Categorias
MUNDO

‘Humilhada e intimidada’: as vítimas de ‘epidemia’ de vídeos sexuais vazados na Coreia do Sul


Mulheres alvo desses crimes enfrentaram perseguições e ameaças da polícia ao buscarem justiça, de acordo com um relatório da Human Rights Watch. A Coreia do Sul registrou mais de 30 mil gravações com câmeras ocultas denunciadas à polícia entre 2013 e 2018.
Getty Images via BBC
Kyung-mi (nome fictício) foi insultada na internet, perseguida nas redes sociais e interrogada por horas pela polícia e promotores após acusar seu ex-namorado, uma estrela do K-pop, de gravá-la enquanto eles estavam fazendo sexo.
Ela foi vítima de um crime sexual digital, mas “ninguém estava lá para (me) ouvir”, disse Kyung-mi à BBC.
“Eu estudava na escola, era jovem e muito solitária. Ninguém estava do meu lado”, lamenta. “Eu realmente queria morrer, mas não podia (…) Se eu tivesse morrido, ninguém saberia a verdade sobre Jung Joon-young.”
Jung Joon-young alcançou a fama por meio de um programa de talentos na televisão e tinha uma grande base de fãs de K-pop em todo o leste asiático.
Kyung-mi o descreveu como um namorado atencioso, até que ele gravou uma relação sexual entre os dois, sem o consentimento dela.
A jovem foi à polícia pela primeira vez em agosto de 2016, mas conta que os agentes não conseguiram apreender o celular do rapaz. A polícia acabou desistindo do caso.
Ela sabia que seria difícil apresentar queixa contra uma figura pública, mas não esperava ser tratada como acusada, e não como acusadora.
“A policial me disse para reconsiderar a denúncia. Ele me disse que era difícil prestar queixa contra uma celebridade. Então o promotor pediu para me interrogar. Fui humilhada, intimidada e comecei a duvidar se havia realmente apresentado um processo contra uma pessoa inocente”, diz ela.
Demorou mais três anos para que o caso sobre a estrela da música fosse levado a julgamento.
A polícia recebeu uma pista sobre vídeos no telefone do cantor em 2019 e finalmente emitiu uma ordem para apreendê-lo: os agentes encontraram imagens ocultas de 12 mulheres, incluindo Kyung-mi, no dispositivo.
Jung Joon-young foi acusado de compartilhar as imagens em uma conversa que teve com amigos famosos. Ele agora está cumprindo cinco anos de prisão.
Um porta-voz da polícia também explicou à BBC que os policiais que trabalharam no caso de Kyung-mi estão sendo investigados.
Jung Joon-young foi condenado a cinco anos de prisão em 2019 [imagem do dia 14 de março de 2019]
Ahn Young-joon/AP
‘Comentários odiosos podem matar mulheres’
Desde que Jung foi preso, Kyung-mi tem recebido apoio, mas quando ela denunciou o comportamento de seu ex-parceiro, em 2016, poucos acreditaram nela.
Ela foi assediada na internet e teve dificuldade em encontrar amigos.
“Meus amigos me disseram que eu estava arruinando a vida de Jung. Não importava o quanto eu sofresse, a mídia falava de mim o dia todo. O país inteiro falava de mim. Ninguém me protegia”, conta.
Na entrevista, Kyung-mi chamou esses problemas de uma “nova vitimização”. Para ela, todo o processo foi completamente opressor.
“Esse tipo de comentário pode matar mulheres”, diz.
Sua experiência ao tentar relatar um crime sexual digital às autoridades na Coreia do Sul não é exceção.
A ONG Human Rights Watch (HRW) divulgou um relatório detalhado sobre vítimas no país e descobriu que elas enfrentam grandes barreiras para obter justiça.
Os crimes sexuais digitais estão aumentando em todo o mundo. Em boa parte, eles envolvem homens gravando secretamente mulheres e meninas, e compartilhando esse conteúdo.
Graças aos avanços tecnológicos, as câmeras geralmente são muito pequenas – até mesmo do tamanho de um botão – e podem ser colocadas em banheiros públicos, quartos de hotel e vestiários.
Os serviços de internet de alta velocidade na Coreia do Sul permitem que as imagens sejam baixadas e compartilhadas rapidamente, às vezes sendo vendidas para compradores online.
Entre 2013 e 2018, foram registrados mais de 30 mil casos de gravações com o uso de câmeras ocultas no país asiático.
“Os sobreviventes que entrevistamos tiveram experiências horríveis com a polícia”, diz Heather Barr, autora do relatório HRW. “As autoridades viraram as costas para as vítimas, às vezes repetidamente.”
“Elas são interrogadas sobre assuntos muito delicados em espaços públicos, interrogadas por horas; são informadas de que era sua responsabilidade coletar todas as provas, são levadas de um escritório para outro, perseguidas para retirar o caso e ameaçadas com processos por difamação”, explica.
“Também ouvimos que policiais já compartilharam imagens íntimas de sobreviventes com amigos, fotos que as vítimas tiveram que fornecer como prova das acusações”, disse Barr.
“Imagine ter que enfrentar esse tipo de tratamento quando você já está passando, talvez, pelo pior momento da sua vida. Os especialistas com quem conversamos descreveram esse problema como uma espécie de retraumatização, um termo perfeito para descrever a situação”.
A BBC contatou a polícia da Coreia do Sul buscando uma resposta para os apontamentos do relatório. Um porta-voz enviou uma declaração por escrito, afirmando que a corporação tomou uma série de medidas para lidar com essas questões.
Segundo a polícia, uma equipe de investigação de crimes sexuais cibernéticos foi formada em cada cidade e província do país.
“Estamos adotando múltiplas soluções para a investigação e regulamentação [desses crimes], bem como para a proteção e apoio às vítimas”, disse o comunicado.
A polícia prometeu educar os policiais e oferecer às vítimas um investigador do mesmo sexo para ajudá-las a se sentirem mais confortáveis. Além disso, foi criado um centro de apoio.
‘Você pode matar alguém’
No entanto, algumas vítimas são atingidas pelo trauma.
O relatório HRW, que inclui uma lista de mais de 500 vítimas, concluiu que o sofrimento causado por esse tipo de crime era tão extremo que gerava depressão e pensamentos suicidas.
A BBC entrevistou várias vítimas de câmeras escondidas nos últimos quatro anos, incluindo os pais de uma jovem que cometeu suicídio depois de ser secretamente filmada por um colega de trabalho em um vestiário do escritório.
Ela sentiu que nunca seria capaz de se livrar do estigma daquele abuso.
“Você pode matar alguém sem arma”, disse seu pai, em 2019.
“O peso do dano causado pode ser o mesmo, mas o efeito pode variar dependendo da pessoa: alguns podem conseguir superar, outros, como minha filha, podem não conseguir”, disse.
Kyung-mi quer que a sociedade sul-coreana reflita sobre como vê as vítimas de crimes sexuais cibernéticos.
“As vítimas não são pessoas que caíram neste crime porque são estúpidas ou ignorantes. Elas simplesmente não tiveram sorte. Você também pode ser uma vítima se não tiver sorte.”
A jovem encontrou conforto ao se mudar para uma área rural.
“Saí da escola enquanto recebia ajuda psiquiátrica. Fui para o interior, onde ninguém me conhecia, e li milhares de livros sozinha, pensando que o mundo tinha que mudar. Conversar com outras vítimas de violência sexual também me ajudou”, relata.
“Eu suportei a dor na esperança de que um dia a verdade viesse à tona e a consciência social crescesse.”
Conscientização crescente
A capital sul-coreana, Seul, parece brilhante e dinâmica, mas o país continua profundamente conservador.
Na prática, isso pode significar que o abuso contra as mulheres em certas partes da sociedade não é levado tão a sério quanto deveria. Muitas vezes, espera-se que as mulheres mantenham certos padrões e se enquadrem em um modelo de gênero estereotipado.
Vítimas de crimes sexuais digitais podem ser vistas por alguns como “contaminadas”.
A BBC entrevistou uma mulher em 2018 cujo namorado colocou uma pequena câmera escondida em seu quarto. Quando ela contou a seus pais, sua mãe a culpou por usar “roupas provocantes”, contou.
A mentalidade está começando a mudar, mas lentamente.
As mulheres jovens, em particular, estão percebendo que podem falar abertamente sobre o assunto. Dezenas de milhares foram às ruas em 2018 para convocar uma campanha séria contra homens que usam câmeras escondidas para gravá-las. O slogan do protesto foi “minha vida não é sua pornografia”.
Em resposta às manifestações, algumas leis foram alteradas no país, mas as penalidades impostas aos culpados muitas vezes permaneceram leves.
“Todos os sobreviventes e especialistas com quem falamos ficaram frustrados com as baixas sentenças que os juízes estão impondo para esses tipos de crime”, diz Heather Barr.
“Em 2020, 79% dos condenados por gravar sem consentimento receberam uma pena branda ou uma multa – às vezes as duas.”
“Gravar e compartilhar as imagens sem consentimento pode levar a uma pena de até sete anos de prisão nos termos da Lei de Crimes Sexuais da Coreia do Sul, mas esse é a punição máxima, e não há sentença mínima. É claro que as sentenças que são anunciadas agora muitas vezes não são proporcionais aos danos às vítimas”, diz Barr.
A especialista pede que o governo sul-coreano crie uma comissão para examinar a adequação das atuais sentenças e indenizações por crimes sexuais digitais. Isso incluiria permitir que as vítimas reivindiquem danos em tribunais de forma civil, algo que atualmente não podem fazer.
Kyung-mi também está lutando por proteção legal para as vítimas, para tentar protegê-las de abusos na internet.
“A sociedade coreana agora precisa ir mais longe, levando em consideração o sofrimento das vítimas, e institucionalizar um sistema para protegê-las legalmente”, diz.
O Ministério da Justiça disse à BBC que as diretrizes de condenação foram alteradas para refletir o sofrimento das vítimas. Elas estão em vigor desde janeiro deste ano.
“Este é um assunto realmente urgente para as mulheres e meninas da Coreia do Sul”, afirma Barr.
“Os crimes sexuais digitais estão afetando a maneira como mulheres e meninas vivem suas vidas na Coreia do Sul: como se sentem em espaços públicos, no transporte, usando o banheiro, o que vestem e em quem confiam.”
“É urgente que o governo faça mais para prevenir esse tipo de crime e garantir justiça e indenização às vítimas”.

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Papa Francisco é internado para cirurgia no intestino, diz Vaticano


Procedimento já estava agendado e busca consertar estenose (estreitamento) no órgão. Papa Francisco em foto no Vaticano em 31 de maio
Filippo Monteforte/Reuters
O Papa Francisco foi internado em um hospital de Roma, neste domingo (4), para uma cirurgia no intestino grosso. A informação foi divulgada pelo Vaticano, sem detalhes sobre o horário em que o procedimento ocorrerá.
A operação já estava agendada e busca reparar um estreitamento intestinal (estenose).
Três horas antes do comunicado do Vaticano, o pontífice chegou a participar da tradicional cerimônia religiosa na Praça de São Pedro, onde reza com seus seguidores. Ele informou, inclusive, que viajará em setembro para a Hungria e a Eslováquia.

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Joe Biden tem aprovação de 50% dos americanos


Pesquisa divulgada pelo ‘Washington Post’ no dia 4 de julho tem dados semelhantes aos do levantamento feito quando Biden completou 100 dias de governo. Entre os democratas, ele é aprovado por 94%, e entre os republicanos, por 8%. Presidente dos EUA, Joe Biden, durante encontro na Casa Branca
Susan Walsh/AP Photo
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, tem aprovação positiva de 50% dos norte-americanos e negativa de 42% deles, segundo uma pesquisa conduzida pelo jornal “Washington Post” e pela rede ABC divulgada neste domingo (4). Os demais não opiniaram.
São números parecidos com os divulgados quando Biden completou 100 dias no cargo.
Avanço da vacinação nos EUA leva à reabertura de vagas de emprego
A avaliação varia muito de acordo com a identidade política do entrevistado.
LEIA TAMBÉM
EUA irão enviar 3 milhões de doses de vacina diretamente ao Brasil
Biden anuncia meta de vacinar 70% da população adulta dos EUA contra a Covid-19 até 4 de Julho
Vacinação contra Covid nos EUA perde ritmo com avanço da imunização
Biden é do Partido Democrata. Sua gestão é aprovada por 94% das pessoas que se identificam como democratas.
Já entre os rivais, os republicanos, a aprovação é de 8%.
Os independentes
Entre aqueles que se dizem independentes, 45% aprovam o trabalho de Biden, e 43% desaprovam (os demais não têm opinião).
Vacinação aquém da meta
Além de perguntar aos entrevistados se eles aprovam ou reprovam a gestão no geral, houve perguntas sobre temas específicos, como a política de Biden para combater a pandemia ou como gerenciar a imigração.
Cerca de 60% dos americanos aprovam o trabalho do presidente no combate ao coronavírus.
Biden tinha estabelecido como meta vacinar 70% dos adultos até o dia 4 de julho (feriado que lembra a data da independência dos EUA).
Essa porcentagem não foi atingida. Estima-se que cerca de 67% dos adultos tenham recebido ao menos uma dose de vacina, segundo o “Washington Post”.
Hoje, cerca de 1 milhão de pessoas são vacinadas por dia —no auge da campanha, o número era três vezes maior.
Americanos aprovam campanha de vacinação
A avaliação da política de vacinação dos democratas e dos republicanos é um pouco menos discrepante: 95% dos democratas e 33% dos republicanos a aprovam.
As políticas de fronteira são aprovadas por 33% dos americanos no geral —e 51% não aprovam (o restante afirma que não tem opinião).
Veja os vídeos mais assistidos do G1

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Na Ucrânia, Ministério da Defesa é criticado por forçar mulheres soldados a marchar de salto alto


Parlamentares de oposição criticaram a ideia. Haverá um grande desfile militar na Ucrânia para comemorar os 30 anos de independência da União Soviética. Pernas de mulheres das Forças Armadas da Ucrânia que foram obrigadas a marchar de alto alto
Ukrainian Defence ministry press-service / AFP
Há uma controvérsia na Ucrânia por causa de fotos de mulheres soldados do país com sapatos de salto alto em uma parada militar —uma espécie de scarpin.
Na sexta-feira (2), o Ministério de Defesa divulgou fotos de soldados de farda marchando com sapatos de salto alto estilo scarpin.
O sapato faz parte das roupas oficiais das militares, mas originalmente são usados apenas para ocasiões formais, e não para marchar com o uniforme de batalha.
Uma cadete afirmou que é mais difícil marchar com esse tipo de sapato, um scarpin, do que em botas.
A Ucrânia fará um desfile militar no mês de agosto para comemorar os 30 anos de independência após o fim da União Soviética.
Mulheres do exército da Ucrânia marcham de sapatos altos
Ukrainian Defence ministry press-service / AFP
Parlamentares da oposição criticaram o sapato das militares. Eles sugeriram que o ministro da Defesa compareça ao desfile militar de scarpin.
Para os parlamentares, as soldados mulheres estão defendendo o país, arriscam as próprias vidas e não merecem ser objeto de piada —além de haver riscos para a saúde.
Segundo o jornal “The New York Times”, o Ministério da Defesa desistiu da ideia.
Segundo o jornal “The Guardian”, a deputada Olena Kondratyuk afirmou que as autoridades deveriam pedir desculpas às soldados.
Segundo ela, mais de 13.500 mulheres que já lutaram no conflito entre a Ucrânia e separatistas no leste do país que são apoiados pela Rússia (mais de 13 mil pessoas morreram no conflito desde 2014).
Veja uma reportagem de 2019 sobre o conflito entre o governo da Ucrânia e os separatistas do leste do país.
Ucrânia e separatistas pró-Rússia trocam mais de 200 prisioneiros
Hoje, mais de 31 mil mulheres servem nas Forças Armadas.

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Avião militar das Filipinas cai com 85 pessoas a bordo


Aeronave tentava pousar na ilha de Joló, na província de Sulu. Segundo as Forças Armadas do país, 15 pessoas foram resgatadas no local. Um avião militar com 85 pessoas a bordo caiu neste domingo (4) no sul das Filipinas, informou o chefe das Forças Armadas.
Quinze pessoas foram resgatadas inicialmente no local do acidente, ocorrido quando o avião C-130 tentava pousar na ilha de Joló, na província de Sulu, disse à agência France Presse o general Cirilito Sobejana.
“As equipes de resgate estão no local, estamos orando para que possam salvar mais vidas”, disse ele.
Avião militar cai nas Filipinas
Infografia/G1
Veja vídeos de notícias internacionais

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Trabalho de resgate é retomado no Japão após deslizamentos de terra


Chuvas torrenciais provocaram avalanche de lama soterrando casas na região de Shizuoka. Duas pessoas morreram, 20 estão desaparecidas, e quase 400 foram retiradas de casa. Equipes de resgate buscam sobreviventes em Atami, neste domingo (4)
Charly Triballeau/AFP
O Japão retomou as operações de resgate de 20 pessoas desaparecidas na manhã deste domingo (4), depois que deslizamentos de terra provocados por chuvas torrenciais que atingiram a cidade costeira de Atami, na região de Shizuoka, matando pelo menos duas pessoas, disse a agência de notícias Kyodo.
Cerca de 10 pessoas foram resgatadas e cerca de 80 edifícios foram afetados pela avalanche de lama. O primeiro-ministro Yoshihide Suga, que convocou uma força-tarefa de emergência para enfrentar a crise, pediu no sábado que as pessoas nas áreas afetadas permanecessem em alerta.
Deslizamento de Terra no Japão mata 2 e deixa 20 desaparecidos
As equipes de resgate são formadas por 700 pessoas da polícia da província de Shizuoka, bombeiros e militares.
Na área afetada, onde a chuva intermitente continuou, cerca de 387 pessoas foram retiradas na manhã de domingo, disse a agência de notícias.
Moradores que foram retirados de casa em abrigo de Atami
Charly Triballeau/AFP
Chuvas no Japão
Desde o começo da semana algumas partes do Japão têm sido atingidas por chuvas fortes. De acordo com especialistas, a lama ficou mais solta com a água e isso aumenta o risco de deslizamentos (e o Japão tem muitas montanhas e vales).
Os deslizamentos acontecem diversas vezes, eventualmente com a velocidade de um carro. A lama arrasta veículos e destrói casas no caminho.
VÍDEO: Chuva transforma riacho em rio no Japão; veja a força das águas
Veja mais vídeos internacionais

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Forças Armadas do Canadá em alerta diante de avanço dos incêndios


Ao menos 177 incêndios ocorreram na província da Colúmbia Britânica, dos quais 76 foram registrados nos últimos dois dias. A pequena cidade de Lytton foi evacuada na quarta-feira depois que um incêndio se espalhou rapidamente pela área; no dia anterior foram registrados 49,6 graus Celsius nesse povoado, um recorde no país. Calor intenso aumenta focos de incêndios florestais no Canadá
As forças armadas do Canadá estão em alerta neste sábado (3) para ajudar a evacuar as cidades e combater mais de 170 incêndios causados por uma onda de calor sufocante e pela seca no oeste do país.
Ao menos 177 incêndios ocorreram na província da Colúmbia Britânica, dos quais 76 foram registrados nos últimos dois dias, disseram as autoridades. A maioria foi causada por raios.
“Ontem [sexta-feira] observamos cerca de 12.000 relâmpagos”, afirmou Cliff Chapman, diretor de operações do serviço de bombeiros da Colúmbia Britânica, de acordo com a emissora pública CBC. “Muitos desses relâmpagos caíram perto de comunidades, como visto na área de Kamloops”, 350 quilômetros a nordeste de Vancouver, acrescentou.
VÍDEO: Imagens mostram queimada que devasta vilarejo no Canadá
Embora o fenômeno da “cúpula de calor” que retém o ar quente na região seja responsabilizado pelas condições sufocantes no oeste dos Estados Unidos e Canadá, os especialistas dizem que as mudanças climáticas estão fazendo com que os recordes de temperatura sejam quebrados com mais frequência.
A nível mundial, a década que antecedeu 2019 foi a mais quente já registrada, e os cinco anos mais quentes ocorreram desde 2012, de acordo com o climate.gov.
Na sexta-feira, o ministro canadense de Segurança Pública, Bill Blair, apontou para “condições de seca e calor extremo” que são “inéditas” na Colúmbia Britânica. “Esses incêndios mostram que estamos no início do que promete ser um verão longo e difícil”, acrescentou em entrevista coletiva.
Na sexta-feira, o primeiro-ministro Justin Trudeau se reuniu com um Grupo de Resposta a Incidentes, que inclui vários ministros, após conversar com lideranças locais, provinciais e indígenas. “Estaremos aqui para ajudar”, disse ele a jornalistas.
O grupo informou que decidiu estabelecer um centro de operações em Edmonton, no oeste do país, com até 350 efetivos militares para prestar apoio logístico à região, segundo o ministro da Defesa, Harjit Sajjan. Aviões militares também foram enviados.
Cerca de mil pessoas foram forçadas a deixar suas casas por causa dos incêndios na Colúmbia Britânica, e muitas outras estão desaparecidas.
Ao menos 719 pessoas morreram na semana, “três vezes mais” do que a média naquele período, relatou o departamento médico-legista d Colúmbia Britânica.
Lisa Lapointe, a chefe legista da província, informou que o calor extremo era provavelmente um “fator importante”.
A pequena cidade de Lytton foi evacuada na quarta-feira depois que um incêndio se espalhou rapidamente pela área. Cerca de 90% da cidade foi queimada, segundo Brad Vis, deputado que representa a área. Na terça-feira, 49,6 graus Celsius foram registrados nesse povoado, um recorde no Canadá.
Incêndio de enormes proporções destruiu vilarejo de Lytton, no Canadá, entre 30 de junho e 1 de julho
2 RIVERS REMIX SOCIETY / VIMEO.2RMX.CA via Reuters
A onda de calor continuou a se expandir pelo Canadá neste sábado, afetando também as províncias de Alberta, Saskatchewan e Manitoba, assim como partes dos Territórios do Noroeste e partes do norte de Ontário.
Mais ao sul, os estados americanos de Washington e Oregon também vivenciam temperaturas recordes.
Ao menos 94 pessoas morreram em Oregon devido à onda de calor, alertaram as autoridades na sexta-feira. E na Califórnia, três incêndios já destruíram cerca de 16.200 hectares no norte do estado.

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Brasileiros protestam na Europa e ‘Fora Bolsonaro’ aparece no Tour de France


Manifestantes se reuniram em Paris, Lisboa, Coimbra, Genebra, Amsterdã, Viena e cidades da Alemanha. Brasileiros protestam contra Jair Bolsonaro em Barcelona
Nacho Doce/Reuters
Milhares de brasileiros voltaram às ruas neste sábado (3), no Brasil e no mundo, para protestar contra o presidente Jair Bolsonaro, que será investigado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por supostamente não ter denunciado suspeitas de irregularidades na negociação de vacinas contra a Covid-19. 
NO BRASIL: Manifestantes fazem atos contra Bolsonaro e a favor da vacina
Este é o terceiro dia de manifestações contra o governo, que enfrenta uma pressão cada vez maior por conta da investigação parlamentar sobre supostas omissões no gerenciamento da pandemia.
Na Europa, a imagem mais marcante dos protestos foi registrada na França e pôde ser vista por milhares de espectadores que acompanham a legendária prova ciclística Tour de France. No trajeto dos ciclistas, um manifestante escreveu com um giz no asfalto “Fora Bolsonaro”. A imagem foi captada por um drone que imortalizou o protesto.
Brasileiros e estrangeiros foram às ruas das principais capitais europeias pedir o impeachment do presidente negacionista. No Twitter, desfilam imagens dos protestos em Paris, Lisboa, Coimbra, Genebra, Amsterdã, Viena e cidades da Alemanha. As faixas e cartazes exibem com frequência a palavra “genocida”, acusação que é feita a Bolsonaro pela morte de mais de 522 mil brasileiros na pandemia. Atos estavam confirmados em 35 cidades no exterior, segundo a Frente Internacional Brasileira – Fibra.
Initial plugin text
Nos dois primeiros meses de audiências, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), instalada pelo Senado, focou principalmente no atraso do governo em fechar acordos com empresas farmacêuticas para a compra de vacinas, ao mesmo tempo em que o presidente promoveu o uso de medicamentos ineficazes contra a Covid-19 – como a hidroxicloroquina. Os senadores também elencaram as inúmeras declarações críticas de Bolsonaro contra o distanciamento social.
Mas desde a semana passada, o depoimento do deputado federal Luis Miranda (DEM/DF) e de seu irmão Luis Ricardo Miranda, servidor do Ministério da Saúde, mudaram o foco das investigações. O parlamentar confirmou que Bolsonaro citou o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP/PR), numa conversa em que Miranda relatou ao presidente que seu irmão vinha sofrendo pressões para liberar um contrato de compra da vacina Covaxin que aparentava ter irregularidades. Bolsonaro teria prometido encaminhar o caso à Polícia Federal, o que aparentemente não fez.
Initial plugin text
Isso resultou, na sexta-feira (2), na abertura de uma investigação da Procuradoria-Geral da República contra o presidente, que vai apurar se Bolsonaro cometeu ou não o crime de “prevaricação”, ao supostamente não denunciar as suspeitas de irregularidades.
Outras denúncias que a CPI investiga e que causaram polêmica esta semana vieram de um empresário que alegou ter recebido um pedido de suborno do diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias, enquanto supostamente negociava com o governo a venda de vacinas. Dias nega ter pedido propina, mas foi exonerado do cargo.
Bolsonaro continua negando que tenha ocorrido qualquer ato de corrupção em seu governo. O presidente insiste em dizer que a CPI da Covid-19 é uma “palhaçada”. 
A oposição apresentou esta semana um “superpedido de impeachment”, que reúne uma centena de pedidos já apresentados à Câmara dos Deputados, com mais de 20 denúncias diferentes contra o presidente.

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Rappi é alvo de críticas na Colômbia após decidir vacinar só os ‘melhores entregadores’


‘Pedalar por uma vacina: a cruel proposta Rappi para imunizar trabalhadores colombianos’, afirmou a emissora de rádio AM 750 ao tratar do caso. Em comunicado, a Rappi pediu desculpas pelo ‘mal-entendido’. Motorista de empresa de delivery Rappi
BBC
A empresa de entregas por aplicativo Rappi foi alvo de uma onda de críticas na Colômbia depois de decidir oferecer vacinas contra Covid-19 apenas para os “melhores” entregadores no país.
Assim que chegou o primeiro carregamento de imunizantes, obtidos pelo governo e pagos pelo setor privado colombiano, o diretor de Assuntos Públicos da Rappi, Juan Sebastián Rozo, disse à uma rádio local que a empresa vacinaria, de forma seletiva, a 2.000 entregadores.
“Nossa prioridade será dar a vacina aos distribuidores que mais entregas fizerem, mais tempo estiverem conectados e, portanto, mais tempo expostos”, disse Rozo à Blu Radio Colombia.
Participante do programa lançado pelo governo do presidente Iván Duque para a vacinação de trabalhadores em parceria com o setor privado, Empresas pela Vacinação, a Rappi acabou acusada de discriminação, de mercantilizar a saúde e de adotar práticas antiéticas.
“Pedalar por uma vacina: a cruel proposta Rappi para imunizar trabalhadores colombianos”, afirmou a emissora de rádio AM 750 ao tratar do caso. O jornal “El Tiempo”, de Bogotá, ressaltava que as regras estabelecidas pelo Ministério da Saúde determinavam que “nenhuma pessoa que tenha algum vínculo contratual ou de trabalho em vigor e habite territorial nacional poderá ser excluída” da vacinação.
Em entrevista à BBC News Brasil, o ministro da Saúde e Proteção Social da Colômbia, Fernando Ruiz Gómez, disse ter acionado uma das câmaras empresariais do país, responsável por levantar o dinheiro para a compra das vacinas, para criticar os planos da Rappi e cobrar mudanças.
“A Rappi estava desobedecendo as normas. Comprou (4.000) vacinas para vacinar 2.000 de seus 60 mil empregados, mas e falamos com eles. Ou devolvem as vacinas (ao governo) ou devolvem à câmara ou as doam, mas eles não podem vacinar uns sim e outros, não. Isso significa atender ao princípio de solidariedade e a vacinação de todos os empregados da empresa. Não podem selecionar uns e outros não para serem imunizados. Isso gera privilégios. Ou vacinam todos ou não vacinam ninguém””
As doses compradas pela Rappi seriam aplicadas em parte dos trabalhadores das principais cidades colombianas: Bogotá, Medellín, Cali e Barranquilla.
Para o ministro, a situação acabou servindo de alerta para a possível intenção similar de outras empresas. “Manifestamos nossa surpresa à câmara empresarial e notificamos que não estavam sendo cumpridas as normas legais colombianas. E que. por desrespeitar as normas do ministério, poderiam estar sujeitas a sanções e que era um problema grave para a reputação do setor privado.”
Em comunicado, a Rappi pediu desculpas. “Lamentamos que uma iniciativa pautada pela preocupação decorrente de uma emergência sanitária mundial tenha sido mal interpretada e pedimos desculpas pelo mal-entendido”, disse. Disse ainda que “apoia os entregadores parceiros que estão mais expostos à contaminação e não pertencem ao grupo prioritário na Colômbia”.
As críticas não foram unânimes. O presidente da Associação Colombiana de Infectologia, José Oñate, elogiou à BBC News Brasil a parceria público-privada de vacinação contra a doença que matou mais de 100 mil pessoas no país.
22% dos colombianos receberam pelo menos 1 dose de vacina contra covid
Reuters
“Todas as iniciativas para ampliar e acelerar a vacinação nessa tarefa titânica contra o coronavírus devem ter apoio e respeito. As empresas investem nas vacinas e o dinheiro público fica um pouco mais livre para a compra de ainda mais doses.”
Para Oñate, a Rappi não cometeu erros nos critérios adotados para vacinar entregadores ligados à empresa. “A logística corresponde a cada empresa. E a maior exposição de uma pessoa justifica que ela seja logo vacinada. O plano nacional de vacinação já contemplou as pessoas com maior risco de saúde.”
A compra direta de vacinas pelo setor privado foi tentada em vários países da região, como o Brasil, o México, o Peru e a Argentina. Mas as principais fabricantes de vacina do mundo estabeleceram como regra que não venderiam imunizantes ao setor privado enquanto não atendessem a demanda dos governos.
O Brasil chegou a autorizar a aquisição pelo setor privado, com regras específicas que incluíam doação ao país de parte dos imunizantes comprados, mas isso não saiu do papel justamente por falta de vacinas disponíveis.
No caso da Colômbia, o ministro da Saúde e Proteção Social explicou que houve uma triangulação formal entre governo, empresas e fabricantes com o objetivo de “acelerar” o ritmo de vacinação por meio de um número limitado de doses ao setor privado.
Segundo o ministro, a parceria público-privada envolveu 5.200 empresas e 3,5 milhões das 74 milhões de doses da farmacêutica chinesa Sinovac (fabricante da Coronavac) previstas para o país até o fim do ano. Até o momento, 22% da população colombiana, de quase 50 milhões de pessoas, receberam ao menos 1 dose da vacina. Em comparação, no Brasil essa taxa é de 36% dos 212 milhões de habitantes.
“Como a vacinação na Colômbia começou em fevereiro, depois do Brasil e da Argentina, nosso objetivo, ao conseguir concretizar a aliança com o setor privado, foi acelerar o processo de vacinação.” O montante destinado a pequenas, médias e grandes empresas será totalmente entregue até o fim de julho.
Como no Brasil, a aquisição de vacinas pelo setor privado gerou um debate sobre a eventual desigualdade dessa estratégia, em vez de concentrar todos os esforços no setor público.
Presidente colombiano, Iván Duque, pediu apoio das empresas para tentar acelerar imunização no país
EPA
Em documento divulgado neste ano, a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), braço da ONU nas Américas, defendeu o financiamento público da aquisição de vacinas. Para Jarbas Barbosa, médico sanitarista e epidemiologista brasileiro que atua como diretor-assistente da Opas, a distribuição de vacinas compradas pelo setor privado poderia ampliar ainda mais as desigualdades que a pandemia de coronavírus tem exposto.
Para o ministro colombiano, é muito difícil para o poder público fiscalizar a distribuição dessas vacinas pelas empresas, mas disse que a legislação prevê sanções duras para aquelas que descumprirem as regras acordadas. “Mas além disso há o compromisso e a reputação para que seja respeitado o acordado”.
Questionada pela BBC News Brasil se devolverá ou doará as doses, conforme informado pelo governo colombiano, a Rappi disse: “Estamos totalmente convencidos de que podemos ajudar de alguma maneira. O investimento nas vacinas é um fato e isso não mudará de forma alguma. Se houver alguma alteração na logística e no formato desse apoio, anunciaremos no devido prazo e com transparência para toda a sociedade”.
Em comunicado sobre o episódio, a empresa de entregas afirmou ainda: “Nosso único propósito de participar do ‘Empresas pela Vacinação’ é ajudar a conter o contágio e contribuir para o fortalecimento das estratégias de saúde pública da Colômbia. Temos orgulho de contribuir de alguma forma para voltarmos à normalidade o mais rápido possível nos termos em que a lei nos permitir”.

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Com proximidade de tempestade tropical, demolição de resto de prédio que desmoronou parcialmente na Flórida deve ser antecipada


Mais dois corpos foram encontrados nos escombros. Equipes de resgate trabalham nos escombros do condomínio Champlain Towers South, em Surfside, em 25 de junho de 2021. Prédio desabou parcialmente no condado de Miami-Dade, na Flórida, nos Estados Unidos.
Gerald Herbert/AP
A demolição do resto do edifício que colapsou parcialmente em Surfside, perto de Miami pode acontecer ainda neste fim de semana, de acordo com autoridades dos Estados Unidos —há receio que uma tempestade tropical, nomeada de Elsa, agrave a situação.
Neste sábado (3) foram encontrados mais dois corpos —até agora, há oficialmente 24 mortos e 124 desaparecidos.
Chega a 22 o número oficial de mortos no desabamento de um prédio na Flórida
LEIA TAMBÉM
Outro prédio na região de Miami é esvaziado por problemas de segurança
Filha de 7 anos de bombeiro é achada morta nos escombros de desabamento na Flórida
As operações de busca já acontecem há mais de uma semana.
O chefe dos bombeiros, Alan Cominsky, afirmou que a demolição do resto das torres deve acontecer o mais rápido possível, porque se prevê que a tempestade Elsa deve chegar na segunda-feira.
As famílias entendem que isso precisa ser feito, disse a prefeita do condado de Miami Dade, Daniella Levine Cava.
O receio com o resto do complexo fez com que as buscas tivessem sido interrompidas na quinta-feira (depois elas foram retomadas)..
Nenhum sobrevivente foi retirado dos escombros desde as primeiras horas após o colapso, em 24 de junho.
Não se sabe ainda por que o prédio caiu. Um relatório de 2018 apontava que havia deficiências estruturais. Agora, essas são o foco do inquérito que está sendo examinado.
Veja os vídeos mais assistidos do G1

Fonte: G1 Mundo