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App do opositor Navalny desaparece das plataformas no 1º dia das legislativas na Rússia


Aplicativo que indicava alternativa da oposição saiu das lojas do Android, que pertence ao Google, e do iOS, da Apple. Foto com os principais candidatos nas eleições legislativas na Rússia, em 6 de setembro de 2021
Kirill Kudryatsev / AFP
Um aplicativo do opositor detido Alexei Navalny foi retirado nesta sexta-feira (17) das lojas do Android e do iPhone, no primeiro dia das eleições legislativas na Rússia, denunciaram seus aliados.
O app informava quais eram os candidatos bem posicionados nas pesquisas e que deveriam ser apoiados em cada região para derrotar os aspirantes do partido governista Rússia Unida.
Com repressão a movimentos da oposição, partido governista da Rússia é o favorito em eleições legislativas
Alexei Navalny: a jornada do opositor de Putin que sobreviveu a envenenamento e enfrenta prisão
“Hoje (sexta-feira) às 8h, horário russo, Google e Apple suprimiram nosso aplicativo Navalny de suas lojas de aplicativos. Ou seja, cederam à chantagem do Kremlin”, afirmou no aplicativo de mensagens Telegram Leonid Volkov, um dos principais colaboradores do líder opositor.
Correspondentes da agência de notícias AFP comprovaram que o app não aparece mais nas lojas virtuais da Apple e Google, na Rússia e em outros países como a França.
“Suprimir o aplicativo de Navalny das plataformas é um vergonhoso ato de censura política”, escreveu Ivan Zhdanov, diretor do Fundo de Luta Contra a Corrupção, organização fundada por Navalny, no Twitter.
Zhdanov publicou nas redes sociais um trecho do que seria um e-mail da Apple informando sobre a remoção. A empresa afirma que atendeu uma demanda da procuradoria-geral da Rússia que classifica as atividades da organização de Navalny como “extremistas”.
As companhias ainda não comentaram o caso para a imprensa.
A Rússia havia acusado Google e Apple de se recusarem a suprimir conteúdo considerado ilegal e durante a semana convocou os diretores das empresas para uma audiência em uma comissão parlamentar, o Conselho da Federação.
“Temos todo o Estado russo contra nós, assim como as grandes empresas de tecnologia, mas isso não significa que vamos ceder”, afirmou a equipe de Navalny no Telegram.
Quase 108 milhões de russos estão registrados para votar entre 17 e 19 de setembro para escolher os 450 representantes da Duma, a Câmara Baixa do Parlamento.
A maioria dos candidatos mais críticos a Putin não foi autorizada a disputar a eleição, em um pleito que acontece após meses de repressão contra a oposição.
Em muitos casos, os candidatos que Navalny e sua equipe consideram que devem ser apoiados são comunistas.
Em janeiro, Navalny foi detido quando retornou à Rússia depois de receber tratamento na Alemanha por um envenenamento, que ele atribui ao Kremlin.
Desde então, seu movimento foi proibido no país por ser considerado “extremista” e vários de seus aliados foram obrigados a partir para o exílio, foram detidos ou tiveram as candidaturas vetadas.

Fonte: G1 Mundo

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Mensagem em garrafa lançada ao mar no Japão aparece no Havaí depois de 37 anos


No começo dos anos 1980, um grupo de estudantes lançou 750 garrafas no mar na costa do Japão. Até hoje, 52 foram recuperadas. Imagem de uma garrafa que foi encontrada no mar em 2016
Scottish Government/AP
Uma mensagem em uma garrafa lançada há 37 anos por pessoas que estavam no ensino médio do Japão nos anos 1980 foi encontrada a cerca de 6.000 quilômetros de distância, no Havaí, nos Estados Unidos.
Membros de um clube de ciências naturais do Colégio Choshi, em Chiba, no leste de Tóquio, jogaram 750 garrafas no mar entre 1984 e 1985 para investigar as correntes marinhas.
Com mensagens em inglês, japonês e português, nas quais se pedia que entrasse em contato com o remetente, as garrafas chegaram a lugares tão distantes quanto Filipinas, Canadá e Alasca.
Nenhuma outra havia aparecido desde que a garrafa número 50 foi recuperada em 2002, em Kagoshima, no sul do Japão.
Veja uma reportagem de 2019 sobre uma garrafa que foi encontrada no Rio Grande do Sul.
Gaúcha encontra garrafa jogada ao mar que atravessou o Oceano Atlântico
A 51ª foi encontrada em junho por uma menina de nove anos, em uma praia do Havaí, anunciou a escola japonesa. As mensagens continuam legíveis.
“Fiquei realmente surpreso”, disse o vice-diretor da escola japonesa, Jun Hayashi, à AFP, nesta sexta-feira (17).
Ele ainda espera que a garrafa número 52 apareça.
Mayumi Kondo, membro do clube de ciências naturais em 1984, disse que a descoberta “reviveu memórias nostálgicas” de seus anos escolares.
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Fonte: G1 Mundo

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Medo de encostar no corrimão e pegar Covid-19 provoca aumento de quedas no metrô de Londres


Doze pessoas morreram ou ficaram gravemente feridas no metrô entre abril e junho, e 23 nos ônibus. Pessoas em vagão de metrô durante a hora do rush em Londres, em meio à pandemia do novo coronavírus (COVID-19) no Reino Unido
Hannah McKay/Reuters
Por medo de contágio da Covid-19, parte das pessoas que usam o transporte público de Londres, no Reino Unido, se recusam a segurar o corrimão das escadas rolantes das estações de metrô. Houve um aumento nas quedas com risco de vida, alertaram as autoridades da cidade nesta sexta-feira (17).
Doze pessoas morreram ou ficaram gravemente feridas no metrô entre abril e junho, e 23 nos ônibus. O resultado é maior que em qualquer outro trimestre do ano 2020-2021, informou o jornal “The Daily Telegraph”.
Usar máscara, lavar as mãos e manter o distanciamento social são medidas para conter a Covid-19
“Um dos maiores riscos que temos são quedas em escadas rolantes causadas por pessoas que não seguram o corrimão”, disse o diretor da agência “Transport for London” (TfL), Andy Lloyd.
Há um problema com a percepção de que o corrimão não está limpo por causa da pandemia, afirmou ele durante um painel de segurança esta semana.
As pessoas mais idosas são as que correm mais risco e, frequentemente, elas caem quando tentam colocar uma bagagem nas escadas rolantes.
Passageiros embriagados
Outro fator que provoca queda é o estado de embriaguez de alguns passageiros, com o aumento das viagens noturnas desde o fim do confinamento.
Além do atual regime de limpeza intensiva, a TfL pretende ampliar a instalação de dispositivos de luz ultravioleta nos corrimões das escadas rolantes, iniciada no ano passado, para suprimir todos os vestígios do coronavírus.
“O número de pessoas mortas, ou feridas, aumentou à medida que os clientes voltam à rede. O índice de lesões nas escadas e nas escadas rolantes continua relativamente alto”, afirma um relatório sobre a segurança dos passageiros divulgado esta semana pela TfL e citado pelo “Telegraph”.
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Fonte: G1 Mundo

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Presidente argentino cancela viagens ao exterior para evitar que Cristina Kirchner assuma durante ausência


A coligação do governo sofreu uma derrota nas primárias das eleições legislativas. Cristina Kirchner atribui o resultado à política econômica do governo, que ela considera contracionista. A vice-presidente pressiona Alberto Fernández a fazer uma reforma ministerial e expandir os gastos. Alberto Fernández, presidente da Argentina, e a vice, Cristina Kirchner, em foto de 13 de setembro de 2021
Maximiliano Luna/TELAM/AFP
Com a Argentina em plena crise institucional provocada pelo vácuo de poder a partir de renúncias em massa ordenadas pela sua vice, Cristina Kirchner, o presidente Alberto Fernández decidiu cancelar viagem planejada ao México nesta sexta-feira (17), para evitar que a sua vice assuma o poder durante a sua ausência. “Não sou eu quem põe o presidente em xeque, mas o resultado eleitoral”, defendeu-se Cristina Kirchner.
O Governo da Argentina teve uma dura derrota eleitoral, nas prévias legislativas deste domingo
O presidente argentino, Alberto Fernández, planejava viajar no começo da tarde desta sexta-feira (17) ao México, onde passaria o fim de semana e, de lá, emendaria rumo a Nova York para participar, de forma presencial, da Assembleia das Nações Unidas na terça-feira (21). Porém, as duas viagens foram canceladas devido à crise institucional que vive o governo.
“O presidente suspendeu as suas viagens ao exterior”, confirmaram fontes oficiais, reproduzidas pela imprensa argentina.
A viagem ao México era para participar da reunião de Cúpula dos Estados da América Latina e do Caribe (CELAC). A Argentina aspira presidir esse foro. Já o discurso durante a Assembleia da ONU será virtual.Alberto Fernández não quer deixar o governo sob o controle de Cristina Kirchner. Durante a sua ausência do país, a Presidência seria exercida pela sua vice, com quem o presidente trava um duelo político por poder.
Crise institucional
Cristina Kirchner exige uma reforma ministerial que altere o rumo do governo e quer também que o ministro da Economia tenha uma política econômica expansionista para aumentar o gasto público até as eleições legislativas de 14 de novembro, fundamentais para os planos políticos do governo de controlar o Congresso. Alberto Fernández preferia adiar mudanças nos ministérios para depois das eleições, mas, diante da crise, vê-se obrigado agora a reformular a sua equipe de governo.
Sócia majoritária na coligação de governo e detentora do verdadeiro poder, Cristina Kirchner ordenou a renúncia de vários ministros, secretários e presidentes de organismos públicos. Como resultado, 11 dirigentes de governo renunciaram, o que causou um vácuo de poder.
“As renúncias provocam um grave dano no governo e a carta que Cristina Kirchner publicou revela uma vice-presidente que ordena ao presidente que se submeta a ela. O presidente está em xeque. A situação política é dramática”, aponta à RFI o analista político, Nelson Castro.
“Não sou eu quem põe o presidente em xeque, mas o resultado eleitoral”, alegou Cristina Kirchner numa carta aberta, publicada nas últimas horas.
A vice-presidente se refere à contundente derrota nas eleições primárias de domingo passado. A magnitude da derrota enterra o objetivo governista de controlar o Congresso e traduz-se numa reprovação da gestão do presidente Alberto Fernández, na metade do seu mandato. As eleições primárias tendem a ser irreversíveis, antecipando o resultado das eleições de novembro.
Brigas públicas
Na extensa carta, Cristina Kirchner culpa Alberto Fernández pela “derrota eleitoral sem precedentes para o peronismo” e ordena o que deve ser feito
“Sempre expus ao presidente o que, para mim, constituía uma delicada situação social. Avisei que ele conduzia uma política de ajuste fiscal equivocada que teria, invariavelmente, consequências eleitorais”, acusa. “Eu me cansei de dizer e a resposta sempre foi que eu estava errada”, critica. Cristina Kirchner insiste com a pressão por uma reforma ministerial.
“Realmente acreditam que não é necessário, depois de tamanha derrota, apresentar publicamente renúncias?”, questiona. “O presidente deve relançar o seu governo e sentar-se com o seu ministro da Economia para rever números”, indica.
Antes da carta, Alberto Fernández publicou nas redes sociais que “não é tempo para expor disputas”. “A gestão do governo continuará do modo que eu considerar conveniente. Para isso, fui eleito”, avisou com um destinatário implícito: a sua vice-presidente.
Porém, perante as renúncias, Alberto Fernández prepara-se para uma reforma ministerial e para anunciar um pacote de medidas fiscais destinadas a aumentar o poder aquisitivo da classe baixa e média-baixa, numa tentativa de reverter o resultado das urnas, exatamente como a sua vice quer.
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Fonte: G1 Mundo

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Corpo de líder do Sendero Luminoso vira problema para o Congresso do Peru, que opta por cremação


Abimael Guzmán, fundador do grupo Sendero Luminoso, morreu no sábado. Havia receio de que o túmulo se tornasse um local de peregrinação. O presidente do país, Pedro Castillo, não tomou uma decisão, e o Congresso votou por cremar. Líder do Executivo ainda precisa assinar a lei. Foto feita através de janela mostra Abimael Guzmán, fundador e líder do grupo terrorista Sendero Luminoso, chegando a uma corte na base militar de Callao, no Peru, na terça-feira (11)
AP Foto/Martin Mejia
O Congresso do Peru aprovou, na quinta-feira (17) à noite, um projeto de lei que permite cremar o corpo do falecido líder do grupo Sendero Luminoso, Abimael Guzmán.
O cadáver está no necrotério desde sábado à espera de uma decisão que o governo do presidente esquerdista Pedro Castillo evitou tomar.
Um dos conflitos mais sangrentos da América Latina
O Sendero Luminoso iniciou uma “guerra popular” marcada por sangrentas ações terroristas entre 1980 e 2000. Segundo a Comissão de Verdade e Reconciliação do Peru, o conflito entre o governo e o grupo foi um dos mais sangrentos da América Latina, com cerca de 70 mil mortos.
Guzmán passou seus últimos 29 anos condenado como o responsável intelectual pelos conflitos que levaram a essas mortes. Havia o receio de que o túmulo de Guzmán se tornasse um local de peregrinação.
O chefe de gabinete do presidente Pedro Castillo, Guido Bellido, pediu ao Congresso e ao Ministério Público que definissem o destino do corpo do preso mais famoso do país.
Foi o que o Congresso fez: por 70 votos a favor, aprovou-se uma norma que autoriza juízes e promotores a decidir o que fazer com o corpo de um condenado por terrorismo que morre na prisão durante o cumprimento da sentença “em caso de possível dano à segurança e à ordem pública”.
O projeto ainda deve ser promulgado pelo Executivo. O partido do presidente, o Peru Livre, votou contra o texto.
“Seria uma tolice se o presidente não assinasse”, disse à imprensa o congressista de extrema-direita Jorge Montoya, um ex-almirante.
Morte por pneumonia
O corpo incomoda a esquerda pró-governo, cujos integrantes foram apontados pela oposição como “filosenderistas” –ou seja, o Peru Livre teria simpatia pelo Sendero Luminoso. O presidente nega categoricamente que tenha qualquer afinidade com o grupo.
Congressistas de direita pediram para ver o corpo para se certificar que Guzmán havia mesmo morrido –ou seja, eles queriam garantir que o cadáver não era o de alguma outra pessoa.
O corpo de Guzmán, que morreu aos 86 anos, está em um necrotério do porto de Callao desde sábado, quando morreu de pneumonia no presídio de segurança máxima da base naval, onde cumpria pena de prisão perpétua desde 1992.
Elena Yparraguirre, viúva e número dois do Sendero Luminoso, enviou uma carta ao Ministério Público na qual pediu para que o corpo fosse entregue a uma terceira pessoa. Yparraguirre também cumpre prisão perpétua.
O Ministério Público se recusou a entregar o corpo para a viúva e decidiu mantê-lo sob custódia até que a investigação sobre sua morte fosse concluída.
A Procuradoria de Callao aguarda o resultado dos testes de DNA para eventualmente encerrar o processo.
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Fonte: G1 Mundo

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Gabby Petito: O misterioso sumiço de jovem que viajava pelos EUA com noivo em uma van


Gabby Petito, de 22 anos, não se comunica com a família desde agosto — e seu namorado voltou para casa sozinho. Gabrielle ‘Gabby’ Petito não se comunica com a família desde agosto
Reprodução/Instagram/Via BBC
Uma jovem americana de 22 anos desapareceu enquanto fazia uma viagem de carro com o noivo pelo país.
A polícia realizou uma operação de busca para encontrar Gabrielle “Gabby” Petito, que não se comunica com a família desde agosto, quando visitava o Parque Nacional Grand Teton, em Wyoming (EUA).
O namorado dela, Brian Laundrie, que voltou para casa sozinho na Flórida, é considerado uma “pessoa relevante” na investigação, segundo a polícia.
Laundrie voltou para casa em 1º de setembro, e os pais de Petito reportaram seu desaparecimento 10 dias depois.
A polícia afirma que embora o rapaz se recuse a falar com eles sobre o desaparecimento de Petito, ele não foi acusado de nenhum crime.
“Estamos implorando a qualquer pessoa, incluindo Brian, para compartilhar informações conosco sobre seu paradeiro nas últimas semanas”, diz o chefe de polícia de North Port, Todd Garrison.
Gabby Petito, em imagem de 2019 publicada em seu perfil em uma rede social
Reprodução/Instagram
“A falta de informação por parte de Brian está dificultando esta investigação. As respostas uma hora vão aparecer.”
Mas o advogado de Brian Laundrie, Steve Bertolino, defendeu o silêncio de seu cliente.
“Na minha experiência, os parceiros íntimos são muitas vezes a primeira pessoa à qual a polícia se volta em casos como este, e a advertência de que ‘qualquer declaração pode ser usada contra você’ é verdadeira, independentemente de meu cliente ter algo a ver com o desaparecimento de Petito.”
“Desta forma, seguindo o conselho do advogado, Laundrie não se pronuncia sobre este assunto”, diz Bertolino.
A família da jovem tem pedido respostas a Laundrie, incluindo informações sobre quando ele a viu pela última vez e “por que deixou Gabby sozinha e dirigiu sua van para a Flórida”.
“São perguntas críticas que exigem respostas imediatas”, afirmaram os familiares em um comunicado.
Em uma entrevista coletiva à imprensa na quinta-feira (16), o pai de Petito fez um apelo à população para fornecer qualquer informação que possa ser útil na investigação.
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Viagem pelo país
O casal viajou em uma van Ford Transit branca em julho, documentando a experiência e postando atualizações regulares da viagem nas redes sociais.
Eles se filmaram sorrindo, se beijando e correndo por praias em um vídeo do YouTube chamado “Beginning Our Van Life Journey”, que foi visto mais de 600 mil vezes.
Duas semanas antes do desaparecimento da jovem, em 12 de agosto, a polícia da cidade de Moab, no sul de Utah, recebeu uma ligação sobre um possível incidente de violência doméstica envolvendo o casal.
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Na quinta-feira (16), a polícia divulgou imagens de um vídeo gravado com uma bodycam (câmera acoplada ao uniforme do policial) em que a jovem aparece chorando e reclamando de sua saúde mental para o agente de segurança. E também reconhece que ela e o namorado estavam discutindo com mais frequência.
Os policiais que gravaram o vídeo recomendaram que eles passassem a noite separados, mas não registraram queixa. Ainda não se sabe o que aconteceu na sequência.
A van em que o casal viajava está sendo examinada pela polícia em busca de pistas que ajudem a esclarecer o mistério do desaparecimento da jovem.
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Começa a disputa pelo cargo de primeiro-ministro do Japão; veja quem são os candidatos


Primeiro será escolhido o novo líder do partido que domina o Parlamento, depois haverá uma votação entre os parlamentares e, em novembro, deve ocorrer uma eleição geral. Da esquerda para a direita: Taro Kono, Fumio Kishida, Sanae Takaichi e Seiko Noda, candidatos a primeiro-ministro do Japão
Kimimasa Mayama /AFP
A campanha para a escolha do novo primeiro-ministro do Japão começou nesta sexta-feira (17) com quatro candidatos que aspiram a liderança do partido que governa o país.
Entre os candidatos há duas mulheres –o Japão nunca teve uma primeira-ministra.
O atual primeiro-ministro, Yoshihide Suga, anunciou no início do mês que não disputaria a liderança do partido governante, o Partido Liberal Democrático (PLD).
Como o PLD tem maioria no Parlamento, quem conseguir ocupar o posto de líder do partido deverá se tornar o primeiro-ministro do país.
O calendário é o seguinte:
29 de setembro: PLD escolhe seu novo líder
Início de outubro: Parlamento vota para escolher o primeiro-ministro
Fim de novembro: eleições gerais
O novo líder do partido também deverá disputar a eleição geral, que pode acontecer no fim de novembro, para continuar como chefe de governo.
Principais nomes
O ministro responsável pela campanha de vacinação, Taro Kono, lidera as pesquisas de intenção de voto, mas a vitória não é garantida por que as principais alas do PLD não apoiam nenhuma candidatura específica.
Kono, 58 anos, é o candidato mais jovem e popular, com dois milhões de seguidores no Twitter. Ele é considerado um político moderno e um bom comunicador.
Seu principal rival é o ex-ministro das Relações Exteriores Fumio Kishida, que lidera uma das principais alas do PLD.
As duas candidatas têm pouco apoio nas pesquisas.
Uma delas é a direitista Sanae Takaichi, admiradora de Margaret Tatcher e com um perfil que divide os eleitores que, no entanto, recebeu apoio do ex-primeiro-ministro Abe Shinzo.
A outra candidata é a ex-ministra de Igualdade de Gênero Seiko Noda, uma candidata abertamente feminista.
Voto por conta própria
As alas do partido geralmente votam em bloco, mas dessa vez os integrantes estão livres para votar em quem quiserem.
Tobias Harris, analista para a Ásia do ‘Center for American Progress’, considera que o apoio popular a Kono provavelmente representa uma certa vantagem, mas ele explica que é uma “vantagem muito vulnerável”.
Yoshihide Suga deixa o cargo após um ano
Suga, o atual primeiro-ministro, perdeu popularidade por causa da forma pela qual o governo gerenciou a pandemia. O período de Suga foi marcado pelas ondas de contágios da Covid-19 e as repetidas séries de restrições. Os Jogos Olímpicos de Tóquio não ajudaram a aumentar sua popularidade.
Ele anunciou que iria renunciar após um ano no cargo.
Veja abaixo um vídeo da posse de Suga.
Yoshihide Suga é eleito novo primeiro-ministro do Japão
Suga assumiu como primeiro-ministro em setembro de 2020, depois que Shinzo Abe, o primeiro-ministro mais longevo do Japão, renunciou por motivos de saúde.
A brevidade de seu mandato levou muitos a questionar se o Japão retornará ao período de alta rotatividade de governantes que ocorreu antes de 2012, com o início do segundo mandato de Abe.
Desde a Segunda Guerra Mundial, apenas cinco políticos permaneceram cinco anos ou mais no cargo de primeiro-ministro do Japão.
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Fonte: G1 Mundo

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O militar que pôs Portugal na liderança mundial da vacinação contra a Covid


Vice-almirante tornou-se herói nacional ao comandar força-tarefa e organizar uma campanha atrasada e com irregularidades. Henrique de Gouveia e Melo visita local de vacinação em Seixal em 11 de setembro
Reuters/Pedro Nunes
Portugal comemora a liderança mundial em vacinação contra a Covid: 82% já receberam as duas doses, o número de infecções e internações cai a cada dia e, desde segunda-feira, a população pode circular ao ar livre sem máscaras. O êxito desta empreitada é creditado a um militar — o vice-almirante Henrique Gouveia e Melo, que há sete meses assumiu o comando da força-tarefa da imunização e pôs ordem num processo confuso, atrasado e cheio de irregularidades.
O “almirante das vacinas”, como ele é conhecido, virou herói nacional e recebe aplausos espontâneos em público. Como czar da vacinação, está sempre de uniforme camuflado, o qual promete dispensar “quando vencer a guerra contra a Covid”. Sua meta é de que 85% dos portugueses estejam vacinados até o fim da próxima semana.
Apesar do sucesso da campanha, ele mantém a cautela e o estilo direto e sem rodeios com que conquistou os portugueses: “Não estou preocupado se somos o primeiro ou o segundo lugar no mundo, mas se essa taxa é suficiente para alcançarmos a imunidade de rebanho”, declarou nesta quarta-feira.
Nascido há 60 anos em Moçambique, Gouveia e Melo atribui as qualidades ao treinamento militar, sobretudo à capacidade de reagir rapidamente e com foco em situações de estresse.
Condecorado recentemente pelo presidente Marcelo Rebelo de Sousa com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Avis, o vice-almirante não se deixa seduzir pela popularidade repentina. “Apareci com naturalidade e desaparecerei com naturalidade.”
Aos que alimentam especulações de que poderia enveredar para uma carreira política — quem sabe a campanha para a Presidência, em 2026 –, ele é categórico e didático. “Sou militar e, por isso, seria um péssimo político. Acho que devemos separar o que é militar do que é político, porque são campos de atuação completamente diferentes”, conforme resumiu no fim do mês passado à agência Lusa.
O novo herói português enfrentou dissabores e a atuação barulhenta de uma minoria de manifestantes antivacina. Foi insultado, mas não fugiu deles. Mais uma vez foi direto: “O obscurantismo continua no século XXI, mas já ficou claro que o que mata é o vírus e não a vacina.” A maioria dos portugueses acatou o seu exemplo.
Portugal imuniza mais de 80% da população e desobriga uso de máscaras em espaços abertos

Fonte: G1 Mundo

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Assembleia-Geral da ONU: exigência de vacina ainda não está decidida, mas é improvável que Bolsonaro seja barrado


Embora presidente da Assembleia Geral tenha defendido obrigatoriedade do certificado vacinal, como queria cidade de NY, possibilidade perdeu força Jair Bolsonaro em discurso na abertura da Assembleia-Geral da ONU em 2019
AFP
Perdeu força a possibilidade de que líderes de países tenham que comprovar que se vacinaram contra a Covid-19 para participar da 76ª Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), que acontece na semana que vem e deve reunir mais de cem líderes de Estados na sede da organização, em Nova York.
A discussão surgiu na terça-feira (14), depois que o presidente da Assembleia-Geral, Abdulla Shahid, enviou aos Estados-membros uma carta na qual endossava um pedido das autoridades nova-iorquinas para que as mesmas regras impostas aos habitantes da cidade fossem seguidas no prédio da ONU.
Para conter a pandemia, Nova York exige que frequentadores de centro de convenções comprovem vacinação. A Prefeitura da cidade disse que a ONU se enquadraria na definição de centro de convenções.
No entanto, na noite da última quarta, dia 15, o Secretário Geral da ONU António Guterres deu uma entrevista à agência Reuters na qual negou que tivesse meios para garantir tal exigência e lembrou que a sede da organização é considerada território internacional.
“Nós, como Secretariado, não podemos dizer a um chefe de Estado que, se ele não estiver vacinado, não poderá entrar na ONU” afirmou Guterres, alertando que tal imposição dependeria do apoio da maioria dos países que compõem a ONU.
O assunto era particularmente relevante para o governo brasileiro, já que oficialmente o presidente Jair Bolsonaro não foi vacinado e uma obrigatoriedade de certificado poderia levá-lo a ser barrado do evento. Tradicionalmente, cabe ao mandatário do Brasil a função de abrir os discursos dos chefes de Estado no encontro de líderes mais importante do ano.
Nas discussões de hoje, as delegações internacionais se mostraram inclinadas a manter em vigor o que chamam de “sistema de honra”, aplicado já na edição do evento do ano passado. Pelo sistema, cabe aos chefes de Estado declararem que não estão infectados com Covid-19, mas não é preciso provar isso nem com certificado de vacinação, nem com resultado negativo de teste PCR.
De acordo com embaixadores ouvidos pela BBC News Brasil, além do Brasil, a Rússia também é contrária à exigência já que sua vacina, a Sputnik, não seria reconhecida como imunizante pela ONU.
Em carta a Shahid, a Rússia acusou o posicionamento de ser “claramente discriminatório”. Para não gerar tensões antes mesmo das discussões do evento, a tendência da maioria das delegações seria dispensar o certificado de vacina.
“Tínhamos um sistema de honra na última sessão. Estamos trabalhando com o presidente em exercício da Assembleia Geral para dar continuidade a esse sistema de honra de uma forma que seja aceitável para todos. Há questões neste edifício que precisam ser tratadas pelos Estados-membros e aquelas que estão sob a alçada do Secretário-Geral. A autoridade do Secretário-Geral é limitada. Portanto, trabalharemos com os Estados-Membros para encontrar um caminho a seguir”, reforçou nesta quinta, dia 16, o porta-voz da Secretaria-Geral, Stéphane Dujarric.
Questionada pela BBC News Brasil sobre a provável dispensa do certificado de vacina, a porta-voz do presidente Shahid apenas reenviou à reportagem a carta em que ele endossa a vacinação obrigatória. Sua posição, no entanto, parece vencida.
“O entendimento é que segue vigorando o acordo anterior entre Estados-membros no sentido de que não há como exigir comprovantes de vacinação dada a diversidade na situação sanitária e de disponibilidade de vacinas entre os diferentes países”, afirmou reservadamente à BBC News Brasil um embaixador.
Circulação restrita no hotel
Outra dificuldade para o presidente brasileiro poderia ser sua hospedagem. O hotel onde tanto Bolsonaro quanto parte da comitiva brasileira ficarão hospedados, por exemplo, informa em sua página na internet que segue a determinação da cidade de Nova York de exigir certificado vacinal para qualquer hóspede acima de 12 anos.
Nesta quinta, no entanto, um representante do hotel afirmou à BBC News Brasil que Bolsonaro não enfrentará dificuldades no estabelecimento desde que sua circulação fique restrita ao quarto e ao lobby. O presidente não poderá, no entanto, frequentar o restaurante ou a academia do hotel, onde o protocolo de exigência de certificado vacinal se aplica.
Bolsonaro também não poderá se alimentar dentro de nenhum restaurante, mas não há limitação para o presidente brasileiro em ambientes abertos.
Há três dias, em conversa com apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada, Bolsonaro voltou a repetir que não havia tomado imunizantes contra a Covid-19, que já matou quase 590 mil brasileiros. Ele citou um suposto resultado do exame IGG, que mede a quantidade de anticorpos para uma dada doença no corpo, como justificativa para não ter se vacinado.
“Eu não tomei vacina, estou com 991 (nível do IGG). Eu acho que eu peguei de novo (o vírus) e nem fiquei sabendo”, afirmou Bolsonaro.
A BBC News Brasil consultou a Presidência da República sobre se o presidente segue sem ter sido vacinado contra Covid-19, mas não recebeu resposta até a publicação desta reportagem.
Durante o verão do hemisfério Norte, Nova York voltou a experimentar um aumento do número de casos de Covid-19 na cidade, resultado da grande circulação da variante delta. Atualmente com 62% da população completamente vacinada e média móvel de cerca de 1600 novos casos por dia, a cidade luta para controlar a epidemia.
Em meados de agosto, o governo dos Estados Unidos, que vem tentando fortalecer os órgãos de relações multilaterais e demonstrar protagonismo nesses espaços, expressou preocupação com os impactos sanitários da realização do evento em Nova York, que decidiu oferecer imunização gratuita a todos os participantes da Assembleia Geral da ONU.
VÍDEOS: Notícias internacionais

Fonte: G1 Mundo

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O ‘losango’ de Angela Merkel, um gesto que se tornou icônico


Primeira-ministra alemã, que em breve irá deixar o cargo após 16 anos no poder, admite que começou a fazer gesto porque “não sabia onde colocar as mãos”, segundo fotógrafa. Premiê diz que ele demonstra “talvez um certo amor pela simetria”. Bonecos de madeira representam a primeira-ministra alemã Angela Merkel fazendo seu tradicional gesto com as mãos, em uma fábrica de artesanato em Seiffen, na Alemanha, em foto de 20 de agosto
Christof Stache/AFP
O “losango” de Angela Merkel, seu gesto com as mãos unidas pelas pontas dos dedos na frente da barriga, se tornou quase tão famoso quanto a própria chanceler da Alemanha.
No início dos anos 2000, quando ainda não dirigia o Executivo, mas presidia o partido democrata cristão CDU (centro-direita), Merkel “não sabia onde colocar as mãos”, explicou alguns anos depois a fotógrafa Claudia Kempf sobre a origem do gesto, hoje icônico.
“Ela as deixava penduradas ao lado do corpo, o que a fazia parecer impotente. Ou as juntava e então eu dizia a ela: ‘Assim você parece a filha de um pastor'”, contou a fotógrafa do jornal “Rheinische Post” em 2009.
A chanceler deu em 2013 sua própria versão sobre como surgiu o gesto, uma descoberta pessoal, de acordo com ela.
“Sempre houve a dúvida quanto a onde colocar os braços, foi assim que me veio a ideia”, afirmou ela alguns meses antes das eleições legislativas daquele ano.
Segundo ela, este “losango” demonstra “talvez um certo amor pela simetria”, que lembra o estilo de governo de Merkel, marcado pelo pragmatismo, a busca de consenso, mas também criticado pela falta de visão política em determinados momentos.
“Culto à personalidade”
Em 2013, Merkel, que deixará este ano o cargo de chanceler após 16 anos à frente do governo alemão, aspirava ser reeleita pela terceira vez.
Assim, a CDU baseou sua campanha nessas eleições em torno da personalidade da chanceler.
Um cartaz gigante de 20×70 metros, inspirado no famoso gesto, foi colocado na estação central de Berlim.
Outdoor mostra as mãos da primeira-ministra Angela Merkel, em seu gesto tradicional, durante sua campanha para reeleição, em 2013
Johannes Eisele/AFP
Nele, havia uma imagem das mãos de Merkel fazendo o losango, acompanhada por 2 mil imagens de mãos e com o slogan: “O futuro da Alemanha em boas mãos”.
Esta campanha indignou seus rivais por seu caráter personalista e nas redes sociais chegaram a caricaturar Merkel como se ela fosse Mao.
Seus adversários social-democratas denunciaram um “culto à personalidade monstruoso e vazio de conteúdo”. “Se isso for política, caímos muito”, criticaram os verdes.
No entanto, a líder, conhecida como “Mutti” (mãe) pelos alemães, claramente prevaleceu nessas eleições e desde então seu gesto se transformou, segundo o jornal britânico The Guardian, “em uma das posições de mãos mais reconhecíveis do mundo”.
A primeira-ministra alemã, Angela Merkel, faz seu tradicional gesto com as mãos ao lado do primeiro-ministro polonês, Mateusz Morawiecki, após coletiva conjunta em Varsóvia, no dia 11 de setembro
Janek Skarzynski/AFP
O “losango” tem até seu próprio emoticon e página na Wikipédia, e no famoso museu de cera Madame Tussauds em Berlim, a chanceler foi representada fazendo o gesto.
Imitada pelo social-democrata Scholz
“Acho que o losango foi adotado primeiro de forma inconsciente, depois o público detectou seu efeito distintivo e ela começou a usá-lo conscientemente como uma marca”, disse à AFP Jochen Hörisch, especialista em comunicação da Universidade de Munique.
Segundo este professor universitário, autor de um ensaio sobre as mãos, o “losango” “transmite tranquilidade e ao contrário do punho fechado ou da mão estendida não emite sinais emocionais”, o que permite gerar uma sensação intermediária “entre a proximidade e distância”.
Houve inúmeras interpretações desse gesto, desde que ele representaria uma “ponte” ou um “teto protetor” até conspirações que o consideraram uma prova de que ele faz parte dos Illuminati, uma suposta organização secreta que deteria as rédeas do poder global.
O símbolo do “losango” se tornou tão forte que outras figuras políticas alemãs, incluindo opositores da líder conservadora, tentam imitá-la.
É o caso do candidato social-democrata Olaf Scholz, que em julho apareceu na primeira página do jornal Süddeutsche Zeitung apresentando-se como o verdadeiro sucessor da chanceler, em vez do conservador Armin Laschet, o impopular herdeiro político de Merkel.
Essa apropriação do estilo de Merkel, que indignou a própria chanceler, parece estar rendendo frutos, já que os social-democratas estão à frente nas pesquisas.
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Fonte: G1 Mundo