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O que podem ser os óvnis e luzes misteriosas avistados por pilotos de aviões na Irlanda Comente

A Autoridade Irlandesa de Aviação está investigando relatos de luzes brilhantes e óvnis (objetos voadores não identificados) vistos na costa da Irlanda na semana passada.

Na madrugada de sexta-feira, uma piloto da companhia aérea British Airways contatou o controle de tráfego aéreo na cidade da Shannon. Ela queria saber se havia exercícios militares sendo feitos na área porque havia algo se “movendo muito rápido”.

O controlador de voo disse que não havia exercícios do tipo.

A piloto voava de Montreal, no Canadá, para o aeroporto de Heathrow, em Londres. Ela disse que havia uma “luz muito brilhante” e que o objeto não-identificado apareceu à esquerda da aeronave antes de “desviar-se rapidamente para o norte”.

Ela estava imaginando o que poderia ser, mas afirmou que o óvni não parecia estar em trajetória de colisão com o avião.

Outro piloto da companhia Virgin também relatou ter visto óvnis e sugeriu que poderiam ser meteoros ou outros objetos entrando na atmosfera da Terra.

Ele disse que havia “múltiplos objetos seguindo o mesmo tipo de trajetória” e que eles eram muito bilhantes.

O piloto diz que viu “duas luzes brilhantes” à sua direita, que se afastaram com alta velocidade.

Segundo ele, a velocidade era “astronômica, algo como um Mach 2” – ou seja, duas vezes a velocidade do som.

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Incêndio florestal fatal na Califórnia cresce e só está 30% contido Comente

O incêndio florestal mais mortífero e destruidor da história da Califórnia consumiu mais 3.237 hectares e só está 30 por cento contido, disseram autoridades dos bombeiros do Estado norte-americano nesta terça-feira (13), quando equipes de busca voltaram a vasculhar destroços calcinados à procura de restos humanos.

O Incêndio Camp, que arde cerca de 280 quilômetros ao norte de San Francisco, passou a ocupar 50.500 hectares, mais do que quatro vezes a área da cidade, disse o Departamento de Silvicultura e Proteção contra Incêndios da Califórnia (Cal Fire).

O saldo de mortes continuava em 42 pessoas, o mais alto já causado por um incêndio florestal na Califórnia, e 228 indivíduos são considerados desaparecidos. Mais de 7.600 casas e outras estruturas foram destruídas, outro recorde.

Grande parte dos danos se concentra em Paradise, cidade de 27 mil habitantes do condado de Butte que foi virtualmente arrasada na madrugada de quinta-feira, poucas horas após a irrupção das chamas.

Cento e cinquenta agentes de busca e resgate devem chegar à área nesta terça-feira, reforçando 13 equipes de resgate lideradas por médicos legistas na zona do incêndio, disse Kory Honea, xerife do condado de Butte.

O xerife solicitou três equipes ambulantes de legistas dos militares norte-americanos, unidades de cães farejadores de cadáveres para localizar restos humanos e três grupos de antropólogos forenses.

Cerca de 52 mil pessoas continuam sujeitas a ordens de retirada, segundo Honea.

Já no sul da Califórnia duas pessoas morreram no Incêndio Woolsey, que destruiu 435 estruturas e deslocou cerca de 20 mil pessoas nas montanhas e sopés das colinas próximas do litoral de Malibu, situado a oeste de Los Angeles.

O Incêndio Woolsey está 35 por cento contido, um avanço em relação aos 30 por cento do dia anterior, informou o Cal Fire.

Quase nove mil bombeiros estão combatendo os incêndios florestais. O Cal Fire disse que 16 outros Estados, incluindo Oregon, Texas, Missouri e Geórgia, enviaram equipes de bombeiros ou outros recursos para debelá-los.

As autoridades estão investigando a causa dos incêndios. Uma porta-voz da Comissão de Prestadoras de Serviço Público da Califórnia disse nesta terça-feira que a agência reguladora iniciou investigações que podem incluir uma inspeção dos locais dos incêndios assim que o Cal Fire liberar o acesso.

Ventos de até 60 quilômetros por hora devem continuar no sul da Califórnia ao longo desta terça-feira, aumentando o risco de novas chamas causadas pela dispersão das brasas. O Cal Fire disse que 57 mil estruturas ainda estão ameaçadas pelo Incêndio Woolsey.

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UE prorroga sanções contra Venezuela devido a violações de direitos humanos e democracia

A União Europeia prorrogou, até novembro de 2019, as sanções impostas contra a Venezuela, acusando o país, nesta terça-feira (6), de violar os direitos humanos e comprometer a democracia e o Estado de Direito sob o comando do presidente Nicolás Maduro.

O bloco impôs um embargo contra a Venezuela proibindo viagens, a venda de armas e de “equipamento para repressão interna”, e congelando os bens de 18 autoridades do país.

A ação é resposta a acusações de abusos de direitos humanos cometidos por autoridades durante protestos antigoverno em janeiro e à eleição presidencial de maio, que reelegeu Maduro mas foi amplamente considerada como uma fraude.

A profunda crise política, social e econômica que afeta a nação sul-americana fez com que mais de dois milhões de venezuelanos fugissem para o exterior, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU).

Maduro acusa os Estados Unidos, que também adotaram sanções contra autoridades venezuelanas, de orquestrar uma conspiração internacional contra seu governo.

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Atirador que matou 12 em bar da Califórnia é ex-fuzileiro naval de 28 anos Comente

A polícia de Thousand Oaks, cidade dos EUA a 65 km de Los Angeles, identificou Ian David Long, um ex-fuzileiro naval de 28 anos, como o atirador que matou 12 pessoas e feriu cerca de 21 em um bar na noite de quarta-feira (7).

Long esteve na ativa como militar norte-americana de agosto de 2008 a março de 2013, conforme registros do Departamento de Defesa.

Munido de uma pistola .45 e bombas de fumaça, o atirador entrou em um bar na noite de quarta-feira efetuando disparos. O suspeito foi encontrado morto antes da chegada da polícia.

Segundo o xerife do condado de Ventura, Geoff Dean, não foi a primeira vez que o ex-fuzileiro teve problemas com as autoridades. Em abril deste ano, policiais foram até sua casa após receberem uma denúncia, mas não consideraram que era o caso de levar o suspeito para a delegacia.
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“Eles (os policiais) conversaram com ele, que estava irritado por alguma coisa, agindo um pouco irracional. Então chamaram a equipe de intervenção em crises, e nossos especialistas em saúde mental se encontraram com ele, conversaram e o liberaram”, disse o xerife.

Ainda não se sabe quais foram as motivações de Long. Testemunhas contam que o atirador entrou no bar vestindo um casaco preto e óculos escuros e por volta das 23h20 (horário local, 4h20 desta quinta em Brasília) começou a atirar.

O xerife Dean disse que os primeiros disparos foram nos seguranças e funcionários próximos às portas. Não há indicação de que ele teve como alvo funcionários específicos, mas a polícia espera descobrir mais ao realizar buscas na casa de Long, na comunidade vizinha de Newbury Park.

No momento do tiroteio, acontecia um evento universitário no local, o Borderline Bar & Grill. Entre as vítimas está Ron Helus, policial veterano que estava havia 29 anos nas forças de segurança locais e era xerife-adjunto no gabinete do condado de Ventura. Ele foi o primeiro policial a chegar ao local para conter o atirador.

Em solidariedade, a Universidade Luterana da Califórnia, que se localiza a aproximadamente 7 km de distância do ataque, cancelou suas aulas desta quinta-feira

O presidente Donald Trump ordenou que a bandeira dos Estados Unidos fosse hasteada a meio mastro como respeito às vítimas.

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Carreta atropela veículos em congestionamento e deixa nove mortos na Cidade do México 1

Uma carreta com 24 toneladas de carga atropelou ao menos 15 veículos, deixando nove mortos e ao menos 16 feridos. O acidente aconteceu na estrada México-Toluca, que conecta a capital mexicana com o Estado do México, informaram nesta quarta-feira (8) fontes oficiais.

A Secretaria de Segurança Pública da Cidade do México afirma que o acidente aconteceu no sentido capital, na região da cidade de Santa Fé. Uma mulher, que conduzia o veículo, foi detida.
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Segundo o jornal mexicano El Universal, a motorista de 41 anos relatou que os freios da carreta falharam em uma descida na estrada. Imagens das câmeras de segurança mostram que o caminhão atropelando os veículos por cerca de 400 metros.

As equipes de emergência atenderam no local 40 pessoas feridas no local. Três helicópteros foram usados para para transferir as vítimas a diferentes hospitais.

Por sua parte, a Procuradoria-Geral de Justiça da Cidade do México explicou que o agente do Ministério Público da prefeitura de Álvaro Obregón iniciou uma investigação pelo crime de homicídio por trânsito veicular.

A estrada México-Toluca é um dos acessos à capital mexicana que registra maior trânsito de carros e veículos de carga. (Com Efe)

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Casa Branca retira credencial de jornalista da CNN após discussão com Trump 38

Presidente chama correspondente Jim Acosta de “pessoa terrível” por ter se recusado a entregar microfone a estagiária durante entrevista coletiva. Emissora classifica remoção da credencial de “ameaça à democracia”.A Casa Branca retirou na quarta-feira (7) a credencial permanente de Jim Acosta, jornalista da emissora americana CNN, que horas antes havia discutido com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, numa tensa entrevista coletiva.

“Como resultado do incidente de hoje [quarta-feira], a Casa Branca suspende a credencial permanente do jornalista envolvido até novo aviso”, disse em comunicado a porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders.

A credencial de Acosta, correspondente da CNN na Casa Branca, foi retirada em sua saída do edifício presidencial por um agente do Serviço Secreto americano, segundo um vídeo do momento compartilhado pelo próprio jornalista no Twitter.

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A credencial permanente permite a um grupo seleto de jornalistas entrar e sair livremente da Casa Branca e cobrir o dia a dia do presidente do país.

O incidente que gerou a decisão da Casa Branca sobre Acosta ocorreu durante uma entrevista coletiva na qual Trump avaliou os resultados das eleições de meio de mandato ocorridas na terça-feira. Acosta se envolveu numa tensa discussão com Trump, que, depois de responder a várias de suas perguntas, lhe retirou a palavra.

“Largue o microfone […]. Te direi uma coisa, a CNN deveria estar envergonhada de si mesma por ter você trabalhando para eles. Você é uma pessoa mal-educada e terrível”, disse Trump, enquanto Acosta disputava o microfone com uma estagiária da Casa Branca.

A Casa Branca se referiu à confusão envolvendo a estagiária para justificar a suspensão da credencial do jornalista.

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Holandês de 69 anos pede à Justiça para ficar 20 anos mais novo para se dar melhor no Tinder 8

Um holandês de 69 anos iniciou uma batalha jurídica para tentar melhorar sua vida amorosa. Emile Ratelband, um instrutor motivacional, entrou na Justiça para mudar sua data de nascimento do dia 11 de março de 1949 para 11 de março de 1969.

Ou seja, Ratelband quer ficar 20 anos mais novo. “Nós vivemos em uma época em que é possível mudar de gênero e de nome. Por que não posso mudar minha idade?”, disse.

O caso deve ser julgado por um tribunal da cidade de Arnhem dentro de quatro semanas.

No entanto, segundo a imprensa local, funcionários do tribunal estão céticos com relação ao pedido, pois dizem que não há nenhum mecanismo legal para mudar a própria data de nascimento.

Um dos juízes quis saber como Ratelband justificaria os 20 anos que seriam apagados de sua história: “O que seus pais estariam fazendo na época que você era um garotinho? Quem era esse menininho?”, disse.

Ratelband diz que se sente discriminado por sua idade. Segundo ele, ter 69 anos prejudica as chances de conseguir emprego e de ter sucesso no aplicativo de relacionamentos Tinder.

“Quando fiz 69 anos, fiquei limitado. Se eu tivesse 49, poderia comprar uma casa nova, dirigir um carro diferente. Poderia trabalhar mais”, diz.

“Quando estou no Tinder e digo que tenho 69 anos, ninguém me responde. Quando eu tiver 49, com o rosto que tenho, ficarei em uma boa posição”, diz.

“Meu médico disse que tenho corpo de um homem de 45 anos”, disse Ratelband, citando exames que comprovariam a idade menor. Ele se descreve como um “jovem deus”.

No Facebook, Ratelband contou que tomou a decisão de entrar na Justiça quando se olhou no espelho um dia. Ele não tem medo de envelhecer, disse, mas queria aproveitar a vida o máximo de tempo possível.

Ele também disse que pretende renunciar a uma aposentadoria que recebe caso a Justiça autorize sua mudança de data de aniversário.

A legislação holandesa proíbe a discriminação por idade em ambientes de trabalho.

Emile Ratelband é um guru motivacional, instrutor de programação neurolinguística e famoso na mídia holandesa. Ele se converteu ao budismo no início deste ano.

Ele também já foi dublador: fez a voz holandesa do personagem Vladimir Trunkov, do filme Carros 2, da Pixar.

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Por que o fechado Japão agora quer abrir suas portas para imigrantes Comente

O governo do Japão propôs um projeto de lei para flexibilizar as regras de imigração do país.

O texto enviado ao Legislativo cria duas novas categorias de vistos para permitir que estrangeiros em setores com escassez de mão-de-obra, como construção, agricultura e saúde, possam atuar em seu território.

Atualmente, o Japão tem leis restritivas de imigração e aceita poucos profissionais de outros países.
Mão-de-obra qualificada

Pelas novas regras, trabalhadores na primeira categoria de visto teriam permissão para trabalhar no país por cinco anos, e levar suas famílias, se tiverem certo nível de qualificação e alguma proficiência em japonês.

Já os mais qualificados estariam aptos a obter a segunda categoria de visto e poderiam se candidatar à residência.

O projeto de lei precisa ser aprovado pelo Parlamento e está enfrentando críticas de partidos da oposição. A preocupação, na visão deles, é com o impacto potencial que uma maior abertura a estrangeiros teria sobre os salários e a taxa de criminalidade no país.
‘Escolas com playgrounds vazios’

O envelhecimento da população é uma das razões por trás da possível flexibilização das regras para trabalho estrangeiro.

Rupert Wingfield-Hayes, correspondente da BBC News em Tóquio, observa que “o Japão é um exemplo fascinante do que pode acontecer com um país desenvolvido que não quer imigração”.

Ele observa que a taxa de natalidade do país caiu abaixo de 2,1 filhos por mulher – ponto de reposição – em meados da década de 1970, se situando agora em torno de 1,4.

“Acrescente-se a isso a maior expectativa de vida do mundo (85,5 anos) e você tem um problema. E não é preciso ir longe de Tóquio (a capital do país) para vê-lo: são escolas com playgrounds vazios e silenciosos e campos de arroz, por exemplo, cultivados por homens idosos com as costas curvadas”.
Desafios

O jornalista observa que o Japão tem, aos poucos, se tornado mais aberto a trabalhadores estrangeiros e que isso também traz desafios. Ele cita o exemplo de uma loja local de conveniência em que a equipe de funcionários é totalmente composta por jovens do Nepal que, tecnicamente, trabalham como estudantes ou “estagiários”.

O problema, nesse sistema, segundo Hayes, é que ele está muito suscetível a abusos por parte de empregadores. Ele dá outro exemplo para ilustrar o quadro:

“Conheci recentemente uma mulher vietnamita que veio como estagiária. A fábrica de roupas que a contratou a fazia trabalhar 14 horas por dia, sete dias por semana. Em seu primeiro ano no Japão, ela só teve sete dias de folga”.

Para o jornalista, “está claro que o Japão precisa de mão de obra estrangeira, mas também que precisa de um sistema adequado para regularizar e proteger essa mão de obra”.

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Mulheres podem ser fundamentais nas primeiras legislativas da era Trump Comente

Mobilizadas contra ou a favor de Donald Trump, estimuladas pelo movimento #MeToo ou indignadas com a indicação para a Suprema Corte de Brett Kavanaugh, as mulheres serão fundamentais nas eleições legislativas dos Estados Unidos, na hora do voto e também como candidatas.

“Há três anos eu era apenas uma eleitora. Agora sou uma eleitora que também organiza atos a favor do voto, sou uma pessoa que participa de campanhas de porta em porta para as eleições de 6 de novembro”, afirmou à AFP Barbra Bearden, uma democrata de 37 anos.

“Eu não fazia nada disso antes de Trump”, admite a consultora especializada em desenvolvimento, que decidiu organizar uma campanha telefônica de sua casa em Washington para estimular as mulheres em todo país a votar.

A iniciativa “Call Your Sister” (Ligue para sua irmã) foi criada pelos organizadores da Marcha pelas Mulheres, que levou mais de um milhão de pessoas às ruas depois que Trump assumiu a presidência em janeiro de 2017.

Estas eleições, as primeiras desde que o empresário bilionário chegou à Casa Branca, são “realmente cruciais”, disse Bearden.

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Democratas são favoritos nas eleições legislativas dos EUA, mas Trump resiste

Na votação, os americanos devem eleger os 435 membros da Câmara de Representantes e quase um terço dos 100 integrantes do Senado.

As eleições de meio de mandato colocam em jogo quase todo o equilíbrio de poder em Washington e os democratas almejam recuperar a maioria para poder aplicar, no Congreso, um freio à agenda política do presidente republicano.

Mas uma mudança desta magnitude é impossível sem as mulheres.

“As eleitoras são mais fluídas, mais disponíveis para flutuar entre os dois partidos”, explica Steven Schier, cientista político do Carleton College de Minnesota.
Recorde de candidatas

Nesta eleição, o eleitorado têm uma grande variedade de candidatas. Cientistas, veteranas de guerra, advogadas, empresárias e donas de casa. O número de mulheres na disputa é recorde: 198 democratas e 59 republicanas.

Atualmente as mulheres ocupam 20% das cadeiras no Congresso.

Nas cédulas de votação, as minorias também estão representadas. Várias candidatas são figuras carismáticas que ganharam repercussão nacional, como a democrata Alexandria Ocasio-Cortez, que aos 29 anos venceu um político veterano nas primárias com propostas mais à esquerda que a linha tradicional de seu partido.

No momento, entusiasmo do eleitorado feminino beneficia os democratas.
Votos muito cobiçados

Alisha Johnson e Nicole Archambeau não se conhecem, mas as duas moram no distrito de St. Paul em Minnesota, um reduto chave dos republicanos onde o candidato democrata trava uma disputa lado a lado na eleição.

As duas participam de eventos escolares no bairro de Mendota Heights e têm um perfil sociológico muito cobiçado: as mães dos subúrbios.

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Os temas que marcam as eleições de meio mandato nos EUA Comente

A campanha para as eleições de meio mandato de terça-feira nos Estados Unidos foi marcada por temas polêmicos, como imigração, violência e o movimento #MeToo, sempre com a figura onipresente de Donald Trump.
Trump, Trump, Trump

Embora seu nome não apareça nos boletins de voto, Donald Trump está, como ele mesmo diz, no centro dessas eleições, que tradicionalmente se transformam em um referendo sobre a gestão presidencial. Mas, explosivo e iconoclasta, o magnata levou essa tendência a outro nível.

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Mulheres podem ser fundamentais nas primeiras legislativas da era Trump

“Votar em Marsha é, de fato, votar em mim”, disse Trump no Tennessee, ao lado da candidata republicana ao Senado, MarshaBlackburn. O presidente multiplica suas ações de campanha, ciente de que, se o seu partido perder o controle do Congresso para os democratas, sua gestão ficará paralisada.

Enquanto isso, os democratas esperam que a aversão que muitos eleitores têm em relação ao magnata cause um aumento na participação eleitoral, quando normalmente as eleições de meio mandato não despertam grandes paixões.
Imigração

O envio de soldados para a fronteira com o México para evitar a “invasão” de migrantes da América Central que avançam para os Estados Unidos em uma caravana, a promessa de acabar com o direito de cidadania por nascimento, histórias escabrosas de imigrantes assassinos: Trump e os republicanos decidiram colocar a imigração no coração da sua campanha.

A questão da imigração é uma das principais preocupações dos eleitores republicanos e a pressão para ir às urnas é fundamental em um votação em que a participação será essencial.
Violência

O fim da campanha foi ofuscado pelo ataque antissemita que deixou 11 mortos em uma sinagoga em Pittsburgh, que ocorreu depois de uma perseguição tensa para capturar o responsável pelo envio de pacotes com explosivos para várias personalidades democratas, incluindo o ex-presidente Barack Obama, a ex-secretária de Estado e ex-candidata à presidência Hillary Clinton e o investidor George Soros.

Esses picos de violência logo antes da eleição de terça-feira colocaram sobre a mesa a agressividade do discurso de Trump e seus efeitos em um país profundamente dividido.

Trump condenou o ataque antissemita, mas foi menos enérgico sobre o caso dos pacotes. De qualquer forma, ele retomou a campanha imediatamente e a crítica ácida de seus oponentes.