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Condenado por 11 homicídios, gângster Whitey Bulger morre em prisão nos EUA Comente

O famoso ex-chefe da máfia irlandesa de Boston James “Whitey” Bulger, condenado por 11 assassinatos e outros crimes nas décadas de 1970 e 1980, foi encontrado morto em uma cadeia de segurança máxima na Virgínia Ocidental na manhã desta terça-feira (30). Ele tinha 89 anos e cumpria a pena de prisão perpétua.

De acordo com o jornal Boston Globe, a condição de saúde do ex-mafioso, que sofria de problemas cardíacos, havia se deteriorado nos últimos meses. Ele foi encontrado por agentes, desacordado, por volta das 8h20 locais (9h20 de Brasília).

Ele havia chegado na segunda-feira à prisão federal USP Hazelton, na Virgínia Ocidental, tendo sido passado recentemente por uma cadeia da Flórida e outra em Oklahoma City.

O criminoso teve sua história contada em Hollywood em 2015, quando Johnny Depp interpretou o gângster em “Aliança do Crime”, dirigido por Scott Cooper. Sua trajetória também inspirou o personagem Frank Costello (Jack Nicholson) em “Os Infiltrados” (2006) de Martin Scorsese.

Bulger foi condenado à prisão perpétua em 2013 depois de ter sido declarado culpado de 11 homicídios entre 1973 e 1985. Ele passou vários anos foragido antes de ser detido, em 2011, na Califórnia.

O criminoso, que liderava um grupo chamado “Winter Hill”, encomendou uma série de assassinatos em Boston, antes de fugir para a Califórnia, onde viveu os últimos 16 anos com identidade falsa, até ser preso pelo FBI em Santa Monica.

Ele também foi condenado por extorsão, chantagem, lavagem de dinheiro, posse de armas e tráfico de drogas.

Os crimes do “Winter Hill” eram caracterizados pela brutalidade, incluindo arrancar os dentes ou os dedos das vítimas com a intenção de obstruir as investigações. Ele também tinha ligações com agentes corruptos do FBI e chegou a ser listado como o segundo criminoso do mundo mais procurado pelo FBI, atrás somente de Osama Bin Laden.

No julgamento, a juíza Denise Casper afirmou que “os testemunhos do sofrimento humano que você e seus comparsas infligiram nos outros foram agonizantes de assistir e dolorosos de ouvir”. “Em alguns momentos, desejava que aquilo fosse um filme, que não fosse real. Mas como as famílias das vítimas bem sabem, não era um filme”, afirmou a juíza.

Há dois anos, alguns itens da casa de Bulger na Califórnia foram leiloados e renderam 110 mil dólares, repassados às famílias das vítimas.

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Estátua mais alta do mundo revolta agricultores na Índia 34

A Índia vai inaugurar nesta quarta-feira a estátua mais alta do mundo, com 182 metros de altura e custo de mais de R$ 1,5 bilhão.

A obra tem sido motivo de atrito entre o governo e agricultores locais, que se queixam do fato de o Estado ter gasto tanto dinheiro enquanto muitos têm enfrentado dificuldades.

Vijendra Tadvi, um dos moradores do Estado de Gujarat – onde o monumento foi erguido, no oeste do país -, lutou por anos para ter acesso a água para irrigar sua fazenda de três acres.

Onde ficará a maior estátua do mundo, prestes a ser concluída
A comovente foto que chama atenção para o drama dos trabalhadores mortos limpando esgoto na Índia

Hoje com 39 anos, ele planta pimenta, milho e amendoim.

Como milhões de agricultores na Índia, depende das chuvas das monções para irrigar sua colheita – no resto do tempo, ele retira água da lençol freático, que corresponde a 80% da oferta de água para irrigação.

Longos verões secos seguidos e chuvas erráticas levaram a frequentes secas no país e diminuíram a renda de fazendeiros como Tadvi.

Em 2015, ele conseguiu um trabalho extra para complementar sua renda – como motorista no canteiro de obras de construção da estátua, que estava sendo construída pelo governo do Estado do Gujarat.

O tributo ao líder da independência indiana Sardar Vallabhbhai Patel custou 29,9 bilhões de rúpias, ou R$ 1,5 bilhão. E o governo do Estado teve que custear mais da metade desse valor – o resto veio do governo federal ou de doações.

“Em vez de gastar dinheiro em uma estátua gigante, o governo deveria usá-lo para melhorar as condições dos agricultores e do distrito”, diz Tadvi, que afirma que os agricultores da área não têm nem a infraestrutura mais básica de irrigação.

Quando a estátua ficou pronta, Tadvi conseguiu se recolocar e continuou trabalhando em outros canteiros de obras na região. Mas continua insatisfeito com o gasto público com a obra faraônica.

O monumento foi apelidado de “estátua da unidade” e é a peça principal de uma série de homenagens a Patel. O líder nacionalista nasceu em Gujarat e se tornou o primeiro ministro do interior da Índia independente, e também o primeiro ministro interino sob Jawaharlal Nehru.

O atual primeiro ministro indiano, Narenda Modi, que também é de Gujarat, encomendou a estátua quando foi ministro chefe do Estado, em 2010.

Nos últimos anos, o partido de Modi, o partido hindu nacionalista BJP (Partido Bharatiya Janata) tem evocado a figura de Patel em uma tentativa de se colocar como representante de seu legado.

Eles acusam a oposição, o Partido do Congresso, de deixar a imagem Patel de lado para beneficiar os descendentes de Nehru, três dos quais serviram como primeiro-ministro.

O Partido do Congresso governou a Índia por 49 dos 71 anos desde a independência.

Os planos para o memorial a Patel incluem um hotel três estrelas, um museu e um centro de pesquisa de assuntos sobre os quais ele se interessava – como “boa governança” e “desenvolvimento agrário”.

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Presidente sul-coreano diz que visita de Kim Jong-un a Seul “será em breve” Comente

O presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, comentou nesta quinta-feira (1º), durante um discurso no Parlamento, que o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, visitará “em breve” Seul para a realização de uma nova cúpula.

No encontro em Pyongyang, em setembro, foi acordado que Kim visitaria Seul antes de terminar o ano, o transformando no primeiro líder norte-coreano a pisar solo sul-coreano.

Durante um discurso sobre política econômica pronunciado nesta quinta por Moon, na Assembleia Nacional (Parlamento), o presidente destacou que os atuais avanços diplomáticos para levar a desnuclearização e a paz à península são um eixo para conseguir um crescimento sustentável.

“A segunda cúpula entre a Coreia do Norte e Estados Unidos será em breve. Espera-se que Kim Jong-un visite a Rússia e que (o presidente da China) Xi Jinping vá até a Coreia do Norte. A possibilidade de uma nova cúpula com a Coreia do Norte também está aberta. A visita de Kim Jong-un a Seul será em breve”, disse Moon.

No entanto, o presidente sul-coreano não deu mais detalhes sobre a visita ao Sul do líder norte-coreano.

Na semana passada, a ministra das Relações Exteriores sul-coreana, Kang Kyung-wha, disse que Seul segue tendo em mente que a visita de Kim acontecerá “antes do final do ano”.

Deste modo, é mais que provável que a reunião entre Kim e Moon em Seul – que seria a quarta cúpula deste ano – aconteça antes do segundo encontro entre o líder norte-coreano e o presidente dos EUA, Donald Trump, para seguir tratando da desnuclearização do regime.

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Por que o Canadá ainda processa pessoas por falsa bruxaria 2

Uma lei que proíbe a falsa bruxaria deve ser revogada no Canadá em um futuro próximo – mas isso não impediu a polícia de denunciar duas mulheres à Justiça por usar “artes das trevas” para extorquir dinheiro das pessoas.
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Duas mulheres canadenses foram formalmente acusadas de fingir praticar bruxaria, infringindo uma lei pouco conhecida no código penal do país.

A primeira acusação foi feita em outubro contra Dorie “Madeena” Stevenson, uma cartomante de Milton, na região de Ontário, depois de uma investigação de vários meses.

Ela é acusada de se apropriar indevidamente de 60 mil dólares canadenses (cerca de R$ 170 mil) em dinheiro e propriedades de um cliente.

Uma semana depois, uma médium de Toronto, Samantha Stevenson, também foi presa depois de uma outra investigação.

A polícia afirma que ela convenceu um homem de que o único jeito de se livrar de “espíritos malignos” em sua casa seria vendendo a propriedade e transferindo o dinheiro para a conta dela.

Segundo a polícia, as acusadas frequentemente se vendem como médiuns ou curandeiras religiosas e exigem altas somas de dinheiro para ajudar a “livrar os clientes de maldições ou espíritos malígnos”.

“O que normalmente vemos é uma tendência dos criminosos de tirar vantagem das pessoas quando elas estão em seu estado mais vulnerável”, diz o detetive Dave Costantini.

“As vítimas são manipuladas a acreditar que algo ruim vai acontecer com elas a não ser que elas entreguem dinheiro. Vemos até incidentes em que as vítimas são obrigadas a fazer compras e transferir para as golpistas para poderem ser ‘limpos’.”

Segundo ele, as vítimas acabam não procurando a polícia por vergonha.
Não creio em bruxas…

Os processos podem levar aos últimos julgamentos de falsas bruxas do Canadá, já que as leis que proíbem fingir praticar bruxaria devem ser revogadas em breve.

Em junho de 2017, o governo federal propôs um projeto para revogar dezenas de partes ultrapassadas do código penal do país, incluindo esta.

O professor de direito Stephen Coughlan, da Universidade Dalhousie, afirma que o projeto é necessário para ajudar a atualizar o códico penal, que tem trechos que remontam até 1892.

“Muitos dos artigos estão obsoletos, fora da realidade ou podem ser cobertos por outras leis melhores”, afirma.

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Ex-embaixador dos EUA defende entrada do Brasil na Otan, aliança militar de potências ocidentais Comente

A carreira do diplomata Thomas Shannon atravessou os mandatos de seis presidentes americanos. Após duas temporadas no Brasil – entre 1989 e 1992, no governo de George Bush pai, e entre 2010 e 2013, como Embaixador em Brasília no governo de Barack Obama -, Shannon se aposentou em fevereiro aos 35 anos de carreira, depois de uma breve temporada como Secretário de Estado interino na transição para o governo de Donald Trump.
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Em entrevista exclusiva à BBC News Brasil, em Washington, o experiente diplomata faz projeções para as relações comerciais, políticas, militares e de direitos humanos entre Brasil e Estados Unidos sob o governo de Jair Bolsonaro (PSL).

Politicamente, ele opina, a Venezuela deve se confirmar como principal ponto de interesse mútuo no curto prazo. Mas se engana quem pensa que o americano siga as ideias de Donald Trump, que já ventilou interesse por uma intervenção militar no país governado por Nicolás Maduro.

“Não é uma boa ideia”, diz, relembrando a história recente do continente.

“Nos piores momentos dos governos militares na América do Sul, a Venezuela foi muito generosa em receber pessoas que escapavam de governos autoritários. No ápice da violência na Colômbia, eles receberam muitos colombianos que estavam fugindo para salvar suas vidas (…) A Venezuela mostrou generosidade na história e é importante que outros países agora mostrem o mesmo.”

O americano também surpreende ao defender a entrada do Brasil na Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) – principal aliança militar do planeta e um dos interesses de auxiliares ligados à política internacional de Bolsonaro, segundo a BBC News Brasil apurou.

“Traria ao Brasil uma oportunidade para se envolver e trabalhar diretamente não apenas em questões militares e das Forças Armadas, mas em tudo que for ligado a segurança nacional e segurança global”, diz.

Os EUA apoiariam a ideia? “Torço para que sim.”

Após atribuir aos protestos de 2013 a reviravolta política brasileira que afastou Dilma Rousseff e trouxe o nacionalismo conservador de Bolsonaro ao poder, Shannon não nega que haja ameaças à nossa democracia, mas recalibra a mira contra o presidente eleito.

“A ameaça à democracia veio antes de Bolsonaro”, diz. “Ela é fruto da acumulação de questões que produziram ele.”

Sobre a eventual nomeação de Sergio Moro ao Ministério da Justiça ou à Suprema Corte, o americano diz que o juiz “é profundamente respeitado fora do Brasil”.

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Erdogan anuncia visita do procurador-geral saudita a Istambul por caso Khashoggi Comente

O procurador-geral da Arábia Saudita viajará no domingo a Istambul para a investigação sobre o assassinato do jornalista Jamal Khashoggi, anunciou nesta sexta-feira o presidente turco Recep Tayyip Erdogan.

“No domingo, eles (os sauditas) enviarão o procurador-geral à Turquia. Este se reunirá com nosso procurador-geral da República em Istambul”, declarou Erdogan durante um discurso em Ancara.

O presidente também afirmou que as autoridades turcas têm “outros elementos” de prova sobre o assassinato cometido em 2 de outubro por agentes de Riad no consulado saudita em Istambul.

“Não é como se não tivéssemos outros elementos ou documentos. Nós temos. Amanhã é outro dia. A precipitação não serve para nada”, disse Erdogan.

“Que Jamal Khashoggi foi assassinado é um fato. Mas onde está? Onde está o corpo?”, questionou o chefe de Estado turco.

“Quem deu a ordem? As autoridades (sauditas) devem explicar”, completou.

Erdogan afirmou que a Turquia compartilhou as “provas” com outros países, entre eles a Arábia Saudita.

“Sem apresentar os originais, compartilhamos nossas informações e documentos com aqueles que estavam interessados. Compartilhamos com a Arábia Saudita”, disse.

Sobre a evolução do caso, Erdogan criticou a reação inicial de Riad, que negou o assassinato de Khashoggi e afirmou que o jornalista havia saído vivo do consulado.

“Estas declarações eram realmente ridículas. Eram declarações pueris, incompatíveis com a seriedade de um Estado”, completou o presidente turco.

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Trump critica impacto dos pacotes suspeitos sobre campanha republicana Comente

O presidente Donald Trump afirmou na sexta-feira (26) que a série de alertas de pacotes com bombas enviados a muitos de seus adversários políticos está prejudicando o “ímpeto de campanha” de seu Partido Republicano antes das eleições de novembro.

“Os republicanos estão indo tão bem na votação antecipada, e nas pesquisas, e agora essa coisa de ‘Bomba’ acontece e a dinâmica diminui muito”, tuitou Trump.

Dois outros pacotes suspeitos foram enviados a críticos de Trump, e já somam doze: nesta sexta-feira o FBI anunciou pacote dirigido ao senador democrata Cory Booker, enquanto a CNN disse ter recebeu outro endereçado ao ex-diretor de inteligência nacional, James Clapper.

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“O FBI confirma que um 11º pacote foi encontrado na Flórida, similar em aparência aos outros, e dirigido ao senador Cory Booker”, informou a polícia federal no Twitter.

A mídia americana afirmou, por sua vez, que um pacote adicional endereçado ao ex-diretor de inteligência nacional Clapper foi encontrado em Manhattan, embora os informes ainda não tenham sido confirmados pelas autoridades.

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Homem suspeito de envolvimento com pacotes-bomba é preso na Flórida; “não vamos permitir violência política”, diz Trump 14

Um homem suspeito de envolvimento com o envio de pacotes contendo explosivos a políticos e apoiadores do Partido Democrata foi preso no sul da Flórida, informou o Departamento de Justiça dos EUA nesta sexta-feira (26). A prisão ocorreu em um estacionamento em Plantation, na região metropolitana de Miami.

No local da prisão, policiais cobriram uma van branca com um plástico azul e removeram o veículo em um caminhão. A van possuía diversos adesivos e colagens com imagens do presidente Donald Trump e de seu vice, Mike Pence, e frases ofensivas à CNN e a críticos de Trump.

De acordo com a imprensa dos EUA, o nome do suspeito é Cesar Sayoc. O homem, de 56 anos, é filiado ao Partido Republicano e tem um longo histórico de crimes. Ele possui residência em Aventura, na Flórida, e conexões com Nova York. O departamento de Defesa do país informou que chegou ao nome de Savoc a partir de resquícios do seu DNA em um dos envelopes.

Segundo a CNN, o homem teria sido expulso de sua casa e estava vivendo na van.

Sayoc foi preso em 1999 por dirigir um carro roubado e, em 2002, ameaçou explodir uma empresa de serviços públicos da Flórida e disse que seria “pior do que o 11 de setembro”, conforme apurado pela CNN.

Em pronunciamento nesta sexta, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a prisão do suspeito e disse que o responsável pelos pacotes será punido. “Não vamos nunca permitir que a violência política domine a América”, disse Trump.

“Estou comprometido em fazer tudo que estiver sob meu poder para parar isso. E parar isso agora, parar isso agora”, completou o presidente. Trump ainda elogiou o trabalho de autoridades dos EUA pela prisão do suspeito, em um discurso marcado por pedido de união do país. “A América precisa mostrar para o mundo que estamos unidos, juntos e em paz”.

“Qualquer tentativa de machucar aos outros é repugnante e não tem nenhum lugar na Flórida ou em nosso país”, disse Rick Scott, governandor da Flórida, em publicação no Twitter.

Em uma coletiva de imprensa realizada na tarde desta sexta (26), o procurador-geral dos EUA, Jeff Sessions, elogiou o sistema de segurança dos Estados Unidos. “O caso mostrou a força dos nossos agentes e do nosso sistema de segurança, o melhor do mundo. Estamos orgulhosos de cada um.”

Sessions ainda confirmou que Sayoc será processado por pelo menos cinco crimes, incluindo enviar correspondência com explosivos e ameaçar ex-presidentes. Já Chris Wray, diretor do FBI, afirmou que os pacotes são verdadeiros e representavam reais riscos de explosão. “cada pacote tinha vários características de uma bomba, como material explosivo, canos de PVC e um pequeno relógio”, afirmou Wray.

“Agora também contamos com a ajuda de cada cidadão. Nenhuma informação é pequena demais, todas tem seu valor. Por isso, se qualquer um observar algo suspeito, por favor ligue para suas autoridades locais”, disse o diretor do FBI. “Não vamos comentar qual a situação da investigação nesse momento”, concluiu Wray

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Insultar islã não é liberdade de expressão, decide tribunal europeu Comente

Tribunal Europeu de Direitos Humanos rejeita queixa de mulher austríaca que foi condenada por chamar profeta Maomé de pedófilo. Ela alegou que sua intenção era contribuir para o debate público. A condenação de uma mulher austríaca por chamar o profeta Maomé de pedófilo não violou a sua liberdade de expressão, decidiu o Tribunal Europeu de Direitos Humanos (TEDH), nesta quinta-feira (25).

O TEDH, com sede em Estrasburgo, França, decidiu que os tribunais austríacos contrabalançaram cuidadosamente o direito à liberdade de expressão da mulher em questão com o direito de outros de terem seus sentimentos religiosos protegidos, e “serviram ao objetivo legítimo de preservar a paz religiosa na Áustria”.

Em 2009, a austríaca realizou dois seminários intitulados ‘Informações básicas sobre o islã’, nos quais comparou o casamento de Maomé com uma menina de seis anos, Aisha, à pedofilia.

De acordo com a tradição islâmica, o casamento foi consumado quando Aisha tinha nove anos, e Maomé, por volta de 50. Ela era filha do melhor amigo do profeta e primeiro califa, Abu Bakr.

O tribunal citou a mulher austríaca afirmando durante o seminário que Maomé “gostava de fazer isso com crianças” e “[…] um homem de 56 anos e uma menina de seis […] Como podemos chamar isso a não ser pedofilia?”

Posteriormente, um tribunal austríaco condenou a mulher por depreciar a religião e aplicou uma multa de 480 euros (por volta de 2 mil reais). Outras cortes nacionais confirmaram a decisão antes de o caso ser levado à TEDH.

A mulher argumentou que seus comentários se enquadravam em seu direito de liberdade de expressão e que grupos religiosos devem tolerar críticas. Ela também defendeu que tais observações foram destinadas a contribuir para o debate público, e não pensadas com o intuito de difamar o profeta do islã.

O Tribunal Europeu de Direitos Humanos reconheceu que a liberdade de religião não isenta as pessoas de esperar críticas ou negação da religião delas. No entanto, constatou que os comentários da mulher não eram objetivos, não forneciam fundo histórico e não tinham a intenção de promover o debate público.

Os comentários da autora da queixa “só podem ser entendidos como tendo sido destinados a demonstrar que Maomé não era digno de adoração”, disse a corte, acrescentando que as declarações não se basearam em fatos e foram destinadas a denegrir o islã.

O tribunal também constatou que, mesmo num debate, não seria compatível com a liberdade de expressão “reunir declarações incriminadoras no invólucro de uma expressão de opinião aceitável e afirmar que isso tornaria admissíveis afirmações que ultrapassam os limites da liberdade de expressão”.

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EUA acusa China de pagar subornos para aumentar influência em países em desenvolvimento Comente

O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, acusou nesta sexta-feira (26) a China de tentar estabelecer seu poder e expandir sua influência através da corrupção de líderes em países em desenvolvimento.

Em uma entrevista, o chefe da diplomacia norte-americana destacou “a capacidade da China de usar seu dinheiro em todo o mundo”.

“Quando a China se apresenta e oferece propinas em troca de projetos de infraestrutura, isso tem um efeito negativo sobre as pessoas no país em questão”, disse Pompeo. É um sistema que os Estados Unidos procuram combater.

A advertência dos Estados Unidos sobre a corrupção chinesa é feita em um contexto de deterioração das relações bilaterais.

Segundo Pompeo, essa tendência da China de usar seu capital para aumentar sua influência no mundo se intensificou nos últimos dois ou três anos.

Em 2015, o presidente chinês, Xi Jinping, prometeu destinar 250 bilhões de dólares para investimentos diretos na América Latina e no Caribe.

Ele também projetou objetivos comerciais que ameaçam desbancar os Estados Unidos de sua posição dominante como o principal parceiro comercial dos países da região.