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Após parar no hospital com pneumonia, Dudu Nobre quer ‘fazer o mundo sambar’ com parceria com Xande de Pilares


Dudu Nobre lança o single ‘Fazer o mundo sambar’ na sexta-feira, 6 de fevereiro
Fabi Ribeiro / Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ Dudu Nobre lança música inédita uma semana após se sentir mal e ir parar em hospital da cidade natal do Rio de Janeiro (RJ), tendo recebido recomendações de repouso absoluto para impedir o agravamento da pneumonia diagnosticada pelos médicos.
Composição do artista carioca em parceria com o conterrâneo Xande de Pilares, “Fazer o mundo sambar” aporta nos aplicativos de áudio na sexta-feira, 6 de fevereiro, em single gravado por Dudu com ambição de animar o Carnaval dos foliões e seguidores do partideiro, discípulo de Zeca Pagodinho que entrou em cena na segunda metade dos anos 1990. Na letra do samba de Dudu e Xande, há menções a várias escolas de samba do Carnaval do Rio de Janeiro (RJ).
Simultaneamente com o single “Fazer o mundo sambar”, Dudu apresentará o clipe da música, gravado a partir da organização de um encontro coletivo (flash mob, no original em inglês) em que bailarinos se movimentam pelas ruas e praças da cidade do Rio de Janeiro (RJ).
“Fazer o mundo sambar” é o primeiro single de Dudu Nobre desde “Não quero saber de ti ti ti” (2025), lançado em novembro do ano passado.
Capa do single ‘Fazer o mundo sambar’, de Dudu Nobre
Fabi Ribeiro

Fonte: G1 Entretenimento

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Condenada por matar bebês: documentário sobre caso de enfermeira Lucy Letby gera revolta nos pais dela


Lucy Letby, enfermeira acusada pelo assassinato de 7 bebês, em foto de fundo branco
Cheshire Constabulary/Reprodução via REUTERS
Um documentário com imagens inéditas do caso Lucy Letby, a enfermeira britânica condenada à prisão perpétua pelos assassinatos de sete bebês, causou revolta nos pais dela.
A produção foi lançada nesta quarta-feira (4) pela Netflix.
“Investigando Lucy Letby” conta sobre o caso do Reino Unido que repercutiu em todo o mundo e até hoje suscita questionamentos. A enfermeira de 36 anos, além dos sete homicídios, foi acusada de outras sete tentativas, todas entre 2015 e 2016.
A produção causou indignação nos pais de Lucy. Em um comunicado publicado no sábado (2) no site do jornal Sunday Times, John e Susan Letby classificaram o filme como uma “violação total da vida privada”, ressaltando a constante pressão midiática a qual têm estado sujeitos ao longo destes anos.
A queixa dos pais da enfermeira se deve às imagens inéditas da detenção da filha em sua casa, gravadas por um policial.
Reviravolta em caso pode inocentar enfermeira condenada à prisão perpétua
O filme começa com essa cena, mostrando a jovem em sua cama, de pijama, confusa, quase atordoada.
Letby é algemada, vestida com um roupão, e levada de carro para a delegacia.
“Não olhe, mamãe, volte (para casa)”, diz a jovem à sua mãe, cujos soluços podem ser ouvidos.
O documentário de uma hora e meia busca oferecer ao público as versões de ambas as partes.
– “Prendemos a pessoa errada?” –
Letby foi condenada em agosto de 2023 à prisão perpétua sem possibilidade de redução da pena, uma sentença pouco frequente, após ser considerada culpada de matar sete recém-nascidos injetando ar por via intravenosa ou utilizando sondas nasogástricas para introduzir ar ou um excesso de leite em seus estômagos.
A enfermeira também foi considerada culpada de tentativa de homicídio de outros sete bebês em sua unidade de cuidados intensivos do hospital Countess of Chester, no noroeste da Inglaterra.
A britânica sempre defendeu sua inocência, mas a Justiça do Reino Unido recusou por duas vezes a possibilidade de recorrer.
Lucy Letby se tornou a maior assassina em série de bebês do Reino Unido nos tempos modernos
SWNS via BBC
O caso está atualmente sendo examinado pela Comissão de Revisão de Casos Criminais, um organismo independente responsável por possíveis erros judiciais.
Por outro lado, as causas das mortes de seis bebês serão analisadas a partir de 5 de maio por um médico legista, cujas conclusões podem ser levadas ao Ministério Público.
A investigação do sétimo caso não foi capaz de determinar se a morte do bebê foi natural ou não.
O documentário também inclui imagens inéditas extraídas dos vídeos dos interrogatórios de Letby, bem como o depoimento da mãe de uma das vítimas.
O filme destaca elementos inquietantes, como quando a enfermeira responde “sem comentários” às perguntas dos policiais, ou mostra trechos de seu diário íntimo em que as datas que coincidem com a morte dos bebês estão marcadas com um asterisco.
A produção também inclui o testemunho do médico canadense Shoo Lee, que questionou as perícias apresentadas no julgamento e afirma estar convencido da inocência de Lucy Letby.
O documentário termina com a declaração de John Gibbs, ex-pediatra do hospital onde a jovem trabalhou.
“Vivo com duas culpas. Uma é ter falhado com os bebês. A outra é: prendemos a pessoa errada? Não acredito que tenha havido um erro judicial, mas nos preocupa que ninguém a tenha visto cometer esses atos”, declarou Gibbs.
Entrevistado na quarta-feira na rádio LBC News, o ministro britânico da Saúde, Wes Streeting, afirmou “continuar confiando nas decisões dos tribunais”, salvo se forem invalidadas pela própria Justiça.

Fonte: G1 Entretenimento

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Liniker apresenta o registro fonográfico oficial de ‘Charme’, música composta sob inspiração da natureza amazônica


Liniker lança o single ‘Charme’ às 21h de quinta-feira, 5 de fevereiro
Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ Liniker lança amanhã, 5 de fevereiro, às 21h, o primeiro single solo com música autoral desde a edição do consagrador álbum “Caju” (2004). O single “Charme” traz o primeiro registro fonográfico oficial da música então inédita apresentada pela artista paulista no décimo episódio da série Tiny Desk Brasil, disponibilizado em 9 de dezembro.
De acordo com a cantora e compositora, “Charme” é música criada sob a inspiração da natureza amazônica. Liniker curtia dias de descanso na Ilha de Marajó, no Pará, quando ficou sensibilizada pela energia leve da região e compôs “Charme” no embalo das águas dessa ilha situada no Norte do Brasil.
Capa do single ‘Charme’, de Liniker
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Ícone do jazz, Ken Peplowski é encontrado morto em cabine de cruzeiro após não comparecer a show

O músico de jazz Ken Peplowski foi encontrado morto no domingo (1º) na cabine de um cruzeiro, depois de não aparecer para um show que estava previsto a acontecer à bordo do navio.
Peplowski tinha 66 anos e enfrentava, desde 2021, um mieloma múltiplo. No entanto, a doença não foi apontada como a causa da morte, que ainda não foi divulgada
Peplowski era clarinetista e saxofonista, além de líder de sua banda. Ele estava a bordo do Celebrity Summit, e fazia parte do The Jazz Cruise ’26, um cruzeiro musical de sete dias e sete noites no Golfo do México.
“É raro termos que dar más notícias aos nossos hóspedes e à comunidade em geral. Em 1º de fevereiro, o último dia do Jazz Cruise ’26, Ken Peplowski faleceu repentinamente”, escreveu Lee Mergner, consultor de jazz da Signature Cruise Experiences, responsável pelo cruzeiro, em uma postagem de blog.
O artista
Desde 2021, o clarinetista, saxofonista e líder de banda enfrentava um . Ele combateu a doença, muitas vezes fatal, com uma combinação única de coragem, resistência e humor. Afinal, o humor era apenas um dos muitos dons notáveis de Ken. Sem dúvida, ele tinha o raciocínio mais rápido e afiado entre todos os nossos artistas. Ken levava alegria a cada apresentação ou ocasião. Ninguém saía de uma conversa com ele sem uma risada ou um sorriso. Seu humor era ao mesmo tempo incisivo e autodepreciativo. Ele tirava sarro de você com a mesma facilidade com que tirava de si mesmo. Uma combinação realmente rara.

Fonte: G1 Entretenimento

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Alinne Rosa é entrevistada no g1 Ouviu ao vivo desta quinta-feira (5)


Alinne Rosa é entrevistada no g1 Ouviu ao vivo desta quinta-feira (5) Cantora é a convidada do podcast de música do g1, com transmissão ao vivo no g1, no YouTube e no TikTok.

Fonte: G1 Entretenimento

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Diretor de ‘Sirat’, que disputa Oscar com ‘O Agente Secreto’, se desculpa após ironizar votos brasileiros na Academia


O diretor Oliver Laxe, à esquerda, aceita o prêmio do júri por ‘Sirat’, apresentado por Da’Vine Joy Randolph, à direita, durante a cerimônia de premiação do 78º festival internacional de cinema, Cannes, sul da França, sábado, 24 de maio de 2025.
Joel C Ryan/Invision/AP
Oliver Laxe, diretor de “Sirât”, comentou sua própria fala sobre os votantes brasileiros na Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, quando disse que “se os brasileiros inscrevessem um sapato no Oscar, todos votariam nele”. O comentário feito no talk show La Revuelta levou a uma “invasão” de brasileiros em seu perfil no Instagram.
Em entrevista ao jornal espanhol Diário ABC, o diretor disse que não teve intenção de causar desconforto. “Sinto que ofendi muita gente”, comentou. Em seguida, deixou claro tratar-se de uma piada que não deveria ser levada tão a sério.
“Era um programa radicalmente irônico e de humor, não nos levamos a sério”, disse.
“Sirât” está na disputa pelo Oscar de Melhor Filme Internacional com “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho.
LEIA TAMBÉM: ‘O Agente Secreto’ vai estrear na Netflix, diz co-CEO da empresa
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Após a fala de Laxe, como o diretor não tem conta pessoal, brasileiros lotaram a página do filme com emojis de sapatos em referência à fala do diretor.
As críticas atingiram diretamente a norte-americana Neon, empresa que distribui “Sirât” nos Estados Unidos, a mesma que adquiriu os direitos de distribuição de “O Agente Secreto” no país norte-americano.
A maioria dos posts que tem sido alvo dos inúmeros ataques de brasileiros foram feitos pela Neon em parceria com o perfil oficial de “Sirât”, como forma de promoção do filme espanhol. Ou seja, os ataques estão indo para o perfil do filme, mas também aparecem no perfil da produtora.

Fonte: G1 Entretenimento

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Discurso de eliminação de Brigido tem referências à série ‘Bridgerton’; entenda


“Como Nasce um BBB”: documentário desvenda bastidores do programa e mostra cenas que o público não conhece
Brigido foi eliminado da 26ª edição do Big Brother Brasil no Paredão desta terça-feira (3). Mas o que chamou a atenção nas redes sociais foram as referências do discurso de Tadeu Schmidt à série “Bridgerton”.
Brigido é eliminado do BBB 26
TV Globo
A relação do participante com a produção surgiu quando Chaiany não conseguia pronunciar corretamente o nome de Brigido. “Eu voto no Brigerton. Brigido? Eu não lembro o nome dele”, disse Chai ao tentar dar seu voto no brother. A gafe foi suficiente para virar meme nas redes sociais.
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Tentando fazer um paralelo entre os dois mundos, Tadeu trouxe elementos da série para compor o discurso de eliminação de Brigido.
‘BBB 26’: Quem são os participantes desta edição
Veja as referências utilizadas:
“Nas palavras de Lady Whistledown: fingir que nada está errado é a maneira perfeita de convencer o ignorante a ser submisso.”
Na série, Lady Whistledown é a figura misteriosa responsável pelo jornal que revela os segredos da alta sociedade londrina.
“Por isso, minha cara e gentil pessoa eliminada de hoje…”
A frase faz referência à forma como Lady Whistledown inicia seus textos, sempre com um tratamento formal como “Prezado e gentil leitor”.
“Quem é o diamante desta temporada?”
Em Bridgerton, o “diamante” é a jovem considerada o grande destaque da temporada de bailes. No contexto do BBB, a metáfora aponta para o participante que se tornará o vencedor da edição.
‘Bridgerton’ se passa na Inglaterra dos anos 1800
Liam Daniel/Netflix
Veja o discurso completo:
“Chegou a hora. Quando eu terminar, seremos 19. Gente, é apenas o terceiro Paredão da temporada e os três emparedados estão aqui pela segunda vez. O que essas pessoas têm? Alguma coisa elas têm, não sei se é bom ou ruim, mas, alguma coisa diferente elas têm.
Dezesseis pessoas nessa casa nem sabem o que é esse sofrimento. E aí estão esses três moradores com a corda no pescoço pela segunda vez. Alguma coisa diferente eles têm. Seja o que for, é diferente ele entre eles, também. Porque não dá para imaginar uma característica do Brigido, que seja a mesma da Ana Paula, do Boneco e que os transforme em emparedáveis preferidos.
O Brigido tem seu motivo, Ana Paula tem o seu e o Boneco também. Mas, apenas um deles é motivo para eliminar essa pessoa agora. E aí é preciso reconhecer: nas palavras de Lady Whistledown: ‘fingir que nada está errado é a maneira perfeita de convencer o ignorante a ser submisso’.
Por isso, minha cara e gentil pessoa eliminada de hoje, o que eu vou dizer agora é só para você. A responsabilidade pela eliminação é exclusivamente sua, resultado direto da maneira como você decidiu viver nessa casa.
Pela maneira como você agiu, não era de imaginar que você iria sair, mais cedo ou mais tarde? Não tem muita teoria ou explicação, simplesmente você achou que estava mandando superbem, mas não estava. Houve até um momento que deu essa impressão, mas não.
O que você mostrou antes, quando o Brasil te conheceu, era melhor do que o que você mostrou agora. Por que você não veio daquele jeito? Você tinha que ter ajustado a sua intensidade, e você não ajustou.
Ainda estamos por descobrir quem é o diamante desta temporada, mas essa pessoa certamente não é você: Brigido”.

Fonte: G1 Entretenimento

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Sina de Ofélia: entenda a reviravolta da música de IA que agora é copiada por humanos


Sina de Ofélia: como uma música de IA vem sendo copiada por humanos
Cópia da cópia da cópia… É mais ou menos assim que funciona o esquema de composição das dezenas de versões brasileiras de “The Fate of Ophelia” — o hit da vez de Taylor Swift. Chamadas de “Sina de Ofélia”, as releituras começaram a surgir em dezembro de 2025 e, desde então, não param de se multiplicar.
Só no Spotify, existem pelo menos 40 faixas com esse nome, e três delas aparecem no Viral 50, ranking que mostra os principais hits das redes no momento. Já no YouTube, o título “Sina de Ofélia” está em mais de 30 vídeos. Desses, muitos são clipes produzidos por inteligência artificial. É o mesmo jeitinho do qual a maioria das canções é feita.
Cantando como IA
A primeira “Sina de Ofélia” viralizou como meme. Sob autoria desconhecida, ela foi criada a partir de ferramentas de IA que transformaram o hit da loirinha em um pop abrasileirado, com pegada de samba e funk.
A letra manteve a essência da original, mas aproximou sua linguagem aos ouvidos nacionais. Já o vocal de Taylor foi trocado pelos de Luísa Sonza e Dilsinho. Ou quase isso: a IA imitou suas vozes.
O uso de voz sem autorização pode render (ao dono da canção) problemas judiciais, mas nem Luísa, nem Dilsinho se mostraram incomodados com o fato de terem tido seus vocais roubados. Pelo contrário: ambos postaram vídeos em que dublam a música e dão risada.
O apoio dos cantores ajudou na repercussão de “Sina de Ofélia”, e não demorou muito para a faixa ganhar videoclipes de IA. Com mais de 1,5 milhão de visualizações, um deles mostra sósias de Luísa e Dilsinho — ela vestida de princesa, e ele de príncipe. Diante de um castelo, os cantores encenam um drama romântico que parece ter saído de um conto de fadas.
Apesar do tom realista das cenas, é fácil sacar que nada ali foi gravado com seres humanos. Mas em termos de som, é difícil perceber o uso de IA. Prova disso é que muita gente pensou que os cantores tinham realmente lançado o dueto.
Clipe de IA de ‘Sina de Ofélia’ no YouTube
Reprodução/YouTube
Versão para dar e vender
Semanas após seu surgimento, “Sina de Ofélia” foi removida do Spotify e do YouTube. Mas logo voltou às plataformas — e dessa vez, com maior influência, ganhando dezenas de versões.
Sertanejo, disco, EDM, forró, pagode baiano, R&B e trap são só alguns exemplos dos gêneros que diferenciam as versões entre si. Há também faixas com (réplicas de) vocais de cantores como Felipe Amorim e Duda Kropf.
Já a letra raramente tem alteração — vez ou outra, há pequenas mudanças tipo os pronomes masculinos de “Sina de Ofélio”.
Assim como a primeira releitura de “The Fate of Ophelia”, todas essas músicas foram criadas com inteligência artificial. A autoria também vem de perfis de identidade misteriosa. Mas isso tem começado a mudar.
Cada vez mais artistas de carne e osso entram na onda de “Sina de Ofélia”. É o caso de cantores como Solange de Almeida, Rikinho e Raissa, que trabalharam sobre a faixa de IA. Os músicos, porém, deram humanidade à canção ao inserir ali gogó verdadeiro, produção de beats e instrumentos reais.
Apesar desse tom humano, os cantores mantiveram a base melódica e a letra de IA em suas gravações. Ou seja: artistas copiaram uma obra de IA.
Print de faixas de ‘Sina de Ofélia’ na playlist oficial do Spotify ’50 Que Viralizaram – Brasil’
Reprodução
Copiando a cópia da cópia
No mercado da música, cópias precisam de autorização expressa porque, caso contrário, existem de forma irregular. Mas será esse o caso?
Sem autorização de Taylor Swift, os criadores das músicas de IA não têm direitos sobre “Sina de Ofélia”. Por isso, não podem contestar regravações das faixas.
“Essas músicas de IA são versões não autorizadas de ‘The Fate of Ophelia’. Elas não são plágios, porque ‘plágio’ seria se elas estivessem se passando por outra coisa mesmo sendo idênticas à música da Taylor”, afirma o advogado Gustavo Deppe, especializado em direito autoral na música. “Se houvesse a autorização, aí, sim, haveria o direito dos versionistas.”
O advogado explica que o fato de haver, ou não, o uso de IA no processo criativo musical não interfere nesse tipo de questão. As discussões sobre inteligência artificial na indústria têm tido dilemas como a definição de critérios para lucrar nas plataformas.
Gustavo também diz que muitas músicas são como “Sina de Ofélia”: versões que, mesmo sem autorização do dono, ficam no ar e fazem sucesso. “O mercado da música é um tanto quanto informal. Se derrubar, derrubou. Se não, fica aí.”
Clipe de ‘Sina de Ofélia’
Reprodução/YouTube
Segundo o advogado, é necessária maior rigidez das plataformas digitais. “O Spotify recebe um pedaço desses royalties aí [das várias faixas de ‘Sina de Ofélia’]”, diz ele. “No geral, quem é rígido mesmo [contra violação de direitos] é a gravadora ou o artista.”
Questionada pelo g1, a assessoria do Spotify encaminhou um artigo da empresa em que são descritas as medidas mais recentes adotadas pela plataforma para combater “os piores usos da IA generativa”.
O Spotify afirma que continuará a lançar novas políticas e que atualmente tem foco em “reforço na aplicação de violações por imitação; um novo sistema de filtragem de spam; e divulgação de uso de IA em músicas com créditos dentro do padrão da indústria”.
A assessoria do YouTube — plataforma que engloba videoclipes de IA de “Sina de Ofélia” —, diz que o principal objetivo do site “é garantir que o ecossistema criativo seja sustentável” e permitir que “os criadores protejam sua propriedade intelectual”.
“Oferecemos um conjunto de ferramentas robustas e políticas claras para que os detentores de direitos autorais possam proteger e gerenciar seu conteúdo, desde usuários comuns até grandes empresas de mídia, diz a nota do YouTube.
“Qualquer usuário pode utilizar o formulário online para remoção por direitos autorais para solicitar a retirada de vídeos que considerem infringir seus direitos. Para detentores de direitos que gerenciam grandes volumes, oferecemos ferramentas avançadas como o Copyright Match Tool e o Content ID. Se um criador copiar o conteúdo audiovisual específico de outra pessoa, nossas ferramentas e políticas permitem que o detentor de direitos solicite a remoção ou, em alguns casos, opte por monetizar o vídeo.”
IA também inspira
“Sina de Ofélia” virou referência para humanos copiarem a música de Taylor, mas também inspirou a criatividade artística para novas versões produzidas por mente humana. Foi assim que surgiu “Não sou Amélia”, da cantora paraense Tempestade do Melody.
Pensando no sucesso das versões de IA, a artista decidiu entrar na onda e compôs outra versão para “The Fate of Ophelia”. A faixa, que viralizou nas redes, tem a cara do rock doido, movimento de tecnobrega que explodiu em 2025.
Ao som dançante de tecnomelody, “Não sou Amélia” tem uma letra que rejeita a figura submissa da musa de “Ai Que Saudades da Amélia”, hit de samba de Ataulfo Alves e Mário Lago.
“Todo tempo sozinha nessa porra, você foi pro rock doido e mandou eu te esquecer. Pra quê me trouxe de volta pra sua vida? Eu não sou tua rapariga, nem Amélia”, canta Tempestade na música, que soa bem mais brasileira do que qualquer outra feita por IA. Talvez, esse ainda seja um conceito humano demais para ser captado por um prompt de IA.
Cena do clipe ‘Não sou Amélia’
Reprodução/YouTube

Fonte: G1 Entretenimento

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O Geese é tudo isso mesmo? Banda ‘salvação do rock’ coleciona elogios (e números modestos)


A banda Geese
Divulgação/Sonic PR
A apresentação da Geese no “Saturday Night Live”, tradicional programa de humor e da música nos EUA, coroou o “ano de sonho” vivido pela banda em 2025. Elogiados por nomes do quilate de Nick Cave, Patti Smith e St. Vincent, os nova-iorquinos caíram nas graças da crítica e dominaram as listas de melhores do ano com o álbum “Getting Killed”.
A empolgação em torno do grupo foi tamanha que houve quem incluísse o disco solo do vocalista Cameron Winter (lançado em 2024) entre os destaques de 2025. Com esse projeto, o cantor vem ao Brasil para show no C6 Fest, em maio deste ano. Enfim, foi natural o surgimento daquela velha etiqueta de “salvação do rock”.
Esnobados pelo Grammy
Mesmo assim, “Getting Killed” passou em branco no Grammy, sem nenhuma indicação. Os críticos estariam errados ou a Academia que é lenta demais?
Historicamente, o Grammy coleciona vacilos. Led Zeppelin, Jimi Hendrix, Janis Joplin, Queen e Arctic Monkeys nunca levaram um gramofone dourado para casa. Kendrick Lamar, dono de alguns dos álbuns mais inventivos do século, jamais venceu na categoria principal (Álbum do Ano).
A banda Geese
Divulgação/Sonic PR
Mesmo em ascensão, a banda registra cerca de 2,1 milhões de ouvintes mensais no Spotify. Para efeito de comparação, João Gomes soma 9,9 milhões. O Pearl Jam, para seguir no recorte do rock, mantém 16,9 milhões.
Perto de gigantes como Taylor Swift (mais de 100 milhões) e Beyoncé (50 milhões), os números da Geese mostram que o grupo é um fenômeno de nicho. Um queridinho do mundo indie, não uma força cultural massiva.
A revista “Billboard” considera 1.500 execuções equivalentes à venda de um álbum. A música mais popular da banda, “Au pays du Cocaïne”, tem 14 milhões de plays. É como se tivessem vendido pouco mais de 9 mil unidades de seu maior hit: um número modesto para os padrões da indústria.
Eles vão salvar o rock?
A ideia de que o rock precisa de um salvador geralmente vem de quem não acompanha o gênero. O estilo segue lucrativo no setor de shows, impulsionado por “dinossauros” como Oasis, Rolling Stones, Bruce Springsteen e Paul McCartney. Na ala jovem, há frescor em nomes como MJ Lenderman, Wet Leg, Fontaines D.C., Turnstile (que venceu um Grammy neste ano e vem ao Lollapalooza) e The Last Dinner Party.
A Geese não é exatamente novata. “Getting Killed” é o terceiro álbum do grupo, que começou quando Cameron Winter e seus amigos ainda estavam no ginásio. Eles evoluíram até encontrar uma identidade, marcada pela voz anasalada de Winter que, em certos momentos, beira o irritante.
O disco do hype é interessante, mas não muda a vida de ninguém. A abertura, “Trinidad”, é o ponto alto: começa lenta, torta, e explode em um ataque sonoro com o vocalista berrando “There’s a bomb in my car”. O restante é de boas faixas, como “Taxes”, mas fica entre um Nick Cave menos excêntrico e um Rufus Wainwright mais pesado.
A banda Geese
Divulgação/Sonic PR
O fato é que o barulho das redes sociais se traduziu em público. Os vídeos mostram plateias cheias e fervorosas. Se João Gomes parou a Lapa, no Rio, a Geese fez algo similar no Brooklyn. Cameron Winter também esgotou datas no Carnegie Hall em formato voz e piano, um movimento de prestígio que lembra o registro de Emicida no Theatro Municipal de São Paulo
No auge das comparações, houve quem citasse o Nirvana. Mas convém lembrar: Kurt Cobain desbancou Michael Jackson do topo das paradas. A Geese, até agora, sequer figurou nos rankings da “Billboard”. Eles podem se tornar gigantes no futuro. Hoje, ainda não são.

Fonte: G1 Entretenimento

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Cinebiografia, ‘novo rosto’, proibição da gravadora e 1º clipe de hit: as revelações da Gretchen ao g1


Gretchen no g1 Ouviu
Fábio Tito/g1
Em entrevista ao g1 nesta terça-feira (3), Gretchen fez várias revelações. Ela falou sobre BBB, contou sobre pressões que sofreu ao longo da carreira e contou que tem várias novidades a caminho.
Gretchen foi entrevistada ao vivo no g1 Ouviu, o podcast e videocast de música do g1. A conversa fica disponível em vídeo e podcast no g1, no YouTube, no TikTok e nas plataformas de áudio.
Foi convidada para o BBB e iria, mas ‘não agora’
Gretchen disse que foi convidada para o Big Brother Brasil, mas negou. “Eu iria, mas não sei se iria agora”.
“Eu vi naquele dia que jogaram uma geleia colorida, eu tenho alopecia, eu uso lace. Eu fiquei me imaginando com aquela geleia na minha lace. Ou eu tiro e mostro para todo mundo e vou viver a vida ou vou ficar me podando.”
“Será que vou ter energia para fazer uma prova de resistência como eles? Eu já tenho 66 anos. Eu tenho que ver se aquilo é condizente com que o público espera que eu faça.”
Gretchen diz que negou convite para BBB, mas não descarta ida
Não podia tirar fotos grávida
Gretchen disse que, no início da carreira, a gravadora a proibiu de tirar fotos durante a gravidez. Na época, existia uma visão de que se ela era um símbolo sexual, não podia aparecer como mãe.
“Eu não podia aparecer nem grávida, nem amamentando. Porque símbolo sexy não amamenta. As fotos que existem de eu amamentando o bebê é no colo do pai, não meu. Porque não podia dar referência de maternidade.
Documentário (ou cinebiografia?) a caminho
A cantora também revelou que tem uma produção inspirada na vida dela a caminho. Ela disse que a negociação está acontecendo com a agência que a representa.
Gretchen é entrevistada pelas jornalistas Marília Neves e Dora Guerra no programa g1 Ouviu, no estúdio do g1 em São Paulo
Fábio Tito/g1
“Já houve uma proposta. Já estão conversando sobre um documentário, uma série ou um filme”.
Gretchen acha que a atriz Giullia Buscacio faria perfeitamente a “Gretchen dos anos 80”; já na idade adulta, gostaria de ser interpretada por Juliana Paes.
Parceria dos sonhos: Pedro Sampaio
Gretchen disse que o público não costuma abraçar suas músicas inéditas, então ela parou de se preocupar em lançar novidades.
“Parei de ficar com isso de produzir uma coisa nova. Tem uma coisa que quero fazer um dia: quero fazer um feat com Pedro Sampaio. Ele é muito a minha cara”.
Vem aí o 1º clipe de “Freak Le Boom Boom”
A cantora revelou que vai gravar, na próxima terça (10), o primeiro clipe de “Freak Le Boom Boom”. A faixa foi lançada em 1979 e ganhou um novo sucesso neste ano, com potencial de ser um dos hits do Carnaval. Mas nunca teve um videoclipe oficial.
“Na minha época, não se lançava música com clipe. Não existia o digital (…). Não existe clipe dessas músicas. Agora vai ter o visual e vão ser aqueles figurinos que a internet está viralizando. Eu mandei refazer com a estilista que fazia meus figurinos daquela época. Então eu vou estar com a minha idade, desse momento de agora, com aquelas roupas de antes”.
‘Semana que vem tem novo rosto’
Gretchen finalizou a conversa brincando que vai lançar um “novo rosto” na próxima semana. “Já tô com a agenda marcada. Mas é só um retoque”, brincou. A artista reforçou que não tem tabus sobre esse assunto e que acha importante, como uma influenciadora, ser sincera com o seu público.
Gretchen posa para fotos antes de entrevista no programa g1 Ouviu, no estúdio do g1 em São Paulo. Imagem foi feita com técnica de múltipla exposição
Fábio Tito/g1

Fonte: G1 Entretenimento