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Xi Jinping faz primeira visita a Hong Kong como presidente chinês

Polícia adotou medidas de segurança contra terrorismo. Na quarta (28), o líder do movimento estudantil pró-democracia Joshua Wong foi detido.

Presidente da China, Xi Jinping, discursa após desembarcar em Hong Kong  (Foto: Anthony Wallace / AFP Photo)Presidente da China, Xi Jinping, discursa após desembarcar em Hong Kong  (Foto: Anthony Wallace / AFP Photo)

Presidente da China, Xi Jinping, discursa após desembarcar em Hong Kong (Foto: Anthony Wallace / AFP Photo)

Xi Jinping chegou nesta quinta-feira (29) a Hong Kong, para sua primeira visita ao território como presidente chinês, por ocasião do 20º aniversário do retorno do controle da ex-colônia britânica à China.

“Após nove anos, estou novamente pisando no solo de Hong Kong. Estou muito feliz. Hong Kong terá sempre um lugar no meu coração”, disse Xi Jinping ao chegar ao aeroporto de Chek Lap Kok.

O avião presidencial pousou por volta do meio-dia (1h em Brasília) no aeroporto de Hong Kong, marcando o início de uma visita que terminará no sábado (1º), com a posse da nova chefe do executivo local, Carrie Lam.

A visita do Xi Jinping, que chegou à presidência em 2013, ocorre em meio a um espetacular esquema de segurança.

As ruas próximas ao centro de convenções, um gigantesco prédio situado diante do mar na ilha de Hong Kong que sediará alguns dos eventos programados para a visita, foram cercadas por barreiras de segurança repletas de água, impossíveis de mover por eventuais manifestantes.

Manifestantes pró-democracia são detidos em Hong Kong antes da visita do presidente chinês

Manifestantes pró-democracia são detidos em Hong Kong antes da visita do presidente chinês

A polícia anunciou que adotou “medidas de segurança contra terrorismo” para garantir a proteção do presidente chinês.

Na quarta (28), o líder do movimento estudantil pró-democracia Joshua Wong foi detido durante um protesto contra a visita de Xi Jinping.

Joshua Wong, considerado o rosto do movimento rebelde que surgiu na ex-colônia britânica em 2014, e 20 ativistas protestaram diante de um monumento que simboliza a devolução de Hong Kong à China.

Alguns cidadãos de Hong Kong consideram que a China está reforçando o controle do pequeno território, em particular sobre os meios de comunicação e a liberdade de expressão.

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Mesquita Al-Nuri foi destruída com explosivos pelo Estado Islâmico na semana passada.

Bandeira preta do EI foi hasteada durante a batalha por Mossul (Foto: Khalid al Mousily/Reuters)Bandeira preta do EI foi hasteada durante a batalha por Mossul (Foto: Khalid al Mousily/Reuters)

Bandeira preta do EI foi hasteada durante a batalha por Mossul (Foto: Khalid al Mousily/Reuters)

As forças iraquianas anunciaram nesta quinta-feira (29) que retomaram a emblemática mesquita de Mossul diante da qual o líder do grupo Estado Islâmico (EI), Abu Bakr al-Baghdadi, fez sua única aparição pública, em julho de 2014, segundo a France Presse.

O anúncio foi feito pelo exército iraquiano, mas um comandante das forças especiais do país informou à AFP que a mesquita Al-Nuri – destruída com explosivos pelo EI na semana passada – ainda não havia sido totalmente reconquistada, o que estava muito perto de acontecer.

A Grande Mesquita tem o nome do governante turco de Mossul e Aleppo, que ordenou sua construção em 1172, dois anos antes de sua morte.

Nur al-Din conquistou Damasco e pavimentou o sucesso de Saladin, que serviu como seu comandante no Egito antes de fundar a dinastia Ayyubid e retomar Jerusalém em 1187, segundo a BBC. Ele também é reverenciado pelos jihadistas por seus esforços para fazer a ortodoxia muçulmana sunita prevalecer sobre o xiismo.

A mesquita guardava do seu projeto inicial apenas uma minarete inclinada, algumas colunas e o mirabe, um nicho indicando a direção de Meca. A torre era coberta de um elaborado trabalho de tijolos inspirado pelo design iraniano e coberto com uma pequena cúpula de gesso branco.

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Na prática, será o fim da CLT

 

Aprovada ontem na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ, na foto), a reforma trabalhista deverá ser votada na semana que vem no plenário do Senado. Se aprovada, será um momento histórico na legislação que regula a mão de obra no Brasil. Os impactos serão profundos – e já se fazem sentir.

Para todos os efeitos práticos, a reforma e a nova lei de terceirização acabam, em conjunto, com a Consolidação das Leis doTrabalho (CLT). Embora a CLT seja mantida formalmente, estaremos livres de quase toda a estrutura fossilizada que emperra o mercado de trabalho.

Haverá mudanças profundas em dois planos – dentro e fora das empresas. Internamente, desaparecerão exigências absurdas relativas a férias, horas extras, horário de almoço, jornada de trabalho e todo o lado prático que torna nossa legislação atual incompatível com qualquer ambiente de trabalho do século XXI (mais detalhes aqui).

A vantagem dessas mudanças é oferecer segurança jurídica às empresas e funcionários. Ninguém mais violará a lei se almoçar apenas em 30 minutos, dividir o período de férias em três, trabalhar em casa ou não descansar 15 minutos antes de cumprir horas extras. Nada disso, claro, jamais deixou de acontecer.

A principal transformação, contudo, se dá no plano externo. A negociação trabalhista se torna mais flexível, com a criação de contratos parciais e intermitentes e novas regras para demissão amigável. Na maior mudança, os termos acertados entre sindicatos e empresas nos acordos coletivos passarão a ter força de lei e não poderão mais ser derrubados na Justiça trabalhista.

O impacto disso é incomensurável. As empresas se sentirão mais seguras para contratar e demitir, portanto o nível de emprego tende a subir. Nem tanto porque o custo seja reduzido – a nova lei mantém todos os direitos básicos, como férias, décimo-terceiro salário e bonificações. Mas porque haverá menos espaço para ações de má-fé contra os empregadores.

Outro ponto essencial na lei é a extinção da contribuição sindical obrigatória. Hoje acostumados ao dinheiro fácil extraído compulsoriamente do bolso dos funcionários, os sindicatos terão de se habituar a uma nova dinâmica em que, para se financiar, terão de mostrar serviço.

Dois efeitos da nova lei se destacam. Primeiro, a redução no emprego ilegal (conhecido pelo eufemismo “informal”). No Brasil, é bom lembrar, metade dos trabalhadores não tem nenhum direito, não está protegida por nenhuma lei. Trata-se de questão muito mais grave para o país que o trabalho escravo e tantas outras que mobilizam ONGs oportunistas.

O segundo efeito, num mundo em que o custo de empregar é fator determinante para qualquer negócio, é a melhora na competitividade da nossa economia em termos internacionais. Claro que o Brasil ainda continuará com excrescências como FGTS (um imposto disfarçado de direito, como já escrevi) e custos mil. Mas haverá melhora. Para o empresário, a possibilidade de terceirizar mão-de-obra, a maior facilidade de contratar e demitir e a maior segurança jurídica representam incentivos para investir.

Não é por outro motivo que os mercados têm dado de ombros para a crise política que assola o governo do presidente Michel Temer e vêm aos poucos se aquecendo. Para o investidor, o combate à corrupção, embora importante, é bem menos crucial que as leis trabalhistas anacrônicas que emperram o mercado de trabalho, que a barafunda tributária ou que a burocracia enfrentada por seus negócios no dia a dia.

Enquanto todos estão preocupados com a denúncia de Janot, com a delação de Joesley, com o mais novo desafio à lógica perpetrado por Gilmar ou com o time de futebol da nova procuradora-geral da República, a CLT deverá, sorrateira e imperceptivelmente, chegar ao fim na semana que vem. A morte desse dinossauro poderá representar o início de uma nova era na economia brasileira

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Banco BNP Paribas será processado por seu papel no genocídio em Ruanda

Associações acusam a instituição de ter permitido o financiamento da compra de 80 toneladas de armas, que foram usadas para cometer o genocídio.

Três associações anunciaram que nesta quinta-feira (29) que apresentarão uma demanda na França contra o banco BNP Paribas por “cumplicidade de genocídio, crimes de guerra e crimes contra a humanidade” no genocídio de Ruanda de 1994.

A associação de combate à corrupção Sherpa, o Coletivo de Partes Civis para Ruanda (CPCR) e a ONG Ibuka France acusam em um comunicado o banco de ter permitido o “financiamento da compra de 80 toneladas de armas, que foram usadas para cometer o genocídio”.

“O banco não poderia ter dúvidas sobre as intenções genocidas das autoridades do país para o qual autorizou a transferência de fundos, em junho de 1994”, afirma o texto.

Genocídios de Ruanda (Foto: Reprodução GloboNews)Genocídios de Ruanda (Foto: Reprodução GloboNews)

Genocídios de Ruanda (Foto: Reprodução GloboNews)

Procurado pela AFP, um porta-voz do BNP Paribas afirmou que tomou conhecimento da ação pela imprensa. “No momento, não temos elementos suficientes para poder comentar”, disse.

As três associações afirmam que o BNP – que depois passou a se chamar BNP Paribas -, “autorizou em junho de 1994 duas transferências de fundos de uma conta que o Banco Nacional de Ruanda (BNR) tinha na instituição para uma conta no banco suíço UBP”, em nome de Willem Tertius Ehlers, um intermediário sul-africano “proprietário na época de uma empresa de armas chamada Delta Aero”.

As associações denunciantes afirmam que as transferências, em 14 e 16 de junho e por um valor superior a 1,3 milhão de dólares, aconteceram um mês depois da ONU ter decretado um embargo de armas a Ruanda, onde já havia começado o genocídio dos tutsi.

De acordo com a ONU, o conflito entre abril e julho de 1994 deixou quase 800 mil mortos, principalmente entre a minoria tutsi.

Depois, Ehlers e o coronel Théoneste Bagosora, um militar hutu de Ruanda – que mais tarde seria condenado pelo Tribunal Penal Internacional para Ruanda – teriam concluído uma venda de armas em Seychelles ao lado de intermediários do Zaire, segundo as associações demandantes.

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EUA definem critérios para candidatos a visto de seis países de maioria muçulmana

Segundo o documento distribuído na quarta-feira, avós, netos e noivos não serão considerados como família próxima par efeitos de obtenção de visto.

Foto de fevereiro de 2017 mostra encontro entre pai e filho em NY. O  iemenita quase foi impedido de entrar nos EUA por decreto de Trump (Foto: AP Photo/Alexander F. Yuan, File)Foto de fevereiro de 2017 mostra encontro entre pai e filho em NY. O  iemenita quase foi impedido de entrar nos EUA por decreto de Trump (Foto: AP Photo/Alexander F. Yuan, File)

Foto de fevereiro de 2017 mostra encontro entre pai e filho em NY. O iemenita quase foi impedido de entrar nos EUA por decreto de Trump (Foto: AP Photo/Alexander F. Yuan, File)

A administração de Donald Trump definiu os novos critérios que vão embasar a concessão de vistos para cidadãos de seis países de maioria muçulmana. As normas foram determinadas em um documento distribuído pelo Departamento de Estado na quarta-feira (28).

Os vistos que já foram aprovados não seram revogados. No entanto, a partir de agora, nacionais da Síria, do Sudão, da Somália, da Líbia, do Irã e do Iêmen, precisam provar ter relacionamentos familiares próximos com os Estados Unidos ou laços formais com instituições do país.

O guia definiu um relacionamento familiar próximo como ser pai, mãe, esposo(a), filho(a), genro, nora ou irmão(ã), incluindo meio irmão(ã), de acordo com uma cópia do documento enviado para todos os postos diplomáticos dos Estados Unidos.

O documento disse ainda que a família próxima “não inclui avós, netos, tios, sobrinhos, primos, cunhados, noivos e outros membros da família ‘distante'”.

A mesma regra vale para refugiados de todas as nacionalidades que ainda aguardam a concessão do refúgio pelos EUA.

Os novos critérios foram estabelecidos depois que a Suprema Corte dos EUA autorizou que o decreto emitido pelo presidente Donald Trump – que proíbe a entrada de cidadãos de seis nações majoritariamente muçulmanas, e que foi considerado inconstitucional por instâncias inferiores – entre em vigor.

Segundo a Associated Press, as novas regras entram em vigor na noite desta quinta-feira (29) (horário de Brasília).

 http://g1.globo.com/mundo/noticia/eua-definem-criterios-para-candidatos-a-visto-de-seis-paises-maioria-muculmana.ghtml
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Americana mata namorado com tiro em brincadeira para o YouTube que deu errado

Mulher de 19 anos, que estava grávida do segundo filho de seu companheiro, atirou contra uma enciclopédia que ele segurava no peito achando que fosse impedir passagem da bala; casal queria ficar famoso com vídeo de ‘brincadeira’ ousada.

Casal tinha uma conta no YouTube e fez o vídeo para conseguir mais seguidores (Foto: YouTube)Casal tinha uma conta no YouTube e fez o vídeo para conseguir mais seguidores (Foto: YouTube)

Casal tinha uma conta no YouTube e fez o vídeo para conseguir mais seguidores (Foto: YouTube)

Uma mulher foi acusada de homicídio por ter atirado em seu namorado em Minnesota (EUA) em uma “brincadeira nas redes sociais que deu errado”.

Monalisa Perez, de 19 anos, foi detida depois de atirar contra Pedro Ruiz enquanto ele segurava um livro contra o peito, acreditando que o objeto impediria a passagem da bala.

Autoridades dizem que Ruiz, de 22 anos, morreu em consequência do tiro no peito.

A filha de três anos do casal e cerca de 30 pessoas assistiram à cena, transmitida pelo YouTube Live, o serviço de streaming em tempo real da plataforma.

Claudia Ruiz, tia de Ruiz, disse ao canal WDAY-TV que seu sobrinho lhe disse que eles fariam a brincadeira “porque queriam mais seguidores, queriam ficar famosos”.

“Ele me contou a ideia e eu disse ‘não faça isso, não faça isso. Por que você vai usar uma arma? Por quê?”, disse Claudia Ruiz ao canal de notícias.

“Eles estavam apaixonados, eles se amavam”, disse. “Foi apenas uma brincadeira que deu errado”.

Perez está grávida do segundo filho do casal (Foto: Polícia de Minnesota)Perez está grávida do segundo filho do casal (Foto: Polícia de Minnesota)

Perez está grávida do segundo filho do casal (Foto: Polícia de Minnesota)

Perez, que está grávida do segundo filho do casal, é acusada de homicídio culposo. Ela deve comparecer à Justiça na quarta-feira.

O procurador James Brue descreveu o livro usado na “brincadeira” como uma enciclopédia de capa dura e disse que a arma usada era uma pistola Desert Eagle de calibre 50.

A polícia apreendeu duas câmeras que teriam gravado o incidente de segunda-feira.

O disparo único foi feito a cerca de 30 centímetros de distância e em meio à movimentação dos vizinhos para assistir à cena em sua casa em Minnesota.

Ela disse às autoridades que a brincadeira foi ideia de Ruiz e que ele a convenceu a fazê-lo.

Mais cedo no mesmo dia ela tuitou sobre a ideia. “Eu e Pedro vamos gravar um dos vídeos mais perigosos de todos os tempos. Ideia dele, não minha”, escreveu ela no Twitter.

'Eu e Pedro vamos gravar um dos vídeos mais perigosos de todos os tempos. Ideia dele, não minha', escreveu ela no Twitter (Foto: Twitter/@MONALISAPEREZ5)'Eu e Pedro vamos gravar um dos vídeos mais perigosos de todos os tempos. Ideia dele, não minha', escreveu ela no Twitter (Foto: Twitter/@MONALISAPEREZ5)

‘Eu e Pedro vamos gravar um dos vídeos mais perigosos de todos os tempos. Ideia dele, não minha’, escreveu ela no Twitter (Foto: Twitter/@MONALISAPEREZ5)

“Todos estavam chorando. Eu estava atrás daquela árvore bem ali. E foi isso. Eu não conseguia aguentar mais então tive que ir para casa”, disse o vizinho Wayne Cameron à WDAY-TV.

O casal começou um canal no YouTube em maio deste ano com o objetivo de mostrar “a vida real de um casal jovem que são pais adolescentes”.

O título do vídeo mais recente do canal, postado no dia em que Ruiz morreu, era “Fazendo brincadeiras assustadoras no parque”.

Na semana passada, Perez disse aos seus seguidores que era uma “benção” ter seu marido em casa para o nascimento do filho, previsto para setembro.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/americana-mata-namorado-com-tiro-em-brincadeira-para-o-youtube-que-deu-errado.ghtml

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Cardeal George Pell: quem é o número 3 do Vaticano indiciado na Austrália por abusos sexuais

Tesoureiro da Santa Sé e nega acusações e disse estar sendo vítima de campanha de ‘assassinato de caráter’.

Tesoureiro do Vaticano, cardeal George Pell, é acusado de crimes sexuais (Foto: ALBERTO PIZZOLI / AFP)Tesoureiro do Vaticano, cardeal George Pell, é acusado de crimes sexuais (Foto: ALBERTO PIZZOLI / AFP)

Tesoureiro do Vaticano, cardeal George Pell, é acusado de crimes sexuais (Foto: ALBERTO PIZZOLI / AFP)

O tesoureiro do Vaticano, cardeal George Pell, negou veementemente ter cometido qualquer crime após ser indiciado por crimes sexuais na Austrália, seu país natal.

Ele diz ter sido vítima de um “implacável assassinato de caráter” durante uma investigação de dois anos sobre “acusações falsas”.

Segundo ele, o papa lhe concedeu uma licença para rebater as acusações.

De acordo com o vice-comissionário da polícia do Estado de Victoria, Shane Patton, as acusações foram feitas por várias pessoas e são ligadas a incidentes ocorridos em vários momentos do passado.

O cardeal Pell, de 76 anos e que mora no Vaticano, é considerado o “número três” da Santa Sé.

“Eu não vejo a hora de finalmente ir à julgamento. Sou inocente dessas acusações, elas são falsas. A ideia de abuso sexual é abominável para mim”.

A Igreja Católica tem enfrentado, há anos, acusações de que vários de seus sacerdotes cometeram abuso sexual em vários países – e que muitos casos teriam sido acobertados.

O correspondente da BBC em Roma James Reynolds diz que o indiciamento deixa a igreja e o papa em uma posição desconfortável.

Depois de ser eleito em 2013, o papa Francisco criou uma comissão para lidar com acusações de abuso sexual contra clérigos. Agora, ele vê um de seus assessores mais próximos enfrentando essas mesmas acusações.

Quais são as acusações?

“O cardeal Pell está enfrentando uma série de acusações e há muitos denunciantes”, disse o vice-comissionário Patton. Mas os detalhes das acusações não foram revelados.

A polícia de Victoria disse que tomou a decisão de indiciar o cardeal após consultar promotores no mês passado.

De acordo com Patton, “os processos e procedimentos” não foram diferentes de qualquer outra investigação. “O cardeal Pell foi tratado da mesma forma que qualquer outra pessoa nesta investigação”, disse.

As acusações foram entregues aos representantes legais do cardeal em Melbourne nesta quinta-feira.

O cardeal terá de comparecer à corte de Melbourne em 18 de julho, segundo Patton.

Um juiz decidirá na próxima semana se divulgará detalhes e a natureza das acusações antes de Pell comparecer à Justiça.

Quem é o cardeal Pell?

O cardeal Pell se apresenta como um forte apoiador dos valores tradicionais católicos, adotando uma posição conservadora em relação a casamento gay e contracepção, além de defender o celibato dos padres.

Mas sua carreira foi abalada primeiro por acusações de ter acobertado casos de abuso sexual por padres e depois de ter cometido abusos. Pell sempre negou com firmeza ter feito qualquer mal.

Em 2014, Pell foi chamado a Roma para se tornar o chefe das finanças do Vaticano, uma posição nova criada pelo papa Francisco em meio a vários escândalos no Banco do Vaticano – acusado de lavagem de dinheiro e de desvios na gestão de contas.

Mas Pell deixou para trás na Austrália uma onde de indignação com revelações de casos de abuso de menores por clérigos católicos.

O cardeal foi acusado diversas vezes de ter acobertado abusos, de ser “arrogante” e “distante”.

Ele teria transferido um padre notoriamente pedófilo – Gerald Ridsdale – a diferentes paróquias em vez de denunciá-lo, além de tentar subornar uma das vítimas para ficar em silêncio.

Ele negou as acusações, mas admitiu que poderia ter feito mais para investigar queixas de abuso.

Em 2016, a rede de TV Australian Broadcasting Corp (ABC) colocou no ar denúncias de dois homens que diziam ter sido tocados inapropriadamente pelo cardeal nos anos 1970. Ele negou vigorosamente as denúncias e as descreveu como uma “campanha escandalosa para manchar sua reputação”.

Efeitos – Por Hywel Griffith, correspondente da BBC na Austrália

O cardeal Pell não é apenas o mais alto clérigo da Austrália como também é uma das mais altas autoridades do mundo católico.

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Teixeira minimiza relatório e nega plano de fugir: “Tem lugar mais seguro que o Brasil?”

m entrevista à Folha de S. Paulo”, ex-presidente da CBF descarta ideia de deixar o Brasil. Além disso, diz que relatório é inconclusivo: “Falou que levei dinheiro aqui ou ali. É só teria”

O ex-presidente da CBF Ricardo Teixeira se manifestou após o “Relatório Garcia” ir a público através da Fifa nesta terça-feira. No documento, vazado inicialmente por um jornal alemão, ele é citado como possível beneficiado num esquema de compra de apoio para levar a Copa do Mundo de 2022 para o Catar. Em entrevista à “Folha de S. Paulo”, ele afirmou que o relatório não é conclusivo e viu com naturalidade sua relação com o comitê da candidatura catari. Teixeira ainda negou que vá fazer um acordo de delação com a Justiça dos Estados Unidos.

– Não existe esse acordo. É ridículo dizerem que telefonei para o Sandro (Rosell) combinando um lugar para morar. Quero ver a gravação dessa conversa. Tem lugar mais seguro que o Brasil? Qual é o lugar? Vou fugir de quê, se aqui não sou acusado de nada? Você sabe que tudo que me acusam no exterior não é crime no Brasil. Não estou dizendo se fiz ou não.

Ricardo Teixeira nega que tenha a intenção de sair do Brasil (Foto: Getty Images)Ricardo Teixeira nega que tenha a intenção de sair do Brasil (Foto: Getty Images)

Ricardo Teixeira nega que tenha a intenção de sair do Brasil (Foto: Getty Images)

Além das citações no relatório divulgado nesta semana, Teixeira é alvo de investigações na Espanha que dizem que o brasileiro consultou Rosell sobre um possível destino para morar no exterior em caso de problemas com a Justiça. Na mesma denúncia, os espanhóis o acusam de ter dividido € 15 milhões com o ex-presidente pela venda de direitos em amistosos da Seleção. Ele nega tudo.

– Nunca recebi dinheiro da empresa do Sandro. Mas quero falar do relatório não conclusivo do Garcia. O relatório não é conclusivo – completou Teixeira.

Em outro momento da entrevista, Teixeira é questionado se leu o documento de 430 páginas escrito pelo investigador americano Michael Garcia em 2014.

– Não li. Não vou ler um relatório que não é conclusivo. Tudo é “se”, “teria”. Ele falou que levei dinheiro aqui ou ali. É só teria. Ele disse que recebi? Deixa eu dizer uma coisa para você entender: não recebi presente, não recebi presente e não recebi presente!

De acordo com o relatório, Teixeira recebeu tratamento “top vip” e se hospedou por quatro noites na suíte presidencial do hotel Four Seasons, em Doha, que tem até praia particular. O custo da diária foi de US$ 5.490, pagos pela candidatura do Catar a sede do Mundial de 2022. O valor era 18 vezes mais que a de Messi e 30 vezes a de Robinho.

– Esse negócio é tão ridículo. Me recuso a responder. Deixa eu fazer uma pergunta simples. Quando, por exemplo, a Inglaterra vem jogar aqui, quem vai pagar a hospedagem no Copacabana Palace do presidente da federação? A CBF vai pagar.

Escolha pelo Catar levou à publicação de relatório (Foto: Twitter / @roadto2022)Escolha pelo Catar levou à publicação de relatório (Foto: Twitter / @roadto2022)

Escolha pelo Catar levou à publicação de relatório (Foto: Twitter / @roadto2022)

Questionado se violou o Código de Ética da Fifa ao receber dinheiro do comitê de candidatura do Catar, Teixeira, que à época era um dos 23 integrantes do Comitê Executivo da federação internacional, responsável pelas sedes das Copas de 2018 e 2022, foi direto.

– Qual é a diferença que faz federação do Catar do governo? Lá tem um dono só. Estou mentindo? Quem pagou? Sei lá quem pagou. Com toda a honestidade, você quer ser mais realista que o rei? Alguma vez viajando com a seleção eu me preocupei para saber quem pagava a conta da minha hospedagem?

Por fim, negou que tenha utilizado amistosos da Seleção como fachada para receber dinheiro em troca do apoio pela candidatura do Catar.

– Repito o que disse há três anos. O voto no Catar foi um acerto dos sul-americanos para apoiar a candidatura conjunta da Espanha e Portugal (para 2018). No acordo, o Catar daria os votos dos eleitores deles para a Espanha, que acabou ficando em segundo. Em troca, daríamos os nossos para o Catar. Não teve dinheiro e nem confusão com a CBF. A única pessoa envolvida nessa eleição fui eu. O preço do jogo que fizemos no Qatar com a Argentina foi literalmente o mesmo do contrato dos outros jogos. O contrato era de US$ 1,15 milhão. Mas recebi apenas US$ 800 mil porque a empresa dona dos direitos da seleção tinha me antecipado US$ 8,5 milhões na assinatura do contrato.

http://globoesporte.globo.com/futebol/copa-do-mundo/noticia/teixeira-minimiza-relatorio-e-nega-intencao-de-fugir-tem-lugar-mais-seguro-que-o-brasil.ghtml

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Nome de Ricardo Teixeira aparece diversas vezes em investigação da Fifa sobre compra de votos por Rússia e Catar

Defesa do ex-presidente da CBF diz que relatório é inconclusivo e tem ilações inverídicas.

Fifa investiga compra de votos para escolha de Rússia e Catar como sede da Copa

Fifa investiga compra de votos para escolha de Rússia e Catar como sede da Copa

A Fifa divulgou o relatório final de uma investigação interna sobre a compra de votos para as escolhas da Rússia como sede da copa de 2018, e do Catar, para 2022. O nome do ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira, é citado diversas vezes

Segundo o relatório de 353 páginas, Ricardo Teixeira violou 6 artigos do código de ética da Fifa, entre eles os que falam sobre conflito de interesse, suborno e corrupção.

O ex-presidente da CBF tinha cargo executivo na Fifa e direito a voto na escolha das sedes das Copas do Mundo. O documento expõe uma série de vantagens recebidas por Teixeira do comitê organizador do mundial do Catar, como um jato para uma viagem dele à capital Doha e a hospedagem numa suíte de US$ 5 mil por dia durante o amistoso entre Brasil e Argentina em 2010.

O relatório sugere que esse amistoso pode ter sido usado para disfarçar o pagamento de propina a Teixeira e Julio Grondona, então presidente da Associação de Futebol da Argentina, para que apoiassem a escolha do Catar para a Copa de 2022. Só a CBF teria recebido US$ 7 milhões de dólares, um cachê que excedia de longe o valor de mercado.

Em 2014, o comitê de ética da Fifa arquivou o caso. Reconheceu que houve sinais de má conduta por parte de executivos, mas considerou que a investigação não conseguiu provar que votos para as candidaturas da Rússia e do Catar tenham sido comprados.

Revoltado, o advogado americano que apurava as denúncias pediu demissão. Só agora, 2 anos e meio depois, a Fifa decidiu publicar o relatório de Michael Garcia na íntegra.

O motivo foi o vazamento do documento para o tabloide alemão “Bild”, que começou a revelar detalhes, como um pagamento suspeito feito em 2011 para uma criança de 10 anos de idade. De acordo com o relatório, 2 milhões de libras foram transferidos para a conta de uma filha de Ricardo Teixeira, mas nenhuma evidência conseguiu relacionar o pagamento à candidatura do Catar.

Segundo a defesa de Ricardo Teixeira, o relatório, além de ser inconclusivo, não gerou nenhum processo contra o ex-presidente da CBF e continha ilações absolutamente inverídicas.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/nome-de-ricardo-teixeira-aparece-diversas-vezes-em-investigacao-da-fifa-sobre-compra-de-votos-por-russia-e-catar.ghtml

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Descarrilamento de metrô em NY deixa 36 pessoas levemente feridas

Ativação dos freios de emergência pode ter causado acidente durante a manhã, que provocou problemas no tráfego durante o dia todo. Passageiros esperaram mais de uma hora para serem levados à superfície em estação no Harlem.

Foto cedida pelo Sindicato dos Trabalhadores de Transporte mostra funcionários da Companhia de Transporte Metropolitano de NY no local onde um trem de metrô descarrilou na terça (27) (Foto: Transport Workers Union, Local 100 via AP)Foto cedida pelo Sindicato dos Trabalhadores de Transporte mostra funcionários da Companhia de Transporte Metropolitano de NY no local onde um trem de metrô descarrilou na terça (27) (Foto: Transport Workers Union, Local 100 via AP)

Foto cedida pelo Sindicato dos Trabalhadores de Transporte mostra funcionários da Companhia de Transporte Metropolitano de NY no local onde um trem de metrô descarrilou na terça (27) (Foto: Transport Workers Union, Local 100 via AP)

Trinta e seis pessoas sofreram ferimentos leves, nesta terça-feira (27), no metrô de Nova York, depois que um dos trens descarrilou na estação do Harlem, informaram os bombeiros.

O acidente, que aconteceu no meio da manhã na Linha A, fez com que várias pessoas ficassem presas nos trens por mais de uma hora entre as estações das ruas 135 e 125, relatou à AFP um porta-voz da brigada contra incêndios.

“Trinta e seis pessoas tiveram que ser levadas a hospitais nos arredores, todas com ferimentos leves”, disse. “Demorou entre uma hora e uma hora e meia para que todas as pessoas pudessem ir à superfície”.

A causa do acidente, que continuava causando problemas no tráfego até o fim do dia, não foi revelada. “Estão investigando”, afirmou a empresa MTA, que maneja o transporte público em Nova York.

Passageiros são vistos em vagão sem iluminação após descarrilamento de trem do metrô perto da parada da rua 125 no Harlem, em NY, na terça (27) (Foto: Jackie Faherty via AP)Passageiros são vistos em vagão sem iluminação após descarrilamento de trem do metrô perto da parada da rua 125 no Harlem, em NY, na terça (27) (Foto: Jackie Faherty via AP)

Passageiros são vistos em vagão sem iluminação após descarrilamento de trem do metrô perto da parada da rua 125 no Harlem, em NY, na terça (27) (Foto: Jackie Faherty via AP)

Segundo o novo presidente da MTA, Joseph Lhota, citado pela emissora New York 1, o descarrilamento pode ter sido precedido pela ativação dos freios de emergência do trem por motivos que ainda não foram esclarecidos.

Muitas pessoas entraram em pânico quando os túneis se encheram de fumaça. Isto aconteceu, segundo Lhota, por resíduos que estavam nos trilhos que pegaram fogo com o incidente.

Tudo isto trará à tona a polêmica sobre as condições do metrô de Nova York, que contabiliza mais de 5,6 milhões de viagens diárias, e a necessidade de uma renovação.