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Casa Branca condena “envolvimento” do governo de Maduro na morte de opositor Comente

A Casa Branca condenou nesta quarta-feira (10) “o envolvimento” do governo do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, na morte do opositor Fernando Albán, no último dia 8, quando estava sob custódia das autoridades do país.
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“Os Estados Unidos condenam o envolvimento do regime de Maduro na morte do vereador da oposição venezuelana Fernando Albán”, afirmou a porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders, em comunicado.

O vice-presidente americano, Mike Pence, também publicou uma mensagem condenando o ocorrido.

“Condenamos nos termos mais fortes a morte do membro da oposição venezuelana Fernando Albán nas mãos do regime de Maduro. O regime continua a matar inocentes e os que defendem a democracia. Permanecemos com o povo venezuelano e exigimos a libertação dos presos políticos”, escreveu Pence no Twitter.

A porta-voz da Casa Branca lembrou que as autoridades venezuelanas detiveram o político no dia 5, “após seu retorno da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), onde ele falou ao mundo sobre a importância de devolver a democracia ao povo da Venezuela”. Três dias depois, enquanto estava na sede do Serviço de Inteligência da Venezuela, morreu.

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Canadá autoriza maconha recreativa a partir desta 4ª, mas baseados ‘saem de moda’ Comente

Esqueça os cachimbos e os baseados. Quando o Canadá legalizar o uso recreativo da maconha nesta semana, alguns produtores tentarão entrar no mercado dos tipos de maconha que não se fuma.
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A lição aprendida com os primeiros mercados da maconha legalizada nos EUA, como Colorado, Washington e Oregon, é que os tradicionais baseados estão saindo de moda rapidamente. O consumidor moderno de cannabis não quer bagunça nem sujeira – só a praticidade de extratos, cremes corporais e produtos comestíveis.

O Canadá vai começar com cautela. A partir desta quarta-feira (17), o país limitará as vendas de maconha à tradicional forma de flor – os botões secos conhecidos por muitos estudantes universitários – e a um óleo, que as empresas planejam vender em cápsulas de gel, semelhantes a um remédio, ou como tinturas líquidas.

“Projetamos que produtos derivados vão superar as flores em todos os mercados do mundo”, disse Michael Gorenstein, CEO da Cronos Group, uma produtora canadense licenciada com sede em Toronto que tem operações também na Alemanha, na Polônia, em Israel e na Austrália.

Com o tempo, os vaporizadores provavelmente se tornarão a maior categoria, seguidos por produtos comestíveis, tópicos e bebidas, disse Gorenstein por e-mail. A fim de se preparar para essa transição, a Cronos fechou uma parceria de US$ 122 milhões com a Gingko Bioworks para modificar por engenharia genética o componente ativo da maconha no intuito de ajudar a criar os cultivos que podem ser usados em produtos alternativos.

Nos estados americanos que legalizaram a maconha, as flores representam 50% do mercado em termos de despesas, mas estão declinando rapidamente. A Deloitte projetou em um relatório de junho que, no Canadá, seis de cada 10 prováveis consumidores de cannabis optarão por produtos comestíveis após a legalização.

O Canadá pode chegar a registrar 4,5 bilhões de dólares canadenses (US$ 3,5 bilhões) em vendas de flores em 2019, mas a receita da cannabis poderia aumentar mais 30% se o governo federal aprovar produtos comestíveis e vaporizadores, segundo a Ascent Industries, uma produtora canadense licenciada que também é distribuidora em Oregon e Nevada, incluindo as vendas de várias centenas de milhares de vaporizadores.

O Canadá deve autorizar os produtos comestíveis por volta do quarto trimestre de 2019.
Praticidade

A praticidade e a discrição estimulam a preferência dos consumidores por alternativas a fumar maconha: é mais fácil ingerir uma cápsula ou colocar algumas gotas sob a língua do que enrolar um baseado.

Para as empresas, novos formatos são essenciais para atrair novos usuários, além de serem estratégicos em um mercado cada vez mais comoditizado – quando o Colorado se tornou o primeiro de dois estados dos EUA a legalizar em 2014, havia 4.000 produtos disponíveis nas lojas. Esse número mais que quadruplicou em três anos, segundo relatório da Arcview Market Research e da BDS Analytics.

“Quando a legalização entrar em vigor, o desenvolvimento de produtos também começará e aparecerá uma oportunidade evidente de ter um produto com marca em vez de um genérico”, diz Tom Adams, diretor administrativo de inteligência do setor na BDS, que tem sede em Boulder, Colorado, e monitora vendas de maconha no varejo.

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Sobe para 29 o número de mortos pelo furacão Michael na Flórida Comente

Mais dez mortos foram confirmados após a passagem do furacão Michael no Estado norte-americano da Flórida, levando o total de mortos a pelo menos 29 enquanto equipes de resgate trabalham para encontrar centenas de outras pessoas que ainda são consideradas desaparecidas.

O Michael, que atingiu o continente na quarta-feira como uma das mais poderosas tempestades já registradas nos Estados Unidos, matou 20 pessoas na Flórida, cinco na Virgínia, três na Carolina do Norte e uma na Geórgia, de acordo com números oficiais.
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Equipes da organização voluntária e resgate Crowd Source Rescue estavam em contato com pessoas apontadas por familiares e amigos na região do desastre, de acordo com Matthew Marchetti, co-fundador do grupo baseado em Houston. Os voluntários ainda não tinham alcançado mais de 1.135 pessoas na manhã desta terça-feira.

À medida que voltava a cobertura telefônica no local, o número de pessoas consideradas desaparecidas em Mexico Beach, uma das cidades mais atingidas, caiu para três, disse o vereador Rex Putnal. Um dia atrás, mais de 30 pessoas estavam sem comunicação.

“Esperamos que eles tenham saído e que os encontremos com segurança em algum lugar”, disse, antes de se dirigir ao mutirão de limpeza onde equipes aguardavam a chegada de alguns banheiros portáteis.

“Viver assim é pesado”, disse Putnal. “Esse é só o meu quinto dia e não estou acostumado a lavar roupas em uma banheira, sem máquina de lavar ou de secar e comendo apenas sanduíches de manteiga de amendoim e geleia”.

A cidade de 1.200 moradores havia reportado duas mortes até segunda-feira. Equipes de resgate estavam usando cachorros para encontrar corpos que possam estar soterrados sob os escombros.

Cerca de 200 mil pessoas continuavam sem energia elétrica no sudeste dos Estados Unidos. Residentes de cidades costeiras atingidas eram forçados a cozinhar em fogueiras ou churrasqueiras.

Pelo menos 80 por cento dos usuários em três condados majoritariamente rurais estavam sem eletricidade na terça-feira. Autoridades dizem que o fornecimento pode demorar semanas para voltar.

Vários moradores da região estão passando dias sem água encanada ou saneamento básico, à espera de ajuda das autoridades. Algumas pessoas estão acampando em barracas com os pertences que conseguiram salvar.

“Estou ficando aqui para tentar afastar saqueadores, para tentar salvar o que eu consigo”, disse Bernard Sutton, de 64 anos, que passa por tratamento contra um câncer e está morando em uma barraca e em uma minivan quebrada.

Árvores derrubadas dificultavam o acesso aos atingidos pelo furacão.

O governo estadual está distribuindo gelo, água e cerca de 3 milhões de refeições prontas, de acordo com o gabinete do governador Rick Scott.

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Atirador e explosão deixam ao menos 18 mortos na Crimeia Comente

Ao menos 18 pessoas morreram e dezenas ficaram feriadas em um ataque a um centro educacional na Crimeia, nesta quarta-feira (17). Segundo a agência AP, um estudante de 40 anos abriu fogo na escola e depois teria se matado. A informação foi confirmada pelo líder da Crimeia, Sergei Aksyonov, que também disse que o homem agiu sozinho.

No local também foi registrado uma explosão de um artefato ainda não identificado. De acordo com informações preliminares, a explosão aconteceu no refeitório do centro, que fica na cidade de Kerch.

Inicialmente a imprensa local falou em um vazamento de gás, mas o Comitê Nacional Antiterrorismo diz que a explosão foi causada por um “artefato” e que o objeto teria “elementos metálicos”.

Na escola onde a explosão aconteceu funcionava um curso que fornecia treinamento vocacional.

A Rússia anexou a região da Crimeia, que pertencia à Ucrânia, em 2014, desencadeando condenação internacional e sanções do Ocidente.

A cidade de Kerch é o ponto da península onde fica localizada uma ponte que liga a Crimeia à Rússia.

O presidente russo, Vladimir Putin, inaugurou a ponte em maio deste ano e a atravessou dirigindo um caminhão.

(Com AP, EFE, Reuters e ANSA)

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ONU: nenhum país consegue garantir direitos reprodutivos das mulheres

As tendências globais mostram que, quando as pessoas conseguem exercer seus direitos sexuais e reprodutivos, elas optam por famílias menores, com taxa média de dois filhos por mulher. A conclusão está em um relatório sobre a situação da população mundial divulgado hoje (17) pelo Fundo de População das Nações Unidas (Unfpa), na sigla em inglês). Segundo a agência da ONU, a falta de possibilidades de escolha causa impacto expressivo nas taxas de fecundidade, geralmente tornando as famílias muito maiores ou muito menores do que a maioria das pessoas desejaria.

O relatório revela que em nenhum país a população tem a garantia plena de seus direitos reprodutivos. A maioria dos casais ainda não consegue ter o número de filhos que deseja, ou porque não tem condições econômicas e sociais, ou porque não tem acesso a contracepção e informação adequada. A demanda não atendida por métodos contraceptivos modernos impede que milhões de mulheres consigam optar por famílias menores.
“Existe um descompasso entre número de filhos desejados e número de filhos tidos, seja no caso de famílias que têm mais filhos do que gostariam ou no caso das mulheres que têm menos filhos do que desejariam”, explica Taís de Freitas Santos, coordenadora de programa do Fundo de População da ONU.

Em países do sul da Europa e da Ásia, as quedas nas taxas de fecundidade têm sido tão acentuadas que estão abaixo do nível de reposição (de 2,1 filhos por mulher), ocasionando uma redução no tamanho absoluto da população com o passar dos anos. Entre os motivos apontados no relatório destaca-se a dificuldade de equilíbrio entre a vida profissional e a dedicação à família.

No outro extremo, em alguns países da África Subsaariana, as mulheres seguem tendo mais filhos do que gostariam (em média, 5 filhos ao longo da vida), em especial pela falta de informação e de acesso a serviços de saúde e a métodos contraceptivos.

De maneira geral, o relatório classifica os países em quatro grandes grupos: os de fecundidade alta (principalmente na África Subsaariana), os de fecundidade estável (países do Oriente Médio e de algumas regiões da África), países em que a fecundidade declinou repentinamente nos últimos anos (especialmente as nações de renda média e em desenvolvimento) e países onde a fecundidade se mantém baixa há muitos anos, que inclui principalmente nações da Ásia, Europa e América do Norte.

Desde a Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento, realizada no Cairo (Egito) em 1994, a saúde e os direitos reprodutivos têm melhorado significativamente em todo o mundo, segundo a ONU. As pessoas têm mais acesso a informações sobre seus direitos reprodutivos e escolhas e maior possibilidade de exigir seus direitos. “A transição histórica para uma fecundidade menor surgiu por meio de pessoas que reivindicavam o direito de fazer escolhas sobre suas vidas reprodutivas e de ter o número de filhos que queriam, quando queriam”, aponta o estudo.

Apesar da melhora no quadro geral, a maioria dos países ainda está longe de garantir os direitos reprodutivos para todos os seus grupos sociais. Essa, inclusive, é uma das metas previstas nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, na chamada Agenda 2030.

“O poder de decidir o número de filhos, o momento de tê-los e o espaçamento entre uma gravidez e outra podem impulsionar o progresso econômico e social dos países. Esse poder de escolha está diretamente relacionado à garantia dos direitos reprodutivos e que foram aprovados por 179 países em 1994. Sem essas garantias, os países não vão conseguir atingir a meta dos ODS”, acrescenta Taís de Freitas.

Situação do Brasil

O Brasil é classificado no grupo de países onde a taxa de fecundidade caiu de forma expressiva nas últimas décadas, atingindo um nível, em alguns grupos sociais, abaixo da taxa de reposição populacional. Apesar disso, quando se desagrega a população em termos de escolaridade, renda e raça, as diferenças na taxa de fecundidade aparecem.

Para Taís de Freitas, da Unfpa, a taxa de fecundidade do Brasil, apesar de estar em declínio, não está batendo com o número de filhos que as mulheres gostariam de ter e é preciso garantir políticas específicas para os diferentes grupos sociais.

De um lado, mulheres brasileiras com mais anos de estudo e com uma progressão maior na carreira profissional têm cada vez menos filhos, muitas vezes menos do que o número desejado, em especial por não conseguir conciliar trabalho e família.

O mesmo acontece quando se analisam os índices de acordo com a renda: nos 20% dos domicílios com maiores rendimentos no país, as mulheres têm taxas de fecundidade que não chegam a taxas de reposição delas mesmas na população (ao redor de 1, frente à taxa de reposição de 2,1).

Na outra ponta, e com número significativo de pessoas, percebe-se que as mulheres com menos anos de estudo ainda têm mais filhos do que desejam. Isso porque, em geral, mulheres com menos escolaridade, rendimento e oportunidades também acabam tendo filhos quando são jovens – e, na maioria, filhos nascidos de gravidez não planejada.

Recomendações

O relatório faz uma série de recomendações para que os países consigam assegurar sintonia entre o número de filhos desejados e os realmente tidos pela população. Um primeiro conjunto de medidas a serem adotadas gira em torno da garantia de acesso a métodos contraceptivos modernos e a informação adequada sobre o assunto, para que as mulheres possam ter condições de escolher entre ter ou não uma gravidez e realizar seu planejamento familiar.

O documento também fala em garantir acesso a serviços de qualidade em termos de saúde sexual e reprodutiva das mulheres, bem como assegurar educação de qualidade, incluindo a educação integral em sexualidade, adequada à idade, além de agir pela mudança de atitudes dos homens, para que sejam mais solidários com os direitos e as aspirações de mulheres e meninas. Também recomenda que, se for o desejo do casal, os países devem tornar mais fácil a decisão de ter mais filhos, possibilitando maior equilíbrio entre a vida pessoal e profissional e oferecendo mais creches.

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Reino Unido não favorecerá trabalhadores da UE após o Brexit

O governo da primeira-ministra britânica, Theresa May, estabeleceu em sua última reunião que os cidadãos de países da União Europeia (UE) não devem ter acesso preferencial para trabalhar no Reino Unido após o Brexit, informa a imprensa local.
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O governo, reunido no conselho de ministros na segunda-feira (24), “apoiou de modo unânime um sistema baseado nas competências profissionais ao invés da nacionalidade”, afirmou à BBC uma fonte que pediu anonimato.

Os jornais The Times e The Guardian publicaram informações no mesmo sentido.

Atualmente, os cidadãos dos outros 27 países membros da UE têm liberdade para viver e trabalhar no Reino Unido sob as normas europeias de livre circulação de pessoas, mas isto vai acabar com o Brexit, previsto para 29 de março de 2019.

Na semana passada, um relatório encomendado pelo governo britânico recomendou que no futuro os trabalhadores comunitários e os extracomunitários obedeçam regras migratórias iguais, com preferência para aqueles altamente qualificados.

O autor do relatório, Alan Manning, do Comitê de Assessoramento sobre Migração, apresentou os resultados ao conselho de ministros na segunda-feira.

“O Executivo concordou que, quando terminar a liberdade de circulação, o governo poderá introduzir um novo sistema que funcione no interesse do Reino Unido e que ajude a dinamizar a produtividade”, afirmou um porta-voz de Downing Street.

May deve fazer um anúncio sobre as futuras regras migratórias no congresso do Partido Conservador na próxima semana.

Qualquer política migratória pós-Brexit, no entanto, pode ser afetada pelos futuros acordos comerciais do Reino Unido.

A UE pode tentar negociar a continuidade do tratamento preferencial a seus cidadãos em troca de um acesso britânico a seu mercado único, enquanto outros países poderiam buscar isenções de visto no âmbito de acordos comerciais.

Theresa May prometeu na semana passada que mesmo em caso de fracasso nas negociações com a UE, os direitos dos europeus que vivem no Reino Unido “estarão protegidos”.

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Trump provoca repórter em entrevista: “Sei que você não está pensando. Você nunca pensa” Comente

O presidente americano, Donald Trump, provocou uma repórter da rede ABC News, dizendo que ela “nunca pensa”. O episódio se deu durante uma entrevista coletiva aos jornalistas sobre um acordo comercial entre os EUA, o Canadá e o México, no jardim da Casa Branca, nessa segunda-feira (1º).

Trump se desentendeu com Cecilia Vega, da rede ABC News. Ele escolheu a jornalista para fazer uma pergunta e, em seguida, disse que ela ficou “chocada” por causa disso. “Ela está chocada porque a escolhi. Ela está em estado de choque”, disse o presidente, provocando risos de seus assessores ao fundo.

A repórter então respondeu “eu não estou [chocada]” e emendou, enquanto se levantava de seu assento: “Obrigada, sr. presidente”.

Possivelmente, Trump confundiu a palavra em inglês para ‘obrigada’, que é “thank you”, com “thinking”, que significa ‘pensando’. Ele então respondeu com uma provocação: “Eu sei que você não está pensando. Você nunca pensa.”

A repórter então disse “me desculpe?”, mas Trump pediu para ela prosseguir com a pergunta. “Nada, vá em frente. Vá em frente.”

Em seguida, Vega iniciou uma pergunta sobre a nomeação do juiz Brett Kavanaugh para a Suprema Corte dos EUA. Indicado por Trump,o juiz é investigado por casos de assédio após três mulheres o terem acusado por conduta inapropriada no passado. Ele enfrenta agora uma investigação do FBI antes de ter seu nome confirmado ou não pelo Senado norte-americano.

“O que isso tem a ver com comércio?”, respondeu Trump. “Eu não me importo de responder à pergunta, mas gostaria de responder a perguntas sobre comércio também.”

Na sequência da entrevista, ela refez sua pergunta sobre o juiz, que foi então respondida por Trump.

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A cidade canadense que tenta enterrar seu passado tóxico Comente

Em meio à paisagem verde do sudeste de Quebec, existe um lugar que já foi descrito como a cidade mais perigosa do Canadá.

O pacato povoado, às margens do rio Nicolet, prosperou por mais de 110 anos graças a um mineral valioso escondido em suas rochas.

A mineração era tão importante para a economia local que a cidade adotou seu nome: Asbestos (ou seja, amianto).

Lar da maior mina de amianto do mundo até 2012, a cidade mudou para sempre quando a natureza cancerígena do material obrigou a mina a encerrar de vez suas atividades.

O fechamento da mina Jeffrey marcou o fim de uma indústria que proporcionou emprego estável e seguro por gerações, mas também prejudicou a saúde e o bem-estar da população local.

A mina também deixou outro legado quase tão controverso quanto o mineral que extraía – o nome da própria cidade. As empresas locais, por exemplo, encontravam dificuldades ao tentar cruzar a fronteira dos EUA com produtos ou veículos que estampavam a palavra “asbestos”.

Mesmo assim, em 2006, a Câmara Municipal votou, de forma unânime, para manter o nome da cidade.

Para um lugar que deve sua existência a uma substância tóxica, sair da sombra da mina requer imaginação, além de assumir certos riscos. Mas Asbestos pode finalmente estar deixando para trás seu passado.
Mineral mágico

Asbesto ou amianto é o nome dado à ocorrência natural de minerais à base de silicato que apresentam forma cristalina longa e fibrosa. Desde os tempos antigos, ele é extraído no mundo todo devido a suas propriedades resistentes ao fogo.

Durante o século 19, colonos descobriram que o sudeste de Quebec tinha uma reserva significativa de amianto. Perto da fronteira entre os EUA e o Canadá, as jazidas eram grandes o suficiente para justificar a mineração em larga escala.

A maior operação de mineração aconteceu na cidade de Asbestos e nos arredores de Thetford Mines.

A mina Jeffrey, em Asbestos, era responsável pelo fornecimento de metade do suprimento mundial de amianto. E ajudou a tornar o Canadá o maior exportador do mineral do mundo na década de 1970.

Conhecido na época como “mineral mágico”, o amianto se tornou um recurso utilizado em diversas indústrias, principalmente na construção civil – onde costumava ser usado como isolante – e na construção naval.

Até 2008, a Índia ainda importava amianto em grandes quantidades das minas canadenses.

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Vaticano é acusado de acobertar abusos sexuais em igrejas na Itália Comente

A Associação Internacional de Vítimas de Abusos de Eclesiáticos (ECA) denunciou nesta terça-feira (2) que o Vaticano teria acobertado pelo menos quatro casos de abusos sexuais contra menores de idade na Itália, relatados na acusação do arcebispo italiano Carlo Maria Viganò.

De acordo com a denúncia, os casos teriam passado “pelas mãos do Vaticano”, que não os tratou com a devida “tolerância zero prometida, mas com grande negligência”.

O novo escândalo foi revelado por Francesco Zanardi, fundador da rede “Abuse”, durante coletiva de imprensa. “Há quatro casos Viganò na Itália”, disse.

Os episódios teriam ocorrido com menores no pré-seminário São Pio X, na Santa Sé, que abriga coroinhas e possíveis seminaristas, no Instituto Provolo de Verona, além da diocese de Milão, onde o padre Mauro Galli é investigado, e na diocese de Nápoles, tendo como alvo o pároco Silverio Mura.
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Segundo Zanardi, o primeiro caso de pedofilia “foi escondido duas vezes pelo Vaticano e atualmente o suposto agressor, nunca sancionado, é um sacerdote em Como. No início deste ano ele recebeu as inscrições para os exercícios espirituais”.

“Um caso cujas investigações começaram com o Papa Francisco, que pretende resolver os problemas do mundo e não conseguiu resolver o problema dentro de seu Estado”, afirmou.

Já o segundo, em Verona, teria ocorrido em 2014. Na ocasião, uma delegação de ex-alunos surdos se reuniu com o Pontífice e entregou-lhe uma carta com os nomes de 25 padres suspeitos de abuso sexual, incluindo Nicola Corradi, que atualmente está detido na Argentina.

“Ele não foi preso pelo Vaticano ou a pedido do Papa com base neste relatório, mas foi a Justiça argentina que o prendeu”, acrescentou Zanardi. Na terceira denúncia, sobre Galli, o fundador da “Abuse” ressalta que o padre foi condenado há apenas duas semanas a seis anos e quatro meses.

No entanto, o caso já havia sido relatado “várias vezes para o Vaticano e o Papa, tanto que há cartas da Congregação para a Doutrina da Fé certificando que o Vaticano estava ciente”.

No último caso, do padre Mura, a vítima denunciou o religioso há cerca de oito anos e, recentemente, chegou a se encontrar com Jorge Mario Bergoglio. Os abusos teriam ocorridos em Nápoles.

“Encontramos este padre em fevereiro deste ano em uma pequena cidade, chamada Pavese, sob um nome falso. A Igreja o mandou para lá e, agora que foi descoberto, ele desapareceu novamente”, concluiu Zanardi.

Em agosto passado, Viganò, ex-núncio apostólico em Washington, divulgou um dossiê no qual afirma que o Papa Francisco ignorou as denúncias de pedofilia contra o ex-cardeal norte-americano Theodore McCarrick, que só foi afastado do colégio cardinalício em julho deste ano, após também ter sido envolvido em um caso de abuso ocorrido na década de 1970. O Pontífice, por sua vez, se recusa a comentar as denúncias.

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Papa pede atenção às minorias e que se detecte a tempo novos focos de totalitarismo 23

O papa Francisco pediu neste domingo (23) para que se possa detectar a tempo qualquer aumento das ideologias totalitárias, no discurso durante a oração do Ângelus que pronunciou após a missa que celebrou na cidade de Kaunas, na Lituânia.

Francisco chegou no sábado (22) à Lituânia para seu percurso pelos países Bálticos, e nos discursos pronunciados até hoje e inclusive na homilia da missa quis lembrar os anos difíceis da ocupação soviética, mas também o período da invasão nazista.

No parque Santakos de Kaunas, após rezar uma missa para cerca de 100 mil pessoas, segundo a igreja local, Francisco falou de quem quer “submeter os mais frágeis, usar a força em qualquer de suas formas: impor um modo de pensar, uma ideologia, um discurso dominante, usar a violência ou repressão para oprimir”.

“Há 75 anos, esta nação presenciava a destruição definitiva do Gueto de Vilnia; assim culminava o aniquilamento de milhares de judeus que já tinha começado dois anos antes”, lembrou Francisco.

Ele pediu para se lembrar “daqueles tempos e pedir ao Senhor que dê o dom do discernimento a todos para detectar a tempo qualquer aumento dessa atitude perniciosa, qualquer ar que enfraqueça o coração das gerações que não viveram aquilo”.

Na Lituânia, o único país com maioria católica (cerca de 80% da população) dos Bálticos, o pontífice lembrou uma “tentação sobre a que todos devem vigiar com insistência: o desejo de supremacia, de se sobressair aos demais”

“Quantas vezes aconteceu que um povo acredite ser superior, com mais direitos adquiridos, com mais privilégios a preservar ou conquistar?”, perguntou o papa.

Francisco se despediu pedindo para que se trabalhe para dar “a atenção delicada aos excluídos, às minorias, para que se afaste das culturas a possibilidade de aniquilar o outro, de colocar ele de lado, de continuar descartando quem nos incomoda e ameaça nossas comodidades”.