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Pouco conhecido até nos EUA, trem subterrâneo funciona abaixo do Congresso em Washington DC


O Capitol Subway System, uma rede de trens no subsolo da labiríntica sede do Congresso de Washington DC, transporta políticos há mais de um século. Trilhos se estendem por quase um quilômetro e viagem entre duas estações leva apenas 90 segundos. Pessoas usam o sistema subterrâneo de transporte do Capitólio, em Washington DC, em foto de 1934
Handout/Library of Congress/AFP
Frequentado por presidentes, magistrados da Suprema Corte e até estrelas de Hollywood, é o meio de transporte preferido de alguns dos políticos e ativistas mais influentes do mundo. No entanto, poucos nos Estados Unidos sabem de sua existência.
O Capitol Subway System, uma rede de trens no subsolo da labiríntica sede do Congresso de Washington DC, transporta políticos há mais de um século.
Cenário de uma tentativa fracassada de assassinato, uma apresentação off-Broadway e esconderijo de um presidente que desapareceu do Salão Oval, o trem do Congresso já foi manchete mais de uma vez, mas também encanta visitantes anônimos diariamente.
“As crianças adoram, então sempre há senadores dispostos a levar parentes com crianças ou sobrinhos”, disse Dan Holt, um dos historiadores do Senado, à AFP.
Os trilhos se estendem por quase um quilômetro, e os 90 segundos para ir de uma estação a outra sob as luzes de néon dão tempo suficiente para um breve debate político, uma pequena fofoca, uma entrevista coletiva improvisada ou um momento de devaneio.
Enquanto senadores, ex-presidentes como Ronald Reagan e Barack Obama, também viajaram a bordo do trem do Congresso. O jovem “JFK”, então simplesmente senador Jack Kennedy, teve sua entrada negada, quando lhe disseram “afaste-se dos senadores, filho”.
“Sorte… má pontaria”
Hoje, a movimentada estação principal do sistema de transporte do Capitólio fica agitada toda vez que o Senado está em sessão, quando jornalistas se aglomeram para entrevistar os legisladores antes de uma votação. Mas as trocas nem sempre são amigáveis.
Em 1950, uma senadora republicana, Margaret Chase Smith, estava prestes a fazer um discurso muito crítico a seu colega Joe McCarthy, que liderava uma caça às bruxas contra os comunistas.
“Margaret, você parece muito séria”, disse McCarthy a Smith, segundo Holt. “Você vai fazer um discurso?” “Sim”, respondeu ela, “e você não vai gostar muito”.
Três anos antes, um ex-policial do Capitólio, William Kaiser, atirou no candidato presidencial John Bricker. O senador de Ohio entrou no trem gritando para o condutor dar a partida quando uma segunda bala passou por cima de sua cabeça.
“A sorte e a falta de pontaria de seu agressor salvaram o senador”, noticiou o jornal “New York Times” na época. O atirador fugiu, mas foi preso depois.
Os políticos também encontraram um refúgio de paz nos vagões do Congresso, longe do ritmo frenético da capital.
William Howard Taft, o 27º presidente dos Estados Unidos, causou pânico entre seus assessores em um sábado de janeiro de 1911, quando desapareceu por cerca de uma hora para ver os trens.
“Um grande arrepio de medo tomou conta da cidade enquanto perguntas ávidas à Casa Branca geravam a resposta de que o presidente não poderia ser encontrado. O alarme se espalhou como um incêndio”, relatou o “Washington Times” na época.
Mable Talbot, uma secretária da Senado, é vista usando o sistema de transporte subterrâneo do Capitólio, em Washington DC, em foto de 1909
Handout/Library of Congress/AFP
Estilo Disneylândia
A primeira rede de transporte subterrânea do Congresso foi inaugurada em 7 de março de 1909, para senadores que esperavam evitar o forte calor úmido do verão em Washington, quando precisavam ir de seus gabinetes ao plenário.
Eles eram originalmente carros elétricos Studebaker, substituídos três anos depois por um sistema de monotrilho. Então, em 1960, quatro pequenos trens elétricos foram inaugurados, apelidados pelo capelão do Senado como “o expresso da democracia”, a um custo de US$ 75 mil na época.
Cinco anos depois, uma linha para a Câmara dos Representantes conectou o prédio de escritórios Rayburn ao Capitólio. E em 1993, um trem sem condutor ao estilo Disneylândia de US$ 18 milhões começou a circular com grande alarde.
Famosos entusiastas do sistema incluem os atores Richard Gere, Chuck Norris e Denzel Washington, o comediante Jon Stewart e o astro do rock Bono.
O compositor e ator Lin-Manuel Miranda, autor do musical “Hamilton”, chegou a se filmar em 2017 cantando a plenos pulmões a bordo do que descreveu como “o trem secreto do Congresso”.
Com o aumento da conscientização por uma vida saudável, mais legisladores têm preferido caminhar para se manter em forma e o número de passageiros diminuiu.
Mas eles nunca desaparecerão completamente enquanto os legisladores precisarem correr entre uma reunião e uma votação. “Se você está com pressa, é ótimo”, disse Holt à AFP.
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Fonte: G1 Mundo

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VÍDEO: Polícia mata raro veado branco que corria em disparada por cidade inglesa


Agentes de Merseyside, no noroeste da Inglaterra, informaram não ter conseguido o apoio necessário para conter o animal que ameaçava motoristas. Associação pelos direitos animais criticou ação da polícia. Polícia mata raro veado branco que corria em disparada por cidade inglesa
Policiais do departamento de polícia de Merseyside, no noroeste da Inglaterra, mataram no domingo (26) um raro espécime de veado branco que corria pelas ruas de Bootle, na região de Liverpool.
Segundo as autoridades, os agentes informaram não ter conseguido todo o apoio necessário para conter o animal e tiveram que abatê-lo para garantir a segurança dos motoristas.
Membros da Royal Society for the Prevention of Cruelty to Animals, associação britânica pelos direitos animais, criticou a ação da polícia.
A British Deer Society, organização não-governamental que cuida do bem estar de veados e corsas no Reino Unido, estima que a espécie encontrada em Bootle seja “bastante rara”.
Eles explicam que o animal não é considerado um espécime albino, mas que sua coloração é decorrente de uma baixa produção de melanina – responsável pela pigmentação.
Raro veado branco é avistado correndo pelas ruas de Merseyside, na Inglaterra, antes de ser morto pela polícia
Reprodução/Twitter/Adrian howard
O animal foi avistado pela polícia por volta das 8h45 de domingo, pouco antes de ser gravado correndo pelas ruas do centro da cidade (veja no vídeo acima).
A polícia inglesa afirma que os agentes conseguiram empurrar o animal para uma área industrial da cidade, mas que precisava de apoio especializado para conter o veado.
Um porta-voz da polícia de Merseyside afirmou que os agentes emitiram “diversos pedidos de ajuda” e que “não teve outra opção” para garantir a segurança dos cidadãos.
A Royal Society afirmou em um comunicado que chegou a instruir os profissionais a deixarem o animal retornar sozinho à floresta, e que esse tipo de aparição selvagem “não era incomum”.
“Uma outra opção seria ter sedado o animal e o levado em segurança para casa”, disse a associação em nota.
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Fonte: G1 Mundo

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Coreia do Norte lançou ‘projétil não identificado’, afirma Exército sul-coreano


Porta-voz do ministro japonês da Defesa indicou à agência France Presse que o projétil ‘assemelhava-se a um míssil balístico’. Embaixador norte-coreano defendeu na ONU o direito de seu país de testar sua tecnologia de defesa. Kim Jong-un participa de desfile na Coreia do Norte, em 9 de setembro
AFP/KCNA
A Coreia do Norte lançou um “projétil não identificado” no mar, em frente à sua costa oriental, informou nesta terça-feira (28, horário local, segunda-feira no Brasil) o Exército sul-coreano.
O Estado-Maior da Coreia do Sul não divulgou detalhes do caso. Um porta-voz do ministro japonês da Defesa indicou à agência France Presse que o projétil “assemelhava-se a um míssil balístico”.
O lançamento é o episódio mais recente de una série de mensagens cruzadas entre as duas Coreias, que, por um lado, impulsionam sua corrida militar e, por outro, evocam um possível diálogo.
Pouco após a notificação do disparo, o embaixador norte-coreano defendeu na Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, o direito de seu país de testar sua tecnologia de defesa. “Nós apenas estamos construindo nossa defesa nacional para nos proteger e salvaguardar de forma confiável a segurança e a paz do país”, disse Kim Song.
Sujeito a sanções internacionais por seu programa de armamento nuclear, o Norte realizou vários testes balísticos este mês, inclusive com mísseis de cruzeiro de longo alcance.
O Sul, por sua vez, anunciou nos últimos dias que testou com sucesso, pela primeira vez, mísseis disparados de um submarino, uma tecnologia avançada disponível apenas em alguns poucos países.
Mas também surgiram sinais de distensão. Dois dias atrás, Kim Yo Jong, irmã e assessora influente do líder norte-coreano, Kim Jong-un, evocou a possibilidade de uma cúpula intercoreana, mas só se garantir o “respeito mútuo” e a “imparcialidade”.
Também criticou a “dupla moral” da Coreia do Sul e dos Estados Unidos, que criticam os testes norte-coreanos enquanto eles desenvolvem suas próprias capacidades militares.
O presidente sul-coreano, Moon Jae-in, ao qual restam poucos meses no cargo, reiterou seus chamados a pôr fim oficialmente à guerra da Coreia (1950-1953).
O conflito nesta península do nordeste asiático terminou com uma trégua, mas nunca chegou a ser assinado um tratado de paz. Portanto, os dois países continuam tecnicamente em guerra desde então.
“Parece que a Coreia do Norte quer ver o quão genuína Seul é a respeito da sua vontade de melhorar a relação entre os dois países e de encerrar oficialmente a guerra da Coreia”, observou o professor Yang Moo-jin, da Universidade de Estudos Norte-Coreanos.
“Pyongyang irá monitorar e estudar a reação de Moon após o lançamento de hoje e decidir o que quer fazer”, acrescentou.
A comunicação entre as duas Coreias foi interrompida em grande medida depois de uma segunda cúpula entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte em Hanói, que fracassou em fevereiro de 2019, já que o então presidente Donald Trump e Kim Jong Un não puderam entrar em um consenso sobre os termos de um acordo.
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Fonte: G1 Mundo

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Vale trabalha para resgatar 39 trabalhadores presos em mina subterrânea no Canadá


Funcionários sairão por meio de um sistema de escada de saída secundária com o apoio da equipe de resgate da mineradora. Vale trabalha para resgatar 39 trabalhadores presos em mina subterrânea no Canadá
Reuters
A mineradora Vale prevê resgatar ainda nesta segunda-feira todos os 39 trabalhadores que estão presos na mina subterrânea Totten em Sudbury, Ontário, no Canadá, desde um incidente na tarde de domingo, informou a companhia, em comunicado à imprensa.
Segundo a Vale, uma pá escavadeira que estava sendo transportada no acesso à mina subterrânea se desprendeu, bloqueando o “shaft” e, com isso, indisponibilizando o meio de transporte dos empregados.
Os funcionários sairão por meio de um sistema de escada de saída secundária com o apoio da equipe de resgate da Vale, que já alcançou os mineradores e iniciou a movimentação, segundo a empresa.
“Ninguém está ferido, o que é nossa preocupação número um, e os trabalhadores tiveram e continuam tendo acesso a água, alimentos e remédios”, disse a companhia.
Imediatamente após o incidente, os funcionários seguiram para os postos de refúgio como parte dos procedimentos previstos, segundo a companhia, que destacou estar em comunicação frequente com eles desde o ocorrido.
“Estamos fazendo tudo o que podemos para garantir a segurança desses funcionários e forneceremos novas atualizações assim que estiverem disponíveis”, afirmou.
Nos primeiros seis meses de 2021, a mina de Totten produziu 3.600 toneladas de níquel, disse a Vale, acrescentando que a produção na mina está temporariamente suspensa.
A empresa disse ainda que está avaliando as medidas necessárias para retomada da produção.

Fonte: G1 Mundo

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Presidente da Coreia do Sul sugere banir consumo de carne de cachorro


Tradição vem se tornando obsoleta no país, mas ainda ocorre em algumas partes da península. Presidente sul-coreano Moon Jae-in e primeira-dama Kim Jeong-sook brincam com cachorros em foto de 2018
Cortesia/Presidência da Coreia do Sul
O presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, sugeriu nesta segunda-feira (27) que poderá banir consumo de carne de cachorro no país.
A tradição vem se tornando obsoleta, mas ainda ocorre em algumas partes da península, principalmente entre a população mais idosa.
A informação foi divulgada pela porta-voz da presidência, Park Kyung-mee, ao ler um comunicado divulgado após uma reunião de Moon com o premiê sul-coreano Kim Boo-kyum.
Durante o encontro, os líderes apresentaram propostas de diversas medidas estudadas para tratar do abandono de animais domésticos no país.
Essa foi a primeira vez que Moon sinalizou, de forma bastante clara, a intenção em proibir o consumo de carne deste animal na Coreia do Sul.
A prática é bastante criticada pela comunidade internacional e tem repercutido dentro do país com o aumento do número de pets e de grupos de proteção animal.
Além disso, o assunto tem atraído a atenção de eleitores e tem repercutido entre os presidenciáveis para o pleito de 2022, quando a Coreia do Sul elege seus próximos representantes.
Lee Jae-myung, principal opositor do governo de Moon, já afirmou que irá abrir um plebiscito para decidir sobre a proibição do consumo de carne de cachorro no país.
Já outro adversário do presidente, Yoon Seok-youl, afirmou que esta decisão “é um assunto de decisão pessoal”.
Uma pesquisa encomendada pela Aware, grupo de proteção animal, mostrou que 78% dos sul-coreanos são favoráveis à proibição do comércio de carne de cachorros e gatos – 49% apoiam a proibição total do consumo.
Já um outro estudo encabeçado pela empresa Realmeter apontou que o país ainda está bastante dividido sobre o poder do governo neste banimento, ainda que 59% dos entrevistados apoiem restrições legais para o consumo de carne de cachorros.
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Fonte: G1 Mundo

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Cabras fogem de pastagem e são encurraladas em bairro de luxo nos EUA; veja VÍDEO

Rebanho saiu pelas ruas do bairro de Buckhead, em Atlanta. Motoristas chamaram a polícia que conseguiu, com a ajuda de pedestres, cercar os bichos. Nenhuma cabra ficou ferida. Cabras fogem de pastagem e são encurraladas em bairro de luxo nos EUA
Um rebanho de cabras fugiu da área de pastagem e foi encurralado em bairro de luxo nos Estados Unidos nesta segunda-feira (27) (veja no vídeo acima).
Os animais foram levados para a cidade para comer o mato que crescia em um terreno baldio atrás de uma loja de departamentos, informaram as autoridades locais.
Após um descuido do pastor, as cabras saíram pelas ruas do bairro de Buckhead, em Atlanta, conhecido por seus vários shoppings e lojas caras.
Motoristas que passavam pelo local chamaram a polícia que conseguiu, com a ajuda de alguns pedestres, cercar os bichos. Nenhuma cabra ficou ferida.
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Fonte: G1 Mundo

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Definição do novo governo da Alemanha pode levar meses; entenda o que acontece agora que passou a eleição


Partidos iniciam negociações para a formação de uma maioria no Bundestag e, por causa da fragmentação do Parlamento, é impossível dizer quanto tempo levarão. Enquanto isso, Merkel segue como chanceler interina. Entenda como funciona o sistema de coalizão que vai definir o próximo chanceler na Alemanha
Passada a eleição legislativa alemã, a chanceler federal Angela Merkel segue no cargo de forma interina até a formação de um novo governo. A rigor, a lei não prevê que um partido, por exemplo o mais votado, receba um mandato para formar um governo, ainda que tradicionalmente os próprios partidos costumem ver a situação dessa forma e falar em “mandato popular”.
Não há prazo para o fim das sondagens e negociações entre os partidos. Em tese, portanto, Merkel pode ficar ainda alguns meses no cargo. Na Alemanha costuma-se usar o Natal como referência, pois tradicionalmente o chanceler federal se dirige à nação nessa época do ano.
O vencedor da eleição, o candidato do Partido Social-Democrata (SPD), Olaf Scholz, já foi questionado na televisão se espera fazer o discurso natalino deste ano no lugar de Merkel. “Faremos tudo para que isso ocorra”, respondeu.
Se as negociações se alargarem, é possível que Merkel bata o recorde de um chanceler federal no poder. Isso ocorreria depois do dia 17 de dezembro. O recorde atual é do ex-chanceler Helmut Kohl, com 5.869 dias.
O poder de um chanceler interino
Como interina, Merkel continua exercendo o poder com todas as suas atribuições. Isso inclui a nomeação de ministros. Em tese, ela pode demitir os seus ministros, que também são interinos, e empossar novos.
Nesse período, Merkel deve também cumprir todos os compromissos de um chefe de governo na Alemanha. É muito provável, por exemplo, que ela estará na próxima reunião de cúpula do G20, em Roma, no fim de outubro.
Angela Merkel foi a primeira mulher a governar a Alemanha e a primeira vinda da Alemanha Oriental
Wolfgang Rattay/Reuters
Merkel não pode simplesmente levar para casa todos os presentes que recebeu no exercício do cargo. Isso é proibido por lei. Como os presentes foram dados ao chefe de governo, e não à pessoa que ocupa o cargo, eles são propriedade do Estado.
O novo chanceler
A eleição do novo chanceler federal é tarefa do Bundestag, que foi eleito na recente eleição e deve estar constituído até 30 dias após a eleição. Pelo rito, o presidente da Alemanha indica um nome para ser chanceler, e os parlamentares votam.
Em tese, o presidente pode indicar qualquer nome, até mesmo de alguém que não pertença ao Bundestag. Na prática, porém, só é possível governar com maioria no Parlamento. Assim, os partidos que conseguiram formar uma coalizão de governo sugerem um nome ao presidente, que então o coloca em votação.
Esse nome é o do candidato a chanceler do partido que lidera a coalizão. Desta vez, portanto, poderá ser o de Olaf Scholz, do SPD, ou de Armin Laschet, da aliança dos partidos conservadores União Democrata Cristã (CDU) e União Social Cristã (CSU), conhecida como União. Essas são as duas únicas candidaturas com o número de votos que as habilita a liderar um governo.
A formação de uma coalizão de governo
Olaf Scholz, líder do Partido Social-Democrata da Alemanha, em imagem de 27 de setembro de 2021
Hannibal Hanschke/Reuters
A tendência de fragmentação do Bundestag, com um número maior de bancadas, cria dificuldades para a formação de uma coalizão de governo, pois partidos com projetos muito diferentes entre si precisam chegar a um acordo que lhes dê maioria no parlamento.
Para isso eles iniciam sondagens, que em algum momento resultam, ou não, em negociações. O que se negocia é a execução ou não das propostas que cada partido apresentou na campanha eleitoral, a distribuição dos ministérios e, ao fim, o acordo de coalizão, no qual consta tudo o que foi acertado para ser implementado na próxima legislatura.
Normalmente o partido mais bem votado inicia as sondagens com possíveis parceiros, dentro do espírito de “mandato popular” de formação de governo, como defendido pelos próprios partidos.
Este ano é diferente. O SPD, como vencedor das eleições, claramente se vê no direito de sondar outros partidos, no caso o Partido Verde e o Partido Democrático Liberal (FDP). Mas o candidato da CDU/CSU, Armin Laschet, também declarou num primeiro momento estar determinado a formar um governo.
No dia seguinte, em meio a críticas internas que só devem crescer nos próximos dias, e depois de lideranças conservadoras terem dito que a União claramente não saiu vencedora do pleito, Laschet recuou e disse que não vê o seu partido necessariamente com um mandato para a formação de governo. Mas repetiu que está pronto a formar um governo com os verdes e os liberais se isso vier a ser necessário.
Quem poderá se unir
Este ano há três possíveis coalizões de governo, considerando que todos os demais partidos descartaram de antemão uma aliança com o partido de ultradireita Alternativa para a Alemanha (AfD), devido a suas posições extremistas.
Armin Laschet, candidato da União Democrata Cristã e premiê da Renânia do Norte-Vestfália, ao lado da primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, e de bombeiros em Schalksmuehle, no dia 5 de setembro
Reuters/Thilo Schmuelgen
As três opções são a chamada coalizão semáforo, por causa das cores verde, vermelho e amarelo dos partidos Verde, SPD e FDP; Jamaica, devido às cores da União, preto, e dos verdes e liberais; e, dada como improvável pelos participantes, a chamada Groko (sigla para Grande Coalizão, em alemão), que reúne as duas maiores bancadas, SPD e CDU/CSU.
A mais provável, ao menos neste estágio logo após a eleição, é a coalizão semáforo, pois seria liderada pelo partido vencedor, o SPD, ao lado de dois parceiros menores que já se mostraram dispostos a governar.
A probabilidade dessa coalizão cresce ainda mais porque o FDP sente a pressão para não repetir sua decisão de quatro anos atrás, quando abandonou as negociações que já se arrastavam há meses e ficou com o ônus de ter inviabilizado a formação de um governo.
Naquela vez, a decisão dos liberais acabou levando a uma reedição da Groko, o que o SPD havia descartado durante a campanha eleitoral, a exemplo do que os social-democratas e a União fazem agora.
A coalizão Jamaica também pode ocorrer, mas perdeu força depois de lideranças da CDU e da CSU terem deixado claro que entenderam o resultado das urnas como uma derrota e não como um mandato popular para formar um governo.
Quanto tempo pode durar
É impossível prever quanto tempo será necessário para que a Alemanha tenha um novo governo, mas a experiência da eleição anterior, que também resultou num Bundestag fragmentado, mostra que podem se passar várias semanas, até meses. Daquela vez o governo só foi formado depois de 172 dias, ou seis meses.
Em 2017, estavam em andamento as negociações para uma coalizão Jamaica, mas o FDP acabou puxando o freio de mão e saltou fora com o argumento de que a União estava fazendo muitas concessões aos verdes.
A frase com que o chefe dos liberais, Christian Lindner, justificou a decisão de abandonar as negociações entrou para o anedotário da política alemã: “Melhor não governar do que governar da maneira errada”.
Diante do fracasso, surgiu a questão de se o SPD, contrariando sua promessa de campanha e o desejo da base, não aceitaria, afinal, entrar numa nova Groko com a União. Até o presidente da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, que é do SPD, apelou à direção do partido para que revisse sua posição. Os social-democratas acabaram aceitando, mas só depois de consultas internas aos filiados, abrindo assim caminho para a formação do quarto governo de Merkel.
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Fonte: G1 Mundo

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Agricultores indianos protestam em todo país contra reformas


Produtores da Índia já passaram 10 meses acampados em rodovias para manifestar contra leis que acreditam ameaçar seu trabalho. Agricultores indianos protestam em todo país contra reformas
AP Photo/Rafiq Maqbool
Os agricultores indianos que se opõem a reformas que dizem ameaçar seus meios de vida renovaram a pressão contra as mudanças com protestos em todo o país nesta segunda-feira (27), um ano depois que as leis sobre liberalização do setor foram introduzidas.
Por 10 meses, dezenas de milhares de agricultores acamparam nas principais rodovias ao redor da capital, Nova Délhi, para manifestar oposição às leis nos mais longos protestos de produtores contra o governo do primeiro-ministro Narendra Modi.
Tuítes de Rihanna e Greta por protestos de agricultores irritam o governo indiano
“Milhares de agricultores se espalharam por diferentes distritos para garantir uma greve nacional completa com o objetivo de lembrar o governo de revogar as leis introduzidas para favorecer grandes corporações privadas”, disse Rakesh Tikait, um importante líder dos agricultores, à Reuters.
Em Noida, uma cidade satélite de Nova Délhi, os agricultores enfrentaram a polícia e romperam barricadas. Não houve relatos imediatos de feridos ou prisões.
Protestos agricultores Índia
Reprodução / Reuters
Em Gurgaon, outra cidade satélite perto do aeroporto principal da capital, os produtores se aglomeraram em uma estrada e bloquearam o tráfego, enquanto os manifestantes invadiram uma estação ferroviária no norte de Nova Délhi, disse uma testemunha da Reuters.
Quase uma dúzia de partidos de oposição apoiou o protesto para aumentar a pressão sobre o governo de Modi para revogar as leis.
A legislação, introduzida em setembro do ano passado, desregula o setor agrícola e permite que os agricultores vendam os produtos a compradores fora dos mercados atacadistas regulamentados pelo governo, onde os produtores têm garantia de um preço mínimo.
Os pequenos agricultores afirmam que as mudanças os tornam vulneráveis ​​à competição das grandes empresas e que podem eventualmente perder o apoio aos preços de produtos básicos como trigo e arroz.
O governo diz que as reformas significam novas oportunidades e melhores preços para os agricultores.
Agricultores indianos protestam em todo país contra reformas
AP Photo/Rafiq Maqbool
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Fonte: G1 Mundo

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Afeganistão: família explica por que prefere o Talibã no poder


Goljuma perdeu quatro filhos durante os 20 anos de guerra do Afeganistão e diz que as forças estrangeiras ‘destruíram’ o país. Goljuma (à direita) elogiou o Talibã e disse: ‘Mulheres como eu não são como as mulheres de Cabul’
BBC
O interior da casa, construída com tijolos de barro, era frio, limpo e tranquilo. Um homem chamado Shamsullah, com um filho pequeno agarrado à sua perna, acompanhou os visitantes até um quarto que ele usa para receber.
Um tapete cobria o chão e almofadas estavam posicionadas ao longo das paredes grossas. Alguns objetos decorativos estavam à mostra, como um pequeno armário com meia-dúzia de garrafas de vidro coloridas. Mas a família é pobre e quase todos os seus bens foram destruídos ou saqueados nos últimos 20 anos de guerra.
A casa era um refúgio contra o sol quente e o ar empoeirado do lado de fora. Era rodeada por muros altos de barro, como todas as residências familiares nas áreas rurais que se tornaram verdadeiros campos de batalha em Marjah, na província de Helmand, no Afeganistão.
Dentro da casa, eles estavam prontos para colher mais algumas bolas de algodão para serem adicionadas ao fardo que Shamsullah já havia tirado dos campos lá fora.
Shamsullah apresentou a mãe dele, Goljuma. Ele disse que ela tinha 65 anos. A mulher estava envolta num longo xale que cobria sua cabeça e corpo, até o joelho. Uma pequena abertura na altura dos olhos permitia que ela enxergasse.
Às vezes, eu conseguia ver, de relance, um de seus olhos, ou uma parte do nariz. A voz de Goljuma era forte, quando ela falava de uma vida cheia de tristezas e da guerra que destruiu sua vida e matou seus quatro filhos mais velhos. Shamsullah, o mais novo, foi o único que restou. Ele tem 24 anos, mas seu rosto é o de alguém dez anos mais velho.
O primeiro filho que Goljuma perdeu, há 11 anos, foi Zia Ul Huq. Ele era um combatente pelo Talibã. “Meu filho se juntou ao Talibã porque acreditava que os americanos queriam destruir o Islã e o Afeganistão”, disse.
Outros três filhos morreram num intervalo de alguns meses em 2014. Quadratallah foi morto num ataque aéreo. Hayatullah e Aminullah foram pesos pela polícia numa busca à casa da família. Shamsullah disse que seus irmãos foram forçados a se alistar e servir no exército, onde morreram.
Como único sobrevivente, Shamsullah disse que Deus decidiu que ele deveria assumir a responsabilidade pela família. “Você já tentou equilibrar cinco melões numa única mão? É assim que me sinto”, contou. Suas obrigações incluem garantir o bem-estar de Zia, viúva do seu irmão mais velho que era combatente do Talibã.
“Eu sinto falta dos meus irmãos”, disse Shamsullah. “A esposa do meu irmão mais velho se casou com meu segundo irmão mais velho quando ele morreu. Quando ele também foi morto, meu terceiro irmão se casou com ela. Quando morreu, meu quarto irmão se casou com ela. E eu me casei com ela quando esse meu último irmão foi morto.”
Em 2010, Marjah foi escolhida como a cidade da primeira operação de “reforço” das tropas dos EUA no Afeganistão, ordenada pelo então presidente Barack Obama. A ideia era que o aumento dos efetivos militares promovesse ataques de “nocaute” que mudariam o curso da guerra de maneira decisiva em favor do governo de Cabul e das forças estrangeiras que o apoiavam.
“À medida que expulsarmos o Talibã, não há nada além de um futuro brilhante pela frente: boas escolas, bons hospitais, um mercado livre”, previu um comunicado militar dos EUA naquele ano. Os campos de algodão e produção de ópio de Marjah se tornaram um pesadelo para as tropas estrangeiras que combatiam os insurgentes talibãs.
Três meses após a operação, o comandente-geral dos EUA Stanley McChrystal disse que Marjah era uma “úlcera sangrando”.
‘Destruíram o país’
Goljuma revela desprezo pelos líderes ocidentais que diziam estar tentando fazer do Afeganistão um lugar melhor para o povo. “Não sei nada sobre a missão deles. Eles destruíram o país”, disse ela. Ela também demonstrou ceticismo quando perguntei sobre as oportunidades e direitos que as mulheres adquiriram e que agoram estavam arrasadas em perder.
“Muitos de nós sofremos quando eles estavam aqui. Eles mataram nossos maridos, irmãos, filhos”, disse. “Eu gosto do Talibã porque eles respeitam o Islã. Mulheres como eu não são como as mulheres em Cabul.” Ela afirmou que antes de o Talibã vencer todos tinham medo do grupo. Agora, estão aliviados com o fim da guerra, diz.
Uma dúvida, porém, é se Goljuma estava falando livremente e expressando sua opinião. O escritório de imprensa do Talibã insistiu que a equipe da BBC viajasse com um segurança armado do grupo e um tradutor que eles aprovaram, como condição para permitir nossa presença em Helmand.
Se eles não estivessem lá, talvez ouvíssemos mais sobre o medo que o Talibã provoca em vários afegãos. Mas eu não duvidei da sinceridade de Goljuma quando ela condenou a destruição da agricultura tradicional de Helmand pelos exércitos mais poderosos do mundo, e do sofrimento dela pela morte de quatro filhos.
Em 2001, pouco tempo depois dos ataques de 11 de setembro nos Estados Unidos, tropas americanas, britânicas e de outros países aliados invadiram o Afeganistão com uma missão clara: destruir a al-Qaeda e punir o Talibã por dar cobertura ao grupo responsável pelos atentados terroristas.
O que ocorreu depois é que é mais difícil de entender e justificar: uma guerra invencível que afetou tudo o que tentaram fazer para melhorar as vidas dos afegãos.
Desenvolvimento, como democracia, não pode vir do cano de uma arma. O Ocidente obteve vitórias no caminho. De fato, uma geração urbana de homens e mulheres recebeu educação e teve seus horizontes transformados. Mas esses benefícios não alcançaram os pobres de menor escolaridade no interior do país, como a família de Goljuma.
Ascensão do Talibã em 1996 e agora
Quando o Talibã alcançou o poder em 1996, eles usaram a violência para implementar suas crenças religiosas e culturais. Agora, a maioria dos afegãos é muito jovem para se lembrar dos anos anteriores ao 11 de setembro e a invasão de tropas estrangeiras.
Em Lashkar Gah, jovens talibãs reagiram às câmeras da BBC retirando seus celulares, nos filmando e tirando selfies com os estrangeiros da equipe. Acesso a internet pelo celular é barato aqui. Nosso segurança talibã assistia ao serviço afegão da BBC por um smartphone. O mundo está aberto para eles de uma maneira que não estava na década de 1990, quando o Talibã baniu acesso a televisão.
Os combatentes no grupo não são mais meninos que cresceram sem conhecimento do mundo exterior. O Talibã vai forçar seus próprios lutadores, quanto mais o resto da população, a desistir dos smartphones, da internet e de um mundo que os atrai?
Desta vez, pode ser mais difícil isolar e quebrar o país.
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Grupo de Nova York monta a maior mesa de petiscos do mundo, diz livro dos recordes


Foram mais de 96 metros de frios, pães, castanhas, queijos e geleias – o dobro do recorde anterior, conquistado por uma dupla de Chicago, nos EUA. Maior mesa de petiscos segundo o Guinness
Reprodução/315 Foodies
Um grupo de foodies – fanáticos por comida – do estado de Nova York montou a maior mesa de petiscos do mundo no domingo (26), informou o livro dos recordes.
Foram mais de 96 metros de frios, pães, castanhas, queijos e geleias – o dobro do recorde anterior, conquistado em 2019 por uma dupla de Chicago, nos Estados Unidos.
Os alimentos foram doados por comerciantes de Little Falls, a 119km da capital do estado, Albany. Para receber toda essa comida, eles precisaram ocupar um campo de baseball.
Mesa de frios e petiscos ocupou uma área de mais de 90 metros de um parque no estado americano de NY
Reprodução/315 Foodies
Um dos organizadores do feito, Preston Moore, disse em entrevista à emissora WKTV, afiliada da rede americana NBC, que “vai ser difícil alguém bater esse recorde”.
“Foi ótimo. Quer dizer, foi tão caótico esta manhã, havia um milhão de coisas diferentes acontecendo, muitas partes móveis, mas no final, quebramos o recorde”, afirmou o foodie.
Após a medição oficial do Guinness World Records, os acepipes foram divididos em porções e foram distribuídos para os espectadores que compraram ingressos para participar do evento.
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