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Suspense na escolha do sucessor de Angela Merkel

Fragmentação torna resultado imprevisível e amplia o leque de alianças para compor futuro governo alemão Veja quem são os possíveis sucessores da chanceler alemã, Angela Merkel
Foi-se o tempo em que as eleições eram sinônimo de tédio na Alemanha. O fim da era Merkel pôs fim também à monotonia na hora do voto. Tão habituados ao modelo da estabilidade, os alemães se veem agora diante do cenário de incerteza e suspense motivado pelo leque de coalizões possíveis que deverão lançar o sucessor da chanceler federal ao comando da quarta economia do planeta.
Os três candidatos assumiram, mesmo que por um breve momento, a liderança desta campanha atípica. Na reta final, com 25% das intenções de voto, os social-democratas liderados pelo vice-chanceler e ministro das Finanças, Olaf Scholz, têm uma ligeira vantagem sobre os democratas-cristãos (23%), comandados por Armin Laschet, governador da Renânia do Norte-Vestfália. De acordo com a pesquisa Civey para a emissora ZDF, ambos estão empatados tecnicamente.
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O número de indecisos ainda é alto, mas sabe-se, por exemplo, que os alemães desejam que o futuro chanceler tenha um perfil parecido com o de Merkel. Após quatro mandatos, ela deixa o poder com 80% de popularidade, mas o fraco desempenho de seu candidato, empurrou a líder alemã de volta a um campo de batalha indesejado: os comícios eleitorais.
Nos últimos dias, a chanceler federal saiu em socorro do herdeiro, tentando convencer o eleitor de que Laschet é o mais eficaz para manter a solução de continuidade da coalizão conservadora CDU-CSU, no comando do país há 16 anos. Merkel apelou para os perigos de uma coalizão de esquerda envolvendo SPD, os Verdes e o partido A Esquerda. E resumiu: Laschet é sinônimo de estabilidade.
Mas o eleitor desconfia do candidato da chanceler. Ele perdeu pontos ao ser flagrado gargalhando enquanto o presidente Frank-Walter Steinmeier discursava em homenagem às vítimas das inundações de julho. Pediu desculpas e teve de ser amparado pela líder.
O pragmático Scholz, por sua vez, permitiu o renascimento do SPD após um longo hiato sem que o partido dominasse o cenário político. Annalena Baerbock, candidata dos Verdes, chegou a ameaçar os dois principais candidatos, mas acusações de plágio em um livro e equívocos em seu currículo ofuscaram o brilho inicial.
Nenhum dos partidos, portanto, saiu do patamar 25-27% das intenções de votos nas pesquisas, o que impõe outro dado novo e crucial às eleições: a composição de uma aliança entre três partidos, como o resultado mais evidente da fragmentação política. E isso deixa ainda mais indefinida a disputa.
Para começar, quem obtiver o maior número de votos neste domingo não será automaticamente alçado ao cargo de chanceler. No árduo caminho de negociações, será possível ao segundo colocado também conquistar o cargo.
Neste contexto, partidos menores, como Verdes, Liberal Democrata (FDP) e A Esquerda ganham relevância e terão papel decisivo para o bom desempenho do CDU-CSU ou do SPD na busca de alianças. São eles que, em última forma, proclamarão o vencedor deste domingo.

Fonte: G1 Mundo

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Reino Unido concederá vistos para contornar escassez de mão de obra


Objetivo do governo é que as permissões, que terão três meses de duração, ajudem a reduzir problemas com falta de trabalhadores na área do transporte e outros setores-chave da economia britânica. Após muitos produtos esgotarem em supermercados, postos de gasolina registraram filas no Reino Unido
Steve Parsons/PA via AP
O governo do Reino Unido informou neste sábado (25) que vai conceder até 10.500 vistos de trabalho provisórios para contornar a escassez de mão de obra.
As permissões serão de três meses, de outubro a dezembro, e têm como objetivo mitigar a falta de trabalhadores na área do transporte e em setores-chave da economia britânica, como a criação de aves de granja.
Nos últimos dias e apesar das tentativas do governo de tranquilizar a população, uma multidão de britânicos lotou postos de gasolina após muitos produtos esgotarem em lojas e supermercados.
França vai dobrar doações de vacinas anticovid a países pobres, diz presidente
Holandeses protestam contra passaporte de vacina para entrar em bares e restaurantes
A decisão de conceder os vistos vai no sentido contrário à diretriz defendida pelo primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, cujo governo entende que o Reino Unido não deve depender de mão de obra estrangeira.
Durante meses, o Executivo vem tentando evitar recorrer aos trabalhadores de fora, apesar das advertências de vários setores econômicos e de uma falta estimada em 100.000 caminhoneiros.
O secretário dos Transportes do Reino Unido, Grant Shapp, afirmou que, além dos vistos de trabalho, outras medidas excepcionais serão adotadas para garantir o abastecimento antes das festas de fim de ano.
Nas próximas semanas, os examinadores do Ministério da Defesa serão mobilizados para aprovar milhares de permissões de veículos de transporte de mercadorias.
O Ministério da Educação e suas agências vão desbloquear milhões de libras esterlinas para formar 4.000 caminhoneiros.
Shapps também pediu aos empregadores que colaborem, “melhorando as condições de trabalho e os salários para reter os novos motoristas”.
Também serão enviadas um milhão de cartas para pedir às pessoas em posse de carteiras de motorista de caminhões e que não os estejam usando a voltar ao trabalho.
Boris Johnson precisa lidar com uma pressão crescente. A crise da Covid-19 e as consequências relacionadas ao Brexit têm acentuado a escassez, enquanto os preços da energia dispararam.
Fábricas, restaurantes e supermercados têm sido afetados pela falta de caminhoneiros há meses.
A rede de fast-food McDonald’s ficou sem bebidas e milk-shakes no mês passado. Sua concorrente, a KFC, foi obrigada a retirar alguns itens de seu cardápio, enquanto a rede Nando’s teve que fechar provisoriamente dezenas de restaurantes porque não tinha frangos suficientes para atender à demanda.
Falta de trabalhadores provoca impacto na cadeia de suprimentos no Reino Unido

Fonte: G1 Mundo

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França vai dobrar doações de vacinas anticovid a países pobres, diz presidente


Número passa de 60 milhões para 120 milhões de doses, anunciou neste sábado (25) o presidente francês, Emmanuel Macron. Após os EUA anunciarem que dobrarão doação de vacinas, a França anunciou o mesmo neste sábado (25)
Official White House Photo by Adam Schultz
A França vai doar 120 milhões de doses da vacina contra a Covid a países pobres – o dobro do previsto, prometeu neste sábado (25) o presidente francês, Emmanuel Macron.
“A injustiça é que em outros continentes, evidentemente, a vacinação esteja muito atrasada. Por causa de nós, coletivamente. Na África, apenas 3% da população está vacinada, devemos ir mais rápido, com mais força”, disse o presidente francês em uma sequência de vídeo difundida durante um show da organização de caridade Global Citizen, em Paris.
“A França se compromete a dobrar o número de doses que doará. Passaremos de 60 milhões a 120 milhões de doses doadas. Isto é, mais doses, até agora, das que temos feito no país”, acrescentou.
Os Estados Unidos anunciaram na quarta-feira (22) a intenção de dobrar suas doações de vacinas contra a Covid, elevando o total das doses prometidas aos países pobres a mais de 1,1 bilhão.
“Precisamos que outros países de renda alta ponham em prática suas ambiciosas promessas de doações”, reivindicou o presidente americano, Joe Biden.
A União Europeia, por sua vez, doará mais de 500 milhões de doses, enquanto a China prevê abastecer o mundo com 2 bilhões de doses, segundo as autoridades do país, que não informaram se o volume se refere a vendas, doações ou ambas.

Fonte: G1 Mundo

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Chilenos protestam contra imigrantes e queimam pertences de venezuelanos


Manifestação aconteceu em Iquique, no norte do país, cidade a 2 mil quilômetros da capital Santiago Chilenos queimam pertences de imigrantes venezuelanos em Iquique neste sábado (25)
REUTERS/Alex Diaz
Cerca de três mil pessoas foram às ruas neste sábado (25) em protesto contra a imigração ilegal na cidade de Iquique, norte do Chile, um dia depois da violenta desocupação de uma praça onde várias pessoas, a maioria venezuelanos com crianças, dormiam em barracas.
Em um clima de aberto repúdio aos imigrantes venezuelanos, os manifestantes entoaram o hino da cidade e agitaram bandeiras chilenas, assim como a Whiphala, pavilhão colorido dos povos originários andinos.
Também cantaram e exibiam cartazes com lemas como: “Chega de Imigração Ilegal” e “O Chile é uma república que se respeita”.
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A partir da Praça Prat, no centro histórico de Iquique, os manifestantes marcharam por dez quarteirões até a praia banhada pelo oceano Pacífico, onde os carabineiros tiveram que controlar agressões de chilenos contra os venezuelanos em situação de rua.
Desde a manhã de sábado (25), os imigrantes tentavam se esconder em outras áreas deste balneário para evitar os manifestantes, constataram jornalistas da AFP.
Outros manifestantes radicais se dirigiram a um pequeno acampamento de venezuelanos – que não estavam no local – e queimaram em uma barricada seus poucos pertences: barracas, colchões, bolsas, cobertores, brinquedos.
Manifestantes tomaram as ruas de Iquique, cidade a cerca de 2 mil quilômetros da capital Santiago, neste sábado (25)
REUTERS/Alex Diaz
“Eu sou nascido, criado e mal-criado em Iquique. Sempre vivi nesta região do norte e isto que estamos vivendo é terrível porque o problema é que na Venezuela abriram as prisões e parte dessa gente chegou ao Chile”, disse à AFP Veliz Rifo, um agricultor de 48 anos de La Tirana, povoado em uma espécie de oásis no deserto 72 km a leste de Iquique, fazendo menção a uma informação falsa.
“O pior é que este governo do Chile deixou isto crescer e os que chegaram não são refugiados políticos, nem imigrantes que contribuem com seu trabalho, aqui chegaram muitos delinquentes”, acrescentou, lamentando, assim como muitos manifestantes, o aumento dos assentamentos erguidos pelos imigrantes com caixas de papelão e folhas de zinco nos arredores desta cidade portuária a quase 2.000 km de Santiago.
Outros manifestantes pediam que os mais violentos respeitassem o ato pacífico, enquanto nos restaurantes do centro histórico, garçons venezuelanos e clientes chilenos viam de longe a cena, que denominaram como “triste”.
“Nem todos os venezuelanos roubam, nem todos os chilenos nos odeiam”, diziam em uma mesa do Café Francesco da Praça Prat.
Ação policial
O protesto ocorreu um dia depois do desalojamento da Praça Brasil, onde há um ano pernoitam os migrantes mais pobres e sem documentos que não conseguem chegar a Santiago e sobrevivem vendendo balas, pedindo esmolas ou limpando vidros dos carros nos sinais de trânsito da cidade.
Na operação policial, repudiada por autoridades locais e organizações humanitárias, Jeremy, um menino venezuelano de 4 anos, ficou 24 horas desaparecido. Ele era procurado na manhã deste sábado (25) por carabineiros, que mostravam fotos da criança aos pedestres na praia. Finalmente, o menino foi encontrado.
“Menos mal que encontraram o menino, mas isto resume a má gestão de todo esse drama humanitário, o governo pensa que é só deportar alguns e desalojá-los de uma praça”, queixou-se Franklin Pérez, administrador de um prédio no centro de Iquique.
O governador da região de Tarapacá, José Miguel Carvajal, culpou o governo do presidente Sebastián Piñera pela crise migratória no norte do país, queixando-se que nem ele, nem o prefeito da cidade foram alertados do desalojamento de sexta-feira, que gerou o repúdio de uma parte da população.
“As cem famílias na Praça Brasil hoje estão perambulando em diferentes espaços públicos; estão realocando-se com amigos, próximos, com quem vão se alojar novamente com barracas nas praias de Iquique, e outros estão se mobilizando para assentamentos em Alto Hospicio”, zona industrial nos arredores de Iquique.
A colônia venezuelana é a mais numerosa do Chile, com mais de 400 mil pessoas, embora estime-se um número muito maior devido ao aumento de entradas por corredores clandestinos desde 2020, quando o Chile fechou suas fronteiras por causa da pandemia.
Além disso, o governo chileno deu uma guinada em sua política de solidariedade com os venezuelanos, defendida pelo presidente Piñera em 2018, inclusive oferecendo vistos exclusivos para que os venezuelanos “tivessem oportunidades no Chile”.
Desde então, diminuiu drasticamente a aprovação de qualquer visto para quem viaja da Venezuela, depois veio o fechamento de fronteiras pela pandemia e muitos venezuelanos começaram a chegar após viverem por alguns anos em Colômbia, Equador e Peru.
As chegadas de pessoas ao Chile por passagens clandestinas somaram 23.673 até julho, quase 7 mil a mais do que em todo o ano passado, segundo o relatório do Serviço Jesuíta aos Migrantes (SJM) no mês de setembro.

Fonte: G1 Mundo

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Cinco curiosidades sobre o país onde o ano tem 13 meses


Etíopes estão comemorando o Ano Novo agora, porque seu calendário é diferente do ocidental. Etíopes estão comemorando o Ano Novo agora, porque seu calendário é diferente do ocidental
Getty Images/BBC
Etíopes estão comemorando o início de um novo ano com várias festividades, apesar das dificuldades causadas pela inflação, a guerra e a fome no país. Saiba mais sobre o calendário único da Etiópia e sua herança cultural.
1) O ano dura 13 meses
Além do ano ter um mês a mais, o calendário etíope está sete anos e oito meses atrás do calendário ocidental, portanto, no dia 12 deste mês teve início o ano de 2014.
Isso porque a Etiópia calcula o ano de nascimento de Jesus Cristo de maneira diferente. Quando a Igreja Católica retificou o seu cálculo no ano 500 d.C., a Igreja Ortodoxa Etíope não fez o mesmo.
Portanto, o Ano Novo para os etíopes cai no dia 11 de setembro ou 12 de setembro em anos bissextos (que tem um dia a mais no calendário).
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Ano Novo etíope coincide com início da primavera no país; celebrações incluem jogar grama e flores na água, para agradecer a Deus por essa estação
AFP/BBC
Diferentemente, do calendário ocidental, em que há meses com 31 dias e outros com 30, além de fevereiro, que é mais curto, o calendário etíope é mais simples: há 12 meses com 30 dias, e um décimo terceiro mês — o último do ano — com cinco ou seis dias, dependendo se é ou não ano bissexto.
O tempo também é contado de maneira diferente, com o dia dividido em turnos de 12 horas, começando às 6h, o que faz com que meio-dia e meia-noite caiam às 18h ou 6h, no horário etíope.
Portanto, se alguém combina de te encontrar em Addis Ababa (capital da Etiópia) às 10h para um café, não se surpreenda se ele aparecer às 16h.
2) É o único país africano que nunca foi colonizado
A Itália tentou invadir a Etiópia, ou Abissínia, como era conhecida, em 1895, quando nações europeias disputavam o continente africano entre si, mas sofreu uma derrota humilhante. A Itália conseguiu colonizar a vizinha Eritreia depois que uma empresa naval italiana comprou o porto de Assab, no Mar Vermelho. A confusão provocada com a morte em 1889 do imperador etíope Yohannes 4º permitiu que a Itália ocupasse as planícies do país ao longo da costa.
Desfile para comemorar a Batalha de Adwa
Getty Images/BBC
Mas alguns anos depois, quando a Itália tentou adentrar pelo território etíope, foi impedida na Batalha de Adwa. Quatro brigadas de tropas italianas foram derrotadas em questão de horas em 1º março de 1896 por forças etíopes comandadas pelo imperador Menelik 2º.
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A Itália foi forçada a assinar um tratado reconhecendo a independência da Etiópia, embora, décadas depois, o líder fascista Benito Mussolini tenha violado o acordo, ocupando o país por cinco anos.
Um dos sucessores de Menelik, o imperador Haile Selassie, se aproveitou da vitória sobre a Itália e pressionou pela criação da Organização para a União Africana (OAU), agora chamada de União Africana, que tem sua sede na capital da Etiópia, Addis Ababa.
“Nossa liberdade não tem sentido até que todos os africanos sejam livres”, disse Selassie no lançamento da OAU em 1963, num momento em que boa parte do continente ainda permanecia sob domínio de potências europeias.
Três principais cores da bandeira etíope representam pan-africanismo; vários países do continente adotaram essas cores em suas bandeiras após conquistarem independência
Getty Images/BBC
Ele convidou aqueles que lideravam a luta contra o colonialismo para um treinamento, entre eles Nelson Mandela, que liderou a luta contra o Apartheid na África do Sul. Mandela recebeu um passaporte etíope, permitindo-lhe viajar pela África em 1962.
“Senti que visitaria minha própria gênese, desenterrando as raízes do que me tornou um africano”, disse Mandela anos depois dessa viagem.
3) Rastafáris adoram o imperador Haile Selassie
Essa crença tem origem numa fala de 1920 atribuída ao influente ativista jamaicano pelos direitos dos negros Marcus Garvey, que está por trás do movimento Back to Africa (De Volta à África): “Olhe para a África, quando um rei negro será coroado, pois o dia da libertação está próximo.”
Uma década depois, quando Ras Tafari (ou Chefe Tafari), de 38 anos, foi coroado na Etiópia como Haile Selassie 1º, muitos na Jamaica enxergaram isso como uma profecia se realizando. E assim nasceu o movimento Rastafári.
Cristão, Haile Selassie (à esquerda) negou que fosse imortal, mas continua sendo adorado pelos rastafáris
AFP/BBC
A lenda do cantor de reggae Bob Marley foi instrumental em espalhar a mensagem Rastafári. A música dele “Guerra” (“War”, em inglês) menciona o discurso do imperador etíope na Assembleia-Geral das Nações Unidas em 1963, pedindo paz mundial: “Até que a filosofia que acredita que uma raça é superior e outra é inferior seja permanentemente desacreditada e abandonada… Até que esse dia chegue, o continente africano não conhecerá a paz.”
O disco “Exodus”, de Bob Marley, descrito pela revista americana Time como o álbum do século 20, reflete o desejo dos rastafáris de retornar à África, continente que milhões de pessoas foram forçadas a deixar durante o tráfico transatlântico de escravos.
Imperador etíope Haile Selassie foi recebido por milhares de jamaicanos quando foi à Jamaica em 1966
Getty Images/BBC
Até hoje, uma pequena comunidade rastafári vive na cidade etíope de Shashamene, 225 km ao sul de Addis Abeba, em terras concedidas por Selassie aos negros do Ocidente que o apoiaram contra Mussolini.
Selassie, um cristão ortodoxo, pode não ter sido um seguidor da filosofia Rastafári. Ele destacava que não era imortal, mas os rastafáris ainda o reverenciam como o “Leão de Judá”.
Esta é uma referência à suposta linhagem de Selassie, que rastafáris e muitos etíopes acreditam que pode ser rastreada até o rei Salomão bíblico.
4) É o lar da Arca da Aliança
Para muitos etíopes, o baú sagrado contendo as duas tábuas com os Dez Mandamentos que a bíblia diz que foram dados a Moisés por Deus não está desaparecido — o Indiana Jones de Hollywood só precisava ter ido à cidade de Aksum para encontrá-lo.
A Igreja Ortodoxa Etíope afirma que a arca está sob vigilância constante no terreno da Igreja Nossa Senhora Maria de Sião de Aksum. Ninguém tem permissão para ver a arca.
Diz a tradição que a igreja possui esta preciosa relíquia graças à Rainha de Sabá, cuja existência é contestada pelos historiadores, mas não por grande parte dos etíopes.
Eles acreditam que ela viajou de Aksum a Jerusalém para visitar o rei Salomão e descobrir mais sobre sua suposta sabedoria por volta de 950 a.C.
A história de sua jornada e sedução por Salomão são detalhadas no épico Kebra Nagast (Glória dos Reis), uma obra literária etíope escrita na língua Ge’ez no século 14.
A obra conta como Makeda, a Rainha de Sabá, deu à luz um filho: Menelik (que significa Filho dos Sábios). E como anos depois, ele viajou a Jerusalém para encontrar seu pai.
Salomão queria que ele ficasse e governasse após sua morte, mas concordou com o desejo do jovem de voltar para casa, mandando-o de volta com um contingente de israelitas. Um deles roubou a arca, substituindo a original por uma falsificação.
Quando Menelik descobriu, ele concordou em manter a arca, acreditando ser a vontade de Deus que ficasse na Etiópia. Até os dias de hoje, para os cristãos ortodoxos do país, a arca é sagrada e algo a que eles ainda estão dispostos a proteger com suas vidas.
Isso ficou evidente no ano passado, quando, durante o conflito que eclodiu na região norte da Etiópia, soldados da Eritreia supostamente tentaram saquear a Igreja Nossa Senhora de Sião após um massacre horrível.
Um funcionário público da cidade disse à BBC que jovens correram para o local para proteger a arca: “Todos os homens e mulheres lutaram contra eles. Eles atiraram e mataram alguns, mas estamos felizes porque não deixamos de proteger nossos tesouros. ”
5) É também lar de muçulmanos
“Se você for para a Abissínia, encontrará um rei que não tolerará a injustiça”, disse o profeta Mohammed a seus seguidores quando eles enfrentaram a perseguição pela primeira vez na Meca do século 7, na atual Arábia Saudita.
Um dos mausoléus da história mesquita de al-Negashi Mosque foi danificado em conflitos no Tigré
AFP/BBC
Isso foi na época em que o profeta havia acabado de começar seus sermões, que se tornaram tão populares que ele foi visto como uma ameaça pelos governantes não muçulmanos da região.
Seguindo seu conselho, um pequeno grupo partiu para o Reino de Aksum, que então cobria grande parte da atual Etiópia e Eritreia, onde realmente foram bem recebidos e autorizados a praticar sua religião pelo monarca cristão Armah, cujo título real em Ge ‘ ez era Negus, ou Negashi em árabe.
Acredita-se que esses migrantes tenham se estabelecido na aldeia de Negash (atual Tigré). Ali, teriam se estabelecido e construído aquela que é considerada a mesquita mais antiga da África. No ano passado, a mesquita al-Negashi foi bombardeada durante os combates em Tigré.
Os muçulmanos locais acreditam que 15 discípulos do profeta também estão enterrados em Negash. Na história islâmica, essa mudança para Aksum ficou conhecida como a primeira Hijra ou “migração”.
Atualmente, os muçulmanos compõem 34% dos mais de 115 milhões de habitantes da Etiópia.

Fonte: G1 Mundo

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Theoneste Bagosora, um dos condenados pelo genocídio em Ruanda, morre na prisão


Theoneste Bagosora era chefe de gabinete no Ministério da Defesa de Ruanda em 1994 e foi condenado à prisão perpétua em 2008 Theoneste Bagosora no julgamento em 2008, quando foi condenado à prisão perpétua por sua participação do genocídio de Ruanda
REUTERS/International Criminal Tribunal for Rwanda
O ex- coronel Theoneste Bagosora, uma das autoridades de mais alto nível de Ruanda condenada pela Justiça internacional por seu papel no genocídio de 1994, morreu neste sábado (25) no Mali, onde cumpria pena, informaram diferentes fontes.
“Ele estava na clínica há algum tempo, mas era vigiado por agentes de segurança”, declarou à AFP uma fonte da administração penitenciária do Mali.
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Por sua vez, um encarregado da clínica onde ele estava internado também confirmou sua morte, e assinalou que a mesma foi causada por “insuficiência cardíaca”. Outra fonte que confirmou a morte de Bagosora à AFP foi um conselheiro do Ministério da Justiça do Mali.
Theoneste Bagosora, chefe de gabinete no Ministério da Defesa de Ruanda em 1994, foi condenado à prisão perpétua em 2008 pelo Tribunal Penal Internacional para Ruanda (TPIR) por genocídio, crimes contra a humanidade e crimes de guerra. Após um recurso apresentado em 2011, sua sentença foi reduzida para 35 anos de prisão.
Antes de ser internado, o antigo dirigente militar era mantido em uma prisão situada a cerca de 50 quilômetros de Bamaco.
Ruanda lembra aniversário de 25 anos de genocídio
Reuters
Um dos autores intelectuais do genocídio
Durante o seu processo, a acusação o apresentou como o “cérebro” do genocídio que causou a morte de 800 mil pessoas, sobretudo da minoria tutsi.
Em 2019, os meios de comunicação franceses Mediapart e Radio France revelaram que um “documento do serviço de Inteligência francês” de setembro de 1994 afirmava que “dois extremistas do regime” hutu que governava a Ruanda naquela época foram “os principais autores intelectuais do atentado de 6 de abril de 1994” contra o avião do presidente Juvenal Habyarimana, que desencadeou o massacre contra os tutsi e hutus moderados. Um desses dois “extremistas” era Bagosora.
Em 2011, os juízes de apelação do TPIR anularam várias conclusões da câmara de primeira instância que condenou o ex-coronel. Contudo, mantiveram a conclusão central do julgamento, que afirmava que Bagosora era a autoridade militar máxima em Ruanda entre 6 e 9 de abril de 1994, nos primeiros dias do genocídio.
Vídeos: veja os últimos do g1

Fonte: G1 Mundo

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Aeroporto fecha com intensificação da erupção do vulcão em La Palma


Operadora espanhola de aeroportos Aena disse no sábado que o aeroporto da ilha havia sido fechado. Vulcão Cumbre Vieja expeliu milhares de toneladas de lava, destruiu centenas de casas e forçou a evacuação de quase 6 mil pessoas. Aeroporto fecha com intensificação da erupção do vulcão em La Palma
Reprodução/ Aena
Rios de lava desceram do vulcão e explodiram no ar ao longo da noite na ilha espanhola de La Palma, e o aeroporto foi fechado, com a erupção se intensificando e entrando em sua fase mais explosiva até agora.
Desde que a erupção na pequena ilha do Atlântico começou no domingo, o vulcão Cumbre Vieja expeliu milhares de toneladas de lava, destruiu centenas de casas e forçou a evacuação de quase 6.000 pessoas.
Ao vivo: Lava jorra de vulcão La Palma nas ilhas Canárias, na Espanha
Vulcão entra em erupção nas Ilhas Canárias espanholas
ENTENDA: Risco de tsunami chegar à costa brasileira após erupção de vulcão é remoto
As autoridades afirmaram neste sábado que as 160 pessoas evacuadas de outras três cidades na sexta-feira não poderiam retornar para suas casas para recuperar suas posses por causa da “evolução da emergência vulcânica”.
Especialistas dizem que o vulcão entrou em uma nova fase explosiva.
“Medidas de acompanhamento do vulcão realizadas desde o começo da erupção registraram a atividade de maior energia até agora durante a tarde de sexta-feira”, disseram serviços de emergência em um comunicado na noite de sexta-feira.
A operadora espanhola de aeroportos Aena disse no sábado que o aeroporto da ilha havia sido fechado.
“O aeroporto de La Palma não está em operação devido à acumulação de cinzas. A limpeza começou, mas a situação pode mudar a qualquer momento”, escreveu no Twitter.
La Palma, com população de mais de 83.000 pessoas, faz parte do arquipélago das Ilhas Canárias.

Fonte: G1 Mundo

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Oposição protesta em Moscou e denuncia fraude nas eleições parlamentares


Eleições legislativas ocorreram entre 17 e 19 de setembro e deram maioria ao partido governista ao retirar da disputa opositores de Putin Manifestantes protestam contra suposta fraude nas eleições legislativas russas e pedem liberdade a Alexey Navalny
REUTERS/Evgenia Novozhenina
Uma manifestação neste sábado (25) em Moscou, convocada pelo Partido Comunista da Rússia, protestou contra as eleições legislativas no país. A oposição a Putin acusa as autoridades de realizar uma “fraude maciça” durante as eleições legislativas que ocorreram entre 17 e 19 de setembro.
Em uma praça Pushkin abarrotada, os principais nomes do Partido Comunista reuniram uma multidão compacta e tranquila, para denunciar que as eleições haviam sido “roubadas”, conforme constatou um correspondente da AFP no local.
O partido governante Rússia Unida “roubou os assentos dos deputados”, disse Valeriy Rashkin, primeiro secretário do Partido Comunista em Moscou, criticando “a colossal fraude eleitoral em Moscou”.
Por sua vez, o presidente Vladimir Putin parabenizou neste sábado (25) o partido governante pela “vitória convincente”, ao afirmar que a democracia russa saiu fortalecida, após um encontro com os líderes dos cinco partidos que conseguiram assentos no Parlamento, entre eles Gennady Zyuganov, do Partido Comunista.
Antes do início da manifestação, que não foi autorizada pelas autoridades, as forças de segurança detiveram vários ativistas políticos, entre eles Sergei Udaltsov, líder de um partido radical de esquerda, assinalou a ONG OVD-Info, especializada no monitoramento das manifestações na Rússia.
A polícia marcou presença na praça Pushkin com grande aparato, mas não tentou dispersar a manifestação. Contudo, ressoou música a todo volume em caixas de som para abafar os discursos dos manifestantes.
“Putin é um ladrão”, gritavam os manifestantes, que também pediam a libertação dos presos políticos. Alguns exibiram cartazes pedindo recontagem de votos, enquanto outros expressavam apoio ao opositor Alexey Navalny.
Maioria para o governo
O partido governante conquistou uma ampla maioria de dois terços, que é suficiente para realizar emendas à Constituição, a cereja do bolo em um processo eleitoral feito sob medida, com a retirada dos principais adversários do presidente.
Navalny e seus aliados, impedidos de participar nas urnas depois que seu movimento foi classificado como “extremista” pela Justiça, tinham desenvolvido uma estratégia com o propósito de incentivar os eleitores a votar nos candidatos de oposição mais bem posicionados em cada distrito para superar o partido governante.
Segundo a oposição, a estratégia de “voto inteligente” teria obtido grande sucesso, sobretudo em Moscou, mas acabou frustrada por uma fraude maciça.
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Fonte: G1 Mundo

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Holandeses protestam contra passaporte de vacina para entrar em bares e restaurantes


Horas após a exigência de mostrar o passe ou um teste negativo de coronavírus entrar em vigor, o governo demitiu uma ministra que questionou a medida em público. Após reduzir as medidas de distanciamento, Holanda tem protestos contra o “passaporte de vacina” neste sábado (25)
REUTERS/Eva Plevier
Centenas de manifestantes marcharam contra a introdução do “passaporte de corona” na Holanda neste sábado (25), após prova de vacinação contra a Covid-19 se tornar obrigatória para entrar em bares, restaurantes, cinemas e outros estabelecimentos.
Horas após a exigência de mostrar o passe ou um teste negativo de coronavírus entrar em vigor, o governo do primeiro-ministro interino Mark Rutte demitiu uma ministra que havia questionado a medida em público.
Mulher atravessa linha de trem na Holanda e quase é atropelada
Holanda inaugura monumento em homenagem a vítimas do Holocausto
Receita Federal encontra droga desconhecida em remessa da Holanda
O gabinete de Rutte afirmou que a vice-ministra de Assuntos Econômicos, Mona Keijzer, havia sido demitida porque seus comentários iam de encontro com a política do gabinete ministerial em um assunto de “tanta importância e peso”.
O lançamento do passe de vacinação coincidiu com o fim de quase todas as medidas de distanciamento social no país onde 72% da população recebeu pelo menos uma dose da vacina.
Embora o uso de máscaras ainda seja obrigatório no transporte público, estudantes e professores não precisarão mais utilizá-las nas escolas, e a regra para distanciamento de 1,5 metros em espaços públicos também foi cancelada.
Carregando cartazes e placas enquanto música techno tocava em alto-falantes de celulares, centenas de manifestantes se opuseram ao passe abrindo caminho pelas ruas de Haia, capital do governo holandês.
Algumas placas comparavam as restrições contra a Covid-19 a medidas impostas por governos repressivos. “Apartheid médico. Acabe com os passaportes de vacina”, dizia um cartaz.
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Fonte: G1 Mundo

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Talibã pendura corpos de supostos sequestradores em guindastes

Quatro sequestradores foram pendurados em guindastes após morrerem em troca de tiros neste sábado (25) em Herat. Vice-governador diz que exibição ocorre para que sirva de “lição” de que o sequestro não será tolerado. Os talibãs penduraram os corpos de quatro sequestradores em guindastes após matá-los durante uma troca de tiros neste sábado (25) em Herat, no oeste do Afeganistão, informou um integrante do governo provincial.
O vice-governador da província de Herat, Mawlawi Shir Ahmad Muhajir, afirmou que os cadáveres foram exibidos em diversas praças públicas no mesmo dia em que foram assassinados para que sirva de “lição” de que o sequestro não será tolerado.
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As imagens divulgadas através das redes sociais mostram corpos ensanguentados na caçamba de uma caminhonete, enquanto um guindaste levanta o cadáver de um homem. Uma multidão observa os combatentes talibãs armados, que se reúnem em volta do veículo.
Outro vídeo mostra um homem suspenso em um guindaste em uma rotatória importante de Herat, com um cartaz no peito dizendo: “Os sequestradores serão castigados desta maneira.”
A exibição em diversas praças da cidade é o castigo público de maior notoriedade desde que os talibãs chegaram ao poder no mês passado, e é um sinal de que os islamistas radicais adotarão medidas temerosas, em consonância com as ações de seu governo anterior, entre 1996 e 2001.
Muhajir detalhou que as forças de segurança foram informadas de que um empresário e seu filho tinham sido sequestrados na cidade na manhã deste sábado (25).
A polícia bloqueou as estradas que rodeiam a cidade e os talibãs detiveram os homens em um posto de controle, onde “aconteceu um tiroteio”, relatou.
“Como resultado de alguns minutos de enfrentamento, um de nossos mujahidins ficou ferido e os quatro sequestradores morreram”, acrescentou Muhajir em uma declaração gravada enviada à AFP.
“Somos o Emirado Islâmico. Ninguém deveria prejudicar nossa nação. Ninguém deveria sequestrar”, frisou o dirigente talibã no vídeo.
Muhajir garantiu que, antes do incidente de hoje, outros sequestros aconteceram na cidade, e que os talibãs tinham resgatado um menino.
Um sequestrador morreu e outros três foram presos, assinalou, mas também comentou que os talibãs “fracassaram e os sequestradores conseguiram ganhar dinheiro” em outro caso.
“Isso nos entristece muito porque, enquanto estamos em Herat, nossa gente está sendo sequestrada”, afirmou Muhajir.
“Para que seja uma lição para outros sequestradores de não sequestrar nem acossar ninguém, penduramos eles nas praças da cidade e deixamos claro para todos que quem roubar, sequestrar ou fizer qualquer ação contra nosso povo será castigado”, concluiu.

Fonte: G1 Mundo