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Por que a Covid volta a ameaçar britânicos apesar de 65% de vacinados


Cientistas ligados ao governo britânico alertam que hospitalizações podem variar entre 2 mil e 7 mil por dia em outubro se restrições não forem reforçadas. Cientistas ligados ao governo britânico alertam que hospitalizações podem variar entre 2 mil e 7 mil por dia em outubro se restrições não forem reforçadas
AFP
Cientistas ligados ao governo do Reino Unido alertam que pode haver um grande salto no número de internações hospitalares por covid na Inglaterra se as restrições não forem reforçadas.
Baseando-se em modelos matemáticos, o comitê Sage informou que as internações pela doença podem variar entre 2 mil e 7 mil por dia no mês que vem — atualmente, são pouco mais de 750.
Mas eles acrescentaram que um “conjunto relativamente leve de medidas” pode conter as infecções.
Após uma queda significativa, devido à vacinação em massa, as mortes por covid voltaram a subir no Reino Unido, embora permaneçam num patamar relativamente baixo em comparação ao auge da pandemia.
Mesmo assim, o número de óbitos confirmados por dia no país por milhão de habitantes (2,07) já é quase igual ao do Brasil (2,17).
Outros países com ampla vacinação, como Israel e Estados Unidos, também viram seus números de covid crescer nas últimas semanas.
Os EUA lideram o ranking mundial no número de casos de covid confirmados por dia por milhão de habitantes, por exemplo. Ali, a taxa é de 5,54, mais do que o dobro da do Brasil.
Os dados, do último dia 13 de setembro, são da plataforma Our World in Data, da Universidade de Oxford (Reino Unido).
Recentemente, o Reino Unido flexibilizou as medidas de contenção da pandemia, como proibição de aglomerações e uso de máscaras.
O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, disse esperar que o aumento da vacinação possa evitar que novas restrições sejam implementadas.
Ao anunciar seu plano de inverno para enfrentar a covid na Inglaterra na terça-feira (14/9), o primeiro-ministro disse que algumas medidas poderiam ser tomadas como parte do Plano B do governo se o serviço de saúde pública do Reino Unido, o NHS (SUS britânico), enfrentasse uma pressão insustentável.
Isso inclui passaportes para vacinas, máscaras faciais obrigatórias e recomendações para trabalhar de casa.
Informações divulgadas pelo Grupo de Aconselhamento Científico para Emergências (Sage) na terça-feira, datadas de 8 de setembro, indicaram que há “potencial para outra grande onda de hospitalizações”.
Os cientistas responsáveis pela modelagem matemática de infecção do vírus que assessoram o comitê — o Grupo Científico de Influenza Pandêmica em Modelagem (SPI-M, na sigla em inglês) — disseram que é possível que ele se espalhe mais rapidamente após o retorno das escolas e mais pessoas voltem aos seus locais de trabalho.
Eles observaram que os altos níveis de trabalho remoto desempenharam um “papel muito importante na prevenção do crescimento sustentado da epidemia nos últimos meses”.
“É altamente provável que uma diminuição significativa no trabalho de casa nos próximos meses resultaria em um rápido aumento nas internações hospitalares.”
No entanto, os cientistas acrescentaram que mesmo um “conjunto relativamente leve de medidas”, se implementado cedo o suficiente, poderia limitar o aumento dos casos.
“Além de encorajar o trabalho remoto, medidas mais leves incluem recomendar que as pessoas ajam com cautela, façam testes com regularidade, isolem-se caso tenham entrado em contato com o vírus e usem máscaras”.
Eles disseram que se o governo deixasse a epidemia crescer até que as hospitalizações ficassem muito altas, “medidas muito mais rigorosas (e, portanto, mais perturbadoras) seriam necessárias para reduzir a prevalência rapidamente”.
No entanto, o órgão reconheceu que seu alerta anterior — de que a suspensão de todas as restrições durante o verão poderia levar a um surto em grande escala — não se confirmou.
Em entrevista a jornalistas na terça-feira (14/9), Johnson disse contar que o programa de vacinação permitiria ao Reino Unido permanecer como “uma das sociedades mais livres” da Europa, com apenas restrições limitadas para manter a doença sob controle.
“Como grande parte da população tem algum grau de imunidade, mudanças menores na maneira como pedimos às pessoas que se comportem podem ter um impacto maior.”
Ele apelou aos 5 milhões de pessoas que não se vacinaram para finalmente receberem o imunizante, em um esforço para evitar restrições mais duras durante o inverno.
Na mesma coletiva de imprensa, Patrick Vallance, o principal conselheiro científico do governo, disse que o país estava em um “ponto crucial” e que os ministros precisariam reagir rapidamente se os casos aumentassem.
“Não podemos esperar até que seja tarde demais”, disse.
Chris Whitty, chefe dos serviços médicos da Inglaterra, alertou que os vírus respiratórios, como a gripe e outros, seriam “extremamente favorecidos” no inverno.
Ele também enfatizou que o país entrava no outono com um índice de casos, internações e mortes muito maior do que no ano passado.
Na terça-feira, o Reino Unido registrou mais 26.628 casos e outras 185 mortes em 28 dias após um diagnóstico positivo para covid. Os dados mais recentes mostraram que havia 8.413 pacientes internados no hospital com a doença.
Em 15 de setembro do ano passado, os números eram bem inferiores: 3.105 casos diários e 27 mortes — as internações por covid, por sua vez, totalizam 1.066.
No entanto, as vacinas agora oferecem ampla proteção contra doenças graves. Cerca de 81,2% das pessoas com 16 anos ou mais no Reino Unido já receberam as duas doses do imunizante.
O ministro de Saúde do Reino Unido, Sajid Javid, também confirmou na terça-feira que todos os maiores de 50 anos no Reino Unido — bem como aqueles em outros grupos vulneráveis ​​— receberiam uma dose de reforço.
Essas pessoas receberão a vacina Pfizer ou Moderna pelo menos seis meses após a segunda dose, a fim de maximizar o impacto do imunizante.
Análise de Hugh Pym, editor de Saúde da BBC
Os cientistas responsáveis pela modelagem matemática de infecção do vírus que se reportam ao comitê Sage eram muito pessimistas em julho, quando presumiram que a abertura da sociedade levaria a um aumento nas infecções e internações hospitalares.
O último conjunto de documentos mostra que o fechamento de escolas, o clima quente e um grande número de pessoas sendo obrigadas a se isolar desempenharam um papel maior do que o esperado no controle das infecções.
Mas eles continuam dizendo que pico de casos esperado anteriormente para agosto agora simplesmente foi adiado para o período de outubro até dezembro.
O retorno de escolas e faculdades pode elevar as taxas de casos. Outra grande onda de hospitalizações se aproxima, dizem eles.
Neste sentido, defendem a intervenção precoce com medidas que incluam, por exemplo, fazer com que mais pessoas trabalhem em casa novamente.
Isso poderá fazer com que o governo lance mão de seu plano B para a Inglaterra.
Os céticos dirão que os cientistas erraram antes e certo ceticismo é necessário. Mas poucos negariam a possibilidade de um inverno muito difícil pela frente.
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Fonte: G1 Mundo

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Chile autoriza entrada de turistas


Todos os viajantes deverão realizar uma quarentena, que será fiscalizada por funcionários da Saúde. O confinamento, em uma casa ou hotel, será de cinco dias para os vacinados e de sete dias para os que não estiverem imunizado. País que mais vacina na América do Sul, Chile promete conter o “turismo de vacinação”
O governo do Chile anunciou, nesta quarta-feira (15), que permitirá, a partir de outubro, a entrada de estrangeiros que comprovem que já se vacinaram contra a Covid-19.
As fronteiras do país estavam parcialmente fechadas desde abril.
Os novos casos e o número de mortos por coronavírus caíram consideravelmente, e a campanha de vacinação caminha com rapidez (mais de 72% dos 19 milhões de habitantes foram vacinados com duas doses). Nesta semana, começou a imunização de crianças entre 6 e 11 anos.
A partir de 1º de outubro, os aeroportos das cidades do norte de Antofagasta e Iquique começarão a receber voos do exterior, até agora permitidos apenas no terminal aéreo de Santiago, sob um rigoroso controle sanitário.
Crianças observam enquanto mulher é vacinada contra a Covid-19 em Santiago do Chile, em foto de 17 de março de 2021
Ivan Alvarado/Reuters/Arquivo
Também estará autorizada a entrada de estrangeiros não residentes no país, como medida para estimular o turismo, setor duramente afetado pela pandemia. Desde abril, estava permitida a entrada apenas de cidadãos chilenos e residentes estrangeiros.
As fronteiras terrestres (com a Argentina, Bolívia e Peru) se mantêm fechadas, exceto para caminhões de carga.
“Este anúncio da abertura de fronteiras, que é um primeiro passo de um processo que será progressivo, permite que turistas estrangeiros possam vir ao nosso país”, disse o subsecretário de Turismo, José Luis Uriarte, em coletiva de imprensa junto aos responsáveis da Saúde e do Ministério do Interior.
Até antes da pandemia, milhares de argentinos visitavam as praias chilenas durante o verão .
Regras para entrar no Chile
Os turistas e outros viajantes estrangeiros deverão preencher uma “declaração jurada” online 48 horas antes de seu voo e ter um teste de PCR negativo de até 72 horas antes.
Os estrangeiros deverão também contar com um seguro médico de ao menos US$ 30 mil de cobertura e validar online suas vacinas contra a Covid-19. Esta solicitação poderá ser feita a partir desta quinta-feira (16), mas a resposta pode demorar até 30 dias.
Ao chegar no Chile, todos os viajantes deverão realizar uma quarentena, que será fiscalizada por funcionários da Saúde. O confinamento, em uma casa ou hotel, será de cinco dias para os vacinados e de sete dias para os que não estiverem imunizados, explicou Daza.
Até agora, todos os viajantes cumpriam uma quarentena de sete dias. Os não vacinados deveriam fazer a quarentena em um “hotel sanitário”, às custas do próprio passageiro, modalidade agora eliminada.
O Chile tem 1,6 milhão de casos e 37 mil mortes pela pandemia, mas os novos casos e mortes estão diminuindo há semanas, o que permitiu a eliminação progressiva de diversas restrições.
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Fonte: G1 Mundo

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Papa critica cardeais negacionistas que não querem ser vacinados

O Papa Francisco deu uma declaração em que cita indiretamente um de seus maiores críticos, o cardeal americano Raymond Burke, um de seus mais ferozes críticos, que adoeceu em agosto devido a Covid-19. Papa Francisco celebra missa para 40 mil pessoas na Eslováquia
O Papa Francisco criticou, nesta quarta-feira (15), os cardeais negacionistas, que se recusam a ser vacinados contra a Covid-19 e depois são infectados, em uma alusão a um de seus principais opositores.
“No colégio cardinalício há alguns negacionistas. Um deles, coitado, estava infectado com o vírus”, disse o pontífice no avião que o levava de volta de sua viagem apostólica de quatro dias à Eslováquia, na Europa Central.
Francisco estava se referindo ao ultraconservador cardeal americano Raymond Burke, um de seus mais ferozes críticos, que adoeceu em agosto devido a Covid-19.
O papa argentino esclareceu que no Vaticano “todos estão vacinados, exceto um pequeno grupo”, então “estamos estudando como ajudá-los”, acrescentou, durante uma coletiva de imprensa a bordo do avião papal.
O pontífice, um defensor da vacinação contra a Covid-19, reconheceu que não entende os motivos de ceticismo em relação às vacinas.
“É um pouco estranho, porque a história da humanidade com as vacinas tem se mostrado uma amiga”, disse ele, referindo-se a décadas de campanhas para proteger as crianças do sarampo e da poliomielite.
“Devemos esclarecer a questão e falar com calma”, aconselhou, embora admitisse que a diversidade das vacinas e sua reputação desigual podem ter gerado incerteza ou medo.
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Fonte: G1 Mundo

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Bebê comemora volta dos irmãos da escola nos EUA, e vídeo viraliza

A felicidade da pequena Emmy ao rever os irmãos em Charlotte, nos EUA, já tem mais de 4 milhões de curtidas e 75 mil comentários. Criança comemora volta dos irmãos da escola e vídeo viraliza
A felicidade da pequena Emelia Muddamalle ao rever os seus irmãos mais velhos, que estavam voltando escola em Charlotte, nos Estados Unidos, viralizou nas redes sociais.
Emmy, de apenas 18 meses, é mais uma “criança da pandemia” e foi criada praticamente 24 horas por dia com os seus três irmãos (Liam, de 10 anos, Levi, de 8, e Lucas, de 6), por isso estranhou a falta deles.
“Ela nunca presenciou a ausência dos irmãos”, afirmou Brittany Muddamalle, a mãe das quatro crianças, ao “Good Morning America”. “Eles são muito próximos”.
O vídeo que ela publicou no TikTok já tem mais de 4 milhões de curtidas e 75 mil comentários.
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Fonte: G1 Mundo

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Talibã autoriza homens a praticarem esportes no Afeganistão e diz: ‘Não pergunte mais sobre mulheres’


Chefe do setor de esporte do grupo extremista diz que 400 modalidades poderão ser praticadas ‘dentro da lei islâmica’. Participação feminina continua incerta. Diretor de esportes do Talibã no Afeganistão, Bashir Ahmad Rustamzai, chega a um escritório em Cabul nesta terça-feira (14)
Bulent Kilic/AFP
Do futebol à natação, passando pelo atletismo e hipismo. Em Cabul, o novo diretor de esportes do Talibã no Afeganistão afirma que os afegãos poderão praticar até “400 esportes”. Mas ainda não pode garantir se as mulheres poderão praticar algum em público.
“Por favor, não me faça mais perguntas sobre as mulheres”, insiste Bashir Ahmad Rustamzai, enquanto está sentado na grande cadeira do ex-presidente do Comitê Olímpico do Afeganistão, que fugiu do país, assim como os outros membros do governo anterior.
O recém-nomeado diretor afegão de Esportes e Educação Física é um ex-campeão de luta livre e kung fu.
Durante o primeiro governo do Talibã, ocupou a função de presidente da Federação de Kung Fu e depois trabalhou com o governo pró-Ocidente, com o qual acabou entrando em conflito pela “corrupção generalizada”, afirma Rustamzai.
Ele foi preso pelo governo afegão por ser próximo aos extremistas, e solto em 15 de agosto, após sete anos de prisão, enquanto o Talibã tomava Cabul e o poder.
De pronto, Rustamzai diz à AFP que os talibãs evoluíram desde os anos 1990, quando usavam principalmente os estádios para executarem seus oponentes. Além disso, promete que desenvolverão o esporte “em todo país, que não será mais controlado apenas por homens e que as mulheres não serão mais proibidas”, como temem os ocidentais.
“Tudo isso é propaganda! Não proibiremos nenhum esporte”, insistiu.
Os afegãos — garante ele — não têm nada com o que se preocupar, já que poderão continuar praticando seus esportes favoritos: futebol, críquete e as artes marciais. E muitos outros, porque “mais de 400 esportes estão permitidos pelas leis do Islã”.
Os talibãs têm apenas uma exigência: que todos os esportes “sejam praticados de acordo com a lei islâmica”. Isso representa poucos problemas para os homens, explica: para cumprir com a sharia, precisam apenas cobrir os joelhos. Isso vale para todos os esportes”, incluindo o futebol, explicou.
Separadas dos homens
Mas o que vai acontecer com as mulheres?
Nesta questão sensível, na qual o Ocidente espera uma mudança por parte do Talibã, o mulá Rustamzai caminha sobre areia movediça, embora tente tranquilizar, afirmando que há mudanças entre os talibãs.
Algumas declarações geram sérias dúvidas, porém.
Há uma semana, o funcionário talibã Ahmadullah Wasiq disse à rede australiana SBS que o governo não deve permitir que as mulheres joguem críquete, se estiverem expostas ao público.
“É possível que enfrentem uma situação em que seu rosto e corpo não estejam cobertos. O Islã não permite que as mulheres sejam vistas assim”, destacou.
Depois das declarações de Ahmadullah Wasiq, a Austrália ameaçou cancelar a primeira partida histórica masculina entre os dois países, programada para ser disputada em novembro, em Hobart.

Fonte: G1 Mundo

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Guardas do Irã assediaram fisicamente inspetoras da ONU em usina enriquecimento de urânio, diz jornal

Diplomatas ouvidos pelo jornal afirmaram que houve ao menos quatro incidentes em que os guardas fizeram contato físico inapropriado e eles deram ordens para que elas tirassem parte de suas roupas. Governo Biden anuncia abertura de negociações para voltar ao acordo nuclear com o Irã
Inspetoras da Organização das Nações Unidas (ONU) responsáveis pelo monitoramento de instalações nucleares sofreram assédio de guardas do Irã nos últimos meses, de acordo com uma reportagem publicada pelo “Wall Street Journal” na terça-feira (14).
Houve contato físico inapropriado por parte dos seguranças masculinos e eles deram ordens para que elas tirassem parte de suas roupas, de acordo com diplomatas ouvidos pelo jornal.
Segundo um dos diplomatas, foram ao menos quatro ocorrências. Um outro informante disse que foram de cinco a sete incidentes.
A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) afirmou em uma nota que os incidentes são inaceitáveis. “Nesses últimos meses, houve incidentes vinculados aos controles de segurança de inspetores em um estabelecimento iraniano”, disse a AIEA em um comunicado desta quarta-feira (15), sem esclarecer a natureza dos fatos.
“O órgão levou imediatamente e com firmeza este problema ao Irã”, continua o comunicado da AIEA, que afirma ter “explicado de forma clara e inequívoca que isso é inaceitável e que não deve voltar a acontecer”.
O “Irã forneceu explicações, alegando procedimentos de segurança reforçados após os fatos ocorridos em uma de suas centrais”, diz a AIEA.
Usina de enriquecimento de urânio
Os fatos ocorreram na usina de enriquecimento de urânio em Natanz, de acordo com o WSJ.
O complexo de Natanz foi afetado em 11 de abril por uma explosão, um “ato de sabotagem” atribuído a Israel.
Irã afirma que a maior central nuclear do país foi alvo de um ataque
“As medidas de segurança foram reforçadas de forma razoável. Os inspetores da AIEA se adaptaram gradualmente às novas normas”, disse o embaixador iraniano aos órgãos internacionais em Viena, Kazem Gharib Abadi, reagindo à informação da imprensa americana.
Tentativa de ressuscitar acordo nuclear
Diplomatas participam durante esta semana da reunião trimestral da Junta de Governadores da AIEA, em Viena. Devem abordar a questão do programa nuclear iraniano nesta quarta-feira.
A república islâmica exige o levantamento das sanções americanas. O país abandonou, nos últimos meses, as obrigações assumidas no acordo internacional assinado em 2015.
As negociações entre Estados Unidos e as outras potências envolvidas (Irã, Alemanha, França, Reino Unido, China e Rússia) para salvar este acordo, prejudicado pelo ex-presidente americano Donald Trump, estão atualmente em ponto morto.
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Fonte: G1 Mundo

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Talibãs encontram US$ 12,3 milhões em dinheiro na casa de ex-membros do governo; em Kandahar, berço do grupo, houve protestos

Segundo a ONU, quase toda a população afegã pode ficar abaixo do limite de pobreza no ano que vem. Milhares de afegãos protestam contra Talibã em Kandahar
O Banco Central do Afeganistão informou, nesta quarta-feira (15), que os combatentes do Talibã entregaram US$ 12,3 milhões (R$ 64,64 milhões) em dinheiro em espécie e várias barras de ouro, recuperados das casas de ex-autoridades do governo anterior, incluindo a do ex-vice-presidente Amrullah Saleh.
“O dinheiro recuperado proveio de funcionários de alto escalão no governo anterior e de uma série de agências de segurança nacional que tinham dinheiro em espécie e ouro em suas casas”, afirmou o comunicado.
Talibãs pedem mais generosidade dos EUA
Os talibãs agradeceram à comunidade internacional, nesta terça-feira, pela ajuda de US$ 1,2 bilhão (R$ 6,34 bilhões) prometida ao Afeganistão. O grupo também e pediram aos Estados Unidos que se mostrem mais generosos.
“Pedimos que continuem ajudando o Afeganistão”, declarou o ministro em exercício das Relações Exteriores do novo Executivo afegão, Amir Khan Muttaqi.
Washington prometeu, na segunda-feira, como parte de uma iniciativa da ONU, quase US$ 64 milhões (R$ 336 milhões) para as organizações humanitárias que trabalham no Afeganistão. Em comparação, o governo americano gastou US$ 2 trilhões em 20 anos de guerra no país.
Segundo Amir Khan Muttaqi, os talibãs ajudaram o exército dos EUA “facilitando sua retirada. Mas em vez de agradecerem, falam de impor sanções ao nosso povo”.
A situação é crítica para milhões de afegãos, que antes da vitória do Talibã já sofriam pelas consequências econômicas de secas, da Covid-19 e de décadas de guerra.
Bandeira Talibã é pintada na antiga embaixada dos EUA em Cabul
Segundo a ONU, quase toda a população afegã pode ficar abaixo do limite de pobreza no ano que vem (97%). Hoje, essa porcentagem está em 72%.
Protestos em Kandahar
Os talibãs anunciaram na semana passada a formação de seu governo, do qual fazem parte vários líderes históricos deste movimento nacionalista e fundamentalista islâmico.
Embora tenham se comprometido a impor um novo governo menos brutal e rigoroso do que o dos anos 1990, os talibãs já reprimiram e proibiram manifestações em grandes cidades do país. Entre elas, várias mulheres exigiam poder continuar trabalhando para alimentar suas famílias.
Centenas dessas mulheres protestaram nesta terça-feira em Kandahar, a grande cidade do sul e berço do movimento do Talibã, contra a decisão das novas autoridades de expulsar de suas casas os militares afegãos e seus familiares, e dar essas casas a combatentes insurgentes.
ONU diz que é preciso dialogar
O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, pediu na segunda-feira à comunidade internacional para dialogar com os talibãs, apesar das relutâncias de vários países em fornecer ajuda ao governo islâmico ultraconservador dos insurgentes.
“Se quisermos avançar os direitos humanos do povo afegão, a melhor maneira de progredir com a ajuda humanitária é dialogar com os talibãs e usar essa ajuda humanitária para impulsionar a aplicação desses direitos”, disse.
Governo dos EUA se defende
A retirada dos militares do Afeganistão continua gerando polêmica em Washington.
O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, defendeu sua gestão na segunda-feira em um tenso debate no Congresso, no qual a oposição republicana denunciou uma “rendição incondicional” aos insurgentes.
“Herdamos um prazo, não herdamos um plano”, lamentou Blinken.
Washington informou nesta terça-feira que cerca de 500 “soldados e civis” afegãos foram retirados do Uzbequistão.
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Fonte: G1 Mundo

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Revista ‘Time’ inclui líder Talibã, Biden, Xi e Modi e deixa Bolsonaro de fora da lista dos 100 mais influentes do mundo


Luiza Trajano, do Magazine Luiza, é a única brasileira da lista. O Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, participa de cerimônia no Palácio do Planalto
ANTONIO MOLINA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
A revista “Time” deixou o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, de fora da lista das 100 pessoas mais influentes do mundo em 2021 — no ano passado, Bolsonaro e o influenciador digital Felipe Neto estavam na lista.
O presidente do Brasil também estava na seleção de 2019. Na edição deste ano, divulgada nesta quarta-feira (15), há apenas uma brasileira: a empresária Luiza Trajano, do Magazine Luiza.
Esta reportagem está em atualização

Fonte: G1 Mundo

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Coreia do Norte e Coreia do Sul testam mísseis e ampliam corrida armamentista

Coreia do Sul conseguiu fazer um lançamento de míssil a partir de um submarino. Coreia do Sul lança míssil a partir de submarino
A Coreia do Norte e a Coreia do Sul testaram mísseis balísticos nesta quarta-feira (15), a ação mais recente de uma corrida armamentista que leva os dois países a desenvolverem armas cada vez mais sofisticadas enquanto os esforços para induzir conversas de distensão se mostram infrutíferos.
A Coreia do Sul testou um míssil balístico lançado de submarino, tornando-se o primeiro país sem armas nucleares a desenvolver tal sistema.
Coreia do Norte testa mísseis de cruzeiro de longo alcance
O presidente sul-coreano, Moon Jae-in, estava acompanhando o teste quando se soube dos lançamentos norte-coreanos, seus primeiros testes com mísseis balísticos desde março.
A Coreia do Norte lançou um par de mísseis balísticos que caíram no mar de seu litoral leste, de acordo com autoridades da Coreia do Sul e do Japão, poucos dias depois de testar um míssil de cruzeiro que se acredita ter capacidade nuclear.
O governo da Coreia do Norte desenvolve seus sistemas de armas continuamente em meio a um impasse nas negociações que buscam o desmantelamento de seu arsenal nuclear e de mísseis balísticos em troca de um alívio das sanções dos Estados Unidos. As negociações, iniciadas entre o ex-presidente norte-americano Donald Trump e o líder norte-coreano Kim Jong-un em 2018, estão travadas desde 2019.
“A Coreia do Norte lançou dois mísseis balísticos não identificados da região de sua ilha central rumo ao litoral leste, e autoridades de inteligência da Coreia do Sul e dos Estados Unidos estão realizando analises detalhadas para obter maiores informações”, disse o Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul (JCS) em um comunicado.
Os mísseis foram lançados pouco antes da 0h30, percorrendo 800 quilômetros a uma altitude máxima de 60 quilômetros, relatou o JCS.
Reações de outros países
O Comando Indo-Pacífico dos militares dos EUA disse que os lançamentos de mísseis da Coreia do Norte não representaram uma ameaça imediata ao seu pessoal, território ou aliados, mas que sublinham o impacto desestabilizador de seu programa de armas.
O primeiro-ministro japonês, Yoshihide Suga, classificou os lançamentos de “ultrajantes” e os criticou duramente por vê-los como uma ameaça à paz e à segurança da região.
A Coreia do Sul está investindo pesado em uma série de sistemas militares novos, o que inclui mísseis balísticos, submarinos e seu primeiro porta-aviões, mas tem uma política declarada de não-proliferação de armas nucleares e defende uma península coreana sem armas nucleares.
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Fonte: G1 Mundo

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União Europeia anuncia doação de mais 200 milhões de vacinas contra Covid


Presidente da Comissão Europeia disse que o bloco europeu já doou 250 milhões de doses, mas admitiu que ainda existe uma grande disparidade na vacinação pelo mundo. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, durante sessão no dia 19 de março de 2021
Stephanie Lecocq/Reuters
A União Europeia (UE) vai doar mais 200 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 a países de baixa renda até meados do próximo ano, anunciou nesta quarta-feira (15) a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
Von der Leyen disse que o bloco europeu já doou 250 milhões de doses — “um investimento na solidariedade e também na saúde global” —, mas admitiu que ainda existe uma grande disparidade na vacinação pelo mundo.
“Com menos de 1% das doses globais administradas em países de baixa renda, a magnitude da injustiça e o nível de urgência é óbvio”, afirmou a alemã durante um discurso no Parlamento Europeu.
A presidente da Comissão elogiou o esforço dos 27 países da União Europeia, que já conseguiu completar a imunização de 70% de sua população adulta (ou 60% de toda a população, incluindo as crianças).
Von der Leyen também afirmou que a Europa fez mais do que qualquer outra região do mundo para levar doses da vacina a outros países e que metade das 1,4 bilhão de doses produzidas no bloco foram exportadas para outros destinos.
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Fonte: G1 Mundo