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Terremoto atinge a Austrália e é sentido em Melbourne

Um terremoto de magnitude 5,8 atingiu a Austrália na manhã desta quarta-feira (22, horário local, noite de terça no Brasil). O tremor foi sentido claramente em Melbourne, no estado de Victoria.
Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o epicentro foi a 38 km ao sul do Monte Buller, a 10 km de profundidade.
Em redes sociais, há relatos de pessoas que sentiram o abalo em Melbourne e deixaram suas casas e locais de trabalho, assustadas, mas não há comentários sobre danos ou feridos.

Fonte: G1 Mundo

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Talibãs pedem para discursar na Assembleia Geral da ONU em nome do Afeganistão


Grupo extremista tomou o controle do país em 15 de agosto, pouco antes da saída das tropas americanas após 20 anos de guerra. Participação do grupo precisa ser aprovada por um comitê interno das Nações Unidas. Amir Khan Muttaqi, ministro das Relações Exteriores do regime Talibã no Afeganistão, durante coletiva de imprensa em Cabul nesta terça (14)
Muhammad Farooq/AP Photo
Os talibãs pediram para se discursar em nome do Afeganistão na Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), que acontece esta semana em Nova York, informou nesta terça-feira (21) um porta-voz da organização.
O grupo extremista tomou o controle do país em 15 de agosto, pouco antes da saída das tropas americanas após 20 anos de guerra. A participação do grupo precisa ser aprovada por um comitê interno das Nações Unidas, disse Stéphane Dujarric à agência AFP.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, recebeu uma carta do grupo na qual “solicita participar” no debate de alto nível, disse Dujarric. O documento foi assinado na segunda-feira (20) por Amir Khan Muttaqi, ministro das Relações Exteriores do regime afegão.
Segundo a carta, Ghulam Isaczai, “não representa mais” o Afeganistão nas Nações Unidas. Isaczai era o representante permanente do governo afegão deposto em agosto, coincidindo com a retirada das tropas americanas do país.
A carta diz ainda que os talibãs nomearam seu porta-voz em Doha, Suhail Shaheen, como novo embaixador do Emirado Islâmico do Afeganistão – como eles vêm chamando o país – na ONU.
O novo ministro das Relações Exteriores talibã disse ainda que Ashraf Ghani foi deposto”em 15 de agosto, no dia em que o então presidente abandonou o país.
“Países em todo o mundo já não o reconhecem como presidente”, diz a carta, segundo a ONU.
O porta-voz da ONU também garantiu que o secretário-geral recebeu outra carta de Isaczai, datada de 15 de setembro, com a lista da delegação afegã.
“Após consultas com o gabinete do presidente da Assembleia Geral, a secretaria enviou as duas cartas aos membros do comitê de credenciais da 76ª sessão da Assembleia Geral”, informou.
O comitê é integrado por Rússia, China, Estados Unidos, Suécia, África do Sul, Serra Leoa, Chile, Butão e Bahamas. Não é certo que o comitê vá se reunir antes da próxima segunda-feira (27), quando estava prevista a intervenção do Afeganistão no fórum multilateral.
VÍDEOS com notícias internacionais

Fonte: G1 Mundo

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Xi Jinping, da China, diz na ONU que democracia ‘não é direito especial reservado a um único país’


Discurso do mandatário chinês criticou indiretamente os EUA e defendeu o multilateralismo; Xi também se comprometeu a disponibilizar vacinas contra a Covid e acabar com usinas a carvão chinesas no exterior. Presidente chinês Xi Jinping fala em transmissão para a Assembleia Geral da ONU em 21 de setembro de 2021
Mary Altaffer/Pool via Reuters
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O presidente da China, Xi Jinping, defendeu o multilateralismo e criticou o que chamou de “monopólio da defesa da democracia” nesta terça-feira (21) durante seu discurso na 76ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), em Nova York.
“A democracia não é um direito especial reservado a um único país, mas um direito para os povos de todos os países”, disse o mandatário chinês em uma transmissão.
Xi falou após Joe Biden, presidente dos Estados Unidos, fazer sua estreia na ONU. Em um discurso calmo e comedido, o chinês não fez menção à histórica rivalidade contra os americanos, mas fez críticas indiretas ao país e às recentes movimentações do Ocidente.
Em seu discurso, por exemplo, o presidente afirmou que eventos recentes mostraram que intervenções militares externas para a promoção da democracia só causaram danos – isso sem citar diretamente os EUA e a retirada americana do Afeganistão.
“Diferenças e problemas entre os países, dificilmente evitáveis, precisam ser tratados por meio do diálogo e da cooperação, com base na igualdade e no respeito mútuo”, disse Xi.
Além disso, o presidente chinês disse que o mundo deve “rejeitar a prática de formação de pequenos grupos”, em uma clara referência ao recente acordo militar anunciado por EUA, Austrália e Reino Unido para fornecer ao governo australiano uma frota de submarinos com propulsão nuclear.
00:00 / 24:47
Combate ao coronavírus
Xi defendeu cooperação internacional para que o mundo possa pôr fim à pandemia e disse que a China vai fornecer 2 bilhões de doses de vacinas contra o vírus para o mundo até o final deste ano e que pretende doar 100 milhões de doses para países em desenvolvimento.
Ele também criticou a “politização das investigações” sobre as origens da Covid-19. Os EUA chegaram a acusar o governo de Pequim de não agir para controlar o surto. O governo americano também chegou a sugerir que a pandemia poderia ser causada por uma falha em um laboratório de Wuhan.
Uma investigação preliminar, comandada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) apontou que o coronavírus Sars-Cov-2 “mais provavelmente” foi transmitido de um animal para os humanos. No entanto, a Casa Branca pede que mais buscas sejam feitas.
Reduzir emissões
Xi também se comprometeu a acabar com a criação de usinas a carvão chinesas no exterior, uma promessa que acompanha uma movimentação da China para reduzir suas emissões de carbono até 2060.
O presidente chinês já havia afirmado que o gigante asiático iria chegar a seu pico de emissões em 2030, mas que a partir daquela data se movimentaria para chegar à neutralidade de carbono até o ano 2060.
“Precisamos melhorar a governança global, responder ativamente às mudanças climáticas e criar uma comunidade de vida para o homem e a natureza”, afirmou Xi.
A China prometeu aumentar o apoio a outros países em desenvolvimento em projetos de energia verde e de baixo carbono. Pouco antes, Biden também anunciou que dobraria a ajuda dos EUA para que países em desenvolvimento possam implementar ações de combate ao aquecimento global.
VÍDEOS com notícias internacionais

Fonte: G1 Mundo

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PIB da Argentina cresce 10,3% no primeiro semestre de 2021


No entanto, economia da país registrou queda de 1,4% em termos não sazonais. Ou seja, em relação ao primeiro trimestre do ano. História argentina é marcada por culturas além da europeia — predominantemente destacada —, o que passou a ser mais ressaltado nos últimos anos, como a busca da identidade dos negros nascidos no país
AFP/BBC
A atividade econômica da Argentina acumulou alta de 10,3% interanual no primeiro semestre de 2021, informou nesta terça-feira (21) o instituto estatístico estatal Indec.
No entanto, no segundo trimestre, caiu 1,4% em termos não sazonais, em relação ao primeiro trimestre do ano, devido às restrições para conter a segunda onda da Covid-19, segundo a entidade estatística oficial.
Na medição interanual do segundo trimestre, a economia cresceu 17,9%, embora se trate de uma comparação com o período mais duro da pandemia no ano passado.
Em termos interanuais, o segundo trimestre registrou aumentos de 21,9% no consumo privado, 6,3% nas exportações e 36,6% nas importações. Em relação ao trimestre anterior, o consumo privado cresceu apenas 1,1%.
A Argentina está em recessão desde 2018. O país sofreu uma dura contração do PIB, de 9,9% em 2020, devido às limitações à circulação de pessoas, bens e serviços pela pandemia do coronavírus.
Para 2021, a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento (OCDE), estimou uma recuperação na atividade econômica argentina de 7,6%, segundo sua última projeção.

Fonte: G1 Mundo

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Perícia inicial confirma que Gabby Petito foi assassinada, diz FBI


A causa oficial da morte ainda depende da conclusão da autópsia. Petito, de 22 anos, estava visitando o Parque Nacional Grand Teton com seu noivo, Brian Laundrie, quando desapareceu. A influenciadora Gabby Petito, cujo corpo foi encontrado nos Estados Unidos em um parque em Wyoming
Reprodução/Redes sociais
O corpo encontrado na segunda-feira em um parque nacional em Wyoming, nos EUA, é de Gabby Petito, e ela foi assassinada, segundo a perícia inicial do médico legista Brent Blue, do condado de Teton, informou o FBI em comunicado nesta terça-feira (21).
A causa oficial da morte – a forma como ela foi assassinada – ainda depende da conclusão da autópsia.
Petito, de 22 anos, estava visitando o Parque Nacional Grand Teton com seu noivo, Brian Laundrie, quando desapareceu.
Seu corpo foi localizado em uma área de acampamento ainda inacabada, após uma intensa operação de busca. A família da jovem disse que não irá se pronunciar por enquanto, apenas quando ela “estiver em casa” para o funeral, segundo um comunicado de seu advogado, Richard Benson Stafford.
Laundrie foi declarado uma “pessoa de interesse” (termo informalmente usado nos EUA para designar um suspeito ou uma pessoa que possa ter relação com algum caso em investigação) no caso, mas não foi acusado de nenhum crime.
Ele se recusou a falar com a polícia e desapareceu alguns dias depois, desde que saiu da casa dos pais com uma mochila, no dia 14 de setembro.
A polícia continua pedindo informações sobre pessoas que possam ter visto o rapaz que, segundo sua família, não dá notícias há uma semana. As autoridades também buscam pessoas que tenham estado com ele ou com o casal durante sua estada no parque, antes de ele voltar para casa sem Petito.
Brian Laundrie e Gabby Petito
Reprodução / Redes Sociais
Gabby Petito deixou o emprego em julho para viajar pelos Estados Unidos em uma van com Laundrie, de 23 anos. Ela documentava a viagem pelo Instagram.
Um vídeo publicado por eles no YouTube, em que aparecem sorrindo, se beijando e correndo na praia, já foi visto mais de 2,3 milhões de vezes.
Mas em 1º de setembro, após um mês de viagem, Laundrie voltou para casa, na Flórida, com sua van branca e sem Petito. Sua família relatou seu desaparecimento 10 dias depois.
De acordo com a BBC, duas semanas antes do desaparecimento de Petito, em 11 de agosto, a polícia da cidade de Moab, no sul do Estado americano do Utah, foi chamada para um possível incidente de violência doméstica envolvendo o casal.
A polícia divulgou uma câmera corporal que mostrava Petito chorando e reclamando de sua saúde mental para os policiais. Ela também disse que o casal vinha discutindo com mais frequência.
Os policiais recomendaram que eles passassem a noite separados, mas não abriram nenhum inquérito. Ainda não se sabe o que aconteceu depois disso.
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Fonte: G1 Mundo

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Argentina vai reabrir fronteira para brasileiros a partir de outubro; entenda regras para viajar


Depois de onze meses de fronteiras fechadas, os brasileiros poderão voltar a viajar à Argentina a partir do próximo mês. A abertura completa para estrangeiros será a partir de 1º de novembro. Medida faz parte de um pacote de flexibilizações após derrota eleitoral do governo nas eleições primárias. Vista aérea da Avenida 9 de Julho, cartão postal de Buenos Aires
Juan Mabromata / AFP
O governo argentino anunciou nesta terça-feira (21) a flexibilização ou eliminação de restrições e proibições relacionadas à pandemia. Entre as mudanças, se destaca a reabertura das fronteiras aos turistas estrangeiros, o fim da obrigatoriedade do uso de máscaras em espaços abertos e a volta do público a eventos de massa.
A partir de 1º de outubro, os visitantes de países vizinhos (Brasil, Uruguai, Paraguai, Bolívia e Chile) poderão entrar pelas fronteiras terrestres, mas com limitações diárias na quantidade de pessoas (leia mais abaixo), de acordo com a capacidade sanitária de cada jurisdição.
A partir de 1º de novembro os turistas estrangeiros em geral poderão entrar na Argentina. As fronteiras estavam fechadas desde 25 de dezembro do ano passado. Mas, para entrar no país, os visitantes terão que respeitar algumas exigências:
apresentar o comprovante de vacinação completa com, pelo menos, 14 dias a partir da segunda dose, independentemente da marca da vacina.
apresentar um teste RT-PCR realizado até 72 horas antes da viagem e um teste antígeno no ponto de entrada ao país. Entre o 5º e o 7º dia depois da chegada à Argentina, deverá apresentar um novo teste PCR.
quem não tiver o esquema completo de vacinação, incluindo os menores de idade, ficará isolado numa quarentena obrigatória, além de precisar realizar todos os testes mencionados.
os exames não serão mais obrigatórios quando a Argentina atingir 50% da população vacinada. Atualmente, o país tem 44,8% da população com as duas doses.
Pessoas usam máscara ao aguardar trem em estação de Buenos Aires. Argentina teve uma das quarentenas mais restritas da região
Natacha Pisarenko/AP Photo
“Talvez estejamos vivendo a última fase desta pandemia”, indicou o novo chefe do Gabinete de ministros, Juan Manzur, ao lado da ministra da Saúde, Carla Vizzotti, no primeiro anúncio de boas notícias desde que a derrota eleitoral, em 12 de setembro, levou o governo a reformular a sua equipe de ministros.
“Dessa maneira, minimizamos o impacto do aumento de hospitalizações e de mortes. Faltam 2,5 milhões de doses para chegarmos à metade da população com duas doses”, disse a ministra Carla Vizzotti.
Período de transição
Antes do dia 1º de novembro, os estrangeiros que quiserem entrar no país deverão cumprir com outros requisitos que serão eliminados, gradualmente, até a abertura completa em novembro. A partir de 24 de setembro, quem viajar a trabalho ficará isento da quarentena.
As fronteiras terrestres da Argentina estão fechadas até mesmo para os argentinos desde dezembro passado.
A limitação diária do número de pessoas que podem entrar no país, seja por via aérea, fluvial, marítima e terrestre, será gradualmente ampliada até a abertura em 1º de novembro. Atualmente, apenas 2 mil pessoas podem entrar na Argentina por dia e unicamente pelo aeroporto de Buenos Aires.
Governo da Argentina anuncia reabertura das fronteiras de forma gradativa
Flexibilizações internas
Mesmo com menos da metade da população completamente vacinada e com a variante Delta ainda representando risco, o uso de máscaras deixará de ser obrigatório nos espaços abertos sempre que a pessoa estiver sozinha ou com pessoas com quem convive. O uso de máscaras continuará obrigatório em espaços fechados e quando houver aglomeração de pessoas.
A presença de clientes, trabalhadores ou fiéis em bares, restaurantes, lojas, igrejas e empresas volta a ser autorizada sem limitações. As atividades econômicas, industriais, comerciais, religiosas, culturais, esportivas, recreativas e sociais foram liberadas, sem restrições de público, desde que mantidas medidas de prevenção como ventilação, máscaras, distância social.
As discotecas voltam a funcionar com 50% da capacidade de clientes que deverão apresentar o esquema completo de vacinação. “Essa é a atividade de maior risco, considerando a variante Delta”, salientou a ministra da Saúde, Carla Vizzotti.
São autorizados também os eventos com mais de mil pessoas, mas com a metade da capacidade de cada local. A vacinação completa e um diagnóstico médico contra a Covid-19 (PCR ou antígeno) também será requisito para a reabertura de salões de festa e de dança.
Todas as medidas internas entram em vigor a partir de 1º de outubro ou conforme as datas definidas em decretos e medidas administrativas que ainda serão publicados.
Pressa eleitoral
Mais do que sanitárias, as decisões estão associadas à dura derrota eleitoral dos candidatos governistas nas eleições primárias de 12 de setembro. Com a divulgação de boas notícias econômicas e de flexibilização, o Governo pretende atenuar a derrota ou mesmo reverter o resultado nas eleições legislativas de 14 de novembro.
“Os mesmos que mantiveram a quarentena mais prolongada do mundo, com todas as fronteiras fechadas e com milhares de falências, agora, em dez minutos, anunciam o fim de tudo. Estão criando expectativas. Erraram no ‘timing’. Agora, nem que organizem um carnaval, vão conseguir reverter o resultado e estaremos numa bagunça ainda mais profunda depois”, apontou o economista Carlos Melconian, uma referência na Argentina.
Com 45 milhões de habitantes, a Argentina teve até agora 5,241 milhões de contaminados, dos quais 114.518 morreram.

Fonte: G1 Mundo

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Governo japonês divulga novas imagens de ilha vulcânica também associada a risco de tsunami


As autoridades dizem que mantêm estudos sobre a ecologia e a geologia da ilha. Temor do Instituto de Investigação Sísmica da Universidade de Tóquio era que desabamento afetasse ilha vizinha. Governo japonês divulga recentes imagens da ilha vulcânica Nishinoshima
Uma erupção vulcânica formou uma nova ilhota na costa de Nishinoshima, uma pequena ilha desabitada no arquipélago de Ogasawara, ao sul de Tóquio, em 2013. Desde então, ela continuou crescendo e foi acompanhada por autoridades e estudiosos.
Nesta terça-feira (21) o governo japonês divulgou novas imagens da ilha (veja no VÍDEO acima). As autoridades dizem que mantêm estudos sobre a ecologia e a geologia da ilha.
Risco de tsunami após vulcão das Ilhas Canárias entrar em erupção é remoto na costa brasileira; entenda
Em 2014, um professor associado do Instituto de Investigação Sísmica da Universidade de Tóquio chegou a advertir que, se a lava seguisse se acumulando no leste da ilha, ela pode afundar parcialmente e causar um tsunami.
À época, o temor do professor Fukashi Maeno era que um possível tsunami na região poderia atingir Chichijima, ilha do arquipélago Ogasawara, na mesma região.
O conjunto de ilhas, junto com o restante do Japão, faz parte do chamado “Anel de Fogo” do Pacífico, uma área sismicamente ativa, onde ocorre um grande número de terremotos. Antes da formação desta ilhota, a última vez que o país tinha registrado uma erupção na região foi na década de 1970.
Evolução da ilha em fotos:
2013: Uma erupção vulcânica formou uma nova ilhota na costa de Nishinoshima, uma pequena ilha desabitada no arquipélago de Ogasawara, ao sul de Tóquio, segundo afirmaram a Guarda Costeira japonesa e especialistas em terremotos ouvidos pela Associated Press, em fotos de 2013
Foto: AP/Kyodo/Arquivo
2014: A ilha vulcânica de Nishinoshima em foto de 13 de junho de 2014. Atividade vulcânica constante pode levar ilha a afundar e gerar um tsunami
JAPAN COAST GUARD/AFP/Arquivo
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Fonte: G1 Mundo

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A história por trás das chocantes imagens de agentes caçando imigrantes nos EUA


Casa Branca chamou registros de ‘terríveis’; EUA vive crise migratória, com número recorde de imigrantes – incluindo brasileiros – tentando atravessar fronteira com México. Um agente da patrulha de fronteira dos EUA tenta impedir um imigrante de chegar ao território do país, em 19 de setembro de 2021
Paul Ratje / AFP
A Casa Branca chamou as cenas de “terríveis”.
Os vídeos e imagens de vários agentes da fronteira dos Estados Unidos a cavalo perseguindo e atacando migrantes com um suposto chicote próximo ao Rio Grande, em área limítrofe ao pequeno município de Del Rio, no estado americano do Texas, geraram debate no país.
As cenas aconteceram em meio a uma nova crise de imigração na fronteira, que levou a que até 12 mil migrantes — a maioria haitianos — fossem detidos em um acampamento improvisado sob uma ponte que liga Del Río a Ciudad Acuña, no México, na semana passada.
“Para evitar ferimentos causados por doenças relacionadas ao calor, a área com sombra sob a Ponte Internacional Del Rio está servindo como um local de parada temporária enquanto os migrantes esperam para serem levados sob a custódia da Patrulha de Fronteira dos EUA”, informou o órgão na semana passada por meio de um comunicado, frente às críticas à situação precária dos migrantes.
O governo dos Estados Unidos começou a deportar centenas deles no domingo e fechou a passagem da fronteira Del Rio, o que levou centenas de outros haitianos a retornar ao lado mexicano diante da incerteza.
Estados Unidos começam a deportar centenas de imigrantes haitianos
O que aconteceu?
Desde que se estabeleceram sob a ponte, alguns migrantes cruzaram para o México para comprar comida e água para eles e suas famílias, que eram escassos no lado americano, e voltaram para o acampamento improvisado.
O fotógrafo Paul Ratje, da agência de notícias AFP, registrou a imagem perto de um barco que atracava no rio, em uma área por onde migrantes tentavam entrar ou retornar aos Estados Unidos.
“Cheguei ao local e todos estavam passando por lá”, disse o fotógrafo ao “The Washington Post”.
“De repente, alguns policiais apareceram e começaram a tentar fazer as pessoas saírem. Então, os agentes da fronteira vieram a cavalo e começaram a tentar fazer as pessoas saírem.”
Nas imagens, os agentes são vistos segurando instrumentos que alguns descreveram como “chicotes”, embora as autoridades garantam que são “rédeas” usadas para “garantir o controle do cavalo”.
“Havia um fluxo contínuo e (os agentes) diziam: ‘Não, você não pode entrar. Volte para o México’. Mas as pessoas diziam ‘mas minha família está lá'”, disse Ratje ao “The Washington Post”.
Nesse contexto, um dos oficiais a cavalo pegou momentaneamente um homem que parecia estar carregando sacolas de comida.
EUA vive crise migratória, com número recorde de imigrantes, incluindo brasileiros, tentando atravessar fronteira com México
Getty Images/BBC
Mas no final, apesar da intervenção da patrulha, os migrantes conseguiram atravessar o rio e chegar ao acampamento, segundo a imprensa norte-americana.
Patrulhar guardas de fronteira a cavalo não é incomum, por causa da geografia do terreno, entre outras causas.
Geralmente, os agentes da fronteira instam os migrantes a retornar ao México, explicou Nick Miroff, repórter do “The Washington Post”, especializado em imigração.
“Neste caso, esse pedido não foi particularmente bem-sucedido, em parte porque os migrantes estavam tentando voltar com comida”, disse ele.
Polêmica
Na segunda-feira, a secretária de imprensa da Casa Branca, Jen Psaki, disse: “Não acho que alguém que veja essas imagens as ache aceitável ou apropriado”.
“Não tenho o contexto completo. Não consigo imaginar que contexto o tornaria apropriado.” “(Os agentes) não deveriam ser capazes de fazer isso de novo.”
De acordo com Psaki, este é um registro “obviamente horrível”.
A congressista democrata Ilhan Omar, por sua vez, descreveu as ações dos agentes de fronteira como “abusos aos direitos humanos” e como “cruéis, desumanos e uma violação das leis nacionais e internacionais”.
O Secretário de Segurança Interna dos Estados Unidos, Alejandro Mayorkas, garantiu que os fatos seriam investigados, descrevendo a situação dos migrantes como “desafiadora e dolorosa”.
No entanto, ele emitiu um aviso: “Se você vier ilegalmente para os Estados Unidos, será devolvido. Sua viagem não será bem-sucedida e você estará colocando sua vida e a de sua família em perigo.”
Na tarde de segunda-feira, o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS) emitiu um comunicado e disse que o órgão “não tolera o abuso de migrantes”.
“Os registros são extremamente preocupantes e os fatos de uma investigação completa, que será realizada rapidamente, definirão as ações disciplinares apropriadas que serão tomadas”, disse o DHS.
O chefe da patrulha de fronteira dos EUA, Raúl Ortiz, disse que o incidente está sendo investigado para garantir que não haja uma resposta “inaceitável” da polícia, informou a agência de notícias Reuters.
Além disso, acrescentou que os agentes estavam operando em um ambiente difícil, tentando garantir a segurança dos migrantes enquanto procuravam possíveis contrabandistas.
Imigrante atravessa o Rio Grande para chegar aos EUA com uma criança no ombro, em 20 de setembro de 2021
Felix Marquez/AP
Uma nova crise de fronteira
A situação representa um novo desafio político e humanitário para o governo do presidente Joe Biden, que prometeu ser mais “humano” com os migrantes e aqueles que buscam asilo do que seu antecessor republicano, Donald Trump.
Apesar das últimas crises que atingiram o Haiti — o assassinato do presidente Jovenel Moïse e o terremoto que devastou o sudoeste do país — a grande maioria dos haitianos na fronteira com os Estados Unidos deixou seu país há anos, desde o terremoto de 2010, segundo o BBC Monitoring, departamento da BBC que coleta e analisa notícias da imprensa em todo o mundo.
O tremor devastou a nação caribenha, matando 200 mil pessoas e desabrigando milhares.
Eles moram e trabalham na América do Sul há algum tempo, em países como o Brasil ou o Chile.
Nos dois últimos dias, 560 haitianos foram enviados de volta ao Haiti. No entanto, milhares ainda permanecem no acampamento do Texas, informou a agência de notícias EFE.
Só nesta segunda-feira (20/9), foram 233 deportados, sendo 45 crianças e 45 mulheres. Quase todas as mulheres deportadas tinham um filho ou bebê nos braços.
Além dos já deportados, mais de 6 mil haitianos foram transferidos para outros centros de processamento de imigração, segundo as autoridades dos EUA, e devem ser deportados.
Sob a ponte de fronteira em Del Rio, Texas, os haitianos alegaram que foram maltratados por agentes de fronteira dos EUA.
“Eles tratavam os haitianos como ladrões. Os haitianos não são ladrões, mas pessoas em busca de uma vida melhor. Eles não tratavam as pessoas de outras nações dessa maneira. É racismo”, disse uma mulher de 30 anos à EFE, que garantiu que vivia em Cabo Haitiano.
Miroff, do “The Washington Post”, disse que a área sob a ponte parecia “uma pequena cidade, com sua própria economia emergente, frequentemente focada em alimentos”.
Brasileiros
A situação dos brasileiros não é muito diferente. Na semana passada, a patrulha de fronteira da Setor Yuma, responsável pelo sudeste do estado americano do Arizona, anunciou a detenção de 140 brasileiros.
“Agentes da Patrulha de Fronteira detiveram um grupo de 140 migrantes brasileiros nesta manhã. Até o momento, neste mês, os agentes se depararam com uma média diária de mais de 600 migrantes, um aumento de mais de 2.000% em relação ao ano passado”, escreveu Chris T. Clem, chefe da Patrulha de Fronteira do Setor Yuma, em sua conta pessoal no Twitter.
Segundo ele, o grupo foi flagrado por operadores de câmeras de segurança. Em seguida, se entregou a agentes.
Dados do órgão de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA revelam que o número de brasileiros cruzando ilegalmente a fronteira sul dos EUA bateu recorde ao longo dos últimos dez meses. De outubro de 2020 a agosto deste ano, 46.410 brasileiros foram detidos — seis vezes mais do que um período semelhante anterior.
Só em agosto, 9.098 tentaram a travessia, a maior marca desde o início do ano fiscal de 2021 (que vai de 1º de outubro de 2020 a 30 de setembro de 2021).
LEIA TAMBÉM: Imigrante brasileira morre abandonada no deserto dos EUA durante travessia

Fonte: G1 Mundo

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Homem é preso em Nova York após ameaçar matar o presidente da República Dominicana


O presidente dominicano Luis Abinader está em Nova York para participar da Assembleia Geral das Nações Unidas. Suspeito o ameaçou diversas vezes em postagens e teria seguido o carro do presidente. Presidente Luis Abinader, da República Dominicana, na Assembleia Geral das Nações Unidas em 21 de setembro de 2021
John Minchillo/Pool via Reuters
A justiça americana ordenou a prisão de um homem que ameaçou assassinar o presidente da República Dominicana, Luis Abinader, que está em Nova York para participar da Assembleia Geral das Nações Unidas, confirmou a Promotoria nesta terça-feira (21).
Enrique Figueroa, de 47 anos, começou a ameaçar o presidente dominicano nas redes sociais em agosto, atraindo a atenção da polícia de Nova York que está em alerta máximo devido à presença de dezenas de líderes de todo o mundo esta semana para a Assembleia Geral da ONU.
Segundo investigações do FBI, Figueroa ameaçou “realizar um ataque violento” contra o presidente dominicano e o teria seguido em Nova York, já que postou fotos de seu veículo.
Em um vídeo postado no Facebook, Figueroa, que afirma ter ajudado o presidente a vencer as eleições, ameaça ir à República Dominicana para falar com Abinader. Ele também citou o presidente do Haiti, Jovenel Moise, que foi assassinado em sua casa em 7 de julho.
Figueroa é um seguidor do grupo extremista americano QAnon e publicou a foto de um rifle automático em suas redes sociais. O juiz James L. Cott, de Nova York, ordenou a prisão de Figueroa sem a possibilidade de fiança depois que o promotor afirmou que ele seria um perigo público.
De acordo com um relatório do FBI, Figueroa tentou viajar para a República Dominicana em 11 de setembro, mas não conseguiu embarcar porque seu passaporte estava vencido.
VÍDEOS com notícias internacionais

Fonte: G1 Mundo

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Boris Johnson, do Reino Unido, admitiu pela primeira vez que tem seis filhos


A mulher de Johnson teve um filho há pouco mais de um ano, e engravidou novamente depois disso. Boris Johnson e sua mulher Carrie, em 11 de julho de 2021
John Sibley/Reuters
O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, admitiu pela primeira vez que tem seis filhos nesta terça-feira (21) durante uma entrevista a um canal de TV dos Estados Unidos.
Ele disse que trocou muita fralda em sua vida.
Johnson evitava responder questões sobre sua família. Ele já se divorciou duas vezes. Uma de suas filhas nasceu de uma relação extraconjugal que ele teve.
O filho mais novo de Johnson, Wilfred, tem pouco mais de um ano. Ele nasceu quando Johnson já estava no governo do Reino Unido.
Sua mulher, Carrie, está grávida com o segundo filho do casal (o sétimo de Boris).
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A primeira mulher, Marina Wheeler, é mãe de quatro filhos adultos de Johnson. Além deles, há a filha que nasceu do relacionamento extraconjugal. Pode ser que haja outros filhos, mas ele se recusa a falar sobre isso.
Durante a campanha das eleições de 2019, um entrevistador de rádio perguntou a Johnson sobre a quantidade de filhos que ele tem. Na ocasião, Johnson não respondeu: “Acho que as pessoas querem saber dos planos que tenho. Eu amo muito meus filhos, mas eles não estão concorrendo nessas eleições, então não vou colocá-los na campanha”.
Johnson se encontrou com Bolsonaro
Boris Johnson elogia vacina contra Covid-19, e Bolsonaro diz que não tomou
O presidente Jair Bolsonaro se reuniu com Johnson na segunda-feira (20) em Nova York, antes da Assembleia Geral da ONU.
Em imagens distribuídas pela agência Reuters, é possível ver Johnson recomendando a vacina da AstraZeneca/Oxford, que é produzida também no Brasil em parceria com a Fiocruz.
“É uma ótima vacina. Obrigado, pessoal. Tomem vacinas da AstraZeneca!”, diz ele ao lado de Bolsonaro, que é o único líder entres as maiores economias do planeta que declaradamente não tomou ainda imunizante contra a Covid-19.
Em outro momento, Johnson seguia falando de como a vacina de desenvolvimento britânico é boa. “Já tomei duas vezes”, disse ele, olhando para Bolsonaro e apontando com o dedo como questionando se ele tinha tomado também, ao que o brasileiro responde que “ainda não”.
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Fonte: G1 Mundo