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Coreia do Norte cobrou dos EUA conta de US$ 2 milhões por jovem em coma, diz jornal

A Coreia do Norte apresentou uma conta médica de US$ 2 milhões aos Estados Unidos pelo tratamento do jovem Otto Warmbier, que morreu em 2017 após passar 17 meses preso no país asiático, antes de permitir que retornasse, em coma, para o território americano, informou nesta quinta-feira (25) o jornal “The Washington Post”.

Além disso, Pyongyang exigiu que um funcionário americano assinasse uma promessa de pagamento para que o jovem de 22 anos, que estava há mais de um ano em coma, pudesse voltar pra casa.

Segundo o “Post”, que cita duas pessoas conhecedoras da situação, o enviado do Departamento de Estado para voar de volta com Warmbier, Joseph Yun, assinou o acordo de pagamento da conta médica seguindo instruções do presidente americano, Donald Trump.

Yun consultou o então secretário de Estado, Rex Tillerson, e este, por sua vez, falou com Trump, que aprovou esse acordo, segundo o jornal.

Após isso, Yun retornou em um avião médico a Cincinatti, cidade onde residem os pais de Warmbier, e onde o jovem morreu seis dias depois em decorrência dos problemas derivados de um dano cerebral nunca detalhado.

A fatura chegou ao Departamento do Tesouro, onde permaneceu sem ser saldada durante 2017.

Não está claro se o governo americano a pagou mais adiante ou se o assunto foi tratado durante a preparação das duas cúpulas realizadas entre Trump e o líder norte-coreano, Kim Jong-Un.

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Estudantes brasileiros de medicina são entregues à PF e expulsos do Paraguai; 12 forçados a voltar

A Polícia Nacional do Paraguai cumpriu determinação do governo e expulsou 12 estudantes brasileiros de medicina. Os jovens foram entregues à Policia Federal no prédio da Imigração, em Pedro Juan Caballero, na fronteira com o Brasil. Eles estavam presos desde o dia 6 de abril.

Os estudantes, entre eles, três mulheres, foram colocados em veículos da PF e trazidos para Ponta Porã, cidade vizinha a Pedro Juan Caballero, e estão proibidos de entrar no país nos próximos 2 anos.

O Governo do Paraguai alega que a medida foi tomada porque os brasileiros não possuem documentação de imigração exigida por lei, e que no momento da prisão, o grupo estava em uma casa participando de uma festa regada a álcool e drogas e com o volume do som acima do permitido.

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Emmanuel Macron anuncia cortes de imposto na França em resposta a ‘coletes amarelos’; veja outras medidas

O presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou nesta quinta-feira (25) uma série de medidas fiscais e econômicas em resposta ao movimento conhecido como “coletes amarelos”, iniciado no país no ano passado. Veja quais são:

  • Redução do imposto de renda, que pode diminuir a arrecadação em 5 bilhões de euros;
  • Vinculação das aposentadorias mais baixas à inflação;
  • Bônus de até 1 mil euros a assalariados que ganham até 3,6 mil.
  • Simplificação das convocações de referendos nacionais;
  • Nenhum fechamento de hospitais ou escolas até 2022;
  • Maior descentralização das competências do poder entre os territórios na França;
  • Criação de um Conselho de Participação Cidadã, que, em um primeiro momento, abordará a transição ecológica.
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Ex-vice democrata Joe Biden anuncia pré-candidatura à Casa Branca

Washington, 25 Abr 2019 (AFP) – O ex-vice-presidente dos Estados Unidos Joe Biden anunciou, nesta quinta-feira (25), sua pré-candidatura à Casa Branca, pondo fim a meses de expectativa e engrossando uma enorme lista de pré-candidatos do Partido Democrata para desafiar Donald Trump nas eleições de 2020.

“Os valores fundamentais deste país (…) nossa posição no mundo (…) tudo o que os Estados Unidos fizeram, tudo está em jogo. Por isso hoje estou anunciando minha candidatura para presidente dos Estados Unidos”, tuitou Biden.

O ex-vice disse ter pedido a Obama que “não o apoiasse”, alegando que os democratas devem tentar ganhar a indicação do partido por seus “próprios méritos”.

Mesmo antes do anúncio oficial, Biden já liderava as pesquisas de opinião sobre as primárias do Partido Democrata.

Trump reagiu ao anúncio, questionando a capacidade mental de Biden de ganhar as primárias democratas.

“Bem-vindo à corrida Joe the Sleeper [Joe, o dorminhoco]. Eu só espero que você tenha a inteligência, que sempre esteve em dúvida, para travar uma campanha pelas primárias com sucesso”, escreveu o presidente no Twitter.

– Pré-candidato mais experiente -O veterano político democrata de 76 anos se tornou, após o anúncio, o candidato com mais experiência, com um profundo conhecimento do Congresso, onde foi senador, assim como do Executivo, após oito anos como vice-presidente de Barack Obama.

Biden, cuja popularidade entre a classe trabalhadora permanece intacta apesar de sua longa trajetória de quase meio século na política, é visto como uma aposta conhecida para o eleitorado.

Agora deve competir com cerca de 20 candidatos que estão oficialmente em disputa para as prévias do partido.

O grande número de pré-candidatos – um recorde na história dos Estados Unidos – implica que Biden enfrenta um campo com uma diversidade sem precedentes nesta terceira tentativa para ser presidente dos Estados Unidos, após suas duas malsucedidas tentativas em 1988 e em 2008.

Este ano, manteve o suspense durante meses. Nesse intervalo, sua vantagem foi diminuindo diante de um panorama, no qual se destacam novos rostos na política – muitos deles muito jovens – como o candidato moderado Pete Buttigieg, prefeito de Indiana de 37 anos, metade da idade de Biden.

Nas últimas semanas, uma série de polêmicas também ofuscou a expectativa com o lançamento de sua pré-candidatura, depois que muitas mulheres acusaram Biden de gestos inadequados em atos públicos por seu comportamento efusivo, com um contato considerado demasiado direto fisicamente.

Político “old school” que reconheceu que tem o hábito de abraçar as pessoas, entre outros gestos, Biden não pediu desculpas por seu comportamento, mas prometeu, no início do mês, que estaria “mais atento” às novas normas sociais após o terremoto que marcou o movimento contra o assédios às mulheres, o #MeToo.

Segundo a pesquisa RealClearPolitics, Biden se situa como o favorito para levar a indicação do partido, com 29,3%, seguido por Bernie Sanders, o senador que foi pré-candidato presidencial em 2016 e que conta com 23% de apoio.

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Sri Lanka revisa número de mortos em ataques para cerca de 250

O governo do Sri Lanka revisou, nesta quinta-feira (25), o número de mortos nos ataques ao país no domingo de Páscoa para cerca de 250 pessoas. Ruwan Wijewardene, vice-ministro da Defesa afirmou à agência Reuters que foram 253 vítimas fatais, enquanto o levantamento anterior apontava que 359 pessoas haviam morrido.

Anil Jasinghe, diretor-geral dos serviços de saúde do Sri Lanka, por sua vez, comentou, também à Reuters que o número total seria menos exato. “Podem ser 250 ou 260. Não posso dizer exatamente. Há muitas partes de corpos e é difícil dar um número preciso”, disse .

Ruwan Wijewardene, cujo ministério é responsável pela força policial da ilha, disse que o número de mortos foi reduzido devido a dados imprecisos fornecidos pelos necrotérios do país.

“Infelizmente, o Ministério da Saúde forneceu o número anterior para nós”, disse Wijewardene.

O novo levantamento, de 253 mortos, é o mesmo comunicado pelo próprio Ministério da Saúde cingalês nesta quinta. “Hoje o número de mortos nos ataques de domingo foi revisado para 253, e não 359 como havia sido informado anteriormente”, informou o diretor do Departamento de Comunicação do ministério, Prasanna Adikari.

De acordo com ele, a contagem anterior foi corrigida “após o complicado processo de contagem dos cadáveres no necrotério de Colombo.”

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Polícia encontra bitucas em andaimes onde começou incêndio de Notre-Dame

Investigadores priorizam a hipótese de que o incêndio começou devido a um curto-circuito.

A polícia francesa encontrou sete bitucas de cigarro nos andaimes de restauração onde começou o incêndio que devastou parte da Catedral de Notre-Dame de Paris, revelou nesta quarta-feira (24) o jornal “Le Canard Enchaîné”.

Incêndio na Catedral Notre-Dame, em Paris — Foto: Rodrigo Sanchez/G1Incêndio na Catedral Notre-Dame, em Paris — Foto: Rodrigo Sanchez/G1

Incêndio na Catedral Notre-Dame, em Paris — Foto: Rodrigo Sanchez/G1

Alguns operários que trabalhavam na restauração do pináculo (uma espécie de torre) admitiram aos investigadores que, descumprindo as ordens de segurança, fumavam nos andaimes, acrescentou a publicação.

Apesar disso, os investigadores trabalham mais com a hipótese de que o incêndio começou devido a um curto-circuito, segundo o jornal.

Foram reveladas irregularidades nas instalações elétricas –especificamente no cabo para alimentar um jogo de sinos que estava no pináculo (uma espécie de torre, que foi destruída pelo fogo) e outro sob a mesma, e que percorria a viga de madeira da catedral.

Esse dispositivo foi autorizado, de forma provisória, em 2012, a pedido dos clérigos de Notre-Dame durante as obras de restauração dos campanários principais, para eletrificar esses sinos para que os originais pudessem ser substituídos.

Veja também:

Segundo o “Le Canard”, este nunca foi substituído, ainda era utilizado, e sobre ele foi instalado o andaime para a restauração do campanário.

Os investigadores determinaram que os sinos do campanário soaram no dia do incêndio às 18h04 local (13h04, em Brasília).

Doze minutos mais tarde, houve o primeiro alerta de detecção de fumaça no posto de segurança da catedral, e cinco minutos depois, soou o primeiro alarme de incêndio.

Nesse momento, foi iniciada a evacuação dos pessoas que estavam na igreja.

Como os dois oficiais de segurança enviados para verificar as chamas não as encontraram, pensaram que era um falso alerta e pediram que os fiéis ficassem.

Os oficiais foram ao local errado para procurar o possível incêndio, segundo o jornal. A empresa de segurança privada responsável pelo monumento afirma que eles foram ao ponto correto, no entanto.

Por volta das 18h30 (13h30, em Brasília) voltaram a soar os alarmes e, nesse momento, os fiéis foram evacuados e, entre dez e vinte minutos mais tarde, os agentes localizaram o incêndio na base da estrutura.

Às 18h51 (13h51, em Brasília) os dois oficiais de segurança alertaram os bombeiros, que chegaram em aproximadamente dez minutos, mas quando o incêndio já tinha tomado grandes proporções.

A instalação anti-incêndios, afirmou o jornal, estava projetada para apagar um fogo inicial, mas com os atrasos para localizar o foco, ele se tornou grande demais.

Apenas com a chegada de reforços, equipados com mangueiras mais potentes, foi possível começar a lutar contra as chamas, embora tenha sido tarde para salvar a cobertura.

https://g1.globo.com/mundo/noticia/2019/04/24/policia-encontra-bitucas-em-andaimes-onde-comecou-incendio-de-notre-dame.ghtml

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Trump diz que enviará ‘soldados armados’ para fronteira EUA-México

Decisão foi tomada, segundo ele, após militares do país vizinho apontarem suas armas para tropas americanas.

O presidente americano, Donald Trump, disse nesta quarta-feira (24) que os Estados Unidos estão enviando “soldados armados” para a fronteira com o México. A decisão foi tomada, segundo ele, após militares do país vizinho apontarem suas armas para tropas americanas.

“Soldados do México recentemente apontaram contra nossos Soldados da Guarda Nacional, provavelmente como uma tática de distração para os traficantes de drogas na fronteira. Mas é bom que não volte a acontecer! Agora estamos enviando SOLDADOS ARMADOS para a fronteira”, tuitou Trump.

Donald J. Trump

✔@realDonaldTrump

Mexico’s Soldiers recently pulled guns on our National Guard Soldiers, probably as a diversionary tactic for drug smugglers on the Border. Better not happen again! We are now sending ARMED SOLDIERS to the Border. Mexico is not doing nearly enough in apprehending & returning!

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https://g1.globo.com/mundo/noticia/2019/04/24/trump-diz-que-enviara-soldados-armados-para-fronteira-eua-mexico.ghtml
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Marielle Franco vai virar nome de jardim em Paris

Falta pouco para Marielle Franco virar nome de jardim na capital francesa. A comissão de denominação de ruas da prefeitura de Paris anunciou o local escolhido: um novo espaço verde junto à Gare de l’Est, uma das principais estações de trem de Paris.

Marielle Franco foi morta junto com o motorista Anderson Gomes numa emboscada no dia 14 de março de 2018. Quase um ano depois, dois suspeitos do crime foram detidos, um policial militar e um ex-PM.

Ainda em março do ano passado, a prefeitura de Paris instalou um grande retrato de Marielle na fachada do prédio. Várias vezes, a própria prefeita Anne Hidalgo tuitou a respeito da morte da vereadora, cobrando uma resolução do crime.

A comissão de denominação de ruas da prefeitura de Paris determinou que um futuro terraço verde na região central da cidade vai ser batizado com o nome de Marielle Franco. A decisão ainda precisa ser ratificada pelo conselho do 10° distrito, bairro onde fica a futura praça suspensa, no dia 28 de maio, e depois pelo Conselho de Paris, que vota no dia 11 de junho.

“Era importante que fosse numa área ainda popular da cidade”, diz a historiadora Juliette Dumont, que faz parte da ONG RED.Br – Rede Europeia pela Democracia no Brasil, entidade à frente da iniciativa. “Os parisienses vão poder se apropriar do espaço, frequentar o Jardim Marielle Franco, que não vai ser apenas uma placa na parede”, diz.

Jardim suspenso

O espaço vai ser implantado no terraço de um hotel em construção ao longo da via férrea. As obras devem terminar no final de julho. O jardim vai ficar no nível da rua, que se eleva paralelamente aos trilhos. A inauguração do Jardim Marielle Franco deve acontecer no segundo semestre, provavelmente em outubro, informou Dumont.

Em comunicado, o RED.Br se diz muito satisfeito pela escolha. “É um local amplo, arborizado, com vista espetacular dos telhados de Paris, em um bairro muito animado e ainda popular. Achamos que a memória de Marielle vai poder crescer ‘como uma flor no asfalto’, segundo expressão que ela dizia com frequência antes de morrer.

O primeiro passo para ter um logradouro parisiense em homenagem à vereadora do PSOL foi dado em fevereiro, em carta aberta do RED.Br, à prefeita Anne Hidalgo, em fevereiro deste ano. A prefeita adotou a petição e no começo deste mês comemorou a aprovação da homenagem pelo conselho de Paris, que reúne os vereadores da cidade.

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Ucrânia é exemplo para região

A eleição do comediante Volodymyr Zelenskiy, de 41 anos, como presidente da Ucrânia apresenta diversas semelhanças com os movimentos que no mundo todo têm levado ao poder outsiders, em desafio aos políticos tradicionais. Mas há no caso ucraniano uma especificidade que o distingue dos demais.

No campo das semelhanças, a história de Zelenskiy fala por si só. Empresário por quinze anos, tornou-se nacionalmente conhecido como estrela do programa de TV Sluha Narodu (Servidor do Povo), série cômica que chegou este ano à terceira temporada, em que ele vive o professor do ensino médio Vasily Goloborodko.

Um vídeo em que Goloborodko critica os políticos como corruptos e despreza as mordomias associadas ao poder viraliza, e ele acaba eleito presidente. Exatamente como o ator Zelenskiy, que ao longo da campanha encarnou o personagem para vencer a eleição.

Seu sucesso foi avassalador. Pelos resultados preliminares do segundo turno realizado ontem, ele derrotou o atual presidente, Petro Poroshenko, por uma diferença em torno de 48 pontos percentuais (73% a 25%). Se Poroshenko disputou com base na sua tradicional plataforma nacionalista – seu slogan era “Exército. Fé. Língua” –, Zelenskiy é basicamente uma incógnita.

Espécie de mistura do italiano Beppe Grillo com o francês Emmanuel Macron, ele combina ingredientes antagônicos.

De um lado, é o candidato da geração que foi à Praça Maidan protestar em 2014 e derrubou o governo pró-russo de Viktor Yanukovich, que desistira de aderir à União Europeia (UE).

De outro, é visto como simpático à Rússia pelos adversários. Eles temem que sua disposição em negociar para encerrar a guerra – mais de de 13 mil morreram no conflito que ainda engolfa o leste do país – resulte na anuência à anexação da Crimeia pela Rússia.

De um lado, sua campanha seguiu à risca a receita de combate à corrupção, facilitada pela sucessão de escândalos que assolam o país. O último deles envolve a Ukroboromprom, fabricante de armas controlada por aliados de Poroshenko. Um mês antes da eleição, o presidente obteve da Corte Constitucional o cancelamento da lei contra o enriquecimento ilícito, isentando dezenas de aliados de enfrentar acusações de corrupção.

De outro, é próximo do oligarca Ihor Kolomoiskiy, proprietário do canal de TV que veicula seu programa humorístico. Kolomoiskiy saiu do país e se exilou em Israel depois que o governo Poroshenko nacionalizou seu banco, o PrivatBank, com base em acusações de desvio de mais de US$ 5 bilhões dos correntistas.

As dúvidas que cercam o futuro governo Zelenskiy são as mesmas que afligem todo novato inexperiente, que chega ao poder depois de surfar uma onda de popularidade erguida à custa da TV e das redes sociais. A principal diz respeito a sua relação com o Legislativo.

Vigora na Ucrânia, a exemplo da França, um regime semi-presidencialista. O presidente detém o comando das Forças Armadas, da política externa e da segurança. O primeiro-ministro controla o Orçamento e a política econômica.

A eleição para a Verkhovna Rada, o Parlamento unicameral com 450 representantes, ocorrerá em outubro. O êxito de Zelenskiy dependerá de sua capacidade de articulação política com os parlamentares e do papel de seu partido, chamado Sluha Narodu como o programa de TV, no gabinete do futuro primeiro-ministro.

Dois desafios serão prioritários. O primeiro é econômico. O PIB ucraniano caiu 17% nos primeiros dois anos de guerra com a Rússia. Só começou a se recuperar em 2016. Desde 2015, o país depende de um pacote do Fundo Monetário Internacional (FMI) para rolar suas dívidas. Ele foi suspenso e renovado em janeiro, mesmo assim os ucranianos não têm cumprido seus termos. Renová-lo será essencial.

O segundo desafio é pôr fim à guerra, para reintegrar a Ucrânia ao mercado global. É nesse ponto que Zelenskiy apresenta uma diferença essencial dos demais outsiders eleitos mundo afora – de Donald Trump a Jair Bolsonaro. Enquanto quase todos devem sua vitória à plataforma nacionalista, na Ucrânia a população resiste a ela.

Basta ver a derrota fragorosa da campanha nacionalista de Poroshenko e o desempenho lastimável de partidos ainda mais nativistas. A parcela mais expressiva da extrema-direita, por sinal, decidiu apoiar Zelenzkiy, em virtude de seu discurso de combate à corrupção.

Ao contrário de outros países do Leste Europeu, a Ucrânia não sofreu influxo de imigrantes. Ao contrário, o problema é a emigração: ucranianos saem do país em busca de uma vida melhor noutras terras, enfraquecendo a economia. A ameaça óbvia é a Rússia, ali do lado, contra quem persiste a guerra na região do Donbass.

A opção ucraniana, expressa nas urnas desde os protestos da Praça Maidan, é a aproximação da UE e o afastamento da Rússia. O caminho para chegar lá, em especial o fim da guerra, é a maior dúvida. Pelo menos, tem sido um caminho livre e democrático, como demonstra a votação de ontem. Um alento e um exemplo, numa região em que outros países escolheram autocratas que minam a democracia.

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Moro prorroga por mais 10 dias atuação da Força Nacional em Moçambique

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, prorrogou por mais 10 dias a permanência da Força Nacional em Moçambique para atuar na operação de ajuda humanitária ao país africano. A portaria que autoriza a prorrogação da ajuda humanitária foi publicada na edição desta segunda-feira (22) do “Diário Oficial da União”. O prazo começa a contar a partir de domingo (28).

Moçambique ficou devastado em março após a passagem do ciclone Idai, que afetou cerca de 1,85 milhão de pessoas e deixou mais de 460 mortos. O impacto do ciclone tropical Idai deixou mais de 1 milhão pessoas afetadas em Moçambique e no Malaui.

No final do mês passado, o governo brasileiro enviou à África aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) com kits de medicamentos e insumos, que somaram 870 quilos. Bombeiros brasileiros que atuaram no resgate das vítimas do rompimento da barragem de Brumadinho também foram enviados a Moçambique.

Além disso, foram enviados policiais que integram a Força Nacional para o distrito moçambicano de Beira, no sudoeste do país, um dos mais atingidos pelo ciclone onde vivem cerca de 700 mil pessoas.

Criada em 2004 pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva, a Força Nacional é formada por policiais militares, bombeiros militares e profissionais de perícia forense indicados pelas secretarias de segurança estaduais. Esse efetivo é acionado em situações de distúrbio público e pode atuar em qualquer unidade da federação, e até no exterior, mediante autorização do ministro da Justiça.

“Autorizar a prorrogação do emprego da Força Nacional de Segurança Pública, na cidade de Beira, em apoio a República de Moçambique, nas ações humanitárias de busca e salvamento, em caráter episódico e planejado, por 10 (dez) dias, a contar de 28 de abril de 2019”, escreveu Moro em trecho da portaria que autorizou a prorrogação da permanência da Força Nacional em Moçambique.