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Brasileira casada com afegão teme pela cunhada ativista: ‘Sentimento de desespero’

Casal mora em Portugal e diz que precisam de ajuda para tirar os parentes do Afeganistão. ‘Nunca vamos deixar de lutar e vamos tirar vocês deste inferno que se tornou o país’, diz Anne. VÍDEO: Brasileira casada com afegão chora ao relatar dificuldade para retirar parentes do marido do Afeganistão
A brasileira Anne Torres e afegão Nasir Ahmad Ahmadi, que atualmente moram em Portugal, estão correndo contra o tempo para tentar tirar a mãe e a irmã de Nasir do Afeganistão, após a tomada do poder pelo Talibã.
Em entrevista ao Bom Dia Brasil, Anne e Nasir descreveram a preocupação e a dificuldade para falar com as duas, principalmente porque a irmã, Lida Ahmad, é ativista pelo direito das mulheres no país (veja no vídeo acima). Já a mãe, Roshan Noori, tem dificuldades de locomoção.
“Minha cunhada, por ser uma ativista e por ter lutado pelo direito das mulheres, temos receio pela vida dela”, afirma Anne. “Conseguimos falar com elas às vezes por mensagem e depois conseguimos contato quatro dias depois. Ficamos com uma apreensão enorme: ‘E se acontecer alguma coisa? E se algum talibã invadiu a casa delas e as mataram?’.”
Nasir conta que a comunicação com as duas está “cada vez pior”. “Os talibãs às vezes desligam a conexão, às vezes desligam a eletricidade”.
“Elas estão escondidas dentro de casa. É um sentimento que eu quase não consigo descrever”, relata Anne. “Minhas sobrinhas não estão indo estudar nem as minhas cunhadas. Algumas ainda estavam na universidade e não estão indo mais. É um tolhimento muito grande da liberdade que já foi conquistada”.
Talibã no poder
Desde que voltou ao poder, no dia 15, o Talibã tenta convencer a população e a comunidade internacional que mudou e que seu novo governo será menos brutal do que o da primeira vez, entre 1996 e 2001.
Na época, o Talibã adotava uma visão extremamente rigorosa da lei islâmica (sharia) e impunha restrições sobretudo às mulheres, que eram impedidas de trabalhar e estudar.
As visões islâmicas ultraconservadoras incluíam apedrejamentos, amputações e execuções públicas e a proibição de músicas, filmes e até a televisão.
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Tentativa com o governo português
Anne diz que o casal está tentando levá-las para Portugal, mas reconhece a dificuldade. “Não há nada que possamos fazer para ajudar que não seja realmente implorar para o governo português”.
“Agora a nossa única saída é com que algum país se solidarize, quaisquer dessas potências”, diz a brasileira. “Nos ajudem, pelo amor de deus, a retirar essas duas pessoas de lá”.
“O sentimento agora é realmente de desespero e de corrida contra o tempo”, diz Anne, antes de se emocionar. “Se eu pudesse dizer alguma coisa para elas eu acho que a mensagem que eu passaria é justamente que estamos lutando”.
“Não vamos desistir nunca. E, mesmo que agora essa nossa tentativa não se concretize, nunca vamos deixar de lutar e vamos tirar vocês desde inferno que se tornou o Afeganistão, afirma a brasileira ao lado do marido.
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Fonte: G1 Mundo

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Estado Islâmico-Khorasan: conheça o grupo extremista rival do Talibã que espalha terror no Afeganistão


Braço afegão do Estado Islâmico já atacou casamento e é acusado de mandar homens para fazer carnificina em maternidade de Cabul. Fonte americana diz acreditar que grupo tenha sido autor do ataque perto do aeroporto da capital nesta quinta (26). Mais fraco que o Talibã, trata seus rivais extremistas como infiéis por terem abandonado a jihad ao negociar com os Estados Unidos. Uma sandália é vista no local de um atentado suicida a bomba em frente à Universidade de Cabul, no Afeganistão, em 2018. Pelo menos 26 pessoas morreram e 18 ficaram feridas, a maioria adolescentes. O Estado Islâmico reivindicou responsabilidade pelo ataque
Shah Marai/AFP
Enquanto afegãos desesperados tentavam embarcar em um voo para sair do Afeganistão e fugir dos talibãs, surgiram alertas para outra ameaça: o grupo Estado Islâmico (EI).
O presidente americano, Joe Biden, afirmou que existia um “risco agudo e crescente” de ataque no aeroporto por parte do braço regional do grupo, denominado Estado Islâmico-Khorasan (EI-K).
Nesta quinta-feira (26) veio a explosão, deixando um número ainda desconhecido de mortos. O Estado Islâmico automaticamente virou suspeito da ação, mas até a última atualização desta reportagem não havia reivindicado a ação.
Uma autoridade dos EUA disse à agência AP que “definitivamente acredita” ter sido executada pelo EI.
Estados Unidos, Reino Unido e Austrália já haviam pedido a seus cidadãos que evitem o aeroporto e procurem zonas seguras.
Antes do ataque, ao ser consultado diretamente sobre a ameaça, um porta-voz talibã reconheceu o risco de “incômodos” que provoquem problemas na já caótica situação. Ele atribuiu o quadro atual à retirada liderada pelos Estados Unidos.
Veja abaixo perguntas e respostas sobre este outro grupo extremista, com informações da agência AFP:
O que é o Estado Islâmico-Khorasan?
Meses depois de o EI declarar um califado no Iraque e na Síria, em 2014, combatentes que saíram do talibã paquistanês se uniram aos militantes no Afeganistão para formar um braço regional. Juraram lealdade ao líder do EI, Abu Bakr al Baghdadi.
O grupo foi reconhecido formalmente pelo comando central do EI no ano seguinte à sua instalação no nordeste do Afeganistão, nas províncias de Kunar, de Nangarhar e do Nuristão.
Também estabeleceu células em outras áreas do Paquistão e do Afeganistão, incluindo Cabul, segundo monitores da ONU.
As últimas estimativas de sua força variam de milhares de combatentes ativos até 500, conforme relatório do Conselho de Segurança da ONU divulgado em julho passado.
“Khorasan” é um nome histórico da região que inclui partes de onde ficam atualmente Paquistão, Irã, Afeganistão e Ásia Central.
Que tipo de ataques o EI executa?
O EI-K reivindicou alguns dos ataques mais violentos dos últimos anos no Afeganistão e no Paquistão.
O grupo massacrou civis nos dois países em mesquitas, santuários, praças e até hospitais, além de ter executado ataques contra muçulmanos de alas que considera hereges – em particular os xiitas.
Em agosto de 2019, o EI-K reivindicou a autoria de um atentado contra os xiitas durante um casamento em Cabul que deixou 91 mortos.
As autoridades suspeitam que o grupo foi o responsável por um ataque, em maio de 2020, que chocou o mundo. Homens armados abriram fogo na maternidade de um bairro de maioria xiita de Cabul. Nele, 25 pessoas morreram, entre elas 16 mães e recém-nascidos.
Nas províncias em que está presente, o EI-K deixou marcas profundas. Seus homens mataram a tiros, decapitaram, torturaram e aterrorizaram os moradores, deixando minas por todos os lados.
Além dos bombardeios e massacres, o EI-Khorasan não conseguiu controlar nenhum território na região e sofreu grandes perdas nas operações militares talibãs e americanas.
Qual a relação do EI-Khorasan com os talibãs?
Embora os dois grupos sejam militantes islâmicos sunitas de linha dura, também são rivais e divergem em temas de religião e estratégia. Cada um diz representar a verdadeira bandeira da Jihad.
As divergências provocaram confrontos sangrentos, dos quais os talibãs geralmente saíram vitoriosos desde 2019, quando o EI-Khorasan foi incapaz de controlar um território como fez seu grupo parente no Oriente Médio.
Em um sinal de inimizade entre os grupos jihadistas, os comunicados do EI se referem aos talibãs como apóstatas.
Como o EI encarou a vitória talibã no Afeganistão?
Nada bem. O Estado Islâmico critica o acordo assinado no ano passado entre Washington e o Talibã, que levou a um pacto para a retirada das tropas estrangeiras. O grupo acusa os talibãs de abandonarem a causa jihadista.
Após a rápida tomada do Afeganistão pelos talibãs, vários grupos jihadistas no mundo felicitaram o grupo, mas não o EI.
Um comentário do EI publicado após a queda de Cabul acusou os talibãs de traírem os jihadistas com o acordo com Washington e prometeu continuar sua luta, de acordo com o SITE Intelligence Group, que monitora as comunicações dos grupos extremista.
Por que o aeroporto de Cabul é alvo?
Autoridades dos Estados Unidos e de outros países ocidentais já vinham alertando que o aeroporto de Cabul, com milhares de soldados americanos cercados por uma multidão de afegão desesperados, estava sob ameaça do EI-Khorasan.
Nenhum país anunciou detalhes específicos da ameaça.
“ISIS-K é um inimigo dos talibãs, e eles têm um histórico de lutar um contra o outro”, disse Biden no domingo (22). “Todos os dias que temos soldados no local, estes soldados e civis inocentes no aeroporto enfrentam o risco de um ataque do ISIS-K “, acrescentou.

Fonte: G1 Mundo

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Explosões no aeroporto de Cabul, no Afeganistão; FOTOS


Pentágono confirma ‘várias vítimas’, sem dizer nem quantas se são mortos ou feridos. Mais cedo, EUA, Reino Unido e Austrália alertaram para risco ‘iminente’ de atentado terrorista no local. Fumaça sobe da explosão do lado de fora do aeroporto de Cabul, Afeganistão, nesta quinta-feira (26)
Wali Sabawoon/AP
Equipe médica e hospitalar trazem um homem ferido em uma maca para tratamento após duas explosões no aeroporto de Cabul, nesta quinta (26)
Wakil Kohsar/AFP
Médicos e funcionários de hospital atendem homem ferido em duas explosões do lado de fora do aeroporto de Cabul, no Afeganistão
Wakil Kohsar/AFP
Feridos chegam ao hospital de Cabul, no Afeganistão
Asvaka News/via Reuters

Fonte: G1 Mundo

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VÍDEOS: EXPLOSÕES NO AEROPORTO DE CABUL

Fonte: G1 Mundo

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Explosão e tiros são ouvidos do lado de fora do aeroporto de Cabul

Não há informações de vítimas nem se foi um atentado terrorista. Mais cedo, EUA, Reino Unido e Austrália alertaram para um risco ‘iminente’ de atentado no local, a única saída do Afeganistão. Uma explosão e tiros foram ouvidos do lado de fora do aeroporto de Cabul, capital do Afeganistão nesta quinta-feira (26). Não há informações de vítimas nem se foi um atentado terrorista.
Mais cedo, Estados Unidos, Reino Unido e Austrália alertaram para o risco de um atentado “iminente” no local e pediram a seus cidadãos que abandonassem imediatamente a área do aeroporto devido a uma ameaça terrorista.
O porta-voz do Pentágono confirmou a explosão, mas não deu mais detalhes sobre o que ocorreu. “Podemos confirmar uma explosão fora do aeroporto de Cabul. As vítimas não estão claras neste momento”, afirmou John Kirby. “Forneceremos detalhes adicionais quando pudermos”.
O aeroporto internacional Hamid Karzai é atualmente a única saída do Afeganistão. Os EUA e as forças aliadas têm até terça-feira (31) para deixar o país — data que foi anunciada pelo presidente americano, Joe Biden, no começo de julho.
“As informações obtidas ao longo da semana são cada vez mais sérias e fazem referência a uma ameaça iminente e grave”, afirmou mais cedo o secretário de Estado britânico das Forças Armadas, James Heappey. “É uma ameaça muito séria, muito iminente”.
Entre as ameaças estavam um possível ataque do Estado Islâmico.
Esta reportagem está em atualização.

Fonte: G1 Mundo

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‘Big techs’ prometem investimento bilionário em segurança digital após reunião com Biden


Google, Microsoft, Apple, Amazon e IBM se comprometeram com ações voltadas para cibersegurança. Presidente dos Estados Unidos disse que o ‘governo não poderia enfrentar esse desafio sozinho’. Presidente dos Estados Unidos Joe Biden fala durante uma reunião sobre cibersegurança em 25 de agosto de 2021, em Washington
AP Photo/Evan Vucci
Algumas das principais empresas de tecnologia dos Estados Unidos se comprometeram a investir bilhões de dólares em segurança digital e treinamento de trabalhadores após uma reunião entre seus executivos e o presidente Joe Biden na última quarta-feira (25).
O encontro aconteceu em meio a uma escalada de ataques cibernéticos sofridas por companhias e entidades governamentais nos EUA.
A reunião incluiu quatro presidentes-executivos de gigantes de tecnologia: Sundar Pichai (Google), Tim Cook (Apple), Andy Jassy (Amazon), Satya Nadella (Microsoft) e Arvind Krishna (IBM).
Após a reunião, o Google anunciou que se comprometeu a investir US$ 10 bilhões em segurança cibernética nos próximos cinco anos. Os valores serão destinados para o treinamento de cidadãos, projetos abertos de segurança, entre outros.
A Microsoft disse que investiria US$ 20 bilhões em cibersegurança nos próximos cinco anos e disponibilizaria US$ 150 milhões em serviços técnicos para ajudar os governos locais a atualizar seus sistemas de segurança e o treinamento de pessoal.
A IBM planeja treinar 150 mil pessoas durante três anos, enquanto a Apple disse que desenvolveria um novo programa para ajudar a fortalecer a cibersegurança na cadeia de fornecimento de tecnologia.
Já a Amazon disse que ofereceria ao público o mesmo treinamento de conscientização de segurança que dá aos seus funcionários.
Além das “big techs”, a Casa Branca recebeu executivos de grupos empresariais, bancos, seguradoras, organizações ligadas à educação e prestadoras de serviços essenciais, como água, gás e energia elétrica.
Tim Cook, presidente-executivo da Apple
Reuters/Leah Millis
Nos últimos meses, várias empresas sofreram ataques que levaram à paralisação momentânea de suas operações. Algumas delas relataram ter sido vítimas de ransomware, um tipo de vírus que impede o acesso às informações em um sistema e exige o pagamento de uma espécie de resgate.
Ransomware: entenda como o vírus é usado em extorsões e saiba como se proteger
Entre elas, está a Colonial Pipeline, uma operadora americana de oleodutos, e a JBS, maior empresa de processamento de carnes do mundo.
No fim de 2020, os Estados Unidos sofreram um grande ataque, que afetou os servidores de correio eletrônico da Microsoft e o programa Orion, da empresa SolarWinds. Este último é usado para administrar e monitorar as redes de computadores de grandes empresas e do governo.
Para o governo, este ataque expôs a relevância da segurança de 16 “infraestruturas-chave” de setores como energia, defesa, produção industrial e alimentação.
Alguns analistas pediram sanções firmes contra a Rússia e outros países, de onde estes hackers estariam operando. Outros especialistas defendem uma melhor regulação das criptomoedas, exigidas pelos hackers como resgate para restabelecer os serviços atacados.
Na reunião, Biden apontou para o encontro que teve com o presidente russo Vladimir Putin em junho, quando disse que esperava que a Rússia tomasse medidas para controlar os grupos de ransomware.
VÍDEO: Ransomware – entenda como vírus é usado em extorsões

Fonte: G1 Mundo

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‘Meu marido se recusou a me dar o divórcio por nove anos’


Na lei do judaismo ortodoxo, o marido precisa dar um documento à esposa que autorize o casamento terminar. Rifka Meyer finalmente obteve divórcio religioso no ano passado
BBC
Rifka Meyer tinha 32 anos quando se casou. Dois anos e meio depois, ela se tornou o que é conhecido entre judeus ortodoxos como uma “esposa acorrentada”.
Estava presa a um casamento religioso com homem que se recusava a dar a ela o divórcio.
Veja abaixo uma reportagem do Fantástico de 2020 sobre divórcios durante a pandemia.
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“Você se sente desesperada e muito sozinha”, disse ela ao programa Newsnight, da BBC. “Você se sente como se estivesse gritando sem ser ouvida.”
Levaria quase 10 anos para que Meyer obtivesse o divórcio religioso.
Mas mais de 100 mulheres da comunidade judaica Charedi continuam presas a casamentos religiosos no Reino Unido, segundo o deputado Jonathan Mendelsohn, que integra uma comissão parlamentar formada para ajudá-las.
“O que me chocou é que eu estou sendo contatado diretamente por várias pessoas desde que levantei essa questão”, diz ele. “Dezenas de casos, incluindo várias membros da comunidade judaica em que eu vivo.”
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Lei judaica exige autorização para divórcio
Sob a lei do judaismo ortodoxo, o marido precisa dar à esposa um documento chamado get, que autorize o divórcio.
Sem isso, para os membros da comunidade, ela permanece casada mesmo sendo divorciada legalmente.
As mulheres presas a esses casamentos religiosos são conhecidas como agunot ou “esposas acorrentadas”.
Meyer diz que, sem o get, não poderia ter outro parceiro. “Você está presa. Eu não poderia pensar em encontrar outra pessoa, namorar ou seguir em frente com a minha vida.”
“Não tem comunicação ou apoio para te ajudar nesse processo. Você se sente desesperada e muito sozinha. É uma jornada muito solitária.”
Meyer, que mora em Londres, finalmente recebeu o documento do marido no ano passado. Agora ela gerencia uma ONG chamada Gett Out, para ajudar outras mulheres na mesma situação.
O que acontece se o divórcio é recusado pelo marido?
Uma emenda à legislação sobre violência doméstica do Reino Unido agora prevê que a recusa a conceder o divórcio religioso seja considerada uma forma de abuso doméstico.
Ou seja, não dar o get, agora é enquadrado como comportamento coercitivo e controlador, e o homem pode ser processado e até preso, se for condenado.
A expectativa é que as mulheres tenham mais poder para denunciar seus ex-maridos se eles não estiverem aceitando dar o divórcio religioso.
Eli Spitzer, um professor que integra a comunidade ortodoxa em Londres, diz que alguns rabinos acreditam que mulheres que procurarem ajuda na legislação terão iniciado ‘processo irreversível’
BBC
Mas a Federação de Sinagogas, um grupo que representa judeus ortodoxos, diz que qualquer documento de divórcio “concedido sob pressão, seja devido a ameaças físicas, econômicas ou de prisão, é absolutamente inválido” sob a lei judaica.
“O casal continuará casado, apesar da concessão do documento”, diz a carta.
A federação acrescentou que qualquer mulher que use as proteções da legislação sobre violência doméstica terá “atado as mãos” da Corte Judaica, já que “claramente, nessa situação, o marido estará agindo sob pressão.”
Eli Spitzer, um professor que integra a comunidade ortodoxa em Londres, diz que alguns rabinos acreditam que mulheres que procurarem ajuda na legislação “terão iniciado um processo irreversível”.
“O marido não estará mais em posição de dar o divórcio à esposa por vontade própria, porque ele estará em risco de ser processado. Portanto, os rabinos estão dizendo que isso prejudica a essência de um divórcio judaico, que precisa ser dado por livre e espontânea vontade”, diz ele.
Mas Mendelson, que é judeu também, acredita que não há conflito entre as legislações religiosa e não religiosa, e questiona as intenções dos rabinos que dizem que há.
“Eles escolheram criar um conflito onde não existe. Não sei o motivo disso, mas suspeito que seja porque sintam que estão perdendo o controle de parte do processo”, diz.
“Mas em qualquer situação onde uma minoria religiosa existe numa democracia, você precisa equilibrar as coisas. Acho que eles têm que entender a situação e perceber que esse é o Reino Unido, o Reino Unido em 2021.”
Alguns judeus ortodoxos disseram ao Newsnight que eles acreditam que o Torah (lei judaica) não pretendia permitir que mulheres ficassem presas a casamentos infelizes. Mas há receios na comunidade ortodoxa de que o secularismo esteja atropelando a religião, apagando tradições centenárias e uma lei praticada por milhões.
Meyer diz que, apesar de a legislação contra violência doméstica do Reino Unido ajudar as mulheres, é preciso “trabalhar em conjunto com os rabinos também”.
“As mulheres se sentem desesperadas e farão de tudo para conseguir o get”, diz ela. “É uma vida inteira dessas mulheres presas num casamento que morreu.”
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Fonte: G1 Mundo

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Japão suspende aplicação de 1,6 milhão de doses da vacina da Moderna por ter encontrado impurezas em frascos


Moderna afirma que problema deve ter acontecido na linha de envasamento na Espanha. Japão passa por uma onda de contágios de coronavírus. Imagem de um homem sendo vacinado em Tóquio, no Japão, em 25 de agosto de 2021
Rodrigo Reyes Marin/Reuters
O Japão anunciou nesta quinta-feira (26) que suspendeu a aplicação de 1,63 milhão de doses da vacina da Moderna porque há uma semana o distribuidor do imunizante no país recebeu um relatório sobre contaminação em alguns frascos.
A vacina da Moderna não é usada na campanha de vacinação no Brasil.
O governo do Japão e a Moderna afirmaram que nenhum problema de eficácia foi identificado e que a suspensão é uma precaução.
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No entanto, a suspensão do uso desse lote fez com que muitas empresas que estavam vacinando seus funcionários interrompessem os seus programas de imunização nesta quinta-feira.
Em um comunicado, a Moderna disse que foi notificada de casos de que frascos foram encontrados com impurezas. A companhia disse que vai reter o lote em questão e outros dois.
“A empresa está investigando os relatórios e está comprometida a trabalhar com seus parceiros e os reguladores para dar uma resposta”, disse a empresa.
A empresa distribuidora que encontrou as impurezas chama-se Takeda.
Ela identificou o problema há dez dias —houve demora para suspender oficialmente o lote de 1,63 milhão de vacinas porque a empresa precisava levantar a informação de quantos frascos tinham impurezas e em quais pontos de distribuição eles estavam.
A Moderna afirmou que a contaminação pode ter sido um problema na linha de produção em seu local de produção, na Espanha.
Um porta-voz da empresa disse que a o lote afetado e os outros dois que também foram suspensos foi distribuídos apenas no Japão.
A empresa espanhola Rovi, que engarrafa as vacinas da Moderna para todos os mercados com exceção dos Estados Unidos, disse que está investigando a possível contaminação.
A Moderna estava enfrentando problemas de atrasos no último mês. Uma outra farmacêutica, a Johnson, suspendeu uma fábrica terceirizada nos Estados Unidos onde houve contaminação da linha de produção.
Covid-19 no Japão
Por causa da variante delta, o Japão enfrenta um dos piores momentos da pandemia. Neste mês, o número diário de novas infecções passou de 25 mil pela primeira vez. Cerca de 54% da população recebeu ao menos uma dose, e 43% estão plenamente vacinados.
O primeiro-ministro do país, Yoshihide Suga, disse que o plano de vacinação do Japão será pouco afetado pelo problema.
Na quarta-feira (25), ele havia dito que 60% dos japoneses estariam plenamente vacinados até o fim de setembro, e que o país terá doses suficientes para uma eventual terceira dose.
O governo foi criticado pela demora na campanha de vacinação no começo deste ano.
A taxa de aprovação de Suga está abaixo dos 30%. Ele enfrenta dificuldades para manter a liderança política de seu partido.
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Fonte: G1 Mundo

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Bebe afegã que nasceu em avião americano se chamará ‘Reach’, codinome da aeronave


Mãe de Reach começou a sentir contrações e ter complicações durante o voo, o que obrigou o piloto a fazer manobra para salvá-la. Outras 2 crianças nasceram horas depois da fuga de Cabul. Afegã é levada para unidade de saúde após ter filha dentro de avião
Reprodução
A bebê afegã que nasceu a bordo de um avião militar dos Estados Unidos, depois de fugir do Afeganistão, foi batizada de Reach, em homenagem ao codinome da aeronave.
A revelação foi feita pelo comandante das forças americanas na Europa, general Tod Wolters, nesta quarta-feira (25).
“Como piloto da Força Aérea dos Estados Unidos, meu sonho é ver essa garotinha chamada Reach crescer como uma cidadã americana e voar em jatos de combate da nossa Força Aérea”, afirmou Wolters.
A mãe de Reach estava grávida e começou a sentir contrações durante o voo entre uma base aérea no Catar e outra na Alemanha. Ela entrou em trabalho de parto e começou a ter complicações.
O piloto então decidiu voar mais baixo para aumentar a pressão do ar na aeronave. A manobra deu certo e ajudou a estabilizar o estado de saúde da mãe (veja no vídeo abaixo).
VÍDEO: Afegã dá à luz em avião militar dos EUA
Logo após o pouso em Ramstein, militares americanos realizaram o parto dentro avião, antes da mulher ser transportada com seu bebê para um hospital próximo.
Outras duas crianças nasceram horas depois do voo, ainda na base americana em Ramstein, na Alemanha.
Cada aeronave militar americana possui um codinome para se comunicar com as outras ou as torres de controle. ‘Reach’ é usado para os aviões de carga C-17, e o usado na evacuação é o Reach 828.
“A chamaram de Reach porque era o codinome do C-17”, explicou Wolters.
O general disse que cerca de 100 pessoas, das 7 mil evacuadas de Cabul através de bases americanas na Europa, receberam ajuda médica (seja por sintomas de Covid-19 ou por outros motivos médicos).
Vinte e cinco precisaram ser internadas em um hospital local e 12 já tiveram alta.
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Fonte: G1 Mundo

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Rússia registra recorde de mortes por Covid-19 em 24 horas


Oficialmente, há 179 mil mortos por Covid-19 no país, mas esse número inclui apenas aqueles que passaram por uma autópsia que determinou que a principal causa de morte foi o coronavírus. Homem em estação de metrô em Moscou, em 20 de agosto de 2021
Kirill Kudryavtsev / AFP
A Rússia registrou nesta quinta-feira (26) 820 mortes por Covid-19, o maior balanço diário no país desde o início da pandemia, segundo os números oficiais do governo.
A piora da situação aconteceu por uma soma de fatores: a variante delta, a rejeição à vacina no país e a ausência de restrições ao movimento.
No fim de 2020, a Rússia refez o balanço das vítimas de Covid-19. Veja abaixo um vídeo da época.
Rússia recalcula número de mortos pela Covid
De acordo com os dados do governo, a Rússia contabiliza mais de 179 mil mortes por coronavírus.
O número real pode ser maior, pois o balanço oficial leva em consideração apenas os falecidos submetidos a uma autópsia que determinou que o coronavírus é a principal causa da morte.
A agência russa de estatísticas Rosstat calculou que as mortes por Covid-19 no país superavam 300 mil no fim de junho de 2021.
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Fonte: G1 Mundo