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A disputa judicial por tanque da 2ª Guerra que aposentado guardava no porão


O homem de 84 anos mantinha o veículo de guerra junto com uma arma antiaérea e um torpedo. Veja o tanque da 2ª Guerra que foi encontrado em porão de idoso na Alemanha
Um aposentado na Alemanha foi condenado por porte ilegal de armas depois autoridades descobriram que ele possuía um extenso arsenal pessoal, incluindo um tanque de guerra, em sua casa.
O réu, de 84 anos, recebeu uma pena de prisão suspensa de 14 meses e uma multa de 250 mil euros (R$ 1,5 milhão).
As autoridades encontraram o tanque e outro equipamento militar da Segunda Guerra Mundial na casa do réu na cidade de Heikendorf, no norte do país, em 2015.
O Exército foi chamado para ajudar a remover os itens.
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Tanque ficava no subsolo de casa de colecionador
Carsten Rehder/dpa via AP
Na segunda-feira (2), o tribunal ordenou que o réu, que não pode ser identificado segundo as leis de privacidade alemãs, deve vender ou doar o tanque e um canhão antiaéreo a um museu ou colecionador nos próximos dois anos.
De acordo com o advogado do homem, um museu americano está interessado em adquirir o tanque Panther. Muitos historiadores dos EUA argumentam que foi o veículo mais eficiente implantado pela Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial.
O advogado também disse que vários colecionadores alemães abordaram o réu por causa de outros itens, incluindo fuzis e pistolas, informou a imprensa local.
Arma antiaérea era outra ‘lembrancinha’ que o colecionador guardava da 2ª Guerra
Carsten Rehder/dpa via AP
As autoridades locais invadiram a propriedade em 2015 depois de receber uma denúncia anônima de colegas em Berlim, que já haviam feito buscas na casa atrás de arte nazista roubada.
Cerca de 20 soldados do Exército foram envolvidos na operação de remoção do tanque Panther, que durou nove horas, da propriedade. O veículo estava sem as esteiras.
Segundo a imprensa local, o homem havia sido visto em um inverno usando o tanque como um arado de neve.
Tanque Panther, de 45 toneladas, deu trabalho aos homens do exército que tiveram de apreendê-lo
Carsten Rehder/dpa via AP
VÍDEOS: as últimas notícias internacionais

Fonte: G1 Mundo

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Cuba enfrenta caos em hospitais e até falta de seringa no pior momento da pandemia


Explosão de casos levou sistema de saúde da ilha a situação limite; hospitais já sofriam com a escassez generalizada de medicamentos, falta de pessoal, suprimentos e graves problemas de infraestrutura. Enfermeiras atendem pessoas que receberão a Abdala, uma das vacinas cubanas contra a Covid-19, em um centro cultural que está sendo usado como centro de imunização durante a pandemia em Havana, Cuba, em 2 de agosto de 2021
Ramon Espinosa/AP
“Ninguém imagina a dor que estou passando agora. Ninguém imagina o sofrimento que nós vivemos em casa.”
Lenier Miguel Pérez, um cubano que vive em Matanzas, no oeste da ilha, diz que não sabe como continuará vivendo e afirma que está “com raiva por tanta dor”.
Ele narrou sua tragédia pessoal à BBC News Mundo, o serviço em espanhol da BBC.
Em um intervalo de duas semanas, Pérez percorreu hospitais de sua província em busca de atendimento médico para o filho e perdeu a esposa Lydda, de 23 anos, que estava grávida e prestes a dar a luz a seu segundo filho, que também não resistiu.
“Que dor tão grande perdê-los na mesma hora e no mesmo dia”, disse.
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Segundo seu depoimento, confirmado pela BBC com outras duas pessoas próximas à família, tudo começou quando o filho de 4 anos teve febre na noite de 22 de junho.
“No dia seguinte, minha esposa e eu o levamos correndo para a policlínica para entender o que estava acontecendo. Fizeram um teste rápido e deu positivo para o coronavírus”, diz.
Pérez lembra que, devido à gravidez da esposa, foi ele quem acompanhou a criança durante a hospitalização.
Foi quando começou sua odisseia.
Ele teve que esperar um dia inteiro para que seu filho fosse transferido para um hospital, por falta de leitos. Segundo Pérez, naquele dia, por volta das 22h, um ônibus apareceu para finalmente levá-los ao hospital. Quando chegaram, no entanto, não havia vagas para menores.
“Chega uma médica de plantão e nos diz: ‘O hospital está em colapso. Não há leito para as crianças e só podemos deixá-las no corredor para esperar que as outras [crianças] que estão internadas tenham alta. Não se sabe se será de manhã, ou de tarde, ou no dia seguinte. Está tudo cheio’.”
Os pais responderam que não sairiam do ônibus e que não permitiriam que seus filhos ficassem presos “no corredor de um hospital onde o que se respira é doença”.
Os pais, segundo ele, começaram a vagar durante a noite pela província, chamando e procurando líderes do Partido Comunista ou autoridades que pudessem dar uma resposta.
Lenier e seu filho foram posteriormente transferidos para outra clínica após a confirmação do resultado positivo da criança. Finalmente, por volta das 8h do dia seguinte, eles conseguiram uma vaga no hospital.
Ele conta que ficou mais calmo, até que recebeu uma mensagem preocupante da esposa: ela também havia começado a se sentir mal.
A perda
Lydda Maria havia ido ao médico e um teste rápido inicialmente trouxe resultado negativo para a Covid-19. Como continuou a se sentir mal, lembra Lenier, ela decidiu voltar para a policlínica.
“Ela ficou um dia [esperando] na policlínica porque disseram que havia um leito para ela na maternidade em Matanzas, mas não havia como transferi-la. Eles a transferiram no dia seguinte pela manhã para o hospital da maternidade e… não havia leito para grávidas. Eles a levaram para o Faustino [outro hospital]. Fizeram um teste rápido e deu positivo. Então teve que sair de lá.” Depois de outras idas e vindas naquele dia, a esposa de Lenier foi internada em um centro de isolamento.
“Lá, ela passou fome, dores e desconforto. Cuidavam de mais de uma gestante no mesmo leito porque não havia lugar. Ela tomava banho com água fria, o que agravou ainda mais a pneumonia que foi descoberta no último minuto antes de seu fim. Ela tinha falta de ar, não havia respirador e ela lá, asmática e grávida. Ela não aguentava mais e a transferiram de novo para o Faustino, porque onde ela estava não havia condições. Aquilo foi um inferno.”
Pérez conta que depois sua esposa acabou sendo transferida novamente quando a situação se agravou, desta vez para um hospital militar, onde ela encontrou uma situação melhor.
“De repente, descobriram que ele estava com pneumonia. As crises de asma continuaram, deram um remédio e precisariam esperar 72 horas. Na terça-feira, 6 de julho, ele morreu. Não aguentou esperar tanto e sofrer tantos dias. Primeiro com nosso filho, depois com ela mesma.”
A BBC News Mundo encontrou em contato com o centro internacional de imprensa e o ministério da Saúde de Cuba, além das direções de Saúde de duas províncias, para solicitar entrevistas para entender a posição oficial sobre a situação atual do coronavírus na ilha e as denúncias recebidas. Não houve resposta.
Crise sanitária
Relatos como o de Lenier são cada vez mais frequentes em Cuba, onde todo o sistema de saúde é público. A ilha vive há alguns meses o momento mais crítico da pandemia e uma das piores crises de saúde da América Latina.
Embora tenha conseguido conter o coronavírus durante boa parte de 2020, Cuba é atualmente o local com maior número de infecções por percentual da população em todo o continente — e um dos primeiros do mundo.
Em 1º de agosto, o país registrou 9.279 casos e cerca de 68 mortes por Covid-19, embora organizações de oposição denunciem que o número de infecções e mortes seja maior que o reconhecido oficialmente.
No total, 2.913 pessoas morreram, de acordo com números oficiais publicados até 1º de agosto.
Especialistas consultados pela BBC dizem que vários fatores básicos explicam esta situação crítica:
O país, dependente do turismo, abriu parcialmente as suas fronteiras para pacotes turísticos, o que permitiu a entrada de novas variantes mais contagiosas;
Apesar das medidas de confinamento, os cubanos ficam em longas filas e aglomerações para comprar alimentos, o que facilita as transmissões;
O país, que desenvolveu uma estratégia de rastreamento rigorosa, apresenta limitações para a realização de testes de detecção de coronavírus, principalmente PCR. Existem relatos de pessoas na fila por horas ou dias para fazer o teste, quando disponível;
Quase toda a população possui apenas máscaras caseiras de tecido (não se vendem cirúrgicas ou outras mais eficientes) e é escasso o acesso a sabonete para lavar as mãos e outros produtos de higiene, como o gel antibacteriano, o que também favorece a transmissão do vírus e suas variantes mais contagiosas;
Cuba demorou a começar e massificar sua campanha de vacinação. Foi o último país da América a fazê-lo, depois de se recusar a fazer parte do mecanismo Covax (consórcio internacional que distribui vacinas para a Covid-19 a nações pobres) e apostar no desenvolvimento de vacinas próprias — as quais já administra a sua população.
Até o momento, a ilha aprovou duas vacinas de produção nacional (Abdala e Soberana 02), sendo o primeiro país do continente a fazê-lo.
Atualmente, é um dos países do mundo que mais administra vacinas por dia por 100 habitantes, mas o processo teve altos e baixos por falta de insumos como seringas.
Idosa tem a temperatura medida antes de ser vacinada contra a Covid-19 com o imunizante cubano Abdala, em Havana, em 2 de agosto de 2021
Yamil Lage/AFP
Esses fatores, que contribuíram para a explosão de casos, sobrecarregaram o sistema de saúde da ilha, que já sofria com a escassez generalizada de medicamentos, falta de pessoal e graves problemas de infraestrutura.
Hospitais no limite
Nos últimos meses, fotos, depoimentos e vídeos circulando em redes sociais mostram farmácias vazias, enquanto hospitais e centros de isolamento estão cheios, com pessoas dormindo — e até morrendo — nos corredores.
Também há relatos de pacientes que faleceram em casa por falta de atendimento médico ou aguardando transferência com urgência para hospitais.
É o caso de Lisveilis Echenique, que disse à BBC News Mundo que seu irmão Liosvel, de 35 anos, morreu em sua casa, na província de Ciego de Ávila, após pedir uma ambulância por horas.
“Ele começou a ter uma febre muito alta. Liguei para uma brigada de resposta rápida e eles foram até minha casa. Quando o viram, me disseram que o caso não era sério o suficiente para interná-lo e que não havia camas, nem remédio, e que era melhor ficar em casa. O próprio médico me disse que o que ele tinha para baixar a febre era uma loção de ervas”, diz.
“Quando ele desmaiou, após 10 dias de febre, voltei a ligar e nada. Corri para a policlínica no meio da madrugada e implorei para que fossem ver meu irmão para primeiros-socorros, mas ninguém foi. E eu não tinha como levá-lo ao hospital à uma da manhã. Eu ligava chorando para pedir uma ambulância e nada… Meu irmão não aguentou. No dia seguinte, 12 horas depois, ainda não tinham vindo buscar o cadáver.”
Após os massivos protestos de 11 de julho na ilha, muitos cubanos recorreram às redes sociais para reclamar do amplo uso de policiais e agentes em ônibus, caminhões e carros para reprimir os manifestantes, quando o governo havia alegado anteriormente que eles não tinham gasolina para ambulâncias.
Depois de verem os equipamentos empregados contra os protestos, muitos trazidos pela primeira vez às ruas do país, pessoas também questionaram por que o país havia gasto dinheiro com esses aparelhos em vez de comprar remédios para enfrentar a crise de saúde.
VÍDEO: 3 pontos para entender os protestos em Cuba
Por outro lado, os médicos cubanos também foram às redes sociais não só para pedir à população da ilha que se proteja, mas também para exigir mais respeito pelo seu trabalho, que muitas vezes desempenham nas circunstâncias mais difíceis.
A BBC encontrou em contato com 7 deles para ouvir sua experiência, mas a maioria se recusou a falar porque não tinha permissão para dar declarações à mídia estrangeira.
“A maioria das pessoas pensa que somos os culpados de tudo e nos maltratam. Mas somos nós que, bem ou mal, estamos salvando a vida de 90% da população”, escreveu um médico em um post no Facebook.
“Nós também adoecemos e temos parentes que adoecem e morrem. Enquanto outros podem optar por ficar em casa, nós temos que ir trabalhar. Não podemos dizer não. Portanto, tudo o que pedimos é respeito e empatia”, acrescentou.
Ajuda humanitária
Desde o início de julho, milhares de cubanos começaram a usar a hashtag #SOSCUBA para denunciar o colapso do sistema de saúde e solicitar a abertura de canais humanitários para a ilha.
A campanha levou muitas personalidades de todo o mundo a pedirem ajuda para Cuba. Países como México e Rússia enviaram suprimentos médicos e ajuda para a ilha após os protestos.
As autoridades locais anunciaram, em meados de julho, que retirariam as restrições que tinham para a entrada de remédios e alimentos trazidos por visitantes, mas o impacto da medida foi limitado e os vídeos de denúncias de colapso do sistema de saúde continuam se multiplicando.
O governo atribui a situação atual ao impacto do coronavírus e ao embargo dos Estados Unidos.
Em uma aparição na televisão após os protestos de 11 de julho, o presidente Miguel Díaz-Canel assegurou que a situação atual na ilha é semelhante à vivida por outros países durante a “terceira onda” da covid. Segundo ele, esta onda foi adiada em Cuba graças a boa resposta anterior da ilha à pandemia.
“Se o presidente Joe Biden tivesse uma preocupação humanitária sincera com o povo cubano, ele poderia eliminar as 243 medidas aplicadas pelo presidente Donald Trump, incluindo as mais de 50 cruelmente impostas durante a pandemia, como um primeiro passo para acabar com o bloqueio”, escreveu ele mais tarde em sua conta no Twitter.
O governo dos Estados Unidos, por sua vez, nega que as sanções estejam por trás da crise do sistema de saúde ou da escassez de remédios ou suprimentos médicos na ilha.
“O embargo dos Estados Unidos permite que alimentos, remédios e outros bens humanitários cheguem a Cuba e nós agilizamos qualquer demanda de exportação de suprimentos humanitários ou médicos para Cuba”, disse a BBC um porta-voz do Departamento de Estado.
“Os Estados Unidos autorizam regularmente a exportação de produtos agrícolas, medicamentos e equipamentos médicos e bens humanitários para Cuba e, desde 1992, exportou bilhões de dólares desses bens para Cuba. Só em 2020, os Estados Unidos exportaram US$ 176 milhões em mercadorias para Cuba, incluindo alimentos e remédios para ajudar o povo cubano”, acrescentou.
Importantes conquistas na saúde
Especialistas consultados pela BBC News Mundo concordam que, embora a pandemia tenha levado serviços de saúde de muitos países ao limite, a situação em Cuba se tornou mais crítica devido a problemas estruturais que seu sistema de saúde já enfrentava, mesmo antes do coronavírus.
“A pandemia de covid-19 foi a gota d’água”, disse Rodolfo Stusser, um pesquisador independente que foi assessor do Ministério da Saúde de Cuba, à BBC News Mundo.
Embora o governo atribua a situação atual ao embargo, as sanções dos Estados Unidos existem há mais de 60 anos e, nesse período, a ilha conseguiu construir um sistema de saúde reconhecido internacionalmente, com profissionais altamente qualificados e um serviço público e universal.
“Cuba alcançou importantes conquistas de saúde ao longo das décadas para um país com seu nível de desenvolvimento econômico, em termos de seu modelo preventivo, acesso a cuidados médicos e alguns indicadores-chave de saúde e biotecnologia”, disse Elizabeth Kath, professora do Instituto Real Universitário de Tecnologia em Melbourne, na Austrália, e autora de um livro sobre s sociedade e o sistema de saúde cubano.
Steven Ullmann, chefe do Departamento de Política de Saúde e Gestão da Saúde da Universidade de Miami e estudioso do sistema de saúde cubano, destaca que a ilha conseguiu formar um grande número de “profissionais de saúde muito bem preparados” e que conseguiu “uma proporção muito alta de médicos de atendimento em relação à população”.
“Eles têm um conceito de atenção primária muito bem desenvolvido. Também conseguiram criar seu próprio setor farmacêutico e o fizeram de forma relativamente eficaz. Também estabeleceram alianças com setores farmacêuticos em todo o mundo, até, ocasionalmente, com os EUA”, afirma.
Mas, segundo Ullman, a situação atual do coronavírus tem refletido um problema maior que já começava a se evidenciar: “Não existe uma infraestrutura que suporte o que, em tese, seria um sistema de atendimento médico relativamente bom”.
“Depois que Cuba perdeu o financiamento que recebia da União Soviética, as coisas começaram a piorar, pois o país entrou em crise e perdeu liquidez em moeda estrangeira. Isso tem limitado os investimentos no setor de saúde. E, nos últimos anos, países aliados, como Rússia e China, estão mais relutantes em vender produtos para eles devido à frequente inadimplência “, disse o especialista.
A crise na Venezuela, um importante aliado da ilha, também contribuiu para a situação atual e ao que o especialista define como “colapso”.
“Como resultado, não só a maioria dos hospitais está em condições precárias, mas eles carecem até de alguns produtos básicos para qualquer hospital, que vão desde chapas de raios-X ou seringas até simples como aspirina para baixar a febre”, diz ele.
Beatriz Álvarez Ortiz, especialista em drogas da Direção de Saúde de Matanzas, reconheceu ao jornal oficial Girón a falta de paracetamol ou ibuprofeno para tratar casos de covid “por falta de matéria-prima”.
Ela também explicou que o interferon, uma das terapias usadas para pacientes com coronavírus, não poderia continuar a ser usado para todos os pacientes porque “a demanda é maior do que a capacidade de produção”.
Diante dessa situação, muitos cubanos recorreram às redes sociais para buscar remédios, seja na forma de doação ou pagando altos preços no mercado paralelo.
A BBC News Mundo conversou com parentes de um paciente de covid-19 que teve que pagar cerca de US$ 66 por seis comprimidos de azitromicina, um antibiótico prescrito em alguns casos da doença (que não atua diretamente contra o coronavírus) e que é raro na maioria dos hospitais.
Ullman destaca que as condições em que se encontram grande parte dos hospitais do país, principalmente nas províncias, contrastam com serviços que são oferecidos a funcionários públicos ou turistas.
“A qualidade do tratamento e das instalações desses hospitais, onde se tratavam Chávez ou Maradona, contrasta com a que atende grande parte da população. Isso gera um sistema muito desigual para a maioria”, acrescentou.
Outros problemas
Segundo Kath, além das condições materiais, dos problemas de infraestrutura e de acesso a remédios e insumos, o sistema de saúde cubano também tem enfrentado outros problemas, entre eles os baixos salários dos médicos e eventuais fugas da ilha.
“O sistema de saúde já passava por um momento difícil, então a covid não é a única causa dos problemas atuais”, afirma.
“É justo considerar que Cuba não é um país rico (portanto, seu sistema de saúde não se compara com o de muitos países industrializados), e o embargo dos Estados Unidos tem um impacto significativo, mas há muitas contribuições internas para os problemas do sistema”, diz.
“Tudo piora com a covid-19, o colapso da indústria do turismo, a falta de alimentos e suprimentos, a crise econômica e política e a impossibilidade de parentes no exterior enviarem dinheiro ou ajuda”, afirma.
“Posso imaginar a perda de esperança, frustração, fome e desespero que tantas pessoas estão experimentando”, acrescenta.

Fonte: G1 Mundo

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Tóquio registra mais de 5 mil casos novos de Covid-19 em um só dia, pior marca desde o início da pandemia


Capital japonesa está em estado de emergência. Pessoas usam máscara em frente ao Estádio Nacional em Tóquio, no Japão, nesta terça-feira (3)
Kim Kyung-Hoon/Reuters
O governo de Tóquio registrou nesta quinta-feira (5) um total de 5.042 novos casos de coronavírus em 24 horas. É o maior número de casos diários de Covid-19 na capital do Japão desde o início da pandemia.
Esses novos recordes de diagnósticos da doença ocorrem perto do fim dos Jogos Olímpicos de Tóquio. Autoridades japonesas e dirigentes olímpicos negam que as competições tenham piorado a situação da pandemia na capital, citando os rígidos protocolos de testagem e rastreamento de contatos que existe entre os envolvidos no evento.
Reportagem em atualização

Fonte: G1 Mundo

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COI vai ouvir dirigentes de Belarus após atleta fugir para a Polônia por medo de perseguição


Comitê abriu inquérito, mas ainda não tomou nenhuma medida por considerar que precisa ouvir todas as partes. Krystsina Tsimanouskaya logo após uma corrida de 100 metros, em 30 de julho de 2021
Aleksandra Szmigiel//Reuters
O Comitê Olímpico Internacional (COI) informou nesta quinta-feira (5) que vai ouvir representantes da delegação de Belarus após o caso envolvendo a atleta bielorrussa Krystsina Tsimanouskaya. A corredora fugiu para a Polônia, alegando perseguição política por parte do regime Alexander Lukashenko.
“Estamos vendo quem será ouvido”, disse o porta-voz do COI, Mark Adams.
Tsimanouskaya foi obrigada no domingo a ir para o aeroporto de Tóquio e embarcar de volta a Belarus. A atleta se recusou a entrar no avião e disse que estava sendo perseguida por criticar técnicos e dirigentes. Ela pediu proteção ao COI, e a Polônia — país onde ela está agora — ofereceu um visto humanitário.
O COI agora investiga dois dirigentes: Artur Shumal e Yuri Moisevich. O comitê afirma que ainda não tomou uma medida mais dura porque “é necessário um processo para apurar todos os tipos de argumentos”.

Fonte: G1 Mundo

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EUA planejam abrir suas fronteiras para estrangeiros totalmente vacinados contra Covid


Governo de Joe Biden analisa processo em etapas, segundo funcionário da Casa Branca. Com exceção de alguns casos especiais, país está fechado para viajantes da União Europeia e de lugares como o Brasil há mais de um ano. Viajantes são vistos no principal terminal do Aeroporto Internacional de Denver, nos EUA, em 22 de julho de 2020
David Zalubowski/AP/Arquivo
Os Estados Unidos, que fecharam suas fronteiras para grande parte do mundo devido à pandemia, planejam admitir a entrada de estrangeiros totalmente vacinados contra a Covid-19, informou um funcionário da Casa Branca nesta quarta-feira (4).
O governo do presidente Joe Biden, reconhecendo a importância das viagens internacionais, quer uma reabertura para estrangeiros “de forma segura e sustentável”, disse a fonte.
EUA mantêm restrições a viajantes vindos do Brasil, União Europeia e Reino Unido por conta da variante delta
Washington está analisando “um processo em etapas que, com o tempo e algumas exceções, fará com que os estrangeiros viajem aos Estados Unidos totalmente vacinados”, afirmou a fonte sem especificar prazos.
Washington determinou em 26 de julho que manteria restrições às chegadas de estrangeiros, deixando de lado os pedidos europeus de reciprocidade.
Uma equipe está desenvolvendo um novo sistema “consistente e seguro” para as chegadas do exterior, disse a fonte, “para quando pudermos retomar as viagens”.
Os Estados Unidos restringiram chegadas de pessoas da União Europeia, Reino Unido, China e Irã por mais de um ano devido à pandemia.
A esses países, Washington acrescentou outros, incluindo Brasil e Índia.
A União Europeia reabriu para viajantes dos Estados Unidos em junho, exigindo certificados de vacinação ou exames negativos.
A medida atende a países altamente dependentes do turismo, como Grécia, Espanha e Itália, que temem mais um ano de dificuldades.
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Fonte: G1 Mundo

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Crise na Venezuela: por que país tem Big Mac mais caro do mundo


O Big Mac é vendido no mundo todo por preços a partir de US$ 1,68. Na Venezuela, esles custam US$ 8,35 – entenda por quê. Na Venezuela, um Big Mac custa US$ 8,35, ou R$ 43,27
GETTY IMAGES via BBC
Quem quiser comprar um Big Mac na Venezuela precisa desembolsar mais de 30 milhões de bolívares, a moeda local. Parece caro?
Além da inflação que abala o país há anos, esse valor equivale a cerca de três salários mínimos mensais no país sul-americano. Então, sim, é bem caro. Mas não só para os venezuelanos.
O emblemático hambúrguer do McDonald’s vendido na Venezuela é o mais caro do mundo, segundo o mais recente Big Mac Index, elaborado pela revista The Economist, que há 35 anos compara o preço desse hambúrguer em dezenas de países como forma de medir o valor de diferentes moedas.
A comparação é baseada no conceito de “paridade de poder de compra” e, neste caso, usa o preço local do Big Mac em cada país convertido em dólares para determinar se a moeda daquele país está sobrevalorizada ou subvalorizada em relação à moeda americana.
Segundo esse cálculo, um Big Mac na Venezuela custa US$ 8,35 (R$ 43,27). Nos Estados Unidos, ele custa cerca de US$ 5,65 (R$ 29,28).
O hambúrguer do McDonald’s é vendido em diferentes partes do mundo por preços que variam entre US$ 1,68 (R$ 8,70) e os US$ 8,35 cobrados na Venezuela.
Esse resultado coloca a Venezuela no topo do índice como o país com maior subvalorização cambial: 47%, à frente da Suíça e da Noruega, lugares onde Big Mac também é mais caro.
Já o local que registra o menor preço é o Líbano: US$ 1,68 (R$ 8,70) por um Big Mac. Esse valor indica, segundo a revista The Economist, que a moeda libanesa está subvalorizada em relação ao dólar em 70,2%.
Já o real brasileiro, segundo a revista, está subvalorizado em 22,8% em relação ao dólar.
Mas por que a Venezuela é o país do mundo onde o hambúrguer é mais caro?
Um mercado pequeno
Guillermo Arcay, professor de macroeconomia da Universidade Católica Andrés Bello, de Caracas, destaca dois fatores em jogo na economia venezuelana para explicar o alto custo do Big Mac (assim como de muitos outros bens).
O primeiro fator tem a ver com o tamanho do mercado venezuelano.
“A Venezuela tem um mercado muito pequeno. O setor privado desapareceu e agora renasce desde que restrições foram removidas em 2018. Então, há muito pouca oferta de produtos como os do McDonald’s e os suprimentos necessários para fazer o hambúrguer também são escassos. Isso faz com que os preços sejam altos, não só para o Big Mac, mas para todos os hambúrgueres do país”, afirma.
O especialista destaca que, desde 2013, a economia venezuelana sofreu uma contração de 80%.
“Esta é uma economia onde os poucos agricultores e transportadores que restam têm muita dificuldade para atender a demanda. Então, tanto o McDonald’s quanto seus concorrentes têm custos altos, mas também têm a capacidade de cobrar caro”, explica.
Distorções econômicas e institucionais
Além dos problemas relacionados ao tamanho do mercado, Arcay indica que a economia venezuelana está sujeita a uma série de distorções econômicas e institucionais que afetam o valor dos bens.
Por meio do controle cambial, o governo manteve durante anos uma sobrevalorização do valor oficial do bolívar ao fornecer ao mercado moedas estrangeiras abaixo de seu valor real.
No entanto, como o governo tinha cada vez menos dólares para atender à demanda por moeda estrangeira, um mercado paralelo no qual o bolívar era cada vez mais desvalorizado explodiu no país.
Diante da crise e da falta de confiança no bolívar, as pessoas buscavam cada vez mais dólares, que por sua vez se tornavam cada vez mais escassos e caros. Havia então uma grande demanda por uma mercadoria em falta – no caso, o dinheiro norte-americano.
“À medida que o mercado paralelo ganhava relevância para o setor privado venezuelano, passamos a um esquema no qual a cesta de mercadorias venezuelanas era superbarata em termos internacionais, quando a referência era o dólar paralelo. Esta era a época em que estrangeiros com uma nota de US$ 100 podiam pagar várias noites em um hotel”, diz Arcay.
Em 2017, quando começou o processo de hiperinflação, os preços em bolívares começaram a subir mais rápido que o dólar.
“Isso obrigou o governo a retirar grande parte das restrições microeconômicas que havia imposto já que, por motivos políticos, tentara conter o dólar oferecendo divisas no mercado, fazendo com que o preço dessa moeda aumentasse mais lentamente do que os preços no mercado local”, explica.
“Com o tempo, depois de dois anos e meio durante os quais os preços em bolívares cresceram a uma taxa maior que o aumento do dólar, o dólar ficou mais barato e os bens ficaram mais caros na Venezuela, quando medidos em dólares. Como agora temos uma taxa de câmbio real sobrevalorizada, a Venezuela se tornou um país caro”, acrescenta.
Por esse motivo, os venezuelanos têm se queixado nos últimos tempos por sofrerem com a “inflação do dólar”, referindo-se ao fato de que os preços locais aumentam a uma taxa mais rápida do que a depreciação da moeda local.
Na sexta-feira, 30 de julho, o dólar estava cotado no mercado oficial venezuelano em 3,9 milhões de bolívares, valor muito semelhante ao do mercado paralelo, segundo dados do Monitor Dollar, um dos vários sites dedicados a monitorar o câmbio instável mercado venezuelano.
A essa situação do mercado de câmbio somam-se, segundo o especialista, outras “distorções microeconômicas” como regulamentações trabalhistas que impedem a demissão de trabalhadores ou dificuldades no transporte de produtos pelo país por falta de gasolina. Além disso, Arcay destaca os inúmeros postos de controle rodoviário onde, segundo ele, “você não sabe se os militares vão deixar os produtos passarem, se vão apreendê-los, ou se vão roubá-los de você”.
Segundo o especialista, diante dessa incerteza, os empresários optam por aumentar os preços antecipadamente.
A soma de todos esses fatores contribui para que não só o Big Mac, mas muitos outros produtos sejam atualmente mais caros na Venezuela do que em outras partes do mundo.
Se depois de ler esta explicação você ainda quiser comer um Big Mac na Venezuela, é recomendável que não planeje pagar em dinheiro porque demorará três semanas para obter o valor necessário em um caixa eletrônico, já que o governo mantém um limite de retirada semanal de 10 milhões de bolívares.
E, a propósito, não diga Big Mac. Na Venezuela, o hambúrguer agora é conhecido como Big Cheddar, embora seja o mesmo hambúrguer de sempre. Mas muito mais caro do que no resto do mundo.
Vídeos: Últimas notícias de economia

Fonte: G1 Mundo

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Britânico escala arranha-céu em Londres sem proteção; veja vídeo


George King-Thompson, de 21 anos, já chegou a ser detido após tentar subir da mesma forma no maior edifício da Inglaterra, em 2019. VÍDEO: Britânico escala arranha-céu em Londres sem proteção
Um jovem britânico escalou um arranha-céu em Londres, sem nenhum equipamento de proteção, na terça-feira (3) e divulgou as imagens em suas redes sociais (veja no vídeo acima).
George King-Thompson, de 21 anos, já chegou a ser detido uma vez após tentar subir da mesma forma o maior edifício da Inglaterra, The Shard, em 2019.
Segundo o escalador, desta vez sua ação foi por uma causa especial. Ele espera que sua atitude arriscada possa chamar a atenção para os efeitos das mudanças climáticas.
“Semana passada eu estava na estação de Stratfors [próximo ao edifício] e eu vi a estação toda alagada, inclusive as fotos viralizaram”, disse King-Tompson em entrevista à emissora americana NBC.
Estação de metrô Pudding Lane Mill, em Londres, ficou alagada.
Reprodução/Twitter
“Por isso eu decidi trazer consciência para a importância do debate sobre as mudanças climáticas neste momento – na semana anterior, ainda tivemos uma onda de calor em Londres”, afirmou.
Ele disse ainda que espera que com sua ação, de escalar o edifício, possa fazer com que líderes políticos tomem “ações imediatas”.
Esse tipo de atividade, além de perigosa, não é autorizada. No entanto, até a última atualização desta reportagem, a polícia metropolitana de Londres não havia divulgado se investigaria o jovem escalador.

Fonte: G1 Mundo

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Por que a atleta olímpica Krystina Timanovskaya está com medo de voltar para Belarus


A velocista olímpica Krystina Timanovskaya diz temer por sua segurança depois que Belarus tentou forçá-la a voltar para casa. Na quarta-feira, ela deixou o Japão e foi para a Áustria. 4 pontos para entender a fuga de atleta bielorrussa das Olimpíadas e a repressão no país
Os treinadores de Krystina Timanovskaya bateram na porta de seu quarto de hotel na vila olímpica de Tóquio e mandaram que ela fizesse suas malas. A atleta ficou surpresa demais para desobedecer. Em minutos, a bielorrussa estava sendo levada para o aeroporto, onde foi informada que teria que embarcar em um voo de volta para casa. Foi quando ela percebeu que precisava fugir.
Mais cedo naquele dia, Timanovskaya havia sido inscrita em uma corrida de revezamento 4x400m por seus treinadores, embora ela devesse competir no evento feminino de 200m. Ela foi às redes sociais reclamar.
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O vídeo gerou críticas na imprensa estatal, com um canal de televisão oficial dizendo que ela não tinha “espírito de equipe”. O Comitê Olímpico de Belarus afirmou que Timanovskaya era “emocionalmente instável”.
“A primeira decisão que tomei quando me levaram ao aeroporto foi chamar a polícia”, disse Timanovskaya ao programa Newshour, da BBC. “E que meu marido deveria deixar o país o mais rápido possível, porque percebemos que seria perigoso para ele para ficar em Belarus.”
Atleta da Belarus faz críticas aos técnicos em rede social e é retirada das Olimpíadas
A atleta havia criticado as autoridades esportivas e não o governo de Belarus, mas ainda assim Timanovskaya temia enfrentar perseguição no seu país de origem. E ela tem motivos para se preocupar.
Dezenas de milhares de pessoas fugiram do país nos últimos meses, e o chefe de um grupo que ajudava pessoas a deixarem Belarus por questões políticas foi encontrado morto na Ucrânia.
Qual é a situação atual de Belarus?
Belarus é um país autoritário, muitas vezes apelidado de “última ditadura da Europa”, e o último país europeu a ainda ter pena de morte.
Belarus é uma ex-república soviética com a Rússia a leste e a Ucrânia a sul. A norte e a oeste ficam Letónia, Lituânia e Polónia, que são integrantes da União Europeia e da aliança militar OTAN.
Seu presidente, Alexander Lukashenko, está no poder há 27 anos.
5 pontos para entender a crise em Belarus
Formalmente, há uma eleição a cada cinco anos, mas apenas os partidos políticos e grupos leais ao governo têm permissão para existir — qualquer entidade ou pessoa percebida como uma ameaça é perseguida.
No passado, candidatos considerados oponentes do presidente foram presos ou forçados ao exílio.
Não há nem mesmo pesquisas de opinião independentes em Belarus.
Os EUA e a UE pararam de reconhecer os resultados das eleições lá desde os anos 2000.
Protestos e repressão recentes
Em agosto passado, uma candidata da oposição, Svetlana Tikhanovskaya, concorreu contra o presidente Lukashenko. A eleição foi seguida pelos maiores protestos em Belarus desde a independência.
Lukashenko conquistou a vitória com mais de 80% dos votos — número que tanto a oposição quanto os monitores eleitorais ocidentais rejeitaram.
Os ativistas da oposição realizaram sua própria contagem e afirmaram que o presidente obteve apenas 30% dos votos, e Tikhanovskaya, 57%.
Imagem de protesto na Belarus contra o líder Alexander Lukashenko, em 26 de outubro de 2020
Reuters
A eleição foi seguida por meses de protestos em massa e uma greve geral. Em cada manifestação, centenas de pessoas foram detidas, muitas delas por longos períodos.
Centenas de pessoas foram torturadas na prisão — a BBC falou com muitos ex-detidos que descreveram em detalhes as condições desumanas em que foram mantidos.
Muitos, incluindo adolescentes, ficaram com ferimentos que mudaram suas vidas: espinhas e membros quebrados, olhos furados, mandíbulas quebradas e graves lesões cerebrais.
Preso, exilado e desaparecido
Muitos dos oponentes do presidente Lukashenko e, em alguns casos, até seus ex-aliados, acabaram presos ou morreram em circunstâncias suspeitas.
Isso tudo começou no final da década de 1990, logo após Lukashenko chegar ao poder.
O ex-ministro do Interior Yuri Zakahrenko está desaparecido desde 1999, por exemplo.
Mais recentemente, dois dos principais rivais de Lukashenko na campanha presidencial do ano passado, o empresário e youtuber Sergey Tikhanovksy e o banqueiro Viktor Babariko, foram presos.
Foi a esposa de Tikhanovsky, Svetlana, que se assumiu a candidatura presidencial após a prisão de seu marido, apesar de sua falta de experiência política.
Svetlana Tikhanovskaya durante encontro com a comunidade da Belarus na Polônia, em 9 de setembro de 2020
Wojtek Radwanski / AFP
Ela foi forçada a fugir do país após as eleições de 9 de agosto, mas continua fazendo campanha desde então, principalmente a partir da Lituânia.
A chefe de sua campanha eleitoral, Maria Kolesnikova também foi presa, assim como a maioria dos outros membros de um conselho de coordenação da oposição.
Reprimindo a dissidência
No final de 2020, os protestos foram reprimidos.
Mais de 2,5 mil pessoas já foram declaradas culpadas de vários crimes ligados ao extremismo e participação em protestos contra o governo. Outras milhares aguardam julgamento.
Desde o início dos protestos no verão passado, de acordo com as estatísticas oficiais, cerca de 12,5 mil pessoas deixaram Belarus.
Mas as autoridades da vizinha Lituânia afirmam que mais de 70 mil fugiram de Belarus.
Krystina Timanovskaya e seu marido (que fugiu para a Ucrânia) são os últimos a se juntar a eles, embora a atleta nunca tenha sido politicamente ativa e não tenha participado dos protestos antigovernamentais no ano passado.
“Nunca falei sobre política. E mesmo aqui [nas Olimpíadas] não era sobre política, era sobre os erros que nossos treinadores cometeram, então nunca esperei que isso se tornasse um escândalo político.”
Na quarta-feira (04/08), o chefe de um grupo que ajuda pessoas que fugiram de Belarus foi encontrado morto perto de sua casa na Ucrânia.
O corpo de Vitaly Shishov foi encontrado enforcado em um parque em Kiev, um dia depois de ele ter sumido depois de sair para correr. A polícia abriu um inquérito de homicídio.
Shishov dirigia à Casa Bielorrussa na Ucrânia (BHU), um grupo que ajuda pessoas que deixaram Belarus por questões políticas.

Fonte: G1 Mundo

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Casos de Covid-19 no mundo ultrapassam 200 milhões com disseminação da variante delta


Cerca de 10% de todos os casos do mundo foram contágios no Brasil, onde vive 2,7% da população mundial. EUA são o país com o maior número geral de casos. Casos de Covid-19 no mundo ultrapassaram marca de 200 milhões na quarta-feira (4)
Reprodução/Johns Hopkins
Os casos de coronavírus no mundo ultrapassaram os 200 milhões nesta quarta-feira (4), de acordo com os dados da universidade Johns Hopkins, dos Estados Unidos.
Nos últimos meses, a variante delta, que é mais transmissível, acelerou o número de casos. O coronavírus ameaça áreas com níveis baixos de vacinação.
Brasil registra a menor média móvel de casos desde 27 de novembro
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Veja abaixo quais são os cinco países do mundo com os maiores números de infecções (em milhões de casos):
Estados Unidos: 35,2
Índia: 31,7
Brasil: 19,9
Rússia: 6,2
França: 6,2
Os casos de Covid-19 estão aumentando em pelo menos 83 de 240 países, de acordo com a contagem da agência Reuters. Isso representa um perigo para os sistemas de saúde.
“Embora queiramos desesperadamente acabar com esta pandemia, a Covid-19 claramente não acabou. Então nossa batalha deve durar um pouco mais”, disse Rochelle Walensky, diretora do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, nesta semana.
Oficialmente, pelo menos 2,6% da população mundial foi infectada, mas o número real é provavelmente mais alto, já que o acesso aos testes de Covid-19 são limitados em muitos lugares.
Se o número de pessoas infectadas constituísse um país, ele seria um pouco menor que o Brasil, que tem cerca de 212 milhões de habitantes, de acordo com a estimativa do IBGE.
Contágio se acelerou
Demorou mais de um ano para que os casos de Covid-19 atingissem a marca de 100 milhões, enquanto os próximos 100 milhões foram alcançados em pouco mais de seis meses.
Os países que notificam a maioria dos casos em uma média de sete dias –Estados Unidos, Brasil, Indonésia, Índia e Irã– representam cerca de 38% de todos os casos globais relatados diariamente.
Brasil tem cerca de 10% dos casos de Covid-19 do mundo
Na terça-feira (3), a média móvel de infecções no Brasil está em 33,8 mil, de acordo com o Consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.
A média é a menor marca desde 27 de novembro (quando estava em 31.496). Isso representa uma variação de -11% em relação aos casos registrados na média há duas semanas, o que indica estabilidade.
O número total de casos é de 19.985.817 (segundo a JH), o que representa cerca de 10% do total, apesar de ter 2,7% da população mundial.
A média móvel de mortes nos últimos 7 dias chegou a 956 –a mais baixa desde 16 de janeiro (quando estava em 953). Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de -18% e aponta tendência de queda.
Vacinação
Cerca de 4,3 bilhões de doses de vacinas já foram dadas. Cerca de 29% da população mundial recebeu pelo menos uma dose, de acordo com a plataforma Our World in Data.
Ritmo de contágio nos EUA
Os Estados Unidos respondem por uma em cada sete infecções registradas em todo o mundo. Os Estados norte-americanos com baixas taxas de vacinação, como Flórida e Louisiana, estão enfrentando um número recorde de pacientes hospitalizados com coronavírus, apesar de o país já ter vacinado 70% dos seus adultos com pelo menos uma dose da vacina.
O chefe de um hospital em Louisiana alertou sobre “dias mais sombrios” pela frente.
Pessoas não vacinadas representam quase 97% dos casos graves, de acordo com a equipe de resposta à Covid-19 da Casa Branca.
A pandemia deixou cerca de 4,4 milhões de mortos.
Na terça-feira, o presidente Joe Biden afirmou que a variante delta é “uma tragédia amplamente evitável, que vai piorar antes de melhorar”.
Em um pronunciamento, ele criticou governadores republicanos – como os do Texas e da Flórida – que estão proibindo que governantes municipais determinem que a população seja obrigada a usar máscaras de proteção novamente.
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Fonte: G1 Mundo

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Macron cita o Brasil como exemplo de país onde as pessoas precisam lutar por vacinas e ajudas do Estado


O chefe de Estado fez comparação entre países e disse que a França tem uma política e uma economia fortes para garantir aos seus cidadãos o acesso à vacina, assim como à assistência estatal. O presidente francês Emmanuel Macron citou o Brasil como exemplo de país onde faltam vacinas e auxílio emergencial para todos
Reprodução/Instagram
Ao responder à uma pergunta nas redes sociais sobre a vacinação contra a Covid-19, na terça-feira (3), o presidente francês Emmanuel Macron comparou a situação da França à do Brasil na luta contra a pandemia.
O chefe de Estado disse que a França tem uma política e uma economia fortes para garantir aos seus cidadãos o acesso à vacina, assim como à assistência estatal. “Em outros países, como no Brasil, as pessoas se manifestam para ter acesso às ajudas e às vacinas”, enfatizou Macron. 
Macron, que vem realizando deste segunda-feira (2) uma campanha de comunicação visando os jovens, particularmente atingidos pela quarta onda da pandemia de Covid-19, grava seus vídeos vestido de forma descontraída, na residência de verão da presidência, no sul da França, onde passa as férias.
O chefe de Estado insiste que as vacinas são a “única arma” contra uma quarta onda de infecções.
Em uma das perguntas, um internauta fala sobre o passaporte sanitário e se, ao tornar o dispositivo obrigatório em várias situações, a França teria se tornado um país liberticida. Macron diz que seria o primeiro a ficar feliz quando a França não precisar mais de passe sanitário, uso de máscaras e distanciamento social, mas avisa que isso ainda não é possível enquanto a epidemia continua.
“Nós estamos lutando contra a quarta onda e é preciso tomar medidas para continuar a salvar vidas”, diz o chefe de Estado. 
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“Se nós não tivéssemos o passaporte sanitário hoje, seríamos obrigados a fechar tudo outra vez, ou seja, colocar restrições para todo mundo. Com o passe sanitário, as restrições são unicamente para aqueles que ainda não estão vacinados, a quem pedimos que façam testes para proteger os outros”, afirma o presidente, que está numa região do país, o Var, onde a taxa de incidência de Covid é de 455 casos para cada 100 mil habitantes, o que antes requereria um toque de recolher, fechar os bares, restaurantes e teatros, entre outras restrições. 
Em seguida, o presidente faz a comparação com o Brasil.
“Nós temos a chance no nosso país de sermos suficientemente fortes e sólidos para indenizarmos as pessoas [que tiveram que parar de trabalhar] , acompanhar os cidadãos e comprar as vacinas. Em outros países, como no Brasil, as pessoas se manifestam para ter acesso às ajudas e às vacinas”, diz Macron, alfinetando indiretamente os franceses que se manifestam contra a vacina ou contra o passaporte sanitário. 
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Fonte: G1 Mundo