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Governo de Macri pode negociar um pacto com Cristina Kirchner

O governo do presidente argentino, Mauricio Macri, chamará a ex-presidente Cristina Kirchner, sua rival, para negociar consensos básicos de governabilidade a fim de acalmar os mercados locais conturbados, disse um ministro nesta segunda-feira (6).

Os ativos argentinos sofrem uma forte volatilidade nas últimas semanas devido ao aumento da incerteza sobre as eleições de outubro, nas quais Macri buscará a reeleição, e Cristina Kirchner também deve competir, embora ainda não o tenha confirmado.

“Cristina Fernández de Kirchner representa uma parte importante do eleitorado da Argentina e tem que ser parte desta mesa”, disse o ministro do Interior, Rogelio Frigerio, em declarações a uma rádio.

Na semana passada, Macri convocou a oposição em geral a chegar a uma série de acordos, depois que a mídia informou que o governo apresentou um pacto com dez pontos para atenuar as preocupações com o futuro político da Argentina.

Os aspectos principais seriam a manutenção do equilíbrio fiscal e a luta contra a inflação, duas frentes em que Macri vem tendo resultados mistos desde que tomou posse, no fim de 2015.

O governo só conseguiu controlar as contas públicas neste ano depois de apelar a um programa de emergência do Fundo Monetário Internacional (FMI), mas os preços ao consumidor continuam em ritmo galopante, apesar dos esforços do banco central do país.

O agravamento da inflação, combinado a uma recessão persistente, abalou Macri nas pesquisas de intenção de voto e deu fôlego às esperanças de Cristina, que enfrenta diversas acusações de corrupção na Justiça.

Algumas figuras do peronismo opositor saudaram a busca de consensos de Macri, mas outros a rechaçaram. Cristina não opinou publicamente, e Frigerio disse que manterá os contatos políticos desta iniciativa nas próximas semanas.

fonte G1

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Vitória da oposição pela prefeitura de Istambul, na Turquia, é anulada

A Comissão Eleitoral da Turquia mandou repetir as eleições para a prefeitura de Istambul, que já haviam ocorrido no dia 31 de março e tinham terminado com um partido social-democrata de oposição eleito.

A ação foi iniciada por uma demanda do partido islâmico AKP, o mesmo do presidente do país, Recep Erdogan, de acordo com a mídia turca.

A emissora NTV informou que a decisão da comissão foi de uma maioria de sete votos favoráveis a uma nova eleição contra quatro contrários.

O prefeito eleito de Istambul, Ekrem Imamoglu, do partido social-democrata CHP, afirmou em uma entrevista que ainda é cedo para fazer uma avaliação da decisão da Justiça.

“É ilegal vencer contra o AKP”, disse o o vice-presidente do CHP, Onursal Adiguzel, no Twitter. “Esse sistema que anula a vontade do povo e desconsidera a lei não é nem democrático nem legítimo. Essa é uma ditadura clara.”

A vitória do CHP foi a primeira depois de 25 anos de governo de partidos islâmicos em Istambul, desde que o próprio Erdogan saiu vitorioso em 1994, no começo de sua escalada política.

A vitória dos social-democratas no dia 31 de março foi por 23 mil votos, de um total de 8,8 milhões.

O AKP afirmou que teria tido 319 mil votos, que considerados nulos, e pediu uma nova votação.

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Irã retoma parte de suas atividades nucleares em resposta a retirada dos EUA de acordo

O Irã vai reativar parte de seu programa nuclear em resposta à retirada dos Estados Unidos de um acordo de 2015 informou a agência de notícias estatal IRIB nesta segunda-feira (6).

O presidente Hassan Rohani deve anunciar em 8 de maio que o país reduzirá alguns de seus compromissos “menores e gerais” do entendimento com os EUA, mas que não planeja deixar o acordo.

A data é o aniversário de um ano do dia em que os norte-americanos deixaram o pacto. Posteriormente, o presidente Donald Trump reaplicou duras sanções ao Irã, inclusive sobre exportações de petróleo, com a intenção declarada de reduzi-las a zero e privar a economia do país do Oriente Médio.

“A República Islâmica do Irã, em reação à saída da América do acordo nuclear e às promessas ruins de países europeus sobre o cumprimento de suas obrigações, vai reiniciar uma parte das atividades nucleares que foram interrompidas sob as diretrizes do acordo nuclear”, disse a fonte, de acordo com a IRIB.

De modo semelhante, a agência semi-oficial de notícias estudantil do Irã (Isna) informou que o país vai anunciar “ações recíprocas” na quarta-feira (8) para a retirada dos EUA do acordo nuclear, citando “fontes com conhecimento” da questão.

Alguns líderes da União Europeia foram extraoficialmente notificados sobre a decisão do Irã, de acordo com a reportagem.

fonte G1

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Todos os suspeitos nos ataques do Sri Lanka estão presos ou mortos, diz chefe de polícia do país

O chefe de polícia do Sri Lanka informou, nesta segunda (6), que todos os suspeitos de terem envolvimento na execução ou planejamento dos ataques do dia 21 de abril no país estão presos ou mortos, diz a Reuters. No domingo de Páscoa, 253 pessoas morreram depois de explosões em hotéis e igrejas católicas, em um ataque cuja responsabilidade foi assumida pelo Estado Islâmico.

Em um comunicado divulgado pelo Ministério da Defesa, o Inspetor Geral de Polícia em exercício, Chandana Wickramaratne, disse que as forças de segurança também confiscaram material para fabricação de bombas destinado a uso futuro pelos envolvidos nos ataques.

As autoridades cingalesas disseram que os atentados teriam sido realizados por dois grupos islâmicos locais pouco conhecidos, o Tawheed Jamaath (NTJ) e Jamathei Millathu Ibrahim (JMI). Primeiro, o número de mortos divulgado pelas autoridades foi de 359; depois, foi revisado para 253.

Anil Jasinghe, diretor-geral dos serviços de saúde do Sri Lanka, comentou à Reuters que o número total de vítimas seria menos exato. “Podem ser 250 ou 260. Não posso dizer exatamente. Há muitas partes de corpos e é difícil dar um número preciso”, disse .

fonte G1

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Como a Nasa se prepara para um eventual impacto de asteroide na Terra

A agência espacial americana simulou a chegada de um asteroide à Terra; cientistas de diferentes partes do mundo enfrentaram o desafio de evitar a colisão devastadora do objeto com o planeta.

Um asteroide se aproxima rapidamente da Terra. Mede entre 100 e 300 metros e, se atingir nosso planeta, liberará até 800 mil quilotoneladas (800 milhões de toneladas) de energia, provocando uma destruição sem precedentes.

O cenário é, de fato, apocalíptico. Mas que fique claro: não é real. Ainda assim, só imaginar isso é assustador.

A quantidade de energia liberada por esse asteroide poderia alcançar o equivalente a até 53 bombas de Hiroshima. Lançada pelos Estados Unidos contra o Império do Japão já no final da Segunda Guerra Mundial, a bomba atômica tinha “apenas” 15 quilotoneladas.

Data marcada

A Rede Nacional de Alerta de Asteroides (IAWN, na sigla em inglês) calculou que um asteroide poderia passar muito perto da Terra em oito anos – mais precisamente no dia 29 de abril de 2027 – e estimou haver 10% de chance de o objeto destruir o planeta.

Diante dessa ameaça, cientistas tiveram que correr para evitar uma catástrofe sem precedentes.

Calma. Como dissemos lá em cima, todo esse panorama é fictício. Ele faz parte de um exercício que mobilizou, na semana passada, astrônomos de diferentes partes do mundo.

A Conferência de Defesa Planetária, convocada pela Academia Internacional de Astronáutica em Washington, nos EUA, reuniu pesquisadores para simular como reagir ao cenário fictício criado pela Nasa, a agência espacial americana.

Os especialistas tiveram que elaborar estratégias preventivas para o caso de algum dia um asteroide se aproximar, de forma real e perigosa, da Terra.

“Essa é uma ameaça que pode acontecer, ainda que seja muito pouco provável”, disse Paul Chodas, diretor do Centro de Estudos de Objetos Próximos à Terra, da Nasa, (CNEOS, na sigla em inglês), à rede americana NPR. Foi Chodas o responsável pelo exercício.

“Nosso objetivo é seguir todos os passos necessários”, disse Chodas, referindo-se ao cenário real de um asteroide se aproximando da Terra.

Missão: salvar o planeta

Segundo Chodas, o objetivo da simulação era ajustar o sistema de tomada de decisões e encontrar a melhor forma de enfrentar uma ameaça desse tipo.

Ainda que o prazo de oito anos para tomar uma decisão assim pareça longo, Chodas adverte que, na realidade, é muito pouco tempo.

Assuntos de defesa planetária, explica Chodas, são muito diferentes de missões espaciais, em que pesquisadores escolhem qual asteroide querem analisar. “É o asteroide que te escolhe”, disse Chodas, referindo-se à missão de evitar uma colisão com a Terra.

O desafio dos astrônomos que se reuniram em Washington era calcular com precisão as características do asteroide e, a partir daí, propor medidas práticas.

Entre as possíveis estratégias para salvar a Terra estavam desviar sua trajetória com uma nave espacial ou com uma explosão nuclear.

De acordo com o CNEOS, o desafio maior era desviar a rota do objeto sem parti-lo em pedaços, que poderiam cair sobre a Terra.

Estamos em risco?

De acordo com a Nasa, diariamente caem sobre a Terra cerca de 100 toneladas de material interplanetário. A maioria desse material é pó liberado por cometas.

Contudo, a cada 10 mil anos em média, existe a possibilidade de que asteroides com mais de 100 metros atinjam a Terra e causem desastres localizados ou ondas capazes de inundar zonas costeiras.

A Nasa também estima que uma vez em “vários milhares de anos” um asteroide com mais de 1 km poderia se chocar com o nosso planeta.

Se isso acontecesse, a violência do impacto lançaria escombros para a atmosfera. Isso causaria chuva ácida, bloquearia parcialmente a luz do sol e, depois de algum tempo, essas rochas voltariam a cair em chamas sobre a Terra.

A tecnologia atual já permite identificar um objeto que se aproxima do planeta com vários anos de antecedência.

Mas, em todo caso, especialistas dizem que ninguém deveria se preocupar demais com o impacto de um asteroide.

O CNEOS esclarece que, neste momento, não se sabe de nenhum asteroide que tenha uma “probabilidade significativa” de cair sobre a Terra nos próximos 100 anos.

https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2019/05/02/como-a-nasa-se-prepara-para-um-eventual-impacto-de-asteroide-na-terra.ghtml

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Vice-procurador geral dos EUA, Rod Rosenstein pede demissão

O vice-procurador geral dos EUA, Rod Rosenstein, entregou nesta segunda-feira (29) ao presidente Donald Trump sua carta de demissão, que vale a partir do dia 11 de maio. Rosenstein supervisionou a investigação sobre a interferência da Rússia na eleição de 2016, conduzida por Robert Mueller.

A renúncia dele ao cargo já era esperada, agora que a investigação foi concluída e o relatório de Mueller foi entregue. Apesar de o documento não isentar o presidente completamente das acusações de obstrução de justiça, o procurador-geral dos EUA, William Barr, decidiu não acusar Trump.

“Sou grato pela oportunidade de servir; pela cortesia e humor que você exibe frequentemente em nossas conversas pessoais; e pelas metas que você estabeleceu em seu discurso de posse: patriotismo, união, segurança, educação e prosperidade ”, escreveu Rosenstein a Trump na carta, à qual o jornal “The Wall Street Journal” teve acesso.

Ainda de acordo com o jornal, Rosenstein não cita Mueller na carta, mas fala da responsabilidade do Departamento de Justiça em se manter isento em relação a questões partidárias.

O sucessor do vice-procurador deve ser Jeffrey Rosen, que atualmente ocupa um cargo no Departamento de Transportes. Seu nome precisa ser confirmado pelo Senado, onde não deve enfrentar objeções.

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Joe Biden faz primeiro ato de campanha em reduto operário os EUA

O ex-vice-presidente dos Estados Unidos Joe Biden, de 76 anos, um dos democratas favoritos na corrida pela Casa Branca, se encontrou nesta segunda-feira (29) com sindicalistas e trabalhadores, em seu primeiro ato da longa campanha para eleger o candidato de seu partido à presidência.

“Se alguém vencer Trump em 2020 vai sair daqui”, disse o vice de Barack Obama, sob os aplausos de cerca de 500 seguidores reunidos em Pittsburgh, Pensilvânia.

Biden recordou sua origem modesta, da qual sente orgulho, e prometeu lutar pela “dignidade” e o “respeito” aos trabalhadores: “Sou um homem dos sindicatos”.

A multidão aplaudiu e gritou “queremos Joe”, em várias ocasiões.

“Os banqueiros de Wall Street e os CEOs não construíram os Estados Unidos, foram vocês que construíram os Estados Unidos (…), gente comum da classe média”, disse Biden, repetindo o discurso feito para funcionários de supermercados em greve na semana passada.

Biden escolheu a Pensilvânia, seu estado natal, situado na costa leste do país, berço da indústria siderúrgica americana, hoje parcialmente voltado para alta tecnologia.

Depois de anunciar sua pré-candidatura na quinta-feira passada, Biden optou por uma estratégia de oposição frontal a Donald Trump, a quem acusa de desvirtuar os valores americanos.

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Imperador Akihito abdica e deixa o trono do Japão para seu filho Naruhito

Após 30 anos e cinco meses, o reinado do imperador japonês, Akihito, chegou ao fim nesta terça-feira (30), quando ele abdicou do trono a favor de seu filho mais velho, o príncipe herdeiro Naruhito.

Assim, a partir de 1º de maio, o Japão entra numa nova era imperial chamada “Reiwa” (“ordem e harmonia”), após três décadas da era Heisei (“realização da paz”).

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Bolsonaro reunirá vice e ministros no Planalto para discutir situação da Venezuela

O vice-presidente Hamilton Mourão informou que o presidente Jair Bolsonaro comandará nesta terça-feira (30), às 12h30, uma reunião no Palácio do Planalto para discutir a situação na Venezuela. Mourão e os ministros Fernando Azevedo e Silva (Defesa), Ernesto Araújo (Relações Exteriores) e Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional) participarão da audiência de emergência, que não estava prevista na agenda oficial.

Nesta terça, o autoproclamado presidente da Venezuela, Juan Guaidó, publicou um vídeo em uma rede social no qual declara ter obtido apoio de militares venezuelanos para pôr fim ao governo Nicolás Maduro e convoca a população a saírem às ruas para pressionar o governo bolivariano.

Autoridades do governo venezuelano acusam a oposição de estar promovendo uma tentativa de golpe de Estado. Há registro de conflitos nas ruas venezuelanas, com disparo de bombas de gás contra a população nas ruas de Caracas por parte de forças policiais.

Guaidó afirmou em post em rede social que se encontra com as principais unidades militares das Forças Armadas e que deu início à fase final da chamada “Operação Liberdade”.

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Brasil espera que militares venezuelanos apoiem ‘transição democrática’, diz Ernesto Araújo

O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, afirmou nesta terça-feira (30) que o Brasil espera que militares venezuelanos apoiem a “transição democrática” no país vizinho.

Araújo deu a declaração ao ser questionado sobre a movimentação do autoproclamado presidente da Venezuela, Juan Guaidó, que afirmou nesta terça contar com apoio de militares do país para destituir o presidente Nicolás Maduro.

Desde o início da manhã, a situação é tensa na Venezuela. Em Caracas, capital do país, apoiadores de Guaidó foram às ruas.

Araújo disse que o Brasil ainda está reunindo informações sobre o que está ocorrendo no país vizinho nesta terça.

“Precisamos ver a dimensão disso. O Brasil apoia o processo de transição democrática e espera que os militares venezuelanos sejam parte desse processo de transição democrática”, afirmou o ministro.