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Mais de 8.000 migrantes são resgatados no Mediterrâneo em 48 horas

Os resgates tiveram a participação de navios da Guarda Costeira, da Marinha militar da agência europeia de fronteiras e de várias ONGs.

Mais de 8.000 migrantes foram resgatados nas últimas 48 horas no Mediterrâneo, perto da costa da Líbia, quase 5.000 delas apenas na segunda-feira (26), informou um porta-voz da Guarda Costeira italiana.

“Na segunda-feira, socorremos quase 5.000 pessoas que estavam em quatro embarcações grandes, uma pequena e em 18 botes”, disse o porta-voz da Guarda Costeira.

Os resgates tiveram a participação de vários navios da Guarda Costeira, da Marinha militar do dispositivo europeu Frontex, a agência europeia de fronteiras, assim como de várias ONGs.

De acordo com o ministério do Interior italiano, no decorrer do ano mais de 73.300 migrantes chegaram ao país, um aumento de 14% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

A Agência da ONU para os Refugiados (Acnur) calcula em 2.005 o número de pessoas que morreram ou desapareceram em tentativas de atravessar o Mediterrâneo em 2017.

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‘Só me falta um bigode’: a espanhola que diz ser filha de Dalí e conseguiu exumação de corpo do pintor

Espanhola diz que expoente do surrealismo teria tido um caso com sua mãe nos anos 1950.

Um juiz de Madri ordenou que o corpo do pintor surrealista espanhol Salvador Dalí seja exumado para um teste de paternidade.

Uma mulher espanhola, nascida em 1956, diz que sua mãe, uma empregada doméstica, teve um caso com o pintor em 1955.

Dalí morreu na Espanha em 1989, aos 85 anos. O juiz afirmou que não havia mais resíduos biológicos ou objetos pessoais do artista que pudessem ser usados em um teste.

A Fundação Dalí, que administra o patrimônio do artista, diz que vai apelar da decisão.

O pintor foi enterrado num teatro e museu que ele mesmo projetou, em sua cidade natal, Figueres, na região da Catalunha.

‘Falta um bigode’

Maria Pilar Abel Martínez, que nasceu em Girona e ganha a vida lendo tarô, entrou com a alegação de paternidade pela primeira vez em 2015.

Ela diz que sua mãe, Antonia, trabalhou para uma família que passava temporadas em Cadaqués, próximo ao local onde o pintor tinha uma casa.

Antonia deixou o emprego em 1955, mudou-se para uma cidade diferente e casou-se com outro homem.

No entanto, Martínez diz que sua mãe afirmou diversas vezes que Salvador Dalí era seu pai, muitas vezes na frente de outras pessoas.

Ela também ressalta o que diz ser sua semelhança física com o artista. “Só me falta um bigode”, disse ao jornal espanhol El Mundo.

Na época do suposto envolvimento com Antonia, Dalí era casado com sua musa Elena Ivanovna Diakonova, conhecida como Gala. O casal não teve filhos.

A decisão judicial também menciona que Martínez chegou a fazer dois testes de paternidade em 2007, mas que nunca recebeu os resultados.

Ela entrou com uma ação contra o Estado espanhol, para o qual Dalí deixou seu patrimônio.

Se for confirmado o parentesco, ela poderia usar o sobrenome do pintor e ter direito a parte do que ele deixou – mas a imprensa espanhola diz que ela precisaria de outra ação legal para consegui-lo.

O advogado de Martínez afirmou que ainda não há data para a exumação do corpo de Dalí, mas que ela pode acontecer a partir do mês de julho.

Mas, em um comunicado, a Fundação Dalí afirmou que vai apelar da decisão “nos próximos dias”.

http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/so-me-falta-um-bigode-a-espanhola-que-diz-ser-filha-de-dali-e-conseguiu-exumacao-de-corpo-do-pintor.ghtml

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Coreia do Norte compara Donald Trump a Hitler

Em um editorial da agência estatal KCNA, o slogan ‘America First’ (América em Primeiro Lugar) de Trump é visto como uma forma de ‘nazismo do século XXI’.

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em imagem de arquivo (Foto: AP Photo/Evan Vucci)Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em imagem de arquivo (Foto: AP Photo/Evan Vucci)

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em imagem de arquivo (Foto: AP Photo/Evan Vucci)

A Coreia do Norte comparou o presidente americano, Donald Trump, ao líder nazista Adolf Hitler, em um editorial da agência estatal KCNA.

A política do presidente americano é uma forma de “nazismo do século XXI”, afirma o editorial de KCNA ao criticar o slogan “America First” (América em Primeiro Lugar) de Trump.

“O princípio América em primeiro lugar defende a dominação mundial por meios militares, como foi o caso com o conceito de ocupação mundial de Hitler”, escreveu a agência norte-coreana.

Trump segue “a política ditatorial de Hitler” para dividir os outros em duas categorias, “amigos e inimigos”, para justificar a “supressão” dos últimos, completa.

A Coreia do Norte tem o hábito de ofender os seus inimigos. Na semana passada, Pyongyang chamou Trump de “psicopata” em um contexto de tensão pela morte do estudante americano Otto Warmbier, repatriado em estado de coma aos Estados Unidos depois de passar alguns anos detido em uma prisão norte-coreana.

Em 2014, a agência KCNA chamou o então presidente americano Barack Obama de “bastardo de sangue mestiço” com “aparência de macaco”.

Antes, a Coreia do Norte comparou a ex-presidente sul-coreana Park Geun-Hye com uma “prostituta”.

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Incêndio em Portugal gera debate sobre o eucalipto, um dos motores econômicos do Brasil

Política de incentivo à plantação fez árvore, considerada muito inflamável, ocupar 30% das florestas portuguesas; risco de tragédia similar no Brasil é menor, dizem especialistas.

O incêndio que na última semana devastou mais de 30 mil hectares de floresta e matou 64 pessoas em Portugal levantou mais uma vez o debate sobre os riscos do plantio de eucalipto, uma atividade com crescente importância para a economia do país europeu – assim como para o Brasil.

Nos dias que se seguiram à tragédia em Pedrógão Grande, na região central do país, diversos setores da sociedade portuguesa começaram a cobrar maior controle do plantio de eucalipto, a árvore dominante na área afetada pelo incêndio e que representa cerca de 30% de toda a cobertura florestal portuguesa.

Uma petição online que já recolheu assinaturas suficientes para ser obrigatoriamente discutida no Parlamento exige a revogação de um decreto-lei, assinado em 2013, que facilitou o plantio do eucalipto.

Bombeiros combatem incêndio em Porgutal (Foto: Rafael Marchante/Reuters)Bombeiros combatem incêndio em Porgutal (Foto: Rafael Marchante/Reuters)

Bombeiros combatem incêndio em Porgutal (Foto: Rafael Marchante/Reuters)

A árvore apresenta alta rentabilidade financeira em curto prazo, mas também é conhecida por ser muito inflamável.

“O decreto-lei 96/2013 implementou o novo regime de arborização, que liberaliza a plantação em monocultura de eucalipto, deixando de ser necessário pedido de autorização prévia às autoridades florestais para plantar até dois hectares”, explica o texto da petição.

Segundo o engenheiro zootécnico João Camargo, a política de incentivo à plantação de eucalipto não é recente e causou uma mudança profunda no território do país europeu.

“Existe há algumas décadas um predomínio total da pasta de celulose sobre outros setores da indústria florestal, graças a uma sequência de governos responsáveis por uma legislação muito favorável à proliferação do eucalipto”, afirma Camargo, doutorando em alterações climáticas e políticas de desenvolvimento sustentável pela Universidade de Lisboa.

Combate a incêndio em região de floresta de Portugal (Foto: Rafael Marchante/Reuters)Combate a incêndio em região de floresta de Portugal (Foto: Rafael Marchante/Reuters)

Combate a incêndio em região de floresta de Portugal (Foto: Rafael Marchante/Reuters)

A indústria papeleira rende cerca de 2,8 bilhões de euros (mais de R$ 10 bilhões) por ano a Portugal.

No Brasil, segundo a Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), que reúne produtores de celulose, papel, painéis e pisos de madeira e florestas no país, o setor gerou US$ 28,1 bilhões (cerca de R$ 88 bilhões) só no ano passado, com participação de 9,3% nas exportações da balança comercial brasileira.

Além disso, a produção nacional de celulose totalizou 18,7 milhões de toneladas em 2016, crescimento de 8,1% em relação a 2015.

O resultado confirmou o Brasil como o quarto maior produtor do mundo e deixou o país a um passo do Canadá, o terceiro, e da China, que ocupa a vice-liderança mundial no setor.

A projeção agora é que a produção brasileira assuma a vice-liderança ainda esse ano, ficando atrás apenas dos Estados Unidos.

Segundo a Associação Brasileira de Produtores de Florestas Plantadas (Abraf), as áreas de plantios florestais com eucalipto estão distribuídas em todo o território nacional – 54,2% se concentram no Sudeste, 16,4%, no Nordeste, 12,2%, no Centro-Oeste, 11,8%, na região Sul e 5,5%, no Norte

‘Árvore de gasolina’

Bombeiros combatem fogo em Portugal (Foto: REUTERS/Rafael Marchante)Bombeiros combatem fogo em Portugal (Foto: REUTERS/Rafael Marchante)

Bombeiros combatem fogo em Portugal (Foto: REUTERS/Rafael Marchante)

O plantio em larga escala do eucalipto é criticado por ambientalistas, que apontam contribuição à destruição de recursos hídricos – o que alimenta a erosão – e ao desaparecimento da fauna, já que poucos animais conseguem se alimentar de suas folhas.

Além disso, o seu poder de gerar e propagar incêndios levou a espécie a receber o apelido de “árvore de gasolina”.

“Um dos principais problemas do eucalipto é que ele arde muito rápido e é muito resistente ao fogo. Ele continua a sobreviver durante o incêndio e graças ao calor a sua casca se solta do tronco, se transformando em condutor das chamas”, explica Camargo.

“Estamos falando de uma árvore que vem de uma região em que as queimadas são muito comuns. Na verdade, o eucalipto aprendeu a usar os incêndios para se expandir, tomando o lugar da natureza que foi destruída pelo fogo”, afirma o especialista português.

Apesar das campanhas de prevenção às queimadas, Portugal registra todos os anos um alto número de incêndios durante o verão, quando o clima seco e quente facilita a propagação do fogo.

Segundo o instituto estatístico luso Pordata, somente entre 2010 e 2015 foram identificados 110.634 focos de incêndio no país, uma média de aproximadamente 18,5 mil queimadas por ano.

“Os incêndios são uma característica do clima mediterrâneo e isso não vai mudar. A diferença desse ano para os anteriores é que no passado recente nós conseguimos evitar que pessoas morressem nessas grandes queimadas”, diz João Camargo.

Riscos no Brasil

Segundo o engenheiro florestal Alexandre Franca Tetto, professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), o plantio de eucalipto no Brasil tem características distintas da realidade portuguesa, o que minimiza os riscos de uma tragédia como a que aconteceu em Pedrógão Grande.

“Temos um uso do solo diferente de Portugal, Chile e Estados Unidos (Califórnia), onde as casas estão próximas às florestas. Nesses casos, é preciso atuar bastante na silvicultura preventiva, o que não ocorre no Brasil”, explica Tetto, que é doutor em conservação da natureza e especialista em prevenção e combate a incêndios florestais.

Ainda assim, o especialista da UFPR destaca a importância de acompanhar com cuidado o plantio de árvores suscetíveis a queimadas no território brasileiro.

“Os cultivos florestais ocupam menos de 1% do território brasileiro. Apesar disso, o eucalipto e outras espécies, como pinus, teca e araucária, merecem atenção por serem mais inflamáveis que outras, apresentarem continuidade e quantidade de material combustível”, afirma.

Tetto destaca o trabalho das empresas na prevenção das queimadas no país.

“Os plantios de eucalipto existentes no Brasil são de empresas florestais ou proprietários fomentados por elas. Em função disso, e sabedores do perigo que os incêndios florestais representam, todas possuem ações de prevenção.”

Ele cita os trabalhos de educação e sensibilização da população, fiscalização, construção e manutenção de aceiros, realização de queimadas controladas, construção de açudes e silvicultura preventiva.

“Além disso, possuem brigadistas que são periodicamente treinados.”

Mesmo assim, diz que o risco de uma tragédia como a ocorrida em Portugal não pode, diante de experiências do passado, ser totalmente afastado no Brasil.

O especialista cita um incêndio ocorrido em 1963 no Paraná, no qual dois milhões de hectares foram queimados e 110 pessoas morreram, e outro em Roraima, em 1998, quando 1,5 milhão de hectares foram atingidos.

Respaldo oficial

Embora seja criticado pelos ambientalistas, o plantio do eucalipto é defendido pelo setor agropecuário.

Em seu aniversário de 50 anos, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) publicou um estudo intitulado “Plantio de eucalipto no Brasil – mitos e verdades”, em que refuta algumas das acusações contra essa espécie, como a de contribuir com a destruição de recursos hídricos.

“A falta de água é ocasionada principalmente pelas más práticas de cultivo adotadas pelo produtor e pelo uso inadequado dos recursos hídricos, não pelo tipo de cultura cultivada”, afirma o texto, que também nega a ideia de que o eucalipto seja responsável pelo surgimento dos “desertos verdes”, como são conhecidas as regiões florestais em que não há vida animal.

“Os ecossistemas das áreas de florestas plantadas também são muito singulares e bastante ricos em biodiversidade (…) As áreas plantadas e cultivadas com os eucaliptos, por felicidade técnica e econômica, são em sua maioria áreas de pastagens degradadas ou locais anteriormente utilizados pela agricultura de forma intensiva”, diz a CNA.

Houve incentivo para o plantio do eucalipto em diferentes administrações em Portugal, mas a morte de 64 pessoas no primeiro incêndio do verão europeu em 2017 deve acelerar alterações na legislação em vigor.

“A revogação da lei que liberalizava o plantio do eucalipto já fazia parte do programa do atual governo, só não foi executada ainda porque não houve consenso no Parlamento. Mas uma tragédia em que mais de 60 pessoas morrem não pode passar em branco e deve impulsionar as reformas que estavam paradas”, afirma o engenheiro florestal João Camargo.

Na sequência ao incêndio da última semana, o governo luso estabeleceu o dia 19 de julho como data limite para a votação em plenário de um pacote que inclui 12 medidas ligadas à reforma florestal que estavam paradas no Parlamento, entre elas uma que trava a expansão do plantio de eucalipto em Portugal.

No entanto, para Fernando Lopes, presidente da Câmara de Castanheira de Pera, um dos municípios atingidos pelo incêndio em Pedrógão Grande, não é preciso adotar uma postura “radical” contra o eucalipto, que deve ser encarado como “riqueza” para a região.

“Temos é de encontrar uma forma mais ordenada e sustentável de plantar eucaliptos. Aproveitar esse momento para fazer aquilo que se falou durante anos e anos”, disse o político em declarações publicadas pela agência local Lusa.

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Mianmar e Tailândia queimam 1 bilhão de dólares em drogas

A região do Triângulo Dourado, na fronteira do Laos, Tailândia e Mianmar, foi por muito tempo a principal área de produção de ópio e heroína.

Mianmar e Tailândia, países-chave no tráfico de drogas no Sudeste Asiático, queimaram nesta segunda-feira (26) drogas em um valor de cerca de 1 bilhão de dólares.

“Esta é a maior queima de drogas da história de Mianmar”, declarou um comandante da polícia birmanesa, referindo-se a incineração realizada no Dia Internacional de combate ao Abuso e ao Tráfico Ilícito de Drogas.

Mianmar continua a ser um dos maiores produtores de drogas do mundo, um legado de décadas de governo militar que deixou o tráfego prosperar.

As autoridades queimaram ópio, heroína, cannabis e metanfetamina num valor de 385 milhões de dólares.

Na Tailândia, as autoridades queimaram drogas no valor de 589 milhões de dólares.

A região do Triângulo Dourado, na fronteira do Laos, Tailândia e Mianmar, foi por muito tempo a principal área de produção de ópio e heroína, até ser substituída pelo Afeganistão.

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Parada do Orgulho Gay em Nova York tem protesto contra Trump

Muitos marcharam com cartazes escritos “Resistir”, denunciando o governo republicano de Donald Trump e as suas propostas legislativas

Homem exibe cartaz contra o presidente dos EUA Donald Trump durante a parada LGBT em Nova York (Foto: Carlo Allegri/Reuters)

Homem exibe cartaz contra o presidente dos EUA Donald Trump durante a parada LGBT em Nova York (Foto: Carlo Allegri/Reuters)

Dezenas de milhares de pessoas marcharam neste domingo (25) pelo Orgulho Gay em Nova York em um mar de bandeiras com as cores do arco-íris, com a oposição ao presidente Donald Trump e a defesa dos transexuais como as grandes causas do momento.

Pelo 48º ano consecutivo, milhares de participantes, a pé, de moto ou em caminhões pela 5ª Avenida, entre os aplausos de uma multidão alegre, percorreram três quilômetros entre os arranha-céus de Midtown até a zona de Greewich Village, onde nasceu o movimento pelos direitos dos homossexuais após os distúrbios de Stonewall em 1969.

Enquanto em Istambul os participantes da Parada do Orgulho Gay foram dispersados pela polícia, que disparou balas de borracha, na maior metrópole americana a marcha é uma verdadeira instituição.

Sob um sol radiante, centenas de policiais e muitos políticos, entre eles o prefeito Bill de Blasio, o governador de Nova York, Andrew Cuomo, e o senador Chuck Schummer, todos democratas, caminharam sorridentes junto com os participantes.

O prefeito de Nova York Bill de Blasio participa da parada LGBT pelas ruas de Nova York (Foto: Andres Kudacki/AP)O prefeito de Nova York Bill de Blasio participa da parada LGBT pelas ruas de Nova York (Foto: Andres Kudacki/AP)

O prefeito de Nova York Bill de Blasio participa da parada LGBT pelas ruas de Nova York (Foto: Andres Kudacki/AP)

Pessoas marcham pela Quinta Avenida, em Nova York, durante a parada LGBT (Foto: Spencer Platt/Getty Images/AFP)Pessoas marcham pela Quinta Avenida, em Nova York, durante a parada LGBT (Foto: Spencer Platt/Getty Images/AFP)

Pessoas marcham pela Quinta Avenida, em Nova York, durante a parada LGBT (Foto: Spencer Platt/Getty Images/AFP)

Em junho de 2015, a marcha celebrou a legalização do casamento entre homossexuais. Em junho de 2016, ocorreu em clima de luto depois do massacre na boate Pulse em Orlando, na Flórida.

Este ano, muitos marcharam com cartazes escritos “Resistir”, denunciando o governo republicano de Donald Trump e as suas propostas legislativas – em particular a derrubada da lei de saúde Obamacare – e o questionamento dos direitos dos transexuais.

Assim, Gavin Grimm, o estudante do Ensino Médio cujo pedido para poder usar o banheiro masculino de sua escola está no centro da “batalha dos banheiros”, marchou na procissão da ACLU, a poderosa organização das liberdades individuais, designado o “grande marechal” do desfile.

Enquanto muitos participantes se mostraram claros opositores a Trump, outros assinalaram também não querer fazer desta marcha um evento político.

“A atual administração é abominável”, disse Cara Lee Sparry que, em sua motocicleta, participou de uma dúzia de Paradas do Orgulho Gay. “Mas estar rodeado de milhares de pessoas gritando por horas, é incrível, não pode ir contra isso!”.

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China liberta Prêmio Nobel da Paz Liu Xiaobo, vítima de câncer terminal

Intelectual e dissidente cumpria pena de 11 anos de prisão depois de ter assinado um texto que defendia a democracia na China.

 

As autoridades chinesas libertaram o Prêmio Nobel da Paz Liu Xiaobo, vítima de um câncer de fígado em fase terminal, anunciou nesta segunda-feira o advogado do ativista à AFP. O professor, intelectual e dissidente ainda tinha três anos para cumprir de sua condenação.

“Está sendo tratado em um hospital de Shenyang (província de Liaoning, nordeste). Não tem nenhum plano especial. Está apenas recebendo tratamento por sua doença”, disse o advogado Mo Shaoping.

A doença foi diagnosticada em 23 de maio e Liu Xiaobo, 61 anos, foi libertado poucos dias depois, de acordo com o advogado.

Liu Xiaobo cumpria desde 2009 uma pena de 11 anos de prisão por “subversão”, depois de ter sido um dos autores da Carta 08, um texto que defendia a democracia na China.

O dissidente venceu o Nobel da Paz em 2010, quando já estava detido. Por sua ausência, o prêmio foi entregue de forma simbólica em 10 de dezembro do mesmo ano em Oslo. O ativista foi representado por uma cadeira vazia durante a cerimônia.

A atribuição do Prêmio Nobel provocou indignação na China, que congelou as relações de alto nível com a Noruega, o que afetou as exportações de salmão norueguês a China. Pequim classificou Liu Xiaobo de “criminoso”.

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May fecha acordo com Partido Unionista da Irlanda do Norte

Em troca do apoio, May concordou conceder 1,2 bilhões de euros para a Irlanda do Norte. Conservador precisam do apoio do polêmico DUP para governar.

A premiê britânica, Theresa May, fechou acordo nesta segunda-feira (26) com o Partido Unionista da Irlanda do Norte (DUP). Após o fracasso do Partido Conservador nas eleições legislativas, ela precisava da aliança com o polêmico partido para conseguir a maioria necessária para governar.

Em troca do apoio, a líder do DUP, Arlene Foster, afirmou que o Reino Unido concordou em dar uma ajuda financeira de 1,2 bilhões de euros (R$ 4,49 bilhões) para a Irlanda do Norte nos próximos dois anos, segundo a Reuters.

“Saudamos este apoio financeiro de um bilhão de libras nos próximos dois anos”, anunciou Foster, em Downing Street (residência oficial da premiê britânica).

A aliança atrai muitas críticas, especialmente em razão do conservadorismo social da formação norte-irlandesa, ferozmente oposta ao casamento gay e ao aborto.

A dependência DUP também levanta questões, por exemplo, sobre a neutralidade do governo britânico na região da Irlanda do Norte, sujeita a fortes tensões.

Com o anúncio, Foster conquista o poder de afundar ou manter viva May e seu governo, de acordo com a France Presse. Porém, não consegue formar o governo em sua província, rejeitada pelo Sinn Fein católico por sua suposta relação com um escândalo de corrupção.

O dia 29 de junho é a data limite determinada pelo governo britânico para que o DUP e o Sinn Fein formem um governo de coalizão ou poderia suspender a administração norte-irlandesa e administrar a província diretamente a partir de Londres.

Alívio para May

Theresa May tem a garantia de superar a moção de confiança que deve enfrentar esta semana, quando a Câmara dos Comuns votará sobre o discurso da rainha Elizabeth II, que divulgou o programa legislativo dos próximos dois anos.

Além disso, a premiê ganha um pouco mais de tranquilidade no início das negociações de divórcio com a União Europeia (UE), que começaram há poucos dias e devem durar dois anos.

Apesar do DUP ter apoiado o Brexit no referendo de 2016, o partido deseja que a fronteira com a Irlanda – a única terrestre entre o Reino Unido e a UE – permaneça aberta para não prejudicar a economia local.

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Guarda Nacional da Venezuela executa manifestante durante protesto contra governo

Jovem de 22 anos foi atingido por um tiro no coração, segundo oposição. Nos últimos três meses, 75 pessoas foram mortas em protestos contra Nicolas Maduro.

Um jovem morreu nesta quinta-feira (22) em decorrência de disparos à queima-roupa da Guarda Nacional Bolivariana (GNB) em uma nova jornada de protestos em Caracas.

Um grupo de manifestantes enfrentou funcionários da GNB (polícia militarizada) na estrada Francisco Fajardo, a principal via de Caracas, onde foi relatada a morte do jovem de 22 anos, além de vários feridos.

Da clínica onde o óbito foi registrado, o médico e deputado da oposição José Manuel Olivares garantiu que a vítima foi atingida a tiro no coração por parte de um membro da Guarda Nacional.

A morte do rapaz eleva a 75 o número de mortos em quase três meses de mobilizações contra Nicolas Maduro, informou a Procuradoria.

O líder opositor venezuelano Henrique Capriles divulgou nas redes sociais um vídeo em que se observa agentes uniformizados disparando diretamente contra de um grupo de manifestantes.

“À queima-roupa. Cumprem suas ordens ao pé da letra, Nicolás Maduro, e hoje você disse à imprensa internacional que os seus xerifes usam água e gás lacrimogêneo”, criticou Capriles em outra mensagem.

Maduro, por sua vez, elogiou em uma coletiva de imprensa com meios internacionais o “esforço heroico” que, em sua opinião, estão fazendo a GNB e a estatal Polícia Nacional Bolivariana (PNB) em seu trabalho nas marchas opositoras.

Em resposta à morte do jovem, dirigentes da oposição convocaram os manifestantes a “trancar” as ruas de toda a Venezuela ao meio-dia de sexta-feira (23), por duas horas.

“Que não reste uma rua, avenida, autoestrada livre. Vamos paralisar o país”, disse à imprensa o deputado José Manuel Olivares em nome da opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD).

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Coreia do Norte diz que considera morte de estudante dos EUA ‘um mistério

Otto Warmbier morreu na segunda-feira (19), após ser enviado de volta aos EUA da Coreia do Norte, onde havia sido condenado a 15 anos de trabalhos forçados por roubar um cartaz.

A Coreia do Norte disse nesta sexta-feira (23) que a morte do estudante universitário norte-americano Otto Warmbier pouco depois de sua volta para casa é um mistério e rejeitou acusações de que ele morreu por ter sido torturado e espancado durante a detenção pelo regime norte-coreanos, classificando-as de “infundadas”.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores norte-coreano também disse, em comentários divulgados pela agência de notícias oficial KCNA, que Warmbier foi “uma vítima da política de paciência estratégica” do ex-presidente norte-americano Barack Obama, cujo governo nunca solicitou sua libertação.

“O fato de que Warmbier morreu subitamente menos de uma semana depois de sua volta aos EUA com indicadores de estado de saúde normal é um mistério para nós também”, disse o porta-voz, segundo a KCNA.

Warmbier, de 22 anos, foi preso no país recluso durante uma visita de turismo. Ele foi condenado a 15 anos de trabalhos forçados por tentar roubar um objeto com um slogan de propaganda de seu hotel, disse a mídia estatal da Coreia do Norte.

Ele foi levado de volta aos Estados Unidos na semana passada em coma, com danos cerebrais e o que médicos descreveram como um estado de “vigília passiva”, e morreu na segunda-feira (19).

Sua morte intensificou o conflito entre Pyngyang e os EUA, já agravado pelos lançamentos de mísseis e dois testes nucleares norte-coreanos desde o início do ano passado, parte de seu esforço para desenvolver um míssil balístico intercontinental capaz de portar uma ogiva nuclear e atingir o território continental dos EUA.

O presidente dos EUA, Donald Trump, culpou a “brutalidade do regime norte-coreano” pela morte, e seu colega sul-coreano, Moon Jae-in, que vinha defendendo o diálogo com o vizinho, disse que Pyongyang teve uma “grande responsabilidade” nos acontecimentos que levaram à morte do estudante.

O porta-voz da Coreia do Norte disse que tais acusações são parte de uma campanha para difamar o país, que deu “tratamentos e cuidados médicos com toda a sinceridade” a uma pessoa que “claramente era um criminoso”.

Médicos norte-americanos que viajaram ao país recluso na semana passada para retirar Warmbier reconheceram que este “lhe ofereceu tratamento médico e o trouxe de volta à vida quando seu coração quase parou”, disse o porta-voz não-identificado do ministério.

“Embora Warmbier fosse um criminoso que cometeu um ato hostil contra a RPDC (República Popular Democrática da Coreia, o nome oficial do país), aceitamos os pedidos reiterados do atual governo dos EUA e, em consideração à sua má saúde, o enviamos de volta para casa por razões humanitárias”, afirmou o porta-voz.

A causa exata da morte de Warmbier ainda não está clara.

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