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7 fatos que marcaram a viagem de Bolsonaro a Nova York


A ida do presidente do Brasil aos EUA para participar da Assembleia Geral da ONU foi marcada por incidentes ligados ao fato de ele não ter sido vacinado. Bolsonaro discursa na abertura da 76ª Assembleia Geral da ONU
O presidente Jair Bolsonaro participou presencialmente da Assembleia da ONU pela segunda vez (a primeira havia sido em 2019; em 2020, a reunião foi virtual).
Já se sabia que a presença de Bolsonaro em Nova York causaria alguma polêmica porque a cidade tem uma política de restringir o acesso de pessoas não-vacinadas a estabelecimentos fechados como restaurantes e cafés.
Bolsonaro deu diferentes declarações sobre a vacina: já afirmou que será o último a tomar e também já disse que não vai tomá-la.
Bolsonaro tira a máscara para discursar na Assembleia Geral da ONU nesta terça-feira (21), em Nova York.
Reuters
Em sua rápida visita a Nova York, estes foram alguns dos acontecimentos principais:
O prefeito de Nova York disse que se Bolsonaro ‘não quer se vacinar, nem precisa vir’
Sem poder fazer uma refeição dentro de um restaurante, a comitiva presidencial comeu pizza na calçada no domingo;
No hotel, Bolsonaro tomou café da manhã num salão e funcionários não impediram o presidente do Brasil de fazer a refeição num local público fechado, apesar de não estar vacinado;
No encontro com Boris Johnson, do Reino Unido, o presidente disse que não tomou a vacina;
Brasileiros fizeram protestos na frente do imóvel da missão do Brasil na ONU, e ministros responderam com gestos obscenos;
Antes do discurso na ONU, Bolsonaro se encontrou com o presidente Andrejz Duda, da Polônia;
No discurso, Bolsonaro defendeu o “tratamento precoce” contra Covid, ou seja, o uso de remédios sem eficácia.
‘Não precisa nem vir’, diz prefeito de Nova York
Prefeito de Nova York manda recado a Bolsonaro: ‘Se pretende vir, precisa se vacinar’
“Com os protocolos em vigor, precisamos enviar uma mensagem a todos os líderes mundiais, principalmente Bolsonaro, do Brasil, que se você pretende vir aqui, você precisa estar vacinado. Se você não quer se vacinar, nem precisa vir”, disse o prefeito de Nova York, Bill de Blasio, na segunda-feira (20), em um pronunciamento.
“Todos precisam estar em segurança e juntos, isso significa que todos precisam ser vacinados”, afirmou. “A grande maioria das pessoas nas Nações Unidas, a grande maioria dos estados-membros estão fazendo a coisa certa.”
Bill de Blasio anunciou que montou um ponto de vacinação contra a Covid-19 em um ônibus estacionado em frente à sede das Nações Unidas. O posto seria destinado a “qualquer pessoa” que quisesse se vacinar.
“A cidade está ajudando, estamos com pontos de vacinação do lado de fora da ONU no dia de hoje”, disse o democrata. “E estamos felizes em vacinar qualquer pessoa para manter a cidade segura e para manter todos os envolvidos em segurança”.
Depois disso, o prefeito tuitou uma mensagem em que copiou o endereço de Bolsonaro na rede social: havia um link para os pontos de vacinação na cidade de Nova York.
Sem vacina, Bolsonaro não pode entrar em salões de restaurante
No domingo, o ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, publicou em uma rede social foto do presidente Jair Bolsonaro e sua comitiva comendo pizza na rua em Nova York, nos Estados Unidos, no domingo (19).
O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, come pizza na rua em Nova York, antes da Assembleia Geral da ONU, ao lado do presidente da Caixa, Pedro Guimarães; Luiz Eduardo Ramos, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência; Gilson Machado Neto, ministro do Turismo; Marcelo Queiroga, ministro da Saúde; e outros
Reprodução/Instagram
Na foto estão o presidente da Caixa, Pedro Guimarães; o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Luiz Eduardo Ramos; e o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga; entre outros.
Como Bolsonaro vai a Nova York sem se vacinar?
A cidade exige, desde 16 de agosto, que as pessoas apresentem comprovante de vacinação contra a Covid-19 para frequentar lugares fechados, como restaurantes, cinemas, teatros e academias.
Ao comer na rua, a apresentação do comprovante não é necessária.
O presidente brasileiro já disse mais uma vez que não tomou nenhum imunizante — e, por isso, pode ter dificuldades para frequentar diversos locais em Nova York.
Café da manhã no hotel
Na manhã da segunda-feira (20), Bolsonaro tomou café da manhã no hotel, em uma área reservada à comitiva brasileira. Havia uma placa informando que é obrigatória a apresentação do comprovante de vacinação no restaurante.
Sobre o fato de Bolsonaro divulgar que não foi vacinado, um gerente do restaurante, que não quis se identificar, disse que não iria cobrar o comprovante do presidente do Brasil. Questionado se a lei não valia para todos, o funcionário pediu a retirada da equipe da Globo do local.
Encontro com Boris Johnson
Em reunião bilateral com Boris Johnson, o primeiro-ministro do Reino Unido, Bolsonaro disse que não se vacinou.
Boris Johnson elogia vacina contra Covid-19, e Bolsonaro diz que não tomou
Em um vídeo divulgado pela agência Reuters, é possível ver que Johnson recomenda a vacina da AstraZeneca/Oxford, que é produzida também no Brasil em parceria com a Fiocruz.
“É uma ótima vacina. Obrigado, pessoal. Tomem vacinas da AstraZeneca!”, diz ele ao lado de Bolsonaro, que é o único líder entres as maiores economias do planeta que declaradamente não tomou ainda imunizante contra a Covid-19.
Em outro momento, Johnson seguia falando de como a vacina de desenvolvimento britânico é boa. “Já tomei duas vezes”, disse ele, olhando para Bolsonaro e apontando com o dedo como questionando se ele tinha tomado também, ao que o brasileiro responde que “ainda não”.
Ministro responde manifestantes com gestos obscenos
No fim da segunda-feira, a comitiva brasileira foi alvo de protestos no hotel onde a comitiva está hospedada e também em frente ao prédio onde fica o escritório brasileiro que representa o país nas Nações Unidas. O imóvel fica em um bairro no norte de Nova York.
Queiroga responde com gesto obscenos a protestos de brasileiros em NY
Os manifestantes estavam na calçada chamando Bolsonaro de “genocida” e “assassino” e gritando “Fora Bolsonaro”.
Havia também um caminhão com um telão em que a imagem do presidente brasileiro era exibida com palavras que o vinculam às queimadas na Amazônia.
Em um vídeo, é possível ver que Queiroga se levanta do banco do veículo e aponta o dedo médio para o grupo, chacoalhando as mãos sem parar. Os manifestantes também fizeram gestos obscenos em direção à comitiva.
Bolsonaro acenou para o grupo, enquanto o ministro do Turismo, Gilson Machado, sorriu e apontou o celular para os manifestantes. Queiroga também acenou.
Encontro com o líder da Polônia
Andrzej Duda, um político nacionalista e ultraconservador, está há seis anos na presidência da Polônia. Ele teve diversos desentendimentos com a União Europeia, entre os quais se destacam a controversa reforma do Judiciário e as ameaças aos direitos da comunidade LGBTQIA+ e à liberdade de imprensa.
Imagem do encontro entre Jair Bolsonaro e Andrzej Duda, da Polônia, em 21 de setembro de 2021
Reprodução/Twitter
Bolsonaro teve um breve encontro com Duda antes do início da Assembleia. Segundo uma conta oficial do governo da Polônia em uma rede social, os dois conversaram sobre como aumentar o comércio entre os dois países.
Defesa de remédio sem eficácia na Assembleia
Em seu discurso de 12 minutos durante a Assembleia Geral, Bolsonaro defendeu a adoção do chamado tratamento precoce contra a Covid-19, cuja ineficácia já foi cientificamente comprovada.
Ele também atacou o passaporte sanitário, que garante às pessoas que tenham se vacinado contra a Covid-19 a possibilidade de entrar em ambientes fechados, como restaurantes.
Leia a íntegra do discurso de Bolsonaro na Assembleia Geral da ONU
Ele citou dados fora de contexto para dizer que o desmatamento na Amazônia diminuiu, disse que as manifestações de 7 de Setembro foram “as maiores da história” e afirmou que não há corrupção em seu governo. (leia mais abaixo).
Bolsonaro, que foi o primeiro a discursar, disse não entender porque “muitos países, juntamente com a grande mídia” se opõem ao tratamento precoce contra a doença.
“Desde o início da pandemia, apoiamos a autonomia do médico na busca do tratamento precoce, seguindo recomendação do nosso Conselho Federal de Medicina. Eu mesmo fui um desses que fez tratamento inicial. Respeitamos a relação médico-paciente na decisão da medicação a ser utilizada e no seu uso ‘off-label’ [fora do que prevê a bula]. Não entendemos porque muitos países, juntamente com grande parte da mídia, se colocaram contra o tratamento inicial. A história e a ciência saberão responsabilizar a todos”, disse Bolsonaro.
Veja os vídeos mais assistidos do G1

Fonte: G1 Mundo

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Lava de vulcão nas Canárias pode gerar gases tóxicos se chegar ao mar


Lava do vulcão das Ilhas Canárias pode chegar ao mar e provocar explosões
As colunas de lava do vulcão Cumbre Vieja continuam engolindo tudo o que encontram em seu caminho, na lenta descida para a costa das Ilhas Canárias, na Espanha, e agora geram preocupações pela possível emissão de gases tóxicos quando atingir o Oceano Atlântico.
O encontro do magma ardente com o mar pode gerar explosões, ondas de água fervente e até nuvens tóxicas, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês).
“As nuvens criadas pela interação entre a água do mar e a lava são ácidas”, explica Patrick Allard, diretor de pesquisa do instituto francês de Geofísica do Globo, em Paris, à agência France Presse.
Esse “encontro” estava inicialmente previsto para a noite de segunda-feira (20), mas ainda não ocorreu devido ao avanço mais lento da lava.
Lava é expelida de vulcão no parque nacional Cumbre Vieja em El Paso, na ilha de La Palma, no domingo (19)
FORTA via Reuters
O Cumbre Vieja, que entrou em erupção no domingo (18), voltou a entrar em atividade ontem e obrigou a remoção de mais 500 pessoas, o que elevou para 6 mil os deslocados na ilha de La Palma, no arquipélago em frente à costa da África.
O magma está a cerca de 2 km do mar e avança por volta dos 200 metros por hora, mas autoridades não fazem uma nova previsão de quando as colunas de lava podem atingir a água.
O governo regional das Canárias decretou um “raio de exclusão de 2 milhas náuticas” (cerca de 3,7 km) ao redor de onde os fluxos de lava devem chegar, pedindo aos curiosos que não se desloquem à área.
O presidente da região, Ángel Víctor Torres, afirma que a “lava avança implacavelmente para o mar”, destruindo casas, e se disse “impotente” porque ela “continuará levando outras casas em seu trajeto até o mar”.
Por enquanto, a erupção do Cumbre Vieja destruiu 166 construções e cobre 103 hectares da ilha, segundo o sistema europeu de observação espacial Copernicus, que publicou uma imagem de satélite da ilha com as áreas afetadas.
9ª erupção
O surgimento de uma nova fissura eruptiva ontem à noite – a nona desde o início da atividade do Cumbre Vieja no domingo – obrigou a remoção de outras 500 pessoas em El Paso, elevando o total de deslocados para 6.000 em toda esta ilha de quase 85.000 habitantes.
Um deles é Israel Castro Hernández, que testemunhou sua casa ser destruída pela erupção – a primeira registrada na ilha desde 1971.
“O vulcão diz ‘saio por aqui’ e acaba com toda a sua vida praticamente”, lamenta este homem de 46 anos, em entrevista à AFPTV.
Junto a ele, sua esposa Yurena Torres Abreu ainda não conseguia assimilar o que aconteceu.
“Continuamos olhando para lá e não conseguimos acreditar. Ainda pensamos que nossa casa está debaixo desse vulcão”, contou emocionada. “Não há o que fazer. É a natureza”.
O vulcão expele colunas de fumaça que alcançam centenas de metros de altura e entre 8.000 e 10.500 toneladas de dióxido de enxofre por dia, segundo o Involcan. Apesar disso, o espaço aéreo da ilha permanece aberto e espera-se que os 48 voos programados para esta terça-feira sejam tomados com normalidade.
O Cumbre Vieja estava sob forte vigilância há uma semana devido a uma intensa atividade sísmica e, segundo o Involcan, a erupção pode durar “várias semanas ou alguns meses”.
“Sabemos quando começou, mas não sabemos o quanto resta”, lamentou Juan Aragón, um morador de La Palma que também precisou deixar sua casa.
bur-vab-mig-rs/al/erl/aa

Fonte: G1 Mundo

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Imprensa internacional repercute discurso de Bolsonaro na ONU


‘Discurso radical’, ‘negacionismo’ e ‘contestador’ foram as formas que jornais noticiaram a fala que abriu as discussões da Assembleia Geral das Nações Unidas. Bolsonaro discursa na abertura da 76ª Assembleia Geral da ONU
O presidente Jair Bolsonaro discursou nesta terça-feira (26) na 76ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York.
Foi a terceira vez que Bolsonaro discursou como presidente do Brasil – o representante do país é encarregado de abrir oficialmente a fala dos presidentes mundiais desde 1947.
Veja abaixo como foi a repercussão da fala na imprensa internacional:
‘The New York Times’ (EUA)
“Sem vacinar-se e desafiador, Bolsonaro rebate críticas em discurso na ONU”
Reprodução/NYT
O jornal americano “The New York Times” destacou o tom “desafiador” do presidente brasileiro ao rebater críticas sobre seu governo. A reportagem também deu ênfase ao discurso favorável de Bolsonaro para o uso de medicamentos não eficazes contra a Covid-19 e a forma com que ele lidou com a pandemia no país.
“O presidente do Brasil liderou uma das respostas mais criticadas do mundo à pandemia”, afirma a publicação. “Bolsonaro minimizou repetidamente a ameaça que o vírus representava, criticou as medidas de isolamento e foi multado por se recusar a usar máscara na capital.”
‘Diário de Notícias’ (Portugal)
“Estávamos à beira do socialismo”, diz Bolsonaro em discurso radical
Reprodução/DN
O site do português “Diário de Notícias” chamou a fala de Bolsonaro na ONU de “discurso radical” e avaliou que o presidente brasileiro tentou agradar, “sobretudo, à sua base de apoio interna”. A publicação ressaltou, no entanto, o trabalho de agências de checagem que desmentiram trechos do discurso.
“Dados positivos na economia, no meio ambiente de no número de manifestantes na celebração recente do 7 de Setembro, dia da Independência do país, apresentados durante o discurso têm sido, entretanto, desmentidos por agências de verificação”, sublinhou o jornal.
‘Clarín’ (Argentina)
Jair Bolsonaro mirou contra Lula em seu discurso para a ONU: “Brasil estava à beira do socialismo”
Reprodução/Clarín
O jornal argentino “Clarín” publicou em seu site que o presidente brasileiro “mirou contra [o ex-presidente] Lula em seu discurso para a ONU” ao dizer que o Brasil estava “à beira do socialismo”.
A reportagem também falou sobre a forma com que Bolsonaro tem lidado com a pandemia da Covid-19 e relatou um “negacionismo evidente” do mandatário quando, na véspera, ele se reuniu com o premiê britânico Boris Johnson que elogiou a vacina enquanto o brasileiro diz não ter tomado.
Boris Johnson elogia vacina contra Covid-19, e Bolsonaro diz que não tomou
CNN (EUA)
‘Isolado’, mas desafiador, Bolsonaro defende como lidou com a Covid e o clima na ONU
Reprodução/CNN
A rede de notícias americana CNN avaliou que Bolsonaro fez um discurso desafiador, mas isolado, nesta 76ª Assembleia Geral da ONU. Segundo a reportagem publicada em seu site, o mandatário brasileiro apresentou uma versão “muito diferente do país devastado pelo coronavírus” e “fustigado pelos incêndios na Amazônia”.

Fonte: G1 Mundo

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Na ONU, Biden tenta recuperar a credibilidade dos EUA enquanto Bolsonaro enterra a do Brasil


Presidente brasileiro traça um retrato fantasioso do país que só cabe no mundo de seus partidários. Biden discursa na ONU
Eduardo Munoz/Reuters
Dois presidentes e duas visões antagônicas da realidade de seus países. Na tribuna da Assembleia Geral da ONU, Joe Biden tentou recuperar a credibilidade dos EUA, num momento em que enfrenta ceticismo pela desastrosa retirada do Afeganistão e pela desconfiança de aliados em relação ao acordo com Reino Unido e Austrália para a venda de submarinos.
Pouco antes, no mesmo palco, Jair Bolsonaro tratou de enterrar a credibilidade do Brasil, ao retratar um país fantasioso que só cabe no mundo de seus partidários. Foi para eles que o presidente brasileiro destinou a sua preleção utópica, calcada em auto-elogios ao governo.
Bolsonaro na ONU
Eduardo Munoz/Reuters
Faltou verdade no discurso de Bolsonaro, ao referir-se que, sob seu comando, há dois anos e meio, o Brasil não tem um caso de corrupção, registrou aumento do emprego formal e as maiores manifestações de sua história, no dia 7 de setembro.
Ele repetiu a ladainha de que livrou o país do socialismo, como fez em seu primeiro discurso na ONU, em 2019. Na época, o tom estava em sintonia com o do então presidente Donald Trump — ambos alinhados ideologicamente nos ataques ao socialismo e no reforço exacerbado do patriotismo.
Debates já ultrapassados pela comunidade científica, como o tratamento precoce contra a Covid-19, voltaram à tona na oratória do presidente brasileiro. Em Nova York, como o único líder do G20 não imunizado, Bolsonaro foi aconselhado a se vacinar, de forma assertiva, tanto pelo premiê britânico Boris Johnson quanto pelo prefeito Bill de Blasio.
Impossibilitado de entrar em restaurantes, comeu pizza na rua e churrasco num puxadinho. No púlpito da ONU, ele deu o troco e reafirmou ser contra o passaporte sanitário ou a obrigatoriedade da vacinação.
Bolsonaro discursa na abertura da 76ª Assembleia Geral da ONU
Já o presidente americano, que enfrenta resistência de parte da população a se vacinar, fez um apelo didático em favor da imunização e pediu esforço global para enfrentar a pandemia.
“Bombas e balas não podem nos defender contra a Covid-19 ou suas futuras variantes. Para combater essa pandemia, precisamos de um ato coletivo de ciência e vontade política. Precisamos agir o mais rapidamente possível para aplicar mais doses em braços”, resumiu Biden.
Parecia uma resposta endereçada a Bolsonaro, que minutos antes vaticinou que “a História e a ciência saberão responsabilizar a todos.”

Fonte: G1 Mundo

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Funcionário de posto de gasolina exige uso de máscara de cliente e é assassinado na Alemanha


Suspeito queria comprar cerveja na loja de conveniência. Atendente se recusou a vender porque o cliente estava sem máscara. O homem foi embora e voltou depois de uma hora e meia, desta vez armado. 18 de setembro – Máscara facial deixada na praça Roemerberg, em Frankfurt, Alemanha
Michael Probst/AP
Um funcionário de um posto de gasolina na Alemanha foi assassinado por um cliente que se recusava a colocar a máscara de proteção contra a Covid-19. A morte provocou reações indignadas no país.
O homem acusado pelo assassinato tem 49 anos e é natural da região de Idar-Oberstein, no oeste do país. Ele está em detenção provisória. O acusado declarou à polícia que não respeita as medidas sanitárias individuais nem as restrições destinadas a combater a pandemia de coronavírus.
O fato aconteceu no sábado. O funcionário do posto era um estudante de 20 anos. Ele se negou a atender o homem que desejava comprar uma caixa de cerveja porque ele não queria usar uma máscara de proteção.
Veja abaixo um vídeo sobre uma campanha para incentivar o uso de máscara na Alemanha.
Campanha na Alemanha critica quem não usa máscara
Irritado, o suspeito saiu e deixou as cervejas no balcão. Ele retornou uma hora e meia depois, desta vez de máscara, mas a tirou para provocar uma reação do caixa. O jovem solicitou novamente que o cliente colocasse a máscara, e o homem sacou um revólver do bolso e atirou, matando o funcionário na hora, segundo a polícia.
O suspeito compareceu no dia seguinte à delegacia.
O acusado declarou à polícia que se sentia “encurralado” pelas medidas destinadas a lutar contra a pandemia de Covid-19 porque as considera uma “crescente violação de seus direitos” e que não viu “outra saída”, afirmou o promotor Kai Fuhrmann.
Os investigadores encontraram a arma do crime no apartamento do homem, assim como outras armas de fogo e munições.
Desde sábado, moradores da região colocam flores e velas no posto de gasolina.
Agressividade crescente
O ministro alemão das Relações Exteriores, Heiko Maas, fez uma publicação em uma rede social contra o movimento “Querdenker” (“Livres Pensadores”), radicalmente contrário às restrições de saúde.
“Os ‘Livres Pensadores’ celebram o ato na internet. O ódio e o assédio de parte destas pessoas incorrigíveis divide nossa comunidade e mata pessoas. Não tem espaço em nossa sociedade”, afirmou o ministro.
A polícia não especificou se o assassino faz parte do movimento, que reúne adeptos de teorias da conspiração, críticos da vacinação e partidários da extrema-direita.
Desde o início da pandemia, o movimento organiza de maneira regular manifestações no país que reúnem dezenas de milhares de pessoas, incluindo algumas que terminaram em atos de violência.
Em abril, os serviços de inteligência da Alemanha anunciaram que estavam monitorando membros do “Querdenker”, sob suspeita de vínculos com o extremismo de direita.
Veja os vídeos mais assistidos do G1

Fonte: G1 Mundo

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Líderes mundiais discursam na Assembleia Geral da ONU; ASSISTA

Mais cedo, Bolsonaro destacou medicamento sem eficácia contra Covid ao falar à comunidade internacional. Líderes mundiais discursam na Assembleia Geral da ONU; ASSISTA Mais cedo, Bolsonaro destacou medicamento sem eficácia contra Covid ao falar à comunidade internacional. Bolsonaro discursou e defendeu tratamento sem eficácia contra Covid.. Joe Biden disse que ‘bombas e balas não defenderão o mundo da Covid-19’

Fonte: G1 Mundo

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Governo argentino anuncia possível reabertura das fronteiras com Brasil a partir de outubro


Segundo Ministério da Saúde da Argentina, 1º de outubro é data estimada para entrada gradual de estrangeiros dos países vizinhos, como entre Porto Iguaçu, na Argentina, e Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná. Ponte da Fraternidade, entre Brasil e Argentina, está fechada para trânsito de turistas, mas aberta para passagem de caminhões
Reprodução/RPC
O governo argentino anunciou, na manhã desta terça-feira (21), sobre uma possível reabertura gradual das fronteiras terrestres, a partir de 1º de outubro, para estrangeiros dos países vizinhos, como Porto Iguaçu, na Argentina, e Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, pela Ponte Tancredo Neves.
Outras flexibilizações das medidas restritivas de combate à pandemia também foram divulgadas, nesta terça, pela ministra da Saúde da Argentina, Carla Vizzoti, e pelo chefe de gabinete do governo, Juan Manzur.
Fronteiras
24 de setembro: fim do asilamento de argentinos, residentes ou estrangeiros que entrem no país a trabalho e tenham autorização da autoridade migratória
1º de outubro: Autorização para ingresso de estrangeiros dos países limítrofes, sem exigência de isolamento. Abertura de fronteiras terrestres, a pedido dos governadores das províncias, com corredores seguros aprovados pela autoridade sanitária, com quota definida pela capacidade de cada jurisdição.
Entre 1º de outubro e 1º de novembro: incrementos das quotas de ingresso, progressivamente, em todos os corredores seguros, aeroportos, portos e fronteiras terrestres
1º de novembro: autorizado o ingresso de todos estrangeiros.
Ingresso no país a partir de 1º de novembro
Esquema de vacinação completo, com data da última aplicação pelo menos 14 dias antes da chegada ao país
Apresentação de teste de PCR negativo no embarque ou teste antígeno no ponto de ingresso, conforme definir a autoridade sanitária.
VÍDEOS: Mais assistidos do G1 PR
Veja mais notícias da região no G1 Oeste e Sudoeste.

Fonte: G1 Mundo

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Biden fala agora na Assembleia Geral da ONU; ASSISTA

Há pouco, Bolsonaro destacou medicamento sem eficácia contra Covid ao falar à comunidade internacional. Biden fala agora na Assembleia Geral da ONU; ASSISTA Há pouco, Bolsonaro destacou medicamento sem eficácia contra Covid ao falar à comunidade internacional. Acompanhe acima a transmissão ao vivo da Assembleia com imagens da GloboNews.. Bolsonaro já discursou e defendeu tratamento sem eficácia contra Covid.

Fonte: G1 Mundo

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Veja a íntegra do discurso de Bolsonaro na Assembleia Geral da ONU

Presidente brasileiro voltou a defender uso de medicamento sem eficácia comprovada contra a Covid. Segundo ele, até novembro todos os brasileiros estarão vacinados. Bolsonaro discursa na abertura da 76ª Assembleia Geral da ONU
O presidente Jair Bolsonaro discursou na manhã desta terça-feira (26) na 76ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York.
Foi a terceira vez que Bolsonaro discursou como presidente do Brasil – o representante do país é encarregado de abrir oficialmente a fala dos presidentes mundiais desde 1947.
Em discurso na ONU, Bolsonaro defende tratamento sem eficácia contra Covid-19
Leia abaixo a íntegra do discurso de Bolsonaro:
Senhor Presidente da Assembleia-Geral, Abdullah Sharrid,
Senhor Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres,
Senhores Chefes de Estado e de Governo e demais chefes de delegação,
Senhoras e senhores,
É uma honra abrir novamente a Assembleia-Geral das Nações Unidas.
Venho aqui mostrar o Brasil diferente daquilo publicado em jornais ou visto em televisões.
O Brasil mudou, e muito, depois que assumimos o governo em janeiro de 2019.
Estamos há 2 anos e 8 meses sem qualquer caso concreto de corrupção.
O Brasil tem um presidente que acredita em Deus, respeita a Constituição e seus militares, valoriza a família e deve lealdade a seu povo.
Isso é muito, é uma sólida base, se levarmos em conta que estávamos à beira do socialismo.
Nossas estatais davam prejuízos de bilhões de dólares, hoje são lucrativas.
Nosso Banco de Desenvolvimento era usado para financiar obras em países comunistas, sem garantias. Quem honra esses compromissos é o próprio povo brasileiro.
Tudo isso mudou. Apresento agora um novo Brasil com sua credibilidade já recuperada.
O Brasil possui o maior programa de parceria de investimentos com a iniciativa privada de sua história. Programa que já é uma realidade e está em franca execução.
Até aqui, foram contratados US$ 100 bilhões de novos investimentos e arrecadados US$ 23 bilhões em outorgas.
Na área de infraestrutura, leiloamos, para a iniciativa privada, 34 aeroportos e 29 terminais portuários.
Já são mais de US$ 6 bilhões em contratos privados para novas ferrovias. Introduzimos o sistema de autorizações ferroviárias, o que aproxima nosso modelo ao americano. Em poucos dias, recebemos 14 requerimentos de autorizações para novas ferrovias com quase US$ 15 bilhões de investimentos privados.
EM NOSSO GOVERNO PROMOVEMOS O RESSURGIMENTO DO MODAL FERROVIÁRIO.
Como reflexo, menor consumo de combustíveis fósseis e redução do custo Brasil,
em especial no barateamento da produção de alimentos.
Grande avanço vem acontecendo na área do saneamento básico. O maior leilão da história no setor foi realizado em abril, com concessão ao setor privado dos serviços de distribuição de água e esgoto no Rio de Janeiro.
Temos tudo o que investidor procura: um grande mercado consumidor, excelentes ativos, tradição de respeito a contratos e confiança no nosso governo.
Também anuncio que nos próximos dias, realizaremos o leilão para implementação da tecnologia 5G no Brasil.
Nossa moderna e sustentável agricultura de baixo carbono alimenta mais de 1 bilhão de pessoas no mundo e utiliza apenas 8% do território nacional.
Nenhum país do mundo possui uma legislação ambiental tão completa.
Nosso Código Florestal deve servir de exemplo para outros países.
O Brasil é um país com dimensões continentais, com grandes desafios ambientais.
São 8,5 milhões de quilômetros quadrados, dos quais 66% são vegetação nativa, a mesma desde o seu descobrimento, em 1500.
Somente no bioma amazônico, 84% da floresta está intacta, abrigando a maior biodiversidade do planeta. Lembro que a região amazônica equivale à área de toda a Europa Ocidental.
Antecipamos, de 2060 para 2050, o objetivo de alcançar a neutralidade climática. Os recursos humanos e financeiros, destinados ao fortalecimento dos órgãos ambientais, foram dobrados, com vistas a zerar o desmatamento ilegal.
E os resultados desta importante ação já começaram a aparecer!
Na Amazônia, tivemos uma redução de 32% do desmatamento no mês de agosto, quando comparado a agosto do ano anterior.
QUAL PAÍS DO MUNDO TEM UMA POLÍTICA DE PRESERVAÇÃO AMBIENTAL COMO A NOSSA?
Os senhores estão convidados a visitar a nossa Amazônia!
O Brasil já é um exemplo na geração de energia com 83% advinda de fontes renováveis.
Por ocasião da COP-26, buscaremos consenso sobre as regras do mercado de crédito de carbono global. Esperamos que os países industrializados cumpram efetivamente seus compromissos com o financiamento de clima em volumes relevantes.
O futuro do emprego verde está no Brasil: energia renovável, agricultura sustentável, indústria de baixa emissão, saneamento básico, tratamento de resíduos e turismo.
Ratificamos a Convenção Interamericana contra o Racismo e Formas Correlatas de Intolerância.
Temos a família tradicional como fundamento da civilização. E a liberdade do ser humano só se completa com a liberdade de culto e expressão.
14% do território nacional, ou seja, mais de 110 milhões de hectares, uma área equivalente a Alemanha e França juntas, é destinada às reservas indígenas. Nessas regiões, 600.000 índios vivem em liberdade e cada vez mais desejam utilizar suas terras para a agricultura e outras atividades.
O Brasil sempre participou em Missões de Paz da ONU. De Suez até o Congo, passando pelo Haiti e Líbano.
Nosso país sempre acolheu refugiados. Em nossa fronteira com a vizinha Venezuela, a Operação Acolhida, do Governo Federal, já recebeu 400 mil venezuelanos deslocados devido à grave crise político-econômica gerada pela ditadura bolivariana.
O futuro do Afeganistão também nos causa profunda apreensão. Concederemos visto humanitário para cristãos, mulheres, crianças e juízes afegãos.
Nesses 20 anos dos atentados contra os Estados Unidos da América, em 11 de setembro de 2001, reitero nosso repúdio ao terrorismo em todas suas formas.
Em 2022, voltaremos a ocupar uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU. Agradeço aos 181 países, em um universo de 190, que confiaram no Brasil. Reflexo de uma política externa séria e responsável promovida pelo nosso Ministério de Relações Exteriores.
Apoiamos uma Reforma do Conselho de Segurança ONU, onde buscamos um assento permanente.
A pandemia pegou a todos de surpresa em 2020. Lamentamos todas as mortes ocorridas no Brasil e no mundo.
Sempre defendi combater o vírus e o desemprego de forma simultânea e com a mesma responsabilidade. As medidas de isolamento e lockdown deixaram um legado de inflação, em especial, nos gêneros alimentícios no mundo todo.
No Brasil, para atender aqueles mais humildes, obrigados a ficar em casa por decisão de governadores e prefeitos e que perderam sua renda, concedemos um auxílio emergencial de US$ 800 para 68 milhões de pessoas em 2020.
Lembro que terminamos 2020, ano da pandemia, com mais empregos formais do que em dezembro de 2019, graças às ações do nosso governo com programas de manutenção de emprego e renda que nos custaram cerca de US$ 40 bilhões.
Somente nos primeiros 7 meses desse ano, criamos aproximadamente 1 milhão e 800 mil novos empregos. Lembro ainda que o nosso crescimento para 2021 está estimado em 5%.
Até o momento, o Governo Federal distribuiu mais de 260 milhões de doses de vacinas e mais de 140 milhões de brasileiros já receberam, pelo menos, a primeira dose, o que representa quase 90% da população adulta. 80% da população indígena também já foi totalmente vacinada. Até novembro, todos que escolheram ser vacinados no Brasil, serão atendidos.
Apoiamos a vacinação, contudo o nosso governo tem se posicionado contrário ao passaporte sanitário ou a qualquer obrigação relacionada a vacina.
Desde o início da pandemia, apoiamos a autonomia do médico na busca do tratamento precoce, seguindo recomendação do nosso Conselho Federal de Medicina.
Eu mesmo fui um desses que fez tratamento inicial. Respeitamos a relação médico-paciente na decisão da medicação a ser utilizada e no seu uso off-label.
Não entendemos porque muitos países, juntamente com grande parte da mídia, se colocaram contra o tratamento inicial.
A história e a ciência saberão responsabilizar a todos.
No último 7 de setembro, data de nossa Independência, milhões de brasileiros, de forma pacífica e patriótica, foram às ruas, na maior manifestação de nossa história, mostrar que não abrem mão da democracia, das liberdades individuais e de apoio ao nosso governo.
Como demonstrado, o Brasil vive novos tempos. Na economia, temos um dos melhores desempenhos entre os emergentes.
Meu governo recuperou a credibilidade externa e, hoje, se apresenta como um dos melhores destinos para investimentos.
É aqui, nesta Assembleia Geral, que, vislumbramos um mundo de mais liberdade, democracia, prosperidade e paz.
Deus abençoe a todos.

Fonte: G1 Mundo

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Joe Biden discursa na ONU


Presidente dos EUA faz seu 1º discurso na Assembleia Geral desde que tomou posse do cargo. Presidente dos EUA, Joe Biden, durante reunião na sede da ONU em Nova York na segunda-feira (20)
Kevin Lamarque/Reuters
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, discursa na 76ª Assembleia da ONU nesta terça-feira (21), em Nova York. É o primeiro discurso do democrata no evento, que reúne líderes de todo o mundo, desde que ele tomou posse do cargo em janeiro deste ano.
Reportagem em atualização

Fonte: G1 Mundo