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EUA têm maior número de casos de Covid-19 em seis meses


O país superou as 100 mil infecções relatadas por dia, em grande parte porque a variante delta se alastra por áreas onde as pessoas não foram vacinadas. Público apresenta comprovante de vacinação ou teste negativo para coronavírus antes de entrar no Lollapalooza dos EUA 2021
Scott Olson/Getty Images/AFP
Os Estados Unidos atingiram o maior número de casos novos de Covid-19 em seis meses na quarta-feira (4), de acordo com uma contagem da Reuters. O país superou as 100 mil infecções relatadas, em grande parte porque a variante delta se alastra por áreas onde as pessoas não foram vacinadas.
A média de sete dias é de 94.819 casos, um número cinco vezes maior que a média registrada há um mês.
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A média de sete dias fornece o quadro mais preciso da velocidade de contágio, já que alguns estados só relatam infecções uma ou duas vezes por semana.
Nas próximas semanas, os casos podem chegar a 200 mil por dia devido à variante delta, que é altamente contagiosa, disse o doutor Anthony Fauci, o principal especialista em doenças infecciosas dos EUA.
“Se aparecer outra que tenha uma capacidade igualmente alta de se transmitir, mas que também seja muito mais grave, realmente podemos estar encrencados”, disse Fauci em uma entrevista à empresa de notícias McClatchy. “As pessoas que não estão sendo vacinadas pensam equivocadamente que só se trata delas. Mas não se trata. Trata-se de todos os outros, também”.
Detectada primeiramente na Índia, a variante Delta responde por 83% de todos os casos novos nos EUA, de acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC).
As taxas de vacinação variam amplamente, de uma alta de 76% entre os moradores de Vermont que receberam uma primeira dose a uma baixa de 40% no Mississippi, e pesquisas mostram que os republicanos são muito menos propensos a se vacinar do que os democratas.
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Fonte: G1 Mundo

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Alemanha, França e Israel ignoram apelo da OMS e darão 3ª dose contra Covid-19

Países ricos administraram cerca de 50 doses para cada 100 pessoas em maio, e este número dobrou deste então. Países pobres deram 1,5 dose para cada 100 pessoas. OMS: não é hora de pensar em terceira dose contra Covid-19
Alemanha, França e Israel darão vacinas de reforço contra a Covid-19, desconsiderando um apelo da Organização Mundial da Saúde (OMS) para não o fazerem até mais pessoas de todo o mundo estarem vacinadas.
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A decisão de seguir adiante com as doses de reforço, apesar do comunicado mais forte já emitido pela OMS, ressalta o desafio de se lidar com uma pandemia global enquanto países tentam proteger seus próprios cidadãos da variante delta, que é mais infecciosa.
O presidente francês, Emmanuel Macron, disse que a França está trabalhando para distribuir as terceiras doses de vacinas contra Covid-19 aos idosos e vulneráveis a partir de setembro.
A Alemanha pretende administrar doses de reforço a pacientes imunocomprometidos, aos muito idosos e aos moradores de casas de repouso a partir de setembro, informou seu Ministério da Saúde.
O primeiro-ministro israelense, Naftali Bennett, pediu que os cidadãos mais velhos recebam uma terceira dose depois que o governo, no mês passado, deu início a uma campanha para dar doses de reforço.
Suspensão até setembro
O chefe da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, pediu na quarta-feira uma suspensão das vacinas de reforço até ao menos o final de setembro, dizendo ser inaceitável que países ricos usem mais do suprimento global de vacinas.
Países de alta renda administraram cerca de 50 doses para cada 100 pessoas em maio, e este número dobrou deste então, de acordo com a OMS. Países de baixa renda só conseguiram administrar 1,5 dose para cada 100 pessoas devido à falta de suprimentos.
Países que aceleraram vacinação conseguiram diminuir mortes por covid
“Entendo a preocupação de todos os governos para protegerem seu povo da variante Delta. Mas não podemos aceitar que países que já usaram a maior parte do suprimento global de vacinas usem ainda mais dele”, disse Tedros.
A Alemanha rejeitou estas acusações, dizendo que também doará ao menos 30 milhões de doses a países mais pobres.
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Fonte: G1 Mundo

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Atleta britânico exibe cardigã que tricotou durante as Olimpíadas


Tom Daley ganhou a medalha de ouro nos saltos ornamentais. Peça com a bandeira britânica bordada nas costas e o símbolo olímpico será doada para arrecadar fundos para caridade. O atleta britânico Thomas Daley, do salto ornamental, mostra cardigã que tricotou no Centro Aquático de Tóquio, durante as provas dos Jogos Olímpicos
Reprodução/Instagram
O atleta britânico Tom Daley, que conquistou a medalha de ouro nos saltos ornamentais nas Olimpíadas de Tóquio, exibiu nesta quinta-feira (5) o cardigã que tricotou durante as provas.
A peça tem a bandeira britânica bordada nas costas, além do símbolo olímpico e caracteres japoneses, e será doada para arrecadar fundos para caridade.
As imagens do atleta de 27 anos produzindo a peça nas arquibancadas do centro aquático na segunda-feira (2) repercutiram rapidamente na internet (veja no vídeo abaixo).
Daley ganhou a medalha de ouro na plataforma sincronizada masculina de 10 metros.
VÍDEO: Atleta britânico chama atenção ao tricotar na arquibancada
O atleta britânico Thomas Daley, do salto ornamental, tricota enquanto observa prova preliminar do trampolim masculino de 3 metros durante os Jogos Olímpicos de Tóquio, no Centro Aquático de Tóquio, em 2 de agosto de 2021
Oli Scarff/AFP
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Fonte: G1 Mundo

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No Japão, casos de Covid-19 disparam, hospitais lotam, e governo amplia restrições para tentar evitar mais contágios


O número de novos diários de Tóquio foi um recorde de 5.042. No país, as novas infecções passaram de 15 mil pela primeira vez. Japão endurece restrições diante de novo recorde de casos de covid-19
O Japão decidiu, nesta quinta-feira (5), ampliar suas restrições de emergência contra a Covid-19 para que mais de 70% da população estejam sujeitas às regras.
Uma disparada recorde de casos no país sobrecarregou os hospitais na sede olímpica Tóquio e em outras partes da ilha.
Mulher de máscara em Tóquio, no Japão, em 5 de agosto de 2021
Jorge Silva/Reuters
O Japão tem evitado os surtos explosivos vistos em outros locais, mas as infecções estão aumentando rapidamente e os casos novos atingem altas recordes em Tóquio, ofuscando a Olimpíada de 23 de julho a 8 de agosto e aumentando os questionamentos sobre a reação do primeiro-ministro Yoshihide Suga à pandemia.
Suga anunciou as novas medidas –que são majoritariamente voluntárias, ao contrário dos lockdowns rígidos no exterior– no momento em que os casos novos diários de Tóquio atingiram um recorde de 5.042. No país, os casos novos passaram de 15 mil pela primeira vez, e conselheiros médicos da capital disseram que a cifra da cidade pode dobrar em duas semanas, noticiou a emissora pública de televisão NHK.
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“A situação local (nos hospitais) é extremamente grave”, disse o ministro da Economia, Yasutoshi Nishimura, a uma comissão de especialistas antes do anúncio formal de Suga, acrescentando que os casos graves dobraram nas últimas duas semanas.
Homem usa máscara de proteção contra o coronavírus em Tóquio em 30 de julho de 2021
Issei Kato/Reuters
A comissão aprovou a proposta de declarar “quase-emergências” em mais oito das 47 prefeituras japonesas, mas Nishimura disse em uma coletiva de imprensa que alguns membros disseram que a situação é grave o suficiente para se exigir uma emergência de âmbito nacional.
Suga disse aos repórteres que o governo “não está cogitando isto agora” e que se concentrará em áreas de surtos.
Seis prefeituras, incluindo Tóquio, já estão sujeitas a estados de emergência plena que vigorarão até 31 de agosto, e outras cinco têm diretivas menos rigorosas, o que significa que pouco mais de metade da população está coberta por algumas restrições.
Ultimamente, os dois tipos de restrições se concentram em pedir que restaurantes fechem cedo e parem de servir álcool e solicitar às pessoas que fiquem em casa tanto quanto possível. Nesta quinta-feira, o primeiro-ministro também pediu aos cidadãos para evitarem viajar durante as férias de verão.
Com as medidas mais recentes, que entram em vigor no domingo, mais de 70% dos japoneses estarão sob alguma forma de restrição. As críticas a Suga, cuja aprovação já atinge baixas recordes, estão aumentando devido à maneira como ele lida com a pandemia.
O governo diz que a Olimpíada não é responsável pela disparada recente, mas especialistas dizem que realizar os Jogos agora envia uma mensagem confusa a um público já cansado no que diz respeito à exigência de permanecer em casa.
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Fonte: G1 Mundo

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Daniel Ortega, da Nicarágua, elimina ex-miss da disputa presidencial


Candidata a vice-presidente em chapa opositora é a oitava adversária presa e impossibilitada de concorrer às eleições de novembro. Berenice Quezada durante discurso em 28 de julho de 2021
Maynor Valenzuela/Reuters
Durou pouco a carreira da ex-miss nicaraguense Berenice Quezada como candidata a vice-presidência na chapa lançada pelo partido Cidadãos pela Liberdade (CxL) para desafiar o ditador Daniel Ortega em novembro. Rotulada de terrorista, ela está em prisão domiciliar decretada pelo regime e foi considerada inabilitada para concorrer às eleições.
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A sina de Berenice, de 27 anos, é idêntica a outros sete pré-candidatos que tentaram enfrentar Ortega e tiveram a prisão decretada. Sem nenhuma experiência política, ela integrava a chapa lançada na semana passada com o ex-contrarrevolucionário Óscar Sobalvarro, de 60, que nos anos de 1980 comandou a luta armada contra os sandinistas.
A formação da chapa do CxL pelo ex-chefe militar e a ex-miss surpreendeu os nicaraguenses, mas acabou solapada pelo regime supostamente por declarações de Berenice Quezada em apoio aos protestos de 2018 e à falta de condições eleitorais no país
“Essas condições são ditadas pelo povo, saindo às ruas, como fizemos em abril de 2018. Temos que mostrar no dia 7 de novembro que a Nicarágua não os quer no país”, afirmou.
Esta frase serviu de pretexto para um grupo de sandinistas, disfarçados de parentes de vítimas, recorrer ao Ministério Público e alegar ter sido insultado pela ex-miss da Nicarágua em 2017. Ela foi então acusada de “incitar o ódio e a violência” e impossibilitada de concorrer a cargos públicos. Desde então, está presa em casa, sem acesso a telefones e vigiada por agentes do Estado.
A detenção foi condenada por organizações de direitos humanos como mais um ato do teatro do absurdo encenado no país, onde todas as instituições do Estado estão sob o comando de Ortega e sua mulher, a vice-presidente Rosario Murillo.
Nos últimos dois meses, pelo menos 30 opositores políticos foram encarcerados ou obrigados a fugir da Nicarágua. A perseguição chegou ao ponto de a Aliança Cidadãos pela Liberdade, que se opõe ao regime, manter sob sigilo sua lista de candidatos para escapar de represálias.
Com a prisão de Berenice Quezada, Daniel Ortega atua na melhor fase de seu autocrático, eliminando o oitavo adversário e apresentando-se, sozinho, ao quarto mandato consecutivo.
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Atletas da Austrália danificam quartos, causam problemas no voo e deixam banheiro de avião interditado ao voltar para casa


No voo de volta para a Austrália, os atletas beberam álcool em excesso, se recusaram a usar máscaras, ignoraram ordens da equipe de voo, e um esportista vomitou no banheiro. Imagem de 27 de julho de 2021 mostra equipe de rúgbi da Austrália nas Olimpíadas de Tóquio
Ben Stansall / AFP
Alguns atletas da Austrália danificaram seus quartos na vila olímpica de Tóquio, no Japão, na terça-feira (3) e, alguns deles, alcoolizados, causaram tumultos no voo de volta para a casa. O comitê olímpico do país afirmou que foi um comportamento inaceitável.
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Os australianos estragaram algumas camas nos quartos e abriram um buraco em uma parede do prédio. No entanto, eles pediram desculpas, e a delegação resolveu não penalizar, disse Ian Chesterman, o chefe do comitê do país. Ele não revelou nenhum nome.
“Jovens cometem erros, eles deixaram os quartos em uma condição inaceitável”, afirmou Chesterman. O incidente é pequeno, as camas já eram frágeis e os quartos não estavam totalmente destruídos, segundo ele.
“É uma história velha: um bom jovem comete um erro, e o capítulo dois é que o jovem está cheio de remorso. O capítulo três é que o jovem aprende e se torna uma pessoa melhor”, afirmou.
Time de rúgbi no avião
A federação de rúgbi na Austrália começou uma investigação depois de saber que os jogadores desse esporte e o de futebol tiveram um comportamento inaceitável no voo de volta para o país.
A companhia aérea, a Japan Airlines, mandou um relatório para o comitê olímpico australiano.
“[A federação de] rúgbi da Austrália espera os mais altos padrões de comportamento de seus empregados e que sigam o modelo do nosso jogo: respeito, integridade, paixão e trabalho de equipe”, afirmou, em nota, a organização.
Banheiro interditado
Chesterman, o presidente do comitê olímpico, disse que houve bebidas em excesso, que alguns atletas se recusaram a usar máscaras, ignoraram ordens da equipe de voo e que um esportista vomitou no banheiro.
“Pelo menos uma pessoa passou mal no banheiro do avião, e o toalete ficou inoperável pelo resto do voo”, disse ele, segundo a rede CNN.
Havia 49 atletas de nove modalidades diferentes no voo.
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Por que ataques de Bolsonaro contra China não prejudicaram relações econômicas com o Brasil


Apesar de críticas ao gigante asiático, ações concretas do governo brasileiro indicaram “mais continuidade do que ruptura na relação bilateral”, diz novo relatório. China é principal parceira comercial do Brasil desde 2009
Getty Images
As tensões políticas entre Brasil e China, com declarações repetidas do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e pessoas do seu entorno contra o gigante asiático, não afetaram as relações econômicas entre os dois países no ano passado — os investimentos chineses devem continuar e miram um “horizonte de longo prazo”, diz um novo relatório do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC).
E mais: apesar das críticas à China, as ações concretas do governo brasileiro indicaram “mais continuidade do que ruptura na relação bilateral”, acrescenta o documento intitulado “Investimentos chineses no Brasil: histórico, tendências e desafios globais (2007-2020)”, o mais abrangente já realizado sobre o tema.
“Os investimentos chineses no Brasil são de longo prazo e isso é o que orienta a estratégia da China. Governos começam e acabam — o que importa é a relação harmoniosa entre os dois países, que já vem de muito tempo e historicamente sem atritos”, explica Tulio Cariello, diretor de Conteúdo e Pesquisa do CEBC e autor do relatório.
Em 2009, a China se tornou o principal parceiro comercial do Brasil, superando os Estados Unidos.
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“Existe, portanto, um certo limite que a China aceita em relação às críticas que recebe. Veja o caso da Austrália”, assinala Cariello.
A China é o maior parceiro comercial da Austrália, enquanto a Austrália é uma das principais fontes de recursos para a China.
Mas as relações entre os dois países vêm se deteriorando desde 2018. Recentemente, chegaram a novo ponto baixo, com o apelo do governo australiano por uma investigação independente sobre a origem do coronavírus.
As tensões foram a principal causa da disparada no preço do minério de ferro em maio — a Austrália é o maior produtor mundial da matéria-prima, enquanto a China, o maior consumidor.
Nos últimos meses, a China suspendeu um acordo econômico com a Austrália e denunciou o país à Organização Mundial do Comércio (OMC) por concorrência desleal. Já militares australianos insinuaram guerra com a China.
Diferença entre discurso e prática
Mas, no caso específico do Brasil, diferentemente da Austrália, há uma dissonância entre a retórica de Bolsonaro e de seus aliados mais próximos, inclusive seus filhos, contra a China, e as ações de sua gestão, ressalva Cariello.
Ele cita como exemplo a viagem do vice-presidente Hamilton Mourão a Pequim, para participar da reunião da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (Cosban), o principal mecanismo de diálogo bilateral entre Brasil e China, cinco meses após a posse.
“O gesto significou a reativação das atividades da Cosban, que deveria ter encontros a cada dois anos, mas não se reunia desde 2015. A questão dos investimentos foi um dos pontos da agenda, com indicações de que o governo brasileiro apoiava a entrada de novos aportes chineses no âmbito do Programa de Parcerias de Investimentos”, diz o relatório.
Além disso, no ano passado, lembra Cariello, o Ministério da Agricultura criou um “Núcleo China”, uma unidade especial que cuida das relações com o gigante asiático, principal destino das exportações brasileiras do agronegócio.
Segundo o jornal Valor Econômico noticiou na época, a criação do departamento estratégico foi ideia da ministra Tereza Cristina e “uma surpresa até para quem trabalha na área internacional do ministério”. Cristina buscou na iniciativa privada um nome para chefiar a unidade: Larissa Wachholz, ex-diretora da consultoria de investimentos Vallya e com mestrado em Estudos Contemporâneos da China pela Universidade de Renmin, morou em Pequim por cinco anos e fala mandarim.
De fato, os investimentos chineses confirmados no Brasil caíram drasticamente no ano passado — 74% — atingindo US$ 1,9 bilhão, o menor valor registrado desde 2014. O número de projetos caiu para oito, 68% a menos do que em 2019, “ainda que a soma de aportes totais, incluindo anunciados e confirmados, tenha chegado a 15, ficando na média dos projetos entre 2011 e 2016”, assinala o relatório.
Apesar disso, ressalva o documento, “esse tombo pode ser interpretado mais como um esfriamento dos fluxos de investimentos globais no exterior, que caíram 35% em 2020, do que por atritos políticos bilaterais. No Brasil, o cenário não foi diferente, com queda de 61,5% dos aportes estrangeiros de forma geral, tendência similar ao declive de 50% apontado pelo Banco Central”.
O relatório destaca que outros importantes receptores de aportes chineses no exterior passaram por situações semelhantes.
Em 2020, houve redução dos investimentos na União Europeia e Reino Unido (-43%) e Austrália (-39%), “regiões onde há quedas contínuas desde 2017”.
Apesar de críticas ao gigante asiático, ações concretas do governo brasileiro indicaram “mais continuidade do que ruptura na relação bilateral”, diz novo relatório
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Raio-x dos investimentos
O documento faz um raio-x dos investimentos chineses no Brasil. Estes são os pontos principais:
Entre 2007 e 2020, empresas chinesas efetivaram 176 empreendimentos no Brasil, com aportes que somam US$ 66,1 bilhões. Houve ainda 64 projetos não concretizados, com valor estimado em US$ 44,5 bilhões.
Até 2020, o Brasil recebeu 47% dos investimentos chineses na América do Sul.
48% do valor do estoque dos investimentos confirmados entre 2007 e 2020 foram direcionados ao setor de energia elétrica — no qual há presença marcante de gigantes estatais como State Grid e China Three Gorges —, seguido por extração de petróleo e gás (28%), extração de minerais metálicos (7%), indústria manufatureira (6%), obras de infraestrutura (5%), agricultura, pecuária e serviços relacionados (3%) e atividades de serviços financeiros (2%).
State Grid e China Three Gorges têm a maioria de seus ativos no exterior localizados no Brasil, com fatias de 48% e 60%, respectivamente.
Em número de projetos confirmados entre 2007 e 2020, o setor de eletricidade segue na liderança, com 31% do total, mas há um aumento considerável da participação da indústria manufatureira, que fica em segundo lugar, com 28%. Sob essa ótica, aumentam também as participações de projetos em tecnologia da informação (7%), agricultura (7%) e serviços financeiros (6%).
Em pouco mais de dez anos, empresas chinesas investiram em todas as regiões do Brasil. Há projetos chineses confirmados em 23 das 27 unidades federativas do país. O Estado de São Paulo lidera com 31% do número de projetos confirmados entre 2007 e 2020, seguido por Minas Gerais (8%), Bahia (7,1%), Rio de Janeiro (6,7%), Goiás (5,4%) e Pará (4,6%).
Estima-se que 34,5 mil empregos foram criados no Brasil entre 2003 e 2020 por conta da entrada de novos projetos chineses (greenfield), ao mesmo tempo que as aquisições de ativos já existentes mantiveram 140,4 mil postos de trabalho no país.
Em 2019, pela primeira vez o Nordeste atraiu a maioria do número de projetos chineses no Brasil, com participação de 34%, seguido por Sudeste (27%), Sul (15%), Norte (12%) e Centro-Oeste (12%). O Nordeste também liderou a atração de aportes em termos de valor, com mais da metade do capital investido naquele ano.
VEJA TAMBÉM: https://g1.globo.com/economia/noticia/2021/08/05/investimento-chines-no-brasil-soma-us-66-bilhoes-nos-ultimos-14-anos.ghtml
O que será do futuro entre os dois países?
Segundo o relatório, “apesar de eventuais altos e baixos em termos numéricos, os investimentos chineses no Brasil têm muito a oferecer a qualquer projeto de desenvolvimento nacional”.
“A China dispõe de incontestável experiência em projetos de construção civil e indústria, que por décadas estiveram entre os principais motores de sua economia. Parcerias nessas áreas poderiam contribuir para a diminuição dos gargalos de infraestrutura que emperram o crescimento brasileiro”, diz o documento.
“O setor de eletricidade, no qual as empresas chinesas já estão bem estabelecidas, continuará a ser um importante eixo de atuação no Brasil. As áreas portuária, de transporte e logística, nas quais há projetos em andamento, poderiam ser mais bem exploradas com a atração de novos investimentos, dado o grande potencial de atuação do lado chinês e a urgência brasileira em implementar projetos nesses setores”.
“Existem oportunidades de inovação na agenda bilateral que poderiam se beneficiar do crescente avanço da China nas novas fronteiras da tecnologia da informação. A entrada de investimentos chineses nessa área no Brasil ainda é um fenômeno recente e restrito a um número relativamente baixo de atores, mas oferece um grande potencial para projetos ligados a temas como inteligência artificial, economia digital, internet das coisas, redes 5G, cidades inteligentes, dentre outros”.
Legenda da foto, Ao comentar a adesão do Brasil a uma aliança contra o uso de tecnologia 5G da Huawei, Eduardo Bolsonaro acusou diretamente a China de espionagem
Reuters
Atritos
Desde sua campanha presidencial, Bolsonaro vem fazendo críticas à China. Os ataques também vêm de pessoas próximas ao presidente, como seus filhos.
Em fevereiro de 2019, ele visitou Taiwan, irritando os chineses — o país é considerado uma “província rebelde” por Pequim.
Em novembro do ano passado, Eduardo Bolsonaro, deputado federal (PSL-SP) e filho do presidente, publicou (e depois apagou) mensagem dizendo que o governo brasileiro apoiava uma “aliança global para um 5G seguro, sem espionagem da China”.
Em comunicado, a embaixada chinesa em Brasília falou sobre o governo brasileiro “arcar com consequências negativas e carregar a responsabilidade histórica de perturbar a normalidade da parceria China-Brasil”.
Em maio deste ano, Bolsonaro insinuou que a pandemia de coronavírus seria parte de uma “guerra biológica” chinesa e que “os militares sabem disso”.
Logo depois, o presidente afirmou que o Brasil é “muito importante” para a China e negou ter citado o país asiático em declaração sobre a origem do novo coronavírus.

Fonte: G1 Mundo

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Imprensa dos EUA muda critério do quadro de medalhas da Olimpíada para mostrar país à frente da China


Quadro de medalhas do jornal ‘The New York Times’ mostra os EUA à frente da China, nas Olimpíadas de Tóquio, na manhã de 5 de agosto de 2021
Reprodução/NYT.com
Para não mostrar os Estados Unidos atrás da China no quadro de medalhas das Olimpíadas de Tóquio, a imprensa americana mudou a forma de exibir os países com mais pódios: agora a regra é mostrar a classificação pelo total de medalhas, não pelo número de ouros.
A mudança independe do espectro ideológico do veículo de comunicação: tanto os jornais “The New York Times” e “The Washington Post” quanto a rede de televisão Fox News mostram os EUA à frente da China, apesar de os americanos terem menos ouros.
Até as 9h desta quinta-feira (5), os chineses lideram o quadro de medalhas com 33 ouros, 24 pratas e 16 bronzes (73 no total), contra 27 ouros, 34 pratas e 25 bronzes (86 no total) dos americanos.
A Fox News exibe apenas os EUA acima da China, mas os demais países não estão organizados em um ranking: a Coreia do Sul (6 ouros e 19 medalhas) aparece à frente da Austrália (15 e 36) e o Comitê Olímpico Russo (53 medalhas no total) é apenas a 7ª delegação da lista, não a 3ª (veja abaixo).
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Quadro de medalhas da rede de televisão Fox News mostra os EUA à frente da China, nas Olimpíadas de Tóquio, na manhã de 5 de agosto de 2021
Reprodução/FoxNews.com
O jornal britânico “The Guardian”, por exemplo, segue
O Brasil é atualmente o 16º colocado, com 4 ouros, 4 pratas e 8 bronzes (16 no total), atrás de Cuba e Canadá e à frente de República Tcheca e Suíça.
Pelo critério usado pela imprensa americana, o Brasil passaria Cuba (12 medalhas, mas 5 ouros) e Hungria (15 medalhas, sendo 5 ouros) e subiria para 14º.
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EUA à frente no quadro histórico
No quadro histórico de medalhas, que conta todos os Jogos da Era Moderna (de Atenas 1896 à Rio 2016), os EUA lideram tanto pelo critério de ouros (1.022) quanto pelo total de medalhas (2.523).
Em 2º lugar (nos dois critérios) está a extinta União Soviética, com 395 ouros e 1.010 medalhas no total. A China ocupa o 4º lugar pelo critério de ouros (224) e o 7º pelo total de medalhas (546).
Os EUA lideraram o quadro de medalhas de quase todas as Olimpíadas desde Atlanta 1996. A exceção é Pequim 2008, quando os donos da casa lideraram pelo total de ouros (48 para a China contra 36 dos EUA), mas ficaram atrás pelo total de medalhas (112 a 100).

Fonte: G1 Mundo

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Governo da Venezuela e oposição iniciarão diálogo em 13 de agosto no México, diz agência de notícias


Essa é a segunda tentativa para encontrar uma saída para a crise política no pais: em 2019, a Noruega tentou intermediar negociações entre o governo e a oposição da Venezuela, mas o diálogo não progrediu. Montagem mostra Nicolás Maduro e Juan Guaidó, da Venezuela
Marcelo Garcia/Divulgação e Leonardo Fernandez Viloria/Reuters
O governo da Venezuela e a oposição vão negociar uma saída para a crise política do país a partir do dia 13 de agosto, no México, segundo a agência Reuters, que ouviu duas pessoas que têm conhecimento do assunto.
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O diálogo será mediado por atores internacionais e terá o apoio da Noruega, que intermediou uma tentativa anterior de negociação em 2019, que foi um fracasso.
As fontes disseram que as datas ainda podem mudar, pode ser que o diálogo se inicie no 15 de agosto.
Os nomes dos membros das delegações ainda estão sendo determinados, disseram as fontes. Um dos consultados acrescentou que não se sabe ao certo qual será a cidade-sede do encontro.
O presidente Nicolás Maduro disse que está disposto a negociar com a oposição e indicou que a agenda deveria se concentrar na suspensão das sanções norte-americanas, que têm como objetivo pressioná-lo a deixar o poder.
O líder da oposição, Juan Guaidó, afirmou que quer usar as negociações para obter garantias de eleições livres e justas.
O governo do presidente dos EUA, Joe Biden, disse que poderia revisar a política de sanções, mas ainda não relaxou as medidas que limitam os setores financeiro e de petróleo.
Washington reconhece Guaidó como legítimo líder da Venezuela e questiona a reeleição de Maduro em 2018.
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Fonte: G1 Mundo

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Raio mata 17 convidados em festa de casamento em Bangladesh


Grupo estava desembarcando de um barco na cidade ribeirinha de Shibganj, rumo à casa da noiva, quando foram pegos por uma tempestade. Pessoas ao redor de corpos de vítimas de um raio na cidade de Shibganj, em Bangladesh, em 4 de agosto de 2021
Md Jahangir Alom/AP
Pelo menos 17 convidados de uma festa de casamento morreram em Bangladesh após serem atingidos por um raio, disseram as autoridades.
Outras 14 pessoas, incluindo o noivo, ficaram feridas. A noiva não estava na festa de casamento.
Veja um vídeo de março de 2021 de um raio que atingiu uma casa em Duque de Caxias.
Chuva no RJ: raio atinge casa em Caxias e ventania arranca teto de posto de combustíveis em Rio Bonito
O grupo estava desembarcando de um barco na cidade ribeirinha de Shibganj, rumo à casa da noiva, quando foram pegos por uma tempestade.
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A população local disse que vários raios atingiram o grupo.
Todos os anos, centenas de pessoas em todo o sul da Ásia são mortas por raios.
Em 2016, Bangladesh declarou a queda de raios um desastre natural quando mais de 200 pessoas morreram no mês de maio, incluindo 82 pessoas em um único dia.
Especialistas argumentam que o desmatamento tem desempenhado um papel no número crescente de quedas de raios mortais devido ao desaparecimento de muitas árvores altas que antes funcionavam como para-raios.
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Fonte: G1 Mundo