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‘Comi insetos para sobreviver’: como Madagascar virou exemplo de fome e seca causadas por mudanças climáticas


O país está à beira de enfrentar a primeira ‘fome das mudanças climáticas’ do mundo, afirma a ONU. A produção foi perdida e agora as pessoas dependem de insetos e folhas de cacto para comer
Tsiory Andriantsoarana/WFP/Via BBC
Madagascar está à beira de sofrer a primeira “fome causada pelas mudanças climáticas” do mundo.
Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), dezenas de milhares de pessoas já estão sofrendo níveis “catastróficos” de fome e insegurança alimentar após quatro anos sem chuva.
Mudanças climáticas provocadas pelo homem são irreversíveis e sem precedentes, diz relatório da ONU
A pior seca em quatro décadas devastou comunidades agrícolas isoladas no sul do país, onde as famílias recorrem a insetos para sobreviver.
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“São condições de penúria causadas pelo clima e não por conflitos”, afirma Shelley Thakral, do Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas.
A ONU estima que 30 mil pessoas estejam atualmente sofrendo o nível cinco de insegurança alimentar – o mais alto reconhecido internacionalmente – e há o temor de que o número de afetados possa aumentar muito quando Madagascar entrar no tradicional “período de escassez” antes da colheita.
Secas sucessivas secaram completamente o solo no sul do país.
Ocha/Reuters/Via BBC

“Isso não tem precedentes. Essas pessoas não fizeram nada para contribuir com as mudanças climáticas. Eles não queimam combustíveis fósseis… e, ainda assim, estão sofrendo as consequências das mudanças climáticas”, afirma Thakral.
Na aldeia remota de Fandiova, no distrito de Amboasary, algumas famílias mostraram recentemente a uma equipe visitante do PMA os gafanhotos que estavam comendo.
“Eu limpo os insetos o máximo que posso, mas quase não temos água”, conta Tamaria, mãe de quatro filhos, que não tem sobrenome.
Pelo menos meio milhão de crianças com menos de cinco anos de idade enfrentam risco de desnutrição aguda, segundo a ONU
Tsiory Andriantsoarana/WFP/Via BBC
“Eu e meus filhos estamos comendo isso todos os dias há oito meses, porque não temos mais nada para comer, nem temos chuva para poder colher o que plantamos”, agrega ela.
“Hoje não temos nada para comer, a não ser folhas de cacto”, afirma Bole, mãe de três filhos, sentada sobre a terra seca.
Ela conta que seu marido morreu de fome recentemente, deixando-a com mais duas crianças para alimentar. Um vizinho deles também morreu de fome.
“O que posso dizer? A nossa vida se resume a procurar folhas de cacto, repetidamente, para sobreviver.”
Como melhorar a gestão da água
Embora Madagascar sofra secas frequentes e muitas vezes seja afetado pela mudança de padrões climáticos causada pelo fenômeno El Niño, os especialistas acreditam que as mudanças climáticas possam estar ligadas diretamente à crise atual.
“No último relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), observamos que a aridez em Madagascar aumentou. E isso deve se intensificar se as mudanças climáticas continuarem.”
“Podemos ver isso de várias formas como um argumento muito forte para que as pessoas mudem de atitude”, afirma o Dr. Rondro Barimalala, cientista malgaxe da Universidade da Cidade do Cabo, na África do Sul.
Observando os mesmos dados atmosféricos na Universidade da Califórnia em Santa Bárbara, o diretor do Centro de Riscos Climáticos, Chris Funk, confirmou a relação com o “aquecimento da atmosfera” e afirma que as autoridades de Madagascar necessitaram trabalhar para melhorar a gestão da água.
“Achamos que há muito que pode ser feito a curto prazo. Muitas vezes podemos prever quando vão ocorrer chuvas acima do normal e os agricultores podem usar essas informações para aumentar sua produção. Nós não somos impotentes frente às mudanças climáticas”, afirma ele.
O impacto da seca atual também está sendo sentido em cidades maiores do sul de Madagascar, com muitas crianças forçadas a pedir esmolas nas ruas para conseguir comida.
“Os preços no mercado estão subindo – três ou quatro vezes. As pessoas estão vendendo suas terras para conseguir dinheiro para comprar comida”, agrega Tsina Endor, que trabalha para uma organização beneficente, Seed, em Tolanaro.
Seu colega, Lomba Hasoavana, afirma que ele e muitos outros foram levados para dormir nos seus campos de mandioca para tentar proteger sua produção de pessoas desesperadas por alimentos, mas isso se tornou muito perigoso.
“Você poderá correr risco de vida. Acho muito, muito difícil porque todo dia preciso pensar em alimentar a mim mesmo e à minha família”, afirma ele.
“Tudo o que é relacionado ao tempo agora é tão imprevisível. É realmente uma dúvida enorme – o que acontecerá amanhã?”, indaga.
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Fonte: G1 Mundo

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A poucos dias do fim do prazo para sair do Afeganistão, países correm para tirar cidadãos que ainda estão em Cabul


Processo de retirada agora ocorre após um atentado que deixou mais de 85 mortos em Cabul. VÍDEO: Pessoas em vala tentam embarcar em um dos aviões que saem de Cabul, no Afeganistão
Os militares das forças de coalizão lideradas pelos Estados Unidos correm para completar a retirada de pessoas do Afeganistão antes de 31 de agosto, a data limite que foi acertada no acordo com o Talibã.
Esse processo ocorre durante uma piora das condições de segurança —na quinta-feira houve um ataque terrorista com ao menos duas explosões do lado de fora do aeroporto de Cabul. Mais de 80 pessoas morreram, incluindo 13 militares americanos.
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Estados Unidos e Canadá
Os militares dos EUA continuarão a retirar pessoas de Cabul até o dia 31 de agosto. Nos últimos dias, a prioridade será dos soldados e do equipamento, de acordo com as Forças Armadas. Até o momento, foram retirados 4.500 cidadãos americanos e suas famílias, de acordo com o secretário de Estado, Antony Blinken. Outros 1.500 que trabalhavam para o governo dos EUA ou Afeganistão foram instruídos sobre como deixar o país.
Passa de 80 o número de mortos nos atentados de Cabul
As operações do Canadá terminaram na quinta-feira. Um total de 3.700 pessoas, canadenses e afegãos, foram retiradas.
Reino Unido e Irlanda
As forças do Reino Unido já estão nos estágios finais do processo de retirada de Cabul e fechamento de seus escritórios e espaços de trabalho, afirmou o ministério de Defesa do país.
Agora o foco é retirar os cidadãos britânicos e os outros que já foram autorizados a sair e que já estão no aeroporto, segundo o Ministério. Além dessas pessoas que estão prestes a deixar o país, ninguém mais será chamado.
Mais de 13,7 mil pessoas, entre britânicos e afegãos, foram retirados do Afeganistão pelas forças do Reino Unido. Essa foi a segunda maior operação como essa desde 1949, quando os britânicos tiraram pessoas de Berlim.
Foram 36 cidadãos irlandeses que deixaram o Afeganistão. Há outros 60 que ainda estão no país e pediram ajuda, além de 15 afegãos com status de residência na Irlanda. O número é maior do que o governo da Irlanda estimou inicialmente.

Foto de satélite mostra as filas de pessoas aguardando embarque no aeroporto internacional de Cabul em 23 de agosto de 2021
Maxar Technologies/AP
Alemanha e Áustria
Os voos de retirada de pessoas feitos pela Alemanha terminaram na quinta-feira (26). Os militares alemães tiraram 5.347 pessoas —a maioria delas, mais de 4.100, são afegãs.
A Alemanha chegou a dizer que tinha identificado 10 mil pessoas que precisavam sair do Afeganistão. Nesse balanço estavam ativistas de direitos humanos, jornalistas e os funcionários locais que trabalhavam para os alemães.
Cerca de 300 alemães vão continuar no Afeganistão, disse um porta-voz do MInistério de Relações Exteriores da Alemanha.
A Áustria não chegou a comandar voos e precisou da ajuda da Alemanha. Até o momento, 89 cidadãos austríacos ou com status de residentes foram retirados. Ainda há mais de 20 que continuam no Afeganistão.
Crianças evacuadas aguardam o próximo voo no Aeroporto Internacional Hamid Karzai, Cabul, Afeganistão, em 19 de agosto de 2021
Mark Andries/Us Marine Corps/AFP
Polônia e Hungria
A Polônia retirou cerca de 900 pessoas do Afeganistão. A Hungria terminou sua operação depois que 540 conseguiram voos para sair de Cabul.
França, Suíça, Itália e Espanha
O Ministério de Defesa da França afirmou que mais de 100 franceses e 2.500 afegão chegaram à França vindos de Cabul.
A Itália informou que retirou quase 5.000 afegãos do Afeganistão.
A Suíça precisou contar com a Alemanha e com os EUA para ajudar a retirar 292 pessoas do Afeganistão. Ainda há 15 suíços, mas não há planos para novas operações de retirada.
A Espanha também terminou suas operações. Nesta sexta-feira, dois aviões militares levaram mais de 80 espanhóis de Cabul para Dubai. No voo havia ainda quatro portugueses e 83 afegãos.
No total, a Espanha retirou quase 2.000 afegãos que trabalharam com governos de países ocidentais no Afeganistão.
Suécia e Dinamarca
A Suécia também terminou suas operações em Cabul. No total, levou 1.100 pessoas. Entre elas estão todos os funcionários que trabalhavam na embaixada e seus familiares.
O último voo da Dinamarca saindo de Cabul foi na quarta-feira. O avião levou os últimos diplomatas e militares que ainda estavam no Afeganistão. No total, cerca de 1.000 pessoas vinculadas aos dinamarqueses deixaram o Afeganistão.
Bélgica e Holanda
A Bélgica levou 1.400 pessoas. O último voo foi para Islamabad, a capital do Paquistão, na quarta-feira.
O governo holandês disse que tirou 2.500 afegãos do país. O embaixador da Holanda em Cabul deixou o Afeganistão no último voo, na quinta-feira.
Turquia
Cerca de mil turcos deixaram o Afeganistão. Além deles, a Turquia ajudou a retirar outras 400 pessoas.
Catar e Emirados Árabes
Mais de 40 mil pessoas deixaram o Afeganistão e foram para Doha, no Catar. As operações continuarão pelos próximos dias.
Os Emirados Árabes ajudaram a retirar 36.500 pessoas até o momento. Dessas, 8.500 foram recebidas no país.
Índia
Foram retirados cerca de 565 pessoas do Afeganistão, a maioria deles é de funcionários da embaixada. Também foram retirados afegãos hindus e sikhs.
Austrália e Nova Zelândia
Cerca de 4.100 pessoas foram retiradas —a maioria, 3.200, de afegãos. As operações da Austrália terminaram.
A Nova Zelândia fez três voos de Cabul, o último deles saiu na quinta-feira, antes do ataque.
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Fonte: G1 Mundo

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‘Estamos contratando presos e não é suficiente’: por que Reino Unido tem milhares de vagas de emprego que não consegue preencher


Reino Unido vive crise de desabastecimento devido à falta de funcionários para preencher vagas em áreas importantes, como no setor de transportes e processamento de carnes. O McDonald’s disse que vai parar de vender milkshakes em algumas unidades do Reino Unido devido a problemas de abastecimento
Getty Images via BBC
Nesta semana, a rede de fast food McDonald’s fez um anúncio categórico no Reino Unido: ficou sem recursos para produzir milkshake em 1.250 unidades em todo o país.
Mas esta notícia é apenas um sintoma de um problema maior: a crise na cadeia de suprimentos do Reino Unido.
Estima-se que só o setor de transportes precise preencher cerca de 100 mil vagas para atender à demanda que existe no país. E foi alertado que se o governo não fizer algo a respeito, pode haver desabastecimento na maioria dos supermercados.
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Não se trata apenas do setor de transportes: a Associação Britânica de Produtores Independentes de Carne afirmou nesta semana que pediu ao Ministério da Justiça para ampliar a cota de presos com autorização para serem contratados em tarefas de processamento de carne para atender sua demanda.
Eles argumentam que têm cerca de 14 mil vagas que não conseguem preencher.
“A indústria tem dificuldade em encontrar pessoas para preencher essas vagas. Vários de nossos associados contrataram prisioneiros com permissões especiais, mas não são suficientes”, declarou Tony Goodger, da associação, ao jornal britânico The Guardian.
“E o Ministério nos disse que eles tinham muita demanda, e que já havíamos atingido nossa cota de presos que poderíamos contratar”, acrescenta.
Mas quais são as razões desta crise?
Uma tempestade perfeita causada pelo Brexit, a saída do Reino Unido da União Europeia, e a pandemia de Covid-19 pode ser parte da resposta.
Brexit e Covid-19
Para entender o problema, podemos concentrar nossa atenção no setor mais afetado: o de transportes.
No início de agosto, a Road Haulage Association (RHA) emitiu o alerta: 100 mil motoristas de caminhão eram necessários para atender à demanda do mercado.
O Reino Unido acabava de suspender todas restrições impostas pela pandemia, a economia começava a ser reativada, mas no momento de suprir a demanda de pedidos, começaram os problemas.
Há várias razões pelas quais a escassez se tornou tão grave. Em primeiro lugar, a pandemia de Covid-19 tem parte da responsabilidade.
À medida que as viagens se tornaram cada vez mais restritas no ano passado e grande parte da economia estava paralisada, muitos motoristas europeus voltaram para casa.
E as empresas de transporte sinalizaram que muito poucos voltaram.
Além disso, a pandemia também gerou um grande atraso nas provas que os motoristas de veículos pesados ​​fazem para obter a habilitação, tornando impossível ter novos motoristas suficientes ao volante.
As associações de transportadoras enviaram em junho uma carta ao primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, informando que 25 mil pessoas a menos haviam feito a prova, em comparação com o ano anterior.
Antes da pandemia mudar tudo em março de 2020, o Brexit havia entrado em vigor alguns meses antes — e esse tipo de inconveniente já começava a se apresentar.
De acordo com as mesmas associações de transporte, o Brexit foi uma das razões pelas quais muitos motoristas com cidadania europeia regressaram aos seus países de origem ou decidiram trabalhar em outro lugar.
Quando o Reino Unido fazia parte do mercado comum da União Europeia, os motoristas podiam entrar e sair quando bem entendessem.
Mas a burocracia na fronteira que foi imposta após o Brexit tornou muito difícil para a maioria deles entrar e sair do Reino Unido — e eles preferiram ficar trabalhando em países do bloco europeu.
Conforme foi sinalizado, os motoristas são pagos por quilometragem, e não por hora — portanto, atrasos custam dinheiro a eles.
A motorista Shona Harnett afirma que a questão das horas desanima alguns novos motoristas em potencial.
“Muita gente vai dizer que o dinheiro não é suficiente para o trabalho que é. Nunca tive problemas com dinheiro, mas as horas são o principal para fazer valer a pena”, diz ela à BBC.
Outros setores
E estas mesmas razões também estão causando escassez de trabalhadores em outros setores.
Por exemplo, o Conselho Britânico de Avicultura alertou que um em cada seis empregos, quase 7 mil vagas, ficaram sem ser preenchidos devido ao regresso dos trabalhadores da União Europeia.
E que essa situação pode afetar no Natal a oferta de peru, que é o prato principal da celebração em muitos lares britânicos.
Não só os processadores de carne tiveram que recrutar prisioneiros e ex-presidiários para suprir a demanda deste fim de ano, como o setor de hospitalidade se viu em apuros para conseguir funcionários para seus negócios.
Estamos falando do terceiro maior empregador do setor privado no Reino Unido.
De acordo com o Escritório de Estatísticas Nacionais, até junho havia cerca de 102 mil vagas de emprego no setor, o que representa um aumento de 12,1% em relação a 91 mil no mesmo período de 2019.
Para vários especialistas do setor de restaurantes e hotelaria, a pandemia expôs a precariedade do trabalho de muitos de seus funcionários
Getty Images via BBC
Agora, a análise feita por especialistas é de que o efeito do Brexit e da pandemia de Covid-19 nesta área teve um caráter diferente: as pessoas que deixaram de trabalhar para este setor perceberam que outros empregos pagavam melhor, e não voltaram.
“O Brexit e a pandemia certamente afetaram os negócios. Mas a verdade é que há muitos anos os salários no setor de hotelaria e restaurantes não têm sido os melhores”, diz à BBC Matt Shiells-Jones, gerente de hotel em Manchester.
“Os trabalhadores que deixaram a indústria durante a Covid-19 perceberam que ‘a grama é um pouco mais verde do outro lado’, depois de encontrarem vagas com melhor remuneração e menos horas de trabalho em outros empregos”, acrescenta.
A resposta do governo
As medidas mais urgentes foram tomadas, especialmente no que diz respeito ao setor de transportes, para evitar o desabastecimento.
O governo britânico anunciou uma flexibilização das regras da jornada de trabalho dos motoristas, o que significa que eles poderão aumentar seu limite diário ao volante de nove horas para 11 horas duas vezes por semana.
“Isso permitirá que motoristas de veículos pesados ​​façam viagens um pouco mais longas”, disse um porta-voz do governo, “mas só deve ser usado quando necessário e não deve comprometer a segurança do motorista.”
A extensão temporária da jornada dos motoristas vai até 3 de outubro.
Em relação a setores como de carnes e aves, o governo também anunciou que serão tomadas medidas para ampliar um programa de capacitação nas penitenciárias do país.
O programa permite que os presos treinem em cozinhas das prisões, gerenciadas profissionalmente, por até 35 horas por semana, enquanto buscam qualificações profissionais para ajudá-los a encontrar emprego do lado de fora.
Um porta-voz do Ministério da Justiça disse que apoiaria “todos os setores com escassez de pessoal qualificado sempre que possível”.
“Ajudar os presos a encontrar trabalho durante a pena e após serem soltos torna muito menos provável que sejam reincidentes.”

Fonte: G1 Mundo

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Atentado no aeroporto de Cabul é ataque mais mortal contra os EUA no Afeganistão desde 2011


Imagem de satélite feita na segunda-feira (23) mostra a área do portão da Abadia do aeroporto internacional Hamid Karzai, em Cabul. As explosões ocorreram perto do portão, segundo o Pentágono
Maxar Technologies via AFP
A morte de 13 militares americanos no atentado terrorista no aeroporto internacional de Cabul na quinta-feira (26) é o mais mortal contra os Estados Unidos no Afeganistão desde 2011.
Mais de 80 pessoas morreram e mais de 150 ficaram feridas. Os americanos mortos são 12 fuzileiros navais e 1 médico da Marinha.
As explosões ocorreram perto do portão Abadia, onde a segurança é feita pelos EUA, e o ataque foi assumido pelo braço afegão do Estado Islâmico (EI-K), um grupo extremista rival do Talibã.
As informações até o momento são que dois homens-bomba e homens armados atacaram afegãos que se aglomeravam no portão, na tentativa de sair do país, e também soldados americanos que faziam a triagem para os voos de evacuação.
O ataque ocorreu enquanto uma grande operação de retirada liderada pelos EUA para civis estrangeiros e afegãos foi acelerada após a tomada de poder pelo Talibã em meados de agosto.
A guerra de duas décadas no Afeganistão custou 1.909 vidas de militares americanos em combate. Aqui estão algumas das principais perdas:
– Helicópteros -As maiores perdas ocorreram em 6 de agosto de 2011, quando insurgentes abateram um helicóptero Chinook em uma missão noturna na província de Wardak, a sudoeste de Cabul.
Trinta soldados americanos, incluindo 22 fuzileiros das forças especiais dos Navy SEAL, foram mortos, bem como oito afegãos e um cão militar.
Antes disso, o pior número de mortos em um dia também envolvia um helicóptero.
Em 28 de junho de 2005, três fuzileiros navais foram mortos em um tiroteio após serem deixados de avião nas montanhas da província oriental de Kunar.
Um helicóptero que levava reforços e que foi enviado para ajudar um dos fuzileiros ainda vivo no solo e para recuperar os corpos dos outros três foi abatido, matando 16 a bordo.
– Tiroteios -Outras perdas importantes incluem um tiroteio em julho de 2008 entre dezenas de combatentes do Talibã e soldados americanos em Wanat, na província de Nuristão, no qual nove soldados americanos foram mortos.
Quinze meses depois, em outubro de 2009, oito americanos foram mortos em um tiroteio semelhante com centenas de combatentes do Talibã em Kamdesh, também na província de Nuristão.
– Supostos aliados -Ataques de supostos aliados também ceifaram a vida de americanos no Afeganistão.
Em 27 de abril de 2011, oito membros da Força Aérea dos Estados Unidos e um civil americano foram mortos a tiros no aeroporto de Cabul por um piloto afegão.
E no dia 30 de dezembro de 2009, um “agente triplo” (um espião que finge ser um agente duplo para um lado, embora na verdade seja um agente duplo para o outro lado), que os Estados Unidos pensavam estar operando a seu favor, matou sete oficiais e contratados da Agência Central de Inteligência (CIA), bem como duas outras pessoas, em uma instalação da CIA no leste do Afeganistão conhecida como Base Chapman.

Fonte: G1 Mundo

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Passa de 80 o nº de mortos em atentado no aeroporto de Cabul


Agência de notícias Reuters diz que são 85 óbitos, incluindo os 13 soldados americanos. Rede de televisão CNN diz que são mais de 90 e mais de 150 feridos, segundo o ministro da Saúde talibã. Ferido chega a hospital de ambulância após explosão do lado de fora do aeroporto de Cabul, no Afeganistão
Wakil Kohsar/AFP
Mais de 80 pessoas morreram, incluindo 13 militares americanos, nos atentados terroristas no aeroporto internacional de Cabul, capital do Afeganistão, na quinta-feira (26).
A agência de notícias Reuters diz que são 85 mortos, citando duas autoridades do Talibã, e a rede de televisão CNN diz que são mais de 90 vítimas e mais de 150 feridos, segundo o o ministro da Saúde talibã.
As explosões ocorreram perto do portão Abadia, onde a segurança é feita pelos Estados Unidos, e o ataque foi assumido pelo braço afegão do Estado Islâmico (EI-K), um grupo extremista rival do Talibã.

Fonte: G1 Mundo

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Viúvo recria sessão de fotos com filha pequena após a morte de esposa grávida nos EUA


James preparou a homenagem com a única filha do casal, Adalyn, de apenas um ano. No momento do acidente, a mulher Yesenia estava grávida de quase 9 meses da pequena que conseguiu ser salva. Viúvo recria fotos do casamento após a morte de esposa nos EUA
Reprodução/Instagram
James Alvarez, de 37 anos, recriou com sua filha pequena uma sessão de fotos em homenagem a sua esposa Yesenia, morta no ano passado em um acidente de carro nos Estados Unidos enquanto ainda estava grávida de 35 semanas da pequena Adalyn, que conseguiu ser salva pelos médicos socorristas.
“Essa vem sendo uma jornada difícil, mas eu venho de cabeça erguida”, disse Alvarez em uma rede social. “Eu tento ser o melhor pai para minha filha. Tento fazer minha esposa ter orgulho de mim.”
Ele explicou que a pequena Adalyn usou um vestido rosa, assim como sua mãe fez durante a sessão de fotos tiradas para a maternidade, feitas pouco antes de morrer. Eles também foram para o mesmo local, um parque de Los Angeles, na Califórnia.
Viúvo recria fotos do casamento após a morte de esposa nos EUA
Reprodução/Instagram
Alvarez publicou as imagens em 11 de agosto, para marcar o primeiro ano de vida da pequena Adalyn – e seu primeiro ano longe da esposa, quem ele conheceu em 2017 e se casou após dois anos de namoro.
“Adalyn, eu tenho certeza de que se sua mamãe estivesse aqui, ela seria a pessoa mais feliz do mundo”, escreveu o pai. “Ela estaria muito animada para comemorar seu aniversário e é por isso que eu quero cumprir com esse desejo.”
Viúvo recria fotos do casamento após a morte de esposa nos EUA
Reprodução/Instagram
Viúvo recria fotos do casamento após a morte de esposa nos EUA
Reprodução/Instagram

Fonte: G1 Mundo

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Chamego eterno: pesquisadores encontram na China esqueletos abraçados há 1.500 anos


Casal abraçado dessa forma é o primeiro encontrado na China, afirma pesquisador. Imagem de esqueletos encontrados abraçados no norte da China
Qian Wang/Cortesia
Arqueólogos encontraram dois esqueletos abraçados de cerca de 1.500 anos na região norte da China, de acordo com uma publicação no periódico científico “International Journal of Osteoarchaeology”.
É o primeiro casal encontrado abraçado dessa forma na China, disse Qian Wang, o principal autor do estudo e um professor associado no departamento de Ciências Biomédicas na faculdade de Odontologia da universidade Texas A&M.
Enterros de casal não são raros na China, mas esse, especificamente, está colocado propositalmente para demonstrar afeto entre os dois.
Ilustração de Anqi Wang mostra como o casal deve ter sido enterrado
Anqi Wang/Cortesia
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Os esqueletos são de pessoas que viveram na dinastia Wey, que dominou a região entre 386 e 534.
“Nessa época, a China era bastante liberal —havia tanto casamentos livres (em que homens escolhiam mulheres ou mulheres escolhiam homens) como casamentos arranjados”, disse Wang ao G1.
Sacrifício para enterro em conjunto
Pode ser que a mulher tenha se sacrificado para ter sido enterrada com o marido, de acordo com os pesquisadores.
Os cientistas dizem que é pouco provável que o homem e a mulher tenham morrido ao mesmo tempo —não há sinais de violência, doença ou envenenamento. Talvez o homem tenha morrido antes, e a mulher tenha se sacrificado para que eles pudessem ser enterrados em conjunto. O contrário também pode ter ocorrido, mas o esqueleto dela estava em um estado melhor.
Primeiro enterro como esse descoberto na China
O homem tinha cerca de 1,61 metro de altura e tinha um braço quebrado, estava sem uma parte de um dedo da mão direita e um esporão ósseo. Estima-se que tenha morrido quando tinha uma idade entre 29 e 35 anos.
A mulher tinha 1,57 metro e não tinha problemas ósseos quando morreu. Ela devia ter uma idade entre 35 e 40 anos.
“Essa é uma sepultura excepcionalmente bem preservada. A preservação depende de muitos fatores, como o formato do jazigo e condições do ambiente. Este é o primeiro sepultamento de um casal em um abraço encontrado em qualquer lugar a qualquer momento na China, e o primeiro a ser descrito cientificamente no mundo”, afirma Wang.
Veja abaixo uma vídeo sobre dois esqueletos de 1.600 anos encontrados em Modena, na Itália, encontrados em 2011. Em 2019, descobriu-se que eram dois homens.
Pesquisadores descobrem que esqueletos “Os amantes de Modena” são homens
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Fonte: G1 Mundo

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‘Não perdoaremos e não esqueceremos’, diz Biden sobre ataque terrorista a aeroporto no Afeganistão


Ataque assumido por braço afegão do Estado Islâmico Pentágono deixou ao menos 12 militares americanos entre os mortos. ‘Vamos caçá-los para fazer vocês pagarem’, disse presidente dos EUA, que pediu momento de silêncio para homenagear ‘heróis que deram vidas’ para salvar outros. Presidente Joe Biden dos EUA em um pronunciamento após ataque terrorista no aeroporto de Cabul em 26 de agosto de 2021
Reprodução/Casa Branca
“Não vamos perdoar. Não vamos esquecer. Vamos caçá-los para fazer vocês pagarem”, afirmou o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, ao falar nesta sexta-feira (26) sobre as explosões que deixaram várias vítimas no aeroporto internacional de Cabul, capital do Afeganistão.
Ele reafirmou a continuidade da missão de retirada e disse que “esses terroristas do Estado Islâmico não irão ganhar”.
Biden ainda chamou de heróis os militares que “deram suas vidas” para salvar pessoas em uma operação que já retirou mais de 100 mil pessoas do Afeganistão nos últimos 11 dias, e disse que eles são o que há de melhor nos EUA.
“Heróis que se envolveram em uma missão perigosa e altruísta para salvar a vida de outras pessoas”, disse o presidente.
A Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) confirmou que foi um atentado terrorista e o Talibã condenou o ataque (veja mais abaixo).
O braço afegão do Estado Islâmico (EI-K) assumiu a responsabilidade do ataque, segundo a agência vinculada ao grupo extremista, Amaq News. O EI-K é mais radical do que o Talibã e criticou o acordo de paz responsável pela retirada estrangeira do Afeganistão.
Imagens feitas por jornalistas afegãos mostram dezenas de corpos enfileirados e cobertos próximos ao local da explosão.
O Pentágono fala em “ataque complexo” e diz que há 12 militares americanos entre os mortos e ao menos 15 agentes feridos. Fontes do governo afegão dizem que ao menos 60 civis morreram e 140 ficaram feridos.
Vídeo: Veja imagens de feridos após explosão do lado de fora do aeroporto
O secretário de Defesa dos EUA, Lloyd J. Austin III, lamentou as mortes dos militares que atuavam no controle do aeroporto em um comunicado, mas confirmou que a retirada continua.
“Terroristas tiraram suas vidas no exato momento em que as tropas tentavam salvar a vida de outras pessoas”, escreveu Austin. “Não seremos dissuadidos da tarefa que temos em mãos.”
O aeroporto internacional Hamid Karzai é a única porta de saída do país para milhares de estrangeiros e afegãos que tentam, desesperados, embarcar nos voos de retirada organizados pelos países ocidentais (veja mais abaixo).
“Podemos confirmar que a explosão no portão da Abadia foi o resultado de um ataque complexo que resultou em várias vítimas americanas e civis”, afirmou o porta-voz do Pentágono, John Kirby.
“Podemos confirmar pelo menos uma outra explosão no hotel Baron ou próximo a ele, a uma curta distância do portão da Abadia”.
O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, disse que “condena veementemente o horrível ataque terrorista fora do aeroporto de Cabul”. “Nossa prioridade continua sendo evacuar o máximo de pessoas para um local seguro o mais rápido possível”.
Mapa identifica área das explosões próximas ao aeroporto de Cabul em 26 de agosto de 2021
Arte G1
Duas fontes do governo americano disseram à agência de notícias Reuters que ao menos uma das explosões parece ter sido um ataque suicida causado por uma bomba.
O porta-voz do Talibã, Zabihullah Mujahid, afirmou que “o Emirado Islâmico [do Afeganistão] condena veementemente o bombardeio de civis no aeroporto de Cabul, ocorrido em uma área onde as forças dos EUA são responsáveis pela segurança”.
Homem ferido é transportado em maca após duas fortes explosões no aeroporto de Cabul, no Afeganistão, em 26 de agosto de 2021
Wakil Kohsar/AFP
VÍDEO: Vítimas de explosão no aeroporto de Cabul chegam a hospital
Risco ‘iminente’ de atentado
O presidente dos EUA, Joe Biden, foi informado sobre ataque durante uma reunião com autoridades de segurança sobre a situação no Afeganistão, segundo a Reuters.
Mais cedo, EUA, Reino Unido e Austrália alertaram para o risco de um atentado “iminente” no local e pediram a seus cidadãos que abandonassem imediatamente a área do aeroporto devido a uma ameaça terrorista.
“As informações obtidas ao longo da semana são cada vez mais sérias e fazem referência a uma ameaça iminente e grave”, afirmou mais cedo o secretário de Estado britânico das Forças Armadas, James Heappey. “É uma ameaça muito séria, muito iminente”.
Entre as ameaças estavam um possível ataque do Estado Islâmico (veja mais no fim do texto).
Afeganistão: mesmo com ameaça terrorista, multidão permanece no aeroporto de Cabul
Única porta de saída
O aeroporto internacional Hamid Karzai é a única porta de saída do país para estrangeiros e afegãos. Quase 90 mil pessoas já foram retiradas desde que o Talibã retomou o poder, em 15 de agosto, mas uma multidão ainda se aglomera dentro e ao redor do local, inclusive em valas (veja no vídeo abaixo).
Segundo o jornal “The New York Times”, ao menos 250 mil afegãos que trabalharam para os EUA ainda não foram retirados do país — e o atual ritmo de evacuação não é suficiente para retirar todo mundo até terça-feira (31).
A data limite foi estipulada pelo presidente americano, Joe Biden, no começo de julho, que recusou os pedidos de aliados para adiar a saída definitiva do Afeganistão. O Talibã disse, reiteradas vezes, que não aceitaria a prorrogação do prazo.
A Alemanha anunciou nesta quinta, após as explosões no aeroporto de Cabul, que concluiu a retirada de seus soldados e equipe diplomática do Afeganistão.
VÍDEO: Pessoas em vala tentam embarcar em um dos aviões que saem de Cabul, no Afeganistão
Ameaça do Estado Islâmico
Entre os motivos apontados por Biden para negar o pedido estava a “aguda” ameaça terrorista do braço regional do grupo terrorista Estado Islâmico, responsável por alguns dos ataques mais violentos no Afeganistão e no Paquistão nos últimos anos.
O grupo terrorista fez atentados em mesquitas, santuários, praças e até hospitais nos dois países, além de ataques contra muçulmanos de alas que considera hereges, como os xiitas.
“A cada dia, as operações suscitam um risco suplementar para nossas tropas”, disse o presidente americano, citando a probabilidade de um atentado do Estado Islâmico em Cabul. “O inimigo número 1 dos talibãs visa o aeroporto para atacar as forças americanas e aliadas, bem como civis inocentes”.
Embora o Estado Islâmico e o Talibã sejam sunitas radicais, os dois grupos extremistas são rivais.
O Estado Islâmico criticou o acordo de paz entre EUA e Talibã assinado em 2020, que estabeleceu as diretrizes para a retirada das tropas estrangeiras, e acusou os talibãs de abandonar a causa jihadista.
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Veja FOTOS das explosões no aeroporto
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O general do Exército dos EUA, Frank McKenzie, disse em entrevista coletiva que os terroristas responsáveis pelas explosões “a

Fonte: G1 Mundo

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Austrália registra pela primeira vez mais de mil contaminações por Covid-19


Aclamada no ano passado por sua excelente gestão da pandemia, a Austrália registrou nesta quinta-feira (26) um recorde para um país onde o vírus matou menos de mil. Fachada de uma clínica de vacinação no subúrbio de Sydney, Bankstown, na quinta-feira (25)
Reuters/Loren Elliott
Aclamada no ano passado por sua excelente gestão da pandemia, a Austrália registrou nesta quinta-feira (26) mais de mil casos de Covid-19, um recorde para um país onde o vírus matou menos de mil.
Este novo foco epidêmico afeta principalmente a cidade de Sydney que, no entanto, está confinada há dois meses. Além disso, no local, as autoridades parecem ter desistido da estratégia Covid zero. Elas agora estão apostando tudo na vacinação.
Este é um limiar simbólico que acaba de ser cruzado em Sydney, onde, na manhã desta quinta-feira, 1.029 novos casos de Covid-19 foram identificados nas últimas 24 horas.
Um número inédito na Austrália, o que justifica, segundo as autoridades, a manutenção da contenção em Sydney até o final de setembro, mas também nas áreas rurais de New South Wales, onde foram registrados alguns casos nos últimos dias, principalmente nas áreas onde vive uma grande comunidade aborígine.
Com números que não baixam, apesar de dois meses de confinamento em Sydney, o governo local se resignou a abandonar a estratégia Covid zero.
A única saída agora é a vacinação, que, depois de um início muito lento, está avançando muito. Mais de 330 mil doses foram administradas na quarta-feira (25). Um recorde que, neste momento, está sendo batido a cada dia.
Um movimento que as autoridades desejam estimular. Apesar das más notícias do dia, elas também anunciaram que os vacinados poderão recuperar certas liberdades em meados de setembro.
Vídeos: Os mais assistidos do G1 nos últimos 7 dias

Fonte: G1 Mundo

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Policiais do Capitólio processam Trump por incitação a ataque em 6 de janeiro


Sete policiais alegam que ataque foi a culminação de meses de retórica de Trump, que teria conspirado com grupos de extrema-direita The Proud Boys e The Oathkeepers. Cinco pessoas morreram em consequência da invasão e quatro policiais que participaram da defesa do Capitólio se mataram mais tarde. Apoiadores de Trump ocupam a Rotunda do Capitólio, em 6 de janeiro
Saul Loeb/AFP
Sete policiais do Capitólio dos Estados Unidos processaram nesta quinta-feira (26) o ex-presidente Donald Trump, alegando que ele conspirou com grupos de extrema-direita para provocar o ataque de 6 de janeiro contra o Congresso, que deixou cinco mortos.
No processo aberto em um tribunal federal de Washington, os policiais alegam que o ataque foi a culminação de meses de retórica de Trump, que eles dizem que sabia do potencial de violência e que a incentivou ativamente na esperança de interromper a certificação da vitória eleitoral do presidente Joe Biden.
O processo alega que Trump conspirou com os grupos de extrema-direita The Proud Boys e The Oathkeepers, além de agentes políticos de extrema-direita como Roger Stone e Ali Alexander, que divulgou o discurso de Trump perto da Casa Branca logo antes do ataque ao Capitólio.
“Trump, conjuntamente com outros acusados, fez e incentivou deliberada e persistentemente afirmações falsas de fraude eleitoral para desacreditar o resultado da eleição e incitar maliciosamente a revolta entre seus apoiadores”, afirma o processo.
O caso é o mais recente de uma série de processos que tentam responsabilizar Trump pelo cerco de uma multidão de apoiadores dele ao Capitólio.
Quatro pessoas morreram no dia da invasão, uma baleada pela polícia e as outras três de causas naturais. Um policial do Capitólio que foi atacado por manifestantes faleceu no dia seguinte. Quatro policiais que participaram da defesa do Capitólio se mataram mais tarde.
Vídeos: Manifestantes pró-Trump invadem Congresso dos EUA

Fonte: G1 Mundo