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França regulamenta direitos de alunos transexuais, que serão chamados pelo nome social e poderão usar banheiros conforme sua identidade de gênero


As novas regras foram publicadas pelo Ministério da Educação do país. Os alunos precisam pedir para a escola para serem chamados pelo nome que escolherem, mesmo se o registro não tiver sido alterado. Uma pessoa segura bandeira do movimento trans
Brendan McDermid/Reuters/Arquivo
As pessoas que trabalham nas escolas da França vão usar o nome escolhido pelos alunos transexuais, mesmo que eles ainda não tenham alterado o registro civil, de acordo com uma publicação do governo da quinta-feira (30).
O Ministério da Educação baixou uma série de medidas para proteger os alunos transexuais. O documento com as normas chama-se “Por uma melhor consideração das questões de identidade de gênero na escola”. Nele, o Ministério da Educação reconhece os direitos dos estudantes transexuais e estabelece quais são as normas para protegê-los.
Para que um aluno menor de idade seja chamado pelo seu nome social, ele deve pedir a mudança de com a autorização de seus pais. Os membros da comunidade educativa deverão usá-lo, diz o Ministério.
Parada do Orgulho LGBT+ é realizada de forma virtual em 2021
O nome escolhido será usado de “forma coerente e simultânea em todos os documentos de organização interna”, como listas de presença, cartões de biblioteca ou de cantina, e também nos espaços digitais.
No entanto, o ministério destaca que para as provas necessárias para a obtenção de diplomas oficiais, deverá ser usado o nome inscrito no registro civil.
Regras para o uso de banheiros
Sobre o uso de banheiros, vestuários e dormitórios, a circular estabelece várias opções, e o texto afirma que isso foi feito “a pedido dos interessados e conforme a disponibilidade de espaços”.
Quando não houver banheiros mistos, a escola poderá autorizar o aluno a usar “os banheiros e vestiários conforme sua identidade de gênero”.
Nos internatos, o aluno poderá ocupar um quarto nas áreas destinadas ao gênero com o qual se identifica.
Os centros estarão autorizados também a organizar “horários adaptados” para esses estudantes para o uso de vestiários e banheiros coletivos.
No final de 2020, uma estudante transexual do ensino médio se suicido na cidade de Lille.
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Fonte: G1 Mundo

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Mais diversificado, aumenta o número de deputados de origem estrangeira no Parlamento da Alemanha


Dos 735 novos parlamentares no Bundestag, pelo menos 83 são imigrantes ou filhos de pais que migraram para o país – apesar de todos os obstáculos e da realidade do racismo. Deputado de origem camaronesa Armand Zorn em seu primeiro dia no Parlamento alemão, foto de 29 de setembro de 2021
Reprodução/Instagram/Armand Zorn
Ao entrar pela primeira vez o salão plenário do Bundestag, o Parlamento alemão, Armand Zorn sente humildade. “É uma responsabilidade especial que eu tenho agora, e de que estou muito ciente”, diz o político do Partido Social-Democrata (SPD).
Zorn, que nasceu em Camarões e chegou à Alemanha aos 12 anos, é um dos 735 deputados que acabam de conquistar um assento no órgão legislativo federal. Ele comporá um Parlamento que, após as eleições gerais do último domingo (26), ficou mais diversificado.
“Ontem tivemos a primeira reunião de bancada”, conta à DW ao telefone. “Deu para ver uma diversidade incrível, em relação à origem, mas também ao gênero, às diferentes biografias e profissões. Foi muito bonito de ver.”
Com origem estrangeira, Zorn está em boa companhia, para além das fronteiras partidárias. Uma pesquisa da agência Mediendienst Integration revelou que pelo menos 83 deputados recém-eleitos têm histórico de imigração: ou eles mesmos ou seus pais não nasceram na Alemanha.
“Nós constatamos uma tendência positiva em relação à diversidade se manifestando no Bundestag”, comenta Deniz Nergiz, diretora-gerente do Conselho Federal de Imigração e Integração (BZI).
“Mas o que é ainda muito mais positivo, é que agora também se criou mais diversidade dentro do grupo”, disse Nergiz. “Por exemplo, se vê que agora há mais políticas mulheres afro-alemãs e de origem turca.”
A Esquerda lidera na diversidade
De fato, pelo menos 11,3% dos deputados federais recém-eleitos têm origem estrangeira, contra 8,2% na legislatura anterior.
Câmara baixa do Parlamento da Alemanha, em Berlim, em foto de 7 de setembro
Michele Tantussi/Reuters
Segundo a Mediendienst Integration, o partido A Esquerda é que ostenta a proporção mais alta, 28,2%, enquanto a bancada conservadora da União Democrata Cristã e União Social Cristã (CDU/CSU), da chefe de governo Angela Merkel, fica em apenas 4,6%.
Os social-democratas estão em segundo lugar: 17% dos colegas de Zorn não são alemães de nascença.
Ele não se espanta com o fato: “Acho, sim, que há um espírito da época. Todos os partidos precisam se abrir. Ainda não estamos lá onde devíamos estar, mas acredito que os partidos entenderam isso.”
Deniz Nergiz, cuja tese de doutorado teve como tema as políticas e políticos de ascendência estrangeira, confirma: “Os partidos criaram mais espaço para quem tem histórico de imigração. E desta vez não só os apresentaram como candidatos à eleição direta, mas também os colocaram nas listas estaduais em posições promissoras, o que naturalmente facilitou o ingresso no Parlamento.”
No complexo sistema eleitoral alemão, os eleitores votam duas vezes: primeiro diretamente num candidato para representar seu distrito eleitoral (são 299 em todo o país), e depois num partido, que por sua vez elabora uma lista de candidatos aos quais serão distribuídos esses votos.
Nos últimos anos, os candidatos de cidadania alemã adquirida posteriormente costumavam ficar nos últimos lugares das listas estaduais, com poucas perspectivas de ocupar um assento parlamentar. Mas os tempos mudaram.
‘O que conta não é de onde veio, mas para onde vai’
Zorn enfrentou uma campanha eleitoral longa e trabalhosa, viajou muito em sua área eleitoral, apresentou-se de porta em porta. O esforço valeu a pena: em sua zona, Frankfurt I, venceu a eleição direta, derrotando um rival da CDU. O mesmo ocorreu com o verde Omid Nouripour, na zona eleitoral Frankfurt II.
“Para Frankfurt e também para a Alemanha, é um bom sinal. Nouripour veio do Irã para cá com 13 anos, eu vim de Camarões aos 12”, conta Zorn.
“Nós dois termos conseguido o mandato direto em 2021, acho, nos deixa muito orgulhosos, e também humildes.” O fato o faz também sentir-se “confiante quanto ao futuro, pois mostra que a nossa sociedade é diversificada, onde o que conta não é de onde você veio, mas para onde vai”.
O social-democrata teve muitas vivências positivas nos últimos anos. “Também achei muito bacana que na campanha a cor da minha pele não estava em foco. A questão não era se eu tenho pele escura, se sou negro, mas sim a minha personalidade, a minha competência no campo da digitalização, da política econômica e financeira. Fui muito mais abordado sobre o que eu queria implementar.”
É fundamental não se perceber os políticos de origem migratória apenas como casos de exceção, frisa a socióloga Nergiz, mas sim como “políticas e políticos alemães perfeitamente normais, com competências em setores diversos”.
Ao mesmo tempo, eles contribuem para que temas ligados à migração sejam tratados de uma outra maneira no Bundestag e despertem mais atenção. Os políticos vão “provavelmente falar sobre a situação num abrigo para requerentes de asilo de modo diferente com um deputado que talvez tenha crescido num abrigo”, exemplifica Nergiz.
Sessão especial do Bundestag, o Parlamento alemão, em foto de 17 de janeiro de 2019
AP Photo/Markus Schreiber
Mais vantagens que gerações anteriores de imigrantes
Com seus 33 anos, Zorn é um dos deputados mais jovens do Parlamento federal alemão. Essa é outra constante entre os novos parlamentares, acentua Nergiz: muitos dos recém-eleitos de ascendência estrangeira são “gente muito jovem, que também já desenvolveu carreiras admiráveis”.
Outro exemplo é Sanae Abdi, de origem marroquina e 34 anos, dos quais 12 de atividade no SPD, presidente da sucursal do partido em seu bairro na cidade de Colônia.
Deputada Sanae Abdi, de origem marroquina, chega ao Parlamento alemão
Reprodução/Facebook
“Essa nova geração tem muito mais vantagens do que a primeira ou segunda geração de imigrantes”, confirma Nergiz. “A maioria foi socializada no sistema de ensino alemão, eles recorrem a outras redes, também suprapartidárias, que apoiam suas carreiras.”
Armand Zorn contou com o respaldo da iniciativa Brand New Bundestag, um grupo de ativistas da sociedade civil que contribuiu para a campanha de 11 candidatas e candidatos, do ponto de vista financeiro e logístico. Três deles conseguiram, de fato, uma cadeira no Parlamento.
Uma descendente de turcos à frente do Parlamento?
Apesar de todos os desdobramentos positivos, contudo, os obstáculos para os políticos de ascendência estrangeira ainda são muitos na Alemanha, reconhece Nergiz, recordando o caso de Tareq Alaow, que retirou sua candidatura devido a maciça hostilidade racista.
“Muitos com histórico migratório vivenciam isso, é um medo justificado recuar por causa disso. Infelizmente, até agora os partidos não têm nenhuma resposta para como evitar que o racismo seja uma barreira para o engajamento político.”
Cabe agora ver se a tendência positiva terá prosseguimento no Bundestag e se os temas participação e representatividade realmente tomarão forma concreta, observa Deniz Nergiz. Por exemplo: tornando-se uma pré-condição para conversas de sondagem, ou resultado em postos concretos para os de origem estrangeira.
Pelo menos este último ponto poderá ocorrer na prática: para ocupar o importante cargo do presidente do Bundestag – formalmente o segundo na hierarquia política do país – quem está em cogitação é a deputada federal social-democrata Aydan Özoğuz, de 54 anos, nascida em Hamburgo de pais turcos.
VÍDEOS com notícias internacionais

Fonte: G1 Mundo

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Visto para afegãos: Itamaraty diz que exigências extras valem apenas para pedidos amplos


Informação foi divulgada após Defensoria Pública da União questionar exigências, consideras ilegais, para concessão de vistos humanitários a afegãos fugindo do Talibã. O Ministério das Relações Exteriores informou nesta sexta-feira (31) que as exigências adicionais para a entrada de afegãos no Brasil é dirigida apenas a pedidos formulados por entidades particulares e Organizações Não-Governamentais (ONGs) que patrocinam a vinda de grupos de estrangeiros ao país.
A medida seria uma etapa adicional de segurança, já que, segundo o Ministério das Relações Exteriores, muitos dos pedidos são genéricos e sem dados específicos dos estrangeiros que pedem refúgio.
As exigências adicionais foram alvo de críticas da Defensoria Pública da União (DPU), que as considerou ilegais.
Governo autoriza concessão de visto temporário para refugiados afegãos
Dentre os requisitos estão teste RT-PCR para a detecção de Covid-19 e a comprovação de que a pessoa terá hospedagem, alimentação, transporte e até plano de saúde e odontológico no Brasil, além de aulas de português.
Segundo o secretário de Comunicação e Cultura do Itamaraty, Leonardo Luís Fernandes, esse protocolo é aplicado apenas e pedidos amplos, que abrangem um grande número de estrangeiros e em que “não se possa verificar de pronto se os requisitos [da portaria interministerial] estão sendo cumpridos”.
O Itamaraty, entretanto, não divulgou quais são essas entidades nem quantos pedidos foram enviados por elas.
Ainda de acordo com Fernandes, as exigências não são cumulativas, nem vinculantes, ou seja, a falta do cumprimento de alguma delas não necessariamente vai impedir que o estrangeiro consiga o visto temporário para moradia no país.
“[O protocolo] só é aplicado em situações específicas. Ele não impede ou atrasa o visto”, disse o secretário. Ele disse ainda que vai enviar esclarecimentos à DPU sobre o protocolo.
Combatentes do Talibã patrulham as ruas em Cabul, capital do Afeganistão, em 19 de agosto de 2021
Rahmat Gul/AP
O Itamaraty informou que cerca de 400 pedidos de afegãos que querem entrar no Brasil são analisados pelo governo, e que 30 já foram concedidos. Mas não deu detalhes sobre a chegada dos estrangeiros “por questões de segurança”.
Críticas da DPU
Segundo a DPU, nenhuma das exigências do Itamaraty está previstas na portaria interministerial nº 24, de 3 de setembro, que é assinada pelos ministros das Relações Exteriores, Carlos França, e da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres. Ela prevê apenas quatro exigências para o pedido do visto temporário:
Documento de viagem válido;
Formulário de solicitação de visto preenchido;
Comprovante de meio de transporte de entrada no território brasileiro;
Atestado de antecedentes criminais expedido pelo Afeganistão (caso não seja possível, a portaria exige uma declaração de ausência de antecedentes criminais em qualquer país).
A extensão do visto humanitário para afegãos foi antecipada pelo blog da Julia Duailibi. A medida foi articulada pela ministra Maria Elizabeth Guimarães Teixeira Rocha, do Superior Tribunal Militar (STM), para socorrer juízas afegãs (há cerca de 270 no país).
Desde que voltou ao poder, em 15 de agosto, o Talibã está de novo restringido o papel da mulher na sociedade, proibindo-as nas universidades e até de praticar esportes.
Também há diversas denúncias de desrespeito aos direitos humanos e até execuções em praças públicas. O Talibã já proibiu músicas em locais públicos e o corte da barba de homens em barbearias.
VÍDEOS: assista a mais notícias sobre a volta do Talibã ao poder

Fonte: G1 Mundo

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Realeza britânica divulga nome da nova bebê real

O Palácio de Buckingham divulgou nesta sexta-feira (1º) o nome da mais nova bebê da realeza britânica: Sienna Elizabeth Mapelli Mozzi.
Sienna é filha da princesa Beatrice e Edoardo Mapelli Mozzi e bisneta da rainha Elizabeth II. “Estamos todos bem”, afirmou o casal em um comunicado divulgado pela realeza britânica.
Beatrice tem 33 anos, é a décima herdeira na fila do trono britânico e deu à luz sua primeira filha, que nasceu em 18 de setembro em um hospital de Londres.
Ela é filha do príncipe Andrew, que foi afastado de suas funções públicas por seu envolvimento com Jeffrey Epstein, um bilionário envolvido em denúncias de tráfico e abuso sexual de mulheres que se matou na prisão.

Fonte: G1 Mundo

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Rússia celebra 1º casamento real em mais de um século

Gueorgui Romanov é bisneto do Grande Duque Kirill, primo de Nicolás II, o último czar da dinastia Romanov. Nicolás II foi executado com sua família pelos bolcheviques durante a revolução russa. Rússia celebra o primeiro casamento real em mais de um século
O herdeiro do último czar da Rússia, que foi executado com sua família pelos bolcheviques em 1918, celebrou seu casamento nesta sexta-feira (1º) em São Petersburgo, na presença de reis europeus.
O Grande Duque Gueorgui Romanov, de 40 anos, se casou com a italiana Rebecca Bettarini, de 39 anos, na catedral de San Isaac, no coração da cidade que era a antiga capital imperial (hoje, a capital da Rússia é Moscou).
Mil e quinhentas pessoas foram convidadas para o casamento, entre elas a rainha Sofia, da Espanha, e o rei deposto da Bulgária Simeón II e sua esposa, Margarita, assim como outros representantes de famílias reais europeias.
Gueorgui Romanov nasceu em Madri e se formou em Oxford. Ele é filho da Grande Duquesa María Romanova, neta do Grande Duque Kirill. Kirill era primo de Nicolás II, o último czar da dinastia Romanov, que reinou mais de 300 anos na Rússia.
Fuzilado pela revolução russa
O monarca foi derrubado pela revolução russa e feito prisioneiro pelos bolcheviques em 1917. No ano seguinte, Nicolás II foi fuzilado nos Urais, junto com sua esposa, a imperatriz Alexandra, suas quatro filhas e seu filho.
Eles ficaram enterrados durante muito tempo em um local mantido em segredo pelo regime soviético, mas seus corpos acabaram levados para a catedral de São Petersburgo em 1998.
Eles também foram canonizados em 2000 pela Igreja ortodoxa russa e reconhecidos oficialmente em 2008 pela Justiça como vítimas do bolchevismo.
O herdeiro do czar
O Grande Duque Gueorgui Romanov conheceu sua noiva em Bruxelas, capital da Bélgica, onde ambos trabalhavam para instituições europeias.
Filha de um diplomata, Rebecca Bettarini se converteu para a religião ortodoxa para poder se casar com Romanov e foi rebatizada como Victoria Romanovna.
Romanov vive há três anos em Moscou, perto do Kremlin (a sede do governo russo), e afirma se dedicar a projetos de caridade.
Em uma entrevista ao jornal russo “Fontanka”, publicada na quarta-feira (29), ele disse que escolheu se casar em São Petersburgo por “muitas razões”, pois a a cidade é “a história da Rússia, a história da casa Romanov”.
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Fonte: G1 Mundo

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Lava começa a jorrar de nova fenda do vulcão em La Palma


Instituto de Vulcanologia das Canárias descreveu a nova abertura como um novo ‘foco de erupção’. Além disso, chuva de cinzas finas forçou os moradores da ilha a usarem máscaras e óculos. Imagem de satélite mostra caminho da lava que flui do vulcão Cumbre Vieja, na ilha espanhola de La Palma, em 29 de agosto de 2021 nas Canárias
Maxar Technologies via AP
A lava do vulcão Cumbre Vieja começou a fluir por uma fenda recém-aberta na ilha de La Palma, nas Canárias, abrindo um caminho diferente dos anteriores, montanha abaixo, nesta sexta-feira (1º).
Além da nova abertura, uma chuva de cinzas finas forçou os moradores da ilha, uma das oito do arquipélago espanhol no Oceano Atlântico, a usarem máscaras e óculos (veja mais abaixo).
Agora, um novo rio de lava incandescente serpenteia colina abaixo a partir da nova fissura, que se abriu na noite de quinta-feira (30) a cerca de 400 metros ao norte do local da primeira erupção.
Veja abaixo o caminho principal que a lava do vulcão fez até chegar ao mar:
Drone sobrevoa rastro de destruição deixado pelo vulcão Cumbre Vieja
Nova erupção
Diversas fendas se abriram desde que o vulcão começou a entrar em erupção, no dia 19, mas o Instituto de Vulcanologia das Canárias descreveu esta última como um novo “foco de erupção”.
Eduardo Suarez, vulcanologista do Instituto Geográfico Nacional da Espanha em Tenerife, diz no entanto que ainda é cedo para dizer se o novo fluxo colocará mais casas em perigo.
Um porta-voz dos serviços de emergência das Ilhas Canárias disse que nenhuma outra evacuação foi ordenada e que o comitê de emergência ainda está avaliando os dados sobre a nova erupção.
Nuvem de gases formada quando a lava do vulcão entra em contato com a água do mar em La Palma, nas Ilhas Canárias, em 30 de setembro de 2021 na Espanha
Daniel Roca/AP
Cerca de 6 mil pessoas foram evacuadas desde o início da erupção e ainda não voltaram para casa, e mais de 800 construções, incluindo casas, igrejas e escolas, foram destruídas pela lava.
Nuvem de cinzas
Moradores de Los Llanos de Aridane, uma das cidades mais afetadas, passaram a usar guarda-chuvas e proteção para os olhos como precaução contra a poeira vulcânica que cobre as ruas e flutua no ar.
“Ontem à noite as cinzas irritavam muito meus olhos e tive que usar colírio. Minha pele estava ardendo”, disse Matilde Gonzalez Tavarez, uma assistente de enfermagem de 45 anos que visitou sua mãe em um asilo em Los Llanos.
“É desamparo, medo, insegurança. Você não sabe o que vai acontecer”, disse Tavarez enquanto os funcionários limpavam o “tapete de cinzas” que se formou na rua atrás dela.

Fonte: G1 Mundo

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DNA de ex-policial encerra busca de 35 anos por serial killer na França


François Vérove teria confessado, em nota de suicídio, ser o assassino cujos crimes chocaram Paris nas décadas de 1980 e 1990. Confissão e testes de DNA trazem respostas a um dos casos não resolvidos mais famosos da França
AFP/Via BBC
Por décadas, os crimes de um notório assassino em série assombraram o esquadrão do crime de Paris.
Mas agora um ex-policial militar teria confessado ser o assassino conhecido como Le Grêlé — o homem marcado — antes de se matar. O assassino tinha esse apelido em referência ao seu rosto, marcado por acne.
Nomeado pela imprensa francesa como François Vérove, seu DNA foi combinado com várias cenas de crime ligadas a Le Grêlé. Em uma nota de suicídio, ele teria confessado ser o assassino cujos crimes chocaram Paris nas décadas de 1980 e 1990.
Veja uma reportagem de 2019 sobre como o DNA de gêmeos idênticos ajudou em uma investigação.
DNA de gêmeos idênticos pode ter ajudado a resolver crime em São Paulo
A confissão do suspeito morto e os testes de DNA trazem respostas a um dos casos não resolvidos mais famosos da França.
Le Grêlé é suspeito de estar por trás de vários assassinatos e estupros que chocaram Paris entre 1986 e 1994, mas até agora nunca foram resolvidos.
Vérove foi ligado a quatro assassinatos e seis estupros. No entanto, Didier Saban, advogado que representa as famílias, diz que podem ter ocorrido outros casos e que a morte dele deixou muitas famílias sem respostas. “Jamais saberemos todos os crimes que Le Grêlé cometeu”, disse.
‘Muito seguro de si’
Entre os crimes chocantes atribuídos a ele está o assassinato de Cécile Bloch, de 11 anos. Ela foi considerada desaparecida após não comparecer à escola na cidade de Fontainebleau, em 1986.
Seu corpo foi encontrado mais tarde sob um pedaço de carpete velho no porão do prédio em que ela morava. As autoridades disseram que ela havia sido estuprada, estrangulada e esfaqueada.
Moradores, incluindo o meio-irmão de Bloch, Luc Richard, lembram-se de ter visto um homem com marcas de acne no elevador no dia do crime.
Richard, que ajudou a polícia a fazer um esboço do suspeito, descreveu o homem como “muito seguro de si”.
“Ele me disse algo como: ‘Tenha um dia muito, muito bom'”, lembrou ele em uma entrevista ao jornal “Sud Ouest” em 2015.
Evidências de DNA ligaram o assassino de Bloch a outros assassinatos e estupros. Isso incluiu o assassinato de 1987 de Gilles Politi, de 38 anos, e de sua au pair alemã Irmgard Müller.
Reportagens da imprensa local afirmam que ele também foi ligado ao assassinato de Karine Leroy, de 19 anos, em 1994, que foi encontrada morta na beira de um bosque mais de um mês depois de desaparecer a caminho da escola.
Em estupros cometidos contra uma alemã de 26 anos e duas meninas, de 14 e 11 anos, o suspeito teria se identificado como policial.
Cartas a policiais
Uma foto de Le Grêlé está pendurada há décadas nas paredes da brigada criminal da polícia judiciária de Paris.
O caso arquivado teve andamento quando um juiz decidiu recentemente enviar cartas a 750 policiais militares que atuavam na região de Paris na época.
O homem de 59 anos encontrado morto era gendarme (policial militar) antes de se tornar policial e depois se aposentar. Ele foi convocado pela polícia em 24 de setembro para dar uma amostra de DNA cinco dias depois.
A esposa denunciou o desaparecimento dele em 27 de setembro.
Seu corpo foi encontrado nesta semana em um apartamento em um resort à beira-mar perto da cidade de Montpellier, no sul do país. E promotores disseram que seu DNA correspondeu às evidências encontradas em várias cenas de crime.
O conteúdo da carta não foi confirmado, mas reportagens na França dizem que ele teria confessado ter experimentado “impulsos anteriores” ao dizer que desde então “se recompôs”. Ele teria admitido assassinatos sem detalhar vítimas ou circunstâncias.
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Fonte: G1 Mundo

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EUA limitam regras para deportação de imigrantes sem documentos após críticas


Novas diretrizes priorizam a deportação de estrangeiros que representem ‘ameaça à segurança nacional’, como terrorismo ou espionagem, ou de quem cometer crimes ou infrações graves. Imigrantes haitianos se aglomeram embaixo de ponte no estado do Texas, perto da fronteira dos Estados Unidos com o México, em mais uma crise migratória do governo Joe Biden
Reprodução/TV Globo
Os Estados Unidos irão deportar imigrantes sem documentos apenas se eles representarem uma ameaça à segurança do país, segundo novas diretrizes anunciadas pelo governo americano na quinta-feira (30).
As medidas entrarão em vigor em 29 de novembro e serão aplicadas aos estrangeiros que chegaram ao país antes de 1º de novembro de 2020, limitando o risco de deportação de milhões de pessoas.
“O fato de que um indivíduo seja um estrangeiro passível de deportação não será, por si só, um argumento”, escreveu o secretário de Segurança Interna, Alejandro Mayorkas, em um memorando enviado ao serviço de Imigração e Alfândega do país (ICE).
Estima-se que mais de 11 milhões de imigrantes vivam nos EUA em situação irregular. “Não temos recursos para prender todos eles e deportá-los”, afirmou Mayorkas.
O secretário de Segurança Interna também destacou que a maioria dos imigrantes “contribui há anos para a sociedade”. “Há pessoas que estiveram na linha de frente contra a Covid-19, lideram congregações religiosas, ensinam nossos filhos, fazem trabalhos agrícolas exaustivos”.
‘Caso a caso’
As novas diretrizes priorizam a deportação de estrangeiros que representem uma “ameaça à segurança nacional”, como atividades terroristas ou de espionagem, ou de quem cometer crimes ou infrações graves.
Cada caso será avaliado individualmente, segundo o governo americano, e alguns fatores deverão ser levados em conta, como idade, tempo de permanência no país e impacto da expulsão em sua família.
As novas diretrizes representam uma mudança de política em relação ao governo do ex-presidente Donald Trump, que adotou uma política de tolerância zero contra a imigração e permitiu a prisão de qualquer pessoa que residisse ilegalmente no país.
Crise migratória
O governo Biden vem enfrentando um fluxo recorde de imigrantes sem documentos nos últimos meses — e é alvo de severas críticas pela forma como está lidando com a crise migratória.
Mais de 30 mil imigrantes, a maioria haitianos, se refugiaram embaixo de uma ponte na cidade de Del Rio, no Texas, neste mês, e o governo americano deportou sumariamente cerca de 2 mil pessoas de avião para o Haiti (entre elas, 30 crianças brasileiras de pais haitianos).
Mais de 1,3 milhão de pessoas que tentavam chegar aos EUA foram detidos na fronteira com o México apenas em 2021.
Dos 11 milhões de imigrantes sem documentos nos Estados Unidos, estima-se que cerca da metade veio do México e cerca de 2 milhões, da América Central.
Agente da patrulha de fronteira dos EUA tenta impedir um imigrante de entrar no país em 19 de setembro de 2021
Paul Ratje/AFP
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Fonte: G1 Mundo

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Novo vídeo mostra que Gabby Petito falou da briga que teve com o namorado a policiais

A blogueira foi encontrada morta em um parque nos EUA. No mês anterior, a polícia havia parado o casal e gravou a conversa. Petito disse que o namorado havia agarrado seu queixo com força e que ela havia o atingido antes. Gabby Petito: sumiço e morte de influenciadora causam comoção nos EUA
Gabby Petito, a blogueira de 22 anos que foi assassinada, chegou a falar com a polícia sobre os desentendimentos que ela tinha com o namorado, Brian Laundrie.
A história foi revelada pela rede CNN, que conseguiu um vídeo gravado por um policial que atendeu um chamado em agosto (o agente usava uma câmera no corpo).
Americanos fazem vigília após a morte da influencer Gabby Petito
O vídeo que foi recentemente obtido pela mídia mostra alguns dos problemas que o casal enfrentava. A gravação tem mais de 52 minutos. Petito diz ao policial que Laundrie a segurou com força pelo queixo, e que ela mesma havia batido nele antes.
A polícia de Utah parou a van do casal no dia 12 de agosto, após receber uma denúncia sobre uma briga doméstica.
Os policiais interrogaram o casal separadamente durante uma hora, na beira da estrada. Os policiais não acusaram ninguém nessa ocasião.
Na semana passada, Laundrie foi acusado de fraude por ter usado o cartão de débito de Petito. A polícia busca vincular ele à morte de Petito.
Os dois começaram uma viagem na van dela em junho. Ao longo do caminho, eles publicavam vídeos em redes sociais.
Há um mandado de busca para a captura de Laundrie, de 23 anos, que foi emitido por um júri do estado do Wyoming, pelo uso do cartão de débito de Petito. Ele não foi acusado da morte da blogueira.
A família de Petito relatou seu desaparecimento em 11 de setembro. Dez dias antes, Laundrie havia voltado para casa da viagem sem ela. Ele está desaparecido desde então.
O corpo de Petito foi descoberto em setembro, em uma área remota da Floresta Nacional Bridger-Teton, no oeste de Wyoming.
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Fonte: G1 Mundo

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Democratas adiam votação de pacote de infraestrutura de Biden no Congresso dos EUA


O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, discursa no State Dining Room, na Casa Branca, em 24 de setembro de 2021 em Washington
Patrick Semansky/AP
Deputados e senadores do próprio Partido Democrata, o mesmo do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, adiaram por tempo indeterminado a votação no Congresso de um grande pacote de gastos em infraestrutura na quinta-feira (30).
O pacote de US$ 1,2 trilhão (cerca de R$ 6,5 trilhões) é uma das promessas de campanha de Biden e uma das marcas que o presidente americano quer deixar do seu mandato, mas se tornou uma guerra dentro do próprio partido.
Momentos antes, Biden havia conquistado uma vitória no Congresso, com a aprovação no último momento da prorrogação orçamentária que evitou o “shutdown”, uma paralisação parcial e temporária dos serviços públicos federais do país.
Por 254 votos a 175, a Câmara de Representantes aprovou lei enviada pelo Senado, que prorroga o orçamento atual até 3 de dezembro. Biden promulgou rapidamente o texto, para evitar o corte abrupto de recursos aos serviços federais que ocorreria a partir da meia-noite desta sexta-feira (1º).
“A aprovação desta lei nos recorda que a cooperação entre os partidos é possível”, afirmou Biden. “Mas ainda restam coisas por fazer”, completou o presidente, que enfrenta a ameaça de um histórico calote caso o Congresso não aumente o teto de endividamento do governo.
Nancy Pelosi, presidente da Câmara, assina a confirmação de que não haverá ‘shutdown’ no governo em foto de 30 de agosto de 2021
Elizabeth Frantz/Reuters
Além disso, os legisladores do Partido Democrata decidiram adiar por tempo indeterminado a votação de um plano de 1,2 trilhão de dólares em infraestruturas que está no topo das prioridades de Biden.
A votação do projeto estava prevista para a noite de quinta-feira, mas as negociações entre os democratas que controlam a Câmara de Representantes prosseguirão na sexta-feira.
“Houve muitos progressos esta semana e estamos mais perto do que nunca de um acordo”, disse a porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki. “Mas ainda não chegamos lá, então vamos precisar de mais tempo”, completou.
A presidente democrata da Câmara de Representantes, Nancy Pelosi, havia se comprometido a organizar uma votação esta semana com congressistas de centro, ansiosos por aprovar o mais rápido possível este projeto, muito popular entre os eleitores.
Mas a ala à esquerda do partido prometeu frustrar a votação por não ter recebido um compromisso claro para a aprovação de um projeto de gastos sociais de 3,5 bilhões de dólares.
– Tempo limitado -O Congresso vive horas cruciais. Os legisladores agora precisam aumentar antes de 18 de outubro o teto de endividamento do país se quiserem evirar o primeiro default da história da maior potência econômica mundial.
“O tempo é limitado, o perigo é real”, destacou Chuck Schumer nesta quinta-feira.
Os republicanos se recusam a suspender o limite de emissão da dívida, pois consideram que seria um cheque em branco para o governo Biden.
Por isso deixaram a decisão nas mãos dos democratas, que precisam apelar a seus próprios votos para aprovar a medida através de uma manobra parlamentar que pode levar tempo.
Mas Schumer assegura que “este caminho é arriscado demais” e destaca que a dúvida se acumulou sobretudo em governos anteriores.
Na quarta-feira, a Câmara de Representantes aprovou um texto que prevê suspender o teto da dívida até dezembro de 2022, mas sem o apoio republicano no Senado, a iniciativa nasceu morta.
Há muitas dúvidas sobre qual será a solução encontrada pelo Congresso.
Um manto de dívida paira sobre estes planos-chave do governo Biden, que implicam gastos estimados em torno de 5 trilhões de dólares.
A administração Biden já está tentando preparar a opinião pública para a eventualidade de um adiamento da adoção destes megaprojetos.
“Não é um grande cataclismo se a votação não acontecer hoje”, havia declarado à CNN a secretária de Energia, Jennifer Granholm.
Mas aqui o tempo também se esgota: os democratas correm o risco de perder suas apertadas maiorias nas eleições parlamentares de 2022
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Fonte: G1 Mundo