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Tatá Aeroplano retoma as questões existencialistas no álbum ‘Lendas e sol’


Tatá Aeroplano apresenta canções como ‘Revoada de naves’ no álbum ‘Lendas e sol’, 18º título da discografia do artista
Luiz Romero / Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ Sem lançar álbum desde 2023, ano em que apresentou “Boate invisível”, Tatá Aeroplano pousa hoje nos aplicativos de música com “Lendas e sol”.
Com oito músicas autorais, algumas compostas em quartos de hotéis com letras de viés existencialista e/ou clima bucólico, “Lendas e sol” é o 18º álbum da discografia do artista paulistano se contabilizados os seis discos feitos com as bandas Cérebro Eletrônico e Jumbo Elektro, além dos três álbuns assinados como Frito Sampler, heterônimo do cantor e compositor.
Entre abril e maio de 2025, Tatá Aeroplano se reuniu no Estúdio Minduca, em São Paulo (SP), para dar forma ao cancioneiro do álbum “Lendas e sol” em duas sessões feitas com os habituais colaboradores Bruno Buarque (bateria e percussão), Dustan Gallas (baixo, piano, sintetizadores e violão) e Junior Boca (guitarra).
No álbum, finalizado em abril deste ano de 2026, o trio assina com Tatá músicas como “Elas dizem tudo pra quem caminha”, “Help help help”, “Mistérios que sopram vapor no final” e “Revoada de naves”. Contudo, a faixa final, “Põe o seu olhar na madrugada”, foi gravada somente com a voz e o violão de Tatá Aeroplano, único compositor da canção.
Completam o repertório do álbum – disponível a partir desta quarta-feira, 20 de maio – a canção “Lindo xamã” e a música-título “Lendas e sol”.
Capa do álbum ‘Lendas e sol’, de Tatá Aeroplano
Luiz Romero / Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Almodóvar chama Donald Trump de ‘monstro’ e diz que artistas têm dever de se posicionar


O diretor espanhol Pedro Almodóvar em ação no set de filmagem: longa marca reencontro com o ator Antonio Banderas mais de 20 anos depois de ‘Ata-me
Divulgação
O cineasta espanhol chamou Donald Trump, Benjamin Netanyahu e Vladimir Putin de “monstros” nesta quarta-feira (20) durante o Festival de Cannes, onde disputa a Palma de Ouro com o filme “Natal Amargo”.
“Como europeus, também somos obrigados a nos tornarmos uma espécie de escudo contra estes monstros, como Trump, Netanyahu ou o russo. Somos obrigados porque aqui, sim, obedecemos às leis internacionais”, declarou em uma entrevista coletiva o diretor espanhol, que usava um broche com as palavras “Free Palestine”, em alusão aos líderes dos Estados Unidos, Israel e Rússia.
“Na Europa, sim, há leis. Trump precisa saber que há um limite para todos os seus delírios e suas loucuras e que a Europa nunca vai fazer um vassalagem em relação às políticas de Trump”, acrescentou o diretor.
Para Almodóvar, o artista, “a partir de sua pequena tribuna […] deve falar sem sinônimos, deve falar com a cara descoberta sobre o pior que está acontecendo, e coisas terríveis demais estão acontecendo conosco a cada dia”.
Vídeos em alta no g1
“Me parece um dever moral”, concluiu o cineasta.
Há alguns dias, o ator espanhol Javier Bardem, que protagoniza outro filme em competição, também criticou os três governantes e sua “masculinidade tóxica”, que, segundo ele, provocou milhares de mortes.
Almodóvar disputa a Palma de Ouro pela sétima vez, um prêmio que nunca venceu, apesar de ter dois Oscar e o Leão de Ouro da Mostra de Veneza.
O diretor de “Tudo Sobre Minha Mãe” e “Volver” afirmou que nunca viajou a Cannes “com a sensação de vencedor”.
“Os prêmios são o resultado dessa mistura tão heterogênea, quase diria heterogênea demais, que significa um júri, cada um de seu pai e de sua mãe”, disse.

Fonte: G1 Entretenimento

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Lô Borges tem o álbum póstumo ‘A estrada’ programado para junho com músicas inéditas como ‘Última parada’


Lô Borges (1952 – 2025) tem o álbum póstumo ‘A estrada’ agendado para 10 de junho.
Flávio Charchar / Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ Desde 2019, Lô Borges (10 de janeiro de 1952 – 2 de novembro de 2025) vinha alimentando a compulsão de gravar e lançar álbuns anuais com músicas inéditas e autorais – compostas com um único parceiro a cada disco – em fluxo contínuo que nem a pandemia de covid-19 interrompeu.
Foram sete álbuns em sete anos, entre 2019 e 2025, em movimento que seria continuado em 2026 com um álbum com músicas inéditas de Lô com o irmão Márcio Borges, parceiro com quem Lô compôs memoráveis sucessos do cancioneiro do Clube da Esquina.
A compulsão do artista mineiro por gravar discos era tamanha que, mesmo tendo morrido inesperadamente em novembro do ano passado, aos 73 anos, Lô Borges deixou pronto esse álbum que, por força das circunstâncias, se tornou póstumo na discografia do cantor.
Idealizado para celebrar os 80 anos completados por Márcio Borges em 31 de janeiro, o álbum se chama “A estrada” e tem lançamento programado para 10 de junho pela gravadora Deck. Assim como o álbum “Muito além do fim” (2021), lançado há cinco anos, “A estrada” tem repertório composto somente por músicas de Lô com Márcio Borges.
“Sem saída”, “Travessia do deserto”, “Última parada” e “Um velho sentado na beira da estrada” são algumas músicas que compõem o repertório inédito do álbum “A estrada”, além de “Campo Alegre KM 500 mil”, faixa escolhida para anteceder o álbum em single agendado para 29 de maio.
Como vinha sendo praxe desde 2019, a produção musical do disco foi orquestrada pelo próprio Lô Borges com os músicos Henrique Matheus (guitarra, além de ter pilotado a gravação e a mixagem) e Thiago Corrêa (baixo e teclados). Como de hábito, a bateria foi confiada a Robinson Matos. A novidade no álbum “A estrada” é a adesão do percussionista Marcos Suzano ao time.
“Desde 2019, Lô vinha trabalhando com o mesmo time de músicos. Chegava com as canções prontas, gravava voz, piano e ou violão, e depois mandava para seus parceiros letristas e nós fazíamos os arranjos. Esse disco ‘A estrada’ celebra o reencontro dos irmãos Borges e gira em torno da voz e violão do Lô e da percussão do Suzano, convidado especial do álbum”, contextualiza o coprodutor, baixista e tecladista Thiago Corrêa.

Fonte: G1 Entretenimento

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Michele Abu bate o tambor com toque político em álbum solo que traz Catto, Karol Conká, Otto e o coral Os Guaranis


Michele Abu lança em 26 de maio o álbum solo ‘Qual o tambor’, com oito músicas de autoria da artista
Gal Oppido / Divulgação
♫ CRÍTICA DE ÁLBUM
Título: Qual é o tambor
Artista: Michele Abu
Cotação: ★ ★ ★ 1/2
♬ Baiana nascida em Salvador (BA) e egressa da Didá Banda Feminina, a baterista e percussionista Michele Abu – em cena desde os anos 1990 – tem desafiado o predomínio ainda masculino dos instrumentistas que ocupam os palcos do Brasil. Quem já assistiu a show de Catto e/ou Paulo Miklos, entre outros cantores, (ou)viu Abu ditar o ritmo da música na bateria e/ou na percussão.
Em “Qual é o tambor”, álbum solo autoral que Abu lançará em 26 de maio pelo selo Central Records, a ritmista assume o protagonismo, cantando e assinando as oito composições com vários parceiros, além de ter orquestrado a produção musical do álbum em parceria com os coprodutores Cassio Calazans, Matheus Câmara, Rovilson Pascoal e Xuxa Levy.
A pergunta que atravessa o álbum – “Qual é o tambor que bate dentro de você?” – é feita na enérgica primeira faixa, “Qual é” (Michelle Abu, Karol Conká, Rovilson Pascoal e Matheus Câmara), composta e gravada por Abu com Karol Conká. Ao longo do álbum, a questão se impõe como o eixo conceitual de repertório em que Abu, sem fazer uso de discurso panfletário, usa o instrumento como força política.
“São 30 anos dedicados aos tambores. ‘Qual é o tambor’ é disco feito pra eles. Não existe música brasileira sem tambor”, sentencia Michele Abu.
Por mais que o batuque e o groove soem com muito mais poder de sedução do que as composições e o canto da artista, o álbum “Qual é o tambor” se sustenta como obra. Tema sem letra, “Carimbolá” (Michelle Abu, Rovilson Pascoal e Matheus Câmara) conecta o balanço nortista do carimbó com o universo indígena, simbolizado pelas vozes do coral Os Guaranis.
Capa do álbum ‘Qual é o tambor’, de Michele Abu
João Morais com design de Fábio Abu
Com capa que expõe a artista em foto de João Morais, o álbum “Qual é o tambor” se espraia pelo Brasil das regiões Norte e Nordeste, mas gravita em torno do universo da música afro-brasileira da Bahia, como exemplificam “Filha de pai” (Michele Abu, Rovilson Pascoal e Xuxa Levy) – afrobeat cuja letra cita o toque do ijexá em sintonia com o axé e o balanço da música – e “Cortejo” (Michele Abu, Rovilson Pascoal e Otto), faixa com efeito de um mantra que traz o canto de Otto.
Contudo, o álbum “Qual é o tambor” extrapola o molde clássico do círculo afro-baiano. O toque da guitarra de Rovilson Pascoal, por exemplo, imprime atmosfera rocker na supracitada faixa “Qual é” e na balada “Talvez amor” (Michelle Abu, Rovilson Pascoal e Xuxa Levy), apresentada em feat meio viajante de Abu com a cantora Catto.
Parceria de Michele Abu com Rovilson Pascoal e Matheus Câmara, “Samba da Ribeira” abre a roda para o samba da Bahia em faixa que evolui bem, embasada pela percussão de Abu e turbinada com o molejo do cavaquinho de Rovilson e os efeitos das programações de Matheus.
Música composta e produzida pela artista com Cassio Calazans, “Flecha certeira” dispara um groove que vai do aguerê de Oxossi ao pagodão baiano.
No arremate do álbum “Qual é o tambor”, o tema sem letra “Sertão de dentro” percorre estradas do interior do Brasil na pisada do baião, com a voz de José Paes de Lira, o Lirinha, na récita da poesia de Sebastião Valentim dos Santos e Arnaud Rodrigues (1942 – 2010).
Só que, no fim da faixa, ouve-se o toque de um berimbau, como a lembrar que o universo de Michele Abu tem a Bahia como norte. É como se a Bahia fosse o imenso tamborzão que bate dentro do peito dessa grande percussionista, ora em momento de protagonismo com esse bom álbum solo.
Michele Abu transita por ritmos como samba, baião, carimbó e balada no álbum solo ‘Qual é o tambor’
Gal Oppido / Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Leilão beneficente vende itens pessoais de Matthew Perry, ator de ‘Friends’ que morreu em 2023, nos EUA


Matthew Perry morreu em 2023
Fantástico
De peças de Banksy ao último roteiro de “Friends”: dezenas de itens pessoais de Matthew Perry estão disponíveis em um leilão nos Estados Unidos que destinará seus recursos à fundação filantrópica do falecido ator canadense.
Perry, que interpretou o neurótico e sarcástico Chandler Bing em “Friends”, morreu aos 54 anos em 2023, após lutar durante décadas contra seus vícios.
Agora seus testamenteiros colocaram à venda cerca de 130 lotes de objetos, como seu relógio favorito ou lembranças de infância, para contribuir com a Matthew Perry Foundation, dedicada a ajudar pessoas com problemas de dependência.
“É uma combinação de todo tipo de bens ao longo da vida do ator”, disse Roberta Kramer, vice-presidente de desenvolvimento de negócios da Heritage Auctions, responsável pelo leilão.
Além de seu relógio favorito, o leilão inclui um Memorigin em aço inoxidável com um emblema do Batman, lembranças da série que lhe rendeu legiões de fãs em todo o mundo e obras de arte contemporânea que ele colecionou.
Os itens foram colocados em exibição na sede da casa de leilões em Los Angeles.
Vários dos roteiros de “Friends” se destacam na mostra com um lance inicial de 500 dólares (2.520 reais). Perry filmou por uma década a série, que acompanha um grupo de amigos enfrentando a vida adulta em Nova York.
Também estão à venda edições certificadas das obras “Girl with Balloon” e “Nola”, do revolucionário artista de rua Banksy, que podem ultrapassar a marca de 1 milhão de dólares (5,04 milhões de reais).
“Ele tinha começado a colecionar arte”, disse Kramer, que detalhou que entre as peças à venda há trabalhos de artistas contemporâneos como Rob Pruitt, Mel Bochner e Greg Miller.
Outro grande bloco da mostra é composto por peças relacionadas ao Batman. Brinquedos, memorabilia e até uma cadeira com o emblema do vigilante noturno foram colocados à venda com lances iniciais de 100 dólares.
O leilão, que já começou online, será realizado em 5 de junho em Dallas, Texas.
A morte de Perry, que foi encontrado sem vida em sua jacuzzi, causou comoção e desencadeou uma investigação que resultou no desmantelamento de uma rede que fornecia drogas ao ator e lucrava com sua dependência.
pr/vel/ic/am

Fonte: G1 Entretenimento

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De Shakira a Marina Sena: como a dança do ventre e o tribal fusion reconquistaram o pop


De Shakira a Marina Sena: por que a dança do ventre e suas vertentes voltaram aos palcos?
De “Hips Don’t Lie”, de Shakira, a Jade, de “O Clone” (passando por É o Tchan), a dança do ventre foi muito presente na cultura pop nos anos 90 e 2000. E da mesma forma que dominou a mídia, o estilo e sua estética foram desaparecendo na década de 2010.
Só que na cultura pop, tudo que vai, acaba voltando. Nos últimos anos, novos nomes nacionais e internacionais estão incorporando elementos de coreografia, estética e figurino de dança do ventre (e suas vertentes, como o tribal fusion).
O g1 ouviu professoras e coreógrafas para entender por que o estilo voltou a ficar em evidência. Entenda por que (e como) a dança do ventre está voltando aos palcos:
Antes de tudo… Shakira
É impossível falar nesse assunto sem mencionar Shakira. Para as professoras e coreógrafas Mariana Quadros e Júlia Oliveira, a colombiana foi fundamental para colocar a dança do ventre no radar da cultura pop ocidental.
Shakira em ‘Ojos Así’
Reprodução/TV Globo
Shakira é vista como o principal nome a trazer essa linguagem para a música pop – uma “embaixadora”, nas palavras de Júlia. Ela mesclava elementos “tradicionais” da dança do ventre árabe com street dance, reafirmando-se como uma artista não só latina, como global.
“Acho que a primeirona foi a Shakira mesmo, que trouxe com mais peso essa coisa da dança oriental de uma forma bem destacada. A construção estética dela é ligada à dança do ventre tradicional, mais clássica”, diz Mariana.
Claro, Shakira fez isso de forma mais reconhecível e levou para Beyoncé com “Beautiful Liar”, por exemplo. Mas de modo geral, a música pop bebia muito da cultura árabe – tanto em som, quanto nas coreografias e na estética.
Basta rever os clássicos do pop dos anos 2000. Músicas como “Naughty Girl”, de Beyoncé, e “Buttons”, de Pussycat Dolls, flertam com elementos da música oriental; Britney Spears levou a linguagem da dança do ventre para “I’m a Slave 4 U”, incluindo a inesquecível performance no VMA em 2001.
Britney na performance de ‘I’m a Slave 4 U’ (esquerda) e Beyoncé e Shakira no clipe de ‘Beautiful Liar’ (direita)
Reprodução/YouTube
A dança do ventre (e o tribal fusion) de hoje
No Brasil, o estilo aparece nos trabalhos de Marina Sena e Nanda Tsunami. Lá fora, além de Shakira (que segue em plena atividade), vale olhar para o trabalho da palestina-chilena Elyanna, que está em uma das músicas da Copa do Mundo 2026; além dela, Doja Cat e Addison Rae também já trouxeram um pouco dessa influência.
Ao g1, Mariana Quadros contou que começou a trabalhar com Marina Sena a partir do clipe de “Numa Ilha”. Elas continuaram o trabalho desde então, levando coreografias de uma vertente da dança do ventre, chamada de tribal fusion.
Segundo as professoras, o tribal é uma fusão da dança do ventre com elementos do flamenco, dança indiana e danças contemporâneas. A linguagem combinou com Marina.
“O meu movimento de corpo sempre foi naturalmente para esse lugar mais lânguido, essa dança mais espiritual… e o tribal fusion abraça exatamente esse lugar. Depois de muito tempo pesquisando vários estilos de dança, a gente encontrou no tribal fusion uma dança que cabia exatamente no meu corpo”, contou Marina Sena ao g1.
O estilo complementa a estética do disco “Coisas Naturais”, que brinca com natureza e mística. Mas além de Marina, o tribal fusion vem aparecendo até no trabalho de rappers, como é o caso de Nanda Tsunami.
A palestina-chilena Ellyana e as brasileiras Marina Sena e Nanda Tsunami estão entre artistas que trazem dança oriental para seus trabalhos
Reprodução
Júlia Oliveira, que trabalha com Nanda, contou ao g1 que essa relação tem tudo a ver, já que o estilo também bebe do hip-hop.
“No tribal, a gente utiliza bastante algumas bases do popping, locking, movimentos do hip hop. As músicas estão mais atuais, trabalham mais essas músicas eletrônicas. Faz muito sentido ver o tribal dentro do rap, porque ele já tem uma abertura maior.”
“O tribal fusion tem uma característica de ser uma dança mais intensa, que traz um magnetismo, um negócio mais hipnotizante. A Anitta bebeu um pouquinho dessa fonte nesse último álbum… principalmente no clipe que ela faz com a Marina Sena [“Mandinga”], as características de figurino são do tribal fusion.”
Por que voltou?
Para além da nostalgia, muitas tendências dos anos 2000 voltaram à tona por um motivo simples: as artistas de hoje cresceram com o repertório daquela época.
Ou seja: muitos dos cantores pop de hoje viram Britney, Shakira, Beyoncé… e, portanto, conheceram um pop americano que trazia essa influência oriental. E hoje, acabam trazendo essas referências para os palcos em seus próprios trabalhos.
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As brasileiras, então, nem se fala: cresceram no auge de “O Clone” e viram Jade como uma das maiores “it girls” dos anos 2000. E podem não ter vivido a “Dança do Egito” do É o Tchan na época em que foi lançada, mas sem dúvidas tiveram acesso a isso em algum momento.
Nem sempre são referências que as artistas citam diretamente. Mas podem, no fundo, ter influenciado a forma com que elas aprenderam a arte da performance.
“Com certeza, tem um milhão de referências: a Shakira, ‘O Clone’… mas no momento que veio para a minha linguagem, veio porque o meu corpo naturalmente já fazia isso. Óbvio que o ‘naturalmente’ tem sua trajetória, de vida e coisas que consumi a vida inteira… mas veio muito porque o meu corpo já dançava o tribal fusion antes de eu dançar o tribal fusion”, revela Marina Sena.
No Brasil, país em que a cultura da dança do ventre é muito forte, a “odalisca” já faz parte do nosso imaginário cultural. É ao mesmo tempo misteriosa, sensual e performática, combinando perfeitamente com a figura da diva pop.
“Tem muito uma coisa do mistério, do sensual a partir da sensação e não da performance, que é uma construção diferente. Vem desse lugar mais de interiorização por serem danças — tanto tribal fusion quanto a dança do ventre, a dança oriental — são danças que nascem do centro, do corpo, do eixo. Então, eu acho que acaba entrando num lugar onde a gente entra muito em contato com a gente mesma, com o nosso corpo, com as nossas essências individuais”, diz Mariana.
Giovanna Antonelli (Jade) em ‘O Clone’
Reprodução/TV Globo
Júlia diz que esses estilos conversam com artistas que trazem empoderamento feminino no centro dos seus trabalhos.
“Tem rolado um movimento muito forte sobre esse resgate desse feminino, um feminino ancestral mesmo. Essas danças fazem relembrar esse aspecto mais instintivo, mais natural mesmo… vai trazer, por exemplo, a sua sensualidade, mas vem de algo muito mais profundo”, argumenta.
Para ela, essa dança tem tudo a ver com artistas que falam de empoderamento, como a própria Nanda Tsunami. “[Músicas que vêm] para te lembrar do seu poder, te lembrar da sua autonomia… e isso casa muito com esse estilo de dança.”

Fonte: G1 Entretenimento

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Booker Prize 2026: escritora taiwanesa vence prêmio e supera brasileira Ana Paula Maia


Ana Paula Maia, autora de ‘Assim na terra como embaixo da terra’
Reprodução
A escritora taiwanesa Yang Shuang-zi, com o romance “Taiwan Travelogue”, venceu nesta terça-feira (19), em Londres, o prêmio literário International Booker Prize, que tinha entre os finalistas a brasileira Ana Paula Maia.
A obra de Yang Shuang-zi, de 41 anos, é o primeiro livro escrito em mandarim a receber esse prêmio.
Em “Taiwan Travelogue”, uma romancista japonesa faz uma viagem culinária por Taiwan, quando o país estava sob ocupação nipônica nos anos 1930. Ela viaja acompanhada por uma intérprete local, que compartilha sua paixão pela comida.
O livro se apresenta como uma tradução de memórias de viagem redescobertas e explora temas como o colonialismo, o poder e o amor.
Vídeos em alta no g1
“Os temas centrais do romance, a viagem e a comida, mudaram minha vida de duas maneiras evidentes. Por um lado, minhas economias diminuíram e, por outro, meu peso aumentou”, declarou a autora sobre “Taiwan Travelogue”.
É “um livro cativante, de uma sofisticação sutil” que “funciona tanto como história de amor quanto como um incisivo romance pós-colonial”, afirmou a presidente do júri do prêmio, Natasha Brown.
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Brasileira na final
O International Booker Prize, que há dez anos premia obras traduzidas para o inglês, não teve até agora nenhum vencedor em língua portuguesa ou espanhola.
Mas a brasileira Ana Paula Maia, da cidade de Nova Iguaçu (RJ), esteve entre os seis finalistas da edição de 2026.
“Assim na terra como embaixo da terra”, livro de Ana Paula Maia
Reprodução/Instagram
Maia, de 48 anos, concorria ao prêmio por “Assim na terra como embaixo da terra”, traduzida para o inglês pela canadense Padma Viswanathan, com o título “On Earth As It Is Beneath”.
Esse romance, publicado em 2017, explora os últimos dias de uma colônia penal brasileira, um local isolado usado para separar os prisioneiros da sociedade, onde o diretor caça os detentos como animais.
A escritora, autora de sete romances, ganhou o Prêmio São Paulo de Literatura por dois anos consecutivos, com “Assim na terra como embaixo da terra” (2018) e “Enterre seus mortos” (2019).
Além de Maia e de Yang Shuang-zi, os outros quatro finalistas eram a francesa Marie NDiaye, a búlgara Rene Karabash e os alemães Shida Bazyar e Daniel Kehlmann.
O júri avaliou uma primeira seleção de 128 obras, apresentadas pelas editoras e publicadas no Reino Unido entre 1º de maio de 2025 e 30 de abril de 2026.
Entre os ganhadores do International Booker Prize estão a sul-coreana Han Kang, a francesa Annie Ernaux e a polonesa Olga Tokarczuk, todas laureadas com o Prêmio Nobel de Literatura.

Fonte: G1 Entretenimento

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Hermeto Pascoal tem legado exposto em álbuns com registro de ‘Sinfonia em quadrinhos’ e tributo de Gabriel Grossi


Capa dos álbuns ‘Hermeto Pascoal – Sinfonia em quadrinhos’ e ‘Hermeto universal’, de Gabriel Grossi e Laurent Coulondre
Divulgação / Montagem g1
♫ NOTÍCIA
♬ Dois álbuns lançados ao longo desta semana expõem e de certa forma expandem o legado de Hermeto Pascoal (22 de junho e 1936 – 13 de setembro de 2025), compositor e instrumentista inventivo que transcendeu conceitos, gêneros e rótulos ao longo da vida dedicada ao exercício permanente da criação musical.
Hoje, 19 de maio, chega ao mercado fonográfico o álbum “Sinfonia em quadrinhos” com o primeiro registro fonográfico da obra homônima, composta pelo músico alagoano em 1986, há 40 anos.
Ao criar a “Sinfonia em Quadrinhos”, Hermeto rompeu com o molde da peça sinfônica clássica. Diferente de uma obra sinfônica estruturada em quatro movimentos, a sinfonia do Bruxo é composta por 31 pequenas peças independentes, executadas no álbum pela Orquestra Jovem Tom Jobim, sob a regência do maestro Tiago Costa.
Já na sexta-feira, 22 de maio, será lançado o álbum “Hermeto universal”, tributo do gaitista brasileiro Gabriel Grossi e do pianista francês de jazz Laurent Coulondre ao artista brasileiro.
Ao lado do baixista Michael League e do baterista cubano Ruy López Nussa, Grossi e Coulondre abordam 14 temas do multi-instrumentista com a intenção de dar novos matizes aos temas de Hermeto Pascoal. Uma das composições do álbum é “Chorinho pra ele”, standard do cancioneiro de Hermeto.
Detalhe: a música “Catarina e Teresa” é parceria do próprio Gabriel Grossi com Hermeto, tendo sido composta em homenagem às filhas gêmeas do gaitista.

Fonte: G1 Entretenimento

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Neto de Gilberto Gil, Bento Gil vai para a beira do mar de Dorival Caymmi no primeiro álbum, ‘Silêncio azul’


Bento Gil lança o primeiro álbum, ‘Silêncio azul’, com nove canções autorais e abordagens de músicas de Dorival Caymmi e do avô, Gilberto Gil
Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ Neto de Gilberto Gil, Bento Gil debuta solo no mercado fonográfico com o álbum “Silêncio azul”, no mundo a partir de hoje, 19 de maio, em edição do selo familiar Gege.
Lançado oito anos após o single “Domingo 23” (2018), no qual Bento abordou música de Jorge Ben Jor com o pai, Bem Gil, o álbum “Silêncio azul” expõe na capa uma pintura em que se vê um jovem sentado com o violão à beira do mar.
A pintura retrata a onda de Bento neste álbum que traz algumas canções praieiras, gênero fundado por outro patriarca da música brasileira, Dorival Caymmi (1914 – 2008), de quem o cantor, compositor e violonista de 21 anos aborda a canção “Quem vem pra beira do mar” (Dorival Caymmi, 1954).
Com 11 músicas gravadas em março deste ano de 2026 no Estúdio Palco, com produção musical de Barbara Ohana, mãe de Bento, o álbum “Silêncio azul” é disco orgânico pautado pelo violão, instrumento tocado pelo artista. Bento Gil emerge na praia autoral, assinando canções como “A onda quebra” e “Sereia do mar”, ambas em ambiência marítima já anunciada pelos respectivos títulos.
Composto ao longo de três anos, o repertório autoral se desloca para a Bahia no “Samba do Bonfim”, gravado com a percussão de Luizinho do Jêje e com feat de Bento com Clara Buarque, também presente como backing vocal em faixas como “Menina de branco” e “No meio do luar”. Já Jaques Morelenbaum toca violoncelo em “Lugar nenhum” e na supracitada “A onda quebra”.
Patriarca e bússola da família Gil no mar de referências musicais, Gilberto Gil figura no álbum somente no tema instrumental “Amazônia”, composição de lavra própria. Em “Amazônia”, Gil, Bento e Danilo Penteado tocam os três violões que dão forma à faixa de “Silêncio azul”, álbum que mostra Bento Gil ainda à procura da própria identidade musical.
Capa do álbum ‘Silêncio azul’, de Bento Gil
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Dark Horse’, filme sobre Jair Bolsonaro, divulga primeiro trailer


Jim Caviezel no pôster de ‘Dark Horse’
Reprodução/Instagram/therealjimcaviezel
“Dark Horse”, filme sobre Jair Bolsonaro, divulgou seu primeiro trailer nesta terça-feira (19). Assista ao vídeo abaixo.
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Fonte: G1 Entretenimento