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Equador decreta estado de exceção em prisões após rebelião com mais de 100 mortes

Crise gerada por superpopulação e violência entre gangues do narcotráfico gerou motim que teve início na terça-feira. Rebelião é a mais sangrenta do ano; estado de exceção permite ao Poder Executivo suspender direitos e usar a força pública para restabelecer a normalidade. O Equador declarou nesta quarta-feira (29) estado de exceção para o sistema penitenciário, que está em crise devido à superpopulação e à violência entre gangues do narcotráfico, após um motim que deixou mais de 100 presos mortos e 52 feridos.
A rebelião de terça-feira em uma das prisões do porto de Guayaquil, no sudoeste, se tornou a mais sangrenta do ano no país, onde já foi registrada a morte de cerca de 120 presos.
Em fevereiro, ocorreram distúrbios simultâneos em quatro prisões de três cidades equatorianas, nos quais morreram 79 presidiários, vários deles decapitados.
“Acabo de decretar Estado de Exceção em todo o sistema carcerário em nível nacional”, disse o presidente Guillermo Lasso no Twitter, acrescentando que chefiará um comitê de segurança em Guayaquil para controlar a “emergência, garantindo os direitos humanos de todos os envolvidos”.
O estado de exceção permite ao Poder Executivo suspender direitos e usar a força pública para restabelecer a normalidade.
No balanço oficial mais recente, o órgão governamental encarregado das prisões (SNAI) indicou “mais de 100 #PPL (pessoas privadas de liberdade) falecidas e 52 feridas”.
Pelo Twitter, a entidade acrescentou que a polícia e o Ministério Público “continuam levantando informações” na prisão, que permanece isolada por militares, apoiados por um tanque.
“Não sei nada sobre meu filho”
A presença de soldados do lado de fora do presídio Guayas 1, que faz parte de um grande complexo penitenciário, foi reforçada devido a um tiroteio.
Policiais a cavalo também vigiavam o exterior, onde dezenas de pessoas buscavam informações sobre a situação de seus parentes presos.
“Queremos informação porque não sabemos nada sobre nossas famílias, nossos filhos, porque tenho meu filho aqui, não sei nada sobre meu filho”, disse uma mulher que não revelou sua identidade.
A crise penitenciária, alimentada pela superlotação, corrupção, insuficiência de guardas e violência, levou as autoridades a declarar o sistema em emergência desde 2019. Os militares apoiam há meses o controle externo das prisões.
O Ministério Público destacou que entre os feridos estão dois policiais e que “a luta pelo poder dentro da Penitenciária do Litoral e a intenção das autoridades de transferir os dirigentes de organizações criminosas para outras penitenciárias do país teriam desencadeado os confrontos”, que deixaram vários detentos decapitados.
Com a intervenção da polícia, “evitou-se que ocorressem mortes mais violentas”, declarou o general Fausto Buenaño, comandante policial em Guayaquil. Os amotinados, que tinham até um rifle, “nos atacaram com armas longas, armas curtas”, disse.
Mais de 200 presos mortos
Depois da rebelião sangrenta de terça-feira, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) mais uma vez condenou a violência nas prisões equatorianas.
“Em 2021, serão mais de 200 pessoas mortas como resultado da violência nas prisões. Lembre-se que os Estados têm o dever legal de adotar medidas que garantam os direitos à vida, à integridade pessoal e à segurança das pessoas sob sua custódia”, publicou no Twitter.
Os motins agravaram a crise penitenciária no Equador, causada pelos confrontos entre organizações criminosas vinculadas aos cartéis mexicanos de Sinaloa e Jalisco Nova Geração.
No Equador, com 17,7 milhões de habitantes, a violência se tornou permanente em seus 65 presídios, que abrigam 39 mil presidiários com uma capacidade para cerca de 30 mil.
Segundo a Defensoria Pública, em 2020 ocorreram 103 assassinatos nas penitenciárias do país, onde a corrupção facilita a entrada de armas e munições.
Um terço dos detentos “vem de organizações criminosas explicitamente ligadas ao tráfico internacional de drogas”, afirmou à AFP o especialista em segurança e tráfico de drogas Fernando Carrión.
Duas das gangues que apoiam os cartéis mexicanos têm cerca de 20 mil membros, segundo relatórios da polícia.
Entre janeiro e agosto de 2021, o Equador apreendeu cerca de 116 toneladas de drogas, principalmente cocaína. Em 2020, a quantidade apreendida foi de 128 toneladas em todo o ano.
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Fonte: G1 Mundo

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Novas imagens mostram em detalhes como lava cai no mar nas Canárias; assista

Vídeo divulgado nesta quarta-feira (29) mostra com mais proximidade momento em que lava entra em contato com a água. É possível ver a grande quantidade de fumaça, que gera gases considerados tóxicos, grande preocupação de cientistas. Novas imagens mostram detalhes da queda da lava no mar nas Canárias
Novas imagens divulgadas nesta quarta-feira (29) mostram com mais proximidade e detalhes a lava do vulcão Cumbre Vieja em contato com a água do Oceano Atlântico, nas Ilhas Canárias. É possível ver a grande quantidade de fumaça, que gera gases considerados tóxicos, grande preocupação de cientistas.
Após quase dez dias de erupção – que teve início no dia 19 – a lava chegou ao mar na terça-feira, após deixar um rastro de destruição em terra na ilha de La Palma, onde mais de 6 mil pessoas tiveram que abandonar suas casas e ao menos 600 construções foram atingidas.
Lava de vulcão atinge o mar nas Canárias e libera gases tóxicos no ar; veja vídeo
Não há, até o momento, o registro de mortos ou feridos por decorrência da atividade vulcânica na ilha.
Também na terça-feira, o governo da Espanha declarou que a área do vulcão em erupção é uma “zona de catástrofe”. Com isso, o país vai destinar 10,5 milhões de euros (cerca de R$ 67 milhões) para medidas urgentes de moradia e ajuda aos desalojados.
As Canárias são um território espanhol no Oceano Atlântico, um arquipélago formado por oito ilhas. La Palma é uma delas e tem cerca de 83 mil habitantes.
Veja mais vídeos sobre o vulcão em La Palma
Lava do vulcão Cumbre Vieja toca o mar nas Canárias
Amostra de rocha vulcânica faz água ferver instantaneamente
Drone mostra destruição após erupções de vulcão em La Palma
6 fatos sobre o vulcão nas Ilhas Canárias
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Fonte: G1 Mundo

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Os trabalhadores de saúde dispostos a perder emprego para não se vacinar nos EUA


Terminou nesta segunda-feira o prazo estipulado pelo Estado de Nova York para que os profissionais de saúde sejam vacinados contra o coronavírus. Milhares podem perder seus empregos. Os profissionais de saúde reclamam que, depois de considerados heróis, estão sendo obrigados a se vacinar
Getty Images/BBC
Eles são minoria, mas a sua reivindicação pode ter peso determinante na direção da política de vacinação contra o coronavírus nos Estados Unidos.
Dezenas de milhares de profissionais de saúde no Estado de Nova York correm o risco de perder seus empregos, já que o prazo estabelecido pelas autoridades estaduais para receber pelo menos uma dose da vacina contra Covid-19 expirou nesta semana.
Nova York tem uma das regras de vacinação mais rígidas dos EUA. A obrigatoriedade da vacina não abre exceções nem para quem não deseja a injeção por motivos religiosos, algo que já foi contestado na Justiça.
Cerca de 70 mil dos 450 mil funcionários de hospitais em Nova York seguiam sem vacina até a semana passada, de acordo com dados publicados pela imprensa local.
Esse dado revela que o percentual de não-vacinados caiu nove pontos percentuais (de 25% para 16%) desde o último dia 16 de agosto, quando o então governador André Cuomo estabeleceu a vacinação obrigatória como condição para trabalhadores de saúde manterem seus empregos.
Ao fazer isso, Cuomo argumentou que a mudança era necessária para lidar com a expansão do coronavírus impulsionada pela variante delta.
“Nossos heróis do setor de saúde lideraram a batalha contra o vírus e agora precisamos deles para liderar a batalha entre a variante e a vacina”, disse Cuomo, que também incentivou a vacinação obrigatória de professores e estimulou empresas privadas a estabelecerem a vacinação como requisito para admitir clientes nas suas instalações.
Esta política foi mantida pela nova governadora de Nova York, Kathy C. Hochul, que afirmou na sexta-feira passada que poderia contratar trabalhadores temporários das Filipinas ou da Irlanda para preencher as vagas deixadas por trabalhadores não-vacinados.
Hochul também disse que poderá vir a declarar estado de emergência para enfrentar os problemas de falta de pessoal devido à demissão em massa de trabalhadores não-vacinados.
Por que eles não são vacinados?
Com mais de 42 milhões de casos confirmados e mais de 687 mil mortes desde o início da pandemia, os EUA vivem uma situação paradoxal em relação ao coronavírus.
Ao contrário do que acontece na maior parte do mundo, o que atrapalha o processo de vacinação nos EUA não é a falta de doses, mas a relutância de parte da população em se vacinar.
Até segunda-feira (27), 66,6% dos americanos com mais de 18 anos estavam totalmente vacinados e 77,1% haviam recebido pelo menos uma dose, de acordo com o CDC.
A taxa diária de vacinados caiu de uma média de 3,35 milhões de doses administradas em meados de abril para cerca de 703 mil na semana passada.
Essa diminuição não se deve à falta de vacinas ou de pessoal médico, mas à relutância de parte da população em ser vacinada.
As razões pelas quais os americanos não querem receber a injeção contra Covid-19 parecem estar relacionadas principalmente à desconfiança que sentem sobre a vacina ou sobre as autoridades de saúde.
Uma pesquisa de agosto do Pew Center descobriu que quase 9 em cada 10 entrevistados que não foram vacinados concordaram com a ideia de que “há pressão demais sobre os americanos para serem vacinados”.
Enquanto isso, 8 em cada 10 disseram concordar com as frases “não sabemos ainda se existem riscos graves para a saúde com as vacinas Covid-19” e “as autoridades de saúde pública não estão nos dizendo tudo o que sabem sobre as vacinas contra Covid-19”.
Da mesma forma, três em cada quatro não-vacinados fizeram uma avaliação negativa das mudanças que ocorreram em relação às normas para enfrentar a pandemia, o que os fez questionar se os altos funcionários da saúde estão escondendo algo (78%) e os fez confiar menos em suas recomendações (75%).
Apesar de suas dúvidas, os ensaios clínicos e o acompanhamento das vacinas até o momento indicam que elas são seguras e altamente eficazes na prevenção de doenças graves e morte, como tem sido repetidamente apontado por autoridades de saúde e especialistas em saúde de todo o mundo.
Diferentes pesquisas realizadas nos últimos meses estimam que a porcentagem de americanos que não foram vacinados e que não planejam fazê-lo varia entre 14% e 26%.
Um estudo da Fundação Kaiser indica que 14% dos americanos afirmam que nunca serão vacinados, enquanto 3% afirmam que só o farão se for necessário por motivos de trabalho, educação ou outros.
Nesse contexto, o fato de cerca de 15% dos trabalhadores de hospitais no Estado de Nova York não quererem se vacinar não parece estar longe do cenário que existe no restante do país.
Embora, é claro, as razões para não fazê-lo possam variar de pessoa para pessoa.
Por exemplo, Deborah Conrad, assistente de saúde que trabalha na região Oeste do Estado, disse ao jornal “New York Times” que sua relutância responde aos efeitos colaterais da vacina, que ela diz ter visto e que não correspondem ao consenso científico.
Conrad disse que não entende por que não é suficiente apenas usar o equipamento de proteção que ela usava antes de uma vacina estar disponível.
“Não é que eu não queira continuar fazendo meu trabalho. É que não tenho permissão para continuar fazendo meu trabalho”, disse ela.
Alguns profissionais de saúde rejeitam a obrigatoriedade por violar suas liberdades individuais, enquanto outros afirmam que, como já foram infectados pelo coronavírus, já possuem imunidade natural ao vírus. É importante destacar que os especialistas alertam que esse tipo de proteção é insuficiente.
De qualquer forma, o Departamento do Trabalho de Nova York já emitiu um documento no qual adverte que os trabalhadores que perderem o emprego por não quererem ser vacinados não terão o direito de receber seguro-desemprego, a menos que tenham ordem médica específica.
Outros trabalhadores alegaram motivos religiosos. Um grupo contestou a obrigatoriedade da vacina em um tribunal com base nisso e obteve uma ordem judicial adiando a aplicação desta regra nos seus casos particulares até 12 de outubro.
A governadora Hochul manteve sua firme rejeição aos trabalhadores usando motivos religiosos para não serem vacinados e, no último domingo, em um centro cultural no Brooklyn, ela usou um argumento religioso para defender a vacinação.
“Deus respondeu às nossas orações. Ele fez com que os homens e mulheres mais brilhantes — cientistas, médicos, pesquisadores — recebessem uma vacina. Isso vem de Deus para nós e devemos dizer ‘Obrigado, Deus, obrigado'”, disse Hochul.
O exemplo de Nova York
Embora sejam uma minoria, a recusa em cumprir o mandato de vacinação por profissionais de saúde em Nova York pode ter um efeito significativo no funcionamento do sistema de saúde no Estado.
Afinal, o pessoal de saúde em todas as partes do mundo está escasso e bastante exausto depois de mais de um ano e meio lutando contra a pandemia.
No caso de ficar sem milhares de trabalhadores, o governador Hochul anunciou a possibilidade de declarar estado de emergência.
Isso permitiria, entre outras coisas, a contratação de profissionais de saúde estrangeiros ou que tenham obtido suas licenças fora do Estado, bem como a incorporação de aposentados ou recém-formados.
Também é possível solicitar o apoio das tropas da Guarda Nacional com treinamento médico ou pedir ajuda do governo federal para disponibilizar o pessoal de saúde das equipes de emergência para desastres.
De qualquer forma, o que acontecer em Nova York provavelmente definirá o curso que os diferentes Estados do país tomarão e até onde estão dispostos a ir em seus esforços para vacinar o maior número possível de cidadãos.
Rhode Island, Maine, Oregon e o Distrito de Columbia (capital do país) estabeleceram que os profissionais de saúde devem ser vacinados para continuar em seus cargos.
Alguns Estados têm sido mais moderados nesta exigência e permitem que aqueles que não desejam ser vacinados façam teste de Covid-19 regularmente. Nessa situação estão Califórnia, Nova Jersey, Pensilvânia, Maryland e Illinois.
Muitos estão esperando para ver o que acontece em Nova York, cujo exemplo pode abrir precedentes e dar lições sobre até onde é apropriado ou possível ir na obrigatoriedade da vacinação.
Vídeos: Os mais assistidos do g1 nos últimos 7 dias

Fonte: G1 Mundo

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Vulcão em erupção nas Canárias: o desespero de família após casa ‘milagrosa’ ser consumida por lava


A propriedade ficou conhecida como a “casa milagrosa” depois de escapar da lava que fluía do vulcão Cumbre Vieja. A fotografia da casa intocada com lava ao redor viralizou na semana passada
Alfonso Escalero/BBC
Uma casa que sobreviveu por dias à erupção do vulcão em La Palma, nas Ilhas Canárias, agora acabou sendo consumida pela lava, como tudo ao seu redor.
A propriedade era do casal de aposentados Inge Bergedorf e Ranier Cocq, da Dinamarca.
Cocq disse à mídia espanhola na terça-feira (28) que a casa foi engolida pelo fluxo de lava. “Está tudo destruído”, afirmou ao jornal “El Mundo”.
A propriedade ficou conhecida como a “casa milagrosa” depois de escapar da lava que fluía do vulcão Cumbre Vieja. Antes da construção ser destruída, uma imagem impressionante da casa em uma pequena faixa de terra, intocada pela lava, se espalhou pela internet.
A lava destruiu centenas de casas e forçou a evacuação de mais de 6 mil pessoas desde que começou a jorrar do vulcão em 19 de setembro.
Lava de vulcão atinge o mar nas Canárias e libera gases tóxicos no ar; veja vídeo
Na noite de terça-feira, a lava atingiu o Oceano Atlântico, na costa oeste da ilha, gerando temor de explosões e liberação de gases tóxicos.
O Cocq e sua esposa não estavam na ilha quando sua casa foi destruída pelo vulcão. Eles vivem na península da Jutlândia, na Dinamarca, e não visitam La Palma desde o início da pandemia de Covid-19.
“Perdemos tudo em nossa amada ilha”, disse Cocq ao El Mundo. “É muito triste. Inge e eu estamos arrasados.”
A pequena casa foi construída em um terreno de 3 mil m² que o casal comprou décadas atrás. Se o vulcão não tivesse entrado em erupção, o casal disse que estaria fazendo as malas para passar um tempo em La Palma nos próximos meses.
“Costumávamos ir em outubro e novembro para colher as uvas que temos em nossos vinhedos. Mas agora não há mais nada”, disse Cocq.
Drone mostra destruição após erupções de vulcão em La Palma
Uma de suas filhas, Yenny Cocq, disse à BBC que o destino de férias que seu pai amava provavelmente se tornará um deserto agora.
“Minha mãe ainda olha as imagens antigas que encontra online e diz que ainda há esperança. Meu pai insiste [que] reconstruamos exatamente naquele local. Mas eu tenho dito a eles que não vai ter como fazer isso”, afirmou Yenny à BBC.
A fotografia da casa antes de ser destruída pela lava viralizou na internet semana passada.
A foto foi tirada com um drone pelo fotógrafo Alfonso Escalero. “Vamos procurar outro sinal que não nos faça perder a esperança nestes dias difíceis”, escreveu ele em uma postagem no Instagram.
Muitas famílias da ilha perderam suas casas. Na quarta-feira, o serviço Copernicus, da União Europeia, estimou que a lava destruiu 656 casas a caminho do oceano.
As Ilhas Canárias são um território espanhol na costa noroeste da África. As autoridades espanholas declararam La Palma como zona de desastre, prometendo apoio financeiro a todos os afetados pela atividade vulcânica.
Vídeos: Vulcão Cumbre Vieja, em La Palma

Fonte: G1 Mundo

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EUA irão declarar extinção do Pica-Pau do desenho animado e outras espécies


Cientistas alertaram que a mudança climática, somada a outras pressões, pode tornar os desaparecimentos de animais mais comuns. Pica-pau-bico-de-marfim em exibição na Academia de Ciências da Califórnia – San Francisco. Foto tirada no dia 24 de setembro de 2021
Haven Daley/AP Photo
O pica-pau-bico-de-marfim, que inspirou o personagem de desenho animado Pica-Pau, e mais 22 pássaros, peixes e uma planta devem ser declarados extintos e removidos da lista de espécies ameaçadas de extinção pelo Serviço de Peixes e Vida Selvagem dos Estados Unidos nesta quarta-feira (29), noticiou a mídia norte-americana.
A lista inclui 11 pássaros, oito mexilhões de água doce, dois peixes, um morcego e uma planta, segundo o jornal New York Times.
Máscaras e cigarro ao mar: prêmio de fotografia mostra impacto da poluição na vida marinha
181 harpias mortas, maioria por ‘curiosidade’: dado bizarro levou pesquisador a apostar no turismo para salvar a maior ave de rapina do Brasil
Turismo de onças-pintadas vale 56 vezes mais do que prejuízo de ataques a gado no Pantanal em MT, diz pesquisa
Segundo a agência de notícias Associated Press, cientistas do governo esgotaram os esforços para encontrar as 23 espécies e alertaram que a mudança climática, somada a outras pressões, pode tornar tais desaparecimentos mais comuns.
Os fatores por trás dos desaparecimentos variam — desenvolvimento excessivo, poluição da água, extração de madeira, competição de espécies invasoras, pássaros mortos por penas e animais capturados por coletores privados. Em cada caso, os humanos foram a causa final.
“Cada uma destas 23 espécies representa uma perda permanente da herança natural de nossa nação e da biodiversidade global”, disse Bridget Fahey, que supervisiona a classificação de espécies do Serviço de Peixes e Vida Selvagem, segundo citação do NYT.
“E é um lembrete desalentador que a extinção seja uma consequência da mudança ambiental causada pelos humanos”, acrescentou Fahey.
VÍDEOS sobre meio ambiente

Fonte: G1 Mundo

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Nepal inclui terceiro gênero no censo


Além de homem e mulher, os entrevistados poderão dizer que são de um outro gênero ao responder o questionário. Funcionário do censo do Nepal em Katmandu, em 29 de setembro de 2021
Prakash Mathema / AFP
O Nepal incluiu uma terceira opção de gênero em seu censo —além de homem e mulher, os entrevistados poderão dizer que são de um outro gênero ao responder o questionário. O censo começou a ser feito no último sábado (26).
A comunidade LGBTQIA+ da nação do Himalaia espera que, com o resultado do censo, seja possível ampliar os seus direitos.
Funcionários do Escritório Central de Estatísticas começaram a visitar casas em todo o país de cerca de 30 milhões de habitantes.
Veja abaixo uma reportagem sobre a parada gay do Nepal de 2015.
Centenas de pessoas lotam ruas da capital do Nepal numa parada gay
O Nepal possui leis mais progressistas sobre homossexualidade e direitos de pessoas trans do que seus vizinhos. Em 2007, qualquer discriminação por gênero ou orientação sexual é proibida. Desde 2013, há um terceiro grupo de gênero nos documentos de cidadania. Dois anos depois, o Nepal começou a emitir passaportes com a opção “outros”.
No entanto, os ativistas dos direitos dos homossexuais e transexuais nepaleses afirmam que a comunidade LGBTQIA+, estimada em cerca de 900 mil pessoas, ainda sofre discriminações, principalmente no trabalho, sistema de saúde e educação.
Os militantes LGBTQIA+ denunciam que a falta de dados dificulta o acesso a benefícios aos quais têm direito.
“Quando houver dados após o censo, poderemos usá-los como prova para pressionarmos a favor de nossos direitos. Poderemos levantar demandas proporcionais à dimensão (da nossa comunidade) na população”, destacou Pinky Gurung, presidente do grupo de direitos LGBTQIA+ Blue Diamond Society.
No entanto, entre as mais de 70 perguntas que integram o formulário do censo, há apenas uma relacionada ao gênero, o que leva seus críticos a afirmarem que os resultados ainda serão limitados.
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Fonte: G1 Mundo

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Vulcão nas Canárias: imagens feitas pela Nasa no espaço mostram o rastro da lava


Um dos satélites da agência espacial americana (Nasa) conseguiu capturar o momento em que a lava do vulcão Cumbre Vieja desce fluindo entre as comunidades de El Paraíso e Todoque, nas Ilhas Canárias. Nesta terça-feira (28), o material exalado chegou ao mar. Já são 10 dias em erupção.
Em cores naturais
Imagem feita pelo satélite Landsat 8 e pelo Earth Observatory, da agência especial americana, de 26 de setembro
Landsat 8/Earth Observatory/Nasa
Esta fotografia feita pelo satélite Landast 8 mostra o vulcão em erupção na ilha de La Palma em cores reais, mas com um rastro escuro, sem conseguir captar as cores em vermelho vivo. Segundo a agência espacial, mesmo que o material estivesse quente e derretido, ao entrar em contato com a superfície, ele deixa uma crosta preta que não aparece neste primeiro registro do espaço.
Mas é só usar o infravermelho!
Imagem mostra o rastro da lava em La Palma em 26 de setembro
Landsat 8/Earth Observatory/Nasa
Usando o infravermelho, o satélite consegue mostrar exatamente o caminho da lava com as cores quentes. A fumaça que flui na direção nordeste contém uma mistura de cinzas, dióxido de enxofre e outros gases. Um dia após o registro dessas imagens, uma redução nas atividades indicou um possível fim da erupção, mas em seguida o vulcão voltou à ação. Na segunda-feira (27), o Cumbre Vieja registrou a sua nona fissura eruptiva após um novo terremoto, o que obrigou a remoção de mais 500 pessoas e elevou para 6 mil os deslocados.

Fonte: G1 Mundo

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Tunísia nomeia primeira-ministra pela 1a vez; Najla Ramadhane terá um dos postos mais altos já ocupados por mulheres no mundo árabe


Najla Bouden Romdhane tem a obrigação de formar um governo. O presidente Kais Saied dissolveu o Parlamento do país em julho. Raoudha Boudent Ramadhane, nomeada primeira-ministra da Tunísia, em 29 de setembro de 2021
Slim Abid/Presidência da Tunísia/Via A
O presidente da Tunísia nomeou, nesta quarta-feira (29), uma mulher para o cargo de primeira-ministra do país —será a primeira a ocupar esse posto.
Najla Bouden Romdhane, a nomeada, é uma das primeiras mulheres líderes de um país de língua árabe (há países de maioria muçulmana que já tiveram líderes mulheres, mas nenhum deles é de língua árabe).
Kais Saied, presidente da Tunísia, recebe Raoudha Boudent Ramadhane, primeira-ministra do país, em 29 de setembro de 2021
Slim Abid/Presidência da Tunísia/Via AP
Romdhane é uma geóloga e professora universitária com pouca experiência de governo. Ela já foi responsável por implementar projetos do Banco Mundial no Ministério da Educação do país.
Ela será líder do país que atravessa uma crise institucional.
Kais Saied, o presidente, destituiu o Parlamento e o primeiro-ministro em julho —para os críticos, foi um golpe. Na ocasião, ele assumiu a autoridade do Executivo.
Presidente da Tunísia demite primeiro-ministro por protestos contra o governo motivados pela pandemia
Na semana passada, ele também suspendeu a maior parte da Constituição. Saied disse que iria governar por decretos durante um período de exceção, que não tem data para acabar.
A Tunísia era tida como o único caso de sucesso da Primavera Árabe, uma série de revoltas que aconteceram há cerca de dez anos.
Em um vídeo, Saied disse que Romdhane, que ele nomeou como primeira-ministra, honra as mulheres tunisianas e pediu a ela que forme um governo nas próximas horas ou dias “porque já perdemos muito tempo”.
Bouden deve ter menos poder do que outras pessoas que já ocuparam o mesmo cargo desde 2014, quando a Constituição atual do país passou a vigorar.
A Tunísia enfrenta a iminência de uma crise de finanças públicas depois de anos de estagnação econômica agravados pela pandemia de coronavírus e disputas internas. Os títulos governamentais estão pressionados e o custo para se proteger de seu calote atingiu uma alta recorde.
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Fonte: G1 Mundo

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A estátua com roupas sensuais que gerou debate sobre machismo na Itália


Estátua de bronze em homenagem a um poema do século 19 é chamada de ‘ofensiva’ e ‘humilhante’ para as mulheres. A estátua retrata uma mulher em um vestido com o braço direito sobre os seios
Getty Images via BBC
A estátua de bronze de uma mulher seminua em homenagem a um poema do século 19 gerou uma onda de debate sobre machismo na Itália – e mulheres políticas pedem sua remoção.
A escultura na cidade de Sapri, ao sul, é uma homenagem ao poema La Spigolatrice di Sapri (A Respigadora de Sapri, em tradução livre), escrito por Luigi Mercantini em 1857.
A estátua retrata uma mulher em um vestido transparente com um braço sobre os seios.
A deputada Laura Boldrini disse que a estátua é “uma ofensa às mulheres e à história que ela deveria celebrar”.
“Como as instituições podem aceitar a representação das mulheres como um corpo sexualizado? O chauvinismo masculino é um dos males da Itália”, disse Boldrini, que é integrante da Câmara dos Deputados pelo Partido Democrata de centro-esquerda, no Twitter.
O poema é escrito do ponto de vista de uma respigadora — alguém que coleta grãos deixados nos campos pelos colhedores.
A respigadora deixa seu emprego para se juntar à expedição fracassada do revolucionário italiano Carlo Pisacane contra o Reino de Nápoles, que resultou em 300 mortes.
A estátua foi inaugurada no domingo em uma cerimônia com a presença de políticos locais e nacionais, incluindo o ex-primeiro-ministro Giuseppe Conte.
‘Corpos sexualizados’
Um grupo de mulheres políticas do Partido Democrata em Palermo pediu a demolição da estátua, afirmando em nota: “Mais uma vez, temos que sofrer a humilhação de nos ver representadas sob a forma de um corpo sexualizado, sem alma e sem qualquer conexão com as questões sociais e políticas da história.”
Monica Cirinnà, senadora do partido, chamou a escultura de “um tapa na cara da história e das mulheres que ainda são apenas corpos sexualizados”.
“Esta estátua da respigadora nada diz sobre a autodeterminação da mulher que optou por não ir trabalhar para se levantar contra o opressor Bourbon”, disse ela no Twitter.
O prefeito de Sapri, Antonio Gentile, defendeu a estátua no Facebook, dizendo que ela foi “feita com habilidade e interpretação impecável” pelo artista Emanuele Stifano, e que sua cidade “não estava disposta a questionar seus valores, princípios e tradições” .
Também no Facebook, Stifano disse estar “chocado e desanimado” com as críticas. Ele defendeu a escultura, dizendo que “sempre tende a cobrir o mínimo possível o corpo humano” em suas obras, “independente do gênero”.
Neste caso, disse, “aproveitou a brisa do mar” para “realçar o corpo” e afirmou que a estátua pretendia “representar um ideal de mulher, evocar o seu orgulho, o despertar de uma consciência”. O projeto, disse ele, foi aprovado pelas autoridades.

Fonte: G1 Mundo

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Angela Merkel parabeniza Olaf Scholz, líder de partido adversário, por vitória nas urnas na Alemanha

O candidato de Merkel era Armin Laschet, que foi derrotado por Olaf Scholz nas eleições na Alemanha. O Partido Social Democrata recebeu o maior número de votos na Alemanha
Angela Merkel, a líder da Alemanha, deu parabéns a Olaf Scholz nesta quarta-feira (29) pela vitória nas eleições legislativas no último domingo.
Merkel é da União Democrata Cristã (CDU), e Scholz, do Partido Social-Democrata (SPD). Ele derrotou o candidato da CDU, Armin Laschet, nas urnas.
Essa foi a primeira reação de Merkel depois das eleições.
Os resultados iniciais das eleições na Alemanha foram divulgados na segunda-feira. O SPD teve 25,7% dos votos, e a CDU, 24,1%.
Olaf Scholz terá prioridade para formar um novo governo e se tornar o chanceler que vai suceder Merkel. Ele é o atual ministro da Economia e vice-chanceler da Alemanha, pois os sociais-democratas fazem parte da coalizão que sustenta o atual governo.
Entenda como funciona o sistema de coalizão que vai definir o próximo chanceler na Alemanha
Pragmático e trabalhador
Pragmático, ele já foi apelidado de “Scholzomat”, uma piada com seu sobrenome e a palavra “automat”, sugerindo que o político parece mais uma máquina do que de um ser humano.
O social-democrata tem 63 anos, é membro do SPD desde 1975 e foi eleito pela primeira vez para o Bundestag (o Parlamento alemão) em 1998.
Advogado especializado em leis trabalhistas, ele também já foi ministro do Trabalho e prefeito de Hamburgo.
Veja no gráfico abaixo como ficou a divisão do Parlamento alemão.
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Fonte: G1 Mundo