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Ministério Público do Peru e Odebrecht fecham acordo de cooperação

Lima, 9 dez 2018 (AFP) – O Ministério Público do Peru e a construtora brasileira Odebrecht selaram um acordo de cooperação em casos de supostos subornos no país, informou uma fonte ligada ao caso no domingo.

O acordo também estabelece que a Odebrecht pagará ao Peru cerca de US$ 182 milhões como indenização civil, segundo a fonte que pediu anonimato.

“Confirmamos o acordo de colaboração conhecido como ‘Acordo Preparatório para Colaboração e Benefícios’ que foi alcançado no sábado em Lima”, disse a fonte à AFP.

O acordo será anunciado a qualquer momento a partir de segunda-feira pelo Ministério Público Anticorrupção do Peru e concederá benefícios processuais aos executivos da Odebrecht em troca do fornecimento de informações sobre operações ilícitas realizadas no Peru nos últimos 15 anos.

“Pela primeira vez desde o início do caso, as autoridades do Estado – procuradores e advogados – chegaram a um acordo abrangente de colaboração efetiva que, se não for sabotado por comparsas entranhados no sistema fiscal e judicial, permitirá que o caso Lava Jato seja resolvido no Peru “, disse o portal de jornalismo investigativo IDL Reporteros, que publicou um resumo do documento.

Por meio do acordo, o Ministério Público do Peru compromete-se a “não usar as informações confessadas para iniciar ações contra a Odebrecht ou seus funcionários”.

A indenização civil de US$ 182 milhões foi baseada em quatro licitações que a Odebrecht venceu no Peru, pagando propinas a autoridades peruanas.

Os projetos envolvidos nos escândalos são uma linha de metrô em Lima; trechos 2 e 3 da Rodovia Interoceânica Sul, que liga o Peru ao Brasil; a rodovia urbana entre Lima e Callao; e uma rodovia em Cusco.

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Uruguai aumenta produção de maconha para venda em farmácias

Montevidéu, 7 dez 2018 (AFP) – O Uruguai abrirá em fevereiro uma nova licitação para que cinco novas empresas comecem a produzir maconha com fins recreativos para ser vendida nas farmácias, informou o governo nesta quinta-feira (6).

A licitação, prevista para 11 de fevereiro, será para até cinco empresas que deverão produzir 2.000 kg de maconha por ano, em terrenos de três hectares que serão fornecidos pelo Estado uruguaio e contarão com segurança pelas autoridades, detalhou a Presidência.

“Essas empresas se unirão às duas que atualmente produzem” maconha, explicou em coletiva de imprensa o chefe de gabinete da Presidência uruguaia, Juan Andrés Roballo.

A venda em farmácias está habilitada desde julho do ano passado. Mais de 31.000 pessoas se registraram para comprar. Além disso, existem ao menos 7.000 produtores e 110 clubes filiados, de acordo com os últimos números oficiais disponíveis.

“O mercado formal arrebatou pelo menos 10 milhões de dólares do comércio de drogas em apenas um ano e meio”, disse Roballo, referindo-se aos efeitos da inovadora legislação uruguaia, aprovada em 2013, que permite o cultivo doméstico, cooperativo e a compra de cannabis produzida pelo Estado.

“Trata-se de dinheiro do mercado regulado, que é impedido de atingir o tráfico de drogas e, portanto, financia atividades criminosas”, acrescentou Roballo.

O diretor do Instituto de Regulação e Controle da Cannabis (Ircca), Martín Rodríguez, destacou que as novas empresas se submeterão as mesmas “condições de venda, logística e sistema de pagamentos” das atuais: “duas toneladas por ano de produção e distribuição por companhia, 100% correspondente a folhas secas e embalagem nas condições estabelecidas” em pacotes herméticos.

O Uruguai aprovou em 2013 uma inédita lei que permite o cultivo doméstico de até seis pés de maconha por residência; o plantio cooperativo em clubes de até 99 pés por instituição, e a compra de maconha produzida por empresas privadas sob o controle estatal através de farmácias do país, na razão de 40 gramas por mês para usuários registrados no Ircca.

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EUA afirmam que violações russas do Tratado INF representam “ameaça”

Washington, 6 dez (EFE).- Os Estados Unidos defenderam nesta quinta-feira seu ultimato à Rússia com relação à possível suspensão do Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário, conhecido como Tratado INF, por considerar que as violações do mesmo por parte de Moscou representam uma “ameaça” para Washington e a Europa.

“As violações russas representam uma ameaça para a segurança dos Estados Unidos e a Europa”, declarou o embaixador americano na Rússia, Jon Huntsman, durante uma entrevista coletiva telefônica realizada nesta quinta-feira.

O diplomata assegurou que a decisão se justifica, além disso, pelo fato de que “ninguém espera” que a Rússia vá encontrar uma solução para este problema “que eles mesmos criaram”.

Mesmo assim, Huntsman expressou sua esperança de que, se Moscou mudar de atitude, finalmente o tratado possa ser salvo.

“A Rússia tem a oportunidade ao longo destes próximos 60 dias de voltar a cumprir com as suas obrigações”, considerou.

Na terça-feira passada, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, deu um prazo de 60 dias ao governo do presidente russo, Vladimir Putin, para que volte a cumprir as condições do INF.

“Falamos muito com os russos. Esperamos que mudem o rumo, mas hoje não há nenhuma indicação que tenham a intenção de fazê-lo”, disse Pompeo em entrevista coletiva após uma reunião de ministros de Relações Exteriores da OTAN em Bruxelas.

O INF, assinado por ambos países em 1987, foi o primeiro acordo para reduzir os arsenais nucleares e conduziu à eliminação em 1991 de todos os mísseis balísticos e de cruzeiro de médio e curto alcance de ambas potências, um passo-chave para pôr fim às tensões da Guerra Fria.

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Vice-presidente da Colômbia informa morte de ex-presidente por engano

Bogotá, 7 dez 2018 (AFP) – A vice-presidente da Colômbia, Marta Lucía Ramírez, noticiou por engano nesta quinta-feira a morte do ex-presidente conservador Belisario Betancur (1982-1986), de 95 años e hospitalizado em Bogotá, mas logo se retratou no Twitter.

“Lamento muito ter divulgado esta informação equivocada que deu lugar a minha nota de pesar. Me alegra saber que o presidente Belisario Betancourt (sic) segue vivo”, escreveu Ramírez.

Minutos antes, a vice-presidente havia anunciado a morte do ex-presidente e manifestado suas condolências à família.

“Sua vida, sua obra, seu amor pela Colômbia, sua curiosidade intelectual insaciável, sua grandeza como homem público e na aposentadoria constituem um exemplo. Força para (…) toda a sua família”, escreveu Ramírez no Twitter, em uma mensagem reproduzida por vários meios de comunicação.

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Sem gás para cremações, até morrer vira um desafio na Venezuela

Angelica Vera, do Estado venezuelano de Zulia, no oeste do país, planejava cremar os restos mortais do pai após sua morte por câncer em novembro já que a hiperinflação levou o custo dos serviços funerais para além de suas possibilidades financeiras.

Mas o cemitério não podia oferecer o serviço de cremação pois não havia gás natural, que está em baixa oferta mesmo com as gigantescas reservas energéticas do país membro da Opep.

Ela também não conseguia deixar os restos mortais de seu pai no necrotério enquanto espera pelo fornecimento de gás. Cada dia a mais custa mais de um mês de salário mínimo.

Ela então recorreu à única opção disponível: deixar o corpo de seu pai em uma cova comum anônima, no final do cemitério, uma área tradicionalmente reservada para indigentes.

“Meu pai faleceu e eu não consegui nem fazer um velório porque eu não tinha como conseguir o dinheiro”, disse Vera, de 27 anos, que trabalha como caixa. “O que nós venezuelanos estamos vivendo é depreciativo”.

A decadência da indústria de petróleo da Venezuela atingiu cidadãos por meses com longas filas para abastecer e períodos de falta de gás de cozinha, e agora atinge as famílias que dão adeus a seus entes queridos.

Os venezuelanos passaram a escolher cremações, que custam cerca de um terço do preço de enterros, mas a demanda crescente viu os crematórios com dificuldades para obter gás natural.

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Sean Penn fará documentário sobre jornalista saudita Jamal Khashoggi

O ator Sean Penn viajou para a Istambul, onde pretende trabalhar em um documentário sobre o jornalista saudita Jamal Khashoggi, assassinado há dois meses no consulado de seu país nessa cidade turca.

Segundo a agência de notícias estatal turca Anadolu, o ator americano e sua equipe registraram imagens diante da porta do consulado da Arábia Saudita.

Em um vídeo postado pela mídia turca, é possível ver Penn conversando com um cinegrafista.

O assassinato do jornalista que colaborava com o “Washington Post” em 2 de outubro causou uma onda onda de indignação mundial e manchou a imagem da Arábia Saudita, apesar de o príncipe herdeiro Mohamed bin Salmán negar qualquer envolvimento no crime.

Sean Penn, de 58 anos, é um ator comprometido com a militância política e social nos Estados Unidos e em outros países.

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Rudy Giuliani, assessor de segurança digital de Trump, comete gafe no Twitter e culpa a rede social

Um simples equívoco no Twitter, aproveitado por um web designer, pôs em dúvida nesta quarta-feira (5), a capacidade de domínio da Internet do advogado e assessor em segurança digital do presidente Donald Trump, Rudy Giuliani.

Giuliani tuitou na semana passada a respeito da investigação “fora de controle”, comandada pelo Assessor Especial Robert Mueller, sobre a influência russa nas eleições presidenciais de 2016.

No entanto, um erro tipográfico que uniu duas orações criou o que o Twitter entendeu como um link para página “G-20.In”, hospedada em domínio indiano.

O domínio estava vago até que o web designer Jason Velázquez, de Atlanta, pagou US$ 5 para registrá-lo e depois publicar uma mensagem na página: “Donald J. Trump é um traidor do nosso país”.

Consequentemente, qualquer um que ler o tuíte de Giuliani e clicar no link será levado à frase que ataca o presidente americano.

Quando Giuliani, que dirige a consultoria de segurança cibernética Giuliani Partners e também é ex-prefeito da cidade de Nova York, percebeu o erro na terça-feira (4), seu post já tinha se tornado um dos mais linkados, retuitados e comentados.

Ele, então, decidiu atacar a rede social. “O Twitter permitiu que alguém invadisse o meu texto com uma mensagem asquerosa contra o presidente”, escreveu em sua conta na noite de terça-feira, acusando a rede social de ser enviesada. “Não me diga que não está comprometido com os anti-Trump”, sugeriu.

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México sugere vistos de trabalho para imigrantes da América Central e quer que EUA façam o mesmo

O presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador, propôs nesta quarta-feira (5) oferecer mais vistos de trabalho para centro-americanos e disse que os Estados Unidos deveriam fazer o mesmo, como parte de uma negociação para deter o fluxo de imigrantes para o norte do continente.

López Obrador, que tomou posse no último sábado, disse que iria discutir imigração com o presidente norte-americano, Donald Trump, nos próximos dias, incluindo propostas para aumentar os investimentos no sul do México e na América Central.

“Vamos propor investimentos em projetos produtivos e em criação de empregos, e não apenas isso, também vistos de trabalho para o México e para os Estados Unidos”, disse o mexicano em uma entrevista coletiva, acrescentando que daria mais detalhes “em breve”.

O México e os Estados Unidos conversam sobre como administrar os grandes grupos que se deslocam pelo México em caravanas, com López Obrador pedindo investimentos para combater a pobreza e o crime que impulsionam milhares de pessoas todos os anos a saírem de países como Honduras, El Salvador e Guatemala.

Pouco tempo depois de sua eleição em julho, López Obrador enviou uma carta a Trump sugerindo que trabalhassem em conjunto para abordar as questões que causam a imigração em massa.

“É muito importante para nós que cheguemos a um acordo de investimento entre empresas e governos, para criar empregos na América Central e no nosso país”, disse.

López Obrador planeja grandes projetos de infraestrutura no empobrecido sul do México, incluindo seu Estado natal de Tabasco. Ele diz que os planos, incluindo a construção de uma refinaria e de duas ferrovias, irão criar empregos aos mexicanos e aos centro-americanos.

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Explosão em fábrica de plásticos na República Dominicana deixa mortos; há desaparecidos

Ao menos três pessoas morreram em explosão ocorrida nesta quarta-feira (5) em uma fábrica de plásticos em Santo Domingo, capital da República Dominicana, no Caribe. Mais de 50 pessoas ficaram feridas, nove delas com gravidade.

O número de mortos pode aumentar porque, segundo a imprensa dominicana, há desaparecidos entre os escombros.

Segundo a agência Associated Press, o prefeito local disse que um incêndio em um aquecedor causou a explosão.

O jornal dominicano “Diario Libre” informou que ao menos cinco escolas foram afetadas pela explosão, além de três centros para crianças. Nove estudantes ficaram feridos, e centenas de alunos deixaram o local. O governo do país suspendeu as aulas nas instituições próximas à área do incidente até sexta-feira.

A prefeitura local pediu, pelas redes sociais, que a população evitasse dirigir pelas principais ruas e avenidas da cidade, que é a maior do país. A medida serviria para facilitar a circulação das equipes de emergência. Ao menos 20 equipes participaram das operações de resgate.

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Trump quer trabalhar com China e Rússia para frear corrida armamentista

Washington, 4 dez 2018 (AFP) – O presidente americano, Donald Trump, expressou nesta segunda-feira (3) a sua vontade de trabalhar com China e Rússia para acabar com uma corrida armamentista que chamou de “descontrolada”, mas foi evasivo sobre o calendário e o impacto dessas eventuais discussões.

As declarações de Trump, que desde a sua eleição tem enviado sinais contraditórios sobre este tema sensível, são feitas em um momento de agravamento das tensões entre Washington e Moscou, que se acusam mutuamente de violar ou contornar os tratados existentes sobre armas.

Muitos países europeus alertaram nos últimos meses sobre os riscos de um ressurgimento da corrida pelas armas nucleares entre os dois antigos inimigos da Guerra Fria.

“Tenho certeza de que, em algum momento no futuro, o presidente Xi (Jinping) e eu, junto com o presidente (Vladimir) Putin da Rússia, começaremos a falar de um fim significativa do que se tornou um importante e incontrolável corrida armamentista”, disse.

“Os Estados Unidos gastaram 716 bilhões de dólares este ano, é uma loucura!”, escreveu esta manhã no Twitter.

O Kremlin reagiu ao anúncio lamentando que Trump tenha anulado no último minuto a reunião prevista com Putin na Argentina, que ficou restrita a um encontro “informal” durante o G20.

“Esperávamos que o encontro entre Putin e Trump pudesse (…) esboçar uma base para o diálogo sobre este tema. Lamentavelmente, a reunião não ocorreu”, destacou o porta-voz russo Dmitri Peskov.

As declarações de Trump são feitas depois que, em outubro, o presidente americano anunciou que abandonaria o Tratado de Mísseis de Médio e Curto Alcance (INF, em inglês), um acordo com Moscou que remonta à Guerra Fria para reduzir o arsenal de mísseis.

Os críticos deste anúncio, que não foi consumado, afirmam que isso desencadearia uma nova corrida armamentista com a Rússia.

Assim, Trump disse que ia reconstruir seus inventários armamentistas até que “recuperem o senso comum”.

– Sem um calendário – Quando, em outubro, o presidente americano fez essas declarações, Putin criticou a “falta de sabedoria” de Trump e pediu a “todos os que defendem um mundo sem armas nucleares” que convençam Washington a não avançar na proposta.

Washington critica o envio feito por Moscou de um sistema de mísseis 9M729, com um alcance superior a 500 quilômetros, o que constituiria uma violação do tratado INF.

Este acordo, ao suprimir o uso de uma série de mísseis de entre 500 e 5.000 km de alcance, havia acabado com a crise iniciada nos anos 1980 pelo envio dos SS-20 soviéticos com ogivas nucleares na Europa oriental, e mísseis americanos Pershing na Europa ocidental.

Os Estados Unidos não contam com o respaldo de seus aliados europeus na questão com Moscou.

Embora a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) acuse a Rússia de ter violado o tratado INF ao desenvolver um novo programa de mísseis de longo alcance, o secretário-geral da organização, Jens Stoltenberg, havia advertido que os aliados não querem uma “nova Guerra Fria”.

Desde o início do ano, as declarações belicosas de ambas as partes se multiplicaram, mas nesta segunda-feira, o presidente americano adotou um tom mais conciliatório.

O tratado INF de 1987 não incluía a China e visava eliminar a proliferação às portas da Europa.

A data para uma potencial retirada do tratado não havia sido fixada, deixando espaço para um acordo que também inclua Pequim.