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Imagens de satélite mostram aumento da devastação na terra indígena onde PF fez operação contra desmatamento


Delegado do caso informou que houve grande aumento na área afetada em anos recentes. Alguns dos indígenas teriam sido aliciados para o esquema criminoso. Imagens de satélite registraram o aumento do desmatamento na terra indígena
Reprodução
Imagens de satélite obtidas pela Polícia Federal durante a investigação sobre um esquema de desmatamento ilegal no território indígena Xerente, em Tocantínia revelam o tamanho da devastação causada pela quadrilha. As fotos são da área chamada de ‘Mata Grande’. É possível perceber que entre janeiro de 2020 e janeiro de 2021 a cobertura vegetal praticamente desapareceu.
O inquérito indica que a madeira retirada do local foi revendida dentro do Tocantins e utilizada principalmente na construção de cercas para fazendas. A informação é do delegado da Polícia Federal Nilson Vieira dos Santos, que é um dos responsáveis pela operação.
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“O que nós observamos é que na maior parte elas são utilizadas para a construção de cercas nas propriedades rurais. Principalmente as madeiras mais nobres, elas são muito resistentes. Eles fazem beneficiamento, colocam como estacas e na maioria é para esta destinação”, explicou.
Em entrevista durante a manhã ele já tinha relatado o aumento no ritmo da exploração ilegal no local. “De 2019 para cá tem acelerado muito, 2019 – 2020. Tem uma mata específica, Mata Grande, ela foi muito dizimada. Atualmente nós identificamos intensificado o desmatamento na mata do Janipapo”, diz ele.
Equipes estiveram nas aldeias em Tocantinía durante a operação
Divulgação/Polícia Federal
A investigação começou após uma série de flagrantes e apreensões de órgãos ambientais na região. Nesta manhã, as equipes da PF cumpriram um mandado de prisão e 11 ordens de busca e apreensão. A Polícia Militar foi chamada para prestar apoio na ação.
A operação foi autorizada pelo juiz João Paulo Abe, da 4ª vara da Justiça Federal do Tocantins. O g1 e a TV Anhanguera tiveram acesso à decisão. O documento afirma que a PF viu indícios de extração em larga escala de madeira com alto valor comercial.
O alvo do mandado de prisão é suspeito de chefiar o esquema e aliciar os indígenas. Endereços ligados a alguns dos indígenas também devem ser alvo de buscas, por suspeita de que eles teriam colaborado com os crimes. Segundo o delegado Nilson Vieira, o número de indígenas que teriam participação é considerado pequeno diante da quantidade de moradores.
A etnia Xerente é a que tem a maior população entre os povos indígenas do Tocantins. São mais de três mil moradores em cerca de 90 aldeias.
A operação foi chamada de ‘Krikahâ’, palavra que significa Tocantínia em Akwẽ-Xerénte, idioma nativo do povo indígena Xerente.
Operação contra desmatamento ilegal em terras indígenas no Tocantins
Divulgação/Polícia Federal
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Fonte: G1 Tocantins