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Gay Games 2022 são adiados para 2023 por restrições de viagem a Hong Kong


Inspirados nos Jogos Olímpicos, os Gay Games acontecem a cada quatro anos e reúnem atletas LGBTQ e heterossexuais para promover uma mensagem de inclusão e igualdade de direitos. Abertura do Gay Games em Paris, em 2018
REUTERS/Regis Duvignau
Os Gay Games de 2022 foram adiados por um ano – anunciaram os organizadores nesta quarta-feira (15), invocando, oficialmente, as restrições de viagens ligadas ao coronavírus em Hong Kong, cidade escolhida para sediar o evento.
Em Hong Kong vigoram regras rígidas para evitar contágios de Covid-19. Os visitantes estrangeiros precisam passar por uma quarentena de até três semanas em um hotel.
Veja abaixo um vídeo sobre a edição de 2018 dos Gay Games, que aconteceu em Paris.
Paris recebe a décima edição do Gay Games
“O avanço imprevisível de variantes da Covid e as correspondentes restrições de viagem continuam tornando difícil para os participantes do mundo inteiro fazer planos de viajar para Hong Kong”, afirmou o copresidente dos Gay Games Hong Kong, Dennis Philipse, em um comunicado.
Inspirados nos Jogos Olímpicos, os Gay Games acontecem a cada quatro anos e reúnem atletas LGBTQ e heterossexuais para promover uma mensagem de inclusão e igualdade de direitos.
Cerca de 12 mil participantes de mais de 100 países eram esperados para o evento, inicialmente previsto para acontecer em novembro de 2022.
Antes mesmo do anúncio de seu adiamento, os Gay Games se viram ameaçados tanto pelo coronavírus quanto pela turbulência política em Hong Kong, desde que a China decidiu adotar um tom mais autoritário em sua relação com este centro financeiro.
No mês passado, já havia sido noticiado que Taiwan não enviaria uma delegação aos Gay Games por medo de que os atletas fossem detidos no âmbito da nova lei de segurança nacional de Hong Kong.
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Fonte: G1 Mundo

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A revolta após matança de 1.400 golfinhos em um dia na Europa


Para os defensores da prática, a caça aos mamíferos marinhos é uma forma sustentável de coletar alimentos da natureza e uma parte importante de sua identidade cultural. Ativistas pelos direitos dos animais, por outro lado, consideram o massacre cruel e desnecessário. A prática da caça de golfinhos nas Ilhas Faroé (território autônomo da Dinamarca) está em xeque depois da morte de mais de 1.400 dos mamíferos, um patamar de captura recorde.
O grupo de golfinhos-de-faces-brancas foi conduzido para o maior fiorde do território do Atlântico Norte no domingo (12/09).
Os barcos os levaram a águas rasas na praia Skalabotnur em Eysturoy, onde foram mortos a facas. E as carcaças foram transportadas para a terra e distribuídas aos moradores para consumo.
Alerta: a partir daqui, este texto contém detalhes gráficos e imagens que alguns leitores podem achar chocantes.
Os registros desse dia mostram golfinhos se debatendo nas águas, que ficaram vermelhas de sangue enquanto centenas de pessoas assistiam da praia.
Imagens divulgadas pela Sea Shepherd Conservation Society mostram matança de golfinhos nas Ilhas Faroé, no Atlântico Norte,na Dinamarca. Caçada foi realizada no domingo (12). Ambientalistas dizem que 1.428 animais foram mortos no local, que é um ponto tradicional de caça, pois as águas rasas da enseada são usados para encurralar os animais.
Sea Shepherd Conservation Society/via AP
Conhecida como grind (ou Grindadrap em feroês), a caça de mamíferos marinhos (principalmente baleias) é uma tradição praticada há centenas de anos nas remotas Ilhas Faroé.
O governo das Ilhas Faroé afirma que cerca de 600 baleias-piloto são capturadas todos os anos, em média. Os golfinhos-de-cara-branca são capturados em números menores, como 35 em 2020 e 10 em 2019.
Para os defensores da prática, a caça aos mamíferos marinhos é uma forma sustentável de coletar alimentos da natureza e uma parte importante de sua identidade cultural. Ativistas pelos direitos dos animais, por outro lado, consideram o massacre cruel e desnecessário.
A caça de 12/9 não foi diferente, e diversos grupos conservacionistas internacionais criticaram os caçadores pela matança.
Como caçadores usam tortura sonora para encurralar e matar golfinhos
Mas a escala da quantidade de animais mortos na praia de Skalabotnur chocou muitos moradores e recebeu críticas até de grupos envolvidos na prática.
Segundo Bjarni Mikkelsen, biólogo marinho das Ilhas Faroé, os registros mostram que este foi o maior número de golfinhos já morto em um dia no território autônomo da Dinamarca.
Ele disse que o recorde anterior era de 1.200 em 1940. As seguintes foram de 900 em 1879, 856 em 1873 e 854 em 1938, segundo Mikkelsen.
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Em entrevista à BBC, o presidente da Associação de Baleeiros das Ilhas Faroé, Olavur Sjurdarberg, admitiu que a matança foi excessiva.
Então, por que tantos golfinhos foram mortos?
‘As pessoas estão em choque’
Imagens divulgadas pela Sea Shepherd Conservation Society mostram matança de golfinhos nas Ilhas Faroé, no Atlântico Norte,na Dinamarca. Caçada foi realizada no domingo (12). Ambientalistas dizem que 1.428 animais foram mortos no local, que é um ponto tradicional de caça, pois as águas rasas da enseada são usados para encurralar os animais.
Sea Shepherd Conservation Society/via AP
“Foi um grande erro”, disse Sjurdarberg, que não participou da caçada. “Quando o grupo foi encontrado, eles estimaram que eram cerca de 200 golfinhos.”
Somente quando o processo de matança começou eles descobriram o verdadeiro tamanho do grupo.
“Alguém deveria ter avaliado melhor”, disse Sjurdarberg. “A maioria das pessoas está em choque com o que aconteceu.”
Mesmo assim, de acordo com Sjurdarberg, a captura foi aprovada pelas autoridades locais e nenhuma lei foi infringida.
Patrulha de ONG mostra matança de golfinhos e baleias em ilhas da Dinamarca
Essas caças são regulamentadas nas Ilhas Faroé. Elas não são comerciais e são organizadas pela comunidade, geralmente de forma espontânea quando alguém avista um grupo de mamíferos.
Para participar, os caçadores devem ter um certificado oficial de treinamento que os habilite a matar os animais.
‘Legal, mas não popular’
Matar golfinhos-de-faces-brancas é “legal, mas não é popular”, disse Sjurdur Skaale, deputado dinamarquês das Ilhas Faroé.
Ele visitou a praia de Skalabotnur para falar com os habitantes locais no dia seguinte à caça. “As pessoas ficaram furiosas”, segundo os relatos que o deputado disse ter ouvido.
Ainda assim, o representante político defendeu a caça, que disse ser “humana” se feita da maneira correta.
Ela envolve uma lança especialmente projetada, que é usada para cortar a medula espinhal da baleia ou do golfinho antes de o pescoço ser cortado.
Usando esse método, deve levar “menos de um segundo para matar uma baleia”, disse Skaale.
“Do ponto de vista do bem-estar animal, é uma boa maneira de matar a caça, muito melhor do que manter vacas e porcos presos”, defende.
O grupo ambientalista Sea Shepherd contestou essa declaração, argumentando que “a matança de golfinhos e baleias-piloto raramente é tão rápida quanto o governo das Ilhas Faroé afirma”.
“As caçadas de Grindadrap podem se transformar em massacres prolongados e frequentemente desorganizados”, diz o grupo. “As baleias-piloto e golfinhos podem ser mortos por longos períodos na frente de seus parentes enquanto estão encalhadas na areia, nas rochas ou apenas lutando em águas rasas.”
Preparado para ‘uma grande reação negativa’
Pesquisas de opinião apontam que a maioria das pessoas se opõe ao massacre em massa de golfinhos nas Ilhas Faroé.
No domingo, a reação nacional foi “de perplexidade e choque por causa do número extraordinariamente grande (de animais mortos)”, disse Trondur Olsen, jornalista da emissora pública faroense Kringvarp Foroya.
“Fizemos uma pesquisa rápida ontem perguntando se deveríamos continuar matando esses golfinhos. Pouco mais de 50% disseram não, e pouco mais de 30% disseram sim”, afirmou Olsen.
Em contraste, uma outra pesquisa apontou que 80% dos entrevistados defendiam a continuidade da matança de baleias-piloto.
Pesquisas como essas fornecem um retrato da opinião pública em relação à caça de mamíferos marinhos.
As críticas à caça nas ilhas Faroé aumentaram e diminuíram ao longo das décadas. A caça volta aos holofotes de vez em quando, como aconteceu com o popular documentário Seaspiracy – Mar Vermelho, lançado pela Netflix no início de 2021.
Desta vez, porém, os moradores locais dizem que a reação (especialmente dentro da comunidade baleeira) foi extraordinariamente forte.
“Tem havido muita atenção internacional. Minha suspeita é que as pessoas estão se preparando para uma grande reação negativa”, disse Olsen. “Este é um bom momento para os ativistas colocarem ainda mais pressão. Desta vez é diferente porque os números (de animais mortos) são grandes demais.”
Veja VÍDEOS de meio ambiente:

Fonte: G1 Mundo

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‘Abandonados pelo resto do mundo’: África vacinou cerca de 3% da população contra Covid


Autoridades pediram a fabricantes que facilitem a venda de imunizantes para a região. ‘Nós não deveríamos ter que contar com a doação de vacinas’, o enviado especial da União Africana para a Covid. ‘Nós queremos comprar vacinas’. Pessoa segura cartaz pedindo vacinas contra a Covid-19 durante protesto em Pretória, na África do Sul, em 25 de junho de 2021
Siphiwe Sibeko/Reuters
Autoridades alertam para os baixos índices de vacinação contra a Covid-19 na África: cerca de 3,5% da população totalmente imunizada, segundo dados divulgados na terça-feira (14).
O balanço foi anunciado pelo diretor do centro africano de controle e prevenção de doenças (Africa CDC), John Nkengasong, durante uma coletiva de imprensa. Ele lembrou que o índice é bem inferior ao objetivo oficial de 60% almejado pelas autoridades.
Diante da situação, o enviado especial da União Africana para a Covid-19, Strive Masiyiwa, lançou um apelo para que os fabricantes facilitem a venda de imunizantes para a região, que conta com um nível de doações internacionais bem abaixo do esperado.
“Compartilhar as vacinas é uma boa coisa. Mas nós não deveríamos ter que contar com a doação de vacinas”, afirmou Masiyiwa na sede da Organização Mundial da Saúde (OMS) em Genebra. “Nós queremos comprar vacinas”.
Ele lembrou que a União Africana criou um Fundo africano para a aquisição de imunizantes (Avat), e que os fabricantes têm a “responsabilidade moral” de vender doses para os países da região. “Esses fabricantes sabem muito bem que nunca nos deram o acesso apropriado [às vacinas]”.
Enfermeira mede a temperatura de pessoas que se preparam para receber a vacina contra a Covid-19 da Moderna em Lagos, na Nigéria, em 25 de agosto de 2021
Sunday Alamba/AP
Quebra de patentes e fim restrições de exportações
Masiyiwa também pediu à comunidade internacional que quebre as patentes sobre os imunizantes disse que o mais urgente agora é que os países suspendam as restrições de exportações de vacinas de seus insumos.
Segundo um balanço feito pela agência de notícias France Presse, foram administradas 9 doses de vacinas para cada 100 habitantes na África, contra 118 nos Estados Unidos e Canadá, 104 na Europa, 85 na Ásia, 84 na América Latina e Caribe, 69 na Oceania e 54 no Oriente Médio.
Os países africanos “foram abandonados pelo resto do mundo”, resumiu o diretor geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus.
A entidade, que espera imunizar pelo menos 40% da população do continente até o final do ano, pediu novamente que os países ricos não lancem campanhas de terceira dose da vacina, como já ocorre em Israel e na França.
Estados Unidos, Alemanha e Suécia também anunciaram que vão lançar uma campanha de aplicação de uma dose de reforço, mas o diretor da OMS defende que a prioridade seja dada a uma distribuição das doses em todos os países, não apenas nas nações mais ricas.
VEJA TAMBÉM:
Por que imunidade de rebanho de 70% não é suficiente para conter a pandemia
Trabalhador de saúde descansa em estação de trem improvisada como centro de vacinação contra a Covid-19 em East Rand, na África do Sul, em 27 de agosto de 2021
Siphiwe Sibeko/Reuters
VÍDEO: novidades sobre vacinas contra a Covid-19

Fonte: G1 Mundo

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Novos suspeitos são detidos por morte de jornalista na Irlanda do Norte


Uma dissidência do IRA, grupo da Irlanda do Norte que tenta a separação do Reino Unido, assumiu a autoria do crime. Lyra McKee, em Belfast, em foto de maio de 2017
Jess Lowe Photography/Handout via REUTERS
Quatro homens foram detidos na Irlanda do Norte, nesta quarta-feira (15), sob suspeita de envolvimento no assassinato da jornalista Lyra McKee, de 29, durante confrontos entre dissidentes republicanos e forças de segurança, informou a polícia local.
Com idades entre 19 e 33 anos, os suspeitos foram presos em Londonderry, cidade situada na fronteira com a República da Irlanda.
“Estas detenções representam o desfecho de uma investigação detalhada de dois anos sobre o assassinato de Lyra e os eventos que o precederam”, afirmou o chefe de polícia Jason Murphy.
Em meados de fevereiro de 2020, o suspeito Paul McIntyre foi acusado de homicídio. Segundo seu advogado, seu envolvimento consistiu na coleta das cápsulas de bala após o assassinato, mas não foi ele que atirou.
A arma do crime foi encontrada e identificada em meados de junho. Posteriormente, em julho de 2020, um homem de 27 anos foi acusado de cometer infrações à lei sobre armas de fogo.
Polícia da Irlanda do Norte prende dois suspeitos de matar jornalista
Lyra McKee foi morta a tiros em 18 de abril de 2019, na zona católica de Creggan, em Londonderry.
Criado em 2012, o grupo dissidente Novo IRA admitiu a responsabilidade por sua morte em uma declaração ao jornal “The Irish News”.
O novo IRA alegou que a jornalista estava “junto com as forças inimigas”, referindo-se à polícia, e transmitiu “desculpas sinceras e sem reservas” a seus familiares.
Três décadas de conflito
Sua morte causou grande comoção na Irlanda do Norte, revivendo a memória de três décadas de conflito sangrento entre republicanos católicos e unionistas protestantes, o qual também teve a participação do Exército britânico.
Com um balanço de cerca de 3.500 mortos, o conflito chegou ao fim com o Acordo de paz da Sexta-feira Santa de 1998, que exigia a retirada das forças britânicas e o desarmamento do Exército Republicano Irlandês (IRA).
Grupos dissidentes, como o Novo IRA, continuam ativos, lutando pela reunificação da ilha da Irlanda.
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Fonte: G1 Mundo

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Chefe das Forças Armadas dos EUA alertou China para saúde mental de Trump, diz livro


Mark Milley ordenou, em reunião secreta no Pentágono, que subordinados não agiriam sem o seu consentimento caso o então presidente americano desse qualquer ordem para usar arsenal nuclear. General Mark Milley, chefe do Estado Maior dos EUA, em entrevista coletiva em 18 de agosto de 2021
Yuri Gripas/Reuters
O chefe das Forças Armadas dos Estados Unidos estava tão alarmado em janeiro deste ano com a saúde mental de Donald Trump que tomou medidas secretas para evitar que o então presidente americano desencadeasse uma guerra com a China, revela um novo livro.
O general Mark Milley, chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, ordenou que seus subordinados não agissem imediatamente caso Trump desse qualquer ordem para usar o arsenal nuclear americano, segundo os jornalistas Bob Woodward e Robert Costa.
Milley também entrou em contato com o general chinês Li Zuocheng para tranquilizar o maior rival dos EUA. As medidas foram tomadas após a derrota de Trump para o atual presidente americano, Joe Biden, e dias após a invasão do Capitólio.
O jornal “Washington Post”, onde ambos os jornalistas trabalham, divulgaram na terça-feira (14) trechos do livro “Peril” que mostram Milley organizando o Pentágono e a comunidade de inteligência americana para resistirem a qualquer eventual movimento errático de Trump.
Fardado, o general Mark Milley (direita) acompanha o presidente Donald Trump e sua comitiva em caminhada até a igreja St. John, em Washington
Patrick Semansky/AP
Milley telefonou duas vezes para Zuocheng: a primeira em 30 de outubro de 2020, dias antes da eleição, e em 8 de janeiro de 2021, depois que apoiadores de Trump invadiram o Congresso americano.
Em ambas ligações, Milley procurou assegurar à China que a retórica de Trump não levaria a ações militares.
Preocupação nuclear
Dois meses depois, Milley recorreu ao canal secreto com Li, em meio à preocupação de Washington e Pequim com a instabilidade emocional de Trump. Para acalmar os chineses, Milley chegou a fazer com que o Comando Indo-Pacífico adiasse exercícios militares que Pequim poderia considerar uma ameaça.
Separadamente, Milley disse aos principais membros de sua equipe que eles deveriam informá-lo antes de tudo se Trump buscasse exercer seu poder para ordenar um ataque nuclear.
Milley também conversou com outros funcionários do alto escalão, como a diretora da CIA, Gina Haspel, e o chefe da Agência de Segurança Nacional, Paul Nakasone, sobre a necessidade de eles se manterem vigilantes ante a possibilidade de Trump agir de forma irracional.
“Alguns poderiam argumentar que Milley extrapolou sua autoridade e atribuiu a si um poder extraordinário”, dizem os jornalistas. Mas ele acreditava que estava agindo corretamente “para garantir que não houvesse uma ruptura histórica na ordem internacional, tampouco uma guerra acidental com a China ou outros, nem o uso de armas nucleares”, assinalam.
O Pentágono não quis comentar o assunto, mas Trump usou palavras duras contra Milley e o culpou pela retirada caótica do Afeganistão no mês passado: “Suponho que será julgado por traição, porque teria estado negociando com o colega chinês pelas costas do presidente.”
‘Está louco’
Milley fez a segunda ligação para Li depois que a presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, entrou em contato com ele para discutir a saúde mental de Trump e a recusa do mesmo a reconhecer a vitória eleitoral de Joe Biden.
Dois dias antes, incentivados por Trump, centenas de apoiadores do então presidente haviam invadido o Congresso. Woodward e Costa obtiveram uma transcrição do telefonema de Pelosi.
“Que precauções estão disponíveis para evitar que um presidente instável inicie hostilidades militares ou acesse códigos de lançamento e ordene um ataque nuclear?”, perguntou a presidente da câmara. “Se não puderam impedi-lo de invadir o Capitólio, quem sabe o que mais ele poderá fazer?”, questionou. “Está louco, você sabe que sim, e o que ele fez ontem é mais uma prova da sua loucura.”
O sistema tem “muitos controles” para evitar o comportamento extremo do presidente, respondeu Milley, acrescentando: “Concordo com você em tudo.”
Congressistas republicanos não demoraram a atacar Milley, e o senador Marco Rubio pediu ao presidente Joe Biden que destitua o general.
Defensor de Trump, Rubio alegou que Milley “trabalhou para minar ativamente o comandante-em-chefe das Forças Armadas dos Estados Unidos e contemplou um vazamento traiçoeiro para o Partido Comunista Chinês de informações classificadas. Essas ações do general Milley mostram uma falta clara de bom senso e lhes peço que o demitam imediatamente”, diz o senador em carta ao presidente.

Fonte: G1 Mundo

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Sydney suspende toque de recolher, mas confinamento continua há quase 3 meses


Habitantes do estado de Nova Gales do Sul só podem sair de casa para comprar comida, fazer exercícios ou ir ao médico. Escolas, bares, restaurantes e escritórios estão fechados desde junho. Australianos correm ao longo do porto de Sydney, em 13 de setembro de 2021, após autoridades relaxarem algumas restrições impostas devido à pandemia de Covid-19 no estado de Nova Gales do Sul
Saeed Khan/AFP
As autoridades de Sydney, a maior cidade da Austrália, suspenderam nesta quarta-feira (15) o toque de recolher noturno das 21h às 5h que havia sido decretado em áreas com surtos ativos de Covid-19.
A medida foi tomada devido à estabilização das infecções e ao aumento da vacinação e renova a esperança dos moradores de que o confinamento, que já dura quase três meses, possa acabar em breve.
A maioria da população do estado de Nova Gales do Sul só pode sair de casa para comprar comida, fazer exercícios ou ir no médico. Escolas, bares, restaurantes e escritórios estão fechados desde o fim de junho, e os moradores não podem ir a uma distância maior do que 5 km de suas casas.
Autoridades pediram à população que continue a cumprir a ordem de permanecer em casa e garantem que a maioria das restrições terminará quando 70% dos residentes forem vacinados (algo que preveem alcançar em outubro).
Pandemia e vacinação
Atualmente, 80% dos habitantes de Nova Gales do Sul tomaram pelo menos a primeira dose. Em toda a Austrália 55% da população está parcialmente imunizada e 34%, totalmente vacinadas (patamar similar ao do Brasil).
A Austrália conseguiu controlar a transmissão do novo coronavírus durante grande parte da pandemia fechando as fronteiras e adotando uma estratégia de tolerância zero e lockdowns com o surgimento de quaisquer surtos.
Foram confirmados apenas 78,5 mil casos e 1.116 mortes por Covid-19 no país até o momento. Mas, desde junho, a Austrália luta contra vários focos de ligados à variante delta, e 37,7 mil infectados e 146 óbitos ocorreram apenas nas últimas quatro semanas.
VÍDEOS: as últimas notícias internacionais

Fonte: G1 Mundo

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Governador da Califórnia seguirá no cargo, projetam agências após votação recall no estado


66% dos eleitores votaram para que ele permaneça no cargo; AP, Reuters e a CNN Internacional projetam vitória do democrata. Gavin Newsom, governador da Califórnia
Mike Blake/Reuters
Agências internacionais de notícias projetam que o democrata Gavin Newsom seguirá no cargo de governador da Califórnia, após votação de recall realizada nesta terça-feira (14).
Com 62% das cédulas apuradas, Newsom estava à frente por 32 pontos percentuais: 66% dos eleitores dizendo que ele deveria permanecer no cargo e 34% dizendo que ele deveria ser removido. Associated Press (AP), Reuters e a CNN Internacional projetam vitória do democrata, que permanecerá no cargo até o término de seu mandato, em janeiro de 2023.
O resultado oficial ainda levará alguns dias para ser divulgado e só será certificado em outubro.
Newsom já festeja vitória. “Os eleitores disseram sim à ciência, à vacina, ao direito de votar sem medo, à diversidade, à inclusão e aos direitos das mulheres”, afirmou.
Entenda por que há eleição de ‘recall’
As regras eleitorais da Califórnia permitem esse tipo de “recall” – recentemente, houve mudanças na legislação que facilitaram a convocação desse mecanismo: é preciso reunir o equivalente a 12% dos eleitores que participaram da última votação.
Para a chamada pública de Newsom, foi necessário reunir a assinatura de 1,5 milhão de eleitores (a Califórnia tem 40 milhões de habitantes).
A campanha para revogar o mandato de Newsom ganhou força com os conservadores, que discordam de políticas sobre direitos dos LGBTQI+, crime e imigração. Eles ficaram ainda mais contrariados com a gestão da pandemia (escolas foram fechadas e há obrigatoriedade de máscaras e vacinas).
Newsom foi eleito em 2018. Ele obteve quase 62% dos votos sobre John Cox, que recebeu 38%. O resultado não surpreendeu, pois a Califórnia tem uma tendência de esquerda na política americana. Os membros do Partido Democrata superam os do Republicano em uma proporção de dois para um.
A votação foi o primeiro embate nas urnas entre republicanos e democratas desde a conturbada eleição presidencial de 2020. A vitória dos democratas já era esperada, pois o partido tem mais eleitores registrados no estado.

Fonte: G1 Mundo

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Bolsonaro ‘está ameaçando os pilares da democracia brasileira’, afirma Human Rights Watch


Documento divulgado por ONG de Direitos Humanos no Dia Internacional da Democracia diz que presidente faz isso através de seus ataques ao Supremo Tribunal Federal, de suas constantes ameaças às eleições de 2022 e da violação à liberdade de expressão de seus críticos. Em tom golpista, Bolsonaro atacou ministros do STF em Brasília e em SP
Deividi Correa/Estadão Conteúdo
O presidente Jair Bolsonaro está ameaçando os pilares da democracia brasileira, afirma a Human Rights Watch em documento divulgado nesta quarta-feira (15), Dia Internacional da Democracia.
A organização não governamental ressalta que o governante brasileiro faz isso através de seus ataques ao Supremo Tribunal Federal, suas constantes ameaças às eleições de 2022 e da violação à liberdade de expressão de seus críticos.
O discurso do presidente em 7 de setembro, no qual atacou nominalmente ministros do STF, disse que “não podemos admitir” a manutenção do sistema eleitoral existente e que não poderia haver “eleições que pairem dúvidas sobre os eleitores” foi citado como exemplo mais recente de seus atos antidemocráticos.
“O presidente Bolsonaro, um apologista da ditadura militar no Brasil, está cada vez mais hostil ao sistema democrático de freios e contrapesos”, diz José Miguel Vivanco, diretor de Américas da Human Rights Watch.
“Ele está usando uma mistura de insultos e ameaças para intimidar a Suprema Corte, responsável por conduzir as investigações sobre sua conduta, e com suas alegações infundadas de fraude eleitoral parece estar preparando as bases para tentar cancelar as eleições do próximo ano ou contestar a decisão da população se ele não for reeleito”, acrescenta.
O documento lembra que, não por coincidência, os principais alvos do presidente são ministros encarregados de conduzir ações que envolvem seu nome.
Alexandre de Moraes, por exemplo, está à frente das investigações da Polícia Federal sobre sua eventual interferência ilegal nas nomeações internas da PF a fim de promover seus interesses pessoais, do vazamento de um documento sigiloso da PF por motivos políticos e da disseminação de informações falsas sobre o sistema eleitoral.
Em suas ameaças, Bolsonaro inclusive ameaçou reagir fora das “quatro linhas” da Constituição, destaca a ONG, e encaminhou ao Senado um pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, algo inédito desde que a democracia foi restaurada no Brasil em 1985 (o pedido foi rejeitado pelo presidente do Senado).
Já em sua cruzada contra as eleições de 2022, nas quais pretende se candidatar à reeleição, o presidente usa alegações infundadas de fraude nas últimas duas eleições presidenciais – inclusive na que venceu – e também nas eleições de 2020 nos EUA, já comprovadamente desmentidas.
O documento da Human Rights Watch lembra que, em janeiro, o presidente Bolsonaro disse que, a menos que o sistema eleitoral seja alterado, o Brasil terá “um problema pior que os Estados Unidos”, onde, segundo ele, houve fraude eleitoral nas eleições de 2020 – uma alegação falsa. E em julho, ele ameaçou: “corremos o risco de não termos eleições no ano que vem”.
“As ameaças do presidente Bolsonaro de cancelar as eleições e agir fora da constituição em resposta às investigações contra ele são imprudentes e perigosas”, acrescenta Vivanco. “A comunidade internacional deve mandar uma mensagem clara ao presidente Bolsonaro de que a independência do judiciário significa que os tribunais não estão sujeitos as suas ordens.”

Fonte: G1 Mundo

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Investigadores encontram restos mortais humanos em estômago de jacaré em Louisiana


Autoridades acreditam que restos são de idoso desaparecido após ataque de jacaré durante passagem do furacão Ida nos EUA. Um jacaré capturado em Louisiana (Estados Unidos) tinha restos mortais humanos em seu estômago, informaram autoridades estaduais nesta terça-feira (14). Os investigadores suspeitam que esses fragmentos de corpo sejam de um idoso de 71 anos, desaparecido desde a passagem do furacão Ida.
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O xerife de St. Tammany Parish procurava há duas semanas por esse jacaré depois que a esposa da vítima relatou aos socorristas que a vítima, Timothy Satterlee, estava desaparecida após um ataque de jacaré nas áreas alagadas pelo furacão. O idoso tinha saído de casa na pequena cidade de Sliddel para avaliar os danos dos fortes ventos.
Segundo o relato dos agentes de segurança, a mulher teria ajudado o companheiro a se desvencilhar do animal e o teria levado para casa, bastante abatido. Ela teria então decidido ir de canoa para um terreno mais alto, a cerca de um quilômetro de distância, para obter ajuda.
Quando ela voltou com os socorristas, o marido não estava mais onde a mulher o havia deixado, de acordo com o departamento do xerife. Os agentes revistaram toda a área com barcos em busca do homem, mas ele não foi encontrado.
Furacão Ida
Área atingida pelo furacão Ida no estado da Luisiana em foto de 3 de setembro de 2021
Jonathan Ernst/Reuters
A passagem do Ida provocou destruição e enchentes em diversas áreas da costa sudeste dos Estados Unidos desde domingo (29) e centenas de pessoas seguem sem acesso a energia elétrica e com dificuldades para sair de casa (veja no vídeo abaixo).
Furacão Ida causa estragos em Luisiana, nos EUA

Fonte: G1 Mundo

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Embaixador da China no Reino Unido é barrado no Parlamento britânico devido a sanções


Britânicos criticam a China pelo tratamento aos muçulmanos de Xinjiang, e Pequim respondeu com sanções. Em retaliação, entrada de embaixador chinês no Parlamento foi proibida. Vista do Parlamento Britânico, em Londres
derwiki/Creative Commons
O embaixador chinês no Reino Unido foi proibido de comparecer a um evento no Parlamento britânico marcado para esta quarta-feira (15) porque no início deste ano Pequim impôs sanções a parlamentares que ressaltaram supostos abusos dos direitos humanos em Xinjiang.
A China impôs as sanções a nove políticos, advogados e um acadêmico britânico em março por espalharem o que disse serem “mentiras e desinformação” sobre o tratamento de uigures muçulmanos no extremo oeste do país.
Lindsay Hoyle, presidente da Câmara dos Comuns, e John McFall, presidente da Câmara dos Lordes, intervieram para impedir que Zheng Zeguang discursasse em um evento no Parlamento.
“Realizo reuniões frequentes com embaixadores de todo o mundo para estabelecer laços duradouros entre países e parlamentares”, disse Hoyle.
“Mas não sinto que é adequado o embaixador da China comparecer às dependências (da Câmara) dos Comuns e em nosso ambiente de trabalho quando seu país impõe sanções contra alguns de nossos membros.”
Instalação murada em Xinjiang, na China, onde o governo chinês é acusado de deter muçulmanos da etnia uigur pela religião
Aysha Khan/RNS via AP
China reage: ‘Ação desprezível e covarde’
Um porta-voz da embaixada chinesa criticou a medida.
“A ação desprezível e covarde de certos indivíduos do Parlamento do Reino Unido para obstruir os intercâmbios normais e a cooperação entre a China e o Reino Unido para ganhos políticos pessoais é contra os desejos e prejudicial aos interesses dos povos de ambos os países”, disse um comunicado chinês.
Hoyle disse que não estava banindo o representante chinês permanentemente, mas somente enquanto as sanções vigorarem.
Richard Graham, presidente de um grupo parlamentar sobre a China, enviou um convite a Zeguang durante o verão, segundo o jornal “Daily Telegraph”. Graham não respondeu a um pedido de comentário e o grupo parlamentar não quis comentar.
VÍDEOS: Notícias internacionais no G1

Fonte: G1 Mundo