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Estados Unidos exterminam segundo ninho de vespas assassinas


Insetos atacam abelhas e vespas de outras espécies, matando toda a população e consumindo tudo o que tem nas colmeias. Estados Unidos derrubam segundo ninho de vespas assassinas
Reprodução / WSDA
O Departamento de Agricultura do Estado de Washington (WSDA – sigla em inglês), nos Estados Unidos, divulgou nas redes sociais que mais um ninho de vespas assassinas foi encontrado e eliminado. Este é o segundo ninho da vespa derrubado pelo órgão.
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As vespas assassinas, que podem chegar até 5 centímetros recebem este nome porque quando atacam abelhas e vespas de outras espécies matam toda a população, além de consumirem tudo o que tem nas colmeias. Por isso, elas também prejudicam a polinização.
Vespas assassinas medem até 5 cm e atrapalham a polinização
Reprodução /WSDA
Essa espécie de vespa não é nativa da América do Norte, mas, sim, da Ásia.
O primeiro ninho derrubado pelo órgão foi em agosto. Na ocasião, os insetos tentaram atacar os trabalhadores que ficaram responsáveis por acabar com o foco, mas a roupa protetora impediu que eles fossem picados.
Um terceiro ninho foi localizado e deve ser eliminado nos próximos dias.
Veja abaixo vídeo da primeira exterminação feita pelo WSDA.
VÍDEO: Ninho de vespas gigantes asiáticas é destruído no estado de Washington
Vídeos: tudo sobre agronegócios

Fonte: G1 Mundo

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Pop-it: como macaco lançou febre do brinquedo que alivia stress


Sensação é parecida com apertar um papel-bolha – mas o produto não é descartável e pode ser apertado infinitamente. Gaitlyn Rae brinca com o pop-it
@GaitlynRae
Novo brinquedo da moda entre crianças (e adultos), o pop-it é uma peça de silicone coberta por pequenas saliências que podem ser empurradas de um lado para o outro, fazendo um barulho estranhamente satisfatório. É um tipo de “fidget toy” (brinquedo para inquietação, em tradução literal), ou seja, um brinquedo anti-stress para ficar mexendo naquele momento que as mãos estão inquietas.
Os pop-its surgiram aparentemente do nada no ano passado em lojas e na internet e neste ano se tornaram uma febre internacional.
Mas o que parece ser uma moda que surgiu do dia pra noite, na verdade, é um brinquedo de mais de quarenta anos. Ele deve recente sucesso à influência de um macaco-prego da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, que tem um grande número de seguidores nas redes sociais.
‘Pop it’: Conheça o brinquedo que virou febre entre as crianças; saiba os benefícios e restrições
O original
O pop-it original foi ideia de dois designers de jogos: Theo e Ora Coster. Eles inventaram mais de 190 jogos, entre eles o Cara a Cara – um jogo de dedução que foi traduzido para vários idiomas ao redor do mundo.
Theo nasceu em Amsterdã em 1928 e foi colega de classe de Anne Frank, autora do diário que se tornou um dos mais conhecidos relatos do holocausto nazista.
Theo sobreviveu à guerra vivendo com uma família não judia e abandonando seu nome de batismo, Morris Simon.
Em 1955, ele foi para Israel de moto e acabou se mudando para lá, onde conheceu sua esposa, Ora, que era professora de arte. Juntos, eles criaram a empresa Theora Design.
A dupla começou fazendo objetos para as empresas darem como brinde, incluindo um palito de sorvete que também servia como brinquedo de montar. Isso rendeu dinheiro suficiente para permitir que eles se concentrassem no design de jogos.
O primeiro pop-it teve uma inspiração trágica, quando a irmã de Ora, uma artista, morreu de câncer de mama em 1974. Ora contava que teve a ideia em um sonho.
“Ela disse ao meu pai: ‘imagine um grande campo de seios, seios de senhora, em que você pode empurrar o mamilo.’ Ela era muito aberta, dizia o que estava em sua mente, para qualquer pessoa”, diz Boaz Coster, filho de Theo e Ora que hoje dirige a empresa com seu irmão Gideon.
O protótipo original do jogo, de 1975
Theora Design
“Ela foi até ele e disse: faça um tapete de mamilos para você apertar de um lado para o outro. E ele fez exatamente isso.”
A dupla produziu alguns protótipos, mas a ideia não deu em nada, em parte porque o tipo de silicone com a qual os pop-its de hoje são feitos ainda não era amplamente disponível. Alguns anos atrás, os irmãos recuperaram a ideia de seus pais, que havia sido arquivada nos anos 70, e fecharam um acordo com a Foxmind, empresa de jogos de Montreal.
O brinquedo foi reformulado como um jogo em que os jogadores se revezam para empurrar as bolhas e tentam evitar empurrar a última bolha.
Lançado em 2014, o brinquedo acabou sendo comprado pela loja americana Target em 2019.
“Eles começaram a vender um pouco mais, mas ainda nada muito fora do normal, até que alguém criou alguns vídeos no TikTok e no Youtube”, conta Boaz.
“Tinha um clipe específico com um macaquinho que pressiona de um lado e depois gira e aperta do outro lado. Foi a essência da ideia que nossos pais pensaram. O vídeo teve 500 milhões de acessos”, diz Boaz.
Garota propaganda
O nome do macaco influenciador era Gaitlyn Rae – uma fêmea, na verdade.
Ela mora em Elizabeth City, Carolina do Norte, nos EUA, com seus tutores, Jessica Lacher, que possui uma fazenda, e Paul Lacher, que dirige uma empresa de irrigação.
“Alguém deu um pop-it de aniversário para ela”, disse Jéssica. “Foi a primeira vez que vimos o brinquedo. Não sei se era original. Mas então começaram a fazer todas essas outras marcas, e os fãs dela continuaram enviando e enviando. Temos caixas e mais caixas de pop-its.”
E assim nasceu a mania.
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Agora é possível comprar pop-its em formato de abacaxis, dinossauros, unicórnios, pistolas, logotipos da Apple e até mesmo da Peppa Pig – nenhum deles licenciado pela Foxmind ou pela Theora Design.
“A estimativa de vendas é de 500 milhões a um bilhão de cópias”, diz Boaz.
“Mas 99,99% são cópias falsas”, acrescenta Gideon.
Na Amazon brasileira, os itens mais vendidos não são licenciados, e as versões oficiais são difíceis de encontrar, mesmo se você digitar o nome da empresa ou as marcas oficiais – Last One Lost and Go Pop!. A Amazon afirma que está trabalhando com a Foxmind para proteger seus direitos de propriedade intelectual, e os produtos oficiais estão listados com mais destaque na Amazon dos Estados Unidos.
A BBC contatou algumas das empresas que vendem pop-its não licenciados, mas nenhuma quis falar sobre o assunto.
A Foxmind, por sua vez, está planejando reconquistar parte desse mercado com designs próprios mais inovadores. E eles fazem o que podem para enfrentar as imitações.
Embora tenham gerado mais dinheiro para os fabricantes piratas do que para eles próprios, os irmãos estão maravilhados com como a ideia da família tem sido usada com grande criatividade.
Os pop-its têm sido usados para diversas finalidades – desde forma para bolo até para ajudar pessoas com autismo.
“Não estamos reclamando”, diz Boaz.
Ora morreu há alguns meses, com mais de 90 anos, feliz por sua invenção ter se tornado um sucesso mundial após todos esses anos.
Ela foi enterrada em um cemitério em Tel Aviv, ao lado de seu marido Theo, que havia morrido dois anos antes.
Suas lápides são projetadas para imitar uma das criações mais famosas do casal para os jogadores do mundo – os cartões do Cara a Cara.
“Para nossa grande tristeza, nosso pai nunca viu o pop-it virar febre”, diz Boaz. “Mas eu sei, como designer, que ele ficaria muito grato.”

Fonte: G1 Mundo

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Entenda por que a Califórnia vai fazer um referendo sobre a revogação do mandato do governador


Há 40 milhões de habitantes na Califórnia, mas com 1,5 milhão de assinaturas a oposição conseguiu convocar uma eleição de ‘recall’. O governador da Califórnia, Gavin Newsom, durante coletiva de imprensa no Universal Studios Hollywood, em 15 de junho
Reuters/Mario Anzuoni
Os eleitores do estado da Califórnia, o mais rico e populoso dos Estados Unidos, decidirão na terça-feira (14) se desejam que o governador Gavin Newsom permaneça no cargo até o fim de seu mandato, previsto para terminar em janeiro de 2023, ou se preferem que outro político assuma o comando do estado antes do prazo.
As regras eleitorais da Califórnia permitem esse tipo de “recall” –recentemente, houve mudanças na legislação que facilitaram a convocação desse mecanismo: é preciso reunir o equivalente a 12% dos eleitores que participaram da última votação.
Nova York e Califórnia suspendem quase todas restrições contra a Covid
Para a chamada pública de Newsom, foi necessário reunir a assinatura de 1,5 milhão de eleitores (a Califórnia tem 40 milhões de habitantes).
Newsom venceu em 2018. Ele obteve quase 62% dos votos sobre John Cox, que recebeu 38%. O resultado não surpreendeu, pois a Califórnia tem uma tendência de esquerda na política americana. Os membros do Partido Democrata superam os do Republicano em uma proporção de dois para um.
Fotos em um restaurante de luxo
Essa não é a primeira vez que a oposição a Newsom tentou revogar seu mandato.
Uma das coisas que contribuíram para que, dessa vez, o número de assinaturas tenha sido alcançado foram fotos de Newsom em um restaurante de luxo, sem máscara, em novembro do ano passado, quando ainda não havia vacina para a Covid-19 e havia medidas de confinamento que ele mesmo havia determinado.
Outros governadores passaram por ‘recall’?
Todos os governadores da Califórnia das últimas cinco décadas enfrentaram pelo menos uma tentativa de referendo revogatório. Em geral, as tentativas fracassam.
Apenas uma tentativa de revogação na Califórnia teve sucesso. Aconteceu em 2003, quando o governador Gray Davies perdeu o mandato e foi substituído pelo astro de Hollywood Arnold Schwarzenegger.
O ator foi o último governador republicano do estado.
Críticas ao referendo
As pessoas que questionam o referendo afirmam que o número de assinaturas exigidas para convocar um revogatório é muito pequeno e facilita demais o mecanismo.
Também destacam que um governador poderia obter 49,9% de apoio e ser revogado, enquanto o sucessor pode chegar ao poder com apenas 15% dos votos.
O Partido Democrata afirma que o referendo é estimulado pelo Partido Republicano, em uma tentativa de mudar o governo regional, pois não conseguiria chegar ao poder em circunstâncias tradicionais.
Os republicanos negam que se trate de rivalidade política e insistem em que muitos californianos estão cansados da gestão de Newsom sobre a pandemia da Covid-1. A crise sanitária impactou, de maneira particular, os pequenos empresários e os pais que viram os filhos impedidos de frequentar a escola.
Há, no entanto, um ponto sobre o qual praticamente todos concordam: o custo da votação de terça-feira, de quase US$ 280 milhões, é muito elevado.
O que deve acontecer
As pesquisas apontam que Newsom deve manter seu mandato. O portal de pesquisas fivethirtyeight.com afirma que ele tem 55% de votos a seu favor.
Como funcionará a votação?
Há duas questões. A primeira é: “Gavin Newsom deve ser removido do governo?”. Os eleitores podem responder apenas “Sim”, ou “Não”, e vence a opção que conquistar maioria simples (50% mais um).
Em caso de vitória do “Não”, tudo continua como está e Newsom terá mais alguns meses de mandato.
Em caso de triunfo do “Sim”, entra em jogo a segunda pergunta da cédula: “Quem deveria substituí-lo?”. O candidato que receber mais votos entre os 46 aspirantes conquista o governo do estado, não importa o quão reduzido seja o número de votos.
Quem são os candidatos?
Newsom está habilitado a uma candidatura. O Partido Democrata não apoiou nenhum aspirante de forma oficial.
A maioria dos concorrentes pertence ao Partido Republicano. Na frente das pesquisas, está o astro do rádio Larry Elder, um advogado negro que foi beneficiado pela ação afirmativa e agora ataca a iniciativa.
Também estão na disputa o ex-prefeito de San Diego Kevin Faulconer, o candidato que perdeu a eleição de 2018 para Newsom, John Cox, e a estrela da televisão Caitlyn Jenner.
A lista inclui ainda um YouTuber chamado Kevin Paffrath, famoso por desfilar em um Corvette, e um candidato do Partido Verde que tem como slogan de campanha “Você gosta disso?”.
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Fonte: G1 Mundo

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Atentados de 11 de Setembro: o que dizem os documentos secretos divulgados pelo FBI


O memorando lista contatos feitos entre vários cidadãos sauditas e os sequestradores dos aviões, mas não implica diretamente o governo da Arábia Saudita. 11 de Setembro: minuto a minuto do atentado que completou 20 anos
No 20º aniversário do ataque mais mortal em solo americano, o FBI (a polícia federal americana, que atua também como serviço de inteligência) liberou acesso a um documento analisando possíveis conexões entre vários cidadãos sauditas nos Estados Unidos e dois dos homens que executaram os atentados de 11 de setembro de 2001.
Parentes das vítimas dos ataques das Torres Gêmeas solicitavam há anos a liberação desses arquivos confidenciais, argumentando que as autoridades sauditas tinham conhecimento prévio do ataque e não tentaram impedi-lo.
Dos 19 homens que sequestraram os aviões naquele dia, 15 eram sauditas.
Os ataques de 11 de setembro nos EUA completaram 20 anos no sábado
Epa/Via BBC
No entanto, o documento — o primeiro de vários que se espera que sejam tornados públicos — não fornece qualquer evidência de que o governo saudita estava ligado ou tinha conhecimento do complô contra as Torres Gêmeas.
A embaixada saudita em Washington já vinha manifestando ser a favor de que os arquivos fossem liberados. A embaixada nega qualquer vínculo entre seu país e os sequestradores e afirma que essas alegações são “falsas e maliciosas”.
FBI libera 1º documento relacionado à investigação do 11 de Setembro
O que o documento diz?
O documento de 16 páginas do FBI é baseado em entrevistas com uma fonte cuja identidade é mantida sob sigilo (chamada PII) e descreve os contatos entre vários cidadãos sauditas e dois dos sequestradores dos aviões — Nawaf al-Hazmi e Khalid al-Midhar.
Ambos fingiram ser estudantes para entrar nos EUA em 2000.
O memorando do FBI diz que mais tarde eles receberam apoio logístico significativo de Omar al-Bayoumi, que, segundo testemunhas, era um visitante frequente do Consulado Saudita em Los Angeles, apesar de seu status oficial na época ser o de estudante.
Segundo a fonte do FBI, Bayoumi tinha “um status muito alto” no consulado.
“A assistência de Bayoumi a Hamzi e Midhar incluiu tradução, viagens, hospedagem e financiamento”, diz o documento.
Por outro lado, o documento do FBI também mostra que havia ligações entre os dois sequestradores e Fahad al-Thumairy, um imã (líder muçulmano) da Mesquita do Rei Fahad, em Los Angeles, que as fontes citadas descrevem como uma pessoa “de crenças extremistas”.
Bayoumi e Thumairy deixaram os EUA semanas antes dos ataques de 11 de setembro, de acordo com a agência de notícias AP.
A agência também citou Jim Kreindler, um advogado dos parentes das vítimas do 11 de setembro, dizendo que o documento publicado “valida os argumentos que eles apresentaram no litígio em relação à responsabilidade do governo saudita nos ataques de 11 de setembro”.
No mês passado, um processo iniciado por parentes levou vários ex-oficiais sauditas a serem interrogados.
Os governos anteriores — de George W. Bush, Barack Obama e Donald Trump — se recusaram a divulgar os documentos, alegando que haveria ameaça à segurança nacional.
Mas o atual presidente, Joe Biden, ordenou na semana passada uma revisão dos documentos e pediu às autoridades que liberassem o que pudessem nos próximos seis meses.
Há anos se especula sobre os laços oficiais da Arábia Saudita com o ataque, dado o número de cidadãos sauditas envolvidos e os antecedentes do líder da Al Qaeda, Osama bin Laden.
Os EUA e a Arábia Saudita são aliados há muito tempo, embora a relação às vezes seja complexa. O ex-presidente Donald Trump estreitou os laços entre seu país e a monarquia saudita.
Mas Biden chegou a chamar a Arábia Saudita de “pária” depois que um relatório da inteligência dos EUA em fevereiro deste ano implicou o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman no assassinato do jornalista Jamal Khashoggi em 2018. Bin Salman nega ter ordenado o assassinato, que ocorreu no consulado saudita em Istambul.
O correspondente de segurança da BBC, Frank Gardner, disse que Biden, desde então, suavizou sua postura em relação ao homem mais poderoso da Arábia Saudita, refletindo a importância da aliança entre os dois países.
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Fonte: G1 Mundo

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Pela primeira vez em 10 anos, presidente do Egito recebe o primeiro-ministro de Israel


O presidente egípcio Abdel Fatah al Sisi conversará com Naftali Bennett, de Israel, sobre ‘os esforços para reativar o processo de paz’ entre israelenses e palestinos. Primeiro-ministro de Israel, Naftali Bennett, em imagem de junho de 2021
Jack Guez/AFP
O Egito, país árabe de maior população e o primeiro a assinar um acordo de paz com Israel, receberá nesta segunda-feira (13) o primeiro-ministro de Israel, Naftali Bennett –algo inédito em mais de 10 anos, anunciou o governo.
Veja abaixo um vídeo do encontro de Bennett com Joe Biden, dos Estados Unidos.
Joe Biden encontra primeiro-ministro de Israel, Naftali Bennett
O presidente Abdel Fatah al Sisi conversará com Bennett em Sharm el Sheikh, no Mar Vermelho, sobre “os esforços para reativar o processo de paz” entre israelenses e palestinos, disse o porta-voz da presidência Basam Radi em um comunicado.
Com fronteiras no leste com a Faixa de Gaza e Israel, o Egito atuou como mediador em maio para obter o fim da guerra relâmpago entre o Estado hebreu e o movimento islamita Hamas, que controla o território palestino.
Acordo de paz de 1979
Os dois países assinaram um tratado de paz em 1979 e têm relações diplomáticas, comerciais e de segurança. No entanto, o Egito também recebe representantes do Hamas, que é considerado um grupo terrorista, e da Autoridade Palestina, liderada por Mahmud Abbas.
Alguns dias após receber o presidente da Autoridade Palestina Mahmud Abbas, o governante egípcio se reunirá com Bennett, retomando assim os encontros que eram frequentes até a revolta popular de 2011 no Egito e inexistentes desde então.
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Fonte: G1 Mundo

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O controverso armazém da Amazon no meio de favela


Fotos do novo centro de distribuição de US$ 21 milhões da empresa no México se tornaram virais pelo forte contraste com as casas pobres ao seu redor. Imagens aéreas do armazém de última geração feitas pelo fotógrafo Omar Martínez viralizaram
Omar Martínez
As fotos de um novo centro de distribuição construído pela Amazon em Tijuana, no México, perto da fronteira com os Estados Unidos, viralizaram em poucas horas pelas redes sociais.
Para alguns, é uma imagem perfeita das desigualdades do capitalismo. O gigantesco centro de distribuição da Amazon contrasta fortemente com a pobreza que o cerca.
E a ironia de ter uma das empresas mais ricas e globalizadas do planeta ao lado de famílias que vivem precariamente não passou desapercebida pelos usuários da internet.
Muitos no Twitter chamaram a instalação de US$ 21 milhões (cerca de R$ 110 milhões) de “distópica”, enquanto outros disseram que retrata “como o capitalismo é absolutamente perverso”.
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O debate foi desencadeado por fotos aéreas tiradas pelo fotojornalista Omar Martínez.
Martínez, de 41 anos, trabalha para a agência mexicana Cuartoscuro e é natural de Tijuana, na fronteira dos Estados Unidos com o México.
“Tirei as fotos com a intenção de mostrar o grande contraste que existe aqui na minha cidade. Fico feliz que minha imagem tenha gerado um grande debate”, disse Martínez à BBC.
Ele afirmou que as fotos eram difíceis de tirar porque o lugar é “marginalizado” e pouco seguro. As fotos foram feitas à distância, com um drone.
“Fica próximo a um canal de esgoto onde tem muitos bandidos e traficantes de drogas. Então, não era um lugar muito seguro”.
Capitalismo global
Charmaine Chua, professora do Departamento de Estudos Globais da Universidade da Califórnia, escreveu no Twitter que, para entender melhor o que está acontecendo, é preciso colocar o centro de Tijuana no contexto das cadeias produtivas em que a Amazon se encontra.
Chua afirmou que o armazém não está lá para atender ao mercado local e que “vai empregar mão de obra mexicana superexplorada” para vender mercadorias através da fronteira. Ela destacou que o novo armazém fica próximo ao complexo portuário de Los Angeles-Long Beach, por onde passa importante parte do comércio da empresa.
Desde a escalada da guerra comercial entre os EUA e a China, as trocas diretas entre os dois países se tornaram muito caras por causa das tarifas. “A solução? México”, disse ela.
Spencer Potiker, estudante de doutorado da Universidade da Califórnia-Irvine, que pesquisa logística na fronteira EUA-México, disse que os custos trabalhistas são muito mais baratos no México do que nos EUA.
Um trabalhador nos EUA recebe pelo menos US$ 15 (R$ 79) por hora, enquanto no México fica entre US$ 2 (R$ 10) e US$ 4 (R$ 21), disse ele à BBC.
O centro de distribuição da Amazon em Tijuana “representa uma desigualdade global”, mas também mostra “uma tendência crescente no desenvolvimento de centros de distribuição nos dois lados da fronteira”, destacou.
Um relatório especial da Reuters apontou em abril que os funcionários de um centro de distribuição da Amazon perto da Cidade do México estavam sendo forçados a trabalhar mais horas do que o exigido por lei e alegou que eles foram forçados a se demitir ou foram demitidos após ficarem doentes com covid-19.
As condições de trabalho nos EUA também estão no centro da polêmica, com a empresa reconhecendo em abril passado que alguns de seus motoristas tiveram que urinar em garrafas plásticas para cumprir os prazos de entrega apertados.
Desenvolvimento local
Desconsiderando as críticas nas redes sociais, a prefeita de Tijuana disse que o galpão trará desenvolvimento para a área.
Karla Ruiz Macfarland disse que o investimento vai gerar novos empregos e “contribuir para a reativação econômica e o bem-estar das famílias”.
A Amazon disse à BBC que está comprometida com o desenvolvimento dos países e das comunidades onde atua. E afirmou que o armazém em Tijuana é o 11º da empresa no México.
“Desde a nossa chegada ao México, geramos mais de 15 mil empregos no país e agora estamos adicionando 250 em Tijuana, criando oportunidades de trabalho com salários e benefícios competitivos para todos os nossos funcionários”, disse a empresa.

Fonte: G1 Mundo

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Homem que deu tapa em Emmanuel Macron, da França, deixa prisão e afirma que não se arrependeu do crime


O homem cumpriu uma pena de três meses em regime fechado. Em junho, o agressor agarrou o antebraço do presidente da França e deu uma bofetada. Vídeo: Veja o momento em que presidente da França leva tapa na cara
Damien Tarel, 28 anos, ficou conhecido após ter batido no rosto do presidente francês Emmanuel Macron, no dia 8 de junho. Condenado a uma curta pena em regime fechado, ele deixou a prisão no sábado (11) sem demonstrar arrependimento.
“Não me arrependo deste ato”, disse ele ao sair da penitenciária de Valence, no sudeste da França, onde cumpriu pena de três meses de reclusão. “Foi só um ‘tapinha’ e acho que Macron se recuperou muito bem”, acrescentou Tarel para qualificar seu gesto. “Não se trata de uma surra como poderia ter havido nas manifestações dos coletes amarelos, onde o povo expressa o seu descontentamento”, continuou o jovem.
Macron é agredido em visita ao sul da França em 8 de junho de 2021
Reprodução/Redes Sociais
A agressão registrada em vídeo circulou pelas redes sociais. Nas imagens, Macron se aproxima de um grupo de pessoas que se encontravam atrás de barreiras de segurança para cumprimentá-las. Em seguida, o agressor agarra o antebraço do presidente e dá a bofetada.
O incidente aconteceu nos arredores de uma escola de hotelaria na localidade de Tain-L’Hermitage, a 550 quilômetros de Paris. Na gravação também é possível ouvir uma pessoa pronunciar um antigo grito de guerra dos reis da França (“Montjoie Saint-Denis”), seguido da frase “Abaixo o governo Macron!”.
“Esta sentença pune um desrespeito intolerável à instituição”, disse na época o promotor Alex Perrin. Além da prisão, a Justiça suspendeu os direitos civis de Damien Tarel por três anos, o que o impedirá de votar neste período. Ele também fica proibido de prestar concursos públicos para o resto da vida e não poderá deter armas de fogo nos próximos cinco anos. O juiz ainda ordenou que ele tenha acompanhamento psicológico. 
“Naquele dia, eu fui desafiar o presidente Emmanuel Macron e o que vi foram trabalhadores em coletes amarelos que estavam lá para expressar seu descontentamento, pessoas que trabalham muito, muitas vezes idosos, que eram retiradas pelas forças policiais pagas por seus impostos” e ” isso me revoltou “, explicou o jovem desempregado. “O povo está amordaçado”, acrescentou.
Tarel ainda confirmou que compareceria às manifestações contra o passe sanitário imposto pelo governo francês para conter a epidemia de Covid-19, previstas para este sábado. “É minha prioridade depois de ser libertado da prisão, pelo menos pelo símbolo, aderir a este movimento que contesta a decisão do passe sanitário”, concluiu.
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Fonte: G1 Mundo

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Portugal, rumo ao título de ‘país mais vacinado do mundo’, relaxa uso de máscaras ao ar livre


No país, 80% já foram totalmente imunizados. Os que tomaram pelo menos a primeira dose são 87%. Nos Emirados Árabes, essa porcentagem é de 89%. Mulher usando máscara é vista em rua de Lisboa, Portugal, em foto de 24 de junho
Reuters/Pedro Nunes
Depois de quase um ano, esta segunda-feira (13), marca o primeiro dia sem a obrigatoriedade do uso de máscaras ao ar livre em Portugal. O país está prestes a se tornar o “mais vacinado do mundo”, de acordo com o observatório Our World in Data, da Universidade de Oxford, o que tem favorecido o alívio de certas medidas de combate à pandemia de Covid-19.
Governo de Portugal libera entrada de turistas do Brasil
Foram exatamente 318 dias de obrigatoriedade desde a aprovação da lei, em 28 de outubro do ano passado, que veio sendo sucessivamente renovada. Agora, com o cenário da pandemia mais controlado e a vacinação a todo vapor, a Direção-Geral da Saúde (DGS), órgão responsável pelas regulamentações na área em Portugal, afirma que vai readequar as orientações, mantendo apenas a recomendação do uso opcional de máscaras ao ar livre em “situações especiais, nomeadamente aglomerados previsíveis ou potenciais de pessoas, contextos específicos e situações clínicas particulares”, diz a nota enviada à imprensa.
A máscara segue sendo obrigatória dentro dos transportes coletivos – como ônibus e metrô – e no interior de órgãos públicos, supermercados, centros comerciais, lojas, cabeleireiros e restaurantes. Nas escolas, o uso é compulsório para educadores e alunos a partir dos 10 anos de idade.
Sucesso da vacinação
Com avanço da vacinação, Portugal retira restrições e tem a primeira noite sem toque de recolher
O alívio desta restrição ao ar livre chega junto com o sucesso da vacinação em Portugal. De acordo com os dados do observatório Our World in Data, o país é, neste momento, o segundo do mundo com maior número de pessoas vacinadas com pelo menos uma dose: uma taxa de 87%, atrás apenas dos Emirados Árabes, que tem 89%. No entanto, Portugal já é o campeão da imunização completa, com 80%, enquanto os Emirados Árabes contam com 78% de seus cidadãos duplamente vacinados.
Com o excelente ritmo de imunização que o país conseguiu alcançar, em breve deve assumir a liderança total no ranking. De acordo com a DGS, de 30 de agosto a 5 de setembro, Portugal administrou mais de 500 mil doses de vacinas contra a Covid-19. Desse total, duas em cada três foram segundas doses aplicadas em jovens entre 12 e 24 anos.
Residente em Portugal há três anos, a brasileira Luciana Bianchi comemora. “Tomei as duas doses aqui e o que eu percebi é que foi uma evolução. O processo de vacinação em Portugal foi sendo aperfeiçoado, modificado de acordo com as necessidades e até com o comportamento da própria pandemia, das novas variantes. Então considero que foi um sucesso. Hoje, a situação que nós estamos vivendo é reflexo da adesão das pessoas à vacinação e da velocidade como tudo aconteceu”, conta à RFI.
No momento, a meta do governo é completar o ciclo de imunização nos adolescentes. O país tem três milhões de doses estocadas, o que é mais do que o necessário para atingir a vacinação em massa.
Sinal de alerta
Apesar do sucesso da vacinação, a luta contra a pandemia continua. Com a chegada da última semana do verão europeu, e com o turismo, retomado até para brasileiros, passando por uma fase de crescimento no país, as autoridades pedem prudência. A Organização Mundial de Saúde (OMS) chegou a fazer um apelo, em junho, para “vigilância” na Europa contra um possível ressurgimento da pandemia no outono, que começa no próximo dia 21 de setembro.
Luciana Bianchi presenciou a intensa movimentação no aeroporto de Lisboa no último fim de semana, ao buscar familiares que chegaram do Brasil. “Fiquei impressionada com a quantidade de empresas de turismo esperando as pessoas para passear. Chegando bandos de pessoas de Barcelona, do Brasil, um monte de gente! Acho que vamos ter uma visão real do que nos espera daqui 15 dias, ou um mês, em função do número de viajantes desembarcando aqui e da não utilização da máscara”, afirma.
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Fonte: G1 Mundo

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Talibã no Afeganistão: as novas regras para estudantes mulheres anunciadas pelo grupo fundamentalista


Desde que o Talibã foi derrubado do poder em 2001, um enorme progresso foi feito na melhoria das matrículas na educação e nas taxas de alfabetização do Afeganistão, especialmente para meninas e mulheres. Agora, muitos temem que tudo isso se perca. Jornalista brasileira em Cabul conta sobre dia a dia do novo governo Talibã no Afeganistão
As universidades afegãs passarão a ser segregadas por gênero, e um novo código de vestimenta será adotado para as estudantes, segundo o Talibã, grupo fundamentalista islâmico que tomou o poder no Afeganistão após a saída de tropas americanas do país.
Estudantes pró-Talebã comparecem a comício na Shaheed Rabbani Education University, em Cabul, no sábado
Epa/Via BBC
O ministro do Ensino Superior, Abdul Baqi Haqqani, indicou que as mulheres teriam permissão para estudar, mas não próximas aos homens. Ele também anunciou uma revisão das disciplinas ministradas aos alunos.
O Talibã disse que não vai impedir que as mulheres recebam educação ou tenham empregos. Mas desde que assumiu o controle do Afeganistão, em 15 de agosto, o grupo determinou que todas as mulheres, exceto as do setor público de saúde, se afastassem do trabalho até que a “segurança do país” melhorasse.
O que esperar do futuro das mulheres no Afeganistão?
O anúncio de mudanças no ensino superior ocorre um dia depois de o Talibã hastear sua bandeira no palácio presidencial, sinalizando o início de sua administração. A nova política educacional remete ao período em que comandou o país, de 1996 a 2001, ano em que foi derrubado pelos EUA por ligações com o grupo responsável pelos atentados de 11 de Setembro.
Mulheres e meninas foram banidas de escolas e universidades sob o governo do Talibã. Depois da queda do grupo, as alunas não tinham que obedecer a um código de vestimenta e as universidades eram mistas, com homens e mulheres estudando lado a lado.
Para o novo ministro do Ensino Superior, Abdul Baqi Haqqani, não haverá problemas em acabar com o sistema de ensino misto porque “as pessoas são muçulmanas e vão aceitar isso”.
Retrocesso em curso
Desde que o Talibã foi derrubado do poder em 2001, um enorme progresso foi feito na melhoria das matrículas na educação e nas taxas de alfabetização do Afeganistão, especialmente para meninas e mulheres.
Durante ato pró-talibã, em frente à Universidade Shaheed Rabbani, em Cabul, mulheres seguram cartazes e faixas – “nós não queremos coeducação”, diz um deles.
Aamir Qureshi
Um relatório recente da Unesco, braço da Organização das Nações Unidas (ONU) para educação, apontou que o número de meninas na escola primária aumentou de quase zero para 2,5 milhões nos 17 anos seguintes à queda do Talibã.
O relatório também disse que a taxa de alfabetização feminina quase dobrou em uma década, para 30%.
Agora a situação pode piorar, segundo especialistas. Alguns deles afirmam que as novas regras de segregação excluirão as mulheres da educação porque as universidades não têm recursos para oferecer aulas separadas.
O ministro negou essa possibilidade e disse que há professoras suficientes. Nos lugares em que elas não estejam disponíveis, Haqqani afirmou que serão encontradas “alternativas”.
“Tudo depende da capacidade da universidade. Também podemos usar professores do sexo masculino para ensinar (as alunas) por trás de uma cortina ou usar tecnologia.”
Meninas e meninos também serão segregados nas escolas primárias e secundárias, o que já era comum em todo o Afeganistão.
As mulheres serão obrigadas a usar hijabs, mas Haqqani não especificou se coberturas faciais adicionais seriam novamente obrigatórias.
O novo ministro disse ainda que as disciplinas ministradas nas universidades serão revistas. Ele disse a repórteres que o Talibã deseja “criar um currículo islâmico razoável que esteja de acordo com nossos valores islâmicos, nacionais e históricos e, por outro lado, seja capaz de competir com outros países”.
O anúncio foi feito logo depois de uma manifestação de mulheres que apoiam as novas políticas de gênero do Talibã na Shaheed Rabbani Education University, em Cabul.
Centenas de mulheres, a maioria delas usando niqabs negros e portando pequenas bandeiras do Talibã, ouviram discursos que elogiaram o novo regime e atacaram os envolvidos em grandes manifestações em todo o país exigindo a proteção dos direitos das mulheres adquiridos quando o grupo fundamentalista islâmico estava fora do poder.
As mudanças em curso não se restringem ao setor educacional.
O novo governo do Talibã substituiu o Ministério dos Assuntos da Mulher pelo Ministério da Virtude.
O temido departamento foi responsável, até o início dos anos 2000, por enviar a polícia religiosa às ruas para fazer cumprir uma interpretação radical da lei Sharia (lei islâmica). Tornou-se conhecido, por exemplo, por bater em mulheres acusadas de se vestir indecentemente ou de sair de casa sem um tutor.
A iminência da retomada do poder pelo Afeganistão levou diversas mulheres proeminentes a fugirem do país antes de meados de agosto. A maior cantora pop do país, Aryana Sayeed, viajou em um avião de carga dos EUA e a famosa diretora de cinema Sahraa Karimi foi levada para a Ucrânia.
O time feminino de futebol do país, criado em 2007, também conseguiu escapar.
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Fonte: G1 Mundo

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Primárias de eleições para o Legislativo na Argentina mostram que frente de governistas deve perder para a oposição


As primárias indicam que a coalizão da oposição vencerá nas eleições para o Legislativo na maioria dos distritos. A frente governista perdeu até mesmo em seu principal reduto. Argentina: primárias decidem candidatos para eleições legislativas
O governo de Alberto Fernández sofreu uma derrota nas eleições primárias do domingo (12) e isso poderá implicar a perda do controle do Senado e uma diminuição da bancada governista na Câmara dos Deputados.
Na Argentina há eleições para renovar uma parte do Legislativo no meio do mandato do presidente –essa votação acontecerá no dia 14 de novembro.
A coalizão governista pode perder a maioria que possui atualmente no Senado. Na Câmara, o governo tem minoria e precisaria de 10 cadeiras a mais para conquistar a maioria.
O sistema eleitoral argentino obriga as frentes eleitorais a fazer uma votação primária –ou seja, os eleitores escolhem quem deve ser o candidato de cada partido. Como um eleitor só pode votar em um nome para um partido, essas primárias também refletem qual é a preferência que cada frente tem entre o eleitorado.
As duas principais coligações políticas da Argentina são Juntos, da oposição, e Frente de Todos, do governo. A Juntos, liderada pelo ex-presidente Mauricio Macri, venceu na maioria dos distritos do país.
Derrota na província de Buenos Aires
Maria Eugenia Vidal, ex-governadora da província de Buenos Aires, e Horácio Larreta, prefeito da cidade de Buenos Aires, em 12 de setembro de 2021
Raul Ferrari / Telam / AFP
O resultado foi ruim para o governo até mesmo em um de seus principais redutos, que são as cidades do entorno de Buenos Aires. Na província de mesmo nome (que não inclui a capital), com mais de 76% da apuração encaminhada, a Juntos teve 38,3% dos votos, contra 33,5% da Frente de Todos.
Na cidade de Buenos Aires, onde a direita é mais forte, os números são ainda mais duros para o governo. Com 96% das urnas apuradas, a Juntos registrava 48,27% dos votos, contra 24,62% da aliança de Fernández.
“É um cenário catastrófico para o governo, Com estes números, a perspectiva é que o triunfo opositor deve ser consolidado dentro de dois meses”, disse o cientista político Carlos Fara.
Reação de Fernández
“Todos escutamos o veredicto das pessoas com respeito e muita atenção”, declarou Fernández, ao lado dos principais dirigentes de seu partido, após o anúncio dos resultados.
“A partir de amanhã (segunda-feira) vamos trabalhar para que em novembro nos acompanhem porque seguimos convencidos que estamos diante de dois modelos de país, um que inclui a todos e outro que deixa muitos de lado”, disse.
Primárias marcadas pela pandemia
As primárias foram marcadas pela pandemia de Covid-19, que adiou as votações devido a medidas sanitárias.
Eleitores na cidade de Buenos Aires, em 12 de setembro de 2021
Alejandro Pagni / AFP
A pandemia causou mais de 113 mil mortes em 5,5 milhões de casos no país, com uma diminuição acentuada nas infecções nas últimas semanas, à medida que a vacinação avança. Mais de 63% dos 45 milhões de habitantes da Argentina receberam uma dose e 40% já foram totalmente imunizados.
Um total de 34 milhões de pessoas estavam registradas para votar. O índice de participação foi um pouco superior a 67%.
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Fonte: G1 Mundo