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Jovem sequestrada há quase 14 anos na Flórida se reencontra com a mãe


Jacqueline Hernandez teria sido levada pelo pai quando tinha seis anos, mas localizou a mãe e enviou mensagem para ela no Facebook. Polícia confirmou identidade e as duas se reencontraram na fronteira entre Estados Unidos e México, onde jovem vive atualmente. Angelica Vences-Salgado abraça a filha, Jacqueline Hernandez, durante reencontro após 14 anos, na fronteira entre EUA e México
Reprodução/Twitter/Clermont Police
Uma jovem da Flórida, supostamente sequestrada por seu pai em 2007, quando tinha seis anos, se reencontrou com sua mãe na fronteira entre os Estados Unidos e o México depois de contatá-la nas redes sociais, disse a polícia na última segunda-feira (13).
A mãe, Angelica Vences-Salgado, recebeu uma mensagem em 2 de setembro de uma pessoa que afirmava ser sua filha, Jacqueline Hernandez, informou a polícia de sua cidade, Clermont, no centro da Flórida, em um comunicado.
A autora da mensagem explicou a Vences-Salgado que estava no México e que desejava se encontrar com ela no dia 10 de setembro, em uma passagem de fronteira entre aquele país e o Texas.
A mãe informou a polícia e as forças de segurança começaram a trabalhar para localizar a suposta filha e confirmar sua identidade.
No dia do encontro, as autoridades interceptaram Angélica e a jovem depois de descobrirem que ambas estavam no posto de fronteira do Texas.
Três horas depois, as forças de segurança conseguiram confirmar a identidade da jovem de 19 anos: era Jacqueline Hernandez. Mãe e filha foram finalmente reunidas após quase 14 anos de separação.
A menina teria sido sequestrada por seu pai, Pablo Hernández, em Clermont, em 22 de dezembro de 2007, de acordo com um mandado de prisão emitido na época.
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Fonte: G1 Mundo

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Tubarão com ‘cara de porco’ é encontrado no Mar Mediterrâneo


Chamado em português de tubarão-áspero-angular (Oxynotus centrina), ele é realmente apelidado de tubarão porco em alguns portos por fazer um ruído semelhante ao rosnado de um porco ao ser retirado das águas. Tubarão-áspero-angular (Oxynotus centrina) encontrado no Mar Mediterrâneo, próximo à ilha de Elba
Reprodução/Facebook/Isola d’Elba App
Fotos de um tubarão com “cara de porco” chamaram atenção ao serem divulgadas por oficiais da marinha da Itália que atuam na região da ilha de Elba há alguns dias. Eles encontraram o animal boiando, já morto, e o retiraram do Mar Mediterrâneo.
A aparência estranha, porém, é de um animal conhecido. Chamado em português de tubarão-áspero-angular (Oxynotus centrina), ele é realmente apelidado de tubarão porco em alguns portos por fazer um ruído semelhante ao rosnado de um porco ao ser retirado das águas.
Tubarão-áspero-angular (Oxynotus centrina) encontrado no Mar Mediterrâneo, próximo à ilha de Elba
Reprodução/Facebook/Isola d’Elba App
A espécie está na lista de vulneráveis porque vive em regiões onde há muita pesca, e acaba sendo vítima acidental da atividade.
Ele tem o corpo pequeno e largo, mas é sua cabeça que realmente se destaca, com aparência bem diferente dos tubarões mais conhecidos.
O tubarão-áspero-angular pode ser encontrado em quase toda a costa do Mediterrâneo e na costa Oeste da África, além de algumas áreas da Europa.
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Fonte: G1 Mundo

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Ministro diz que Talibã não vai permitir que grupos usem o Afeganistão para planejar ataques a outros países


Grupo extremista acobertava a Al-Qaeda, responsável pelos ataques de 11 de Setembro, enquanto governou o território afegão há 20 anos. Amir Khan Muttaqi, ministro das Relações Exteriores do regime Talibã no Afeganistão, durante coletiva de imprensa em Cabul nesta terça (14)
Muhammad Farooq/AP Photo
O grupo extremista Talibã não vai permitir que o território do Afeganistão seja usado para planejar ataques contra outros países, disse nesta terça-feira (14) o ministro das Relações Exteriores do regime islamita, Amir Khan Muttaqi.
“Não vamos permitir que ninguém nem qualquer grupo que use nosso solo contra outros países”, disse Muttaqi, que tem um papel de negociador do grupo islamita com outros países.
O assunto foi colocado em questão na semana seguinte às homenagens dos 20 anos dos ataques de 11 de setembro de 2001. Naquela época, o Talibã controlava o território afegão e abrigava organizações terroristas como o braço da Al-Qaeda liderado por Osama bin Laden.
A recusa em entregar bin Laden, entre outras coisas, levou os Estados Unidos a atacarem o Afeganistão, em uma guerra que durou quase duas décadas.
Talibã pede ‘generosidade’ aos EUA
Avião militar dos EUA decola do Aeroporto Internacional de Cabul, nesta segunda-feira (30), pouco antes do fim do prazo de retirada das tropas do país.
AP Photo/Wali Sabawoon
Em entrevista coletiva, Muttaqi agradeceu a ajuda humanitária ao Afeganistão recebida de outros países e cobrou “generosidade” dos EUA.

Segundo o ministro, os talibãs ajudaram o exército dos EUA “facilitando sua retirada. Mas em vez de agradecerem, falam de impor sanções ao nosso povo”.
Os EUA concluíram em agosto a retirada das centenas de militares que ainda estavam no Afeganistão, um plano que estava previsto desde o governo de Donald Trump. No entanto, a saída abriu espaço para que o Talibã tomasse o controle de praticamente todo o solo afegão, em um grande revés para o governo de Joe Biden, que agora enfrenta críticas da oposição e de aliados ocidentais.

Fonte: G1 Mundo

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México vai sortear casa que serviu de esconderijo para ‘El Chapo’ em loteria


Ao se ver cercado por fuzileiros navais, em 2014, traficante escapou por buraco sob banheira da casa, que dava acesso a uma rede de túneis. Imóvel de 260 m2, em Culiacan, foi reformado e vale quase R$ 1 milhão. Foto de 23 de fevereiro de 2014 da casa que serviu de esconderijo para Joaquin ‘El Chapo’ Guzmán e que será entregue a vencedor de loteria, em Culiacan, no México
AP Photo/Adriana Gomez
A casa para a qual o ex-traficante Joaquín “El Chapo” Guzmán fugiu em 2014, quando fuzileiros navais mexicanos o cercaram, passou por algumas reformas recentemente, e foi transformada em um prêmio que o governo mexicano vai entregar ao vencedor de uma loteria.
As câmeras de vigilância que cobriam todos os ângulos do exterior da modesta casa foram removidas. E o buraco sob uma banheira por onde Guzmán havia escapado para chegar a uma rede de túneis foi coberto com uma laje de concreto.
A agência Associated Press teve acesso à propriedade em um bairro tranquilo de Culiacan antes do sorteio da loteria.
Nas últimas semanas, o Instituto do México para Devolver Bens Roubados ao Povo, conhecido por suas iniciais como INDEP, aplicou uma nova camada de tinta branca por dentro e por fora e revestiu com azulejos o local do banheiro onde ficava a banheira e o ponto de entrada do túnel.
O presidente Andrés Manuel López Obrador tem falado muito sobre o sorteio dos imóveis apreendidos, mas não fez menção à história dessa casa em particular. Uma casa ampla em um dos bairros mais chiques da Cidade do México e um camarote particular no famoso Estádio Azteca atraíram mais atenção.
Bilhetes de loteria à venda na Cidade do México, na segunda-feira (13)
AP Photo/Fernando Llano
O site do INDEP a lista apenas como “Casa en Culiacán”. Tem cerca de 260 metros quadrados e está localizada, talvez apropriadamente, em um bairro chamado Libertad, ou “Liberdade”. O governo avalia a casa de dois quartos em US$ 183 mil (cerca de R$ 962 mil).
A casa estava abandonada havia anos e os fuzileiros navais causaram alguns danos ao revistá-la, então os reparos foram necessários.
Guzmán escapou daquela vez pelos túneis, mas sua liberdade durou apenas alguns dias. Em 22 de fevereiro de 2014, os fuzileiros navais o encontraram novamente, desta vez em um condomínio no litoral de Mazatlán.
Naquela época, Guzmán já tinha uma reputação de fugas ousadas. Ele havia escapado de uma das prisões de segurança máxima do México em 2001, supostamente em um carrinho de lavanderia.
Em julho de 2015, menos de um ano e meio após sua captura em Mazatlan, Guzmán escapou por um túnel escavado no ralo do chuveiro de sua cela e dirigiu uma motocicleta em trilhos colocados em um túnel para escapar de outra prisão mexicana de segurança máxima.
Imagem de 22 de fevereiro de 2014 mostra Joaquín El Chapo Gúzman sendo escoltado por fuzileiros navais até um helicóptero na Cidade do México
AP Photo/Eduardo Verdugo
Os fuzileiros navais o capturaram novamente seis meses depois em Los Mochis, Sinaloa, onde ele havia ficado escondido em outra casa comum.
Guzmán foi extraditado para os Estados Unidos, julgado, condenado e sentenciado à prisão perpétua em julho de 2019.
Funcionários do INDEP, que não quiseram ser identificados por não terem autorização para falar, disseram que ficaram surpresos com o fato de a casa estar recebendo atenção. Ela não é luxuosa. Não há piscina, e nada da ostentação que caracteriza outras propriedades do narcotráfico em Sinaloa.
Pessoas próximas disseram que não sabiam quem era seu vizinho.
“Nunca soubemos de nada, nunca soubemos quem morava lá, nunca vimos ninguém”, disse um vizinho, que rapidamente interrompeu a conversa. Muitos moradores não estão interessados em falar de Guzmán ou mesmo em dizer seu nome em um lugar onde o cartel de Sinaloa continua poderoso.
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Fonte: G1 Mundo

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Mulher trans é condenada a 53 anos de prisão por ataque com bomba à mesquita dos EUA


Ataque aconteceu em 2017, quando Emily Claire Hari ainda se identificava como homem. Imagem de Michael Hari, responsável por um ataque a uma mesquita em 2017 e que mais tarde se tornaria Emily Claire Hari
Delegacia do Condado de Ford/Via AP
Uma mulher trans que liderou uma milícia chamada The White Rabbits (Os Coelhos Brancos) recebeu nesta terça-feira (14) a sentença de 53 anos de prisão por um ataque com bomba em uma mesquita de Minnesota em 2017, anunciou o Departamento de Justiça dos Estados Unidos.
Emily Claire Hari, de 50 anos, foi condenada no ano passado por cinco acusações, incluindo o ataque com bomba, destruição de propriedade religiosa e o uso da força para dificultar a celebração do culto, disse o departamento em um comunicado.
O texto indica que Hari, que naquele momento se identificava como homem, Michael Hari, organizou um “grupo de milícias terroristas” chamado The White Rabbits em Clarence, Illinois.
Ela recrutou dois homens, Michael McWhorter e Joe Morris, e, em 5 de agosto de 2017, os três atacaram o Centro Islâmico Dar al-Farooq de Bloomington, Minnesota, a 800 quilômetros de distância.
Nas primeiras horas da manhã daquele dia, quando algumas pessoas se reuniam na mesquita para orar, os três quebraram uma janela e colocaram gasolina em contêineres e uma bomba caseira, que explodiu e deixou graves danos.
Hari queria aterrorizar os muçulmanos fazendo com que acreditassem que não são bem-vindos nos Estados Unidos e que deveriam abandonar o país, alegaram as autoridades judiciais.
Em janeiro de 2019, McWhorter e Morris se declararam culpados do atentado. Os dois cúmplices de Hari ainda não foram condenados.
“Hari tentou aterrorizar toda uma comunidade religiosa. A sentença de hoje deixa claro que esses atos de terror impulsionados pelo ódio não serão tolerados”, justificou a procuradora-geral adjunta Lisa Monaco em um comunicado.
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Fonte: G1 Mundo

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Na Califórnia, eleitores decidem nesta terça-feira se mantém o governador no cargo até o fim do mandato


Gavin Newsom pode perder o mandato depois que 1,5 milhão de pessoas convocaram uma eleição de ‘recall’. O governador da Califórnia, Gavin Newsom, durante coletiva de imprensa no Universal Studios Hollywood, em 15 de junho
Reuters/Mario Anzuoni
Os eleitores do estado da Califórnia, nos Estados Unidos, votam nesta terça-feira (14) se vão revogar o mandato do atual governador, Gavin Newsom, ou se vão mantê-lo no poder.
Newsom está em seu primeiro mandato. Ele já havia sido prefeito da cidade de San Francisco.
Ele é tido como uma pessoa popular na maior parte dos estados liberais dos EUA. Se os eleitores decidirem encurtar seu mandato, isso pode representar um risco para o Partido Democrata –em 2022 há eleições para renovar o Legislativo do país.
Pelas regras da Califórnia, é preciso um abaixo-assinado com 15% dos eleitores da última votação para convocar uma eleição de “recall”.
A campanha para revogar o mandato de Newsom ganhou força com os conservadores, que discordam de políticas sobre direitos dos LGBTQI+, crime e imigração. Eles ficaram ainda mais contrariados com a gestão da pandemia (escolas foram fechadas e há obrigatoriedade de máscaras e vacinas).
Acredita-se que Newsom quer, em algum momento, concorrer ao cargo de presidente.
As últimas pesquisas mostram que ele tem apoio para continuar. A Universidade da California em Berkley publicou uma pesquisa que mostra que ele tem mais de 60% de apoio.
Na votação antecipada, os democratas compareceram com mais de o dobro de votos dos republicanos.
Se ele vencer, vai começar a sua campanha de reeleição como favorito.
Nova York e Califórnia suspendem quase todas restrições contra a Covid
Entenda por que há eleição de ‘recall’
As regras eleitorais da Califórnia permitem esse tipo de “recall” –recentemente, houve mudanças na legislação que facilitaram a convocação desse mecanismo: é preciso reunir o equivalente a 12% dos eleitores que participaram da última votação.
Para a chamada pública de Newsom, foi necessário reunir a assinatura de 1,5 milhão de eleitores (a Califórnia tem 40 milhões de habitantes).
Newsom venceu em 2018. Ele obteve quase 62% dos votos sobre John Cox, que recebeu 38%. O resultado não surpreendeu, pois a Califórnia tem uma tendência de esquerda na política americana. Os membros do Partido Democrata superam os do Republicano em uma proporção de dois para um.
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Fonte: G1 Mundo

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Premiê do Haiti é investigado por envolvimento na morte do ex-presidente Jovenel Moise


Ariel Henry falou com um dos principais suspeitos do crime, que está foragido, poucas horas após o assassinato. Jovenel Moise foi executado em sua casa no dia 7 de julho. O primeiro-ministro haitiano, Ariel Henry, durante coletiva de imprensa no aeroporto internacional de Porto Príncipe, capital do Haiti, em 26 de agosto de 2021
Joseph Odelyn/AP
O atual primeiro-ministro do Haiti, Ariel Henry, é investigado por um possível envolvimento com o assassinato do então presidente do país, Jovenel Moise, que foi executado em casa no dia 7 de julho.
O promotor-chefe de Porto Príncipe, Bedford Claude, havia convidado Henry na sexta-feira (10) para uma reunião sobre a investigação, que seria realizada nesta semana, pois o primeiro-ministro falou com um dos principais suspeitos do caso poucas horas após o assassinato.
Segundo o convite, Henry teve vários telefonemas com Joseph Felix Badio, que já trabalhou para o Ministério da Justiça do Haiti e autoridades dizem ter tido um papel fundamental no assassinato. Ele está foragido.
Claude afirma que duas das ligações ocorreram às 4h03 e 4h20 do dia 7 de julho, poucas horas após o assassinato, e evidências mostram que Badio estava nas proximidades da casa do presidente Moise quando as ligações foram feitas.
No sábado (11), o primeiro-ministro haitiano afirmou que “manobras de distração, para criar confusão e impedir que a Justiça faça seu trabalho com calma, não serão aprovadas”.
“Os verdadeiros culpados, os autores intelectuais e os patrocinadores do assassinato hediondo do presidente Jovenel Moise serão encontrados, levados à justiça e punidos por seu crime”, afirmou Henry.
Segundo a agência de notícias Associated Press, o premiê já havia dito anteriormente a uma rádio local que conhecia Badio e o defendeu, dizendo não acreditar que ele estivesse envolvido no crime.
Badio já trabalhou para o Ministério da Justiça haitiano e se juntou à unidade anticorrupção do governo em 2013, mas foi demitido em maio após “violações graves” de regras éticas que não foram reveladas.
Pedido de renúncia
A agência de notícias France Presse divulgou nesta terça-feira (14) que o promotor busca acusações contra Henry. Na segunda-feira (13), o Gabinete de Proteção ao Cidadão Haitiano publicou um vídeo exigindo a renúncia do primeiro-ministro.
O advogado Renan Hédouville, que chefia o gabinete, afirmou que Henry deveria comparecer perante à Promotoria, conforme solicitado, e pediu à comunidade internacional que pare de apoiá-lo.
No mês passado, um juiz haitiano nomeado para supervisionar a investigação do assassinato de Moise renunciou ao cargo, segundo a Associated Press.
Ele alegou motivos pessoais após um de seus assistentes morrer em circunstâncias pouco claras. Um novo juiz foi nomeado para o seu lugar.

Fonte: G1 Mundo

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Grécia investiga acidente de avião em que morreu testemunha do julgamento de Netanyahu


Ex-premiê é acusado de corrupção, fraude e abuso de confiança e de ter concedido favores a magnatas da imprensa em troca de uma cobertura favorável da mídia. Netanyahu deixa o poder após 12 anos como premiê de Israel
Ariel Schalit/AP Photo
O governo da Grécia anunciou nesta terça-feira (14) que vai investigar o acidente de um avião privado na noite de segunda-feira (13) em que morreu um israelense que iria testemunhar no processo contra Benjamin Netanyahu, ex-primeiro-ministro de Israel.
Haim e Esther Giron, um casal de 69 anos de Tel Aviv, morreu após a queda de um avião leve Cessna C182 perto do aeroporto da ilha grega de Samos. A identidade das vítimas foi confirmada pelo Ministério das Relações Exteriores de israelense.
Ex-diretor adjunto do ministério da Comunicação do país, Haim Giron deveria comparecer no julgamento contra Netanyahu, segundo um porta-voz do Ministério Público do país.
O ex-primeiro-ministro israelense é acusado de corrupção, fraude e abuso de confiança e de ter concedido favores a magnatas da imprensa em troca de uma cobertura midiática favorável.
Netanyahu é acusado de ter “usado de forma ilegítima” o poder como premiê para “pedir e obter vantagens injustificáveis de donos de veículos de comunicação em Israel para seu benefício pessoal”, segundo o Ministério Público.
O acidente
A órgão de aviação civil da Grécia afirma que o avião decolou em Haifa (Israel) em um voo privado e desapareceu do radar pouco antes de pousar, a cerca de 2 km do aeroporto de Samos.
Ioannis Kondylis, chefe do Escritório Nacional de Investigação sobre Catástrofes Aéreas e Segurança Aérea do país, diz que um pescador relatou “uma forte explosão, seguida de outra menor”.
Ele afirma também que os destroços da aeronave estão a 33 metros de profundidade e mostrarão se a versão procede. Para isso, uma equipe de especialistas viajará na quarta-feira (15) para Samos para inspecionar os restos do avião.

Fonte: G1 Mundo

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Afeganistão: Talibã assassina civis por vingança em reduto da resistência


Reportagem da BBC descobriu que pessoas estão sendo mortas na província de Panjshir, apesar da promessa de paz. Talibã afirma ter conquistado Vale do Panjshir, último reduto de resistência
A BBC descobriu que pelo menos 20 civis foram mortos na província de Panjshir, no Afeganistão, onde foram travados combates entre o Talibã e as forças da oposição.
As comunicações foram cortadas na região, dificultando o trabalho de reportagem, mas a BBC tem evidências de assassinatos cometidos pelo Talibã, apesar das promessas de anistia e paz feitas pelo grupo que agora controla o Afeganistão.
Imagens analisadas pela BBC de uma estrada empoeirada em Panjshir mostram um homem vestindo equipamento militar cercado por combatentes do Talibã. É possível ouvir tiros e, em seguida, ele cai no chão.
Talibã anuncia que conquistou última área de resistência no Afeganistão; opositores negam
Não está claro se o morto era militar — uniformes de combate são comuns na região. No vídeo, uma pessoa insiste que se tratava de um civil.
A BBC descobriu que houve pelo menos 20 mortes assim em Panjshir. Uma das vítimas era um lojista e pai de dois filhos chamado Abdul Sami.
Este homem, o lojista Abdul Sami, acreditava que não corria perigo com a ascensão do Talebã, disseram as fontes
BBC
Fontes locais disseram que o homem não quis fugir quando o Talibã começou a avançar na região. Ele dizia, segundo as fontes: “Sou apenas um pobre lojista e não tenho nada a ver com a guerra”.
Momentos depois, Abdul Sami, visto no círculo vermelho, foi morto a tiros
BBC
Mas ele foi preso e acusado de vender chips de celular para combatentes da resistência. Dias depois, seu corpo foi jogado perto de sua casa. Testemunhas que viram seu corpo disseram que ele apresentava sinais de tortura.
Quando o Talibã assumiu o poder no mês passado, apenas uma região conseguiu resistir.
O Vale Panjshir há muito tempo é um ponto focal de resistência no Afeganistão. Sob o comando do comandante da oposição Ahmad Shah Massoud, a região resistiu no passado tanto às forças soviéticas quanto ao Talibã. Os picos das montanhas cercam o vale, tornando difícil para qualquer um que esteja tentando capturá-lo.
VÍDEO: Quem é Ahmad Massoud, que pode se tornar líder da resistência ao Talibã no Afeganistão
O filho de Massoud, Ahmad, liderou a resistência contra o Talibã na segunda vez que eles assumiram o controle do Afeganistão, mas na semana passada o grupo militante declarou vitória no vale, postando imagens de seus combatentes erguendo sua bandeira.
As forças de resistência prometeram continuar lutando, com Ahmad Massoud pedindo um “levante nacional” contra o Talibã.
Agora a atenção está se voltando para o que acontecerá em Panjshir, como em outras partes do Afeganistão, com o Talibã de volta no comando.
Quando o Talibã entrou no vale, o grupo disse que os moradores locais podiam continuar com suas vidas normalmente.
“As pessoas devem sair, continuar com suas atividades diárias”, disse um porta-voz, Malavi Abdullah Rahamani. “Se forem lojistas, podem ir às suas lojas. Se forem agricultores, podem ir às suas fazendas. Estamos aqui para protegê-los, proteger suas vidas e suas famílias.”
Mas, em vez disso, imagens de vídeos filmados na região mostram mercados vazios. As pessoas têm tentado fugir, com longas filas de veículos se formando no vale.
Também houve alertas sobre a escassez de alimentos e medicamentos.
O Talibã negou ter matado civis. Mas os relatos revelados pela BBC surgiram após notícias de um massacre de membros da minoria Hazara e do assassinato de uma policial. É mais um sinal de que a realidade local é completamente diferente das promessas feitas pelo Talibã de que não haveria vingança.
“Esses tipos de relatos parecem seguir um padrão que já documentamos em todo o Afeganistão”, disse Patricia Grossman, da organização não-governamental de direitos humanos Human Rights Watch.
“Enquanto o Talibã ocupava Cabul em julho e agosto, recebemos relatos semelhantes e pudemos documentar as execuções sumárias de ex-funcionários da segurança, ex-membros do governo e civis, muitas vezes por vingança. Isso parece ser o padrão.”
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Fonte: G1 Mundo

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Alemanha prende homem que exportou equipamento para programa nuclear do Irã; iranianos estão próximos de conseguir sua primeira arma atômica, diz jornal


O ‘New York Times” ouviu dirigentes do governo dos EUA que tiveram acesso a um relatório que estima que os iranianos podem conseguir material para uma primeira arma em cerca de um mês, no pior dos cenários. Ciclista passa em frente ao prédio do reator da usina nuclear de Bushehr, nos arredores da cidade de mesmo nome no sul do Irã, em foto de 26 de outubro de 2010
Majid Asgaripour/Mehr News Agency via AP
A polícia da Alemanha prendeu um homem de nacionalidades alemã e iraniana que é suspeito de ter exportado equipamento que pode ser empregado nos programas de desenvolvimento nuclear ou de mísseis do Irã.
É uma violação dos termos das sanções que a União Europeia impôs ao Irã, disseram os promotores alemães nesta terça-feira (14).
Governo Biden anuncia abertura de negociações para voltar ao acordo nuclear com o Irã
Durante a investigação, a polícia investigou 11 locais, como apartamentos e escritórios nos estados de Hamburgo, Schleswig Holstein e Renânia do Norte-Westphalia.
O suspeito é identificado como Alexander J. (há regras na Alemanha sobre a divulgação do nome de suspeitos).
Ele tinha enviado equipamento no valor de 1,1 milhão de euros (R$ 6,8 milhões) para um iraniano dono de uma empresa que foi vetada pela União Europeia por ser uma empresa de fachada para os programas de mísseis e nuclear do Irã.
A Procuradoria-Geral da Alemanha disse que o suspeito teria sido abordado em 2018 e 2019 para adquirir equipamentos de laboratório. Ele despachou quatro espectrômetros cujos preços totalizam o 1,1 milhão de euros.
O homem não solicitou a licença especial de exportação que teria sido necessária para enviar esse equipamento a um destinatário na lista negra da União Europeia.
Os países ocidentais acusam o Irã de tentar desenvolver armas nucleares, o que o governo iraniano nega. Em 2015, o Irã assinou um acordo com potências globais para conter seu programa nuclear em troca do levantamento das sanções internacionais. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, retirou os EUA do acordo, e o Irã respondeu violando alguns de seus termos. Negociações foram realizadas este ano para retomar o acordo.
Irã está perto de conseguir a bomba, diz jornal
O “New York Times” publicou um texto em que afirma que o Irã está perto de conseguir material para uma primeira arma nuclear.
O jornal conversou com dirigentes do governo dos EUA que tiveram acesso às estimativas feitas pela Agência de Energia Atômica (AIEA, na sigla em inglês) que mostram que o Irã deve levar alguns meses até conseguir desenvolver sua primeira arma nuclear.
No entanto, os analistas consideram que os iranianos ainda estão longe de conseguir fazer uma ogiva que pode resistir na ponta de um míssil e conseguir sair e entrar da atmosfera.
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