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Promotores de NY acusam a Trump Organization de fraude e crimes fiscais


Diretor financeiro Allen Weisselberg e companhia responderão por ‘esquema de 15 anos de evasão de impostos’. Valor estimado de desvios chega a US$ 1,7 milhão. Fachada da Trump Tower, em Nova York, em foto de 2016
Spencer Platt/Getty Images/AFP/Arquivo
Os promotores de Nova York, Estados Unidos, acusaram formalmente nesta quinta-feira (1º) a Trump Organization de fraude e crimes fiscais.
Mais cedo, o diretor financeiro (CFO) Allen Weisselberg havia se apresentado às autoridades judiciais para prestar esclarecimentos.
Ele e a companhia responderão por um “esquema de 15 anos de evasão de impostos”. O valor estimado dos desvios chega a US$ 1,7 milhão (cerca de R$ 8,6 milhões).
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A Trump Organization é o braço de negócios no ramo imobiliário que catapultou o magnata Donald Trump para a fama – que o pôs nas capas de revistas, programas de TV e, por fim, na Casa Branca.
CFO se apresentou
O diretor financeiro (CFO) da Trump Organization, Allen Weisselberg, se apresentou às autoridades judiciais nesta quinta-feira (1º), no dia em que o executivo e o conglomerado que reúne as empresas do ex-presidente dos Estados Unidos devem ser formalmente acusados.
Serão as primeiras denúncias formais de uma investigação que paira sobre Donald Trump há anos. Ela era apenas civil, mas em maio passou a ser também criminal, por suspeita de fraudes bancárias e em seguros e evasão fiscal.
Weisselberg é um contador de 73 anos que passou grande parte de sua carreira trabalhando no império imobiliário da família Trump, onde ingressou em 1973. Ele também ajudou o ex-presidente a administrar o conglomerado durante seu período na Casa Branca.
Diretor financeiro das Organizações Trump se entrega às autoridades de NY
Foto de 11 de janeiro de 2017 mostra o então presidente eleito dos EUA, Donald Trump, seu filho Donald Trump Jr. e ao fundo o diretor financeiro da Trump Organization, Allen Weisselberg, durante entrevista coletiva na Trump Tower, em Nova York
Evan Vucci/AP
Weisselberg foi visto entrando em um prédio que abriga o tribunal criminal de Manhattan nesta manhã para ser notificado das acusações às quais responderá, segundo a imprensa americana.
Os jornais “The Wall Street Journal”, “The New York Times” e “The Washington Post” dizem que as acusações se referem a benefícios em espécie concedidos Weisselberg que não teriam sido declarados à Receita.
A denúncia contra Weisselberg e a Trump Organization será apresentada no final do dia pelo promotor Cyrus Vance Jr., segundo a imprensa. O ex-presidente americano não deve ser indiciado por enquanto, mas a investigação do Ministério Público de Nova York continua (veja mais abaixo).
Imagem de arquivo mostra a entrada do Trump International Hotel em Washington, no dia de sua abertura
Kevin Lamarque/Reuters
O conglomerado das empresas de Trump, que vão de hotéis a campos de golfe, divulgou comunicado em que acusa os promotores de usar Weisselberg como um “peão” para perseguir o ex-presidente.
Trump sempre negou qualquer irregularidade e disse que a investigação era uma “caça às bruxas” por por motivos políticos, pois Vance é filiado ao Partido Democrata (nos EUA, os membros do Ministério Público são eleitos e é comum que os promotores sejam ligados a partidos políticos).
A investigação
O promotor distrital inicialmente se concentrou em investigar pagamentos para comprar o silêncio de duas mulheres que afirmam ter tido casos com Trump, mas avançou para evasão fiscal e fraude.
O inquérito é conduzido de maneira sigilosa e, em março, obteve acesso a oito anos de declarações de Imposto de Renda de Trump, após uma decisão da Suprema Corte do país (veja no vídeo abaixo).
Suprema corte dos EUA determina que Trump apresente imposto de renda
A decisão foi uma resposta a um pedido feito pelos advogados de Trump, que tentavam manter as informações fiscais do ex-presidente sob sigilo.
Em 2018, Michael Cohen, o ex-advogado de Trump, foi preso após reconhecer que havia pago pelo silêncio de duas mulheres quando elas acusaram o então candidato republicano à Casa Branca de ter mantido relações sexuais fora do casamento.
Antes de ser preso, Cohen alegou que Trump – com o apoio de seus familiares – cometeu diversas fraudes fiscais e bancárias ao longo dos anos.
Segundo o ex-advogado, o republicano teria “inflado seus ativos” para aparecer na lista dos homens mais ricos da revista “Forbes”, mas mentiu e desinchou os números para não pagar impostos.
Michael Cohen na saída de seu apartamento em Nova York, antes de se entregar à Justiça
Jeenah Moon/Reuters
IR presidencial
Durante a campanha presidencial americana e os quatro anos em que ocupou a Casa Branca, Trump se recusou a divulgar as suas declarações de Imposto de Renda – algo que era feito por todos os seus antecessores.
Os presidentes americanos sempre divulgaram suas declarações, detalhando as fontes de renda e impostos pagos, em nome da transparência.
Em setembro, o jornal “The New York Times” revelou que Trump não pagou imposto de renda em 10 dos 15 anos anteriores à sua eleição — e pagou apenas US$ 750 de imposto em 2016 e em 2017 (justamente o ano em que foi eleito e o primeiro no cargo).
Trump pagou apenas US$ 750 de imposto de renda em 2016 e 2017, afirma jornal
Em maio deste ano, Biden retomou a tradição rompida por Trump e publicou a sua declaração de impostos.
O atual presidente americano e sua esposa, Jill, ganharam no ano passado US$ 607 mil (cerca de R$ 3,16 milhões na cotação da época).
O casal pagou US$ 157 mil em Imposto de Renda federal, uma alíquota efetiva de 25,9%, e mais US$ 28,8 mil de IR estadual em Delaware, onde residia antes de chegar à Casa Branca.
Joe e Jill Biden durante homenagem a um policial morto
Erin Schaff/Pool via Reuters
00:00 / 23:23

Fonte: G1 Mundo

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Incêndio devasta vilarejo no Canadá que registrou quase 50°C


Estima-se que 90% do povoado foi destruído, e famílias separadas durante a ordem de evacuação ainda tentam se encontrar. Onda histórica de calor atinge o oeste do Canadá e nordeste dos EUA. Fumaça de incêndio sobre Lytton, vilarejo no oeste do Canadá, nesta quinta (1º)
Karin Schmidlin/via Reuters
Os 250 moradores de Lytton, no oeste canadense, precisaram fugir de suas casas após um incêndio devastar o pequeno vilarejo na quarta-feira (30). Esse fogo começou após o povoado registrar quase 50°C — a maior temperatura já vista na história do Canadá (saiba mais no fim da reportagem).
A fumaça poderia ser vista pelo alto, e o parlamentar Bradley Vis, que representa a região, estima que até 90% das construções foram consumidas pelo fogo. O prefeito de Lytton, Jan Polderman, deu a dimensão da gravidade do incêndio em entrevista à rede CBC News.
“Toda a cidade está pegando fogo. Levou só 15 minutos do primeiro sinal de fumaça até, de repente, aparecer fogo em todo lugar”, disse Polderman.
“Será um milagre se todos tiverem sobrevivido”, afirmou o prefeito.
Não há informação, até o momento, sobre vítimas do incêndio em Lytton. Segundo a emissora CBC, dezenas de pessoas ainda procuravam nesta quinta (1º) parentes que se perderam durante a evacuação da cidade. Ainda não está claro o que causou o incêndio.
Calor recorde no Canadá
Prédios em Vancouver, no Canadá, nesta segunda-feira (28) de calor recorde no país
Jennifer Gauthier/Reuters
Lytton registrou as mais altas temperaturas da história do Canadá nesta semana por três dias consecutivos:
Domingo (27/6) — 46,1°C
Segunda-feira (28/6) — 47,9°C
Terça-feira (29/6) — 49,6°C (recorde)
A onda de calor atingiu toda a província canadense da Colúmbia Britânica e também Oregon e Washington, nos Estados Unidos, que também registram recordes de temperatura.
Canadá registra quase 500 mortes em meio a temperaturas recordes
O número de mortes relacionadas ao forte e incomum calor não está claro ainda. Mas o oeste do Canadá registrou 500 óbitos desde o fim de semana, um número acima do normal que indica que houve, sim, vítimas dessas temperaturas elevadíssimas. Veja o VÍDEO acima.
Esse verão de temperaturas extremas se explica por um fenômeno chamado domo de calor. Trata-se de um enorme sistema de alta pressão, que se formou entre a Califórnia e o Ártico, impedindo a formação de nuvens e de ventos frescos. Cientistas avisam que, com as mudanças climáticas, fenômenos do tipo ficarão mais frequentes.

Fonte: G1 Mundo

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Presidente das Filipinas insulta Manny Pacquiao, boxeador que pode ser candidato nas próximas eleições


‘Eu diria que você é um merda’, afirmou Rodrigo Duterte ao se referir a Manny Pacquiao. Os dois já foram aliados, mas se distanciaram. Imagem de 2016 de Manny Pacquiao
Erik De Castro/Reuters
O presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, insultou nesta quinta-feira (1º) o astro do boxe Manny Pacquiao, visto como seu possível sucessor na eleição presidencial do ano que vem.
Recentemente, Pacquiao se queixou da corrupção no governo, além do relacionamento amistoso do presidente com a China.
“Quando você é um campeão de boxe, não quer dizer que é um campeão na política”, disse Duterte em uma entrevista coletiva. “Ele está choramingando”.
Pacquiao, de 42 anos, foi um dos maiores apoiadores de Duterte durante muito tempo, mas é visto como possível concorrente quando o mandato único de seis anos deste terminar.
Veja abaixo um vídeo de 2016, quando Pacquiao foi eleito.
Manny Pacquiao pede desculpas após dizer que ‘homossexuais são piores que animais’
Duterte perguntou por que o boxeador que virou parlamentar só estava falando de corrupção agora, e disse que ele deveria se concentrar em investigá-la, ao invés de deixar o país para se preparar para uma luta no mês que vem.
“Eu diria que você é um merda”, disse Duterte. “Comece a investigar. Cumpra primeiro sua tarefa como senador. Não se ausente”.
O escritório de Pacquiao disse que ele responderá em uma coletiva de imprensa no sábado. Ele e Duterte pertencem ao mesmo partido político, que está pedindo a este último que concorra a vice-presidente em 2022.
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Fonte: G1 Mundo

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Quem é YosStop, a youtuber mexicana presa acusada de pornografia infantil


A youtuber mexicana Yoleline Hoffman foi presa na terça-feira (29) por transmitir uma gravação de um estupro de uma menor. Yoseline Hoffman tem 2 canais no YouTube com 14 milhões de assinantes
Getty Images via BBC
Aviso: este artigo contém descrições de agressões sexuais.
Yoseline Hoffman é uma youtuber de sucesso entre os jovens mexicanos. Hoffman, de 30 anos, tem cerca de 14 milhões de assinantes em suas duas contas no YouTube, onde é conhecida como YosStop.
Ela foi presa na terça-feira (29) e é agora alvo de uma investigação de pornografia infantil, segundo a promotoria da Cidade do México.
Hoffman terá de prestar depoimento “pela possível prática do crime de pornografia, com agravo contra um menor”, afirma a promotoria em seu site.
O que se sabe sobre a denúncia?
A prisão da influenciadora aconteceu depois de acusações feitas por uma jovem, que denunciou Yoseline Hoffman em março por crime de pornografia infantil.
A denúncia é também contra cinco outros homens que, segundo o depoimento da jovem, a agrediram, estupraram, registraram os fatos e os divulgaram nas redes em 25 de maio de 2018.
No vídeo do estupro, a jovem (que tinha 16 anos na época) aparece bêbada enquanto quatro homens colocam uma garrafa de champanhe em sua vagina, segundo a agência de notícias EFE.
As imagens que circularam na internet chegaram a Hoffman, que por sua vez dedicou um vídeo em seu canal no YouTube para falar sobre o caso. A youtuber fez críticas ao comportamento da menor estuprada, chamando-a de “puta”.
No vídeo no seu canal, a influenciadora confirma que recebeu a gravação com a agressão sexual à adolescente, que a reproduziu e que a guardou no seu celular.
Algum tempo depois do abuso, a jovem agredida contou sua versão da história em suas redes sociais e falou sobre ataques que recebeu de Hoffman.
Declarações mais polêmicas
Yoseline Hoffman é uma veterana da rede YouTube.
“Eu digo as coisas como elas são, não meço minhas palavras. Este é um bom canal para criticar a sociedade do meu ponto de vista”, ela diz em um de seus vídeos, postado em um dos seus canais.
Yoseline Hoffman foi presa nesta semana e é alvo de investigação sobre pornografia infantil
Getty Images via BBC
Em outro canal diferente, a mesma youtuber oferece “esquetes, videoblogs, séries, paródias, vídeos de diversos tipos e muito mais! 100% divertido, engraçado e tentando deixar mensagens para o mundo!”.
Mas seus comentários e conteúdos no YouTube e publicações sobre sua vida em outras redes sociais geraram várias polêmicas no passado, por brigas com outros influenciadores e por criticar outras vítimas de abusos, informa o jornal “El Universal” do México.
Em seu último vídeo intitulado “Prevenir ou denunciar?”, que foi publicado no mesmo dia de sua prisão, ela falava do caso de Ricardo Ponce, outro mexicano que foi denunciado em redes por tráfico de pessoas em seus retiros espirituais.
Yoseline não é o primeiro youtuber mexicano preso até agora neste ano. Em janeiro, a Procuradoria Geral da República da Cidade do México também prendeu Ricardo Arturo, conhecido como Rix, acusado de estuprar a influenciadora Nath Campos.
VÍDEOS: as últimas notícias internacionais

Fonte: G1 Mundo

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Príncipe Harry e William voltam a se encontrar durante inauguração de estátua em homenagem a Lady Di


Irmãos vinham evitando encontros públicos desde a polêmica entrevista de Harry e Meghan a Oprah. A última vez em que estiveram juntos em frente às câmeras foi durante o funeral do avô, príncipe Philip. Príncipe Harry e William voltam a se encontrar durante inauguração de estátua em homenagem a Lady Di em 1º de julho de 2021
Família Real Britânica
Os príncipes Harry e William do Reino Unido voltaram a se encontrar nesta quinta-feira (1º) durante inauguração de uma estátua em homenagem a mãe dos dois, princesa Diana.
“Todos os dias, desejamos que ela ainda esteja conosco, e nossa esperança é que esta estátua seja vista para sempre como um símbolo de sua vida e de seu legado”, escreveram os dois em um comunicado.
Se estivesse viva, Lady Di completaria nesta quinta 60 anos. Uma estátua foi erguida nos jardins do Palácio de Kensington em sua memória.
Os irmãos vinham evitando encontros públicos desde a polêmica entrevista de Harry e Meghan a apresentadora americana Oprah Winfrey.
A última vez em que eles estiveram juntos em frente às câmeras foi durante o funeral do avô, príncipe Philip, em abril deste ano.
No ano passado, Harry se mudou da Inglaterra para os Estados Unidos e cortou relações profissionais com a família real britânica.
Reportagem em atualização.

Fonte: G1 Mundo

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Buscas por sobreviventes de desabamento na Flórida são suspensas temporariamente


Equipes trabalham há uma semana nos destroços de parte do edifício residencial que desabou na semana passada. Nesta quinta, o presidente americano Joe Biden planeja visitar o local do incidente. Equipes de resgate vasculham os destroços de prédio que desabou na Flórida em foto de 1º de julho de 2021
Pedro Portal/Miami Herald via AP
As buscas por sobreviventes do desabamento na região de Miami, na Flórida, foram suspensas temporariamente nesta quinta-feira (1º) como medida de segurança pelas equipes de resgate.
Por conta das chuvas e dos trabalhos de escavação, foi identificado o risco de que parte da estrutura já prejudicada pela queda possa tombar ainda mais, pondo em risco os socorristas.
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Também nesta quinta, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, deve visitar o local do desastre ao lado da primeira-dama Jill Biden e conversar com familiares dos mortos e desaparecidos.
Até o momento, 18 corpos foram encontrados nos escombros e ao menos 145 pessoas ainda estariam desaparecidas — Autoridades da Flórida divulgaram a identidade de parte das vítimas:
Stacy Dawn Fang, 54 anos
Antonio Lozano, 83 anos
Gladys Lozano, 79 anos
Manuel LaFont, 54 anos
Leon Oliwkowicz, 80 anos
Luis Bermudez, 26 anos
Anna Ortiz, 46 anos
Cristina Beatriz Elvira, 74 anos
Marcus Joseph Guara, 52 anos
Frank Kleiman, 55 anos
Michael David Altman, 50 anos
Hilda Noriega, 92 anos
Lucía Guara, 10 anos
Emma Guara, 4 anos
Anaely Rodríguez, 42 anos
Andreas Giannitsopoulos, 21 anos
Sobe para 18 o número de mortos em desabamento de prédio em Miami
Uma criança brasileira está entre os desaparecidos. Lorenzo Leone, de 5 anos, estava com seu pai, Alfredo Leone, quando o edifício veio abaixo. Sua mãe, Raquel Oliveira, não estava no apartamento porque visitava parte da família no Colorado.
Visita presidencial
Presidente Joe Biden dos EUA e primeira-dama Jill antes de embarcar para a Flórida em 1º de julho de 2021 nos jardins da Casa Branca
Manuel Balce Ceneta/AP
O presidente Biden visita nesta quinta-feira o local do desabamento e deve conversar com familiares das vítimas e trabalhadores das equipes de resgate.
O democrata tem como marca política a forma com que lida pessoalmente com tragédias. Ele deve assumir o papel de “confortador-chefe”, que assumiu em diversas situações durante o governo Obama.
As autoridades da Flórida mantêm a esperança de que mais sobreviventes possam ser encontrados, mas as perspectivas pioram a cada hora.
Biden – que adiou a visita para não interromper os esforços de resgate – liberou recursos federais para ajudar na resposta ao desmoronamento.
Essa vai ser a segunda vez em menos de um ano de mandato que Biden visita o cenário de um desastre – no começo do ano ele esteve no Texas após uma intensa tempestade de inverno.

Fonte: G1 Mundo

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OMS pede a países que aceitem viajantes imunizados com vacinas contra Covid aprovadas pela entidade


Até o momento, 6 vacinas foram aprovadas para uso emergencial pela agência de saúde das Nações Unidas. Entre elas, todas as quatro usadas no PNI brasileiro: AstraZeneca, CoronaVac, Pfizer e Janssen. Lote de vacinas contra a Covid-19 da Covax Facility, aliança mundial comandada pela OMS, chega a Abidjan, na Costa do Marfim. em 25 de fevereiro de 2021. País é o 2º do mundo a receber doses da Covax, depois de Gana
Diomande Ble Blonde/AP
A Aliança Covax, coordenada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), pediu nesta quinta-feira (1º) que os países que planejam uma reabertura aceitem a entrada de viajantes que receberam a imunização completa com alguma das seis vacinas aprovadas pela entidade.
A recomendação, se aprovada por governos regionais, facilitaria a circulação de brasileiros na União Europeia que faz uso de um Certificado Digital Covid (CDC), ou “passaporte da imunidade”, uma vez que todas as vacinas usadas no Programa Nacional de Imunização (PNI) passam pelo crivo da OMS.
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Na quarta-feira (30), a porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, disse em entrevista coletiva que o governo de Joe Biden não pretende estabelecer restrições a turistas pelo tipo de vacina tomada. No entanto, os EUA seguem com bloqueios nas fronteiras para viajantes oriundos de zonas de risco sanitário.
Foram autorizadas para uso emergencial, pela OMS, as vacinas:
Pfizer/BioNTech
Oxford/AstraZeneca (lotes da Índia e Europa)
Janssen (Johnson & Johnson)
Moderna
Sinopharm
Sinovac (CoronaVac)
Volta de turistas à Europa
Representantes dos 27 países da União Europeia (UE) aprovaram em meados de junho a entrada de turistas dos Estados Unidos e de mais cinco países no bloco europeu – o Brasil ficou de fora da lista.
A medida vale para viagens não essenciais e inclusive para cidadãos que não estão completamente vacinados contra a Covid-19.
Além dos EUA, serão beneficiados cidadãos de Taiwan, Sérvia, Macedônia do Norte, Albânia e Líbano. Macau e Hong Kong, regiões administrativas da China, serão incluídas se houver reciprocidade.
A decisão prevê, no entanto, que os turistas poderão ser submetidos a medidas adicionais, como testes de laboratório ou quarentenas, no desembarque em solo europeu.
A lista não inclui nenhum país da América Latina. Atualmente, apenas oito nações não têm restrições: Austrália, Coreia do Sul, Israel, Japão, Nova Zelândia, Ruanda, Singapura e Tailândia.
Começa a valer o passaporte digital que permite viagens sem restrições durante a pandemia nos países da União Europeia
Verão europeu e turismo
Com a chegada do verão no hemisfério norte e a temporada turística na Europa, os países do bloco se mobilizam para permitir o retorno de pelo menos uma parte dos turistas estrangeiros, como uma medida para tentar estimular a recuperação da economia.
Com a pandemia, a União Europeia fechou suas fronteiras externas em março de 2020 para viagens não essenciais, mas mantém uma lista de países cujos cidadãos podem entrar como turistas.
Para ser incluído na lista, um país deve ter registrado menos de 75 novos casos de Covid-19 para cada 100 mil habitantes nos 14 dias anteriores.

Fonte: G1 Mundo

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Diretor financeiro das empresas de Trump se apresenta às autoridades


Imprensa americana diz que Allen Weisselberg será indiciado nesta quinta-feira (1º). Donald Trump, ex-presidente dos EUA, em foto de 2020, quando ainda ocupava a Casa Branca
Leah Millis/Reuters
O diretor financeiro (CFO) da Trump Organization, Allen Weisselberg, se se apresentou às autoridades nesta quinta-feira (1º), no dia em que o executivo e a empresa que reúne os negócios do ex-presidente americano devem ser indiciados, segundo a imprensa do país.
Serão as primeiras acusações criminais de uma investigação que pairou sobre Trump por anos. Até maio, a investigação era apenas civil. Mas ela se tornou também criminal, por suspeita de fraudes bancárias e em seguros e evasão fiscal.
Allen Weisselberg, que ajudou a administrar o império imobiliário de Trump durante seu período na Casa Branca, entrou em um prédio que abriga o tribunal criminal de Manhattan na manhã desta quinta.

Fonte: G1 Mundo

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Após 10 semanas de quedas, contágios por Covid-19 aumentam na Europa


o número de casos subiu 10% devido ao aumento dos contatos, as viagens e o fim das restrições sociais, afirmou a Organização Mundial da Saúde. Imagem da praia de Bournemouth, na França, em 1º de julho de 2021
Toby Melville/Reuters
Os casos de Covid-19 aumentaram desde a semana passada na Europa, após 10 semanas consecutivas de retrocesso do número de contágios, anunciou nesta quinta-feira (1º) a Organização Mundial da Saúde (OMS), que fez um alerta sobre uma nova onda do vírus.
“Na semana passada, o número de casos subiu 10% devido ao aumento dos contatos, as viagens e o fim das restrições sociais. Uma nova onda acontecerá na região, exceto se continuarmos disciplinados”, afirmou Hans Kluge, diretor da OMS para a região, que inclui 53 países e territórios.
Verão da vacina na Europa tem ingleses, espanhóis e franceses de volta às ruas
“As mudanças são parte de uma situação que evolui rapidamente, devido a uma nova variante preocupante, a delta (que foi originalmente identificada na Índia), em uma região onde, apesar dos esforços consideráveis dos Estados membros, milhões de pessoas ainda não estão vacinadas”, disse Kluge.
A variante Delta do coronavírus, especialmente contagiosa, representará 90% dos casos na União Europeiaaté o fim de agosto, previu na semana passada o Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC, na sigla em inglês).
A OMS Europa espera que a variante seja “dominante” até agosto no continente.
A variante, detectada pela primeira vez na Índia, é entre 40% e 60% mais transmissível que a cepa alfa, de acordo com cientistas. As pesquisas mostram que apenas uma dose da vacina anticovid não é suficiente.
Em agosto, a região Europa da OMS “não estará totalmente vacinada (63% das pessoas da área ainda aguardam a primeira dose) e teremos poucas restrições em vigor, as viagens e reuniões aumentarão”, advertiu a OMS.
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Fonte: G1 Mundo

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‘Não abandonei meus filhos’: o mistério de crianças ‘desaparecidas’ na China


Nos últimos 2 anos, BBC investigou paradeiro de dezenas de crianças na província de Xinjiang, cujos pais dizem que foram enviadas para internatos do governo na China. Kalbinur, fotografada com seu filho Merziye, costura roupas para sustentar sua família
BBC
Nos últimos dois anos, as autoridades chinesas prometeram repetidamente ajudar a encontrar crianças desaparecidas em Xinjiang, no noroeste do país, para provar que não foram separadas à força de seus pais. Essas promessas não foram cumpridas, como mostra o repórter John Sudworth.
A primeira vez que a China fez uma promessa pública de ajudar a encontrar os filhos de Kalbinur Tursan foi em 2019.
“Se você tem pessoas que perderam seus filhos, me dê os nomes delas”, disse o então embaixador da China no Reino Unido, Liu Xiaoming, à BBC em uma entrevista ao vivo para a televisão em julho daquele ano.
Liu negou que as políticas da China na região de Xinjiang, no extremo oeste, possam estar levando à separação em grande escala das crianças de seus pais, mas, disse ele, se tivéssemos tais evidências, ele investigaria.
“Tentaremos localizá-los e informá-los quem são, o que estão fazendo”, disse ele.
Kalbinur — integrante do maior grupo étnico turco de Xinjiang, os uigures — agora vive na Turquia, trabalhando até tarde da noite em seu minúsculo apartamento de um cômodo. Ela costura roupas para sustentar o que restou de sua família destruída.
Ela chegou em 2016, grávida de oito meses de seu sétimo filho, Merziye, cuja concepção foi uma violação às leis de planejamento familiar da China.
“Se as autoridades chinesas soubessem que estava grávida, provavelmente teriam me forçado a abortar meu bebê”, disse ela.
“Então, preparei meu corpo enrolando minha barriga para esconder o inchaço por duas horas todos os dias e conseguimos passar o controle de fronteira assim.”
Embora Kalbinur tenha feito pedidos de passaportes para todos os seus filhos, apenas um – para seu filho de dois anos, Muhammed – foi concedido, devido às duras restrições da China às viagens dos grupos étnicos de Xinjiang.
Com o tempo se esgotando, ela não teve escolha a não ser deixar os outros, para que pudessem seguir com seu marido assim que tivessem seus documentos.
Ao embarcar no voo, ela não tinha ideia de que não os veria novamente.
Fora das atenções, varrendo silenciosamente a vasta região ocidental da China, uma campanha de encarceramento em massa já havia começado com uma rápida expansão da rede do que eram, a princípio, campos de “reeducação” altamente secretos.
Uma rede paralela de internatos também estava sendo construída com o mesmo objetivo – a assimilação forçada dos uigures, cazaques e outros grupos minoritários de Xinjiang, cuja identidade, cultura e tradições islâmicas eram agora vistas como uma ameaça pelo Partido Comunista no poder.
Um documento publicado um ano após a partida de Kalbinur deixou claro que o propósito de tais internatos era “quebrar a influência da atmosfera religiosa” nas crianças que viviam em casa.
Poucas semanas depois de sua partida, seu marido foi detido e – como tantos outros milhares de outros membros da diáspora uigur vendo seus familiares desaparecerem de longe – ela se viu no exílio.
Quase da noite para o dia, até mesmo ligar para parentes se tornou impossível porque, para aqueles que ainda estavam em Xinjiang, qualquer comunicação com o exterior era vista como um sinal potencial de radicalização e uma razão fundamental para ser enviado para um campo.
Enfrentando detenção quase certa se voltasse para Xinjiang, e com seus filhos agora sem pais, ela não teve nenhum contato com eles – exceto por uma descoberta chocante.
Em uma pesquisa online em 2018, ela encontrou um vídeo de sua filha, Ayse, agora dois anos mais velha do que quando elas se viram pela última vez, em uma escola a mais de 500 quilômetros da casa da família.
Com o cabelo raspado curto, ela estava com um grupo de crianças sendo conduzidas em um jogo por um professor que falava não em uigur (sua língua materna), mas em mandarim.
Para Kalbinur, o vídeo trouxe, ao mesmo tempo, alívio – uma ligação tangível com pelo menos um de seus filhos perdidos – e profunda angústia, como um lembrete visual e doloroso da culpa e da tristeza que nunca a deixaram.
“Saber que ela estava em uma cidade diferente me fez pensar que é impossível encontrar meus filhos, mesmo se eu voltar”, ela me disse.
“Aos meus filhos, quero que saibam que não os abandonei, não tive escolha senão deixá-los para trás, porque, se tivesse ficado, a irmã recém-nascida deles não teria sobrevivido.”
A história de Kalbinur é apenas uma entre um grande número de relatos semelhantes de crianças desaparecidas ouvidos pela BBC de membros das diásporas uigures e cazaques de Xinjiang na Turquia e no Cazaquistão.
Depois de solicitar a permissão das famílias, enviamos ao embaixador Liu Xiaoming os detalhes de seis de nossos entrevistados, e anexamos cópias de passaportes, carteiras de identidade chinesas e os últimos endereços conhecidos.
Três dos casos eram de pais que tinham motivos para acreditar que seus filhos estavam agora sob os cuidados do Estado chinês.
Embora sua aparição na TV em 2019 tenha marcado a primeira promessa pública da China de investigar, garantias semelhantes já haviam sido dadas em particular alguns meses antes, quando a BBC foi levada em um tour organizado pelo governo nos campos de Xinjiang.
O sigilo inicial em relação a essa política deu lugar a uma nova estratégia, com a China insistindo que os campos eram, na verdade, escolas vocacionais nas quais aqueles que estavam sob a influência de ideologias separatistas ou extremistas voluntariamente tinham seus pensamentos “transformados”.
O vice-diretor do Departamento de Publicidade de Xinjiang, Xu Guixiang, negou que uma geração de crianças uigures e cazaques tenha ficado efetivamente órfã, já que famílias inteiras – incluindo todos os adultos responsáveis – foram detidas ou estavam isoladas no exterior.
“Se todos os membros da família foram enviados para centros de treinamento educacional, essa família deve ter um problema grave”, disse-me ele. “Nunca vi um caso assim.”
Mas quando repassamos os detalhes de alguns de nossos casos (com permissão prévia), os funcionários prometeram investigar.
Um dos casos (entregue às autoridades em Xinjiang e enviado ao embaixador Liu) envolvia não apenas crianças desaparecidas, mas 14 netos desaparecidos.
Originária da vila de Bestobe, no condado de Kunes, no norte de Xinjiang, Khalida Akytkankyzy, de 66 anos, tinha laços familiares na fronteira com o Cazaquistão, como muitos cazaques.
Em 2006, ela e o marido, juntamente com o filho mais novo, decidiram emigrar, deixando os outros três filhos – já casados ​​e com filhos – em Xinjiang.
No entanto, no início de 2018, a máquina implacável de internação em massa também os alcançou.
Khalida recebeu a notícia de que seus três filhos e suas esposas haviam sido detidos “para educação política”.
Ela tentou desesperadamente obter informações, inclusive ligando para o funcionário do Partido Comunista em sua antiga aldeia, mas ninguém lhe disse quem estava cuidando de seus netos.
Em 2019, quando a China começou a alegar que os campos haviam sido bem-sucedidos no combate ao separatismo e ao terrorismo e que quase todos haviam se “formado”, para Khalida as notícias só pioravam.
Com o aumento maciço da população presa em Xinjiang continuando inabalável, seus dois filhos mais velhos, Satybaldy e Orazjan, foram condenados a 22 anos cada, e seu terceiro filho, Akhmetjan, a 10 anos.
O oficial da vila disse a ela que eles foram condenados por “orar”.
Se existiram outros motivos para sua prisão, as autoridades não forneceram detalhes.
A embaixada da China no Reino Unido confirmou o recebimento da carta e dos documentos que enviamos ao Embaixador Liu, mas, embora tenhamos enviado e-mails para acompanhar o pedido em novembro de 2019 e novamente em fevereiro de 2020, nossas perguntas permaneceram sem resposta.
As autoridades em Xinjiang nos disseram que havia uma “discrepância” nas informações que lhes entregamos e nos aconselharam a pedir aos nossos entrevistados que entrassem em contato com as embaixadas chinesas mais próximas.
Em julho de 2020, o embaixador Liu apareceu novamente no mesmo programa de televisão ao vivo e foi questionado sobre o que havia acontecido com sua promessa do ano anterior.
“Nunca recebi nenhum nome desde o último programa”, disse ele ao entrevistador, Andrew Marr.
“Espero que você possa me dar os nomes, certamente entraremos em contato.”
Ele prosseguiu, sugerindo que seus colegas em Xinjiang seriam capazes de responder esses pedidos com facilidade – “eles nos respondem muito rapidamente”, acrescentou.
Então, voltamos a reforçar o pedido de informações, com e-mails enviados em agosto e setembro de 2020 e em janeiro de 2021.
“E-mail de acompanhamento recebido”, diz a última resposta de um funcionário da embaixada. “Lamento que nenhum progresso tenha sido feito até agora.”
Hoje em dia, Khalida acorda cedo e pega vários ônibus interconectados até o consulado chinês na cidade de Almaty, exatamente como as autoridades nos aconselharam a fazer.
Carregando fotos de seus três filhos, no entanto, ela encontra suas tentativas diárias de buscar respostas bloqueadas por uma barreira de policiais.
“Não é só para mim”, disse ela em uma entrevista em vídeo de sua casa. “Estou frequentemente lá com 10-15 outras pessoas e o consulado chinês não dá informação alguma a ninguém.”
Na Turquia, Kalbinur ainda luta por informações sobre seu marido, Abdurehim Rozi, e seus cinco filhos desaparecidos, Abduhalik, Subinur, Abdulsalam, Ayse e Abdullah.
Ela participou, recentemente, de uma caminhada de 400 km de Istambul a Ancara com outras mães uigures, em uma tentativa de quebrar o silêncio das autoridades chinesas sobre seus familiares.
A campanha pelo menos gerou uma resposta limitada, em uma entrevista coletiva, presidida pelo vice-chefe de propaganda de Xinjiang, Xu Guixiang, que negou que sua filha esteja em um internato e insistindo que as crianças estão sendo cuidadas por um parente.
Mas Kalbinur ainda não conseguiu contatá-los e, portanto, as alegações da China são impossíveis de verificar.
“Quero que as autoridades me deixem ver meus filhos”, ela me disse por meio de uma videochamada enquanto fazia uma pausa em sua caminhada de protesto ao lado de uma rodovia movimentada.
“Nesta era da informação, por que não posso entrar em contato com meus filhos?”
Um dos casos que enviamos ao Embaixador Liu não envolvia crianças desaparecidas, mas uma mãe desaparecida.
Em 2017, Xiamuinuer Pida, uma engenheira aposentada de 68 anos com um longo histórico de serviço em uma empresa estatal chinesa, foi enviada para um campo, onde ficou internada por 18 meses antes de ser libertada.
Sua filha, Reyila Abulaiti, que mora no Reino Unido desde 2002, diz que as autoridades ainda se recusam a conceder um passaporte à sua mãe, mantendo-a (como muitas outras ex-presidiárias do campo) sob estreita vigilância em sua casa.
Durante nossa visita a Xinjiang em 2019, as autoridades chinesas insistiram que ela estava totalmente livre, e simplesmente sofria de problemas de saúde. Um deles nos disse que muitos uigures idosos sofrem de problemas relacionados à alimentação – “muita carne e leite”, disse ele.
Foi uma acusação que enfureceu e entristeceu Reyila, que me disse que sua mãe havia, de fato, perdido 15kg de peso como resultado das duras condições durante seu encarceramento.
“Eles estão tentando esconder o que estão fazendo”, respondeu ela, quando questionada sobre a falha das autoridades em explicar por que Xiamuinuer havia sido enviada para reeducação.
“Ela é uma mulher aposentada, bem-educada, não precisa de cursos profissionalizantes. Ela esteve em um campo e eles não querem que minha mãe se pronuncie.”
No início deste ano, Liu Xiaoming completou seu mandato como embaixador chinês no Reino Unido, com uma despedida online para políticos e autoridades britânicos e com sua promessa ainda não cumprida pelas autoridades chinesas.
Enquanto isso, fui forçado a deixar a China devido à pressão crescente das autoridades sobre meu trabalho jornalístico e, em particular, um número crescente de ameaças de me processar devido às minhas reportagens sobre Xinjiang.
Algumas dessas ameaças vieram diretamente de Xu Guixiang, o funcionário que entrevistei dois anos antes em Xinjiang.
Ele disse à mídia controlada pelo Partido Comunista da China que a BBC produziu “notícias falsas” e violou a ética profissional.
No entanto, apesar da insistência contínua das autoridades chinesas de que, se fornecêssemos os nomes, uma busca rápida poderia facilmente refutar que as famílias estavam sendo divididas à força, eles ofereceram apenas silêncio.
Além dos casos já mencionados, ainda estamos esperando para saber o paradeiro de várias outras crianças, incluindo as de Yasin Zunun, que suspeita que Muslima, Fatima, Parhat, Nurbiya e Asma estão em um internato.
Merbet Maripet não ouve falar de seus quatro filhos – Abdurahman, Muhammad, Adila e Mardan – desde 2017, e também acredita que agora eles estão sob os cuidados do estado.
Perguntamos ao Ministério das Relações Exteriores da China por que nenhum setor do governo foi capaz de cumprir as promessas claras de fornecer informações sobre os indivíduos desaparecidos.
Nenhuma resposta foi recebida até a publicação desta reportagem.

Fonte: G1 Mundo