi nem Neymar estão na seleção. Quem diria isso antes de começar a Copa?

O melhor jogador do Mundial, a meu ver, é Luka Modric. São 32 anos e três prorrogações nas pernas, sem sair um minuto e dando piques com 115min de jogo contra a Inglaterra. Qualidade impressionante com a bola, inteligência tática sem ela. Estamos diante de um super craque – mas sem mídia.

Aqui vai minha seleção A:

Courtois no gol; Vrsaljko, Mina, Varane e Lucas Hernandez; Kanté, Pogba e Modric; Hazard, Mbappé e Kane.

Eu sei que Mbappé tem só 19 anos, etc e tal, mas o cara já é conhecido, foi a segunda maior transferência da história do futebol. Sendo assim, considero o lateral Lucas Hernandez, da França, a revelação do Mundial.

Timaço!

Minha seleção B teria sistema com três atrás (que foi bastante usado) e um russo/brasileiro improvisado: Schmeichel; Mário Fernandes, Stones e Thiago Silva; Rebic, Casemiro, Cheryshev, De Bruyne e Coutinho; Cristiano Ronaldo e Cavani.

Mande a sua aqui também!

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Infantino ri e diz que Neymar mostrará “suas habilidades reais” no futuro

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, disse nesta sexta-feira (13), em entrevista concedida em Moscou, que Neymar é um grande jogador, mas deu risada ao comentar que espera ver suas “habilidades reais” no futuro. O atacante brasileiro foi criticado ao longo da Copa do Mundo da Rússia por adversários e pessoas ligadas ao futebol por, na visão de muitos, exagerar nas quedas e nas simulações.

– Por que perdemos? Os fatores que contribuíram para a queda da seleção
– Perrengues na Rússia: de motorista dorminhoco a hotel de filme de terror
– Copa mostra que árbitro de vídeo pode minar agressões e “malandragens”

“Ele é um grande jogador. É um grande talento. Quando me vejo na frente de jogadores que faz a gente sonhar, não consigo falar nada negativo. Claro que (risadas)… Ele mostrará mais suas habilidades reais no futuro”, disse Infantino, com sorrisos ao final da resposta.

Com o Brasil eliminado nas quartas de final do Mundial na derrota por 2 a 1 para a Bélgica, Neymar viu intensificar as críticas por seu comportamento em campo. Na web, até uma hashtag foi criada (#neymarchallenge) com pessoas enviando vídeos com um desafio de caírem no chão e saírem rolando.

Neymar recebeu críticas ao longo da Copa principalmente por valorizar as quedas. Na visão de muitas pessoas, o atacante exagerou ao demonstrar dores a cada falta, o que gerou uma enxurrada de memes e gozações.

Dentro de campo, Neymar evoluiu gradativamente até as oitavas de final contra o México, marcando dois gols e participando das principais jogadas da equipe. Contra a Bélgica, não conseguiu ser decisivo, mas quase conseguiu o empate em um chute de fora da área defendido por Courtois.

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Dalic vê classificação croata para final merecida e crava: “Já estamos na história”

Uma seleção para a história. É assim que o técnico Zlatko Dalic enxerga a Croácia. A seleção venceu nesta quarta-feira, em Moscou, a Inglaterra, na prorrogação (2 a 1), e vai disputar a primeira final de Copa do Mundo de sua história. O feito inclusive supera a geração de Davor Suker, terceira colocada na França, em 1998.

– Estamos na final. Foi merecido. Ainda tem um jogo diante de nós. Já estamos na história – resumiu o técnico em êxtase.

No calor da emoção minutos após o apito final, o técnico ainda adotou tom político ao tratar a própria responsabilidade neste feito histórico. Ele assumiu a equipe na última rodada das eliminatórias da Europa. Dalic creditou a vitória à entrega da equipe.

– Nada comigo, foram os jogadores. O que eles fizeram, correram. É para ficar na história. O que nossos jogadores fizeram hoje, o nível em que jogaram. Eu queria fazer substituições, mas nenhum deles queria sair. Todos diziam estar prontos, todos diziam estar bem. Eu tenho que tirar o chapéu para nossos médicos, nossos prepardores fisicos. Todos tinham alguma pequena lesão. Ninguém queria dizer que estava mal, nenhum queria ser substituído na prorrogação.

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Geração 2018 supera a de 98: Croácia passa pela Inglaterra e decide a Copa com a França

Jogo de xadrez

A cada fase que a Croácia avançava nesta Copa, a pergunta se repetia: vai superar a geração de 1998, que chegou ao terceiro lugar na Copa da França? Nesta quarta-feira, a resposta veio. Com uma vitória por 2 a 1 sobre a Inglaterra, após a terceira prorrogação seguida, a seleção xadrez desta vez não precisou dos pênaltis para se classificar para a primeira final da sua história – Mandukic fez o gol da virada no começo do segundo tempo da prorrogação. Trippier abriu o placar de falta no primeiro tempo, mas Perisic igualou no segundo. Agora, a Croácia vai enfrentar a França, domingo, na grande decisão, tentando evitar o bicampeonato do adversário, e buscando colocar mais um campeão inédito na galeria das Copas. O duelo terá sabor de revanche: foi diante dos franceses que os croatas caíram nas semifinais de 98.

Personagem inusitado

O fotógrafo salvadorenho Yuri Cortez, da agência francesa AFP, foi “atropelado” pelos atletas na beira do gramado após o gol de Mandzukic. Acabou tirando fotos de um ângulo bem exclusivo da festa.

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Para a história: Cristiano Ronaldo fecha ciclo pelo Real e acerta com a Juventus

O ciclo vitorioso e histórico de Cristiano Ronaldo no Real Madrid chegou ao fim. Após nove temporadas no clube espanhol – onde se tornou ídolo, conquistou títulos, quebrou recordes e se tornou lenda – o luso teve sua transferência para a Juventus sacramentada. O clube merengue confirmou nesta terça-feira, em comunicado oficial, que aceitou a proposta da Velha Senhora, sem citar valores, e agradeceu pelos serviços prestados a quem chamou de “um dos mais brilhantes da história”.

+ Siga a repercussão da transferência

Logo após o anúncio, o Real divulgou uma carta escrita por Cristiano Ronaldo, na qual o craque agradece aos torcedores e fala sobre a necessidade de “abrir uma nova etapa”. CR7 apontou que pediu ao clube que fosse transferido, solicitando a compreensão de todos os torcedores.

“Refleti muito e sei que chegou o momento de um novo ciclo. Me vou, mas seguirei sempre sentindo como algo meu esta camisa, este escudo e o Santiago Bernabéu, esteja onde estiver”, escreveu.

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Neymar destruiu a própria imagem na Copa do Mundo

Os vídeos pipocam, todo dia chega um diferente. Torcedores belgas se jogam no chão, mãos nas pernas, gritos forjados de dor, fingindo que são Neymar. Ou então crianças em um campo de futebol qualquer do mundo. Quando, ao fundo, algum adulto grita ”Neymar!”, todas se jogam ao chão, se contorcendo de dor.

O debate sobre Neymar nesta Copa foi intenso. Mas ele é praticamente um debate falso. Pois pouca gente discorda do fato de ele ser um grande jogador. E pouca gente concorda com sua atitude em campo.

Eu acreditava que essa seria a Copa de Neymar, inclusive com possibilidades de sair dela como favorito à Bola de Ouro – claro que isso teria de passar pelo título da seleção. Depois da lesão e do tempo parado, chegaria voando na Copa. Em um time bem arrumado e confiante.

Bastaram os dois primeiros duelos para ver que não seria assim. E o choro depois do jogo da Costa Rica mostra o quanto esses jogadores da seleção brasileira colocam sobre si uma pressão que foge completamente dos padrões aceitáveis.

Mas OK, não foi uma Copa de Bola de Ouro. Neymar fez alguns gols, jogou bem alguns jogos, mal outros, como contra a Bélgica. Não é pecado não fazer uma Copa de Bola de Ouro.

O pepino é a imagem. Todos sabiam que Neymar era um menino mimado. Só que agora ele é visto como um menino pilantra. Sabe aquela coisa de ”ser exemplo para as crianças”? Bem… exemplo do quê?

Se Neymar sempre foi uma figura controversa entre adultos, entre crianças ele era uma espécie de unanimidade. Por vários fatores: o jeito moleque, o sorriso, a maneira extrovertida de jogar. Neymar perdeu nesta Copa seu maior capital. Não é mais unanimidade entre crianças. É ridicularizado por muitas delas.

Não me venham com a historinha para boi dormir de ”é culpa da imprensa”.

As pessoas formam opinião em função do que veem. E o que elas viram foi um jogador tentando o tempo inteiro forçar cartões a adversários reagindo de maneira exagerada a qualquer falta. Tanto tentou ludibriar os árbitros que acabou prejudicando o próprio time – a falta de credibilidade levou árbitros a tomarem decisões erradas no campo.

Não são jornalistas nem árbitros nem adversários que fizeram a imagem de Neymar ir para o ralo. Foi ele mesmo. Virou a piada da Copa. Campeão dos memes. E essas coisas são difíceis pra caramba de serem revertidas.

Era a Copa para Neymar sair maior. Saiu menor. Muito menor.

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AFA diz não querer, mas Sampaoli insiste em ficar, e Argentina vive impasse

A seleção argentina segue o impasse sobre a continuidade do técnico Jorge Sampaoli. A reunião desta segunda-feira não resolveu a situação do treinador. A princípio ele fica, mas só há garantia até o fim do mês quando nova análise será feita.

Segundo apurou o UOL Esporte, a reunião estava inicialmente prevista para esta terça, mas foi antecipada para hoje porque Daniel Angelici, presidente do Boca e vice da AFA, viajaria com o time para os Estados Unidos nesta noite. E como este 9 de julho é o dia da independência argentina, a AFA tentou também que a data simbolizasse um novo ciclo para a seleção – em vão. Jorge Sampaoli manteve com firmeza a sua intenção de continuar à frente da equipe, e o órgão deixou claro que não pretende continuar com os seus serviços, algo que já se sabia desde a campanha da Argentina no Mundial.

As duas partes ficaram de voltar a conversar e deixar que os respectivos advogados destravem o atual contrato que prevê o pagamento de US$ 8,2 milhões em caso de rompimento unilateral. Sampaoli não abre mão de receber o valor correspondente, e a AFA tentou intimidá-lo vazando alguns dos seus exorbitantes gastos na preparação para a Copa do Mundo. Na conversa de hoje, o técnico manteve a tranquilidade e em momento algum se exasperou com os seus comandantes na esperança de seguir no cargo ao menos até a Copa América do ano que vem, quando ele poderá ser dispensado praticamente sem indenização. É esta possibilidade que Sampaoli aposta para seguir à frente da azul e branca, embora Chiqui Tapia, presidente da AFA, e Daniel Angelici pretendam se livrar dele o mais rápido possível para negociar com Diego Simeone, Mauricio Pocchetino ou Marcelo Gallardo, o trio de preferência de ambos.

A AFA, porém, ouviu de Sampaoli que ele está disposto a assumir a seleção Sub-20 no Torneio Internacional de La Alcuida (Espanha), que será disputado a partir do próximo dia 28. O cargo está vago depois que Sebastián Beccacece, assistente de Sampaoli na seleção principal, pediu demissão e disse que não trabalha mais com Jorge. “O que tinha para dizer de Sampaoli, falei na cara dele”, comentou Beccacece ao ser reapresentado hoje como treinador do Defensa y Justicia, clube ao qual retorna – foi nele que eliminou o São Paulo da Copa Sul-Americana do ano passado.

Faz sentido, portanto, imaginar que a AFA queira Sampaoli apenas para preencher este buraco, para depois acelerar a sua fritura e abrir espaço para o seu sucessor na seleção principal. De acordo com o jornal argentino “Olé”, Sampaoli faz parte dos planos de três seleções que procuram técnicos: México, Costa Rica e Estados Unidos.

A seleção volta a se reunir apenas em 6 de setembro, contra a Guatemala, em Los Angeles, mas ninguém hoje tem condições de afirmar quem será o técnico. As Copas passam, mas o caos argentino continua.

Em nota oficial, a AFA confirmou a reunião realizada e a intenção de fazer Sampaoli iniciar um trabalho nas categorias de base.