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Afeganistão: Airbnb oferece acomodação gratuita a 20 mil refugiados afegãos


Segundo a empresa, objetivo é ajudar os refugiados enquanto se adaptam aos novos países. A plataforma online de serviço de hospedagem Airbnb disse que vai oferecer acomodação gratuita a 20 mil refugiados afegãos para ajudar no reassentamento deles pelo mundo.
O CEO da empresa, Brian Chesky, disse que a medida é uma resposta a “uma das maiores crises humanitárias da nossa era” e que era sua responsabilidade fazer algo para ajudar.
“Eu espero que isso inspire outras empresas a fazer o mesmo. Não temos tempo para desperdiçar”, disse Chesky, que é cofundador do Airbnb.
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“À medida que milhares de afegãos refugiados são reassentados pelo mundo, onde eles ficam será o primeiro capítulo de suas novas vidas. Para esses 20 mil refugiados, minha esperança é que a comunidade do Airbnb garanta a eles não apenas um lugar seguro para descansar e recomeçar, mas também boas-vindas calorosas à casa”, completou.
O CEO do Airbnb, Brian Chesky, anunciou que a empresa vai oferecer acomodação gratuita a 20 mil afegãos pelo mundo
Divulgação via BBC
A oferta começa imediatamente e a empresa diz que está trabalhando com organizações não-governamentais in loco para ajudar com as necessidades mais urgentes.
O Airbnb explicou que vai colaborar com agências de reassentamento e ONGs “para ir onde a demanda está” e adaptar a iniciativa e o tipo de apoio à necessidade.
“Começando hoje, o Airbnb vai acomodar 20 mil refugiados afegãos pelo mundo de graça”, escreveu Chesky no Twitter.
“Nós vamos pagar por essas estadias, mas não poderíamos fazer isso sem a generosidade dos nossos ‘hosts’ (as pessoas que alugam suas propriedades pela plataforma)”, disse.
A empresa disse que os custos das estadias seriam financiados por meio de contribuições do Airbnb e de Chesky, bem como de pessoas que doam ao Airbnb.org Refugee Fund, um fundo criado pela empresa para políticas de apoio a refugiados.
Chesky pediu que hosts interessados em ajudar entrem em contato com ele.
“O deslocamento e reassentamento de refugiados afegãos nos Estados Unidos e em outros lugares é uma das maiores crises humanitárias da atualidade”, ele disse.
Doações
Faz tempo que pessoas que alugam suas propriedades no Airbnb são encorajadas pela plataforma a doar estadias para “pessoas em situação de crise”.
O esquema começou em resposta ao Furacão Sandy, em 2012, quando mais de mil pessoas precisaram de acomodação de emergência depois que Nova York foi atingida.
Desde então, ele ajudou mais de 75 mil pessoas, segundo o Airbnb.
A empresa lançou a iniciativa Open Homes (Casas Abertas) em 2017, para permitir que a sua comunidade de hosts ofereça suas propriedades de graça a pessoas atingidas por desastres e que estão fugindo de conflitos.
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Desde então, a iniciativa ofereceu estadias gratuitas a pessoas afetadas pelo terremoto na Cidade do México, os incêndios na Califórnia e na Austrália e outros desastres.
Depois, a empresa fundou a sua própria ONG, a Airbnb.org, que foca em ajudar as pessoas a trocarem e compartilharem acomodações e recursos em tempos de crise.
Na semana passada, deu financiamento emergencial ao Comitê Internacional de Resgate e ao Church World Service para garantir estadia temporária a mil refugiados afegãos.
E, no último fim de semana, deu hospedagem a 165 refugiados pouco depois de desembarcarem nos EUA.
“Acomodação acessível é urgentemente necessária e essencial”, disse David Miliban, presidente do Comitê de Resgate Internacional.

Fonte: G1 Mundo

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Papa envia fundos pessoais de ajuda ao Haiti, Bangladesh e Vietnã

Grande parte do dinheiro de caridade à disposição do papa vem de Peter’s Pence, um fundo para o qual os católicos podem contribuir para causas gerais ou específicas. Papa Francisco: ‘se vacinar… é um ato de amor’
O Papa Francisco enviou mais de 350 mil euros em fundos de caridade à sua disposição pessoal como ajuda emergencial para o Haiti, Bangladesh e Vietnã, disse o Vaticano nesta terça-feira (24).
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Um comunicado informou que 200 mil euros (R$ 1,24 milhão, na cotação atual) estavam indo para o Haiti para apoiar na recuperação do terremoto de 14 de agosto que matou mais de 2 mil pessoas.
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Cerca de 70 mil dólares (R$ 3,7 milhões, na cotação atual) foram enviados a Bangldesh para continuar a assistência de recuperação do ciclone Yaas, que deixou dezenas de milhares de desabrigados em maio, e cerca de 100 mil euros (R$ 624 mil) para o Vietnã, onde o abastecimento de alimentos foi prejudicado pela pandemia de Covid-19.
O Vaticano disse que as quantias são contribuições iniciais e serão administradas por meio de suas embaixadas nos países.
Grande parte do dinheiro de caridade à disposição do papa vem de Peter’s Pence, um fundo para o qual os católicos podem contribuir para causas gerais ou específicas.
O fundo subiu para 50 milhões de euros em 2020, de acordo com uma demonstração financeira consolidada divulgada no mês passado.
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Fonte: G1 Mundo

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Bolsonaro recebe presidente da Guiné-Bissau no Palácio do Planalto


Umaro Sissoco Embaló chegou ao Brasil em uma aeronave da FAB. Presidente da Guiné-Bissau é chamado pelo presidente do Brasil de ‘Bolsonaro da África’. Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, e presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, nesta terça-feira (24) no Palácio do Planalto.
Guilherme Mazui/G1
O presidente da República, Jair Bolsonaro, recebeu nesta terça-feira (24) o presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, no Palácio do Planalto.
Embaló é general, foi primeiro-ministro de seus país e, desde a posse em 2020, é criticado pela oposição em razão de uma guinada autoritária. O presidente da Guiné-Bissau é chamado por Bolsonaro de “Bolsonaro da África”.
Para viabilizar a visita, o governo brasileiro enviou uma aeronave na Força Aérea (FAB) para buscar Embaló. O presidente da Guiné-Bissau foi recebido por Bolsonaro por volta das 11h.
O líder africano subiu a rampa do palácio, posou para fotos com o presidente brasileiro, e, juntos, seguiram para o parlatório onde observaram um desfile de militares que aconteceu em frente ao Palácio do Planalto. Posteriormente, os presidentes seguiram para uma reunião.
Também estavam presentes os ministros Ciro Nogueira (Casa Civil), Tereza Cristina (Agricultura), Milton Ribeiro (Educação), Walter Braga Netto (Defesa), Luiz Eduardo Ramos (Secretaria-Geral), Anderson Torres (Justiça), Marcelo Queiroga (Saúde) e Carlos França (Itamaraty).
O presidente Guiné-Bissau e sua comitiva estavam de máscara, enquanto que Bolsonaro e alguns ministros do presidente do Brasil estavam sem a proteção.
Após o encontro, o líder africano terá um almoço com Bolsonaro no Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores.
Segundo o Itamaraty, o Brasil abriu embaixada na Guiné-Bissau em 1974, ano em que foi reconhecida a independência da ex-colônia portuguesa.
A cooperação entre os países se dá por meio de parcerias diretas ou por meio da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Brasil e Guiné-Bissau estão entre os nove integrantes do grupo.
Além do encontro desta terça (24), Embaló deverá participar nesta quarta-feira (25), ao lado de Bolsonaro, de uma cerimônia militar do Exército em Brasília em alusão ao dia do soldado. Embaló ainda deve cumprir agendas em São Paulo e no Rio de Janeiro nos próximos dias.
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Fonte: G1 Mundo

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Polícia alemã investiga 7 casos de envenenamento em universidade


Todas as vítimas foram hospitalizadas e um estudante de 30 anos está em estado crítico. Polícia e promotoria falam em ‘uma substância nociva’ colocada em bebidas. Edifício L201, no campus Lichtwiese da Universidade Técnica de Darmstadt, em 24 de agosto de 2021. Autoridades alemãs dizem que sete pessoas foram hospitalizadas após apresentarem sintomas de envenenamento e abriram uma investigação pela suspeita de tentativa de homicídio.
Frank Rumpenhorst/DPA via AP
Autoridades de Darmstadt, cidade a 30 km ao sul de Frankfurt, abriram uma investigação sobre uma possível tentativa de homicídios após o envenenamento de sete pessoas em uma universidade no oeste da Alemanha.
A Faculdade Técnica de Darmstadt afirmou que sete pessoas foram vítimas de um “ataque com veneno” e uma delas está em estado crítico.
Segundo um comunicado conjunto da polícia e da promotoria local, as pessoas consumiram alimentos e bebidas, principalmente leite e água, e “uma substância nociva” foi introduzida nas bebidas.
A polícia diz que o líquido contaminado tinha um cheiro forte e que, aparentemente, a contaminação ocorreu entre sexta (20) e segunda-feira (23). Todas as vítimas foram hospitalizadas ontem.
O caso mais grave é de um estudante de 30 anos, que está entre a vida e a morte, segundo a polícia. Investigadores fizeram buscas em todos os prédios do campus Lichtwiese, onde ocorreu o envenenamento.

Fonte: G1 Mundo

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Eleições na Alemanha: pesquisa mostra que partido de Angela Merkel cai para o segundo lugar


Partido Social Democrata, de centro esquerda, lidera pesquisas no país. Eleição geral na Alemanha acontece em 26 de setembro. Armin Laschet durante ato em Dusseldorf, em 23 de agosto de 2021
Leon Kuegeler/Reuters
As pesquisas de intenção de voto na Alemanha mostram que o partido Social Democrata (SPD), de centro esquerda, ultrapassou o partido da União Cristã Democrata (CDU) da líder Angela Merkel pela primeira vez em 15 anos.
As eleições gerais na Alemanha acontecem no dia 26 de setembro. Os líderes dos três principais partidos são:
Olaf Scholz, do SPD;
Armin Laschet, da CDU;
Annalena Baerbock, do Partido Verde.
Montagem com os rostos de Olaf Scholz, Armin Laschet e Annalena Baerbock, líderes de partidos que melhor aparecem em pesquisas de intenção de votos na Alemanha
Armando Babani/Reuters, Ronny Hartmann e Patrik Stollarz/AFP
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A CDU começou a corrida eleitoral como favorita, mas nas últimas semanas vem perdendo intenção de voto.
A pesquisa mais recente, da consultoria Forsa, aponta o seguinte cenário:
SPD: 23%
CDU: 22%
Partido Verde: 18%
É a primeira vez que o SPD fica à frente da CDU desde outubro de 2006. Alguns membros da CDU culpam Laschet pela piora de desempenho. Durante as cheias na Alemanha, ele foi fotografado sorrindo.
Angela Merkel visita local das inundações na Alemanha
Merkel entrou de fato na campanha de Laschet no último sábado: ela participou de um ato de campanha e elogiou as qualidades de seu companheiro de partido.
As eleições legislativas do país acontecem no dia 26 de setembro. É a primeira vez que a líder alemã se envolve na campanha de seu partido conservador, a União Democrata Cristã (CDU). Ela insistiu nos valores de Laschet e sua capacidade de “construir pontes entre as pessoas”.
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Fonte: G1 Mundo

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Chefe dos direitos humanos da ONU diz ter relatórios confiáveis ​​de execuções do Talibã no Afeganistão

Michelle Bachelet também afirmou nesta terça-feira (24) que o tratamento que o grupo extremista dará às mulheres será a ‘linha vermelha’ para as Nações Unidas. A alta comissária de Direitos Humanos da ONU, Michelle Bachelet, afirmou nesta terça-feira (24) que recebeu relatórios confiáveis ​​sobre graves violações cometidas pelo Talibã no Afeganistão, incluindo “execuções sumárias” de civis e de forças de segurança afegãs que se renderam.
Bachelet não deu detalhes sobre os assassinatos em seu discurso ao Conselho de Direitos Humanos da ONU (Organização das Nações Unidas), mas pediu ao grupo que estabeleça um mecanismo para monitorar de perto as ações do Talibã.
O Conselho de Direitos Humanos da ONU está realizando uma sessão de emergência sobre o Afeganistão, e a alta comissária também afirmou que a forma como o Talibã vai tratar as mulheres será uma “linha vermelha” para o grupo extremista.
“Uma linha vermelha fundamental será a forma como o Talibã trata as mulheres e as meninas e como respeita seus direitos à liberdade de movimentação, à educação, à expressão pessoal e ao emprego, de acordo com as normas internacionais em termos de direitos humanos”, afirmou Bachelet.
A ex-presidente chilena também defendeu que “garantir o acesso a uma educação do Ensino Médio de qualidade para as meninas será um indicador essencial do compromisso com os direitos humanos”.
A sessão acontece a pedido do Paquistão, que coordena a OCI (Organização para a Cooperação Islâmica) para os direitos humanos e questões humanitárias, e do Afeganistão, por um diplomata nomeado pelo antigo governo, deposto pelo Talibã. O pedido teve o apoio de quase 100 de países.
Nasir Ahmad Andisha, o diplomata afegão nomeado pelo antigo governo, pediu ao Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos uma “mensagem forte a todas as partes, incluindo os talibãs, para fazer com que entendam que os ataques contra os direitos humanos terão consequências”.
Durante o debate, quase 60 países apresentaram uma declaração conjunta, lida pela representante espanhola Aurora Díaz-Rato, com um apelo para “o fim imediato dos assassinatos seletivos de defensores dos direitos humanos”.
Desde seu retorno ao poder, no dia 15, o Talibã tenta convencer a população e a comunidade internacional de que mudou e que o novo regime será menos brutal do que quando governou o país pela primeira vez, entre 1996 e 2001.

Fonte: G1 Mundo

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LGBT no Afeganistão: ‘Posso ser morto na hora’


Estudante gay de 21 anos, morador de Cabul, falou à BBC de sua total desesperança com a chegada do Talibã ao poder no Afeganistão — onde já era perigoso ter uma orientação sexual como a dele. De acordo com a interpretação que o Talibã faz da lei islâmica, a homossexualidade é estritamente proibida e punível com a morte
Getty Images/Via BBC
Antes da ofensiva do Talibã no Afeganistão, a vida de Abdul (seu nome real foi alterado), um homem gay, já era arriscada.
Se ele falasse sua orientação sexual com a pessoa errada, poderia ser preso e julgado sob as leis afegãs.
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“Como um gay no Afeganistão, você não pode se assumir, nem mesmo para sua família ou amigos. Se eu contar isso para a minha família, talvez eles me batam, talvez eles me matem.”
Mas desde que o Talibã conquistou o controle das principais cidades do país na semana passada, Abdul disse à BBC Radio 1 que se sua orientação sexual fosse revelada hoje, ele seria “morto na hora”.
O Talibã é um grupo militarizado conhecido por impor ideais islâmicos radicais.
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De acordo com a interpretação que o grupo faz da lei islâmica, a Sharia, a homossexualidade é estritamente proibida e punível com a morte.
Na última vez em que o Talibã esteve no poder no Afeganistão, entre o final dos anos 1990 e 2001, Abdul, de 21 anos, ainda não havia nascido.
Talibãs com a bandeira de seu grupo na residência do governador da província de Ghazni, em 15 de agosto de 2021
Gulabuddin Amiri/AP
“Já ouvi meus pais e pessoas mais velhas falarem sobre o Talibã”, conta o jovem, que mora na capital, Cabul.
“Assistimos a alguns filmes. Mas agora, é como estar dentro de um filme.”
‘Não há futuro’
Nesta semana, Abdul previa fazer provas finais da universidade, almoçar com amigos e visitar o namorado, que conheceu na natação há três anos.
Mas, depois da ofensiva do Talibã, ele já está há quatro dias consecutivos dentro de casa. Há soldados talibãs da sua porta para fora.
“Quando vejo o Talibã pelas janelas, fico muito assustado. Meu corpo começa a tremer ao vê-los”, diz o jovem.
“Civis estão sendo mortos. Acho que nunca vou abrir a boca na frente deles.”
Embora já tivesse que se reprimir, Abdul diz que conseguia aproveitar a vida na capital antes da chegada do Talibã.
“Meus estudos estavam caminhando perfeitamente. Havia vida na cidade, havia muita gente.”
Em uma semana, Abdul sente ter visto sua vida desaparecer na própria frente.
“Não há futuro para nós”, diz ele.
“Acho que nunca vou conseguir continuar meus estudos. Meus amigos, perdi o contato com eles. Não sei se eles estão bem.”
“Meu companheiro está isolado em uma cidade diferente com a família dele. Eu não posso ir lá, ele não pode vir aqui.”
‘Nunca aceitarão gays e pessoas LGBT’
O pai de Abdul, que trabalhava para o governo afegão — deposto pelo Talibã — se escondeu por medo.
A maioria das mulheres que o jovem conhece não sai de casa temendo por suas vidas. Algumas saem apenas quando acompanhadas por um homem, o que mesmo assim é arriscado.
Na semana passada, a mente de Abdul foi para um lugar muito escuro.
“Estou sob forte depressão.”
“Eu tenho pensamentos de apenas terminar com tudo isso. Eu não quero viver esse tipo de vida.”
“Eu quero um futuro em que eu possa viver livremente.”
Ele não acredita nas promessas do Talibã de que, nesta nova etapa de domínio, liberdades serão mais respeitadas — como das mulheres estudarem e trabalharem.
“Mesmo que o Talibã aceite uma mulher no governo, na escola, eles nunca aceitarão gays e pessoas LGBT. Eles vão matar todos na hora”.
O jovem também comentou os vídeos de afegãos se amontoando em aviões para sair do país.
“Eles não são loucos.”
“Essas pessoas tinham negócios aqui, empregos. Tinham uma vida boa. Elas não estão loucas por estarem se agarrando a aviões, estão apenas sob risco de vida. Sabem que não estavam seguras (se ficassem no Afeganistão).”
‘Orem por nós’
Abdul diz que está “esperando encontrar uma maneira de sair do país”.
Ele conta ter ouvido falar que o Reino Unido está planejando receber 20 mil imigrantes de seu país, mas afirma que ninguém sabe como se inscrever ou se registrar para conseguir isso.
A organização Stonewall pediu ao governo do Reino Unido que comece a “ajudar refugiados LGBTQ+ afegãos a sobreviver, se realocar e a prosperar”.
“Só quero dizer que, se alguém está ouvindo minha mensagem, como jovem, tenho o direito de viver livre e seguro”, diz Abdul.
“Tenho 21 anos. Em toda a minha vida já testemunhei conflitos, explosões de bombas, perdi amigos e parentes.”
“Apenas orem por nós. Orem por nossas vidas.”
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Fonte: G1 Mundo

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Pashtana Durrani, a jovem afegã que desafia o Talibã com projeto educacional para meninas e mulheres


Ativista de 23 anos dirige ONG que já educou 900 alunas e promete resistir a desmandos do grupo extremista que controla o Afeganistão. Imagem de rede social mostra a ativista Pashtana Durrani, no centro
Reprodução/Instagram
Quando o Talibã dominou o Afeganistão pela primeira vez, em 1996, a ativista Pashtana Durrani sequer era nascida. A família foi obrigada a se refugiar num campo no Paquistão. De volta ao país, já livre da opressão do grupo fundamentalista, ela se dedicou à educação de 900 meninas e mulheres da zona rural de Kandahar, desenvolvendo uma plataforma on-line e off-line para que pudessem estudar à distância e em seu idioma.
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Pashtana tem apenas 23 anos e dirige a Learn, uma ONG sem fins lucrativos que provê tablets com baterias para mulheres que não saem de casa ou que moram em aldeias sem eletricidade ou onde as escolas foram incendiadas. A ONG alcançou as que não tinham acesso a material educativo, mas que receberam instrução em suas próprias casas.
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Agora, a reconquista do país pelo Talibã põe seu trabalho em risco. Mas a jovem ativista, que está num esconderijo desde a tomada de Kandahar, promete resistir aos desmandos do grupo, ainda que na clandestinidade.
Nos últimos dias, ela vem arquitetando planos e soluções para enfrentar a ofensiva talibã às mulheres e ao projeto educacional, que, afinal, foi criado justamente para superar desafios. “Se eles limitarem o currículo, vou fazer upload de mais livros para uma biblioteca on-line. Se eles limitarem a internet, vou mandar livros para as suas casas. Se eles limitarem os professores, vou iniciar uma escola clandestina.”
Em sua curta e desafiadora jornada, a ativista afegã acumula os títulos de campeã de educação da Fundação Malala e o de embaixadora da Anistia Internacional. Ao contrário da jovem paquistanesa que sobreviveu ao Talibã, Pashtana não conheceu a terrível realidade do país sob o domínio dos extremistas. Apenas ouvia relatos do pai, um respeitado líder tribal, e de alunas mais velhas.
Por esta razão, ela desconfia do discurso moderado dos líderes talibãs, que já se impõe desconectado da prática como duas narrativas distintas. A contar, pelos primeiros dias desde a retomada do país, meninas de Herat e Kandahar foram proibidas de frequentar escolas e funcionárias substituídas por homens em seus locais de trabalho.
Pashtana Durrani integra a base robusta de profissionais educados e formada nas duas últimas décadas no Afeganistão, como resumiu o escritor Khaled Hosseini, autor de “O caçador de pipas”, em artigo no jornal “Washington Post”: “Por meio da mídia social, eles se engajaram com o mundo externo em temas como direitos humanos, meio ambiente e justiça social e racial.”
O país que o Talibã reconquista é diferente de 20 anos atrás. E é isso que guia Pashtana a desafiar o grupo e seguir com seu projeto educacional e libertador. Ela entende que se o Talibã precisa de legitimidade para ser aceito pela comunidade internacional, terá também que aceitar e respeitar os direitos de jovens e mulheres.
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Espanha acaba com quarentena obrigatória e passa a aceitar brasileiros vacinados com CoronaVac

País baixou regras para facilitar a entrada de viajantes brasileiros. Brasileiros imunizados podem entrar na Espanha já a partir desta terça-feira
As regras para entrar na Espanha mudaram a partir desta terça-feira (24): os brasileiros que viajarem para lá não precisarão mais passar por uma quarentena obrigatória e é permitida a entrada no país de pessoas vacinadas com qualquer uma das vacinas que são ministradas no Brasil —inclusive a CoronaVac.
O viajante precisa ter sido vacinado há pelo menos 14 dias, e precisará mostrar um certificado de vacinação.
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A partir desta terça-feira, a Espanha passa a aceitar a entrada de brasileiros totalmente imunizados contra a covid
Quem foi infectado pelo coronavírus poderá apresentar um certificado de recuperação com tradução em espanhol ou inglês ou francês ou alemão que mostra que já se passaram 11 do último teste de resultado positivo.
Espanhóis ou cidadãos da União Europeia ou pessoas que moram no bloco não precisam provar que foram vacinados, assim como cônjuges de espanhóis.
Quem chegar à Espanha para ir a um outro país poderá permanecer na área internacional do aeroporto. Os viajantes que forem seguir para algum outro país do Espaço Schengen (um grupo de 26 países europeus) só podem seguir viajem se estiverem vacinados.
Ao chegar ao aeroporto espanhol, os viajantes precisam passar por exames como o de temperatura e, eventualmente, um teste de antígenos. As autoridades da Espanha podem negar a entrada por motivos sanitários.
Antes mesmo de chegar, será preciso preencher um formulário. Depois disso, os viajantes vão receber um código QR que eles vão mostrar ao embarcar e também ao descer na Espanha.
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Chefe da CIA teve reunião secreta com líder do Talibã em Cabul, diz jornal


William Burns se encontrou com Mullah Abdul Ghani Baradar na segunda-feira (23) na capital do Afeganistão, segundo o ‘The Washington Post’. CIA se recusou a comentar o assunto. Mullah Abdul Ghani Baradar, cofundador e líder político do Talibã (centro), caminha junto a outros membros do grupo extremista que participam da conferência de paz afegã em Moscou, na Rússia, em 18 de março de 2021
Alexander Zemlianichenko/Pool via Reuters
O diretor da CIA (agência de inteligência do Estados Unidos), William Burns, se reuniu secretamente no Afeganistão com Mullah Abdul Ghani Baradar, um dos cofundadores do Talibã e chefe político do grupo extremista, segundo o jornal “The Washington Post”.
A reunião ocorreu em Cabul na segunda-feira (23) e é o maior encontro entre o governo Joe Biden e o Talibã desde que o grupo extremista tomou a capital afegã e voltou ao poder após 20 anos.
Procurada pelo jornal, a CIA se recusou a comentar a reunião com o Talibã. Segundo o “The Washington Post”, Burns é o diplomata mais condecorado do gabinete de Biden.
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William Burns, diretor da CIA (agência de inteligência dos EUA), durante audiência do Comitê de Inteligência do Senado, em Washington, em 24 de fevereiro de 2021
Tom Williams/Pool via Reuters
Baradar liderou o acordo de paz do Talibã com os EUA, durante o governo Donald Trump, e também negociava em Doha, no Catar, um cessar-fogo com o antigo governo afegão, antes da sua queda.
Ele havia sido preso em 2010 em Karachi, no sul do Paquistão, e foi libertado em 2018, a pedido de Trump, para participar das negociações de paz.
O cofundador do grupo extremista voltou ao Afeganistão na terça-feira passada (17), após mais de dez anos no exílio.
Foi a primeira vez que um líder talibã do alto escalão retornou publicamente ao país desde 2001, quando foram expulsos pelos EUA após os atentados do 11 de Setembro.
A decisão de Biden de enviar o chefe da inteligência americana para a reunião ocorre em meio a um esforço frenético para evacuar até a próxima terça-feira (31) americanos e afegãos que cooperaram com as tropas no país.
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Fonte: G1 Mundo