O STF (Supremo Tribunal Federal) deve adiar o julgamento da constitucionalidade de leis que tentam implantar a Escola Sem Partido em cidades e estados do país. Ele estava previsto para a quarta (28).
RELÓGIO
A análise do indulto para presos concedido por Michel Temer em 2017 acabou não sendo encerrada na quarta (21) e deve voltar à pauta na próxima semana. O atraso deve cancelar a votação da Escola Sem Partido.
DEDO-DURO
A tendência da corte é derrubar as tentativas de implantação das regras nas salas de aula. Nas liminares que concedeu suspendendo as leis, o ministro Luís Roberto Barroso já disse que elas têm “o propósito de constranger e de perseguir aqueles [professores] que eventualmente sustentem visões que se afastam do padrão dominante”.
PRESSÃO MÁXIMA
A pressão sobre o STF, no entanto, tem sido intensa. Magistrados foram procurados nesta semana para que suspendam o julgamento da questão por prazo indeterminado.
REZA BRAVA
O tema virou ponto de honra para o presidente Jair Bolsonaro e parlamentares que o apoiam —em especial os evangélicos.
POR FAVOR
Ministros já foram procurados por mensageiros da deputada federal eleita Bia Kicis (PRP-DF), por exemplo, que apelavam pela suspensão da votação.
SAI FORA
A parlamentar não é exatamente bem vista na corte: é dela a ideia de antecipar a aposentadoria de ministros do tribunal para que Bolsonaro possa indicar um número maior de magistrados durante seu governo.
EU ROBÔ
A CGU (Controladoria-Geral da União) desenvolveu um sistema para análise de prestação de contas cadastradas no Sistema de Gestão de Convênios e Contratos de Repasse (Siconv). A nova tecnologia vai avaliar se as contas seriam aprovadas ou rejeitadas.
EU ROBÔ 2
A ferramenta de inteligência artificial também vai emitir alertas de indícios de irregularidades. São mais de 15,3 mil prestações de contas pendentes, num total de R$ 16,7 bilhões.