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Soldados turcos cuidam de bebê que mãe entregou através de cerca no aeroporto de Cabul, no Afeganistão; assista

Mãe teve medo de que pequena Hadiya, de apenas dois meses, ficasse ferida em meio à multidão, e a entregou a militares, que deram colo, trocaram sua fralda e a alimentaram. Pai logo foi encontrado, mas família só foi totalmente reunida um dia depois. Bebê entregue pelos pais no aeroporto em Cabul recebe cuidado de soldados
Soldados turcos passaram mais de um dia cuidando da pequena Hadiya, de apenas dois meses, depois que a mãe dela, em desespero, a entregou a eles por cima de uma cerca de arame farpado no aeroporto de Cabul, no Afeganistão, na quinta-feira (19).
As cenas de mulheres tentando entregar seus filhos pequenos para salvá-los enquanto uma multidão se espremia para tentar fugir do país por causa da tomada do poder pelo Talibã comoveu e preocupou muita gente (veja abaixo). Algumas crianças chegaram a ficar feridas pelos arames da cerca.
VÍDEO: Soldado puxa bebê para dentro de aeroporto de Cabul em meio a tumulto
Farista Rahmani, mãe de Hadiya, se perdeu de seu marido, Ali Musa Rahmani, e ficou com medo de que a filha ficasse ferida ou acabasse caindo e sendo pisoteada na confusão. Por isso decidiu entregar o bebê aos soldados, segundo a agência Reuters.
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Hadiya ficou sob os cuidados de soldados turcos, que estão distribuindo água e alimentos aos afegãos que lotam o aeroporto internacional de Cabul. Eles logo conseguiram achar o pai da criança, que estava em um dos portões, buscando desesperadamente pela mulher e pela filha.
Ali Musa foi levado ao encontro do bebê em uma área de segurança, mas todos os pertences da criança estavam com a mãe, até aquele momento perdida na multidão.
Os soldados então se encarregaram de trocar a fralda de Hadiya e alimentá-la, além de garantir um rodízio de colos para que ela se acalmasse.
Nesta sexta (20), a família foi reunida, depois que Farista foi finalmente localizada.
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Fonte: G1 Mundo

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VÍDEO: Policial salva cachorro preso debaixo de casa nos EUA


Cãozinho Buttercup se enfiou no meio da fundação da casa dos donos. Agentes da polícia precisaram cavar um outro buraco para resgatar o animal que foi retirado do local com segurança. VÍDEO: Policial salva cachorro preso debaixo de casa nos EUA
Policiais da cidade de Seneca do Oeste, nos Estados Unidos, salvaram a vida de um cachorro que ficou preso debaixo de uma casa no início de agosto, informaram as autoridades locais (veja no vídeo acima).
O cãozinho Buttercup, que fazia buracos no quintal de casa, acabou se enfiando bem no meio da estrutura de fundação da construção, e não conseguiu sair de lá sozinho.
Agentes do departamento de polícia local precisaram cavar , salvaram a vida de um cachorro que ficou preso debaixo de uma casa no início de agosto, informaram as autoridades locais .
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Imagens compartilhadas pelos policiais mostram toda a ação. Eles usaram uma pá e até mesmo as mãos para poder alcançar Buttercup.
Quando a agente Pingitore consegue pegar o animal, ela o puxa pelo rabo e Buttercup sai desorientado, mas sem ferimentos, para os braços dos donos.
Cãozinho Buttercup após ser resgatado debaixo de casa nos EUA
Reprodução/Twitter/WSPolice

Fonte: G1 Mundo

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Imprensa internacional se mobiliza para a retirada de jornalistas do Afeganistão


‘The New York Times’, ‘The Washington Post’ e ‘The Wall Street Journal’ têm mobilizado contatos diplomáticos para retirar jornalistas e colaboradores do país após a retomada do poder pelo Talibã. Civis afegãos se preparam para embarcar em avião para deixar o país no Aeroporto Internacional Hamid Karzai, em Cabul, na quarta-feira (18)
Staff Sgt. Victor Mancilla/U.S. Marine Corps via AP
Grandes organizações da imprensa internacional têm se mobilizado nos últimos dias para tentar retirar, com segurança, colaboradores locais e jornalistas estrangeiros que trabalham no Afeganistão.
Com a retomada do poder pelo Talibã em 15 de agosto, ainda há muita incerteza se o grupo extremista manterá a palavra de respeitar o trabalho de jornalistas no país (leia mais adiante nesta reportagem).
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse nesta sexta-feira (20) que o governo americano tem se esforçado para repatriar americanos que estejam no território afegão – inclusive jornalistas.
Joe Biden: ‘Estamos agindo rapidamente, fazendo o que dissemos que faríamos’
Biden citou que o governo retirou 204 jornalistas nesta semana e que aumentou o número de pessoas que os estão ajudando a sair do país.
“Não sabemos o número exato de americanos que estão lá”, afirmou, mas disse que a prioridade é tirar todos os cidadãos dos EUA do país.
Ele disse também que os EUA pretendem contribuir com a retirada de afegãos em situação vulnerável e de jornalistas que não estejam ligados a empresas internacionais.
Na segunda-feira (16), os chefes de três grandes jornais dos EUA fizeram uma declaração conjunta pedindo ajuda ao presidente para proteger seus jornalistas e garantir uma volta segura para casa.
Centenas de pessoas se reúnem do lado de fora do aeroporto internacional em Cabul, no Afeganistão, em 17 de agosto de 2021
AP
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Esforços conjuntos
Executivos dos jornais americanos “The New York Times”, “The Wall Street Journal” e “The Washington Post” disseram que têm mantido contato com consulados e embaixadas de países com representações no Afeganistão para tentar ajuda na retirada de jornalistas.
Uma das maiores preocupações é garantir a segurança de colaboradores e repórteres afegãos que trabalhavam para os jornais americanos que têm encontrado dificuldade para deixar o país. Michael Slackman, editor do “Times”, afirmou que “vários planos” de transporte falharam.
“Você tem um plano durante a noite e duas horas depois, as circunstâncias em solo mudam completamente”, disse o jornalista em reportagem ao “The New York Times”.
No entanto, segundo a publicação, após uma ajuda do governo do Catar – que mantém relações tanto com os EUA quanto com o Afeganistão –, o jornal conseguiu retirar de solo afegão 128 colaboradores e seus familiares.
A.G. Sulzberger, presidente e editor do “Times” agradeceu em um comunicado os esforços do governo do Catar “que foram verdadeiramente inestimáveis para levar nossos colegas afegãos e suas famílias para a segurança”.
“Pedimos à comunidade internacional que continue a atuar em defesa dos bravos jornalistas afegãos que estão em risco em seu próprio país”, escreveu Sulzberger.
O “Post” informou que 13 funcionários – incluindo dois colaboradores afegãos e seus familiares – conseguiram embarcar para o Catar na última terça-feira (17). No mesmo dia, três correspondentes do “Journal” deixaram o país, mas a publicação diz que ainda tenta ajudar na retirada de uma dezena de contratados locais.
Pessoas se encaminham ao aeroporto de Cabul, no Afeganistão.
REUTERS/Stringer
Perseguição a jornalistas
Nesta quinta (19), o familiar de um jornalista da Deutsche Welle foi morto por talibãs depois de uma batida em sua casa na busca pelo repórter da emissora internacional alemã e de mais três colaboradores.
A Associação Alemã de Jornalistas (DJV, da sigla em alemão) fez um apelo à comunidade internacional após o caso e pediu por ação.
Segundo a DJV, familiares de jornalistas que não moram mais no país vêm sendo “sistematicamente caçados em Cabul e em outras cidades”.
“Jornalistas afegãos que vivem na Alemanha recebem apelos de suas famílias para não publicar nada que possa levar ao Talibã agir contra seus parentes”, disse em nota.
Combatentes do Talibã patrulham o bairro de Wazir Akbar Khan, em Cabul, capital do Afeganistão, em 18 de agosto de 2021
Rahmat Gul/AP
Alguns jornalistas afegãos dizem que foram espancados e tiveram a casa invadida desde que o Talibã tomou a capital Cabul.
A organização internacional Repórteres Sem Fronteiras (RSF) fez um pedido para que o Conselho de Segurança da ONU organize uma reunião de emergência para discutir a situação de profissionais da imprensa no Afeganistão.
“Cerca de 100 meios de comunicação pararam de operar nas últimas semanas, enquanto centenas de jornalistas se esconderam ou estão tentando fugir do país”, disse a RSF em nota.
Promessa durou pouco
O Talibã havia dito na terça-feira (17), em sua primeira entrevista coletiva, que permitiria o trabalho da imprensa e que mulheres poderiam trabalhar, ao contrário do que ocorreu quando o grupo esteve no poder, entre 1996 e 2001.
Mas apesar da tentativa inicial do Talibã de tentar passar uma imagem menos radical, militantes do grupo extremista têm intensificado a busca por pessoas casa a casa, aponta documento confidencial da Organização das Nações Unidas (ONU).
Os talibãs têm listas com nomes e os alvos são pessoas que trabalharam para forças de segurança afegãs, americanas e da Otan, além de veículos de imprensa e entidades internacionais, segundo o relatório de inteligência da ONU.
Mulheres jornalistas
O Talibã disse mais de uma vez que as mulheres poderão trabalhar, contanto que sigam a Sharia – lei islâmica – no entanto, já há relatos de profissionais impedidas de trabalhar após a tomada de poder.
Shabnam Dawran, apresentadora de um telejornal local, disse na quinta-feira (19) ter sido barrada na sede da empresa em Cabul (veja no vídeo abaixo).
Após trabalhar durante seis anos como jornalista para a emissora estatal afegã RTA, Dawran afirmou esta semana que teve o acesso negado à redação, enquanto seus colegas homens podiam fazê-lo.
VÍDEO: Apresentadora de telejornal do Afeganistão é proibida de trabalhar após retomada do Talibã
Sob o governo talibã, entre 1996 e 2001, entretenimentos como televisão e música foram proibidos, as mãos dos ladrões eram cortadas, e assassinos, executados em público.
Mulheres ficaram proibidas de trabalhar, ou estudar; e as acusadas de adultério eram açoitadas e apedrejadas até a morte.
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Fonte: G1 Mundo

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Agente que atirou e matou mulher durante ataque ao Capitólio dos EUA é exonerado


Mais quatro pessoas morreram durante a invasão de grupo pró-Trump à sede do Congresso americano, em 6 de janeiro de 2021. VÍDEO: Imagens mostram momento em que mulher é baleada em invasão ao Capitólio, nos EUA
O agente que atirou e matou uma mulher durante a invasão do Capitólio dos Estados Unidos, sede do Congresso americano, foi exoneraro nesta sexta-feira (20), segundo um comunicado do Departamento de Justiça americano.
“A investigação determinou [ …] que um oficial dentro do plenário disparou um tiro de sua arma de serviço “, disse o escritório da promotoria do Distrito de Colúmbia em nota.
O Departamento de Justiça afirmou ainda que o policial cometeu uma violação das normas internas do Congresso ao disparar contra a mulher que tentava invadir o espaço, mas não apresentava riscos.
O agente havia sido afastado e era investigado por balear Ashli Babbit, apoiadora de Trump que tentava forçar sua entrada no plenário, onde alguns membros do Congresso permaneciam abrigados. Ela foi atendida no hospital, mas não resistiu aos ferimentos.
Pessoas se deitam no chão e nas escadarias da galeria do Senado dos EUA no momento em que manifestantes tentam entrar no Capitólio, em Washington
Andrew Harnik/AP
Ao menos quatro pessoas morreram durante os enfrentamentos de 6 de janeiro, segundo o Departamento da Polícia Metropolitana de Washington. Quatorze policiais ficaram feridos.
Apoiadores de Trump, que não aceitavam o resultado das eleições de novembro, interromperam a sessão que certificava a vitória de Jon Biden nas eleições presidenciais. Deputados e senadores foram retirados do prédio pouco antes da invasão.

Fonte: G1 Mundo

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Talibã ‘torturou e massacrou’ minoria muçulmana em julho, apesar de discurso moderado


Grupo de direitos humanos diz que os recentes assassinatos de homens da minoria Hazara são um ‘indicador terrível’ do regime Talebã. O povo Hazara vive tradicionalmente em áreas montanhosas do Afeganistão
Getty Images/BBC
O Talibã “massacrou” e torturou brutalmente recentemente vários membros da minoria Hazara no Afeganistão, informou o grupo de direitos humanos Anistia Internacional.
Testemunhas deram relatos pungentes sobre os assassinatos, ocorridos no início de julho na província de Ghazni.
Desde que assumiu o controle de Cabul, capital afegã, no último domingo (15), o Talibã tentou passar uma imagem mais contida.
Mas a Anistia afirma que o incidente é um “indicador terrível” do regime do grupo fundamentalista islâmico.
A comunidade Hazara é o terceiro maior grupo étnico do Afeganistão.
Eles praticam principalmente o islamismo xiita e enfrentam discriminação e perseguição de longa data no país e no Paquistão, predominantemente sunitas.
Baleados na cabeça
No relatório publicado na quinta-feira (19), a Anistia afirma que nove homens hazara foram mortos entre 4 e 6 de julho no distrito de Malistan, na província oriental de Ghazni.
O grupo de direitos humanos entrevistou testemunhas oculares e analisou as evidências fotográficas após os assassinatos.
As 7 imagens mais marcantes da tomada do Afeganistão pelo Talibã
Os moradores disseram que fugiram para as montanhas quando os combates se intensificaram entre as forças do governo e os militantes do Talibã.
Quando alguns voltaram ao vilarejo de Mundarakht para pegar alimentos, contaram que o Talibã havia saqueado suas casas e estava esperando por eles. Além disso, alguns homens que passavam por Mundarakht no caminho de volta para suas aldeias também foram emboscados.
No total, seis homens teriam sido baleados, alguns na cabeça, e três torturados até a morte.
De acordo com relatos de testemunhas, um homem foi estrangulado com seu próprio lenço e teve os músculos do braço cortados. O corpo de outro foi destroçado.
Uma testemunha ocular diz que eles perguntaram aos talibãs por que eles infligiam tamanha brutalidade ao seu povo.
“Quando é chegada a hora do conflito, todo mundo morre, não importa se você tem armas ou não. É tempo de guerra”, teria respondido um deles.
“A brutalidade a sangue-frio dessas mortes é uma lembrança do histórico do Talibã e um indicador terrível do que o regime Talibã pode trazer”, adverte Agnès Callamard, secretária-geral da Anistia.
“Esses assassinatos seletivos são prova de que as minorias étnicas e religiosas em particular continuam correndo risco sob o domínio do Talibã no Afeganistão.”
Ela acrescentou que os serviços de telefonia móvel foram cortados em muitas das áreas que foram tomadas pelo Talibã e, por isso, as informações sobre os assassinatos não haviam vazado até agora.
A Anistia fez um apelo à Organização das Nações Unidas (ONU) para que investigue o caso e proteja as pessoas em risco.
VÍDEO: Quem é Ahmad Massoud, que pode se tornar líder da resistência ao Talibã no Afeganistão
O Talibã era conhecido por seu regime violento no Afeganistão, que privou mulheres e minorias étnicas de seus direitos, antes de ser expulso por uma coalizão liderada pelos Estados Unidos em 2001.
Em entrevista coletiva após a retomada de Cabul, o grupo fundamentalista islâmico prometeu que não lançaria ataques de vingança contra ninguém que trabalhasse com as forças americanas e que também concederia direitos às mulheres de acordo com a Sharia, lei islâmica.
Mas um documento da ONU alertou que os militantes do Talibã têm ido de porta em porta em busca de pessoas que trabalharam para as forças da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) ou para o governo anterior do Afeganistão.
Quem são os Hazara?
Eles têm ascendência mongol e asiática central;
Reza a lenda que eles são descendentes de Genghis Khan e seus soldados, que invadiram o Afeganistão no século 13;
Praticam principalmente o islamismo xiita no Afeganistão e no Paquistão, ambos predominantemente sunitas;
Representam 9% dos 39,9 milhões de habitantes do Afeganistão;
Foram seriamente perseguidos pelo Talibã no passado.
Vídeos: Histórias e relatos sobre o caos no Afeganistão
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Fonte: G1 Mundo

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Presidente do México agradece elogios de traficante de drogas acusado de matar agente da DEA


Miguel Ángel Félix Gallardo, apelidado de ‘Chefe dos chefes’ e considerado o criador do cartel de Guadalajara, disse em entrevista que presidente está ‘resolvendo’ violência que atinge o país. ‘A violência é consequência do desemprego, da desigualdade social, que o senhor López Obrador vai resolvendo aos poucos’, afirmou. O presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, em foto de 20 de abril
AP Photo/Fernando Llano
O presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, agradeceu nesta sexta-feira (20) um veterano traficante, condenado pelo assassinato de um agente americano, por se pronunciar a favor de sua estratégia de segurança.
“Agradeço muito seus bons votos”, disse López Obrador em sua coletiva de imprensa diária quando questionado sobre as declarações de Miguel Ángel Félix Gallardo, apelidado de “Chefe dos chefes” e considerado o criador do cartel de Guadalajara, a primeira gtande organização do narcotráfico mexicano.
O condenado, preso desde 1989 pelo assassinato de Enrique Camarena, um agente antidrogas americano, disse em uma entrevista que López Obrador está “resolvendo” a violência que atinge o país latino-americano.
“A violência é consequência do desemprego, da desigualdade social, que o senhor López Obrador vai resolvendo aos poucos. É preciso dar tempo a ele”, disse Félix em entrevista ao canal Telemundo, na qual insistiu na sua inocência.
O traficante apareceu em uma cadeira de rodas e disse que era cego de um olho e surdo de um ouvido.
López Obrador acrescentou que a procuradoria-geral da República analisará se Félix pode ser beneficiário de um decreto que seu governo prepara para a libertação de presos torturados ou maiores de 65 anos com doenças crônicas, após diagnóstico do Ministério da Saúde.
O projeto também concederia prisão domiciliar a presidiários a partir dos 75 anos, desde que não sejam condenados por casos graves.
“Não quero que ninguém sofra, não quero que ninguém fique preso, sou um humanista, sou formado na escola da não-violência”, mas “tenho que fazer cumprir as leis”, disse López Obrador.
Félix, de 76 anos, está encarcerado em um presídio de segurança máxima no estado de Jalisco e foi uma figura-chave na expansão do narcotráfico mexicano.
Nos anos 1980, sua organização, que até o momento se dedicava ao tráfico de maconha e ópio, foi uma das primeiras a estabelecer contatos com traficantes colombianos para transportar cocaína do país sul-americano aos Estados Unidos.
O México sofre uma onda de violência ligada ao tráfico de drogas que causou mais de 300 mil assassinatos desde dezembro de 2006, quando o governo federal lançou uma polêmica operação de combate ao crime organizado, segundo dados oficiais.
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Fonte: G1 Mundo

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Foco dos EUA no Afeganistão é retirar americanos e aliados, diz Biden


O presidente dos EUA, Joe Biden, falou nesta sexta (20) sobre a retirada de americanos do Afeganistão
Manuel Balce Ceneta/AP Photo
O presidente americano Joe Biden disse nesta sexta-feira (20), em pronunciamento na Casa Branca, que a prioridade americana neste momento no Afeganistão é tirar seus cidadãos e os aliados locais do país, para garantir sua segurança em meio à tomada do poder pelo grupo extremista Talibã.
Mais de 18 mil pessoas foram retiradas de avião de Cabul desde que o Talibã tomou a capital do Afeganistão, disse uma autoridade da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) nesta sexta-feira (20).A Otan prometeu dobrar os esforços para retirar gente do país. Há muitas críticas à maneira como o Ocidente — em especial, os Estados Unidos — tem lidado com a crise.
A Otan pediu aos talibãs que permitam a retirada dos afegãos que desejam abandonar o país e prometeu que os aliados manterão uma “estreita cooperação” durante a operação.
Os ministros das Relações Exteriores da Aliança Atlântica realizaram uma reunião de emergência para analisar a situação no Afeganistão e os planos de retirada de pessoas.
“Pedimos a quem estiver na posição de autoridade no Afeganistão para respeitar e facilitar a marcha ordenada e segura, também através do aeroporto internacional Hamid Karzai de Cabul”, disseram os 30 ministros da Otan em seu comunicado conjunto.
“Enquanto a operação de retirada continuar, manteremos nossa estreita coordenação operacional com os meios aliados” no aeroporto, acrescentaram.
Nesta quinta, em uma entrevista à rede ABC, o presidente americano disse que o Talibã precisa decidir se quer ser reconhecido pela comunidade internacional, acrescentando que não acredita que o grupo tenha alterado suas crenças fundamentais.
Indagado se acha que o Taliban mudou, Biden respondeu à ABC News: “Não”.
“Acho que eles estão passando por uma espécie de crise existencial: será que eles querem ser reconhecidos pela comunidade internacional como um governo legítimo? Não tenho certeza se querem”, disse, acrescentando que o grupo parece mais comprometido com suas crenças.
Mas ele também disse que o Talibã tem que mostrar se consegue cuidar dos afegãos.
“Eles também se importam se eles têm alimento para comer, se têm uma renda que… possa impulsionar uma economia, eles se importam se conseguem ou não manter unida a sociedade com que dizem se importar tanto”, disse Biden na entrevista gravada na quarta-feira. “Não estou contando com nada disso.”
VÍDEO: Quem é Ahmad Massoud, que pode se tornar líder da resistência ao Talibã no Afeganistão
Ele também acrescentou que será preciso pressão econômica e diplomática –e não força militar– para garantir os direitos das mulheres.

Fonte: G1 Mundo

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Paris sofre perdas com a falta de turistas devido à pandemia


Queda no número de turistas estrangeiros chega a 60%, segundo o Escritório de Turismo e Congressos da capital francesa. A Monalisa de Da Vinci tem o mesmo sorriso, mas não tem tanta gente aglomerada como de costume; os cartunistas de Montmartre ficam entediados e o metrô está mais calmo. Paris ainda está lá, mas este ano com 60% menos turistas estrangeiros.
O Escritório de Turismo e Congressos de Paris estima que entre junho e agosto a região parisiense recebeu entre 3,6 e 4,7 milhões de turistas, números distantes dos 10,2 milhões de 2019, ano de referência antes da covid-19.
“Não temos clientes que vêm de longe (como Ásia e América do Sul), então o impacto é importante”, disse à AFP Didier Arino, diretor da consultoria especializada Protourisme.
Pessoas com passes de saúde esperam para entrar no Museu do Louvre, em Paris, em imagem de arquivo
Reuters/Sarah Meyssonnier
Paris “tem a menor taxa de ocupação (de hotéis) de todo o país”, diz Arino. “Os hotéis perderam 60% do volume de negócios e mais da metade das pernoites”.
Uma queda também observada por Romain Jouhaud, diretor da “4 roues sous 1 parapluie”, empresa que oferece visitas guiadas à capital no mítico Citroën 2 cavalos (2CV), cuja clientela era principalmente norte-americanos e australianos.
Em tempos pré covid, a empresa fazia 360 saídas no verão. Esta ano, fez apenas 120.
“Procuramos nos orientar para um cliente francês mas o problema é que a nossa tarifa média (150 euros) é um pouco cara, os franceses gastam menos” do que os estrangeiros, explica.
Os barcos turísticos que cruzam o Sena também tiveram que se reinventar, tendo perdas de 50% em relação a 2019. Historicamente, os franceses representavam metade dos clientes; este ano passaram a 65%.
“E deles, 43% residem na região de Paris”, explica Marie Bozzonie, diretora de uma dessas empresas, a Les Vedettes de Paris. Por isso, em seus barcos, não transmitem mais explicações em vários idiomas pelos alto-falantes, eles os deixam ser os guias turísticos.
40% dos guias pensam em desistir
Também criou os “cruzeiros de aperitivos” e instalou um campo de petanca em sua atracação no rio. “Soubemos nos reinventar para oferecer o Sena e a Torre Eiffel aos parisienses”, comemora Bozzonie.
Até mesmo a torre de ferro, símbolo de Paris, sofre uma diminuição no número de visitantes: 13.000 por dia, contra 25.000 em tempos normais. Com um aumento significativo dos franceses, que passaram de 20 para 50% neste ano, segundo os números à disposição da AFP.
Os guias estão entre os grandes prejudicados pela falta de turistas. A atividade de 600 a 700 guias credenciados na região de Paris caiu “mais de 80%”, segundo Aude Deboaisne, da Federação Nacional Francesa de Guias.
Nesse caso, a clientela francesa não preenche este setor, pois “procuram a natureza, a praia, não estar nas cidades, e menos ainda em Paris”, pontua, já que segundo ela os guias do sul da França “tem muito trabalho”.
No entanto, 8% dos 1.500 membros da Federação Nacional dos Guias deixaram o emprego em novembro passado, e atualmente 40% pensam em sair, já que muitos não tinham renda e quase nenhuma ajuda, diz Deboaisne.
Paris é o espelho da situação das grandes capitais europeias”, pensa Didier Arino. “Quanto mais dependentes dos turistas estrangeiros, pior ficam”.
No museu de cera de Paris, com 50% de clientes de fora da França, este ano eles tiveram apenas 10% de estrangeiros, segundo seu gerente, François Frassier.

Fonte: G1 Mundo

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Em última visita à Rússia como líder da Alemanha, Angela Merkel defende o diálogo com Vladimir Putin


A alemã foi recebida na sede do governo russo pelo próprio Vladimir Putin, que a esperava com um buquê de flores. Angela Merkel e Vladimir Putin em 20 de agosto, durante a última viagem da alemã a Moscou antes de deixar o poder
Sergei Guneev/Reuters
A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, encontrou-se com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, pela última vez antes de deixar o poder, nos próximos meses. É a última viagem dela a Moscou antes das eleições alemãs.
A viagem ocorre exatamente um ano depois do envenenamento, atribuído às autoridades russas, do opositor Alexei Navalny, que foi atendido e tratado na Alemanha, mas voltou para a Rússia, onde foi preso.
Veja abaixo um vídeo de julho, quando Merkel se encontrou com Joe Biden, dos Estados Unidos.
Biden e a chanceler alemã, Angela Merkel, se reúnem em Washington, nos EUA
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Alexei Navalny, principal opositor de Vladimir Putin na Rússia, é transferido da prisão para um hospital
Depois de depositar uma oferenda de flores no túmulo do soldado desconhecido em Moscou, a líder alemã foi recebida na sede do governo russo pelo próprio Vladimir Putin, que a esperava com um buquê de flores.
“Embora tenhamos profundas divergências, conversamos. E isso deve continuar assim”, disse Merkel, que em seus 16 anos de mandato manteve uma relação complexa e ambígua com o presidente russo.
Merkel afirmou que havia muitas questões para tratar durante o encontro, como a situação no Afeganistão ou as relações bilaterais, mas não mencionou o caso de Navalny.
Putin disse que não foi simplesmente uma visita de adeus, mas, sim, um encontro “sério” entre dois veteranos da política europeia, porque “muitas questões devem ser discutidas”.
Merkel, que fala russo e cresceu na Alemanha Oriental, e Putin, que fala alemão pelos seus anos de serviço na KGB na Alemanha Oriental, sempre reivindicaram ter estabelecido uma verdadeira relação de trabalho, apesar de suas diferenças.
Desde 2005, quando a chanceler chegou ao poder, eles discutiram arduamente ou com ironia sobre muitos temas, desde a Síria até Ucrânia ou Belarus, passando pelos ciberataques atribuídos por Berlim a Moscou ou o envenenamento de Navalny.
No entanto, o diálogo nunca foi completamente interrompido entre esses dois veteranos do cenário internacional.
Conversas sobre o Afeganistão
Rússia e Alemanha mantêm posicionamentos diferentes sobre o Afeganistão.
Merkel considerou a situação “amarga, dramática e terrível”. Já o chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov, afirmou na terça-feira que os talibãs enviaram sinais “positivos” sobre a liberdade de opinião.
Nesta 20ª viagem oficial à Rússia, Merkel encerra a relação com a constatação do fracasso em um assunto que estabeleceu como prioridade: a resolução do conflito entre Rússia e Ucrânia, que está em ponto morto.
A chanceler alemã viajará no domingo para Kiev, onde se reunirá com o presidente Volodymyr Zelenski.
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Fonte: G1 Mundo

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Navio Ever Given atravessa o Canal de Suez novamente, 150 dias após encalhar no caminho


Navio começou a atravessar o Canal de Suez e, dessa vez, é acompanhado por dois barcos de reboque. O barco Ever Given atravessa o Canal de Suez em 20 de agosto de 2021
Suez Canal Authority/Via Reuters
O Ever Given, o navio que ficou encalhado no meio do Canal de Suez por quase uma semana em março deste ano, começou a atravessar o canal nesta sexta-feira (20) e, dessa vez, será acompanhado de dois barcos de reboque.
Na quinta-feira à noite o Ever Given chegou a Port Said, cidade egípcia no Mar Mediterrâneo, e nesta sexta-feira o navio atravessa o Canal de Suez na direção do Mar Vermelho. O destino é uma estalagem em Singapura, onde o navio vai passar por reparos.
VÍDEO: Mais de 100 navios passaram pelo Canal de Suez desde que meganavio foi desencalhado
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VÍDEO do navio encalhado
Em 23 de março, quando o Ever Given encalhou no meio do Canal de Suez, no Egito, o fluxo de cargueiros ficou comprometido.
O barco tem 400 metros e estava carregado com 18,3 mil containers.
Após ser desencalhado, o Ever Given não pôde sair: havia discussões a respeito de quem iria pagar pelos prejuízos gerados pelo navio —cerca de 15% do tráfego mundial de navios cargueiros usa o Canal de Suez, a via mais curta entre a Europa e a Ásia.
VÍDEO: Navio que encalhou no Canal de Suez chega ao porto de Rotterdam
A Autoridade do Canal de Suez (SCA, na sigla em inglês) queria US$ 1 bilhão como compensação pelo tempo em que o navio ficou encalhado.
A empresa dona do cargueiro, Shoei Kisen Kaisha, não aceitou a pena —para a companhia, a culpa também era do próprio Canal de Suez. Os egípcios aceitaram baixar para US$ 550 milhões. No fim, houve um acordo, mas não se revelou qual foi o valor da multa.
VÍDEO: As principais imagens do meganavio que fechou o canal de Suez por 6 dias
Até que as partes chegassem a um acordo sobre a multa, o barco ficou estacionado em um lago ao lado do canal. Passaram-se 106 dias até que o Ever Given deixasse o Egito.
De lá, foi para o porto de Roterdã, na Holanda, e depois para o porto de Felixstowe, na Inglaterra. Agora, o Ever Given atravessa novamente o Canal de Suez para poder chegar ao estaleiro em Singapura.
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Fonte: G1 Mundo