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Usuários de crack em Paris geram brigas políticas e exasperam moradores


A polícia tenta concentrar os usuários em um só local, um bairro no norte da cidade de Paris. Os moradores reclamam da política. Crack apreendido em Três Rios, no Rio de Janeiro
Divulgação/Polícia Militar
O uso do crack, que ocorre principalmente em Paris, é abordado com frequência no noticiário da França. Mais uma vez, as autoridades locais tentam empurrar para a periferia os viciados que perambulam pelas ruas, irritando os moradores locais. O tema é a reportagem de capa do jornal “Le Figaro” desta sexta-feira (1°).
“Drogados em transe, pedestres agredidos, vizinhos exasperados: no inferno do triângulo do crack”, é o título da reportagem do “Figaro”.
“Cenário novo, endereço novo, mas o mesmo caos, além de, ainda por cima, a insuportável sensação de desprezo compartilhada por toda uma população”, começa a matéria. “Somos considerados franceses de segunda classe e nos tratam como o lixo do país”, diz uma moradora de Pantin, no norte de Paris, perto de onde os consumidores de crack foram deslocados pela polícia.
Um muro, batizado de muro da vergonha” foi construído para impedir que os drogados transformassem Pantin em um novo ponto de drogas. A estrutura foi construída às pressas na semana passada.
Criança brinca perto do muro em Paris que foi construído para que usuários de crack não entrem em um bairro
Alain Jocard / AFP
De um lado para outro
Os usuários de drogas e seus pontos são sistematicamente deslocados de um lugar para outro no norte de Paris, enquanto os políticos tentam buscar uma solução. É uma guerra entre a cidade de Paris e a região que engloba a capital. A prefeita Anne Hidalgo solicitou várias vezes a ajuda do Estado.
Há políticos de extrema-direita que sugerem que os consumidores sejam colocados em centros fechados ou expulsos se forem estrangeiros.
Enquanto os políticos jogam a culpa um no outro, uma coisa é certa, diz Le Figaro. “A presença dos consumidores, principalmente de crack, deixa os moradores exaustos e cansados das repostas insuficientes dos políticos”.
A reportagem também fala sobre o forte potencial aditivo do crack. “Primeiro, o usuário sente euforia, poder e energia”, explica um psiquiatra. “Mas o efeito positivo vai perdendo a força muito rápido quando o uso se torna mais frequente por causa do mecanismo da tolerância. E paralelamente, os efeitos da abstinência são cada vez mais intensos”, acrescenta o especialista.
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Fonte: G1 Mundo

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Polícia retoma controle de prisão no Equador após massacre que deixou 118 mortos


Uma das piores rebeliões penitenciárias da história da América Latina também deixou 86 feridos. Motim começou na terça e envolveu presos de gangues rivais ligadas ao narcotráfico do México. Familiares rezam do lado de fora da Penitenciaria del Litoral, onde 118 pessoas morreram em um motim em Guayaquil, no Equador, em 30 de setembro de 2021
Vicente Gaibor del Pino/Reuters
A polícia anunciou na quinta-feira (30) ter retomado o controle da Penitenciaria del Litoral, em Guayaquil, dois dias após o início de uma rebelião que deixou ao menos 118 presos mortos no Equador — um dos piores massacres penitenciários da história da América Latina.
“Tudo está tranquilo, eles [os presos] estão nas celas. Os pavilhões não estão tomados por eles”, afirmou a comandante da polícia, a general Tannya Varela. “Os pavilhões não estão tomados. Estamos entrando no local normalmente”.
O governo do presidente Guillermo Lasso declarou estado de exceção no sistema penitenciário do país na quarta-feira (29), e a general liderou uma operação com 900 agentes de segurança para retomar o controle da prisão.
Policiais participam de operação no presídio Guayas 1, em Guayaquil, no Equador, em 30 de setembro de 2021
Polícia Nacional do Equador via AFP
O motim estourou na terça-feira (28), quando presidiários de gangues rivais, ligadas ao narcotráfico do México, entraram em confronto usando armas de fogo.
Segundo a imprensa local, o confronto começou após presos de uma gangue comemoravam o aniversário de um de seus líderes detidos e se gabaram de ter o controle da prisão, o que iniciou o conflito com gangues rivais que estão em outros pavilhões.
Seis dos 118 presos mortos foram decapitados, e outros 86 ficaram feridos — além de dois policiais. Foram apreendidas três pistolas, 435 munições, 25 armas brancas e três artefatos explosivos, segundo a polícia.
Tanques e soldados estão posicionados ao redor da prisão, e centenas de familiares buscam desesperadamente por informações sobre seus parentes.
“Dizem que tem gente que teve a cabeça arrancada”, disse Juana Pinto, que espera impacientemente para saber sobre o seu filho preso, à agência de notícias France Presse. “”É uma coisa muito dolorosa”.
Policiais participam de operação no presídio Guayas 1, em Guayaquil, no Equador, em 30 de setembro de 2021
Polícia Nacional do Equador via AFP
Várias centenas de parentes também estão em frente ao necrotério da polícia.
“O meu filho só tinha mais 15 dias para ficar livre. Vim porque vi um vídeo, que me enviaram por celular, no qual reconheci a sua cabeça”, lamentou Ermes Duarte, de 71 anos, que mora na vila rural de Salitre.
“Queremos saber algo sobre ele. Ele estava no pavilhão 6, onde dizem que foram lançadas duas bombas”, afirmou Mercedes Moreira, de 33 anos, que buscava informações sobre o irmão Darwin.
Crise carcerária
Com falta de guardas, corrupção, violência e uma superlotação de 30%, o Equador sofre uma crise carcerária há vários anos.
Antes deste motim, 120 presos já haviam sido mortos em 2021 — sendo 79 apenas em fevereiro, em distúrbios simultâneos em quatro prisões de Guayaquil e mais duas cidades. Outros 103 assassinatos ocorreram nos presídios do país em 2020.
“Na América Latina, infelizmente, nos tornamos o país com o maior massacre carcerário nos últimos anos, acima do Brasil e a Venezuela”, afirma o equatoriano Freddy Rivera, especialista em segurança e tráfico de drogas.
Controle das prisões
Um terço dos 39 mil presidiários do Equador estão em Guayaquil, em um grande complexo prisional vigiado por 1,5 mil guardas (3 mil a menos do que o necessário, segundo especialistas). O país inteiro tem 65 presídios, e um terço da população carcerária está ligada ao narcotráfico.
“Tomaram as prisões do país e estão tentando enviar assim uma mensagem ao Estado de que são mais fortes do que o Estado de Direito”, afirma a advogada Itania Villarreal, ex-diretora do órgão encarregado das prisões. “O sistema penitenciário entrou em colapso”.
O diretor do Centro de Inteligência Estratégica do governo, Fausto Cobo, admitiu que os massacres nas prisões são “uma ameaça ao Estado”, pois os responsáveis têm “um poder igual ou superior ao do próprio Estado”.
Cartéis mexicanos
A recente carnificina tem origem na disputa pelo poder entre gangues a serviço do tráfico internacional. Duas delas, com cerca de 20 mil membros, têm vínculos com os cartéis mexicanos de Sinaloa e Jalisco Nova Geração.
Rivera, professor da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso) de Quito, diz que os presos também têm conexões com organizações criminosas da Colômbia, o maior produtor mundial de cocaína.
Segundo o especialista, as prisões equatorianas se converteram em “comandos centrais do crime”, de onde se planejam, articulam, corrompem e ordenam atividades criminosas.
Importância do Equador
Rivera também destaca que a guerra pelo poder também se deve ao fato de o Equador ser “estratégico” para os criminosos por ter uma economia dolarizada e cinco portos marítimos.
Também existe no país “uma enorme fragilidade institucional, permeada pela corrupção e infiltração do crime organizado nas instituições de segurança, justiça e penitenciárias”, afirma o professor.
Cerca de 116 toneladas de drogas foram apreendidas no Equador entre janeiro e agosto deste ano (principalmente cocaína), contra um recorde de 128 toneladas em todo o ano de 2020.
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Fonte: G1 Mundo

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Por que preço global de alimentos hoje é um dos mais altos da História moderna


Os preços mundiais dos alimentos dispararam quase 33% em setembro de 2021 em comparação com o mesmo período do ano anterior. O Brasil tem a ver com isso. Os preços dos alimentos no mundo dispararam quase 33% em setembro de 2021 em comparação com o mesmo período do ano anterior
Getty Images via BBC
Os preços dos alimentos no mundo dispararam quase 33% em setembro de 2021 em comparação com o mesmo período do ano anterior.
O dado é do índice de preços de alimentos mensal da Agência das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), que também identificou que os preços globais subiram mais de 3% desde julho, alcançando níveis que não eram vistos desde 2011.
Recordes no agronegócio e aumento da fome no Brasil: como isso pode acontecer ao mesmo tempo?
O índice de preços dos alimentos é programado para registrar o resultado das alterações combinadas de preço numa gama de produtos alimentícios, entre eles azeites vegetais, cereais, carne e açúcar – e compará-los mês a mês.
Ele converte os preços praticados atualmente em um índice, que os compara aos níveis de preços médios entre 2002 e 2004. Esta é a fonte padrão para rastrear os preços dos alimentos, conhecidos como preços nominais (que não são ajustados pela inflação).
Embora os preços nominais nos digam o custo monetário da compra de alimentos no mercado, os preços ajustados pela inflação(o que os economistas chamam de preços “reais”) são muito mais relevantes para a segurança alimentar: demonstram a facilidade com que as pessoas podem ter acesso à sua própria nutrição.
Os preços de todos os produtos e serviços tendem a aumentar mais rapidamente do que a renda média (embora nem sempre). A inflação significa que os consumidores não só têm que pagar mais por unidade de alimento (devido ao aumento do preço nominal), mas também têm proporcionalmente menos dinheiro para gastar com isso, devido ao aumento paralelo dos preços de tudo o mais, exceto de seus salários e outros proventos. .
Em agosto passado, analisei o Índice de Preços de Alimentos da FAO ajustado pela inflação e descobri que os preços globais reais dos alimentos estavam mais altos do que em 2011, quando os distúrbios alimentares contribuíram para a derrubada de governos na Líbia e no Egito.
Com base nos preços reais, atualmente é mais difícil comprar alimentos no mercado internacional do que em quase qualquer outro ano desde que a ONU começou a registrar esses dados, em 1961. As únicas exceções são 1974 e 1975 – aumentos que ocorreram após um pico no preço do petróleo em 1973, que gerou inflação acelerada em vários setores da economia global, incluindo produção e distribuição de alimentos.
Então, o que está levando os preços dos alimentos a altas recordes agora?
Preço dos combustíveis, clima e covid-19
Os impulsionadores dos preços médios internacionais dos alimentos são sempre complicados. Os preços dos diferentes produtos sobem e descem com base em fatores universais, bem como com base em fatores que são específicos de cada produto e região.
Por exemplo, a alta do preço do petróleo iniciada em 2020 afetou os preços de todos os produtos alimentícios do índice da FAO, ao elevar os custos de produção e transporte de alimentos.
A escassez de mão-de-obra como resultado da pandemia de covid-19 reduziu a disponibilidade de trabalhadores para cultivar, colher, processar e distribuir alimentos – outra razão universal para o aumento dos preços das commodities.
Mas o preço médio real dos alimentos vem subindo desde 2000, revertendo a tendência de queda anterior, iniciada na década de 1960.
Apesar dos esforços globais – que, em parte, responderam às metas estabelecidas pelos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e subsequentes Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU para reduzir a fome – os preços têm consistentemente tornado os alimentos menos acessíveis.
Cultivos cruciais
Nenhum produto tem sido consistentemente responsável pelo aumento do preço real médio desde 2000. Mas o índice de preços dos óleos comestíveis aumentou significativamente desde março de 2020, impulsionado principalmente pelos preços dos óleos vegetais, que dispararam 16,9% entre 2019 e 2020.
De acordo com os relatórios da FAO, isso foi devido ao aumento da demanda por biodiesel e padrões climáticos que não contribuíram para a produção rural.
Veja iniciativas que incentivam agricultores a doarem parte da produção
A outra categoria de alimentos com maior efeito no aumento dos preços é o açúcar. Aqui, novamente, o clima desfavorável, incluindo danos causados ​​pela geada no Brasil, reduziu a oferta e inflou os preços.
Os grãos contribuíram menos para o aumento geral dos preços, mas sua disponibilidade em todo o mundo é particularmente importante para a segurança alimentar.
Trigo, cevada, milho, sorgo e arroz são responsáveis ​​por pelo menos 50% da nutrição global e até 80% nos países mais pobres.
O estoque global armazenado dessas safras tem diminuído desde 2017, já que a demanda superou a oferta. A queda nos estoques ajudou a estabilizar os mercados globais, mas os preços subiram acentuadamente desde 2019.
Novamente, as razões por trás das flutuações de cada alimento são complicadas. Mas uma coisa que merece atenção é o número de vezes, desde 2000, que clima “imprevisível” e “desfavorável” tem sido relatado pela FAO como causa de “expectativas de safra reduzidas”, “safras afetadas pelo clima” e “declínio da produção”.
Pandemia agrava o problema da fome no Brasil e no Mundo
Medidas urgentes
Os europeus podem só se preocupar com o preço do macarrão quando as secas no Canadá reduzirem a safra de trigo. Mas, à medida que o índice de preço real dos grãos se aproxima dos níveis que transformaram protestos pelo preço do pão em grandes revoltas em 2011, há uma necessidade urgente de considerar como as comunidades em regiões menos ricas podem lidar com essas tensões e evitar distúrbios.
Nossa capacidade tecnológica e organização socioeconômica não conseguem lidar com condições climáticas imprevisíveis e desfavoráveis. Este seria um bom momento para imaginar o abastecimento de alimentos em um mundo mais quente em mais de 2° C, um resultado que hoje é considerado cada vez mais provável de acordo com o último relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas.
Sem mudanças radicais, a deterioração do clima continuará a reduzir o acesso internacional aos alimentos importados, muito além de qualquer precedente histórico.
Preços mais altos reduzirão a segurança alimentar e, se há alguma certeza sólida nas ciências sociais, é que pessoas que passam fome são capazes de adotar medidas radicais para garantir seu sustento.
* Alastair Smith é professor de Desenvolvimento Global Sustentável na University of Warwick, Reino Unido. Seu artigo original foi publicado na The Conversation, cuja versão em inglês você pode ler aqui.
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Fonte: G1 Mundo

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Coreia do Norte dispara novo míssil antiaéreo em mais um teste


Foi o segundo teste norte-coreano nesta semana, após o lançamento de um míssil hipersônico nunca antes visto na terça-feira. Agência oficial do governo disse que o equipamento tem novas tecnologias como um controle de lemes e um motor de voo de impulsão dupla. Míssil antiaéreo testado pela Coreia do Norte, em foto divulgada pela agência oficial KCNA em 30 de setembro
KCNA via Reuters
A Coreia do Norte disparou um míssil antiaéreo recém-desenvolvido nesta quinta-feira (30), segundo a agência estatal KCNA, o mais recente de uma série de testes de armas em meio à paralisação das negociações com os Estados Unidos pela desnuclearização.
Foi o segundo teste armamentício norte-coreano nesta semana de que se tem notícia, após o lançamento de um míssil hipersônico nunca antes visto na terça-feira. O governo do país também disparou mísseis balísticos e um míssil de cruzeiro com potencial nuclear nas últimas semanas.
Os disparos testes chamam a atenção para como a Coreia do Norte tem desenvolvido armamentos cada vez mais sofisticados, aumentando os riscos para as iniciativas de pressão para que o país desista de seus programas nucleares e de mísseis em troca de alívio de sanções aplicadas pelos Estados Unidos.
A Academia de Ciências da Defesa, um desenvolvedor de armas militares, disse que o teste teve o objetivo de confirmar a funcionalidade prática do lançador do míssil, de seu radar, do veículo de comando em batalha e de sua performance em combate, de acordo com a KCNA.
A agência oficial do governo acrescentou que o míssil tem novas tecnologias como um controle de lemes e um motor de voo de impulsão dupla.
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Fonte: G1 Mundo

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Vídeo de drone mostra rastro de destruição deixado por vulcão em La Palma, nas Ilhas Canárias


Erupção do Cumbre Vieja já dura 11 dias e centenas de casas foram destruídas pelo rio de lava que avança em direção do mar. Drone sobrevoa rastro de destruição deixado pelo vulcão Cumbre Vieja
Imagens feitas com um drone nesta quinta-feira (30) revelam um rastro de destruição deixado pelo vulcão em La Palma, nas Ilhas Canárias (veja no vídeo acima).
A erupção do Cumbre Vieja já dura 11 dias, e mais de 600 casas e 20 quilômetros de estradas foram destruídos pelo rio de lava que alcançou o mar na noite de terça-feira (28).
A força dos ventos ajuda a dissipar as nuvens de vapor d’água e gases tóxicos que se formam quando a lava, a mais de 1.000º C, encontra o oceano (onde a água está a 22º C).
Ilha ‘ganha’ espaço
Ilha de La Palma ‘cresce’ com acúmulo da lava vulcânica no mar
A ilha espanhola de La Palma, nas Canárias, já “ganhou” 338 hectares (3,38 km²) de superfície — e continua a crescer —, conforme a lava do vulcão Cumbre Vieja flui para o Oceano Atlântico e endurece quando entra em contato com a água do mar.
O tamanho foi calculado pelo Copernicus, programa de observação da Terra da União Europeia, a partir de imagens de satélite. Elas mostram uma “língua em forma de D”, formada pela rocha derretida, se formando na costa oeste da ilha.
Lava do vulcão atinge o mar na ilha de La Palma, nas Canárias, em 29 de setembro de 2021
Saul Santos/AP
Lava de vulcão atinge o mar nas Canárias e libera gases tóxicos no ar; veja vídeo
Mas autoridades estão em alerta porque a previsão do tempo indica que a direção do vento pode mudar nesta quinta-feira (30) e levar as nuvens tóxicas para dentro da ilha.
Preocupação das autoridades
O ácido clorídrico e as pequenas partículas de vidro vulcânico liberadas no ar podem causar irritação na pele, nos olhos e no trato respiratório, por isso autoridades pediram a moradores que selem as portas e janelas das casas (veja no vídeo abaixo).
Autoridades orientam moradores da ilha de La Palma a se isolar em casa após lava de vulcão atingir o mar
A direção que o fluxo de lava pode tomar também preocupa. Ele ainda desce como um rio e cai de um penhasco no mar, mas o terreno irregular da ilha pode fazer com que a lava transborde de seu caminho atual e se espalhe para outras áreas, destruindo mais casas e terras agrícolas.
Ao menos 855 construções e 30 quilômetros de estradas foram destruídos até agora. Plantações de banana, que são a fonte de renda de muitos moradores da ilha, também foram destruídas ou danificadas pelas cinzas vulcânicas.
Lava do vulcão atinge o mar na ilha de La Palma, nas Canárias, em 29 de setembro de 2021
Saul Santos/AP
La Palma é uma ilha com cerca de 85 mil habitantes que faz parte das Canárias, um arquipélago vulcânico no noroeste da África, no Oceano Atlântico, que faz parte da Espanha. A ilha tem aproximadamente 35 km de comprimento e 20 km de largura em seu ponto mais largo.
Mais de 6 mil moradores foram evacuados até agora, e muitos outros foram aconselhados a ficar em casa para evitar a possível inalação dos gases tóxicos. Apesar das preocupações, nenhum morto ou ferido foi registrado desde o início da erupção do vulcão, no dia 19.
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O desespero de uma família após casa “milagrosa” ser consumida pela lava
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Veja FOTOS da destruição causada pela lava
Momento em que lava chega ao mar é registrado em vídeo nas Ilhas Canárias
Veja onde está o vulcão
Arte G1
Veja todos os VÍDEOS do vulcão nas Canárias
A erupção do Cumbre Vieja já dura 11 dias, e mais de 600 casas e 20 quilômetrosd foram destruídas pelo rio de lava que avança em direção do mar.

Fonte: G1 Mundo

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Congresso dos EUA evita paralisação do governo; Biden tem novo teste na votação do projeto de infraestrutura


Financiamento do governo até o fim do ano deverá ser sancionado pelo presidente ainda na quinta, data limite para a confirmação dos custos. Nancy Pelosi, presidente da Câmara, assina a confirmação de que não haverá ‘shutdown’ no governo em foto de 30 de agosto de 2021
Elizabeth Frantz/Reuters
O Congresso dos Estados Unidos aprovou nesta quinta-feira (30) o projeto que evita o “shutdown” – paralisação parcial e temporária do governo. Uma vitória para o presidente Joe Biden que tem outro teste à frente, com a aproximação da votação do projeto de infraestrutura de US$ 1 trilhão.
Alguns dos políticos democratas já prometem votar contra o projeto de lei que prevê investimentos em estradas, pontes e outras infraestruturas do país, em resposta à falta de acordo em torno de um outro projeto voltado ao financiamento de serviços sociais e de enfrentamento às mudanças climáticas.
A Câmara aprovou uma medida para financiar o governo até o dia 3 de dezembro em uma votação, horas depois de o texto ter sido aprovado no Senado. O projeto segue agora para a sanção presidencial que deve ocorrer antes da meia-noite, quando expira o financiamento atual do governo.
Votação de projeto trilionário
A presidente da Câmara, Nancy Pelosi, confirmou que a Casa também votará nesta quinta-feira o trilionário projeto de infraestrutura, apesar de novas disputas internas dentro do Partido Democrata. O fracasso em aprovar essa medida seria um revés doloroso para Biden.
A legislação de infraestrutura já foi aprovada no Senado com apoio republicano e democrata. Mas pode ser vítima de um impasse entre democratas moderados e progressistas em torno de um projeto de lei maior que fortaleceria os serviços sociais e combateria a mudança climática.
Nancy Pelosi no Congresso dos EUA em 30 de setembro de 2021
Elizabeth Frantz/Reuters
Parlamentares mais à esquerda do partido disseram que não votarão a favor do projeto de infraestrutura a menos que tenham certeza de que suas prioridades serão refletidas no projeto de gasto social.
Pelosi, que havia prometido aos moderados do partido levar à votação o projeto de infraestrutura esta semana, disse em uma entrevista coletiva que o partido estava em uma “boa situação”. Mas se recusou a prever se a medida seria aprovada nesta quinta.
Com uma maioria estreita no Congresso, os democratas não podem perder muitos votos se quiserem aprovar sua agenda. E é improvável que ganhem muito apoio dos republicanos da Câmara ansiosos em retomar a maioria nas eleições de meio de mandato de 2022.
Ameaça de teto da dívida
Em outra batalha de alto risco, os congressistas democratas e republicanos continuam se enfrentando para dar ao Departamento do Tesouro autorização adicional para empréstimos para além do atual limite estatutário de 28,4 trilhões de dólares.
A Câmara aprovou na noite de quarta-feira um projeto de lei que suspende o limite da dívida até dezembro de 2022. O Senado pode votá-lo “já na próxima semana”, disse o líder da Maioria no Senado, Chuck Schumer, mas os republicanos devem bloqueá-lo novamente.
A secretária do Tesouro americano, Janet Yellen, disse na quinta-feira que seria uma “catástrofe” se o Congresso não aumentasse o teto da dívida. A incerteza está começando a se infiltrar nos mercados financeiros, embora poucos acreditem que o país acabará inadimplente.
VÍDEOS com notícias internacionais

Fonte: G1 Mundo

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Governo de Cuba aprova primeiras 32 empresas privadas


Reforma, que vem meio século após o confisco de empresas privadas, pode mudar radicalmente as regras do jogo para a economia centralizada da ilha. O fabricante cubano Abel Bajuelos calibra sua impressora 3D, em Havana, após a aprovação de micro, pequenas e médias empresas
ADALBERTO ROQUE / AFP
O Ministério da Economia de Cuba anunciou nesta quarta-feira (30) a aprovação das primeiras 32 micro, pequenas e médias empresas privadas e de três estatais, nove dias após a aplicação da tão esperada reforma em uma economia majoritariamente estatal.
“A medida autoriza a criação desses novos atores econômicos, que já podem proceder à sua constituição como pessoas jurídicas, para exercer suas atividades econômicas”, informa o ministério, em nota divulgada pela imprensa local.
As novas empresas provêm de 11 das 15 províncias do país. Entre elas, 13 serão dedicadas à produção de alimentos, seis à indústria, três estão relacionadas a atividades de reciclagem, e outras três, a atividades tecnológicas.
Cédulas em desuso viram brinquedo nas mãos de crianças em povoado venezuelano
Vinte delas são uma reconversão do trabalho autônomo, até agora a única forma de trabalhar no setor privado, para a nova forma de gestão não estatal, enquanto as outras 15 são de nova criação, acrescenta a nota.
“Os demais pedidos (apresentados desde o dia 20) estão em tramitação. Até agora, nenhum foi negado”, informou o Ministério da Economia, responsável pela aprovação.
Depois de anos de espera, que provocaram descrença entre os interessados, o governo colocou em vigor as leis de funcionamento das “mipymes”, bem como as das cooperativas não agrícolas.
Com uma economia 85% estatal, grande parte dos mais de 600 mil autônomos — baseados no setor de serviços: restaurantes, transporte e conserto de equipamentos — devem ser a fonte principal das micro, pequenas e médias empresas privadas, que desapareceram do país em 1968, quando Fidel Castro começou a aderir ao modelo estatal soviético e as nacionalizou na “ofensiva revolucionária”.

Fonte: G1 Mundo

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Equador mobiliza 400 policiais para retomar controle de prisão após rebelião com mais de 100 mortes


Crise gerada por superpopulação e violência entre gangues do narcotráfico gerou motim que teve início na terça-feira. Rebelião é a mais sangrenta do ano. Policiais do Equador em frente a prisão em Guayaquil, onde uma rebelião deixou mais de 100 mortos em foto de 30 de setembro de 2021
Santiago Arcos/Reuters
A polícia do Equador mobilizou nesta quinta-feira (30) cerca de 400 agentes para apoiar uma operação de retomada do controle de uma prisão em Guayaquil após uma rebelião deixar mais de 100 mortos.
O motim foi iniciado por detentos de gangues rivais, ligadas ao narcotráfico mexicano, que entraram em confronto – até a última atualização das autoridades, 116 presos foram mortos em dois dias.
A rebelião do presídio do porto de Guayaquil já é apontada como um dos piores massacres penitenciários da história do país.
O presidente equatoriano, Guillermo Lasso, que está na cidade portuária, decretou na quarta-feira (29) um estado de exceção para todo o sistema carcerário do país.
Com 116 mortos, Equador vive o maior massacre da história do sistema prisional do país
Disputa entre gangues
A rebelião teria começado após membros de um grupo rival terem se incomodado com a comemoração de um aniversário dentro do complexo penitenciário, reportou o site Primicias.
Segundo o meio equatoriano, um dos líderes detidos se gabava de ter controle dentro da prisão, o que teria perturbado organizações rivais que ficavam em outros pavilhões, o que gerou os conflitos.
A agência de notícias France Presse reportou que o Exército equatoriano se posicionou nesta quinta ao redor da prisão, onde familiares dos detentos buscam por informações sobre seus parentes.
Agente da polícia equatoriana fala com parentes de detentos em frente a prisão em Guayaquil onde rebelião deixou mais de 100 mortos
Vicente Gaibor del Pino/Reuters
Crise carcerária
Com uma superlotação de 30%, falta de guardas, corrupção e violência, o Equador sofre uma crise carcerária há vários anos.
Segundo a Defensoria Pública, em 2020 ocorreram 103 assassinatos nas penitenciárias do país. Apenas em 2021, 236 pessoas morreram em prisões do Estado.
Em fevereiro, 79 presidiários morreram em distúrbios que aconteceram simultaneamente em quatro prisões de três cidades, incluindo Guayaquil.
A cidade portuária abriga este grande complexo prisional onde está um terço dos mais de 39 mil encarcerados hoje no país sob o controle de apenas 1.500 policiais – 3.000 a menos que o estimado.

Fonte: G1 Mundo

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Homem é libertado após passar 15 anos na prisão nos EUA acusado pela morte de 5 crianças


Investigação encontrou má conduta por parte da polícia e promotores que tinham acusado Juwan Deering de provocar incêndio em uma casa em Detroit. Ele tinha sido sentenciado à prisão perpétua e pode receber quase R$ 4 milhões do estado por condenação injusta. Juwan Deering abraça seu irmão, Antawan Deering, após ser libertado em Pontiac, Michigan, na quinta-feira (30), depois de cumprir 15 anos de prisão
Clarence Tabb, Jr./Detroit News via AP
Um homem que passou 15 anos preso nos Estados Unidos, acusado pelas mortes de cinco crianças em um incêndio em Detroit, foi solto após as acusações serem rejeitadas nesta quinta-feira (30), depois de uma investigação que encontrou má conduta por parte da polícia e promotores.
Juwan Deering não enfrentará um segundo julgamento, disse a promotora do condado de Oakland, Karen McDonald. Um juiz concedeu seu pedido para encerrar o caso uma semana depois que as condenações e sentenças de prisão perpétua de Deering foram anuladas por sua insistência.
Vestindo um terno de três peças, Deering, de 50 anos, entrou no tribunal algemado pela cintura, mas saiu dali como um homem livre, sem restrições.
“Tem sido uma batalha difícil. O sol não poderia raiar em um dia mais brilhante. Este é o mais brilhante dos dias para mim”, disse Deering momentos depois, enquanto membros da família so abraçavam em uma manhã sem nuvens.
Deering elogiou a nova promotora por seu trabalho “excepcional”.
“Eu disse a ela que era preciso muita força para ir contra o status quo”, disse ele.
McDonald, uma ex-juíza eleita em 2020, deu uma nova olhada no caso de Deering a pedido da Clínica de Inocência da faculdade de Direito da Universidade de Michigan.
Provas favoráveis, incluindo declarações de um sobrevivente do incêndio, não foram compartilhadas com o advogado de defesa antes do julgamento de 2006, e os jurados não sabiam que informantes na prisão receberam benefícios significativos por seu testemunho contra Deering, disse McDonald.
Deering insistia que era inocente em um incêndio que matou crianças em seu bairro em Royal Oak Township em 2000. Ninguém conseguiu identificá-lo como estando na casa. As autoridades da época disseram que o incêndio foi uma vingança por dívidas de drogas não pagas.
A promotora disse que uma dúzia de profissionais da lei determinaram por unanimidade na semana passada que não havia evidências suficientes para ligar Deering ao incêndio. A investigação entre 2000 e 2006 foi “totalmente comprometida por má conduta”, disse McDonald.
“Há apenas um remédio ético e constitucional”, disse ela ao desistir do caso.
Os estudantes de Direito estavam tentando conseguir um novo julgamento para Deering, argumentando que a análise do fogo foi baseada em “ciência mal executada”. Esses pedidos não foram bem-sucedidos nos tribunais de apelação de Michigan.
McDonald disse que é possível que o incêndio não tenha sido criminoso, como a equipe jurídica de Deering há muito afirma. Ela disse que a polícia estadual está investigando novamente.
“Uma vez que havia a crença de que [o fogo] foi ateado intencionalmente, aquilo precisava ser resolvido a todo custo”, disse Imran Syed, da faculdade de Direito.
Deering pode ser elegível a receber mais de US$ 700 mil (mais de R$ 3,8 milhões) do estado, sob uma lei que paga US$ 50 mil (pouco mais de R$ 272 mil) a cada ano passado na prisão, se novas evidências forem citadas em uma condenação injusta.
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Fonte: G1 Mundo

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Aluno é preso após balear gravemente colega de classe em escola do Tennessee


Estudante de 13 anos foi encaminhado para o hospital “em estado grave”, segundo as autoridades locais. Polícia fecha rua próxima a escola do Tennessee, nos EUA, após tiroteio em 30 de setembro de 2021
Reprodução/NBC
Um estudante foi preso após atirar e ferir gravemente um colega de classe em uma escola de Memphis, no estado americano do Tennessee, nesta quinta-feira (30), informou a polícia.
A escola de ensino fundamental foi esvaziada e os alunos enviados para uma igreja próxima logo após o incidente, disse o Departamento de Polícia de Memphis. Não há relatos de mais feridos.
O ferido tem 13 anos e foi encaminhado em “estado grave” para um hospital, disse o subchefe de polícia Don Crowe em entrevista coletiva.
“As evidências em vídeo mostraram que o atirador parecia ser outro garoto que frequentava a escola”, disse Crowe.
O suspeito de atirar fugiu da escola em um carro e se entregou mais tarde para a polícia e está detido, acrescentou o subchefe.
A identidade dos dois estudantes não foi divulgada e, segundo o subchefe, ainda é cedo para definir uma motivação para o crime.
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Fonte: G1 Mundo