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Nos EUA, onde faltam motoristas de ônibus escolares, governador manda Guarda Nacional levar crianças; outros estados pagam bônus de até R$ 21 mil


Uma cidade precisa de 400 motoristas de ônibus e adiou a volta às aulas em duas semanas; em um estado, os pais que levarem seus próprios filhos para a escola vão ganhar R$ 3.600 Os ônibus escolares em um pátio de St. Louis, nos EUA, em março de 2020
Jeff Roberson/AP
Faltam motoristas de ônibus escolares nos Estados Unidos, e o governador do estado de Massachusetts mandou a polícia levar as crianças para a escola
O ano letivo nos Estados Unidos começa em setembro, depois do verão no Hemisfério Norte. Em 2021, alguns estados do país têm tido dificuldade para contratar motoristas de ônibus escolares. Até agora, os administradores públicos ofereceram um bônus de contratação para que novos profissionais se apresentem.
Veja abaixo um vídeo de 2019 que mostra uma motorista que foi presa por beber enquanto dirigia um ônibus escolar.
Motorista é presa por beber enquanto dirigia ônibus escolar nos EUA
O governador de Massachusetts, Charlie Baker, mandou 250 agentes da Guarda Nacional levarem as crianças para a escola até resolver o problema da falta de motoristas. Ele anunciou a medida em uma rede social.
“O transporte seguro e confiável para a escola todos os dias é crítico para a segurança e educação de nossas crianças”, ele afirmou.
Os agentes começaram nesta terça-feira (14). No início, 90 guardas vão levar ônibus com crianças em quatro cidades.
Governos oferecem bônus a novos motoristas
A falta de motoristas tem atrapalhado os alunos, que têm chegado atrasados às aulas.
Segundo o jornal “Washington Post”, uma parte dos motoristas encontrou outra ocupação durante o auge da pandemia de coronavírus, quando as escolas fecharam. Outros têm receio de trabalhar em um ônibus cheio de crianças que não foram vacinadas. Além disso, há uma onda de aposentadorias.
Os órgãos de educação têm feito campanhas para contratar novos motoristas. Anunciam-se como benefícios o salário por hora e os benefícios. Algumas cidades resolveram pagar um bônus de até US$ 4.000 (cerca de R$ 21 mil) para os novos motoristas. Outras resolveram dar um bônus de US$ 500 (R$ 2.600) aos motoristas que indicarem novos profissionais.
O estado de Delaware resolveu oferecer dinheiro aos país para que levem seus próprios filhos para a escola (a oferta é de US$ 700, ou cerca de R$ 3.600).
A cidade de Pittsburgh precisa de mais de 400 motoristas, e resolveu adiar a volta às aulas em duas semanas.
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Fonte: G1 Mundo

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Mulheres do Afeganistão: a reação ao Talibã com campanha #NãoMexaNasMinhasRoupas


Cada região do Afeganistão tem suas próprias roupas tradicionais, mas, apesar da diversidade, todas elas compartilham um tema comum: muitas cores, espelhos e bordados. Sob o Talibã, tudo isso começa a mudar. Campanha contra regras rígidas do Talibã foi iniciada por Bahar Jalali
Dr Bahar Jalali
Mulheres afegãs deram início a uma campanha online para protestar contra as novas regras rígidas anunciadas pelo Talibã para estudantes mulheres. Usando hashtags como #DoNotTouchMyClothes (#NãoMexaNasMinhasRoupas, em tradução livre) e #AfghanistanCulture (#CulturaDoAfeganistão), muitas compartilharam imagens de seus vestidos tradicionais coloridos.
A jornalista Sodaba Haidare, da BBC, conversou com mulheres por trás da campanha contra o novo código de vestimenta anunciado pelo grupo fundamentalista islâmico.
Se você buscar “roupas tradicionais afegãs” no Google, verá imagens de vestidos tradicionais coloridos. Cada um deles é único, com bordados feitos à mão, pequenos espelhos colocados cuidadosamente perto do peito, comprimentos longos, que ganham movimento durante a Attan, dança nacional afegã.
Algumas mulheres usam chapéus bordados, outras usam arco de cabelo, dependendo da região do Afeganistão de onde vêm.
Uma versão reduzida de vestidos semelhantes foi usada todos os dias por mulheres que iam à universidade ou ao seu local de trabalho nos últimos 20 anos, período em que o Talibã ficou fora do poder graças à presença de uma coalizão militar liderada pelos Estados Unidos. Às vezes, as calças eram substituídas por jeans e os lenços eram colocados na cabeça em vez de aparecerem nos ombros.
Mas as fotos de mulheres em abayas pretas compridas e totalmente veladas, cobrindo o rosto e as mãos, e se reunindo em Cabul no fim de semana para apoiar a “ordem do Talibã” por um novo código de vestimenta se mostraram um contraste impressionante.
Em um vídeo, as participantes de um comício pró-Talibã na capital foram vistas dizendo que mulheres afegãs usando maquiagem e roupas modernas “não representam a mulher muçulmana afegã” e que “não querem os direitos das mulheres que são estrangeiras e em desacordo com a Sharia”, referência à versão estrita da lei islâmica apoiada pelo Talibã.
‘Verdadeira face de nossa cultura’
Mulheres fazem protesto pró-Talibã em universidade em Cabul defendendo novo código de vestimenta imposto pelo grupo fundamentalista
EPA via BBC
Mulheres afegãs ao redor do mundo responderam rapidamente ao protesto pró-Talibã.
Juntando-se a uma campanha de mídia social iniciada por Bahar Jalali, uma ex-professora de história da Universidade Americana no Afeganistão, elas usaram hashtags como #DoNotTouchMyClothes e #AfghanistanCulture para resgatar e divulgar suas roupas tradicionais.
Jalali disse à BBC que começou a campanha porque “uma das maiores preocupações é que a identidade e soberania do Afeganistão está sob ataque”.
Postando uma foto dela no Twitter em um vestido verde afegão, Jalali pediu a outras mulheres afegãs que compartilhassem suas roupas para mostrar “a verdadeira face do Afeganistão”.
“Eu queria informar ao mundo que os trajes vistos na mídia [referindo-se aos usados ​​por mulheres no comício pró-Talibã] não são a nossa cultura, não são a nossa identidade”, disse Jalali.
Muitos ficaram surpresos com a maneira com que mulheres se vestiram no comício pró-Talibã. As coberturas de rosto e mão são vistas como um conceito estranho para muitos afegãos que estão acostumados com os vestidos tradicionais coloridos e caleidoscópicos.
Cada região do Afeganistão tem suas próprias roupas tradicionais, mas, apesar da diversidade, todas elas compartilham um tema comum: muitas cores, espelhos e bordados. E essas mulheres compartilham o mesmo pensamento: suas roupas são sua identidade.
“Este é o nosso vestido afegão autêntico. As mulheres afegãs usam trajes coloridos e modestos. A burca preta nunca fez parte da cultura afegã”, escreveu Spozhmay Maseed, ativista de direitos humanos que mora nos EUA, no Twitter.
“Por séculos fomos um país islâmico e nossas avós se vestiram modestamente com suas próprias roupas tradicionais, e não o ‘chadari’ azul e a burca preta árabe”, diz Maseed.
“Nossas roupas tradicionais representam nossa rica cultura e história de 5.000 anos, o que faz com que todos os afegãos se sintam orgulhosos de quem são.”
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Mesmo aqueles que moravam nas partes mais conservadoras do país afirmam nunca ter visto mulheres usando niqabs, vestimenta preta que cobre o rosto.
“Publiquei essa foto porque somos mulheres afegãs, vestimos nossa cultura com orgulho e pensamos que nossa identidade não pode ser definida por algum grupo terrorista, diz Lima Halima Ahmad, pesquisadora afegã de 37 anos e fundadora da Paywand Afghan Association, voltada para questões femininas.
“Nossa cultura não é escura, não é preto e branco. Ela é colorida e há beleza, há arte, há artesanato e há identidade”.
Como alguém que viveu e trabalhou no Afeganistão nos últimos 20 anos, Ahmad diz: “As mulheres tinham uma escolha. Minha mãe usava um véu longo e grande e algumas mulheres optavam por usar outros menores. Os códigos de vestimenta não eram impostos às mulheres.”
E acrescenta: “Nós somos mulheres afegãs e não vimos coisas assim, em que vocês estão totalmente cobertas, com algum tipo de uniforme preto de sombra em que você está usando luvas pretas, seus olhos nem mesmo são vistos. Parecia algo que foi encomendado especificamente para aquela exibição pública”, disse ela, referindo-se ao comício pró-Talibã.
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Outra mulher que participou da campanha no Twitter é Malali Bashir, uma jornalista afegã radicada na República Tcheca. Ela também retrata mulheres afegãs em seus vestidos tradicionais para “mostrar ao mundo a beleza de nossa cultura”.
Ela diz que, na aldeia em que cresceu, “uma burca, preta ou azul, nunca foi uma norma e as mulheres usavam seus vestidos culturais afegãos. As mulheres mais velhas usavam uma cobertura preta na cabeça e as mais jovens usavam xales coloridos. As mulheres cumprimentavam os homens apertando as mãos”.
“Há uma pressão recente e crescente sobre as mulheres afegãs para mudarem suas roupas culturais e se cobrirem totalmente ou desaparecerem da vista do público. Publiquei minha foto e compartilhei de novo um de meus retratos em que mulheres afegãs estão usando nossos vestidos culturais e dançando pela nação a dança do Afeganistão chamada “Attan”.
Autoridades do Talibã disseram que a partir de agora, com o início do governo comandado pelo grupo fundamentalista, as mulheres poderão estudar e trabalhar de acordo com a Lei Sharia e com as tradições culturais locais, mas haverá regras rígidas de vestimenta.
Algumas mulheres afegãs já começaram a se vestir mais modestamente, e o “chadari” (a vestimenta azul com apenas um retângulo de malha na frente dos olhos) voltou, com mais mulheres sendo vistas os usando em Cabul e em outras cidades do país.
O ministro do Ensino Superior, Abdul Baqi Haqqani, disse que as universidades serão segregadas e os véus serão obrigatórios para todas as alunas, mas não especificou se isso significa lenços de cabeça ou coberturas faciais obrigatórias.

Fonte: G1 Mundo

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China tenta conter novo foco de Covid


País enfrenta uma série de surto nas últimas semanas devido à variante delta. Foco atual em Putian vai levar à testagem dos 3,2 milhões de habitantes da cidade. Chinesa é submetida a teste de Covid-19 em Xiamen, na província de Fujian, no leste da China, em 14 de setembro de 2021
AFP
A cidade de Putian, no sul da China, ordenou testes de Covid-19 em 3,2 milhões de pessoas e fechou escolas nesta terça-feira (14) para tentar conter um novo foco de casos que pode infectar as crianças, que ainda não estão vacinadas.
Todos os habitantes da cidade, que fica na província costeira de Fujian, serão testados após a confirmação de mais de 100 casos da variante delta que parecem estar vinculados a uma pessoa que retornou de Singapura.
Após conseguir controlar a primeira onda da pandemia, no começo de 2020, a China passou a registrar vários focos da variante delta recentemente — e o surto atual em Fujian é o maior em várias semanas.
Autoridades suspeitam que o “paciente zero” deste novo foco seja um homem que retornou de Singapura e desenvolveu os sintomas depois de testar negativo para Covid-19 e completar uma quarentena de 14 dias.
Seu filho de 12 anos e um colega de turma foram os primeiros infectados após a volta das aulas. O vírus se espalhou e já infectou ao menos 36 crianças, incluindo oito da pré-escola, segundo as autoridades locais.
Vacinação contra Covid
País mais populoso do mundo, com 1,4 bilhão de habitantes, a China já aplicou mais de 2 bilhões de doses de suas vacinas contra a Covid-19 e tem 67% da população completamente imunizada.
Mas a maioria das crianças ainda não está vacinada, e as autoridades de Fujian temem a propagação do coronavírus entre os menores de idade, por isso as aulas presenciais foram suspensas em Putian.

Fonte: G1 Mundo

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Príncipe Andrew, acusado de abuso sexual, contesta jurisdição da corte de Nova York


O príncipe Andrew é acusado de ‘agressões sexuais’ contra uma cidadã americana, quando ela era menor de idade, em três ocasiões. Os abusos teriam ocorrido com o auxílio do financista Jeffrey Epstein. Mulher processa príncipe Andrew por assédio sexual de menor de idade
O príncipe Andrew, do Reino Unido, que enfrenta uma acusação de abuso sexual na Justiça dos Estados Unidos, contestará a competência da corte de Nova York para julgar o caso.
Andrew é acusado de ter abusado de uma mulher quando ela era menor de idade. Isso teria ocorrido com a ajuda do financista Jeffrey Epstein.
Príncipe Andrew é processado nos EUA por abuso sexual
A estratégia de contestar as diligencias de notificação da denúncia consta em um documento de segunda-feira (13) e consultado pela agência de notícias AFP.
Com base nos autos do processo, a notificação foi entregue oficialmente em 27 de agosto no domicílio real de Windsor, mas na ausência do príncipe Andrew.
O príncipe Andrew é o segundo filho da rainha Elizabeth II do Reino Unido. O caso abalou a imagem da família real britânica.
Acusação de abusos sexuais
Virginia Giuffre, que diz ter sido traficada pelo criminoso sexual Jeffrey Epstein, durante entrevista coletiva do lado de fora de um tribunal de Manhattan, em Nova York, em 27 de agosto de 2019. Giuffre processou o príncipe Andrew em 9 de agosto de 2021 acusando-o de abuso sexualmente quando ela tinha 17 anos.
Bebeto Matthews/AP
A cidadã americana Virginia Giuffre acusa publicamente o duque de York de agressões sexuais, que teriam sido cometidas há mais de 20 anos, quando ela ainda era menor de idade. A denúncia foi apresentada no dia 9 de agosto em um tribunal federal de Manhattan.
Na segunda-feira houve a primeira audiência judicial. O príncipe britânico esteve representado pelo advogado californiano Andrew Brettler.
Segundo a denúncia de Giuffre, o duque de York é “um dos homens mais poderosos” aos quais ela foi entregue “com finalidade sexual”, quando foi vítima entre 2000 e 2002, e a partir dos 16 anos de idade, da ampla rede sexual montada por Epstein. O financista, por sua vez, chegou a ser detido e indiciado pelo caso, mas acabou cometendo suicídio em um presídio de Manhattan em 2019.
O príncipe Andrew é apontado na denúncia como autor de “agressões sexuais” contra Giuffre, quando ela era menor de idade, em três ocasiões: em Londres, na casa da amiga de Epstein Ghislaine Maxwell, e nas propriedades do financista em Nova York e nas Ilhas Virgens Americanas, no Caribe.
Andrew, que tem 61 anos, já havia desmentido “categoricamente” as acusações em uma entrevista à emissora britânica BBC, em novembro de 2019, na qual não manifestou arrependimento por sua amizade com Epstein nem empatia com as vítimas.
Além disso, o príncipe chegou a questionar a autenticidade de uma foto em que aparece ao lado de Virginia Giuffre e mostra, em segundo plano, Ghislaine Maxwell, que está presa e tem o início de seu julgamento previsto para 29 de novembro em Nova York.
Apesar dos desmentidos de Andrew, sua amizade com Epstein o colocou no olho de um furacão, o que o obrigou a se retirar da vida pública.
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Fonte: G1 Mundo

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Tempestade Nicholas se torna furacão, chega ao Texas e ruma para Houston


Tormenta sopra ventos máximos sustentados de 120 km/hora, com rajadas mais fortes, leva muita chuva e tocou solo no Texas. Cobertura de um posto de gasolina é destruído pelo furacão Nicholas em Matagorda, Texas
Andrew Dubya / via Reuters
A tempestade tropical Nicholas ganhou força de um furacão pouco antes de atingir a costa do Golfo dos Estados Unidos, nesta terça-feira (14). A tormenta tocou o solo do Texas e ruma para Houston, informou o Centro Nacional de Furacões (NHC, na sigla em inglês).
Nicholas sopra com ventos máximos sustentados de 120 km/hora, com rajadas mais fortes e leva muita chuva na área de Houston, informaram as autoridades meteorológicas.
Nicholas “está trazendo chuvas fortes, ventos fortes e tempestades para partes da costa central e superior do Texas”, disse o NHC em seu boletim na última hora desta segunda.
Além do Texas, o furacão vai despejar muita água na Louisiana.
“Será uma tempestade de avanço lento pelo Texas, de vários dias, e vai descarregar uma quantidade imensa se chuva”, anunciou o governador texano, Greg Abbott, na tarde de segunda (12). “As pessoas na região precisam estar preparadas para eventos extremos com alto nível de água”.
Abbott disse que irá declarar estado de emergência em 17 condados e três cidades na costa do Texas, acrescentando que equipes de resgate por barcos e helicópteros foram destacadas ou colocadas em alerta.
Homem segura criança em um píer em Galveston, Texas, poucos antes de furacão Nicholas tocar solo no estado
Adrees Latif / Reuters
Está prevista precipitação de até 406mm, e possivelmente 508mm em algumas áreas isoladas no Texas até quarta-feira (15). Enquanto a tempestade se desloca para o nordeste, ela deve despejar até 250mm em partes da região centro-sul da Louisiana e sul do Mississippi até quinta (16), afirmou o NHC.

Fonte: G1 Mundo

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Oposição de esquerda volta ao poder na Noruega


Segundo projeções, cinco partidos da oposição devem obter 104 dos 169 assentos do “Storting”, o Parlamento unicameral norueguês, desbancando coalizão de direita da conservadora premiê Erna Solberg. Partido Trabalhista e aliados devem apontar Jonas Gahr Støre como novo primeiro-ministro. Membros do Partido Trabalhista da Noruega, entre eles o líder Jonas Gahr Støre (de gravata vermelha), comemoram o resultado das pesquisas de boca de urna das eleições parlamentares, em Oslo, na segunda-feira (13)
Javad Parsa/NTB/AFP
A oposição de esquerda, liderada pelo trabalhista Jonas Gahr Støre, venceu nesta segunda-feira (13) as eleições parlamentares da Noruega, dominadas pelo destino do setor petroleiro do país, segundo projeções publicadas no fim das eleições.
“Ouvimos, esperamos e trabalhamos duro, e agora podemos dizer: conseguimos!”, declarou Støre, o provável próximo primeiro-ministro, para aclamação de seus partidários.
Espera-se que os cinco partidos da oposição obtenham 104 dos 169 assentos do “Storting”, o Parlamento unicameral norueguês, suficientes para desbancar a coalizão de direita da conservadora Erna Solberg, segundo as projeções.
Com 89 assentos até o momento, o Partido Trabalhista de Støre obteria inclusive a maioria absoluta com seus principais aliados, o partido de centro e a esquerda socialista, sem precisar das outras forças da oposição, os ecologistas do MDG e os comunistas do Rødt.
“A Noruega enviou uma mensagem clara: as eleições mostram que o povo norueguês deseja uma sociedade mais equitativa”, declarou Støre, um milionário de 61 anos que fez campanha contra a desigualdade social.
Virada para a esquerda no norte
Um recorde de mais de 1,6 milhão de noruegueses, o que representa 42,3% do eleitorado, recorreu ao voto antecipado, que começou um dia antes nas principais cidades.
Com o resultado norueguês, os cinco países nórdicos, bastiões da social-democracia, serão mais uma vez liderados pela esquerda.
“O trabalho do partido conservador no governo acabou desta vez”, disse Solberg, que governou o país escandinavo desde 2013, um recorde para a direita.
“Felicito Jonas Gahr Støre que, neste momento, parece ter uma clara maioria para mudar o governo”.
O “alerta vermelho para a humanidade” divulgado no início de agosto pelos especialistas do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da ONU (IPCC, na sigla em inglês) colocou o aquecimento global no centro da campanha eleitoral e obrigou o país a refletir sobre o destino das atividades petrolíferas que deixaram a nação muito rica.
O líder do Partido Trabalhista da Noruega, Jonas Gahr Støre, segura ramalhete de rosas vermelhas em vigília de seu partido durante apuração de eleições parlamentares, em Oslo, na segunda-feira (13)
Javad Parsa/NTB via Reuters
Petróleo
O relatório encoraja aqueles que, da esquerda e, em menor medida, da direita, querem se livrar do petróleo.
O MDG pede o fim imediato das prospecções petrolíferas, e o fim da exploração de petróleo, até 2035. Este ultimato foi rejeitado por Støre, formado em Ciência Política em Paris e ministro do governo de Jens Stoltenberg entre 2005 e 2013.
Assim como os conservadores, o Partido Trabalhista – a outra grande força do país – descarta desistir dos lucros do petróleo e defende uma retirada gradual.
Na Noruega, o setor de petróleo representa 14% do Produto Interno Bruto (PIB), mais de 40% das exportações e 160 mil empregos diretos.
“A demanda por petróleo está em declínio. Isso acontece por si só, pela lei do mercado. Não deve ser decretado (…), mas sim construir pontes para atividades futuras”, disse à AFP o chefe de energia do Partido Trabalhista, Espen Barth Eide.
Os conservadores noruegueses passaram oito anos no poder, um recorde, em meio a múltiplas crises – de migrantes à queda dos preços do petróleo e a pandemia da Covid-19.
“Quero uma sociedade mais justa com oportunidades para todos, em que nos esforcemos para colocar todos para trabalhar. Essa é a prioridade número um”, disse Støre na segunda-feira, também pedindo uma “política climática justa”.
“Vamos levar todo o tempo necessário para falar com as outras partes”, frisou, poucos minutos antes da publicação das projeções.
A popular primeira-ministra Solberg prejudicou sua imagem ao quebrar suas próprias regras de distanciamento social durante a celebração de seu 60º aniversário em março, um passo em falso que também lhe custou uma multa pesada.
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Fonte: G1 Mundo

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As lições do caso em que professora sem vacina infectou metade da classe com Covid-19 nos EUA


CDC investigou caso em que docente inadvertidamente levou o vírus para sua sala de aula; caso traz ensinamentos sobre a importância de se prestar atenção a sintomas leves e de adultos se responsabilizarem pela proteção de crianças, que ainda não podem se vacinar. Caso ocorrido na Califórnia ilustra a importância de se manter rígidos protocolos sanitários em escolas e não se ignorarem sintomas, mesmo que leves
Getty Images
No momento em que as escolas da cidade de Nova York – que abriga a maior rede de ensino dos EUA – reabrem suas portas para a totalidade dos alunos, ao mesmo tempo em que os índices de vacinação contra covid-19 estagnaram entre os americanos e a variante delta avança, o país e o mundo discutem a segurança das crianças na volta às aulas.
As crianças, desde o início, têm sido proporcionalmente menos afetadas que os adultos pelo coronavírus Sars-Cov-2, mas seguem suscetíveis sobretudo se estiverem rodeadas de adultos não vacinados ou que não cumprirem protocolos sanitários, como mostra um estudo do Centro de Controle de Doenças (CDC, na sigla em inglês) dos EUA (veja detalhes do caso abaixo).
Covid: o que está por trás da decisão de usar vacina da Pfizer em quem tomou 1ª dose de AstraZeneca
Nesta segunda-feira (13/9), segundo o jornal The New York Times, 1 milhão de crianças nova-iorquinas retornaram às salas de aula, a maioria delas pela primeira vez em 18 meses. Todos os funcionários do Departamento de Educação da cidade serão obrigados a se vacinar, por ordem da prefeitura.
Mas a obrigatoriedade da vacinação, bem como do uso de máscaras, ainda é um ponto controvertido nos EUA.
No que diz respeito às máscaras, segundo levantamento da Associated Press, até agosto, apenas dez Estados americanos e a capital Washington DC seguiam as recomendações do CDC e exigiam que todos os estudantes e educadores usassem a proteção facial.
Trinta e dois Estados deixaram a decisão nas mãos dos distritos escolares ou dos pais. E oito Estados, na contramão das recomendações, aprovaram leis ou ordens executivas impedindo que o uso de máscaras fosse uma exigência.
No que diz respeito à vacinação, o presidente Joe Biden afirmou, em discurso na semana passada, que “90% dos funcionários de escolas e professores estão vacinados (no país). Precisamos chegar a 100%.”
A professora que acabou infectando metade da turma com covid-19
Nessa discussão, ganhou notoriedade recentemente um estudo produzido pelo CDC detalhando um caso ocorrido na Califórnia, que ilustra a importância de medidas preventivas nas escolas para garantir a proteção de alunos e educadores.
Em 25 de maio, segundo o CDC, o Departamento de Saúde Pública do Condado de Marin foi notificado que uma professora do ensino fundamental havia testado positivo para a covid-19. Ela não havia sido vacinada.
Ao longo das semanas seguintes, outros 26 casos de covid-19 (sintomáticos ou assintomáticos) foram identificados entre alunos da escola e seus parentes.
Os alunos, por sua vez, tinham menos de 12 anos e, portanto, ainda não podiam ser vacinados, segundo as regulações vigentes em torno das vacinas aprovadas nos EUA (aqui no Brasil também só estão sendo vacinados adolescentes acima de 12 anos, com a vacina da Pfizer; a CoronaVac teve até o momento pedido negado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária para que fosse aplicada em crianças a partir de três anos).
Na sala de aula da professora californiana, foi identificado que a metade dos estudantes (12 de um total de 24) acabou sendo contaminada.
Outro foco de contaminação na mesma escola ocorreu em outra classe, aparentemente quando um aluno fez uma “festa do pijama” em sua casa.
“O elo epidemiológico entre as duas classes permanece desconhecido, mas acredita-se que se deva à interação dentro da escola”, diz o CDC.
O caso – em que todos se recuperaram de quadros leves da covid-19, sem a necessidade de hospitalização – trouxe lições importantes, como aponta o estudo do CDC.
A BBC News Brasil pediu também a análise do pediatra brasileiro Daniel Becker, que integra o Instituto de Saúde Coletiva da UFRJ e o Comitê Científico de ações anti-covid da prefeitura do Rio de Janeiro.
Veja a seguir alguns dos pontos mais importantes:
Sintomas, mesmo que simples, não devem ser ignorados
A professora em questão (que não foi identificada), segundo o CDC, começou a apresentar sintomas da covid-19 – no caso dela, congestão nasal e fadiga – a partir de 19 de maio, mas trabalhou mais dois dias sentindo febre, tosse e dores de cabeça, antes de ser testada (e dar positivo), em 21 de maio.
A professora acreditou se tratar de sintomas de alergia, mas o caso ressalta a importância de não deixarmos passar nem mesmo sintomas leves – particularmente em um momento de avanço da variante Delta, que é bem mais transmissível que a versão original do coronavírus.
Alguns dos sintomas da Delta são semelhantes aos de um resfriado comum – como obstrução nasal, coriza, tosse, dor de garganta, febre, dor de cabeça, falta de apetite -, o que pode fazer com que passem despercebidos.
Essa atenção aos sintomas deve se dar também no caso das crianças, que não devem ser mandadas à escola de forma alguma se apresentarem até mesmo coriza, explica Daniel Becker.
“Temos que nos manter cuidadosos e testar todas as crianças com quadro febril ou coriza, depois do quarto ou quinto dia (dos sintomas), com teste de antígeno (o que é feito com a inserção do “swab” no nariz e cujo resultado que sai poucas horas depois)”, diz o médico – ressaltando, porém, que, mesmo com a Delta, os quadros graves de covid-19 em crianças ainda são mais raros do que em adultos e que reações alarmistas são contraproducentes.
“O importante é sermos muito cuidadosos com as crianças e mantermos um olhar de vigilância, mesmo que seus pais tenham sido vacinados – porque vez ou outra podemos ter casos graves”, agrega.
É sempre bom lembrar que, no caso da covid-19, mesmo pessoas assintomáticas (e vacinadas) podem transmitir o vírus, embora os casos sejam mais raros do que entre grupos não vacinados.
No caso do estudo californiano, todos os que testaram positivo para covid-19 ficaram dez dias em isolamento, bem como as pessoas que tiveram contato com eles. As salas infectadas foram temporariamente fechadas e higienizadas durante esse período.
A importância da máscara
Assunto altamente politizado nos EUA, a máscara demonstrou sua importância no episódio da escola californiana.
A investigação do CDC apontou que a professora em questão parece ter descumprido a exigência local de uso de máscaras em espaços fechados e leu em voz alta para seus alunos – falar em voz alta, sem máscara, é uma das formas como inadvertidamente espalhamos mais gotículas de saliva potencialmente contaminadas.
A maior incidência de alunos infectados foi justamente entre os que sentavam nas primeiras fileiras diante da professora (veja abaixo no gráfico do CDC).
Nas circunstâncias atuais, opina Daniel Becker, é “inadmissível que um professor não use máscara em sala de aula”. “A politização do uso das máscaras é uma estupidez – que não se consiga chegar a um consenso sobre algo tão simples”, critica.
Um ponto é que a infecção na escola californiana ocorreu apesar de medidas sanitárias importantes terem sido tomadas: as salas de aula estavam com as janelas abertas e tinham filtros de ar de alta eficiência.
Apesar disso, a ventilação dos ambientes escolares continua sendo uma medida crucial para diminuir as chances de transmissão do vírus, ao reduzir a concentração de gotículas e aerossóis potencialmente infectados (uma sugestão de especialistas é colocar um ventilador de frente para uma janela – ele funciona como uma espécie de exaustor, puxando o ar de dentro e empurrando-o para fora do cômodo).
A vacinação ofereceu proteção comunitária
“Esse surto originado em uma professora não vacinada demonstra a importância de vacinar funcionários de escola que estão em contato próximo e em ambientes fechados com crianças que não podem ser vacinadas, à medida que as escolas reabrem as portas”, diz o estudo do CDC, destacando o alto potencial de espalhamento da variante delta.
Mas o CDC ressalta também que a alta taxa de vacinação no condado de Marin, onde fica a escola em questão, ajudou a conter o coronavírus, oferecendo proteção coletiva:
“Uma transmissão além (de estudantes e familiares) parece ter sido impedida pelos altos níveis de vacinação comunitária. No momento do surto, cerca de 72% da população para a qual havia vacina disponível estava totalmente vacinada”, diz o estudo.
“Essas descobertas sustentam as evidências de que as atuais vacinas contra covid-19 aprovadas emergencialmente pela FDA (agência americana que regula medicamentos e alimentos) são efetivas contra a variante delta. No entanto, os riscos de transmissão continuam elevados entre indivíduos não vacinados em escolas”, prossegue o texto.
O CDC ressalta que, além da vacinação em massa, é preciso manter medidas rígidas de prevenção – uso correto de máscaras, testagem rotineira, ventilação constante e quarentena no caso de pessoas sintomáticas ou que testaram positivo – para garantir a proteção no ambiente escolar.
Nos EUA, depois de a campanha de vacinação em massa ter colocado o país na dianteira global da proteção contra a covid-19, a resistência de parte da população à imunização criou terreno fértil para que a variante delta se espalhasse em algumas comunidades.
Essa resistência também fez com que os EUA reduzissem o ritmo de imunização da população em geral. Segundo a plataforma Our World in Data, da Universidade de Oxford, até 12 de setembro em torno de 178,7 milhões de americanos estavam totalmente vacinados, de uma população total de 328 milhões de pessoas.
Atualmente, enquanto o Brasil aplica diariamente 0,66 dose de vacina a cada 100 habitantes, nos EUA essa taxa é hoje de 0,22.
Isso levou a medidas como a adotada no condado de Los Angeles, também na Califórnia, onde a vacinação de todos os estudantes com 12 anos ou mais passou a ser obrigatória, a despeito da resistência de parte dos pais – seja por não se sentirem seguros quanto à vacina ou por não concordarem com interferências externas na tomada de decisões com relação às crianças, informou a agência Reuters.
Mas, nas palavras de uma das integrantes do conselho escolar (em cuja instância foi aprovada a obrigatoriedade das vacinas), “não vejo isso (vacinação) como sua escolha ou minha escolha. Vejo isso como uma necessidade comunitária. O que significa que as pessoas terão de fazer coisas com as quais não estão confortáveis, com as quais estão inseguras ou que possam conter algum risco.”
Adultos têm que proteger as crianças
Por fim, uma lição importante do estudo do CDC é que ainda recai sobre os adultos a responsabilidade de garantir que as escolas sejam lugares seguros.
“As vacinas são eficientes contra a variante delta, mas o risco de transmissão segue elevado entre pessoas não vacinadas em escolas onde não há um cumprimento rígido das estratégias de prevenção”, diz o CDC.
Por enquanto, diz o pediatra Becker, o que sabemos é que, como a variante Delta é mais transmissível, ela também se transmite mais entre crianças, na mesma proporção (ou seja, ainda em números absolutos menores do que entre adultos).
No Rio de Janeiro, a delta é considerada a variante do coronavírus prevalente nas contaminações desde o mês passado, elevando a sobrecarga em hospitais. Uma análise recente apontou que essa variante representa 90% dos casos geneticamente sequenciados no Estado – e é bom lembrar que, em diversos momentos da pandemia, a situação no Rio de Janeiro antecipou o quadro geral visto no restante do país.
“Com a Delta, estamos vendo crianças levando o vírus para casa, o que não víamos tanto antes. Mas a grande maioria das crianças continua pegando a covid-19 em casa, dos adultos”, diz Becker.
Esse aumento de contágio pela delta não tem, ao menos por enquanto, se refletido em mais mortes entre crianças, diz o médico.
“Não há neste momento explosão de casos entre crianças ou motivo para pânico. Mas temos que implementar os protocolos com rigor. Não é momento para festinhas em lugares fechados, porque a delta é braba mesmo. Temos que cuidar das crianças, que são um grupo ainda não vacinado”, conclui.

Fonte: G1 Mundo

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EUA reduzem tom de alerta para americanos não visitarem o Brasil devido à Covid-19, mas mantêm


Agora, em vez de recomendar que viajante ‘evite’ o Brasil, EUA pedem que americano ‘reconsidere’ caso esteja pensando em vir ao país. Movimentação de passageiros no saguão do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Cumbica, Guarulhos, em maio de 2021
Nelson Antoine/Estadão Conteúdo
O CDC (sigla em inglês pra Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos) reduziu nesta segunda-feira (13) de 4 para 3 o grau de risco para americanos que planejam viajar ao Brasil devido à situação da Covid-19. O nível 4 equivale a “muito alto” e o 3, em que o Brasil se encontra agora, é “alto”.
Segundo informações publicadas pelo Departamento de Estado dos EUA, isso significa que a recomendação, que antes era de que os americanos expressamente “evitassem” viajar ao Brasil, agora é de que “reconsiderem” seus planos de vir ao país.
Em resumo, o governo americano oficialmente segue de modo algum recomendando que seus cidadãos venham passear no território brasileiro.
“Os viajantes não vacinados devem evitar viagens não essenciais ao Brasil”, diz o site do CDC, que afirma ainda que “devido à situação atual, todos os viajantes podem estar em risco de obter e espalhar variantes da Covid-19” por aqui.
Além da Covid, os EUA seguem aconselhando os americanos a ter cuidado com a criminalidade no Brasil. Recomenda-se que evitem regiões fronteiriças e estadias em áreas de “moradia informal” (como favelas e comunidades). Também segue constando no site do Departamento de Estado um alerta específico para que as cidades-satélites de Ceilândia, Santa Maria, São Sebastiao e Paranoá, no entorno de Brasília, não sejam visitadas durante a noite por questão de segurança.

Fonte: G1 Mundo

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‘Cada dia é uma batalha para sobrevivência’, diz bombeiro de MG sobre haitianos ao retornar de missão humanitária


Militares de Minas e do DF, além de integrantes da Força Nacional, passaram 21 dias no país caribenho devastado por terremotos. Sargento Leite mostra certificado de participação em missão humanitária no Haiti.
Raquel Freitas / G1
Uma batalha diária pela sobrevivência, mas sem perder a alegria. Essa é uma das memórias que o sargento Thales Leite Braga, do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, traz do povo haitiano após 21 dias no país caribenho devastado por terremotos.
Além dele, outros três militares mineiros, 24 do Distrito Federal e quatro integrantes da Força Nacional participaram da missão de ajuda humanitária do governo brasileiro.
“A gente percebe que o dia a dia deles é um dia a dia de resiliência, cada dia é uma batalha para sobrevivência, em busca de alimento, em busca de água. E eles não perdem a alegria por essas dificuldades. Acredito que fica uma lição pessoal para cada um”, disse o sargento.
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A comitiva brasileira aterrissou em Brasília por volta das 0h desta segunda-feira (13). A equipe mineira, também formada pelo capitão Tiago Silva, tenente Rafael Rocha e sargento Wesley Faria, voltou para Belo Horizonte em um voo comercial durante a manhã.
E, no início da tarde, os militares foram homenageados na Academia do Corpo de Bombeiros, na Região da Pampulha.
Cerimônia homenageia bombeiros de MG que participaram de missão humanitária no Haiti.
Raquel Freitas / G1
Além do reconhecimento e agradecimento por parte da corporação, a cerimônia foi marcada pelo reencontro com a família após três semanas.
“Por mais que hoje em dia tenha a chamada de vídeo, a internet, quando a gente retorna e dá um abraço é uma sensação de alívio, de matar aquela saudade. É um conforto e uma emoção muito grandes”, disse sargento Leite.
Experiência na bagagem
No mês passado, o Haiti foi atingido por terremotos, sendo mais forte de magnitude 7.2. Em um cenário que já era devastador, o ciclone tropical Grace também provocou estragos no território haitiano. Mais de 2 mil pessoas morreram.
Na ida em 22 de agosto, os militares levaram na bagagem suprimentos e equipamentos, como um detector de vida, e principalmente a experiência da atuação em outros desastres: as tragédias de Mariana e de Brumadinho e a missão de ajuda humanitária em Moçambique.
“A experiência advinda de missões anteriores nos dá uma bagagem ainda maior para poder auxiliar nessa questão da ajuda humanitária”, destacou o sargento Faria.
Sargento Faria reencontra filha após 21 dias em missão no Haiti.
Raquel Freitas / G1
Os bombeiros passaram por cidades completamente destruídas, com problemas de deslocamento e estruturas precárias.
“Encontramos bastante dificuldade, um povo sofrido, que sofreu bastante com a questão do terremoto. Nosso trabalho despendeu principalmente com a questão da integração dos militares, nas ajudas que nós fizemos, podendo resgatar um pouco dessa questão de naturalidade da população, para trazer um conforto com relação à alimentação, hospedagem, às vezes para ter um hospital digno”, afirmou o sargento Faria.
Militares compuseram comitiva brasileira enviada ao Haiti
Corpo de Bombeiros/Divulgação
A região de trabalho dos bombeiros não tinha água potável para consumo. A missão foi responsável pela instalação de purificadores de água em diversos pontos de atendimento, com objetivo de reduzir os problemas de saúde. Eles também distribuíram alimentos e atuaram com primeiros-socorros.
Um dos casos mais marcantes para os militares foi a revitalização de uma ponte construída em 2009. A estrutura era utilizada, principalmente, para a travessia de crianças até a escola mais próxima.
Antes da construção da ponte, cada uma delas fazia a travessia no colo do Frei Lori, assim conhecido por lá. Ele considerava que a travessia pelo rio, a pé, não era segura para aquelas crianças.
Um outro ciclone que passou pelo Haiti em 2016 abalou essa construção, com o rompimento de cabos. Os militares que integraram a comitiva brasileira ajudaram a consertar a ponte, permitindo o retorno da travessia com segurança.
Os vídeos mais vistos do G1 MG:

Fonte: G1 Mundo

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Alta comissária da ONU pede proteção de indígenas e ambientalistas do Brasil


O alerta de Bachelet ocorre uma semana antes da viagem do presidente Jair Bolsonaro a Nova York. Como manda a tradição, o Brasil abre a Assembleia Geral da ONU, na qual o líder brasileiro deve responder às afirmações da alta comissária. Indígenas kayapó patrulham Terra Indígena Menkragnoti para proteger território de garimpeiros e madeireiros, na aldeia Krimej, sudoeste do Pará, no dia 7 de setembro.
Lucas Landau/Reuters
A proteção do meio ambiente, de povos indígenas e ativistas é “o desafio mais importante para o exercício dos direitos humanos”, afirmou nesta segunda-feira (13) a alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet.
Na abertura da 48ª sessão do Conselho de Direitos Humanos em Genebra, a ex-presidente chilena fez um apelo direto às autoridades brasileiras.
“No Brasil, estou alarmada por ataques recentes contra membros dos povos Yanomami e Munduruku por mineiros ilegais na Amazônia”, disse a alta comissária da ONU para os Direitos Humanos. Segundo ela, a expansão de atividades do setor e “tentativas de legalizar a entrada de empresas em territórios indígenas” são motivo de forte preocupação no Conselho dos Direitos Humanos da ONU.
A Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, durante sessão especial do Conselho de Direitos Humanos da ONU sobre a situação no Afeganistão, em 24 de agosto de 2021
Denis Balibouse/Reuters
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Desnutrição infantil, garimpo e Covid: entenda os problemas que afligem a Terra Indígena Yanomami
“Eu apelo às autoridades para reverter políticas que afetam negativamente os povos indígenas”, ressaltou Bachelet, durante discurso transmitido ao vivo no canal das Nações Unidas no YouTube. 
A chilena também criticou o projeto de lei antiterrorismo que está sendo analisado no Brasil. Segundo ela, o texto pode resultar em abusos e perseguições de ambientalistas e defensores dos direitos humanos no país. 
O alerta de Bachelet ocorre uma semana antes da viagem do presidente Jair Bolsonaro a Nova York. Como manda a tradição, o Brasil abre a Assembleia Geral da ONU, na qual o líder brasileiro deve responder às afirmações da alta comissária. 
No Senado, Greta Thunberg diz que atuação de líderes do Brasil no meio ambiente é ‘vergonhosa’
Ação climática ambiciosa
Foto mostra fumaça subindo em meio à vegetação perto da Transamazônica em Humaitá (AM), no dia 8 de setembro.
Bruno Kelly/Reuters
A poucas semanas da 26ª Conferência Mundial sobre o Clima (COP26), em Glasgow, Bachelet também pediu uma “ação climática mais ambiciosa” contra o aquecimento global, a poluição e a destruição da biodiversidade.
Segundo ela, a “tripla crise planetária”, em grande parte provocada pela ação do homem, já tem um impacto amplo e direto sobre uma série de direitos humanos, como “os direitos a uma alimentação adequada, à água, educação, moradia, saúde, ao desenvolvimento e inclusive à vida”. A poluição “é a causa de uma a cada seis mortes mortes prematuras”, reiterou.
Garimpo em terras indígenas cresce 495% em dez anos
A alta comissária enumerou uma lista de crises ambientais pelo mundo, incluindo, entre outras, a fome em Madagascar, a desertificação na região do Sahel, a escassez de recursos hídricos no Oriente Médio, os incêndios na Sibéria e na Califórnia e as inundações na China e Alemanha.
“Abordar a tripla crise ambiental mundial é um imperativo e é “alcançável”, disse.
China e palestinos
Instalação murada em Xinjiang, na China, onde o governo chinês é acusado de deter muçulmanos da etnia uigur pela religião
Aysha Khan/RNS via AP
Bachelet afirmou que várias outras regiões enfrentam violações dos direitos humanos. É o caso de Xinjiang, onde vive a etnia muçulmana uigur. Segundo a chilena, seu escritório está “finalizando a avaliação das informações disponíveis no local para divulgar publicamente”.
A China rejeita uma investigação em Xinjiang. O governo americano, com base em estudos de investigadores ocidentais, acusa Pequim de ter detido mais de um milhão de membros desta minoria em campos de trabalho forçados. O governo chinês recusa o número e se refere a esses locais como “centros de formação profissional”.
Relatório acusa a China de esterilizar a população uigur
Bachelet também chamou a atenção do Conselho sobre a “continuidade e multiplicação dos casos de uso excessivo ou totalmente injustificável da força contra civis palestinos por parte das forças de segurança israelenses”.
Palestinos protestam no norte da Faixa de Gaza contra a “Marcha das Bandeiras”, passeata de grupos israelenses de extrema-direita dentro e ao redor da Cidade Velha, em Jerusalém Oriental, que comemoram a “conquista” da Cidade Sagrada durante a Guerra dos Seis Dias
Mohammed Salem/Reuters
Desde janeiro, 54 palestinos, incluindo 12 menores de idade, morreram em ações das forças israelenses na Cisjordânia ocupada, um número que representa mais que o dobro de todo o ano de 2020. Além disso, mais de 1.000 pessoas foram feridas por tiros.
A alta comissária expressou preocupação com as “medidas de repressão da dissidência adotadas nos últimos meses” pelas autoridades palestinas. Ela disse que teme um agravamento da situação.
A ex-presidente chilena denunciou em particular “o uso injustificado” da força por parte da polícia palestina durante as manifestações que ocorreram após a morte de Nizar Banat, um militante crítico da Autoridade Palestina que faleceu em junho pouco depois de ser preso.
Veja VÍDEOS de natureza e meio ambiente:

Fonte: G1 Mundo