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Líder chavista critica visita de Angelina Jolie a venezuelanos no Peru Comente

O número dois do chavismo, Diosdado Cabello, acusou a mídia “de direita” de aproveitar a visita da atriz americana Angelina Jolie a refugiados venezuelanos no Peru para esconder a caravana de migrantes da América Central que se dirige aos Estados Unidos.

“Luz, câmera, ação: Angelina Jolie aparece para dar todo o seu ‘amor’ à caravana de venezuelanos no Peru, perdão, à diáspora venezuelana, notícia oportuna para a mídia de direita não falar dos migrantes centro-americanos e o ‘amor’ com o qual serão recebidos nos EUA”, escreveu nesta segunda-feira (22) no Twitter o presidente da governista Assembleia Constituinte.

No domingo, a atriz chegou a Lima como enviada especial do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) para ver de perto a situação dos milhares de venezuelanos que emigram fugindo da severa crise socioeconômica do país petroleiro.

Angelina “Jolie está realizando uma missão de três dias para avaliar as necessidades humanitárias dos refugiados venezuelanos e os desafios que o Peru enfrenta como país receptor”, assinalou o organismo da ONU em um comunicado divulgado em Genebra.

Estima-se que atualmente 456.000 venezuelanos morem no Peru. Em 2016, a cifra era de 6.000.

Segundo a ONU, 2,3 milhões de venezuelanos (7,5% da população de 30,6 milhões) vivem no exterior, dos quais 1,9 milhões emigraram desde 2015, quando piorou a crise em meio a uma hiperinflação que, em 2018, pode chegar a 1.350.000%, de acordo com o FMI.

A caravana de migrantes centro-americanos que se dirige aos Estados Unidos inclui mais de 7.000 pessoas, disse o porta-voz adjunto da ONU, Farhan Aziz Haq, citando uma estimativa da Organização Internacional para as Migrações.

Depois de passar uma segunda noite no México, milhares de migrantes, em sua maioria hondurenhos, estavam se preparando para retomar a sua viagem e tentar chegar à fronteira com os Estados Unidos, a 3.000 km de distância.

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, pediu no sábado ao seu homólogo americano, Donald Trump, para abrir as portas aos migrantes centro-americanos.

“Que abra a fronteira dos Estados Unidos e respeite os migrantes centro-americanos (…) Vejo com dor o que está acontecendo”, expressou o presidente venezuelano.

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Rei saudita encontra família de jornalista assassinado e oferece ‘sinceras condolências’ 2

O rei Salman da Arábia Saudita e o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman receberam nesta terça-feira (23) no palácio real em Riad dois membros da família do jornalista assassinado Jamal Khashoggi: seu filho mais velho, Salah bin Jamal Khashoggi, e outro familiar chamado Sahel bin Ahmad Khashoggi, que seria .

Segundo a agência oficial saudita, o rei e o príncipe, acompanhados do ministro da Defesa do país, ofereceram “sinceras condolências à família de Jamal Khashoggi”. “Que Deus tenha piedade dele”, disse a família real saudita. De acordo com a agência, os familiares expressaram “gratidão” ao príncipe e ao rei pelas condolências

Mais cedo, a agência oficial disse que todas as pessoas envolvidas no assassinato do jornalista terão de prestar contas, “sejam quem forem”.

“O reino tomou medidas para descobrir a verdade e castigar os responsáveis envolvidos diretamente [no assassinato] e as pessoas que não cumpriram suas responsabilidades”, diz a nota publicada após a reunião semanal do governo saudita.

Jamal Khashoggi, crítico do regime, foi assassinado no consulado da Arábia Saudita em Istambul no dia 2 de outubro, após entrar no local para buscar documentos que necessitava para se casar com a namorada.
Partes do corpo foram encontradas, diz emissora britânica

Segundo a emissora britânica Sky News, partes do corpo do jornalista saudita, que teria sido esquartejado, foram encontradas. O canal, que não revelou suas fontes, informou que o rosto de Khashoggi foi “desfigurado” por seus executores.

Os restos mortais, segundo a “Sky News”, foram achados no jardim da residência do cônsul saudita, Mohammed al Otaibi, que retornou a Riad em 16 de outubro – um dia antes que os peritos turcos fizessem buscas e inspeções no recinto.
“Assassinato foi planejado”, diz presidente turco

A notícia da suposta descoberta vem à tona pouco depois de o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, afirmar que a morte de Khashoggi foi um “assassinato selvagem e planejado” e prometer que Ancara investigará a fundo a execução.

“O assassinato do jornalista saudita Jamal Khashoggi foi premeditado”, declarou Erdogan em discurso no parlamento em Ancara nesta terça.

“Está claro que esta operação não ocorreu por acaso, mas foi fruto de um planejamento. Temos fortes indícios neste sentido”, ressaltou o chefe de Estado.

Erdogan afirmou que a investigação das autoridades turcas continua e pediu que os 18 cidadãos detidos na Arábia Saudita por relação com o assassinato sejam julgados na Turquia.

O presidente também descreveu detalhes das investigações turcas que, até agora, tinham sido revelados na imprensa como vazamentos anônimos, enfatizando que se tratou de uma ação premeditada.

Erdogan confirmou que Khashoggi não deixou o consulado e que as investigações da polícia se estendem para uma floresta no noroeste de Istambul e para o município de Yalova, em uma província vizinha.

Erdogan também revelou que o cônsul da Arábia Saudita em Istambul, Mohammed Otaibi, foi destituído após uma conversa telefônica entre ele e o rei saudita.

“Na nossa primeira conversa por telefone, em 14 de outubro, expliquei ao rei da Arábia Saudita o caso e as informações que dispúnhamos. Falamos sobre formar um grupo de trabalho conjunto com uma delegação enviada para investigar o caso e pactuamos este assunto. Após as instruções dadas pelo rei, equipes da nossa polícia e do Ministério Público entraram no edifício do consulado e lá fizeram várias investigações”, explicou o presidente turco.

“Antes, o cônsul não tinha colaborado com a primeira delegação (policial) que chegou; eu disse ao rei que o cônsul não era eficiente, não era competente. E como resultado desta conversa, o cônsul foi destituído. O cônsul voltou de Istambul para seu país”, acrescentou Erdogan.

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Acidente em escada rolante no metrô de Roma deixa feridos Comente

Pelo menos 24 pessoas ficaram feridas, uma delas em estado grave, nesta terça-feira (23) após a escada rolante da estação de metrô Repubblica, em Roma, acelerar e derrubar uma multidão, informaram as autoridades italianas.

De acordo com os primeiros relatos, a maioria das vítimas é de nacionalidade russa e estaria na capital italiana para ver o jogo do time russo CSKA Moscou contra Roma pela fase de grupos da Liga dos Campeões.

“O incidente ocorreu quando eles pulavam e cantavam até a escada rolante ceder”, informaram testemunhas, que dizem que a maioria estava alcoolizada. As vítimas ficaram presas entre os degraus, o que causou várias lesões nas pernas. Todas as pessoas foram encaminhadas para os hospitais da região. Um dos casos mais graves é o de um russo que corre o risco de ter o pé amputado. Os dados foram revelados pela Proteção Civil da “cidade eterna”.

Equipes de emergência e forças policiais estão intervindo na estação de metrô na Piazza della Repubblica. Todas as vias da região foram bloqueadas.

Os trens continuam operando, mas sem parar na estação, que foi fechada por “questão de ordem pública”. O Ministério Público de Roma e a Agência de Transportes Rodoviários (Atac) abriram uma investigação para averiguar as razões do acidente. Todas as câmeras de segurança serão verificadas. De acordo com a Atac, as “verificações e a manutenção das escadas rolantes do metrô de Roma dentro das estações são feitas mensalmente”.

“Estamos aqui para entender sobre a dinâmica dos fatos, há uma investigação que vai verificar como as coisas aconteceram”, explicou a prefeita de Roma, Virginia Raggi.

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Migrantes hondurenhos recuperam forças antes de seguir para os EUA Comente

A caravana de migrantes hondurenhos que segue rumos aos Estados Unidos fez uma parada nesta terça-feira (23) na empobrecida comunidade mexicana de Huixtla para descansar e fazer exames médicos, antes de retomar a viagem, apesar das furiosas advertências do presidente Donald Trump.

Depois de atravessarem a pé quase 800 km em dez dias, os mais vulneráveis se submeteram a check-ups médicos.

“Atendemos oito mulheres grávidas, nenhuma apresenta complicações na gestação, só estão um pouco debilitadas”, comentou uma enfermeira do posto médico improvisado no único parque de Huixtla.

Uma delas é Teresa Pérez, de 19 anos, grávida de 31 semanas.

“Às vezes sinto muita dor, às vezes acho que já vai nascer, mas acho que só precisava descansar”, afirma, enquanto os paramédicos dão a ela ácido fólico.

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Outros aproveitaram para nadar ou cochilar às margens do rio Huixtla. Para muitos deles, este é o primeiro dia de descanso desde que saíram de Honduras em 13 de outubro, empurrados pela inflação galopante, além dos assassinatos e sequestros das gangues.

“A verdade é que o corpo já se sente cansado, esgotado e andávamos sujos. Sendo assim, caiu como uma luva”, diz Daniel Fernández, um pedreiro de 25 anos que viaja com amigos.

Huixtla é um município de umas 50.000 pessoas, que vivem em casas simples em meio às montanhas desta região do país, majoritariamente indígena. Ainda restam aos migrantes 3.000 km para chegar à fronteira com os Estados Unidos.

O governo hondurenho reportou na segunda-feira a morte de dois membros da caravana: um deles no sábado, ao cair de um veículo na rodovia que leva ao Pacífico guatemalteco, e o outro na segunda-feira na estrada de Tapachula a Huehuetan, no México.
Tensões diplomáticas

O vice-presidente americano, Mike Pence, disse que o presidente de Honduras lhe informou que a caravana de migrantes que partiu de seu país rumo aos Estados Unidos foi organizada por grupos esquerdistas “financiados pela Venezuela”.

Foram “enviados ao Norte para desafiar nossa soberania e nossa fronteira”, disse Pence em um evento organizado pelo jornal The Washington Post.

“Vamos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para impedir que essa caravana chegue ao Norte e viole nossa fronteira”, assegurou.

O governo hondurenho de Juan Orlando Hernández acusou a oposição política de convocar a caravana para levar o país à “ingovernabilidade”, apontando como

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Papa diz que semear ódio é o caminho para Terceira Guerra Mundial Comente

O papa Francisco afirmou nesta terça-feira (23) que “semear ódio, violência e divisões é um caminho de destruição” e de preparo para a Terceira Guerra Mundial.

“Hoje existe a Terceira Guerra Mundial em pedaços. Olhem para os locais dos conflitos: falta de humanidade, agressão, ódio entre culturas e tribos, também uma deformação da religião, este é o caminho do suicídio, semear ódio. É um preparar a Terceira Guerra Mundial que está em andamento aos pedaços e acredito não exagerar nisto. Diga isto aos jovens!”, disse o papa.

O pontífice participou do encontro realizado em Roma para a apresentação do livro “Francisco – A sabedoria do tempo”, um projeto editorial do padre Antonio Spadaro, diretor da revista dos jesuítas “La Civiltà Cattolica”.

O livro reúne lições de vida de mulheres e homens de diversas partes do mundo, entre eles do diretor de cinema Martin Scorsese, que esteve no evento de hoje. Scorsese, cujo filme mais recente, “Silêncio”, fala sobre um missionário jesuíta no Japão, contou a história de um bairro de Nova York onde existe muita pobreza e perguntou como a humanidade pode reagir à crueldade.

Francisco disse que para evitar que o mundo experimente a crueldade é importante ensinar que os jovens devem ter empatia e mostrar a eles que a maldade “é o caminho errado”.

Durante a apresentação, o pontífice se referiu em várias ocasiões ao ódio e à violência e alertou para o crescimento do populismo.

“É importante que os jovens saibam como nasce o populismo. Penso em Hitler no século passado, que havia prometido o desenvolvimento da Alemanha. Sabemos como começam os populismos: semeando o ódio. Não se pode viver semeando ódio”, disse ele.

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Migrantes continuam viagem pelo México apesar do medo de operações e dos narcotraficantes Comente

Depois de passar a segunda noite em território mexicano, milhares de hondurenhos sem documentos se preparam nesta segunda-feira para continuar sua viagem rumo aos Estados Unidos, apesar do temor de detenção e deportação a qualquer momento ou de sequestro por narcotraficantes.
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“Sabemos bem que este país não nos recebe como esperávamos e que podem nos devolver a Honduras. Também sabemos que há narcotraficantes que sequestram e matam os migrantes”, disse Juan Carlos Flores, 47 anos.

“Mas vivemos com mais medo em nosso país, então seguimos adiante”, completou.

Em Honduras, país afetado pela violência e altos índices de pobreza, “a vida não vale nada, se você deseja continuar vivo tem que andar atento o tempo todo. Sabemos nos cuidar”, explica.

Quase 3.000 migrantes sem documentos chegaram no domingo a Tapachula (Chiapas) depois de uma caminhada de mais de sete horas a partir de Ciudad Hidalgo, na fronteira entre México e Guatemala.

Em poucos minutos, os integrantes do grupo caíram exaustos na praça principal da cidade.

Sua intenção original era entrar no país através da ponte internacional, passagem oficial entre Guatemala e México. Mas o governo mexicano fechou a fronteira na sexta-feira, ante a expectativa da chegada dos hondurenhos.

Muitos como Flores desistiram de pedir refúgio ou visto humanitário e optaram por cruzar o rio Suchiate a nado ou em balsa precárias.

Pouco mais de 700 que entraram legalmente, segundo as autoridades mexicadas, estão em abrigos do governo que muitos migrantes evitam pelo medo de deportação.

Os hondurenhos partirão nesta segunda-feira para Huixtla, outra cidade de Chiapas, onde pretendem recuperar forças antes de seguir até Tijuana ou Mexicali, próximas dos Estados Unidos, seu destino final a mais de 3.000 quilômetros de distância.

O presidente Donald Trump advertiu no domingo que “todos os esforços” estão sendo feitos para “deter o ataque” de migrantes na fronteira sul dos Estados Unidos.

Primeiramente, estas pessoas têm que solicitar asilo no México. Caso não o façam, os Estados Unidos irão recusá-las”, escreveu no Twitter.

Mas uma segunda caravana de quase mil hondurenhos iniciou no domingo a travessia a pé a partir da Guatemala para chegar à fronteira com o México, na viagem rumo aos Estados Unidos.

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Canadá emite recorde de vistos de residência para brasileiros 32

A terra do futebol exporta cada vez mais gente para a do hóquei. Levantamento feito pelo jornal O Estado de S.Paulo, com base nos dados do Consulado-Geral do Canadá no Brasil, mostram que, nos últimos quatro anos, houve um aumento exponencial de vistos de residência permanente concedidos pelo governo canadense a cidadãos brasileiros, chegando a um volume recorde em 2018.

Em 2015, 1.750 brasileiros receberam visto canadense para morar nas províncias do país, uma média que se manteve em 2016, quando 1.730 pessoas trocaram o Brasil pelo Canadá. No ano passado, porém, esse volume chegou a 2.760 vistos liberados, um aumento de 62% sobre o ano anterior.

Neste ano, contudo, o volume é recorde: só entre janeiro e agosto, o Consulado do Canadá já aprovou 2.800 vistos de residência permanente para brasileiros. Se for considerada a média, o volume total deverá chegar a 4 mil vistos de residência permanente em 2018.

Para o brasiliense Marcus Fraga, 34, que partiu para o Canadá em 2015 e hoje estuda e trabalha na Universidade de Montreal, o aumento do interesse em deixar o Brasil se explica não apenas pelos atrativos do exterior, mas pelos problemas históricos brasileiros: crise política e econômica, falta de segurança e corrupção. “Sinceramente, está muito difícil voltar ao Brasil. As notícias que recebemos não ajudam em nada.”

Fraga trilhou um caminho comum para muitos que decidem viver no Canadá. Buscou um curso de pós-graduação, atrelou esses estudos ao trabalho e, a partir daí, decidiu morar no Hemisfério Norte. O número de vistos de estudo liberados a brasileiros pelo governo canadense confirma a trajetória. Em 2015, o país autorizou 5.370 documentos dessa categoria. Em 2016, esse número saltou para 5.962 vistos e, no ano passado, chegou a 6.887.

Questionado, o Setor de Vistos e Imigração do Consulado-Geral do Canadá creditou o interesse a esclarecimentos e facilidade de acesso. “Nos últimos dois anos, a seção de vistos e imigração do Brasil forneceu sessões informativas em várias cidades do país sobre o principal programa de imigração do Canadá, o Express Entry. Como exemplo, teremos duas próximas sessões de informação no Rio na próxima semana”, declarou.

O Canadá tem liberado cerca de 280 mil vistos de residência permanente todos os anos, para todas as partes do mundo. Neste ano, sua expectativa é de receber 310 mil imigrantes. “E isso inclui muitos brasileiros”, afirmou o consulado.
Perfil

Há ainda uma mudança de perfil em curso, como relata Ed Santos, sócio-fundador de duas empresas de assessoria para imigrantes e intercambistas brasileiros no Canadá. Segundo ele, hoje a maioria dos clientes que atende é de famílias com filhos menores de 5 anos, enquanto, anos atrás, era de jovens na casa dos 20 anos. “O Canadá é um dos pouquíssimos países desenvolvidos que tem uma política agressiva de imigração.”

Ele explica que o processo de seleção considera a idade (o ideal é menor de 29 anos), a formação acadêmica, a experiência profissional, proficiência linguística (inglês e/ou francês) comprovada e se há oferta de emprego. “Muita gente procura já sair com emprego para migrar, mas é difícil.” Santos diz que atende de seis a oito processos de migração de brasileiros por mês, com custo médio de R$ 16,2 mil.

Os casos são como o de Alexandre Furstenberger, 33, e Vanessa de Araújo, 38. “É aqui”, pensaram, ao passar férias no Canadá há um ano. O casal de engenheiros já cogitava se mudar para o exterior, mas não tinha certeza do destino. “A gente se apaixonou pelo país, achou o máximo”, diz Furstenberger. Ele e Vanessa foram em definitivo para Toronto na quinta-feira (18), com os gatos Isadora e Oliver e o cão Anakin.

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Número de mortos em acidente ferroviário na Índia passa de 50 4

As autoridades da Índia contabilizaram, neste sábado (20), em 59 mortes e 143 feridos o número de vítimas no acidente ferroviário ocorrido na sexta-feira (19) no norte do país. Segundo o governo indiano, o acidente aconteceu quando dois trens atropelaram de maneira quase simultânea devotos que celebravam um festival religioso perto da estrada de ferro.

Segundo a última apuração após a coordenação com os hospitais, o número de vítimas está em 59 mortos e 143 feridos, afirmou à Agência Efe Rajesh Sharma, chefe da administração do distrito de Amritsar, no estado de Punjab, onde ocorreu o acidente.

As vítimas celebravam muito perto da ferrovia um dos momentos principais da festividade hindu de Dussehra, na qual os devotos queimam imagens do demônio Ravana e explodem fogos de artifício, por isso não perceberam a chegada do primeiro trem.

Sharma disse que o acidente aconteceu pelo impacto de dois trens, que atravessaram o local com poucos segundos de diferença, e anunciou a abertura de uma investigação para determinar em um mês as responsabilidades.

As emissoras locais de televisão mostraram imagens de como alguns devotos observavam as fogueiras na escuridão no início da noite perto das vias e próximas de uma passagem de nível quando, de repente, um trem atravessou o lugar a grande velocidade e, pouco depois, um segundo circulou em sentido contrário.

As vítimas do acidente foram transferidas para vários hospitais de Amritsar.

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Chile ordena Igreja Católica a pagar indenização de R$ 2,5 milhões por abusos a 3 homens 3

A Corte de Apelações do Chile ordenou a Arquidiocese de Santiago a pagar 450 milhões de pesos (R$ 2,5 milhões) a três homens que alegam terem sido abusados sexualmente durante décadas pelo padre chileno Fernando Karadima, publicou um jornal local neste domingo (21).

O jornal La Tercera publicou que os três juízes que escutaram o caso na quinta-feira aprovaram uma apelação de indenização por danos morais contra a igreja por supostamente encobrir os crimes.

O caso havia sido recusado anteriormente por uma instância inferior da Justiça chilena por falta de provas.

A Reuters não pode confirmar de maneira independente a publicação. A Arquidiocese de Santiago, que pode recorrer junto à Suprema Corte do Chile, não comentou o assunto.

Ao ser confirmada por um tribunal na segunda-feira, será a primeira ordem de pagamento de indenização apresentada contra a Igreja Católica Romana do Chile em um caso de abuso sexual e encobrimento que levou o papa Francisco a pedir desculpas aos fiéis.

Especialistas afirmam que a decisão pode abrir caminho para mais pedidos de indenização em meio a um novo clima de denúncias, em que centenas de pessoas se apresentaram alegando que foram abusadas e em que autoridades iniciaram dezenas de novas investigações no país.

Karadima trabalhou como padre no abastado bairro de El Bosque durante 21 anos, entre 1985 e 2006. Com 88 anos e vivendo em um asilo na capital, Karadima sempre negou as acusações de abuso. Ele nunca foi acusado por autoridades civis porque o prazo para denúncias expirou.

Ele foi declarado culpado de abuso sexual em uma investigação do Vaticano em 2011 e no mês passado foi expulso pelo papa.

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Príncipe herdeiro saudita envia condolências a filho de jornalista morto Comente

O príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, enviou neste domingo (21) condolências em seu nome e em nome de seu pai, o rei Salman bin Abdul Aziz al Saud, a Saleh Khashoggi, filho de Jamal Khashoggi, jornalista morto no consulado do seu país em Istambul, na Turquia.

A agência oficial saudita SPA informou que Mohammed bin Salman ligou para Saleh e que ele “expressou seus sinceros agradecimentos ao príncipe herdeiro por suas condolências”.

O ministro de Relações Exteriores da Arábia Saudita, Adel al-Jubeir, disse neste domingo, em entrevista ao canal americano Fox, que a morte do jornalista foi “um terrível erro”, acrescentou que o príncipe não tinha conhecimento do caso e que uma investigação está sendo realizada.

Em um primeiro momento, as autoridades sauditas negaram a morte do jornalista, crítico ao regime, e garantiram que ele tinha saído do consulado em Istambul, depois de resolver trâmites pessoais.

Vários países já se manifestaram e pediram uma apuração rigorosa dos fatos. Mais cedo, o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, anunciou que revelará detalhes da investigação turca sobre o caso na próxima terça-feira.