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Joe Biden recebe dose de reforço de vacina contra a Covid-19 nos EUA


O reforço na vacinação foi aprovado pelo CDC, autoridade sanitária americana, na semana passada e é recomendado apenas para pessoas idosas e adultos com comorbidades. Joe Biden recebe dose de reforço de vacina contra a Covid-19 nos EUA em 27 de setembro de 2021
Reprodução/Twitter
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, recebeu nesta segunda-feira (27) uma dose de reforço da vacina contra a Covid-19.
A aplicação de um reforço vacinal foi aprovada pela autoridade sanitária americana na semana passada e é recomendada para pessoas idosas e adultos com comorbidades.
As infecções nos EUA têm crescido por causa da variante delta do coronavírus.
O governo dos EUA está preparado para oferecer a dose de reforço a todos que já foram imunizados há pelo menos oito meses com as vacinas da Pfizer e Moderna, afirmou, em um comunicado, o Departamento de Serviços Humanitários e de Saúde.
Mas por enquanto, as doses estão destinadas aos profissionais de saúde, idosos e moradores de casas de repouso.
Reportagem em atualização.

Fonte: G1 Mundo

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Argentina reabre fronteira com Brasil após mais de um ano; liberação ocorre em Foz do Iguaçu como projeto piloto


Passagem pela Ponte Tancredo Neves foi liberada, nesta segunda (26), entre Foz do Iguaçu, no Paraná, e Porto Iguaçu, na Argentina. Fronteira estava fechada por causa da pandemia desde março de 2020. Ponte da Fraternidade, entre Brasil e Argentina, está fechada para trânsito de turistas, mas aberta para passagem de caminhões
Reprodução/RPC
Após mais de um ano e seis meses, a Ponte Tancredo Neves foi reaberta, nesta segunda-feira (27), segundo o Ministério de Turismo de Missiones. A fronteira liga Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, a Porto Iguaçu, na Argentina
A entrada no país por via terrestre estava fechada desde março de 2020, por causa da pandemia do novo coronavírus. O trânsito estava liberado apenas para veículos de carga.
Conforme o governo argentino, para entrada no país, os turistas não precisarão fazer isolamento, mas deverão apresentar comprovante de vacinação contra a Covid-19 completa, com aplicação da segunda dose pelo menos 14 dias antes da chegada ao país vizinho, e um teste negativo PCR para a doença realizado até 72 horas antes antes da entrada.
Com a fronteira fechada, Porto Iguaçu enfrenta crise econômica sem turistas brasileiros
Profissionais do turismo de Porto Iguaçu protestam pela reabertura da ponte entre Argentina e Brasil
Um boletim oficial do governo argentino foi publicado, na tarde desta segunda, confirmando a autorização da liberação da fronteira terrestre na província de Missiones.
A realização do corredor entre os dois países é válida, conforme a determinação, entre esta segunda e quinta-feira (30).
De acordo com a autorização, está liberada a entrada de argentinos e moradores da Argentina, estrangeiros que passarem pela Direção Nacional de Migração, e turistas nacionais ou residentes de países limítrofes, que tenham ficado no Brasil nos últimos 14 dias antes da entrada na Argentina.
De acordo com o documento, também está autorizada a entrada no país pelo Aeroporto Internacional das Cataratas do Iguaçu, em Porto Iguaçu, a partir de 1º de outubro.
No caso do aeroporto, o terminal estará sujeito ao prévio credenciamento da Província de Missiones diante do Ministério da Saúde argentino, com autorização do Órgão Regulador do Sistema Aeroportuário Nacional (ORSNA).
Regras para entrada na Argentina
Uma barreira sanitária foi instalada perto da aduana argentina, na Ponte Tancredo Neves, para verificar as seguintes exigências para a entrada no país:
Esquema de vacinação completo, com data da última aplicação pelo menos 14 dias antes da chegada ao país;
Apresentação de teste de PCR negativo realizado em até 72 horas antes da entrada e teste de antígeno ao entrar no país.
Teste de PCR entre 5 a 7 dias depois que a pessoa chegar ao país ou conforme seja definido pela autoridade sanitária;
Pessoas que não apresentarem esquema de vacinação completo, incluindo os menores de idade, deverão fazer quarentena, testar para antígeno ao entrar e fazer teste de PCR até o sétimo dia.
Lado brasileiro
Atualmente, a entrada de estrangeiros no Brasil durante a pandemia está regulada por uma portaria, que autoriza o tráfego de residentes fronteiriços em cidades-gêmeas, mediante a apresentação de documento de residente fronteiriço ou de outro documento comprobatório.
Essa situação é permitida desde que seja garantida a reciprocidade no tratamento ao brasileiro pelo país vizinho, que é o que acontece entre Foz do Iguaçu e Cidade do Leste, pela Ponte Internacional da Amizade, desde outubro de 2020.
Polícia Federal afirma que não recebeu documento oficial sobre reabertura da ponte entre Foz do Iguaçu e Argentina
De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), até a publicação desta reportagem, não havia exigência de comprovante vacinal para os argentinos que passarem pela fronteira, pois não existe nenhuma determinação sobre esses deslocamentos transfronteiriços.
Para qualquer mudança neste cenário, segundo a Anvisa, será necessária a publicação de uma nova portaria.
Segundo o chefe do Núcleo de Imigração da Polícia Federal de Foz do Iguaçu, Nelson Machado, essa portaria continua restringindo a fronteira terrestre entre Brasil e Argentina.
“O que há é um dispositivo que fala da reciprocidade, então mais ou menos é isso. Se a Polícia Federal ou o governo brasileiro tiver que aceitar o migrante que mora em Porto Iguaçu, porque a reciprocidade fala em cidades-gêmeas. É uma portaria de cunho sanitária, desde que a Anvisa libere a parte sanitária, a Polícia Federal vai admitir o migrante para fazer o trânsito fronteiriço em cidades-gêmeas, vai vir até Foz e retornar”, explicou.
Reabertura gradual
O Ministério da Saúde argentino havia anunciado, em 21 de setembro, sobre a possível reabertura gradual a partir de 1º de outubro para estrangeiros dos países vizinhos.
Entretanto, após pedido da Diretoria Nacional de Migração da Argentina, a ponte foi reaberta antes do previsto para que o corredor turístico entre Porto Iguaçu e Foz do Iguaçu funcione como um teste dos protocolos sanitários.
O pedido feito pela diretoria ao Governo de Missiones era para que brasileiros pudessem entrar na Argentina para comer, fazer compras e até se hospedar de dois a três dias.
Conforme anunciado pelo Ministério da Saúde argentino, a reabertura das fronteiras ocorrerá de forma gradual, com ampliação do número de estrangeiros que poderão entrar no país.
Porto Iguaçu
Porto Iguaçu está preparada para receber os turistas, segundo o Codespi
Iturem/Divulgação
Segundo o presidente do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social de Puerto Iguazú (Codespi), Juan Pablo Bauzá, os setores comerciais estão preparados para receber os turistas, em Porto Iguaçu.
As atividades gastronômicas, por exemplo, estão com 100% da operação, e a rede hotelaria com 50%, segundo Bauzá.
Entretanto, a tradicional feirinha da cidade está suspensa por causa da pandemia, e as lojas de vinhos estão operando com menos mercadoria.
De acordo com a Câmara de Comércio de Porto Iguaçu, até julho de 2021, cerca 20% dos estabelecimentos comerciais da cidade foram fechados definitivamente durante a pandemia do novo coronavírus.
O município sentiu fortemente os impactos econômicos com a fronteira fechada. Segundo a Câmara, outros 30% dos estabelecimentos fecharam temporariamente para tentar um maior prejuízo.
Sem ter o que comer, moradores de Porto Iguaçu cavam para pegar 1,2 mil caixas de frango descartadas por órgão sanitário
Fronteiras
No dia 21 de setembro, o Ministério da Saúde argentino anunciou o planejamento de reabertura gradual das fronteiras:
24 de setembro: fim do asilamento de argentinos, residentes ou estrangeiros que entrem no país a trabalho e tenham autorização da autoridade migratória
1º de outubro: Autorização para ingresso de estrangeiros dos países limítrofes, sem exigência de isolamento. Abertura de fronteiras terrestres, a pedido dos governadores das províncias, com corredores seguros aprovados pela autoridade sanitária, com quota definida pela capacidade de cada jurisdição.
Entre 1º de outubro e 1º de novembro: incrementos das quotas de ingresso, progressivamente, em todos os corredores seguros, aeroportos, portos e fronteiras terrestres
1º de novembro: autorizado o ingresso de todos estrangeiros.
De acordo com a ministra, depois que mais de 50% da população argentina estiver 100% vacinada, a previsão é de que os turistas imunizados não tenham mais que realizar os testes após a chegada ao país.
Atualmente, 43,7% dos argentina estão com a imunização completa.
Pandemia na Argentina
De acordo com o Ministério da Saúde da Argentina, até domingo (26), o país registrou 5.250.402 casos confirmados do novo coronavírus e 114.862 pessoas morreram pela Covid-19.
A Argentina tem 23.944 mil casos ativos da doença.
Sobre a vacinação, até domingo, o país imunizou 29.430.580 pessoas com a primeira dose contra a Covid-19. Desse total, 21.359.871 receberam a segunda aplicação.
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Fonte: G1 Mundo

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VÍDEO: Macron leva ovada em feira de gastronomia — e o ovo não quebra


Agressor gritou ‘Viva a revolução’ e foi preso. Presidente francês havia levado um tapa no rosto em junho, quando o agressor também foi detido. Emmanuel Macron leva ovada em feira de gastronomia
O presidente da França, Emmanuel Macron, levou uma ovada nesta segunda-feira (27), em uma feira de gastronomia em Lyon — e o ovo não quebrou (veja no vídeo acima).
O agressor gritou “Viva a revolução” e foi preso. O ovo bateu no ombro de Macron e caiu no chão.
As autoridades não divulgaram nenhuma informação sobre a identidade do homem ou a motivação para o ataque.
O presidente da França, Emmanuel Macron, prova produtos ao visitar a Feira Internacional de Catering, Hotelaria e Alimentos (SIRHA), em Lyon, em 27 de setembro de 2021
Denis Balibouse/Pool via AP
Em junho, o presidente francês foi agredido com um tapa na cara na região de Drôme, perto de Lyon (veja no vídeo abaixo).
Ele chegou a cumprimentar o agressor, que gritou uma frase contra o governo e um lema do período monarquista antes de desferir o tapa.
Vídeo: Veja o momento em que presidente da França leva tapa na cara
Damien Tarel admitiu ter agredido o presidente e foi condenado a quatro meses de prisão, mas foi solto no dia 13 e afirmou que não se arrependia do crime.
Além da prisão, a Justiça suspendeu os direitos civis do agressor por três anos, o proibiu de ter armas de fogo nos próximos cinco e o baniu de quaisquer concursos públicos para o resto da vida.
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Fonte: G1 Mundo

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Com 88% da população vacinada, Chile anuncia fim do estado de emergência para Covid-19


Medida passa a valer a partir de quinta-feira (30). Com a decisão, nenhuma região estará mais sob toque de recolher, e não há mais quarentenas internas, segundo o Ministério da Saúde. Porta-voz do governo chileno, Jaime Bellolio, em entrevista coletiva nesta segunda-feira, 27 de setembro de 2021
Reprodução/Governo do Chile
O governo do Chile anunciou nesta segunda-feira (27) que vai pôr fim ao estado de emergência decretado contra a Covid-19 a partir de quinta-feira (30) em um momento em que o país já vacinou mais de 88% da sua população contra o coronavírus.
“Não renovar o estado de emergência significa que não vai ter mais toque de recolher em nenhuma região e que não teremos quarentenas nas comunas e regiões”, disse em entrevista coletiva Jaime Bellolio, porta-voz do governo.
“Retomar os espaços da vida cotidiana nos obriga a ser mais responsáveis que nunca”, afirmou Bellolio.
A medida foi promulgada pela primeira vez em 18 de março de 2020 por um período de 90 dias, apenas duas semanas após a confirmação do primeiro caso de Covid-19 no país. Desde então, foi prorrogada diversas vezes pelo governo do país sul-americano.
Reportagem em atualização.

Fonte: G1 Mundo

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Jornalista Anderson Cooper diz que não pretende deixar fortuna para o filho


Jornalista e apresentador da CNN é filho de uma socialite americana e afirmou que não pretende deixar ‘pote de ouro’ para o pequeno Wyatt Morgan, de 1 ano. Ele já chamou herança de ‘maldição’. Anderson Cooper, jornalista e apresentador da CNN, em foto com o filho Wyatt Morgan
Reprodução/Instagram
O jornalista e apresentador Anderson Cooper, que trabalha na rede de televisão CNN, afirmou que não pretende deixar um “pote de ouro” de herança para o seu filho, Wyatt Morgan, de apenas um ano.
“Não acredito em repassar grandes quantias de dinheiro”, disse o jornalista. “Não estou muito interessado em dinheiro, mas não pretendo ter algum tipo de pote de ouro para meu filho”.
“Vou seguir o que meus pais disseram: ‘A faculdade será paga, e então você tem que seguir adiante””, afirmou Cooper, que ganha cerca de US$ 12 milhões apenas com a CNN, segundo o Yahoo Finance.
Cooper participou do podcast “Morning Meeting” para falar sobre seu novo livro, “Vanderbilt: The Rise and Fall of an American Dynasty” (“Vanderbilt: o surgimento e a queda de uma dinastia americana”, em tradução livre), que conta a história de sua família.
Família rica
O apresentador é filho de Gloria Vanderbilt, socialite e modelo que morreu em 2019, aos 95 anos, e já havia dito em 2014 que achava que herança era uma “maldição” (veja mais abaixo).
Gloria nasceu em uma das famílias mais ricas dos Estados Unidos, segundo a revista “Insider”, pois era bisneta do Comodoro Cornelius Vanderbilt, que fez fortuna construindo um império ferroviário.
Depois ela construiu um império da moda que faturava US$ 100 milhões por ano, segundo a revista “Forbes”.
Anderson Cooper entrevista a mãe Gloria Vanderbilt
Divulgação/HBO
Barriga de aluguel
Wyatt Morgan nasceu de uma barriga de aluguel no ano passado e é o único filho único de Cooper, que o teve com seu ex-namorado Benjamin Maisani.
Cooper afirmou na entrevista que o livro é “uma carta para meu filho”. “É um livro que nunca pensei que escreveria. Em muitos aspectos, é uma família da qual realmente tentei me distanciar de grande parte da minha vida”.
‘Acho que é uma maldição’
Antes de sua mãe morrer, Cooper já tinha uma opinião crítica à possibilidade de receber herança. Ele disse ainda em 2014, no “The Howard Stern Show”:
“Não acredito em herdar dinheiro. Acho que é uma maldição”, afirmou o jornalista. “Desde quando eu estava crescendo, se eu sentisse que havia um ‘pote de ouro’ esperando por mim, não sei se teria ficado tão motivado”.
O jornalista Anderson Cooper, âncora da CNN, visita o SiriusXM Studios em 22 de setembro de 2021, em Nova York
Cindy Ord/Getty Images via AFP
VÍDEOS: as últimas notícias internacionais

Fonte: G1 Mundo

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Polícia Federal afirma que não recebeu documento oficial sobre reabertura da ponte entre Foz do Iguaçu e Argentina


Com possibilidade de reabertura da Ponte Tancredo Neves nesta segunda (27), PF destacou que portaria brasileira vigente permite passagem de moradores argentinos apenas até Foz do Iguaçu, se o trânsito transfronteiriço for recíproco. Ponte entre Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, e Porto Iguaçu, na Argentina
Christian Rizzi/PMFI
Com a possibilidade da reabertura da fronteira entre Brasil e Argentina, a Polícia Federal (PF) afirmou que não recebeu, até a manhã desta segunda-feira (27), nenhum documento oficial do governo argentino sobre a reabertura da Ponte Tancredo Neves, entre Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, e Porto Iguaçu, na Argentina.
Segundo o chefe do Núcleo de Imigração da Polícia Federal de Foz do Iguaçu, Nelson Machado, mesmo sem a formalização oficial, as autoridades brasileiras trabalham com a possibilidade da ponte ser liberada ainda nesta segunda.
“Não tem ainda, por enquanto, nada oficial. O que houve foi uma reunião no sábado e conversas por WhatsApp. Eles têm a pretensão de abrir hoje, às 16h, abrir a Argentina como uma espécie de teste. Eles iam aceitar em um primeiro momento os brasileiros daqui de Foz e os residentes paraguaios para ingressar na Argentina”, contou o chefe.
Com a fronteira fechada, Porto Iguaçu enfrenta crise econômica sem turistas brasileiros
Profissionais do turismo de Porto Iguaçu protestam pela reabertura da ponte entre Argentina e Brasil
Caso isso ocorra, segundo o chefe do núcleo, a passagem de argentinos pela ponte será restrita apenas para trânsito fronteiriço, entre Foz do Iguaçu e Porto Iguaçu, conforme portaria brasileira vigente.
A atual portaria, de cunho sanitário, autoriza o tráfego de residentes fronteiriços em cidades-gêmeas, mediante a apresentação de documento de residente fronteiriço ou de outro documento comprobatório.
Segundo o chefe do núcleo, essa entrada de migrantes ao Brasil é permitida desde que seja garantida a reciprocidade no tratamento ao brasileiro pelo país vizinho, que é o que acontece entre Foz do Iguaçu e Cidade do Leste, pela Ponte Internacional da Amizade, desde outubro de 2020.
“Essa portaria continua restringindo ainda a fronteira terrestre entre Brasil e Argentina. O que há é um dispositivo que fala da reciprocidade, então mais ou menos é isso. Se a Polícia Federal ou o governo brasileiro tiver que aceitar o migrante que mora em Porto Iguaçu, porque a reciprocidade fala em cidades-gêmeas. É uma portaria de cunho sanitária, desde que a Anvisa libere a parte sanitária, a Polícia Federal vai admitir o migrante para fazer o trânsito fronteiriço em cidades-gêmeas, vai vir até Foz e retornar”, explicou.
Anúncio oficial
Após mais de um ano e seis meses com as fronteiras terrestres fechadas para estrangeiros, o governo argentino anunciou o planejamento de reabertura no dia 21 de setembro. A informação oficial divulgada é de que a entrada no país será liberada para estrangeiros a partir de 1º de outubro.
Segundo o Ministério da Saúde, para entrada no país, os turistas não precisarão fazer isolamento, mas deverão apresentar comprovante de vacinação contra a Covid-19 completa, com aplicação da segunda dose pelo menos 14 dias antes da chegada ao país vizinho, e um teste negativo PCR para a doença.
O governo argentino havia anunciado, em 21 de setembro, sobre a possível reabertura gradual das fronteiras terrestres a partir de 1º de outubro para estrangeiros dos países vizinhos.
Conforme anunciado pelo Ministério da Saúde argentino, a reabertura das fronteiras ocorrerá de forma gradual, com ampliação do número de estrangeiros que poderão entrar no país.
Ponte da Fraternidade, entre Brasil e Argentina, está fechada para trânsito de turistas, mas aberta para passagem de caminhões
Reprodução/RPC
Porto Iguaçu
Segundo o presidente do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social de Puerto Iguazú (Codespi), Juan Pablo Bauzá, os setores comerciais estão preparados para receber os turistas, em Porto Iguaçu.
As atividades gastronômicas, por exemplo, estão com 100% da operação, e a rede hotelaria com 50%, segundo Bauzá.
Entretanto, a tradicional feirinha da cidade está suspensa por causa da pandemia, e as lojas de vinhos estão operando com menos mercadoria.
De acordo com a Câmara de Comércio de Porto Iguaçu, até julho de 2021, cerca 20% dos estabelecimentos comerciais da cidade foram fechados definitivamente durante a pandemia do novo coronavírus.
O município sentiu fortemente os impactos econômicos com a fronteira fechada. Segundo a Câmara, outros 30% dos estabelecimentos fecharam temporariamente para tentar um maior prejuízo.
Sem ter o que comer, moradores de Porto Iguaçu cavam para pegar 1,2 mil caixas de frango descartadas por órgão sanitário
Fronteiras
No dia 21 de setembro, o Ministério da Saúde argentino anunciou o planejamento de reabertura gradual das fronteiras:
24 de setembro: fim do asilamento de argentinos, residentes ou estrangeiros que entrem no país a trabalho e tenham autorização da autoridade migratória
1º de outubro: Autorização para ingresso de estrangeiros dos países limítrofes, sem exigência de isolamento. Abertura de fronteiras terrestres, a pedido dos governadores das províncias, com corredores seguros aprovados pela autoridade sanitária, com quota definida pela capacidade de cada jurisdição.
Entre 1º de outubro e 1º de novembro: incrementos das quotas de ingresso, progressivamente, em todos os corredores seguros, aeroportos, portos e fronteiras terrestres
1º de novembro: autorizado o ingresso de todos estrangeiros.
Exigências para ingresso na Argentina
Esquema de vacinação completo, com data da última aplicação pelo menos 14 dias antes da chegada ao país;
Apresentação de teste de PCR negativo no embarque ou teste antígeno no ponto de ingresso, conforme definir a autoridade sanitária;
Teste de PCR entre 5 a 7 dias depois que a pessoa chegar ao país ou conforme seja definido pela autoridade sanitária;
Pessoas que não apresentarem esquema de vacinação completo, incluindo os menores de idade, deverão fazer quarentena, testar para antígeno ao entrar e fazer teste de PCR até o sétimo dia.
De acordo com o Ministério da Saúde argentino, depois que mais de 50% da população argentina estiver 100% vacinada, a previsão é de que os turistas imunizados não tenham mais que realizar os testes após a chegada ao país.
Atualmente, 43,7% dos argentina estão com a imunização completa.
Pandemia na Argentina
De acordo com o Ministério da Saúde da Argentina, até sábado (25), o país registrou 5.249.840 casos confirmados do novo coronavírus e 114.849 pessoas morreram pela Covid-19.
A Argentina tem 25.138 mil casos ativos da doença.
Sobre a vacinação, até domingo (26), o país imunizou 29.430.580 pessoas com a primeira dose contra a Covid-19. Desse total, 21.359.871 receberam a segunda aplicação.
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Fonte: G1 Mundo

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Migração para os EUA: 5 perguntas para entender êxodo de haitianos


Haitianos enfrentam grave crise migratória, com milhares acampando na fronteira entre Estados Unidos e México e outros milhares deportados para o Haiti de surpresa. Haitianos dizem não querer voltar a seu país
Getty Images via BBC
As cenas vistas nos últimos dias no aeroporto de Porto Príncipe, no Haiti, são mais um exemplo da crise migratória que muitos haitianos estão enfrentando.
Dezenas de pessoas corriam desesperadas para pegar seus pertences, que foram deixados na pista de pouso e decolagem do aeroporto sem nenhuma identificação.
Outros tentaram entrar novamente no avião em que chegaram, enquanto alguns jogaram sapatos e outros objetos na aeronave. Três agentes de imigração dos EUA ficaram feridos.
Todos eram migrantes que foram deportados depois que sua entrada ou pedido de asilo foram rejeitados pelos EUA.
Eles faziam parte de um grupo de até 13 mil haitianos que estavam sob uma ponte na fronteira entre o México e os Estados Unidos, em um acampamento precário, aguardando que seus pedidos fossem processados pelas autoridades norte-americanas.
Imigrantes haitianos se aglomeram embaixo de ponte no estado do Texas, perto da fronteira dos Estados Unidos com o México, em mais uma crise migratória do governo Joe Biden
Reprodução/TV Globo
Muitos tentaram fugir do local para evitar serem levados de volta ao Haiti, causando confrontos e perseguições por agentes da fronteira dos Estados Unidos.
O que aconteceu nos últimos dias diz respeito a uma crise migratória que se desenvolve há muito tempo.
A seguir, explicamos cinco motivos.
Um agente da patrulha de fronteira dos EUA tenta impedir um imigrante de chegar ao território do país, em 19 de setembro de 2021
Paul Ratje / AFP
1. Por que a maioria não vem diretamente do Haiti?
O Haiti passou por crises nas últimas duas décadas que o impediram de superar sua prolongada pobreza. Dois grandes terremotos, vários furacões, instabilidade política e econômica, violência nas ruas e até mesmo o recente assassinato do presidente Jovenel Moïse dificultaram qualquer projeto de desenvolvimento, tanto nacional quanto multinacional.
A ONU estima que quase 4 milhões de haitianos, de cerca de 11,5 milhões, sofrem de insegurança alimentar. Um quinto da população – cerca de dois milhões de pessoas – foi forçada a emigrar.
A falta de opções para viajar aos Estados Unidos tem levado milhares de haitianos a buscar refúgio em outros países nos últimos anos – principalmente aqueles locais não exigem visto na América Latina.
Nos últimos meses, a presença de haitianos em cidades como Santiago, capital chilena, tornou-se mais comum.
Chile e Brasil são os principais países de onde partiu a maior parte dos milhares de migrantes haitianos para os Estados Unidos nos últimos meses, segundo o chanceler mexicano Marcelo Ebrard.
Os haitianos se juntaram a migrantes de outras nacionalidades que estão fugindo em número recorde.
O México registrou a chegada de 147 mil imigrantes sem documentos entre janeiro e agosto, o triplo de 2020, enquanto as autoridades dos EUA detiveram cerca de 212 mil migrantes somente em julho, a primeira vez que a barreira de 200 mil foi ultrapassada em 21 anos.
2. Por que agora?
Embora muitos haitianos tenham tentado se estabelecer em países latino-americanos, aqueles que partiram para os Estados Unidos indicam que tiveram que fazer isso por falta de um bom emprego ou situação legal.
Na fronteira com o México, Jenny Joseph, uma haitiana de 37 anos, disse à Reuters que morou por dois anos no Chile, mas saiu porque nunca conseguiu obter documentos para estar no país. Ela explicou que seu primo foi deportado de volta para o Haiti com sua família depois de três dias no acampamento dos EUA, então ela decidiu “ficar longe do lado americano”.
Soma-se a isso a crença de que, sob o governo de Joe Biden, a política de imigração seria menos severa e haveria redução de alguns controles de fronteira nos países latino-americanos impostos durante a pandemia covid-19.
Ao chegar à Casa Branca, Biden prometeu ser mais “humano” com os migrantes e aqueles que buscam asilo do que o antecessor republicano Donald Trump, embora tenha tentado desencorajar os migrantes de cruzar a fronteira em várias ocasiões.
Cerca de 13 mil haitianos acamparam sob uma ponte na fronteira entre o México e os Estados Unidos na semana passada.
Segundo o chanceler mexicano, o atual fluxo de haitianos “se deve ao fato de os Estados Unidos (…) prorrogarem o programa TPS até 2023”, que confere status de proteção temporária aos que já estão nos Estados Unidos.
Alguns haitianos foram incentivados a viajar para os Estados Unidos, mas “estão sendo enganados”, disse Ebrard.
O governo dos Estados Unidos alertou que não há facilidades de acesso ao país.
3. O Título 42 dos Estados Unidos segue valendo?
A política anti-imigração do presidente Donald Trump reduziu as possibilidades de solicitação de asilo nos Estados Unidos. Enquanto isso, a pandemia de coronavírus limitou ainda mais as opções de acesso ao país.
O governo Biden manteve o que ficou conhecido como Título 42, uma exceção na lei sanitária do país, que permite restringir a entrada de estrangeiros por via terrestre por motivos de saúde (mesmo para quem tem visto).
Resumindo: a fronteira está fechada para atividades não essenciais, incluindo requisições de asilo ou refúgio.
A regra também permite que as autoridades alfandegárias e de proteção de fronteiras deportem imediatamente estrangeiros sem documentos. Mais de 940 mil detidos sem documentos foram expulsos desde o ano passado.
Esta política tem sido denunciada por organismos internacionais, pois coloca em risco quem foge do seu país por medo de perder a vida.
“As expulsões em massa de pessoas atualmente sendo realizadas sob o Título 42, sem detectar as necessidades de proteção, são incompatíveis com o direito internacional”, disse o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, Filippo Grandi.
Em nota, ele criticou as “deploráveis condições” que os haitianos enfrentam na fronteira com o México, após as imagens do precário acampamento sob a ponte e a atuação de agentes de fronteira a cavalo perseguindo migrantes.
As imagens de agentes da Patrulha de Fronteira perseguindo haitianos a cavalo foram condenadas pela Casa Branca e serão investigadas.
A Casa Branca considerou as imagens “terríveis” e anunciou que os cavalos não serão mais usados para perseguir os migrantes.
4. A crise também afeta outras fronteiras latino-americanas?
O que está acontecendo nos Estados Unidos é apenas parte da situação alarmante que existe em outras fronteiras do continente devido à chegada maciça de migrantes.
A Ouvidoria da Colômbia informou que há cerca de 19 mil migrantes (número recorde) presos na cidade de Necoclí, esperando para cruzar o Panamá, país que permite a entrada de 250 pessoas por dia por motivos de saúde.
A maioria é haitiana, mas também há migrantes da Venezuela, Cuba e países da África. As más condições em que aguardam têm gerado problemas de saúde para adultos e crianças, além da falta de alimentos.
De lá, eles fazem uma viagem perigosa pelas selvas e pântanos da região de Darién, uma área selvagem entre a América Central e a América do Sul, para seguir seu caminho.
Na fronteira do México e da Guatemala, outro problema ocorreu nas últimas semanas.
Em coordenação com os EUA, o governo mexicano aplicou controles mais rígidos sobre os migrantes que entram no país por aquela fronteira, o que gerou confrontos com migrantes que reclamam da lentidão do processo.
Houve até confrontos violentos, um deles – no início de setembro – em que migrantes haitianos foram espancados por agentes da imigração mexicana, agora sob investigação.
Os haitianos optaram por formar uma caravana para viajar aos Estados Unidos, enfrentando as forças de segurança mexicanas.
“Estamos desesperados”, disse à AFP Maximil Marcadieu, de 28 anos, que passou quase dois meses viajando do Chile apenas para ficar preso com milhares de pessoas sob uma ponte na fronteira EUA-México.
“Muita gente sonha em ir para os Estados Unidos e agora estão deportando todo mundo”, lamentou.
5. Que alternativa eles têm?
Os haitianos não sabem o que pode acontecer, mas têm certeza de que não querem voltar ao Haiti.
Marie Chickel, de 45 anos, com dois filhos de 10 anos, explicou que não conseguiu dormir no acampamento de Ciudad Acuña, no México, porque havia rumores de uma operação de agentes da imigração mexicana.
Ela viajou do Chile pensando que poderia entrar nos Estados Unidos e agora está na incerteza.
“Se eu não puder cruzar [para os Estados Unidos] e encontrar documentos para trabalhar aqui, para mandar meus filhos para a escola, posso agradecer a Deus”, disse à AFP entre soluços.
Outros haitianos do lado dos Estados Unidos não foram informados de que seriam devolvidos a seu país, causando a ira de quem foi levado a Porto Príncipe de surpresa.
Pessoas deportadas para Porto Príncipe foram forçadas a procurar seus pertences no chão após a chegada ao Haiti.
“Eles nem nos disseram o que estavam fazendo”, disse Sonia Piard ao The Washington Post em meio às lágrimas.
“Eles disseram nossos nomes e disseram que nos levariam para outro lugar. Não sabíamos que íamos voltar para o Haiti. Ninguém nos disse que íamos voltar para o Haiti. Precisamos voltar para o Chile, mas agora não temos dinheiro nem casa. O que vai ser dos meus filhos?”, lamentou.
Dada a magnitude do problema, o chanceler Ebrard, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Anthony Blinken, e outras autoridades de países centro-americanos se reunirão nesta semana no âmbito da Assembleia Geral da ONU para discutir a situação.
“Temos que ter uma resposta de caráter regional e também com o apoio da Organização das Nações Unidas para que a situação no Haiti melhore o mais rápido possível”, disse Ebrard.
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Fonte: G1 Mundo

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Afeganistão sob o Talibã: grupo fundamentalista proíbe barbeiros de cortarem barbas


As novas normas contrastam com as recentes promessas de moderação feitas pelo próprio grupo fundamentalista ao assumir novamente o governo. Talibã proíbe homens de fazer a barba na província de Helmand
O Talibã proibiu cabeleireiros na província de Helmand, no Afeganistão, de raspar ou aparar barbas. Segundo o grupo fundamentalista que tomou o poder no país em agosto, a prática viola sua interpretação da lei islâmica.
Qualquer um que violar a regra será punido, disse a polícia religiosa do Talibã.
Alguns barbeiros da capital do país, Cabul, disseram que também receberam ordens semelhantes.
Após a queda do Talibã do poder em 2001, muitos homens passaram a frequentar barbeiros em busca de visual diferente
Getty Images via BBC
As novas normas ilustram um retorno às regras rígidas que marcaram o período linha-dura do Talibã, quando esteve no poder até ser deposto pelos Estados Unidos no início dos anos 2000.
As mudanças atuais contrastam com as recentes promessas de moderação feitas pelo próprio grupo fundamentalista ao assumir novamente o governo.
Desde que tomou o poder em agosto, o Talibã aplicou punições severas aos oponentes. No sábado (25), combatentes do grupo mataram quatro homens acusados de sequestro e seus corpos foram pendurados nas ruas da província de Herat (veja no vídeo abaixo).
Talibã dá demonstração de brutalidade no Afeganistão
Foram anunciadas restrições também ao acesso de mulheres à educação, com normas rígidas de vestimenta (veja mais abaixo).
Agora, em aviso publicado em salões de beleza na província de Helmand, no sul do país, oficiais do Talibã alertaram que os cabeleireiros devem seguir a lei Sharia (uma interpretação mais radical da lei islâmica) para cortes de cabelo e barbas.
“Ninguém tem o direito de reclamar”, dizia o aviso, visto pela BBC.
“Os guerrilheiros continuam chegando e nos mandando parar de aparar barbas”, afirmou um barbeiro em Cabul à reportagem. “Um deles me disse que podem enviar fiscais disfarçados para nos flagrar.”
Outro cabeleireiro, que dirige um dos maiores salões da cidade, disse que recebeu um telefonema de alguém que afirma ser um funcionário do governo. Na ligação, foi instruído a “parar de seguir os estilos americanos” e não raspar ou aparar a barba de ninguém.
Volta à linha-dura
Durante a primeira passagem do Talibã no poder, de 1996 a 2001, os islâmicos linha-dura proibiram penteados extravagantes e insistiram que os homens deixassem a barba crescer.
Mas nos últimos 20 anos os visuais bem barbeados se tornaram populares, e muitos homens afegãos iam aos salões em busca de cortes da moda.
Entretanto, os barbeiros e cabeleireiros, que não foram identificados nesta reportagem a fim de protegê-los, dizem que as novas regras estão dificultando seu sustento.
“Por muitos anos, meu salão foi um lugar para os jovens se barbearem como quisessem e estarem na moda”, disse um deles à BBC. “Agora não adianta mais manter esse negócio.”
“Salões de beleza e barbeiros estão se tornando negócios proibidos”, disse outro. “Este foi o meu trabalho por 15 anos e não acho que posso continuá-lo.”
Outro barbeiro da cidade de Herat, no oeste do país, disse que, embora não tenha recebido nenhuma ordem oficial, ele parou de oferecer cortes de barba.
“Os clientes não raspam a barba porque não querem ser visados ​​pelos combatentes do Talibã nas ruas. Eles querem se misturar e se parecer com eles.”
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Fonte: G1 Mundo

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Atividade do vulcão das Canárias tem queda acentuada nas últimas horas


A agência de vulcanologia das Canárias afirmou que, por enquanto, não é possível determinar se é uma pausa, ou o fim da erupção, e disse que está avaliando diferentes cenários. Imagens de drone mostram caminho da lava de vulcão em La Palma
O rugido do vulcão no parque Cumbre Vieja diminuiu nas últimas horas, e a emissão de lava e de cinzas parece ter parado na ilha de La Palma, da Espanha.
Os cientistas pedem cautela, porém, diante de um cenário ainda instável, após oito dias de erupção.
Na manhã desta segunda-feira (27), nenhum fluxo viscoso de lava era visível saindo do vulcão, nem cinzas.
Igreja desaba com lava de vulcão, em La Palma
“A atividade se reduziu consideravelmente nas últimas horas em La Palma”, anunciou o Instituto de Geociências de Madrid.
“É preciso ficar muito atento à sua evolução, porque o cenário pode mudar rapidamente”, alertou o órgão espanhol.
Lava do vulcão flui em La Palma, nas Ilhas Canárias, um arquipélago espanhol no Oceano Atlântico, em 26 de setembro de 2021
Daniel Roca/AP
“Nas últimas horas, o tremor vulcânico quase desapareceu, assim como a atividade explosiva estromboliana [tipo de ação vulcânica que alterna erupções de lava e projeções explosivas, assim batizada em alusão ao vulcão da ilha de Stromboli, no sul da Itália]”, afirmou o Instituto de Vulcanologia das Canárias (Involcan).
A agência afirmou que, por enquanto, não é possível determinar se é uma pausa, ou o fim da erupção, e disse que está avaliando diferentes cenários.
Drone registra momento em que cone de vulcão em La Palma entra em colapso
A as autoridades ordenaram o confinamento dos habitantes de vários bairros do município de Tazacorte nesta noite, para protegê-los de gases tóxicos que podem se formar com a chegada ao mar da lava do vulcão.
Inicialmente, a chegada da lava ao mar era esperada para acontecer no começo da semana passada, mas o fluxo perdeu velocidade.
Os especialistas temem os efeitos do encontro do magma incandescente com a água. Esta convergência pode gerar um choque térmico que levaria à formação de colunas de vapor d’água carregadas de ácido clorídrico.
Nenhum morto até agora
A erupção do Cumbre Vieja não deixou vítimas, mas causou graves danos materiais. Também forçou o deslocamento de mais de 6.000 pessoas, que tiveram de deixar suas casas, muitas vezes, às pressas.
6 pontos sobre o vulcão nas Ilhas Canárias
Os fluxos incandescentes de magma cinza e laranja engoliram quase 500 edifícios. A lava já cobre mais de 212 hectares, incluindo várias plantações de banana, de acordo com dados do sistema europeu de medição geoespacial Copernicus.
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Fonte: G1 Mundo

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Saiba quais são as coalizões que têm mais chances de proclamar o futuro chanceler alemão


Sem maioria no Parlamento, Olaf Scholz e Armin Laschet se tornam reféns dos liberais e dos verdes para suceder Merkel, Eleições na Alemanha: Partido Social-Democrata ficou em 1º lugar, mas não conseguiu maioria
Sem alcançar a maioria clara no Parlamento da Alemanha, o social-democrata Olaf Scholz e o democrata-cristão Armin Laschet testam a habilidade política para persuadir os partidos Verde e Liberal Democrata a serem sócios numa coalizão que tornará um dos dois o próximo chanceler federal. Teoricamente, ambos têm chances e são dependentes das duas legendas menores, mas, na largada para as negociações, o pragmático Scholz sai em vantagem.
Olaf Scholz, líder do Partido Social-Democrata da Alemanha, em imagem de 27 de setembro de 2021
Hannibal Hanschke/Reuters
Graças a ele, com 25,7% dos votos, o SPD alcançou o melhor resultado desde 2005. Vice-chanceler e atual ministro da Economia, Scholz passou a ser automaticamente associado a Angela Merkel e ao modelo de estabilidade conduzido por ela. Apesar de ser o candidato da chanceler, Laschet obteve 24,1%, considerado o pior resultado para a CDU desde a Segunda Guerra.
Começa agora uma longa e dura etapa de negociações em busca de sócios. Entre a gama de alianças possíveis para proclamar o sucessor de Merkel, há duas mais viáveis após os resultados deste domingo:
Coalizão Semáforo: Como um sinal de trânsito, a aliança tem as cores vermelho (SPD), amarelo (FDP) e verde. Social-democratas e verdes compartilham posições parecidas sobre aumento do salário-mínimo nacional, aumento de impostos para os mais ricos, flexibilidade na política orçamentária e aceleração de mudanças para as energias renováveis.
Situados mais à direita, os liberais têm divergências com estes dois partidos, por serem defensores da austeridade. O carismático líder Christian Lindner cogitou ter primeiro uma conversa com os Verdes para tentar limar diferenças em seus programas.
Coalizão Jamaica: Tem as cores da bandeira do país caribenho e é liderada por CDU/CSU (preto) com FDP (amarelo) e Verdes. Seria a aliança mais natural para os liberais. Mas ainda está viva a lembrança do desastre das últimas negociações entre os três partidos, após as eleições de 2017, abandonadas abruptamente pelo FDP por divergências sobre imigração e política energética. Sem escolha, os democratas-cristãos se associaram aos social-democratas. Lindner foi massacrado e, desta vez, não deverá repetir o erro de deixar o partido fora do governo.
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Fonte: G1 Mundo