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Autópsia revela que ‘Estripador de Yorkshire’ morreu de Covid-19


Um assassino em série morreu em novembro do ano passado em uma prisão na Inglaterra. Na ocasião, não havia confirmação sobre o motivo da morte. Peter William Sutcliffe, o estripador de Yorkshire, é levado, com o rosto escondido sob um cobertor, da Corte em Dewsbury por policiais, em foto de 5 de janeiro de 1981
AP Photo/Pyne
Peter Sutcliffe, assassino em série britânico que era mais conhecido como o “Estripador de Yorkshire”, morreu em novembro de 2020 de Covid-19, informou nesta quarta-feira (22) o médico legista responsável pela autópsia.
Sutcliffe foi condenado à prisão perpétua em 1981 pelo assassinato de 13 mulheres na cidade de Yorkshire entre 1975 e 1980. Ele também foi condenado pela tentativa de assassinato de outras 7 mulheres.
Reino Unido vai aplicar 3ª dose de vacina contra a Covid em grupos vulneráveis
Ele faleceu em 13 de novembro de 2020 em um hospital, aos 74 anos. Na ocasião, o porta-voz do Ministério da Justiça não disse que Sutcliffe havia testado positivo para Covid-19.
Nesta quarta-feira, Clive Bloxham, médico legista, finalmente confirmou que a causa da morte foi uma infecção por coronavírus.
O médico prestou depoimento no âmbito da investigação sobre a morte do ‘serial killer’, uma formalidade obrigatória em qualquer caso de alguém que morre na prisão.
A autópsia mostrou que Sutcliffe tinha “pulmões extremamente pesados”, um efeito comum da infecção por coronavírus, explicou o legista por videoconferência.
O assassino também sofria doenças cardíacas e diabetes, dois fatores que o deixaram especialmente vulnerável à Covid-19, completou Bloxham, que não considerou a morte suspeita.
No início da pandemia, Peter Sutcliffe, considerado um preso vulnerável por seus problemas de saúde, se negou a ser isolado como medida de proteção, afirmou o diretor do presídio, Lee Drummond.
Em novembro, o criminoso testou positivo para Covid-19 após uma primeira internação por um problema cardíaco.
Esquizofrenia paranoide
O ex-caminhoneiro Sutcliffe foi diagnosticado como portador de esquizofrenia paranoide. Ele passou 30 anos em um hospital psiquiátrico antes de ser transferido para uma prisão.
Ele conseguiu escapar diversas vezes dos investigadores por causa das falhas da polícia, mas, depois de ser detido por utilizar uma placa de carro falsa, admitiu os crimes em 1981.
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Fonte: G1 Mundo

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Governo da Alemanha vai parar de pagar pessoas em quarentena


As pessoas que não foram vacinadas e precisam fazer quarentena recebem um pagamento do governo, mas isso deve mudar. Alemanha libera entrada de brasileiros com teste negativo de Covid
O governo da Alemanha vai parar de pagar uma compensação financeira aos trabalhadores que estiverem em quarentena por causa do coronavírus porque é injusto pedir aos contribuintes que subsidiem aqueles que se recusam a tomar vacina, disse Jens Spahn, o ministro da Saúde, nesta quarta-feira (22).
As novas regras vão entrar em vigor no dia 11 de outubro, e serão válidas par os 16 estados do país.
Funcionário de posto de gasolina exige uso de máscara de cliente e é assassinado na Alemanha
As regras vão afetar as pessoas que testarem positivo para o vírus e para quem voltar de países classificados pela Alemanha como locais de alto risco de transmissão (o Brasil foi retirado recentemente desta lista).
Pessoas vão a centro de vacinação contra a Covid-19 em Dresden, na Alemanha, em 29 de julho de 2021
Matthias Rietschel/Reuters
Os viajantes que não foram vacinados e vierem desses países devem fazer quarentena por ao menos 5 dias. Os que foram vacinados (ou se recuperaram de uma infecção recentemente) não precisam passar pela quarentena.
Essas medidas foram criticadas porque alguns trabalhadores não podem ficar parados, sem receber.
“Devemos ver isso de forma diferente, trata-se de uma questão de ser justo: aqueles que se protegem e protegem os outros com a vacina podem, com razão, perguntar por que deveríamos dar dinheiro a alguém que volta de uma viagem de passeio a uma região de alto risco”, disse Spahn.
Há, também, questões ligadas à privacidade. A Alemanha tem leis rígidas sobre a privacidade de dados —em parte, por causa do nazismo e do Estado comunista, regimes que faziam vigilância da população. De modo geral, os empregadores não podem fazer perguntas sobre a saúde do profissional.
As vacinas não são obrigatórias no pais, mas os dirigentes de governo têm tomado medidas para que as pessoas não vacinadas passem por incidentes inconveniente.
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Fonte: G1 Mundo

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Queiroga com Covid: imprensa internacional noticia infecção do ministro da Saúde brasileiro


Ministro é o 2º integrante da comitiva brasileira em NY a ser diagnosticado com o novo coronavírus. Jornais destacaram que Queiroga cumprimentou o premiê britânico. O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, conversa com a imprensa em Nova York
TV Globo
A imprensa internacional noticiou a infecção por Covid-19 do ministro da Saúde brasileiro, Marcelo Queiroga, que foi a Nova York com o presidente Jair Bolsonaro para a 76ª Assembleia Geral da ONU.
Queiroga é o segundo integrante da comitiva brasileira a ser diagnosticado com Covid-19. Ele vai permanecer na cidade americana por 14 dias, em quarentena, segundo o Ministério da Saúde.
Antes de testar positivo, o ministro esteve em um evento com a primeira-dama Michelle Bolsonaro, investidores e chefes de Estado (veja no vídeo abaixo os passos de Queiroga em NY).
Veja os passos de Queiroga e com quem ele esteve em Nova York até testar positivo para Covid
Veículos de comunicação como o jornal britânico “The Guardian” e o americano “The Washington Post” destacaram que o ministro cumprimentou o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, que se reuniu com Bolsonaro. O gesto ofensivo a manifestantes foi mencionado pela rede de televisão CNN.
Veja abaixo a repercussão internacional:

Fonte: G1 Mundo

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Joe Biden promete doar mais doses de vacina; total deve chegar a 1,1 bilhão

Os EUA vão pagar cerca de US$ 7 (R$ 36,8) por dose. Serão doadas vacinas da Pfizer e da BioNTech. Nos EUA, autoridades da saúde recomendam vacinação em adolescentes, que combatem fake news
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciará um compromisso dos norte-americanos de comprar 500 milhões de doses adicionais de vacina contra Covid-19 para doar a outros países
Vacinas da Pfizer e da BioNTech serão feitas nos EUA e enviadas para países de renda baixa e média mais baixa a partir de janeiro, disse um dirigente de governo norte-americano, antes do anúncio oficial.
Haverá um encontro de cúpula nesta quarta-feira (22) em que Biden deve pedir a outros líderes para tomar mais ações para conter a pandemia.
Com a promessa, Biden espera mostrar que está liderando pelo exemplo. No total, os EUA vão doar ao resto do mundo mais de 1,1 bilhão de doses.
Biden vai exigir que funcionários federais tomem vacina contra Covid-19
Para cada dose que os EUA administraram no país até este ano, três serão doadas a outros países, disse o dirigente de governo a repórteres. Uma fonte a par do tema disse que o governo pagará cerca de US$ 7 (R$ 36,8) por dose.
Em junho, o governo Biden concordou em comprar e doar 500 milhões de doses da vacina. Pelos termos daquele contrato, os EUA pagarão a Pfizer e BioNTech cerca de US$ 3,5 bilhões (R$ 18,4 bilhões), ou US$ 7 por dose.
O país é criticado por planejar doses de reforço para vacinar totalmente os norte-americanos enquanto milhões de pessoas de todo o mundo ainda não têm acesso às vacinas.
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, repreendeu líderes mundiais na terça-feira por causa da distribuição desigual de vacinas contra Covid-19, descrevendo-a como uma “obscenidade” e dando ao mundo uma “nota F em ética”.
Secretário-geral das Nações Unidas alerta que o mundo ‘está se movendo na direção errada
A cúpula virtual se concentrará em vacinar o mundo, salvar vidas enfrentando uma escassez de oxigênio, tornar remédios mais acessíveis e se preparar para outra pandemia no futuro, disse outra autoridade do governo norte-americano.
Uma das metas é ter vacinado 70% das populações dos países a esta altura do ano que vem.
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Fonte: G1 Mundo

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Como desigualdade social virou tema central na eleição do país ‘mais igualitário’ do mundo


A Noruega, que encabeça os rankings globais de igualdade, bem-estar e mobilidade social, viu crescer a diferença entre ricos e pobres. Em meio ao avanço da centro-esquerda, candidato eleito prometeu taxar mais as grandes fortunas e dar voz às ‘pessoas comuns’. Noruegueses têm expectativa de vida 8 anos maior que a dos brasileiros e renda domiciliar média 3 vezes maior
Getty Images via BBC
A pobreza não chega a ser um problema grave na Noruega, onde menos de 1% da população vive em condições consideradas precárias, a renda familiar média equivale a R$ 187 mil por ano (o triplo da brasileira) e onde a distância entre ricos e pobres é uma das menores do mundo.
Com uma ampla rede de benefícios sociais — educação gratuita, saúde pública e licença parental de 12 meses entre pais e mães —, o país nórdico é listado por alguns rankings internacionais como o mais igualitário do mundo.
Apesar disso, a desigualdade social (junto a temas como mudanças climáticas e transição energética) foi um fator decisivo na eleição mais recente da Noruega, a ponto de o candidato vencedor dizer que havia chegado “a vez de as pessoas comuns” ganharem voz.
O oposicionista Partido Trabalhista, de centro-esquerda, saiu vencedor do pleito geral da Noruega e vai formar uma coalizão para substituir o governo conservador, que ocupou o poder pelos últimos oito anos.
Jonas Gahr Stoere, líder trabalhista que será o premiê, fez uma campanha focada em como enfrentar a desigualdade crescente no país e sob a defesa da taxação dos mais ricos.
Isso chama a atenção em um país pequeno (5,4 milhões de habitantes), excepcionalmente próspero (dono do maior fundo soberano de petróleo do mundo, com US$ 1,4 trilhão), detentor de alguns dos melhores indicadores sociais do planeta e onde a igualdade é um valor fortemente enraizado.
Os noruegueses lideram o Índice de Bem-Estar mais recente da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento (OCDE) e ocupam o segundo lugar no Índice de Mobilidade Social 2020 do Fórum Econômico Mundial (FEM), que leva em conta proteção social e distribuição justa de salários.
A edição mais recente do Índice de Desenvolvimento Inclusivo do FEM também é encabeçada pela Noruega, ao avaliar métricas de progresso que vão além do mero crescimento econômico — por exemplo, Produto Interno Bruto per capita, emprego, produtividade, expectativa de vida, pobreza e renda média familiar.
É, também, um dos países com maior igualdade de oportunidades entre homens e mulheres.
Como, então, a desigualdade virou um problema?
Salários, moradia e impostos
Dados oficiais compilados pela agência de notícias Reuters apontam que a proporção de crianças norueguesas vivendo em lares de baixa renda cresceu de 3,3% em 2001 para 11,7% em 2019. Um estudo de 2016 apontava a vulnerabilidade, em particular, das crianças filhas de imigrantes: 36% delas viviam em condições consideradas precárias.
Ao mesmo tempo, o preço da moradia subiu mais do que os salários e ficou seis vezes mais caro no país nos últimos 30 anos. Além disso, segundo a OCDE, os 20% mais ricos da Noruega têm renda quatro vezes maior do que os 20% mais pobres, despertando uma crescente insatisfação entre as “pessoas comuns” citadas pelo futuro premiê Stoere.
E, apesar de a Noruega taxar fortunas, esses super-ricos ainda pagam proporcionalmente menos impostos do que o restante da população.
Esse descontentamento foi explorado por Stoere, que prometeu redução de impostos para famílias de renda média e baixa e taxação maior para os 20% mais ricos — incluindo a si mesmo, uma vez que o político é herdeiro de uma fortuna estimada em US$ 16 milhões.
Até então, o governo conservador norueguês vinha aumentando o controle sobre a imigração e reduzindo impostos em geral.
“Direitos e oportunidades iguais têm de ser garantidos”, afirmou Stoere à Reuters antes das eleições. “A desigualdade cresceu nos últimos anos, então a distribuição mais justa [de recursos] será uma base da nossa política.”
Colocando em perspectiva
É bom, porém, colocar esse mal-estar norueguês em perspectiva com a situação no Brasil.
Aqui, estima-se que 19,3 milhões de pessoas — ou seja, três vezes e meia a população total da Noruega — vivam na pobreza extrema, com renda mensal inferior a R$ 469 — e, portanto, sob situação de insegurança alimentar.
No país nórdico, a renda familiar média anual pós-impostos, mensurada pela OCDE, é de US$ 35,7 mil (ou R$ 187 mil na cotação atual), quase o triplo da brasileira, de US$ 12,7 mil (média que esconde as abismais desigualdades de renda entre ricos e pobres no Brasil).
Se aqui os mais pobres têm dificuldade para bancar despesas básicas como comida e aluguel, a preocupação na Noruega é que dois em cada dez pais/mães solteiros não conseguem arcar com os custos de tirar férias e que 19% da população não tem renda sobrando para despesas inesperadas.
Ou seja, de modo geral, os noruegueses ainda desfrutam de um padrão de vida acima da média até para os países mais ricos e têm uma das maiores expectativas de vida do mundo (83 anos).
Na prática, os noruegueses vivem em média oito anos a mais que os brasileiros, que perderam quase dois anos de expectativa de vida por conta das mortes na pandemia (dos 76,7 anos anteriormente projetados para 74,8 anos).
Vale destacar que, longe de ser um problema apenas brasileiro (ou, em proporção muitíssimo menor, norueguês), a desigualdade social tem crescido para dois terços da população mundial, segundo um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) de 2020.
“Uma das consequências da desigualdade entre as sociedades é o baixo crescimento econômico. Nas sociedades desiguais, com grandes disparidades em áreas como saúde e educação, as pessoas têm mais probabilidade de permanecer presas na pobreza, ao longo de várias gerações”, afirmou a ONU.
Avanço da social-democracia no norte da Europa
De qualquer modo, a eleição norueguesa ganhou holofotes na Europa por colocar em debate um possível avanço da centro-esquerda em parte do continente, justamente em um momento de fragmentação política e avanço da ultradireita em todo o mundo.
Pela primeira vez desde 2001, os quatro principais países nórdicos (Dinamarca, Finlândia, Suécia e, agora, Noruega) têm premiês sociais-democratas (movimento cuja raiz é fincada em acesso a serviços públicos e redução das desigualdades).
Se colocarmos a pequena ilha da Islândia na conta, esse predomínio da social-democracia justamente em seu bastião mais simbólico do mundo — a região da Escandinávia — não ocorria desde os anos 1950.
O próximo país a se ficar de olho é a Alemanha: a maior economia da Europa vai às urnas em 26 de setembro para decidir o sucessor da chanceler (premiê) Angela Merkel, que ficou 16 anos no poder e sai com índices satisfatórios de popularidade.
Lá as pesquisas indicam que o atual ministro das Finanças (e vice-premiê) Olaf Scholz, do Partido Social Democrata, é o favorito para vencer o pleito.
Em entrevista à agência de notícias France Presse, a pesquisadora Elisabeth Ivarsflaten, da Universidade de Bergen, na Noruega, apontou que o Partido Trabalhista norueguês parece ter se beneficiado de um anseio por um Estado mais forte e por menos desigualdades, sentimento impulsionado pela pandemia.
Mas essa nova centro-esquerda continua sob forte pressão do populismo de direita e, em países como a Dinamarca, se viu forçada a adotar políticas caras a grupos direitistas, como o duro controle migratório, diz Ivarsflaten.
Além disso, a vitória eleitoral não se traduz em grandes índices de popularidade ou na capacidade de governar por conta própria, sem depender da formação de coalizões com outros partidos.
“Os social-democratas costumavam ser muito mais fortes, mas agora há uma fragmentação e não há mais grandes partidos”, disse ao jornal britânico “Financial Times” o ex-premiê sueco Carl Bildt, político alinhado à centro direita. E a fragmentação, diz Buildt, “torna a governança uma tarefa mais difícil”.
No fim das contas, “é uma social-democracia enfraquecida”, concluiu o cientista político Jonas Hinnsfors, da Universidade de Gotemburgo, na Suécia, em entrevista à France Presse. Para ele, o sucesso eleitoral recente da centro-esquerda se deve mais às divisões entre os grupos de direita do que a um renascimento da esquerda.
VÍDEOS: as últimas notícias internacionais

Fonte: G1 Mundo

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Vulcão de La Palma destrói 320 construções e 154 hectares de terra; VÍDEO mostra o caminho da lava


Não há registro de nenhuma vítima. A lava chegou a uma região mais plana da ilha e perdeu velocidade. Encontro com a água do mar pode causar explosões. Imagens de drone mostram caminho da lava de vulcão em La Palma
A erupção do vulcão do parque de Cumbre Vieja, na ilha de La Palma, na Espanha, destruiu 320 construções e 154 hectares de terra, informou, nesta quarta-feira (22) o sistema de monitoramento geoespacial Copernicus.
Na última contagem, o de número de edificações destruídas era 158 e 103 hectares destruídos.
Imagem de erupção do vulcão em La Palma, em 20 de setembro de 2021
Europa Press/Via AP
La Palma é uma das ilhas do arquipélago espanhol Ilhas Canárias.
Drone flagra momento em que lava de vulcão atinge piscina em La Palma, na Espanha
O vulcão entrou em erupção no domingo. Inicialmente, houve uma nuvem de fumaça e cinzas a partir do parque nacional Cumbre Vieja, no sul da ilha. Depois disso, a lava começou a descer.
Lava destrói uma casa em La Palma, em 19 de setembro de 2021
Kike Rincon/AP
Antes da erupção, os cientistas registraram uma série de terremotos de magnitude 3,8 no parque nacional, de acordo com o Instituto Geográfico Nacional Espanhol (ING).
Imagem de encontro de lava com água de uma piscina de uma casa em La Palma, em 21 de setembro de 2021
Europa Press/Via AP
Mais destruição nas próximas horas
De acordo com as autoridades de La Palma, haverá mais destruição nas próximas horas. A lava está fluindo em direção ao mar. O material deveria ter chegado na costa na segunda-feira, mas os rios de lava perderam velocidade.
Imagem de área atingida por lava em La Palma, em 21 de setembro de 2021
Emilio Morenatti/AP
O encontro pode trazer problemas: podem acontecer explosões, ondas de água fervente e nuvens tóxicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).
“Nas últimas horas, a velocidade diminui muito, agora a lava está se movendo a 300 metros por hora, talvez até menos, porque chegou a uma região muito plana”, disse o porta-voz do Instituto Vulcânico das Canárias, David Calvo.
Agora, a lava está ganhando altura. Há algumas regiões onde a espessura chega a 15 metros.
A estimativa é que a erupção pode durar entre 24 e 84 dias.
Essa é a primeira erupção desse vulcão desde 1971.
Na ilha, moram 85 mil pessoas. Foram retiradas 6.100 (entre esses, há 400 turistas). Outros 5.700 moradores tiveram que deixar suas casas, mas não deixaram a ilha. Não há relatos de vítimas.
O prefeito de La Palma, Mariano Hernández Zapata, disse que os dias têm sido difíceis: “Escutar os moradores que perderam tudo e os que sabem que vão perder é frustrante”, afirmou ele.
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Entenda por que risco de tsunami no Brasil após erupção de vulcão é baixo
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Fonte: G1 Mundo

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Terremoto atinge Nicarágua

Tremor aconteceu a 40 quilômetros de profundidade. Não há alerta de tsunami. Um terremoto de 6,5 de magnitude atingiu uma região perto da costa da Nicarágua nesta quarta-feira (22), de acordo com o Centro Sismológico Europeu Mediterrâneo (EMSC).
O serviço norte-americano de monitoramento de terremotos, o USGS, registrou um terremoto mais intenso, de 6,7 de magnitude.
O terremoto ocorreu a uma profundidade de 40 quilômetros.
Não há nenhum aviso de tsunami na região.
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Fonte: G1 Mundo

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A herdeira que salvou incontáveis vidas do nazismo e inspirou filme


Gardiner nasceu em Chicago (EUA), em uma família que fez fortuna com a indústria de carne embutida, e morou em Viena (Áustria), onde trabalhou na resistência e levava uma vida dupla. Muriel Gardiner nasceu nos EUA e se mudou para Viena para conhecer o trabalho de Sigmund Freud
Connie Harvey/Freud Museum London
Nas primeiras horas de uma manhã de novembro em um quarto de hotel da Áustria, na época anexada pelos nazistas, Muriel Gardiner acordou com uma forte batida na porta.
Era um oficial da Gestapo, a polícia nazista, exigindo saber o que ela fazia no país. Com o coração batendo forte, a estudante de medicina educadamente respondeu que estava visitando a cidade de Linz como turista. O oficial fez mais perguntas, mas acabou indo embora.
Se tivesse investigado além, talvez teria descoberto que Gardiner não era quem dizia ser.
Gardiner havia nascido em Chicago (EUA) em 1901, na família Morris, que havia feito fortuna com a indústria de carne embutida.
“Desde cedo ela sentia que era extremamente injusto que ela tivesse tanta riqueza, sabendo que outras pessoas não tinham”, explica Carol Siegel, diretora do Freud Museum London, que teve Gardiner entre seus fundadores e agora exibe uma mostra sobre ela.
“Ela passou a se interessar muito por política. Mesmo na juventude ela organizou uma espécie de protesto sufragista.”
A visão de mundo de Gardiner havia sido parcialmente forjada por um dos eventos mais famosos do século 20: o naufrágio do Titanic, em 1912.
Mais tarde, ela diria a seu neto Hal Harvey que as reportagens de jornal sobre o Titanic listavam as figuras notáveis que haviam morrido, mas meramente descreveu os demais mortos como “ocupantes da classe econômica”.
“Ela perguntou a sua mãe o que aquilo significava, e a mãe respondeu que eram as ‘pessoas normais’. A cabeça dela explodiu”, Harvey conta. “De repente, ela virou a liberal da família, aos 11 anos de idade.”
Depois de cursar o ensino superior no prestigioso Wellesley College, em Massachusetts, ela estudou na Universidade de Oxford (Reino Unido) antes de se mudar para Viena (Áustria), em 1926, onde teve sua filha, Connie, nascida de um casamento que durou pouco tempo.
A mudança de Gardiner para a Áustria foi inspirada por sua esperança de ser examinada pelo reverenciado psicanalista Sigmund Freud.
Como ele já tinha um grande número de pacientes, Gardiner foi encaminhada a um colega dele — o que não mitigou seu interesse na psicanálise ou seu amor por uma cidade (Viena) onde os social-democratas estavam no poder.
“Quando ela chegou por lá, era uma ‘Viena vermelha’ [com a esquerda no comando], e ela ficou muito impressionada com as reformas sociais que estavam ocorrendo”, diz Seigel. “Muriel Gardiner gostava de viver ali e decidiu que queria ser psicanalista.” Por isso, se matriculou na faculdade de medicina da cidade.
Mas não demorou muito até que o governo socialista local fosse tirado do poder (e mais tarde perseguido) por um regime fascista.
A Áustria se tornou um país volátil, mas Gardiner permaneceu ali — e decidiu combinar seus estudos com uma nova causa, ajudando a resistência clandestina. “Não foi uma escolha difícil para ela ficar ali”, explica seu neto Harvey. “Para ela, era a óbvia coisa certa a se fazer.”
Conhecida no movimento da resistência como Mary, Gardiner usava suas três residências em Viena para realizar reuniões ou esconder colegas, incluindo o líder dos Socialistas Revolucionários Joseph Buttinger — que, no final dos anos 1930, se tornaria seu marido.
“Ela levava uma vida dupla: da mãe devota e estudante ativa que era muito sociável e tinha amigos por toda Viena, ao mesmo tempo em que trabalhava na resistência”, conta Seigel.
Seu trabalho incluía contrabandear passaportes falsos que permitissem que combatentes da resistência pudessem escapar da Áustria.
Ela também usava sua fortuna, influência e contatos para ajudar austríacos a sair legalmente do país, por exemplo obtendo empregos para eles no Reino Unido.
‘Vida sob perigo’
Em uma ocasião, Gardiner viajou de trem e escalou uma montanha por três horas, no meio de uma noite de inverno, para entregar passaportes a dois camaradas que estavam escondidos em uma remota pensão.
“Ela vivia sob perigo genuíno: estava constantemente fazendo coisas que, se fossem descobertas, no mínimo a fariam ser expulsa do país, mas o mais provável é que a levassem à prisão”, prossegue Siegel.
Até que, em 1938, quando a Áustria já havia sido anexada pela Alemanha nazista, o marido (Buttinger) e a filha de Gardiner deixaram o país, embora ela tenha permanecido para concluir seus estudos e continuar seu trabalho na resistência.
Mas não demorou para que os três acabassem deixando a Europa rumo aos EUA.
Durante a Segunda Guerra Mundial, Gardiner e seu marido fizeram campanhas por vistos para judeus e ajudaram refugiados a obterem empregos e acomodação nos EUA.
É impossível saber ao certo quantas vidas ela salvou. Harvey diz ter ouvido números nas casas de centenas, mas “acho que nem ela soube o número exato”.
Em um documentário lançado em 1987, dois anos após a morte de Gardiner, muitos sobreviventes do nazismo disseram que “provavelmente não estariam vivos” se não fosse pelos esforços dela.
Nas décadas após a guerra, ela passou a praticar a psicanálise, deu aula em universidades e publicou diversos livros, mas guardou para si o esforço na resistência e na ajuda a fugitivos do nazismo.
Harvey lembra da avó como “uma pessoa modesta, genuinamente modesta”. “Ela nunca falava sobre o que aconteceu, a não ser que você insistisse muito”, ele agrega.
Até que, em 1973, a escritora americana Lillian Hellman publicou um livro chamado Pentimento, que incluía um capítulo a respeito de sua aparente amizade com uma mulher chamada Julia que morava na Áustria pré-nazismo e havia trabalhado na resistência.
Quatro anos depois, o filme Julia, baseado nessa história, estrelou Jane Fonda e Vanessa Redgrave, que ganhou um Oscar de atriz coadjuvante pelo papel.
Quando a história do livro se tornou pública, diz Siegel, “muita gente começou a procurar Muriel perguntando: ‘Você leu a história de Lillian Hellman? Você é a Julia? A história que ela está descrevendo é a sua’.”
Segundo Siegel, Muriel Gardiner entrou em contato com Hellman dizendo: ‘Hum, que estranho, você obteve sua história de mim?’, mas nunca teria recebido uma resposta.
Mais tarde, descobriu-se uma conexão entre as duas mulheres: elas tinham o mesmo advogado, Wolf Schwabacher. Como ele morreu na mesma época que o livro foi publicado, não foi possível descobrir se ele é quem havia contado a história de Muriel Gardiner para Lillian Hellman.
No entanto, ex-membros da resistência socialista na Áustria afirmam que só havia existido uma mulher americana que trabalhara com eles nos anos 1930: a mulher que conheciam como Mary, pseudônimo de Gardiner.
Como resultado da polêmica, Gardiner decidiu levar ela mesma sua história a público, escrevendo suas memórias, Code Name Mary, que estava esgotado mas ganhou uma republicação por conta da mostra em cartaz no Freud Museum de Londres.
O local, que foi a última morada de Freud depois que ele deixou Viena, foi comprado por Gardiner para ele e sua família e mais tarde se converteu em museu com a ajuda da fundação montada por ela.
Harvey, por sua vez, diz que é “gratificante” ver ressurgir um interesse pela história.
“Ela havia planejado doar 99% de sua fortuna e fez isso. Ela não era uma Madre Teresa — ela desfrutava de boas refeições e adorava uma vodca tônica no fim do dia. Mas, combinando o dinheiro que ela teve sorte em ter com seu senso de ética e sua habilidade em conquistar o medo, ela virou a mulher da qual a sociedade [de sua época] realmente precisava.”
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Fonte: G1 Mundo

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Como é ter Covid em país onde não existe caso oficial da doença


Turcomenistão é um dos poucos países, como a Coreia do Norte, que afirma não ter casos de coronavírus. Mas fontes independentes sugerem que nação está passando pela sua 3ª onda. Sob governo de Berdymukhammedov, visto aqui em passeio de bicicleta no ano passado, imagem de nação saudável é peça central da propaganda estatal
Getty Images via BBC
O Turcomenistão é um dos poucos países, incluindo a Coreia do Norte, que afirma não ter casos de coronavírus. Mas dados compilados por fontes independentes sugerem que a nação da Ásia Central está experimentando sua terceira e possivelmente mais forte onda de Covid-19.
Sayahat Kurbanov (nome fictício) não conseguia respirar. Seu fôlego havia desaparecido: era como se ele tivesse corrido uma maratona, a dor no peito era insuportável.
Kurbanov apresentava todos os sintomas do novo coronavírus. Mas havia um problema: no Turcomenistão não existem oficialmente pacientes como ele.
Quando Kurbanov ligou para uma ambulância no mês passado, o médico disse que ele estava com pneumonia e deveria ir ao hospital com urgência. Kurbanov sabia que os médicos do país se referiam a casos de Covid-19 como pneumonia.
No caminho para o hospital, ele conseguiu ligar para a clínica onde havia feito um teste de Covid-19 alguns dias antes. “Positivo”, ouviu uma voz baixa dizer. “O que é positivo?”, gritou Kurbanov, acrescentando: “É Covid?”. “Sim”, foi a resposta.
Só mais tarde, Kurbanov descobriu que nunca receberia uma comprovação impressa desse diagnóstico. Testes com resultado positivo não são notificados oficialmente no país.
O primeiro hospital ao qual se dirigiu se recusou a recebê-lo porque estava lotado.
“Quase morri no caminho”, lembra Kurbanov. “A falta de ar… o vírus progrediu tão rápido. Comecei a bater na janela e gritei: ‘Por favor, pare, não consigo respirar’. Eles me deram oxigênio, mas não ajudou muito.”
O hospital seguinte também se recusou a interná-lo, desta vez porque estava proibido de receber pacientes não registrados na capital, Ashgabat.
“Comecei a entrar em pânico. Perguntei ao médico: ‘O que devo fazer? Morrer aqui?'”
Kurbanov chamou um médico que conhecia e implorou por ajuda. Depois de vários telefonemas e conversas acaloradas, acabou sendo admitido.
Sua condição não mudou por cinco dias.
“Não conseguia respirar — era como se tudo dentro de mim estivesse colado. Tive ataques de pânico porque não conseguia respirar. Era como se tivesse mergulhado na água e não pudesse voltar à superfície.”
Kurbanov gritou para as enfermeiras lhe darem algo para aliviar a dor.
Ir ao hospital nem sempre é suficiente para receber tratamento no Turcomenistão, diz ele. Os médicos ignoram rotineiramente os pacientes e as enfermeiras não os examinam, a menos que alguém de alto escalão ligue para as pessoas certas.
Arma de propaganda
O hospital também não tinha funcionários em número suficiente, com algumas enfermeiras cuidando de mais de 60 pessoas. Houve ocasiões em que até uma faxineira administrou injeções, diz ele.
As enfermeiras compartilharam histórias sobre pacientes desmaiando e morrendo na frente delas porque não havia ventiladores disponíveis e as máquinas de oxigênio não funcionavam. Os médicos mudaram o tratamento de Kurbanov várias vezes.
Ele gastou cerca de US$ 2 mil (R$ 10,6 mil) em remédios e subornos, uma grande soma no Turcomenistão, e recebeu alta após 10 dias.
Veículos de comunicação sediados no exterior e não alinhados ao Estado informam agora sobre a terceira onda de infecções no país, mas quase todo mundo que vive no Turcomenistão tem medo de falar.
O site de notícias Turkmen.news identificou mais de 60 pessoas que morreram de Covid-19 desde o início da pandemia. As autoridades não divulgam casos de coronavírus.
O presidente Gurbanguly Berdymukhammedov, um ex-dentista, usa a imagem de uma nação saudável como sua principal arma de propaganda estatal. Admitir que o país está sendo afetado pela pandemia pode minar a legitimidade de seu regime.
No entanto, um caso no ano passado quase pôs fim à campanha de acobertamento. Um diplomata turco em Ashgabat adoeceu. Kemal Uckun tinha sintomas típicos do coronavírus: dor no peito, suor, febre. Ele foi diagnosticado com pneumonia.
Sua esposa, Guzide Uckun, enviou suas radiografias de tórax para hospitais turcos e todos confirmaram que ele tinha Covid-19.
Ela tentou desesperadamente levar Uckun de volta à Turquia, mas as autoridades turcomanas se recusaram a permitir o deslocamento em avião com infraestrutura médica. A permissão só foi concedida várias horas após sua morte.
O corpo de Uckun foi embalsamado e os peritos não conseguiram encontrar vestígios do coronavírus.
As autoridades turcomanas introduziram algumas medidas de quarentena para impedir a propagação da doença. Mas o governo reforça que, graças às suas “medidas preventivas”, o país continua livre da Covid-19.
Nenhum dos funcionários do hospital onde Kurbanov ficou internado usava as palavras Covid ou coronavírus, segundo ele.”Eles diziam ‘este vírus’ ou ‘esta doença'”, lembra. “Eu os pressionava, ‘Por que você não está dizendo o que é? É Covid?’ E eles balançavam a cabeça silenciosamente.”
Enquanto estava no hospital, Kurbanov recebeu uma mensagem de texto do governo com um alerta de saúde, recomendando as pessoas a usarem máscaras faciais por causa da poeira no ar.
“Estamos morrendo por causa do pó?”, diz. “Eles vão deixar as pessoas morrerem, mas nunca vão admitir que têm Covid.”
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Fonte: G1 Mundo

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Eleições na Alemanha: conheça Annalena Baerbock, candidata do Partido Verde a substituir Merkel


Aos 40 anos, ela pode ser a pessoa mais jovem a ocupar o cargo até hoje, mas aparece em terceiro nas pesquisas e tem poucas chances de vitória. Considerada uma das responsáveis por revitalização de seu partido, com visão mais pragmática e otimista, ampliou base eleitoral dos Verdes. Annalena Baerbock, candidata do Partido Verde ao cargo de primeira-ministra da Alemanha, durante comício em Halle, no dia 8 de setembro
Jan Woitas/dpa via AP
Annalena Baerbock é a candidata do Partido Verde a suceder Angela Merkel como primeira-ministra da Alemanha. Com apenas 40 anos de idade, caso vença será de longe a pessoas mais jovem a ocupar o cargo até hoje – com 11 anos a menos do a própria Merkel quando assumiu.
Integrante do Bundestag (o Parlamento alemão) desde 2013, ela nasceu no mesmo ano do partido que colidera (juntamente com Robert Habeck), no qual se filiou quando tinha 25 anos e pelo qual foi apontada candidata em abril.
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Formada em Ciências Políticas e Direito Internacional pela Universidade de Hannover e pela London School of Economics, respectivamente, trabalhou no Parlamento Europeu antes de se tornar conselheira de assuntos internacionais e políticas de segurança do Partido Verde no Bundestag. Após ser eleita parlamentar, por Potsdam, virou porta-voz do partido sobre assuntos climáticos.
Propostas
A candidata dos verdes defende que a energia movida a carvão seja eliminada na Alemanha bem antes da data limite já estabelecida, em 2038, e que sejam adotadas outras medidas imediatas para reduzir a emissão de poluentes, como um limite de velocidade de 130 km/h nas rodovias (as famosas autobahn) e um limite para voos de curta distância.
Baerbock também é contra o aumento nos gastos com defesa do país, e afirmou que pretende aumentar o salário-mínimo para 12 euros por hora (cerca de R$ 74).
Liderança
Baerbock chegou a liderar brevemente as pesquisas de intenção de voto, e a tragédia das enchentes no verão – que deixaram mais de 150 mortos na Alemanha – trouxe destaque ao discurso dos verdes sobre mudanças climáticas e atraiu atenção de eleitores para sua campanha.
Annalena Baerbock, candidata do Partido Verde ao cargo de primeira-ministra da Alemanha, durante comício em Berlim, no dia 7 de setembro
Stephane Lelarge/AFP
Mas ao assumir a liderança, se tornou alvo de uma série de críticas e cobranças, e admite que cometeu “enganos” em sua campanha. Afirma, no entanto, que sua maior dificuldade são os ataques vindos de “inimigos políticos que resistem à mudança”.
Ela foi acusada de incorreções em seu currículo, de atrasar o pagamento de impostos e de usar uma gíria considerada racista. Em todas as ocasiões, se desculpou rapidamente, mas teve a imagem prejudicada.
Já a imprensa alemã aponta a falta de experiência – Baerbock nunca ocupou um cargo no governo – como um dos motivos para seu desempenho aquém do esperado em situações de pressão.
A candidata também se tornou o alvo mais frequente de desinformação destas eleições, com uma estimativa de que 70% dos ataques propagados através de fake news sejam direcionados a ela, com cerca dos demais 30% dirigidos a Armin Laschet e quase nenhum a Olaf Scholz.
Partido Verde
Ao lado de Habeck, Baerbock tem sido responsável por uma revitalização do Partido Verde alemão, acabando com sua fama de “partido que quer proibir tudo”. Considerados mais pragmáticos e otimistas, eles ampliaram a base eleitoral.
Embora seja considerado praticamente impossível que a candidata consiga vencer as eleições de 26 de setembro, os verdes devem ampliar significativamente sua presença no Bundestag.
Mesmo longe dos 25% que chegou a ter quando liderou as pesquisas, em maio, o Partido Verde ainda contava com cerca de 16% das intenções de votos a dez dias das eleições – número expressivamente superior aos 8,9% que obteve na votação de 2017.
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Fonte: G1 Mundo