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Atenção | Crianças com sopro no coração é mais comum do que se imagina

Estima-se que cerca de 50% de crianças saudáveis tem ou tiveram sopros fisiológicos no decorrer da sua infância. O sopro pode ser fisiológico ou patológico o que demanda tratamentos diferentes. 

O sopro fisiológico ou inocente, como é mais conhecido, pode ser detectado durante consulta médica através da ausculta do coração. Ele é um ruído da passagem do fluxo de sangue dentro do coração, sendo necessário a realização do ecocardiograma para descartar mal formações cardíacas, caso este exame esteja normal, não haverá necessidade de medicamento ou cirurgia.

De acordo com o médico especialista em cardiologia e terapia intensiva, professor Dr. Henrique B. Furtado, os pais devem ficar atentos à saúde de seus filhos e caso seja detectado o sopro patológico, que é o que acomete a criança em decorrência de defeitos no coração, nesse caso deve haver acompanhamento de um especialista para indicar o tratamento. “Esses sopros patológicos podem ser congênitos, ou seja, desenvolvidos ainda durante a gestação, ou ainda adquiridos, por exemplo, devido a uma febre reumática, que é provocada por uma bactéria geralmente ligada a infecção de garganta”, explica.

Alguns dos sintomas do sopro patológico que podem ser observados são: pele azulada, inchaço, falta de ar, tosse crônica, veias do pescoço aumentadas, falta de apetite, problemas de crescimento e tontura. “Hoje em dia o diagnóstico de sopro patológico já não assusta tanto, devido aos avanços na medicina que possibilitam que a criança, com o tratamento adequado, viva normalmente”, assegura o especialista.

Para os sopros funcionais ou patológicos não há prevenção. O professor Drº Henrique Furtado ressalta que ao apresentar qualquer sintoma à criança deve ser levada ao médico, “a doença, quando diagnosticada logo no início, as chances de êxito no tratamento são bem maiores”, destaca. Os sintomas podem acometer, no caso de crianças, desde recém-nascidos a pré-adolescentes. “Os sopros patológicos podem ser diagnosticados também na fase adulta”, lembra o médico.

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