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Eleições na Alemanha: entenda como os alemães escolhem o novo chanceler


Eleitores votam duas vezes: na primeira, em um candidato a representar o distrito eleitoral. Na segunda, no partido de preferência. Após votação, sigla mais bem votada precisa confirmar a maioria com outras agremiações para levar adiante o nome do indicado a chanceler. Câmara baixa do Parlamento da Alemanha, em Berlim, em foto de 7 de setembro
Michele Tantussi/Reuters
A Alemanha escolhe em 26 de setembro os novos congressistas que formarão o Parlamento do país. Com isso, será definido também quem sucederá a atual chanceler Angela Merkel, que decidiu não concorrer à reeleição.
Como um país parlamentarista, a chefia do governo alemão fica a cargo de um representante do Parlamento. Na Alemanha, esse representante é chamado de chanceler — o equivalente ao primeiro-ministro.
Merkel ocupava a chefia do governo alemã desde 2005, como líder do partido União Democrática Crista (CDU, na sigla em alemão). A sigla conseguiu se manter majoritária por mais de uma década na Alemanha, permitindo a continuidade da chanceler no cargo.
O modelo de escolha do chefe de governo é complexo e segue várias etapas. Começa com a votação dos eleitores duas vezes na mesma cédula eleitoral e termina com a aprovação do nome do novo chanceler pelo Parlamento recém eleito. Veja o resumo abaixo:
INFOGRAFIA – Como funcionam as eleições parlamentares na Alemanha e o processo de escolha do novo chanceler
Daniel Ivanaskas/G1
Leia abaixo em detalhes como funciona a escolha do chanceler da Alemanha
Dois votos por eleitor
A cédula eleitoral apresenta duas colunas: uma para o primeiro voto (Erststimme, em alemão) e uma para o segundo (Zweitstimme).
No primeiro voto, os eleitores escolhem o candidato a representante de cada um dos 299 distritos eleitorais alemães. Cada partido apresenta seu concorrente, e há a possibilidade da participação de independentes desde que eles tenham ao menos 200 assinaturas de apoiadores.
Homem com roupa típica da Baviera, estado da Alemanha, nas eleições regionais de 2018
Christof Stache/ AFP
Esses 299 distritos são divididos pela Alemanha em territórios de 250 mil habitantes. Isso significa que algumas grandes cidades como Berlim, Hamburgo e Munique levam ao Parlamento mais de um representante.
No segundo voto, o eleitor marca o partido de sua preferência. Não precisa ser necessariamente a mesma agremiação do candidato da primeira votação. Ou seja, se uma pessoa preferiu um representante da CDU para representar seu distrito, ela pode sem problema algum votar no SPD nessa segunda escolha caso prefira essa sigla à outra, como um todo.
Para essa segunda votação, cada partido indica uma lista de lideranças políticas que podem representar cada um dos estados alemães no Parlamento, com ao menos 299 vagas. Nesse caso, os assentos são distribuídos proporcionalmente de acordo com o percentual de votos das siglas na eleição. Aí, cada agremiação ocupa as cadeiras correspondentes de acordo com a ordem da lista definida previamente.
Há duas regras importantes sobre a distribuição de assentos que merecem atenção:
Assentos extras — Se um partido obtiver um melhor desempenho na primeira votação (distrital) do que na segunda (por legenda), o número de cadeiras no Parlamento de outro partido aumenta para manter a proporcionalidade. A ideia é evitar que o voto no representante do distrito tenha mais peso do que o voto no partido. Por causa disso, os 598 assentos “base” se tornaram, ao fim da última eleição, 709 no total.
A regra dos 5% — É a cláusula de barreira alemã. Um partido só entra no Parlamento se chegar aos 5% dos votos na votação por legenda. A ideia é evitar que grupos pequenos e extremistas elejam parlamentares.
A confirmação do chanceler
A primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, durante pronunciamento sobre a tomada do poder no Afeganistão pelo Talibã, na segunda-feira (16)
Odd Andersen/Pool/AFP
Após a apuração e a atribuição dos assentos no Parlamento, o partido com mais votos busca uma aliança para indicar um nome para o cargo de chanceler. Esse nome é o do líder do partido, definido pela própria sigla geralmente antes mesmo da votação. Era assim com Angela Merkel, que liderava a CDU.
Os parlamentares têm um mês para tomar posse e, aí, começar a efetivar o nome do chanceler a partir das coalizões. É muito difícil que um partido sozinho obtenha mais de 50% dos assentos no Parlamento da Alemanha, então o cenário mais provável é o da costura de alianças partidárias — que podem ser feitas até mesmo entre grupos rivais, como a CDU, de centro-direita, e o SPD, de centro-esquerda.
Apesar de o processo de formação das alianças ocorrer durante semanas, a depender do resultado da eleição poderá haver logo nas primeiras horas um nome mais provável para o cargo de chanceler. Principalmente se o partido que chegar à frente já vislumbrar uma boa maioria com outras siglas que costumam ser aliadas — caso do SPD e dos Verdes.
Frank-Walter Steinmeier, presidente da Alemanha, em foto de 2017
Michael Sohn/AP Photo
Finalmente, o nome indicado é levado ao presidente da Alemanha, que atualmente é Frank-Walter Steinmeier. Ele tem um papel cerimonial, não participa do governo, e apenas ratifica a indicação e a devolve ao Parlamento. Os parlamentares, então, em uma votação secreta, oficializam a escolha do novo chanceler alemão.
Até é possível que os congressistas rejeitem a escolha do chanceler, mas, como o cargo nasce a partir das costuras dos próprios parlamentares que formam a maioria, é extremamente improvável que isso ocorra.
VÍDEOS: Notícias internacionais

Fonte: G1 Mundo

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Luvas de Michael Jackson vão ajudar a pagar por vacinas contra Covid em Guiné Equatorial


Ao lado de outros itens raros, luvas que valem mais de R$ 1 milhão estão entre bens confiscados do vice-presidente Teodorin Nguema Obiang Mangue, acusado de fraude e corrupção. No total, mais de R$ 142 milhões serão arrecadados e usados no combate à doença em país centro-africano. Teodorin Obiang, vice-presidente da Guiné Equatorial e filho do ditador Teodoro Obiang, em foto de 2013
Jerôme Leroy/AFP
Um par de luvas incrustadas de joias, que pertenceram a Michael Jackson, estão entre os itens que serão revertidos em vacinas contra Covid-19 para a população de Guiné Equatorial, após a apreensão de milhões em bens do vice-presidente do país, Teodorin Nguema Obiang Mangue.
Fã do “rei do pop”, entre a coleção de itens raros do vice-presidente do país centro-africano estaria ainda uma jaqueta autografada, usada pelo cantor na época do lançamento da música “Thriller”. O confisco também incluiu carros e propriedades.
No total, quase US$ 27 milhões (mais de R$ 142 milhões) vindos de bens confiscados do político – que também é filho do presidente – serão usados para este fim. Apenas as luvas estão estimadas em US$ 275 mil (cerca de RS$ 1,45 milhão).
A maior parte desse dinheiro será entregue à ONU para a distribuição das vacinas, e o restante irá para uma organização de caridade em Silver Spring, Maryland, que entrega medicamentos e suprimentos médicos na Guiné Equatorial.
Um comunicado do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, divulgado na segunda-feira (20), explica que um acordo de confisco foi feito ainda em 2014 entre o país e Obiang Mangue, após um processo de enriquecimento ilícito.
Segundo o comunicado, em 2011, quando era ministro da Agricultura e Silvicultura, ele recebia um salário oficial de menos de US$ 100 mil, mas “usou sua posição e influência para acumular mais de US$ 300 milhões em ativos por meio de corrupção e lavagem de dinheiro, em violação às leis dos Estados Unidos e da Guiné Equatorial”.
Carnaval no Brasil
Em 2015, a Guiné Equatorial foi tema do desfile de Carnaval da Beija Flor, no Rio de Janeiro, e rendeu o campeonato à escola carioca. Em troca, a Beija Flor teria recebido € 10 milhões de patrocínio. Na época, o governo do país africano negou ter dado o patrocínio e afirmou ter apenas contribuído com material e informações para a escola de samba.
Mas independentemente da ajuda financeira, os cariocas puderam ver de perto o lado esbanjador de Obiang Mangue, que gastou R$ 79 mil apenas em um jantar em um restaurante de frutos do mar, reservou sete suítes de cobertura no hotel Copacabana Palace e alugou dois camarotes onde os 40 convidados foram regados com champanhe Dom Pérignon durante o carnaval.
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Fonte: G1 Mundo

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A ex-doméstica brasileira que acaba de assumir cargo sênior no governo dos EUA


Natalicia Tracy, que passou por jornadas abusivas enquanto fazia trabalho doméstico nos EUA, virou líder trabalhista e agora vai trabalhar na administração pública federal. Natalicia Tracy, em foto de 2016; ela contou ter sido submetida a jornadas abusivas quando trabalhou como doméstica nos EUA
BBC
Uma ex-doméstica brasileira que se tornou líder trabalhista e acadêmica com PhD nos Estados Unidos acaba de assumir um cargo no governo americano de Joe Biden.
Natalicia Tracy, que se mudou para os Estados Unidos em 1989, para trabalhar na residência de uma família brasileira em Boston – e conta ter sido submetida a jornadas abusivas de trabalho –, foi nomeada conselheira sênior para a Agência de Saúde e Segurança Ocupacional (Osha, na sigla em inglês) do Departamento de Trabalho do governo americano.
Tracy conta que foi convidada por um representante da Casa Branca ao cargo, por sua experiência pessoal, profissional (como líder de movimentos trabalhistas e de imigrantes e promotora de legislações voltadas para esse público) e acadêmica – ela é PhD em Sociologia e professora da Universidade de Massachusetts em Boston, com especialidade nas áreas de política migratória, social e estudos do trabalho.
Embora ainda não possa dar detalhes da sua nova função, diz que sua atuação deverá ser voltada a esses temas.
A BBC News Brasil contou a história de Tracy em uma reportagem de 2016, quando a brasileira era diretora-executiva do Centro do Trabalhador Brasileiro em Boston – posição que deixou para assumir o novo cargo em Washington.
Do Brasil para os EUA
O envolvimento de Natalicia Tracy com questões trabalhistas começou há mais de três décadas, quando ela foi recrutada, aos 19 anos, em São Paulo, para acompanhar uma família brasileira numa temporada de dois anos em Boston.
Além de cuidar de um bebê de dois anos, ela desempenhava todas as tarefas domésticas da casa. A jornada, diz, ia das seis da manhã às onze da noite.
“De acordo com as leis trabalhistas dos Estados Unidos, eu estava num trabalho considerado escravo”, ela afirmou em 2016 à BBC News Brasil.
Tracy disse que dormia numa “varanda fechada com cimento grosso no chão” e que não podia usar o telefone nem receber cartas.
Segundo ela, muitas vezes não sobrava comida após cozinhar para os patrões. “Fiquei doente e não me levaram ao médico. Era um ser humano que estava sob a responsabilidade deles: não falava inglês, não tinha família aqui.”
A pior parte, diz ela, era o pagamento: US$ 25 por uma jornada de 90 horas semanais, valor muito abaixo do salário mínimo local.
Passado esse período, seus empregadores voltaram ao Brasil, mas Tracy resolveu permanecer nos EUA. Acabou se casando com um americano e começou a se dedicar aos estudos: concluiu o ensino médio, cursou Psicologia e Sociologia, até obter mestrado e PhD, com um estudo que relaciona imigração, raça, família e classe.
A região onde ela mora concentra a maior população brasileira nos Estados Unidos, a maioria em situação irregular.
Em 2006, Tracy começou como voluntária no Centro do Trabalhador Brasileiro, grupo de defesa de direitos trabalhistas do qual se tornou diretora-executiva em 2010.
Com o apoio da maior central sindical do país (a American Federation of Labor and Congress of Industrial Organizations), Tracy passou a articular com outras organizações a aprovação, em Massachusetts, de uma das mais avançadas legislações estaduais sobre trabalho doméstico dos Estados Unidos.
Sancionada em julho de 2014, a legislação exige, entre outros pontos, que os domésticos – mesmo os indocumentados – tenham um contrato de trabalho escrito, sejam pagos pelo total de horas trabalhadas, garante dias mínimos de descanso e cria canais para denunciar abusos.
Foi então que começou a ter interlocução com políticos democratas – chegou a reunir-se com o ex-presidente Barack Obama e a senadora Elizabeth Warren.
“Tive acesso a espaços que antes não eram abertos nem a americanos de cor. Foi poderoso”, afirmou à BBC News Brasil à época.
“Essa consciência de ser mulher, imigrante e negra, eu uso isso como uma arma, de forma que sei quem sou e sei da minha capacidade. E se você disse que eu não posso fazer alguma coisa, eu vou te provar o contrário.”
VÍDEOS com notícias internacionais

Fonte: G1 Mundo

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Polícia e FBI retomam buscas por noivo de influencer que foi encontrada morta nos EUA


Noivo de Gabby Petito deixou a casa da família dele, na Flórida, para fazer uma trilha em uma região de pântanos no estado. A polícia faz buscas por ele nesse local. FBI diz que encontrou corpo compatível com o da influenciadora digital Gabby Petito, de 22 anos
A polícia e o FBI retomaram, nesta quarta-feira (22), as buscas de Brian Laundrie, o noivo de Gabby Petito, a influencer de 22 anos que apareceu morta em um parque no estado do Wyoming, nos Estados Unidos.
Laundrie é considerado uma “pessoa de interesse” pelos agentes. Ele está sendo procurado em uma região de pântanos no estado da Flórida.
A influenciadora Gabby Petito, cujo corpo foi encontrado nos Estados Unidos em um parque em Wyoming
Reprodução/Redes sociais
Petito, sua noiva, desapareceu no dia 11 de setembro. O casal estava fazendo uma viagem pelo país. Laundrie, o noivo, voltou para casa no dia 1 de setembro.
Ele foi visto pela última vez na cidade de North Port, no dia 14 de setembro, quando deixou a casa de sua família. Na ocasião, ele afirmou que iria fazer uma trilha em uma região selvagem.
A polícia da cidade de North Port diz que só soube da partida do noivo depois de três dias, quando a família informou as autoridades.
Um porta-voz da polícia do município disse nesta quarta-feira que os agentes voltaram à região onde ele teria ido fazer a trilha. A área tem muitos crocodilos, e alguns trechos são muito difíceis de serem atravessados.
Brian Laundrie e Gabby Petito
Reprodução / Redes Sociais
As equipes de busca encontraram o corpo de Petito no domingo, em uma região remota do Parque Nacional de Bridger-Teton.
Há uma imagem do dia 27 de agosto, gravada por um outro casal de influencers de viagem, que mostra a van de Petito e Laundrie estacionada ao lado de uma estrada de terra.
O distrito policial que tem jurisdição do parque analisou o corpo e concluiu que houve homicídio, mas a causa de morte ainda não foi divulgada.
“O FBI e os nossos parceiros ainda estão comprometidos a garantir que os responsáveis ou cúmplices na morte da senhorita Petito serão responsabilizados pelas suas ações”, disse o agente do FBI responsável pelo caso.
O que se sabe até agora
Petito e Laundrie saíram de casa, no estado de Nova York, no fim de junho ou início de julho em uma van. Eles iriam visitar os parques nacionais do país e registrar a viagem em mídias sociais.
Petito foi vista com vida pela última vez no dia 24 de agosto, quando ela deixou um hotel em Salt Lake City. Ela publicou a última foto no dia seguinte.
A família de Petito acredita que ela estava indo para o Parque Nacional de Grand Teton quando tiveram contato com ela pela última vez.
O corpo dela foi encontrado na beira do parque, perto de uma área de acampamento.
Na segunda-feira, os investigadores cumpriram um mandado de busca na casa da família Laundrie na Flórida. Eles saíram de lá com caixas de papelão em uma van e rebocaram um carro.
Mensagens de texto suspeitas
Quando pediram os mandados de busca, os investigadores citaram uma mensagem de 27 de agosto que Petito enviou para a mãe dela.
No texto, Petito cita o avô pelo primeiro nome (Stan), o que não era comum. A família de Petito disse que uma segunda mensagem de texto também parecia suspeita.
Na semana passada, a polícia de Utah divulgou um vídeo gravado por um agente que encontrou o casal em 12 de agosto. No vídeo, Petito soluça enquanto descreve uma briga com Laundrie e admite que lhe deu um tapa. Os policiais não detiveram o casal, mas pediram para que os dois passassem aquela noite separados; Petito na van e Laundrie em um hotel.
No mesmo dia, uma pessoa ligou para a polícia e disse que viu Laundrie dando tapas e batendo em Petito.
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Fonte: G1 Mundo

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Policial resgata criança que prendeu a cabeça em cerca nos EUA; veja vídeo

Incidente foi registrado em Boulder, no estado do Colorado. A pequena estava brincando do lado de fora quando entrou no gradil de casa de onde não conseguiu se soltar sozinha. Policial americano resgata criança que ficou com a cabeça presa em cerca
Um agente do departamento de polícia de Boulder, no estado americano do Colorado, resgatou uma criança que ficou com a cabeça presa no gradil de casa, informou a instituição nesta terça-feira (21).
O incidente, que ocorreu no fim de agosto, foi todo registrado pelas câmeras presas nos uniformes dos policiais (veja no vídeo acima).
A pequena, que não teve sua identidade divulgada, estava brincando quando se prendeu nas grades do guarda-corpo, em um corredor externo de casa.
Seus pais até tentaram usar óleo para ajudar a soltá-la das barras de ferro, mas sem sucesso.
Um dos agentes chamados usou um equipamento para arrombar portas e conseguiu liberar a pequena que saiu com segurança dessa enrascada.
Após se soltar, ela correu para os braços da mãe e prometeu nunca mais fazer uma arte como essas. O policial deu ainda um adesivo de presente pela coragem da pequena.
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Fonte: G1 Mundo

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Biden e Macron anunciam consultas para garantir confiança mútua após crise dos submarinos

Emmanuel Macron e Joe Biden se falaram por telefone nesta quarta-feira (22) e disseram que “consultas abertas entre aliados” teriam “evitado” a crise dos submarinos australianos, de acordo com um comunicado conjunto do Palácio do Eliseu e da Casa Branca.
“O presidente Biden expressou seu compromisso permanente com esta questão”, diz o comunicado, acrescentando que os dois líderes, que se encontrarão “na Europa no final de outubro”, decidiram “lançar um processo de consultas aprofundadas destinado a estabelecer as condições para garantir a confiança”.

Fonte: G1 Mundo

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Japonesas de 107 anos são as gêmeas idênticas mais velhas do mundo, diz livro dos recordes


Umeno Sumiyama e Koume Kodama nasceram em Shodoshima, a 150 km de Osaka, em novembro de 1913. Elas passaram por duas guerras mundiais e atualmente vivem, separadas, em casas de repouso. Umeno Sumiyama e Koume Kodama, de 107 anos, foram confirmadas como as gêmeas idênticas mais idosas do mundo pelo Guinnes em 1º de setembro de 2021
Reprodução/Guinnes World Records
As irmãs japonesas Umeno Sumiyama e Koume Kodama, de 107 anos, foram confirmadas como as gêmeas idênticas mais velhas do mundo, informou na segunda-feira (20) livro dos recordes.
Na verdade, segundo a publicação, em 1º de setembro, quando receberam o reconhecimento, Umeno e Koume completaram 107 anos e 300 dias de vida.
As duas nasceram em Shodoshima, uma ilha localizada a 150 km de Osaka, em 5 de novembro de 1913, e são parte uma família bastante numerosa – elas tinham ao menos mais nove irmãos.
Umeno (esqueda) e Koume (direita) com seus certificados oficiais
Reprodução/Guinnes World Records
Umeno e Koume já passaram por duas guerras mundiais, pandemias e vivem, atualmente, separadas. Cada uma está em uma casa de repouso diferente no Japão, segundo o Guinnes World Records.
A história das duas tomou destinos diferentes logo cedo. Quando terminaram o ensino fundamental, Koume deixou a ilha para trabalhar com o tio em outra cidade.
Já Umeno ficou em Shodoshima, onde se casou e formou sua família.
Peregrinação e festa
Separadas por cerca de 300 km, elas não se encontravam com tanta frequência. No entanto, em algumas datas especiais as duas faziam um esforço para estar juntas.
Aos 70 anos, fizeram uma peregrinação religiosa. Na festa de 99 anos, Umeno brincou e disse que as duas pareciam mais jovens que as duas detentoras do recorde até então – as irmãs Kin e Gin.
Quase uma década depois, elas conseguiram ultrapassar o marco das suas antecessoras e, segundo os seus cuidadores, se emocionaram bastante ao receber o certificado oficial do recorde.
Recordes no Japão
O Japão já registrou vários recordes de pessoas mais longevas do mundo.
O homem que chegou à idade mais avançada no mundo todo foi um japonês, Jiroemon Kimuro, que faleceu em 12 de junho de 2013 aos 116 anos.
Já a pessoa mais idosa do mundo é a japonesa Kane Tanaka, que comemorou seu aniversário de 117 anos em um lar de idosos em Fukuoka, no sul do Japão, em janeiro do ano passado.

Fonte: G1 Mundo

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Dinamarca muda regra para recebimento de benefícios sociais devido à falta de mão de obra

Plano visa integrar 20.000 pessoas que estão fora do mercado de trabalho. A Dinamarca tem atualmente um déficit de mão de obra no mercado de trabalho de 10.500 profissionais, principalmente no setor de serviços. Para tentar resolver o problema, o governo da primeira-ministra Mette Frederiksen propõe alterar as regras para recebimento de certos benefícios sociais no país.
A apresentação do novo plano de crescimento econômico do país deve ser votado e aprovado pelo parlamento dinamarquês antes do recesso de fim de ano, e já entrar em vigor no início do ano que vem. O plano visa integrar 20.000 pessoas que estão fora do mercado de trabalho. 
Entre as medidas apresentadas pelo governo está a de introduzir como requisito obrigatório para “mulheres de origem não ocidental” que vivem no país, não dominam o idioma dinamarquês, mas recebem benefícios sociais do governo há mais de três anos, a regra de trabalhar ou contribuir de forma ativa para sociedade dinamarquesa por meio de 37 horas semanais, o que equivale à jornada semanal de trabalho no país. 
Dinamarca retira praticamente todas as restrições contra a Covid após gestão elogiada
De acordo com dados do governo dinamarquês, seis em cada 10 mulheres que vieram do Oriente Médio, norte da África e Turquia não participam do mercado de trabalho no país. A primeira-ministra Mette Frederiksen foi categórica ao afirmar que “queremos introduzir uma nova lógica de trabalho em que as pessoas tenham o dever de contribuir e ser úteis e, se não conseguirem encontrar um emprego regular, terão que trabalhar de forma voluntária para receber seus benefícios sociais no fim do mês”.
Cortes no seguro-desemprego para jovens recém-formados
A medida gera insatisfação entre os mais jovens. De acordo com a nova proposta, a taxa de compensação financeira para os dinamarqueses que acabaram de sair do ensino superior e que não tem trabalho nos dois primeiros anos deve ser reduzida. 
Atualmente, os recém-formados com menos de 30 anos que estão sem emprego recebem mensalmente DKK 13.815 (o equivalente a R$ 11.500) em benefícios de seguro-desemprego. O governo disse que diminuirá esse valor para DKK 9.500 coroas dinamarquesas, algo em torno de R$ 7.500 reais. 
Para quem tem mais de 30 anos e filhos dependentes, esse valor deve ser reduzido para DKK 12.000 (R$ 9.900). Ao mesmo tempo, o governo propõe que o período normal do seguro-desemprego dos formandos seja reduzido de dois para um ano. 
“Os recém-formados devem contribuir um pouco com a sociedade dinamarquesa, para que muito mais trabalhadores tenham uma cobertura de seguro-desemprego no futuro”, afirmou o ministro do Trabalho da Dinamarca, Peter Hummelgaard.
Setores da indústria e serviços precisam de trabalhadores
De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisa e Estatística na Dinamarca, a indústria da construção, vem sofrendo uma escassez de mão de obra de 43%, pelo sexto mês consecutivo em 2021. Esse valor é próximo ao mais alto da história das estatísticas que remontam ao ano de 2005. 
Para o presidente da Confederação da Indústria Dinamarquesa, Lars Sørensen, as empresas do país estão no meio de uma escassez histórica de mão de obra, e o plano anunciado pelo governo “deve garantir uma recuperação duradoura para o benefício de todos os setores da economia”.
A crise também atingiu o setor hoteleiro. Durante uma entrevista a um canal de TV dinamarquês, o diretor de uma rede de hotéis escandinava, Søren Faerber, disse ser “totalmente absurdo não receberem mais hóspedes porque os hotéis não tem funcionários suficientes para trabalhar na limpeza de quartos ou nos restaurantes destes estabelecimentos”. 

Fonte: G1 Mundo

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‘Carlos, o Chacal’, preso por atentado de 1974 na França, pode ter pena revista


A defesa alega que ele foi preso por posse de uma granada e por ter usado a mesma arma em um atentando, e que isso, na prática, são duas condenações por um mesmo crime. Carlos, o Chacal, durante sessão na Justiça da França, em 22 de setembro de 2021
Thierry Chiarello/Reuters
O venezuelano Ilich Ramírez Sánchez, conhecido como “Carlos, o Chacal”, foi levado a um tribunal em Paris, na França, nesta quarta-feira (22) para um processo de revisão de uma das três penas de prisão perpétua que ele cumpre.
Em setembro 1974, houve um atentando em uma galeria comercial no centro de Paris que deixou 2 mortos e 34 feridos. Uma granada que havia sido colocada em um restaurante no andar de cima explodiu no térreo da então popular galeria comercial.
Veja um vídeo de 2017 de um outro julgamento de Carlos, o Chacal.
Carlos, ‘o Chacal’, volta a ser julgado na França
De acordo com o Ministério Público, o atentado era uma forma de pressionar o governo francês a libertar um japonês detido em Orly, membro do Exército Vermelho japonês, um grupo armado de extrema esquerda que, simultaneamente, sequestrou reféns na embaixada francesa em Haia.
Chacal já foi condenado pela Justiça por esse crime —ele teria causado as mortes, de acordo com a sentença, por “efeito de uma potência explosiva” e por transportar “um dispositivo explosivo sem motivo legítimo”.
Não havia amostras de DNA para comprovar que Chacal foi o autor e nem uma confissão —o venezuelano foi condenado por uma série de acusações, entre elas o depoimento de um ex-companheiro de armas arrependido, o alemão Hans-Joachim Klein.
Segundo a investigação, a granada do caso era do mesmo lote roubado de uma base militar na Alemanha, assim como algumas encontradas na casa da amante de Carlos e abandonadas na tomada de reféns em Haia.
Em novembro de 2019, a Justiça ordenou a revisão da pena. O tribunal considerou houve condenação duas vezes pelo mesmo fato, porque o transporte da granada era uma operação preliminar para cometer os outros crimes.
Quem é Carlos, o Chacal
Chacal é um ex-membro do Frente Popular para a Libertação da Palestina. O jornal “Le Parisien” o chama de um “veterano do terrorismo” e “um velho conhecido da Justiça francesa”.
Ele foi preso em 1994, no Sudão. Na época, ele já era uma pessoa conhecida pelos anos de luta armada nas décadas de 1970 e 1980.
Nesta quarta-feira, Chacal, aos 71 anos, apareceu vestido com jaqueta escura e com a máscara debaixo do nariz. Ele cumprimentou, sorridente, seus advogados e outros conhecidos na sala. Nas mãos, o acusado levava um livro sobre ele mesmo.
Quando o presidente do tribunal pediu que confirmasse sua identidade, profissão e endereço, ele respondeu: “Estou de férias forçadas há 27 anos e meio”. Também denunciou a revista de sua roupa por parte dos policiais.
Arqueologia judicial
Depois de criticar uma “arqueologia judicial” neste caso, “um dos mais antigos em julgamento” na França, sua advogada Isabelle Coutant-Peyre pediu, no primeiro dia do julgamento, a anulação da acusação de transporte de artefato explosivo.
“O Tribunal de Cassação anulou esta condenação, que é um crime. Então, como podemos deixar o resto, se não há artefato explosivo? Dei o exemplo de que é uma mesa em que se esconde as pernas”, disse a advogada.
No entanto, seguindo a opinião do promotor e após um recesso, o presidente do tribunal rejeitou a demanda, ao defender que os fatos já foram julgados. Agora, segundo ele, deve-se estabelecer a pena, com base no contexto da infração e de sua personalidade.
Ramírez Sánchez já foi condenado duas vezes à prisão perpétua por um assassinato triplo em 1975 em Paris e quatro atentados com bomba cometidos na França em 1982 e 1983 (11 mortos e 191 feridos).
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Fonte: G1 Mundo

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Mães reclamam de vandalismo em escolas dos EUA após ‘desafio’ do TikTok; rede social bloqueia vídeos


Jovens gravam imagens destruindo banheiros dos colégios onde estudam e furtando frascos de álcool gel, por exemplo. Empresa afirma que ‘não permite conteúdos que incentivem atividades criminosas’. Estudantes roubam escolas em ‘desafio’ do Tik Tok
Reprodução/Twitter
Nas redes sociais, mães de alunos norte-americanos demonstram preocupação diante de um novo “desafio” (ou “trend”) do Tik Tok: vídeos que estimulam crianças e jovens a depredar a escola onde estudam.
Principalmente nos Estados Unidos, adolescentes são instigados a compartilhar imagens que mostrem eles mesmos destruindo banheiros ou roubando itens como sabonetes, frascos de álcool gel, computadores e portas.
Para tentar solucionar o problema, a rede social afirmou que bloqueou todos os conteúdos relacionados ao “desafio”, porque “não permite materiais que promovam atividades criminosas”.
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Ainda assim, relatos de alunos e pais no Twitter mostram que a “trend” continua.
Em um colégio do estado da Carolina do Norte, o acesso aos banheiros foi bloqueado, para evitar os atos de vandalismo.
“Meu filho, que tem autismo, não pode mais ir sozinho ao toalete, onde ele se sentia seguro, porque a escola não tem como confiar nos alunos”, afirma Jenn Bureau.
Escola dos EUA instala câmeras de segurança nos banheiros
Reprodução/Twitter
No Missouri, outra mãe compartilhou um relato em redes sociais.
“Esse desafio é ridículo e destrutivo. Atingiu a escola do meu filho, e os banheiros foram fechados. É um problema de saúde pública”, escreveu.
Tentativas de evitar vandalismo
Casos de depredação nos colégios estão sendo noticiados pela imprensa internacional.
Em um distrito de Nova York, por exemplo, diretores tiveram de interditar banheiros para consertar as pias destruídas. Como os episódios continuam se repetindo, o acesso aos toaletes é agora controlado por funcionários, segundo reportagem do “News 10”.
Porta-sabonete é roubado em desafio do Tik Tok
Reprodução/Twitter
De acordo com o site da “NBC”, as escolas pedem o apoio dos pais para alertar sobre a gravidade desse “desafio”.
“Nós vamos investigar todos os vídeos postados e responsabilizar os alunos envolvidos. Por favor, converse com seu filho imediatamente”, afirma o comunicado da escola River Ridge High School, na Flórida.
No Kansas, a mãe de um aluno do ensino médio conta que também recebeu um comunicado.
“Acabei de ver um e-mail da escola do meu filho: as crianças estão roubando os porta-sabonetes por causa de um desafio do Tik Tok. Estão pedindo para devolverem”, postou.
Série de lives sobre Enem:
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Fonte: G1 Mundo