Categorias
MUNDO

Paris-2024 pode ser a última chance para skatistas brasileiros nas Olimpíadas?


Modalidade que fez sua estreia como esporte olímpico em Tóquio 2021 e fez sucesso no Brasil ainda não foi confirmada depois de 2024. Pedro Barros ganhou prata no skate park
Lisi Niesner / Reuters
Torcedores brasileiros se acostumaram a passar algumas madrugadas das últimas duas semanas acompanhando manobras com nomes complicados, como “caballerial tail de back”, e vendo atletas ganharem medalhas no skate, esporte que fez a sua estreia olímpica em Tóquio 2020.
O desempenho do Brasil no skate ajudou a dar popularidade à modalidade: foram três pratas nos quatro torneios disputados — até agora o esporte em que o Brasil mais ganhou medalhas em Tóquio 2021, ao lado do boxe (onde uma foi conquistada e duas já garantidas). Quase 20% das medalhas brasileiras recebidas em Tóquio 2021 até agora foram conquistadas pelo skate.
Skatista brasileira celebra passagem por Tóquio: ‘Ficou com gostinho de quero mais’
De fadinha às Olimpíadas: A trajetória de Rayssa Leal, a sensação brasileira no skate
Escolha as deusas e deuses dos Jogos de Tóquio
Tudo sobre as Olimpíadas de Tóquio no ge
No entanto, o futuro do skate como modalidade olímpica é incerto. O skate está garantido nos Jogos Olímpicos de Paris 2024 — mas depois disso ainda não há definição sobre se permanecerá no calendário olímpico.
Em dezembro do ano passado, o Comitê Olímpico Internacional (COI) aceitou o pedido feito pelos organizadores de Paris de incluir quatro esportes na programação: escalada, surfe, skate (os três fizeram sua estreia como esportes olímpicos em Tóquio 2021) e break dance.
Em comum, os quatro esportes têm grande apelo entre pessoas mais jovens — tanto como praticantes quanto como espectadores.
“O COI está empenhado em estabelecer um novo padrão para jogos inclusivos, com equilíbrio de gênero e centrados na juventude. Paris-2024 apresentou sua proposta ao COI para integrar quatro novos esportes intimamente associados à juventude e recompensar a criatividade e o desempenho atlético”, diz a nota dos organizadores dos Jogos de Paris 2024.
Com 13 anos e 203 dias de idade, Rayssa Leal ganhou a medalha de prata no skate street, na Olimpíada de Tóquio, em 26 de julho de 2021
Reuters
“Todos os quatro são fáceis de entender e os participantes formam comunidades muito ativas nas redes sociais. Nos próximos cinco anos, a inclusão desses eventos nos Jogos Olímpicos ajudará a inspirar milhões de crianças a praticar esportes.”
O skate se aproveitou de uma desburocratização no processo de adoção de novos esportes nas Olimpíadas, no entanto essa via mais rápida faz com que o esporte precise ser revisado a cada edição.
Quando um esporte se torna permanente, o anúncio costuma ser feito sete anos antes de Jogos em que isso vira norma.
Como um esporte se torna olímpico
Antigamente, o caminho tradicional para um esporte ser considerado olímpico era longo e cheio de burocracias. O primeiro passo era uma atividade ser reconhecida como esporte pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) e depois pelas Federações Esportivas Internacionais. Nessa etapa, exigia-se que o esporte adira à Carta Olímpica (uma espécie de Constituição dos Jogos) e siga o código de antidoping.
A Carta Olímpica diz que, para virar atividade olímpica, um esporte precisa ser praticado por homens em pelo menos 75 países em quatro continentes e por mulheres em pelo menos 40 países em três continentes. A Carta também exclui competições que são essencialmente cerebrais ou que dependem de propulsão mecânica — por isso atividades que já são consideradas esportes, como xadrez e automobilismo, não podem virar modalidades olímpicas.
Mas desde a última década, o COI vem modernizando a legislação esportiva que guia os Jogos, com um projeto chamado Agenda Olímpica 2020 — os Jogos de Tóquio 2021 foram os primeiros a se beneficiarem destas mudanças.
Uma das principais mudanças foi na desburocratização para inclusão de novos esportes. Em vez daqueles caminhos tradicionais apontados na Carta Olímpica, agora os próprios países-sede podem propor novos esportes a serem incluídos apenas nos Jogos que vão sediar.
A mudança dá maior agilidade à inclusão de novos esportes — no entanto algumas dessas modalidades como o skate acabam se tornando apenas temporárias, dependendo da vontade do comitê organizador dos Jogos em cada sede.
A Agenda Olímpica 2020 também passou a usar outra competição do COI — os Jogos Olímpicos da Juventude — como laboratórios para testar a popularidade de novas modalidades esportivas, antes de incluí-las na programação oficial. Foi o caso do skate e escalada, que tiveram sua estreia como “esportes de demonstração” nos Jogos da Juventude de 2014, em Nanjing, na China. Outros esportes testados em Nanjing foram abandonados, como a arte marcial chinesa wushu e patinação de velocidade com patins em linha.
O sucesso de skate e escalada junto ao público fez com que as modalidades fossem adotadas nos Jogos de Tóquio 2021. O mesmo teste foi feito com dança break, que foi testada — e aprovada — nos Jogos Olímpicos da Juventude de 2018 em Buenos Aires, e agora virarão modalidade em Paris 2024. Em todos os casos, também houve outro critério que agradou ao COI: o alto número de participantes mulheres, já que uma das metas da Agenda Olímpica 2020 é ter mais equilíbrio de gênero no esporte.
Skate é uma atividade popular em Los Angeles, que sediará as Olimpíadas de 2028. A Califórnia e Los Angeles são considerados berços do esporte, onde vivem atletas de ponta, como Tony Hawk, Lance Mountain e Stacy Peralta. Mas a manutenção do esporte nos Jogos depende das prioridades do comitê organizador local americano e do próprio COI até lá.
Em entrevista para a ABC News, o CEO da equipe olímpica de skate dos EUA, Josh Friedberg, disse que espera que o skate seja mantido em 2028 nos Jogos de Los Angeles, já que a cidade e seu entorno possuem equipamentos populares, como nas praias de Santa Monica e Venice.
Revisões
Mas mesmo os esportes considerados “permanentes” podem eventualmente serem retirados das Olimpíadas.
O COI está constantemente revisando e retirando atividades das Olimpíadas. É o que aconteceu ao longo dos 125 anos de Jogos Olímpicos com cabo-de-guerra, críquete, lacrosse, esqui aquático, entre outros.
Dois esportes introduzidos em Tóquio 2021 — caratê e baseball/softball — não serão disputados em Paris-2024. Golfe e rúgbi, que foram introduzidos no Rio de Janeiro, em 2016, serão revisados após Tóquio-2021.
Também existe a preocupação com o interesse da audiência e com o custo de se construir estruturas para o esporte.
A Agenda Olímpica 2020 prioriza o uso de arenas já existentes nas cidades-sede e tenta minimizar a necessidade de construção de novos aparelhos. Em Paris-2024, a meta é que 95% das arenas olímpicas usadas nos Jogos sejam já existentes ou temporárias. Para Los Angeles-2028, não se planeja a construção de nenhum equipamento esportivo permanente.
Essas metas afetam a inclusão ou exclusão de esportes olímpicos nos Jogos.
O baseball e softball, por exemplo, foram excluídos após os Jogos de Pequim 2008, mas foram retomados em Tóquio 2021 a pedido do comitê organizador japonês — pois o esporte é muito popular no Japão e o país já possuía estruturas adequadas para a sua prática. Ambos os esportes não estarão nos Jogos de Paris de 2024, mas cogita-se que eles voltem em Los Angeles 2028, já que também são populares nos EUA.
Outros esportes amplamente praticados pelo mundo nunca foram incluídos por não gerarem um interesse comercial grande, como sinuca e squash. No caso do squash, houve um lobby forte da federação para a inclusão do esporte no Rio de Janeiro em 2016, mas ele acabou derrotado pelo golfe.
Negócio do skate
A transmissão do skateboarding olímpico na televisão deu ao esporte uma visibilidade inédita. Por anos, o esporte foi ignorado por emissoras de televisão, por ser estigmatizado e considerado parte de uma cultura urbana marginal.
Agora a postura do COI tem sido exatamente oposta a esse pensamento.
“Queremos levar esporte para os jovens. Com as muitas opções que os jovens têm, não podemos mais esperar que eles venham automaticamente até nós. Temos que ir até eles”, disse o presidente do COI, Thomas Bach, quando foram os novos esportes para Tóquio.
Essa mudança já vinha acontecendo desde que se acrescentou as provas de ciclismo BMX em Pequim 2008 e de snowboarding, nos Jogos de Inverno de Nagano, no Japão, em 1998.
Muitas dessas modalidades que vem recebendo atenção do COI já vinham rendendo bilhões de dólares a setores privados que investiram neles quando havia pouco interesse do mainstream. O caso mais emblemático é o da emissora esportiva americana ESPN, que criou em 1995 o X Games, competição exclusiva para esportes radicais.
Muitos dos ídolos do skateboarding mundial — incluindo os medalhistas brasileiros — foram revelados nos X Games.
No Brasil, a cultura de skate existe há décadas. Brasil e Japão se beneficiaram que o esporte virou modalidade olímpica justamente em um momento bom da sua atual geração de competidores. Há alguns anos, o skate competitivo era dominado por atletas americanos, que foram pioneiros na popularização dos torneios.
Em Tóquio, foram 80 skatistas homens e mulheres de 25 países competindo em quatro torneios — nas modalidades skate e street.
O caso do Brasil ilustra como um esporte pode ser impulsionado com as olimpíadas — com milhões de espectadores parando pela primeira vez na vida para acompanhar uma competição.
Empresas de equipamentos esportivos afirmam que a demanda por skates explodiu depois das medalhas de prata de Rayssa Leal, Pedro Barros e Kelvin Hoefler. Rayssa, conhecida como Fadinha, ganhou mais de quatro milhões de seguidores no Instagram ao longo dos Jogos.
Initial plugin text

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

‘Fui ginasta prodígio e desmaiei de dor sem poder chorar ou dizer não’


A medalhista de ouro Dominique Moceanu relembra a pressão que sofria por bons resultados e a falta de apoio, apesar das lesões. Ela acredita que as condições para atletas estão mudando para melhor, embora ainda haja ‘um longo caminho a percorrer’. Dominique Moceanu competiu nos Jogos de 1996 aos 14 anos
Dave Black/BBC
Faltavam cinco semanas para a Olimpíada de 1996 quando a ginasta americana Dominique Moceanu desmaiou no ginásio.
A adolescente de 14 anos estava sentindo dor na perna por meses antes de participar do campeonato dos Estados Unidos, recém-concluído, mas foi só depois disso que ela foi diagnosticada com uma fratura por estresse em sua tíbia direita. Ela vinha treinando sem parar, e seu corpo finalmente não resistiu.
Vinte e cinco anos depois, ela se enxergou na ginasta americana Simone Biles, que se retirou de quase todas as finais para as quais se classificou em Tóquio — com exceção da prova na trave, na qual foi bronze — dizendo que fazer isso seria necessário para ser capaz de cuidar de sua saúde mental e se preservar fisicamente.
Simone Biles: como a pressão pode derrubar uma supercampeã e o que podemos aprender com sua atitude
Simone Biles abriu mão de finais em Tóquio dizendo que precisava se concentrar em sua saúde mental
REUTERS/Lindsey Wasson
Olhando para trás, Moceanu diz que, quando era uma prodígio das Olimpíadas, nunca poderia ter dito “não” como Biles fez agora.
“A decisão de Simone me fez pensar naquela época e em como não havia compaixão, preocupação, e não tinha absolutamente nenhuma voz”, disse Moceanu à BBC. “Eu não pude dizer que estava com dor até desmaiar.”
‘Sentia que só poderia descansar se me machucasse’
Ela relembra que sequer se permitia chorar em público e que só conseguia fazer isso em seu quarto, longe das vistas alheias. “Eu sentia que só poderia descansar se me machucasse ou fizesse uma pausa (na carreira). Caso contrário, esperavam que você treinasse em plena capacidade”, disse ela.
“Todos os atletas começaram a se sentir assim, porque não estávamos descansando o suficiente, e nosso corpo estava pagando o preço.”Apesar de seus ferimentos, ela foi selecionada para representar a equipe dos Estados Unidos nos Jogos de Atlanta como sua integrante mais jovem. A equipe ficou conhecida como ‘As sete magníficas’ e mudaria para sempre o status do país na ginástica, ao ganhar o ouro.
Entenda os ‘twisties’ que tiraram Simone Biles das finais olímpicas
Mas Moceanu teve que persistir a cada prova, apesar das lesões, para ajudar sua equipe a chegar ao lugar mais alto do pódio. E, quando competiu nas finais da trave, ela caiu de cabeça. Depois, foi tomada pelo medo — embora não por causa da dor.
“Fiquei apavorada com o que [a treinadora] Márta Károlyi faria comigo depois”, disse ela. “Eu estava com medo de que ela me chamasse de fracassada.” Károlyi refutou as críticas aos seus métodos de treinamento e disse não ter feito nada de errado.
Ela se lembra de se segurar na trave, dizendo a si mesma para não deixar seus pés tocarem o chão e conseguir finalizar sua apresentação. Pelo menos, disse a si mesma na época, tinha “caído” de cabeça contra o aparelho, sem atingir o solo.
“Eu nunca pude dizer nada. Eu nem me importava com meu bem-estar, para ser honesta, porque ninguém se importou com isso nunca”.
Dominique Moceanu começou a treinar como ginasta aos 3 anos
Dave Black/BBC
‘Ter uma escolha muda tudo’
Felizmente, ela acredita que que hoje as coisas estão mudando para melhor. Uma decisão como a de Biles “simplesmente não era uma opção em 1996”, disse Moceanu. “Ter uma escolha — isso muda tudo.”
Como muitos atletas, ela aplaudiu a postura de Biles após a ginasta sentir-se profundamente desorientada em um salto durante as eliminatórias por equipe. “Não vale a pena arriscar seu corpo e sua mente”, disse Moceanu.
LEIA TAMBÉM:
Atentado nas Olimpíadas de Atlanta completa 25 anos: relembre as vezes que os jogos foram alvos de ataques
Tudo sobre as Olimpíadas de Tóquio no ge
“É bom ela reconhecer isso e dizer: ‘Não me sinto segura, nem quero prejudicar a equipe dos Estados Unidos e a chance de ganhar uma medalha, porque se eu continuar fazendo o que acabei de fazer no salto, isso não vai acabar bem.'”
Hoje, Moceanu é um defensora do bem-estar de ginastas e testemunhou perante um comitê do Senado americano em apoio a um projeto de lei para proteger jovens atletas.
Ela agora treina outras ginastas e tem esperança de que a experiência de Biles seja parte de uma mudança positiva na forma como os atletas são tratados. “Acho que estamos no caminho certo”, disse ela.
“Temos um longo caminho a percorrer, mas estamos discutindo as coisas, estamos abertos a ajustes e mudanças. Vai ser um trabalho constante, porque os velhos hábitos são difíceis de mudar, mas acho que, se continuarmos a trabalhar nisso, podemos definitivamente fazer transformações.”
Initial plugin text

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

As novas estruturas para mísseis nucleares na China que preocupam os EUA


Embora a construção dos silos não implique necessariamente que todos serão preenchidos com mísseis balísticos, preocupa os analistas de proliferação nuclear. Silos são construídos sob enormes tendas
FAS/PLANET LAB INC
Uma misteriosa construção subterrânea está em andamento em um deserto na parte mais ocidental da China.
Ali, na região mais árida e extrema da Província de Xinjiang, a mais de 2 mil quilômetros de Pequim, cientistas americanos detectaram o que acreditam ser um dos esforços mais significativos do país asiático para expandir sua capacidade nuclear.
Imagens de satélite capturadas por pesquisadores do Centro James Martin para Estudos de Não Proliferação em Monterey, Califórnia, mostram o que, em sua opinião, são silos ou tanques para abrigar cerca de 110 mísseis balísticos intercontinentais (ICBMs, na sigla em inglês).
Silos de mísseis são uma estrutura em forma de poço que armazena esses mísseis e servem para protegê-los e lançá-los.
A descoberta, perto da cidade de Hami e a quilômetros de onde estão os campos de detenção para muçulmanos da etnia uigur, ocorre menos de um mês depois de detectada a construção de outro silo, também por meio de fotos de satélite, nas proximidades de Yumen.
Segundo estimativa da Federação de Cientistas Americanos (FAS), o país asiático poderia armazenar ali até 120 mísseis nucleares.
Os sinais de que a China está aumentando seu poderio nuclear
“Essas descobertas são relevantes visto que, devido ao sigilo que a China manteve por anos sobre suas armas nucleares, esses estudos são a única abordagem que temos do que está acontecendo lá”, diz Howard Zhang, editor-chefe do serviço chinês da BBC.
“A política oficial chinesa em relação às armas nucleares tem sido de não divulgar esse tipo de informação sobre suas armas, então geralmente o que sabemos é desses relatórios feitos por especialistas e cientistas de outros lugares, principalmente dos Estados Unidos”, acrescenta.
Preocupação
Embora a construção dos silos não implique necessariamente que todos serão preenchidos com ICBMs, sua construção tem levantado preocupações e suspeitas entre os analistas de proliferação atômica, diante do que poderia ser visto como uma mudança na política nuclear da China.
“A construção dos silos em Yumen e Hami constitui a expansão mais significativa do arsenal nuclear chinês até hoje”, indica um estudo da FAS.
Isso porque, segundo explica Zhang, desde que testou sua primeira bomba atômica nos anos 1960, Pequim manteve um arsenal nuclear limitado, em uma posição conhecida como “dissuasão mínima”; ou seja, um nível comparativamente baixo em comparação com outras potências atômicas, mas suficiente para mantê-las em alerta.
Mas especialistas temem que agora a liderança chinesa, que adotou uma política internacional mais agressiva, também esteja buscando transformar seu país em um peso-pesado em armas nucleares.
E os silos Yumen e Hami — a maior construção do gênero desde o fim da Guerra Fria, de acordo com a FAS — parecem ser um sinal de mudança dos tempos.
“O número de novos silos chineses em construção excede o número de ICBMs baseados em silos operados pela Rússia e constitui mais da metade do tamanho de toda a força ICBM dos EUA”, diz um relatório dos pesquisadores Matt Korda e Hans Kristensen.
O governo chinês não comentou oficialmente o tema.
Uma força crescente
O campo dos silos em Xinjiang foi detectado usando imagens de satélite comerciais, mas a Planet, uma empresa de imagens de satélite, posteriormente forneceu fotos de alta resolução.
De acordo com a FAS, o novo canteiro de obras fica a cerca de 380 km de onde o outro foi encontrado no início deste mês, embora esteja em um estágio muito anterior de desenvolvimento.
Como o primeiro, o campo está organizado em grandes faixas que cobrem partes de uma bacia desértica em uma área de cerca de 800 quilômetros quadrados.
Cada um dos silos está a cerca de 3 km do outro e muitos estão escondidos por uma grande cobertura em forma de cúpula, o que segundo a Kodak e Kristensen segue uma prática observada em outras construções de tanques atômicos encontradas em outras partes da China.
O Comando Estratégico dos EUA, parte do Departamento de Defesa responsável pela dissuasão nuclear, expressou preocupação com a descoberta em um tuíte.
“Esta é a segunda vez em dois meses que o público descobre o que dizemos o tempo todo sobre a crescente ameaça que o mundo enfrenta e o véu de sigilo que o cerca”, escreveu o órgão.
Durante anos, Pequim operou cerca de 20 silos para seus ICBMs de combustível líquido, os chamados DF-5s.
Porém, agora, com base nas imagens analisadas, parece estar construindo 10 vezes mais.
Aumento de capacidade
Segundo Zhang, ao longo das décadas a China não teve a energia nuclear entre suas prioridades.
“Ter armas nucleares é muito caro e implica certa infraestrutura, como ter reatores e usinas de enriquecimento de materiais radioativos”, afirma.
“Para países como Rússia e Estados Unidos era mais fácil ter acesso a isso porque eles têm um grande número de reatores nucleares há anos, mas não é o caso da China, que começou a se desenvolver nesse setor nas últimas décadas”, explica.
Embora o número de ogivas nucleares em Pequim seja desconhecido, especialistas estimam que sejam algumas centenas, bem diferente do número em Washington ou Moscou.
De acordo com o Stockholm International Peace Research Institute (Sipri), os Estados Unidos têm cerca de 5.550 ogivas nucleares e a Rússia, cerca de 6.255.
O Pentágono estimou no ano passado que a China teria cerca de 200, enquanto o Instituto de Estocolmo estima em 350. Esse número, no entanto, aumentou dos 145 que o Instituto estimou que Pequim tinha em 2006 e o próprio governo americano expressou temor de que o número crescerá nos próximos anos.
No início de 2021, o chefe do Comando Estratégico dos Estados Unidos, Charles Richard, disse esperar “que o arsenal de armas nucleares chinês dobre (se não triplicar ou quadruplicar) na próxima década”.
A China aumentou notavelmente sua capacidade de armas nucleares nos últimos anos com o desenvolvimento de lançadores de mísseis rodoviários móveis ou o recente bombardeiro H-6N, que possui capacidade nuclear, lançado por meio de submarinos.
Motivos
De acordo com Zhang, uma das grandes perguntas por trás da descoberta da construção dos silos é qual o objetivo da China com ela e por que agora.
“Há uma percepção de que a China está basicamente enviando sinais de que está aumentando suas reservas, uma mensagem aos Estados Unidos que há anos subestimam a capacidade nuclear do gigante asiático”, assinala.
Outra teoria, segundo o editor do serviço chinês da BBC, é que Pequim está trabalhando em outro tipo de armamento desconhecido.
“Há anos China, Rússia e Estados Unidos competem no campo das armas ultrassônicas. Esses silos são para um novo tipo de arma ou para as mesmas velhas armas nucleares da época da Guerra Fria?”, questiona.
No entanto, não está claro no momento quantos silos a China irá preencher.
É sabido desde a Guerra Fria que os silos são uma das técnicas que as potências nucleares usaram para enganar seus inimigos.
Isso porque esses depósitos podem ser facilmente destruídos em um ataque preventivo, por isso tem sido tradição criar um número significativo deles para que, em caso de bombardeio, as forças inimigas não saibam em qual deles os mísseis estão armazenados.
Fora das negociações
A descoberta dos campos de silos ocorre no momento em que as duas grandes potências nucleares do mundo, Estados Unidos e Rússia, se preparam para negociações sobre controle de armas.
O encontro entre a subsecretária de Estado dos EUA, Wendy Sherman, e o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Ryabkov, é visto como um primeiro passo para reativar as negociações paralisadas sobre a redução das armas nucleares.
A China, entretanto, há anos reluta em negociar sua energia nuclear e, recentemente, sua mídia usou um forte discurso de confronto com Washington.
“Os Estados Unidos querem que a China siga uma linha de dissuasão mínima, mas o nível mínimo mudará à medida que você mudar a situação de segurança na China” , disse o jornal em um editorial no início de julho do “Global Times”, a voz do Partido Comunista chinês em inglês.
“No caso de um confronto militar entre China e Estados Unidos sobre a questão de Taiwan, se a China tiver capacidade nuclear suficiente para dissuadir os Estados Unidos, isso servirá de base para a vontade nacional da China”, acrescenta.
Especialistas em desarmamento nuclear temem que a descoberta dos silos possa impulsionar Washington, Moscou ou outra potência atômica mundial em uma corrida desenfreada para aumentar seu poder frente ao avanço de Pequim.
“A construção do silo provavelmente aprofundará ainda mais a tensão militar, alimentará o temor sobre as reais intenções da China, fortalecerá os argumentos de que o controle de armas e as restrições são inócuos e que os arsenais nucleares dos Estados Unidos e da Rússia não podem ser reduzidos, mas devem ser ajustados para fazer frente ao chinês”, disse a FAS.
Na semana passada, o Foreign Policy for America, um think tank de política externa, também opinou que “acelerar os gastos dos EUA com armas nucleares apenas endurecerá a posição” da China.
“O governo Biden-Harris e os líderes de todo o espectro político deveriam empurrar a China para a mesa (de negociação). Era uma tradição bipartidária avançar no controle de armas durante a Guerra Fria. Não podemos deixar essa tradição ser esquecida em um momento em que nós mais precisamos”, escreveu o consultor de políticas da organização, Louie Reckford.
Vídeos: Os mais assistidos do G1 nos últimos 7 dias

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Conselheiro dos EUA debate meio ambiente e democracia com chefe do Itamaraty, diz embaixada


Jake Sullivan foi recebido pelo ministro das Relações Exteriores, Carlos França, em almoço com a participação do vice Hamilton Mourão. Antes, Sullivan se reuniu com Bolsonaro. Conselheiro do governo norte-americano, Jake Sullivan (dir.), em encontro com ministro Carlos França e vice-presidente Hamilton Mourão
Embaixada dos EUA/Twitter/Reprodução
O conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos Jake Sullivan debateu “apoio à democracia” e temas de meio ambiente com o ministro das Relações Exteriores, Carlos França, em visita ao país nesta quinta-feira (5). A informação foi divulgada pela embaixada norte-americana no Brasil.
O encontro em Brasília, diz a embaixada, também tratou de crescimento econômico e de outros temas da cooperação entre os países. Pela manhã, o presidente Jair Bolsonaro também recebeu Jake Sullivan em audiência no Palácio do Planalto.
A reunião presidencial não constava na agenda divulgada pelo Planalto, mas foi confirmado pela embaixada dos EUA em uma rede social.
“Jake Sullivan reuniu-se hoje com o ministro do Itamaraty, Carlos França, para compartilhar perspectivas sobre vários temas relacionados com a cooperação bilateral: crescimento econômico, apoio à democracia, mais segurança para a região e promoção de ações concretas para o meio ambiente”, escreveu a embaixada.
O Palácio do Planalto e o Ministério das Relações Exteriores não informaram oficialmente a visita do integrante do governo estadunidense ao Brasil. Todas as informações sobre os encontros do conselheiro com autoridades brasileiras estão sendo divulgadas pela embaixada norte-americana.
Além de Carlos França, participaram do almoço com Jake Sullivan o vice-presidente Hamilton Mourão e o Secretário de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, almirante Flávio Rocha.
Em abril, o governo Jair Bolsonaro enviou carta a Joe Biden prometendo eliminar o desmatamento ilegal na Amazônia. Relembre:
Em carta a Biden, Bolsonaro promete eliminar desmatamento ilegal na Amazônia até 2030

Agenda no Brasil
Jake Sullivan e o conselheiro do presidente Joe Biden para a América Latina, Juan Gonzalez, também devem se encontrar com governadores da região da Amazônia para dar continuidade às conversas iniciadas pelo enviado especial do governo americano sobre o Clima, John Kerry, na semana passada.
Kerry coordenou uma conversa com o grupo dos governadores brasileiros da região Norte para tratar de possíveis financiamentos americanos para programas estaduais voltados para combater o desmatamento ilegal.
Uma alta autoridade do governo americano disse em entrevista à TV Globo que os temas ambientais são uma prioridade para o presidente dos EUA na região, e que o Brasil é um “líder natural sobre o tema”.
“Quando se trata do clima, o Brasil é um líder natural sobre o tema”, afirmou a autoridade americana. “Eu acredito que vamos oferecer o apoio necessário para que o Brasil ocupe essa posição.”

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Por que governo do México está processando fabricantes de armas dos EUA


Acusação é de que empresas alimentam derramamento de sangue por meio de práticas comerciais negligentes. México afirma que armas adquiridas por meio de tráfico estão associadas a milhares de mortes no país
AFP
O governo do México decidiu processar alguns dos maiores fabricantes de armas dos Estados Unidos, acusando-os de alimentar o derramamento de sangue por meio de práticas comerciais negligentes.
A ação, movida no Tribunal Federal em Boston, nos Estados Unidos, alega que as empresas sabiam que estavam contribuindo para o tráfico ilegal de armas, que está relacionado a muitas mortes no México.
Segundo dados do próprio Executivo mexicano, a cada ano mais de 500 mil armas são traficadas ilegalmente dos Estados Unidos e, só em 2019, foram responsáveis ​​por mais de 17 mil homicídios dolosos no México.
LEIA TAMBÉM:
Quase 3 mil crianças brasileiras entraram ilegalmente nos EUA pelo México em apenas 2 meses
As mulheres que trocam sexo por cirurgias plásticas e proteção na ‘capital’ do narcotráfico
A ação aponta 11 empresas produtoras e distribuidoras de armas como promotoras de “práticas comerciais negligentes e ilícitas, que facilitam o tráfico ilegal de armas para o México”. As empresas ainda não se manifestaram.
O documento afirma que o governo mexicano decidiu processar “para pôr fim ao dano que (as empresas) causam ao facilitar ativamente o tráfico de suas armas para cartéis de drogas e outros criminosos no México”.
Os fabricantes de armas “têm consciência de que seus produtos são traficados e utilizados em atividades ilícitas contra a população civil e autoridades mexicanas”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores em documento referente ao processo.
O México disse que as empresas usaram “estratégias de marketing para promover armas cada vez mais letais, sem mecanismos de segurança ou rastreabilidade”.
O México tem regras que regulamentam a venda de armas e elas só podem ser compradas legalmente em uma loja localizada em uma base do Exército na capital. Assim, aqueles que buscam comprar armas costumam obtê-las dos Estados Unidos.
De acordo com um comunicado do governo mexicano, organizações criminosas compram milhares de pistolas, fuzis e munições em supermercados, na internet e em feiras de armas nos Estados Unidos, que depois são utilizadas para cometer crimes no México.
Em entrevista coletiva na quarta-feira, o ministro das Relações Exteriores, Marcelo Ebrard, disse: “Vamos ganhar o julgamento e reduzir drasticamente o tráfico ilícito de armas para o México”.
Autoridades mexicanas enfatizaram que o processo não visava o governo dos Estados Unidos. Ebrard disse acreditar que o governo do presidente Joe Biden está disposto a trabalhar com o México para conter o tráfico de armas.
“Não pode haver um incidente diplomático porque não é uma disputa com o governo dos Estados Unidos”, afirmou Ebrard, que disse que a ação não substitui outros esforços necessários e reconheceu que “o México tem que fazer mais e melhor para controlar sua fronteira.”
“Mas é fundamental. Se não fizermos uma demanda dessa natureza e não ganharmos, eles não vão entender, vão continuar fazendo a mesma coisa e vamos continuar a ter mortes todos os dias em nosso país.”
No entanto, os especialistas duvidam da probabilidade de sucesso do México com o processo.
Lorenzo Meyer, professor emérito do Colégio de México, disse à agência de notícias AFP que a lei dos EUA “torna quase impossível que fabricantes de armas sejam responsabilizados” pelo comércio ilegal.
O que pede o governo mexicano
A ação, que resulta de “dois anos de trabalho”, visa que as empresas indenizem financeiramente o governo mexicano com um valor que será determinado em julgamento.
A demanda se baseia não apenas nas mortes geradas pelo tráfico ilegal de armas, mas também no grave impacto econômico que tem em áreas como segurança, saúde, comércio ou turismo, que, segundo cálculos citados pelo governo, podem chegar a 1,5% do PIB mexicano.
Segundo Ebrard, o principal objetivo do processo não é um acordo financeiro, mas sim “modificar ações das empresas que estão sendo, pelo menos, negligentes”.
Assim, ele pediu às empresas que desenvolvessem e implementassem padrões razoáveis ​​e verificáveis ​​para monitorar e, quando apropriado, “disciplinar seus distribuidores”, insistindo que eles não estavam isentos de responsabilidade pelo uso de armas após sua venda.
Ele também defendeu a incorporação de mecanismos de segurança nas armas para prevenir seu uso por pessoas ligadas ao crime e, por fim, que as empresas paguem estudos e campanhas na mídia voltadas ao combate ao tráfico de armas.
Problema bilateral
O tráfico de armas é uma das questões mais complicadas na relação bilateral entre o México e os Estados Unidos. Diferentes governos mexicanos pediram mais esforços aos EUA para controlar o tráfico de armas, dadas as graves dificuldades de controle do México.
Segundo dados de 2019 do governo mexicano, 70% dos assassinatos no país são cometidos com armas de fogo (em 1997, eram apenas 15%) e a maioria vem dos Estados Unidos.
Através da fronteira, milhares de pistolas, fuzis ou metralhadoras escondidas em carros ou caminhões de carga cruzam ilegalmente para o México a cada ano.
Isso foi visível em muitas ocasiões. Durante a operação fracassada para capturar Ovidio Guzmán López, filho de Joaquín “El Chapo” Guzmán, em 2019, foram identificadas nas mãos do cartel de Sinaloa armas como fuzis AK47 ou metralhadoras como Browning M2 o calibre .50 – uma das mais poderosas usadas pela infantaria dos EUA.
Não está claro quantas armas ilegais existem no México. Há dois anos, o governo mexicano disse que cerca de 2 milhões entraram ilegalmente no país na última década. Mas, nesse período, as autoridades confiscaram apenas 193 mil armas.
A maioria foi comprada de empresas localizadas em estados fronteiriços como Califórnia, Arizona, Novo México e Texas, onde há mais de 20 mil arsenais e estabelecimentos autorizados para venda.
A forma de operação mais comum é o chamado “tráfico de formigas”, onde centenas de pessoas compram separadamente uma ou mais armas que entregam a grupos que as enviam para o México.
São cidadãos americanos sem antecedentes criminais, como acusados ​​de cometer crimes, ou sem problemas de estabilidade mental, por exemplo, e que assim conseguem passar na revisão de seus antecedentes.

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Atleta de Belarus diz que fugiu após receber ligação da avó: ‘não é seguro’

Krystsina Tsimanouskaya, que competia nas Olimpíadas de Tóquio, se recusou a voltar para seu país após ser levada à força ao aeroporto antes do final dos jogos por fazer críticas à comissão técnica. 4 pontos para entender a fuga de atleta bielorrussa das Olimpíadas e a repressão no país
A atleta bielorrussa Krystsina Tsimanouskaya disse nesta quinta-feira (5) que decidiu fugir quando recebeu uma ligação da avó enquanto estava à caminho do aeroporto de Tóquio.
“Tudo o que ela me disse foi: Por favor, não volte para Belarus, não é seguro”, afirmou a velocista em entrevista coletiva. “Literalmente, eu tive uns 10 segundos para me decidir.”
Ela pediu ajuda ao Comitê Olímpico Internacional (COI) e as autoridades impediram que ela deixasse o Japão – na quarta-feira (4), ela desembarcou na Polônia, onde recebeu um visto humanitário.
Tsimanouskaya foi forçada no começo da semana a abandonar as Olimpíadas por criticar técnicos e dirigentes de Belarus, um país governado por Alexander Lukashenko, líder autoritário que está no poder desde 1994 e é conhecido como “o último ditador da Europa”.
O Comitê Olímpico Bielorrusso é dirigido por seu filho, Viktor Lukashenko.
“Sempre estive longe da política, não assinei nenhuma carta, não fui a nenhum protesto, não disse nada contra; o governo bielorrusso”, disse a atleta. “Eu queria estar na final e lutar por medalhas.”
LEIA TAMBÉM:
Alexander Lukashenko: como o ‘último ditador da Europa’ se mantém há tanto tempo no poder?
SANDRA COHEN: Excelência esportiva em Belarus está atrelada à obediência a regime autoritário
Em entrevista à agência Associated Press, Tsimanouskaya disse na terça-feira (3) que os diretores da delegação afirmaram que a decisão de forçar o retorno da atleta partiu de outras pessoas — o que, para ela, ficou claro que se tratava de uma represália do governo.
“Eu gostaria muito de continuar minha carreira no esporte porque eu só tenho 24 anos e ainda planejo mais duas Olimpíadas, no mínimo. Mas agora só o que me preocupa é minha segurança”, disse a atleta.
Arseni Zdanevich, marido da atleta, fugiu para a Ucrânia ao saber do problema com Tsimanouskaya. Em entrevista à AP, ele disse que espera reencontrar a esposa logo, de preferência na Polônia, país vizinho que abriga uma grande comunidade de desertores do regime de Belarus.
VEJA TAMBÉM:
Ativista bielorrusso desaparecido é achado enforcado na Ucrânia
REAÇÃO POPULAR: A dona de casa que desafia o ‘último ditador da Europa’
RELEMBRE: Belarus já desviou voo para prender opositor de Lukashenko
APÓS PROTESTOS: Belarus condenou ativistas e líder da oposição por manifestações
Atleta teme voltar a Belarus
No domingo, Tsimanouskaya denunciou que foi forçada a deixar os Jogos Olímpicos por seu técnico, Yuri Moiseyevitch, e que mais tarde funcionários do Comitê Olímpico de Belarus a acompanharam ao aeroporto para que ela voltasse ao seu país.
Atleta da Belarus faz críticas aos técnicos em rede social e é retirada das Olimpíadas
Poucos dias antes, a atleta havia criticado a Federação de Atletismo de seu país por obrigá-la a participar do revezamento 4×400 metros, quando inicialmente teria de correr apenas as provas de 100 e 200 metros.
Segundo Tsimanouskaya, duas corredoras bielorrussas não passaram pelos testes antidoping e não puderam competir.
Tsimanouskaya disse que estava com medo de ser presa se voltasse para Belarus e pediu a intervenção do COI — que garantiu a sua segurança até a definição para onde ela iria.
Initial plugin text

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Polícia espanhola prende ‘chefe dos chefes’ da máfia italiana


Domenico Paviglianiti, um dos fugitivos mais procurados do mundo, coordenou o crime organizado na região da Calábria. Ele foi preso em Madri com documentos falsos, seis aparelhos de celular e mais de 6 mil euros em espécie. Polícia espanhola prende chefe da máfia italiana em Madri em 5 de agosto de 2021
Polícia Nacional da Espanha
A polícia espanhola prendeu em Madri um dos principais chefes da máfia italiana ‘Ndrangheta. Condenado por homicídio, associação à máfia e tráfico de drogas, Domenico Paviglianiti estava na lista dos criminosos mais procurados da Itália.
Conhecido como o “chefe dos chefes”, Paviglianiti foi preso à luz do dia andando na capital da Espanha, como mostra um vídeo divulgado pela polícia à imprensa (veja abaixo).
Initial plugin text
No momento da prisão, ele portava documentos falsos de nacionalidade portuguesa, seis telefones celulares e cerca de € 6 mil em espécie (o equivalente a R$ 36 mil).
VEJA TAMBÉM:
VÍDEO: Dois chefões da máfia ‘Ndrangheta são presos em caverna da Itália
Líder da Cosa Nostra arranca e engole o dedo de um guarda na prisão, diz jornal
Paviglianiti já havia sido preso na Espanha em 1996, e extraditado para a Itália em 1999. Seis anos mais tarde, ele foi condenado a 30 anos de prisão por homicídio, associação com a máfia e relação com o tráfico de drogas.
O mafioso italiano foi liberado da prisão em 2019, após uma decisão judicial marcada por fraudes, e fugiu da Itália. Uma segundo juiz anulou sua liberdade condicional e, com isso, ele passou a ser considerado foragido.
Paviglianiti ainda tem onze anos e oito meses de prisão a cumprir, devido à condenação por assassinato.
Passagem por Barcelona
Após sua fuga, Paviglianiti passou meses com membros de sua família em Barcelona. A polícia seguia seu rastro desde a costa mediterrânea até Madri.
De acordo com a imprensa bolonhesa, os investigadores ainda analisam se ele tinha retomado suas atividades no tráfico de drogas durante sua estadia na Espanha.
Paviglianiti é conhecido dentro da máfia pelo apelido “chefe dos chefes” por conta de sua atuação durante os anos 1980 e 1990, quando houve uma guerra pelo controle da ‘Ndrangheta.
O grupo mafioso italiano é considerado como um dos principiais cartéis de droga do mundo, a ‘Ndrangheta controla boa parte da entrada de cocaína na Europa.
O cartel tem forte atuação em diversos países, inclusive no Brasil, com o PCC.

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

VÍDEO: Prefeito de cidade inglesa se envolve em briga de trânsito

Shahzad Abba Malik, prefeito da cidade de Crawley, no sudeste da Inglaterra, foi flagrado trocando socos com um taxista. Opositores pedem que ele deixe o cargo. VÍDEO: Prefeito de cidade inglesa se envolve em briga de trânsito
O prefeito da cidade de Crawley, no sudeste da Inglaterra, foi flagrado trocando socos com um taxista após um incidente no trânsito (veja no vídeo acima).
Shahzad Abba Malik, eleito em junho de 2021, não havia se pronunciado sobre o caso até a última atualização desta reportagem.
Fontes do legislativo local confirmaram ao G1 que é o prefeito quem aparece nas imagens, vestindo uma camiseta branca.
O confronto teria sido registrado em julho, segundo relatos da imprensa britânica, mas as gravações vieram à tona nesta semana.
LEIA TAMBÉM:
Britânico escala arranha-céu em Londres sem proteção nenhuma; veja vídeo
Motorista usa arma e ameaça motociclista durante briga de trânsito em rodovia
Segundo as imagens, é possível ver um dos motoristas, de branco, desferindo socos em outro até deixá-lo aparentemente inconsciente no chão.
Políticos opositores pedem que o prefeito recém-empossado deixe o cargo.
Duncan Crow, do partido conservador, lidera um pedido na câmara dos vereadores para exigir a retirada de Malik, que é membro do partido trabalhista.

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Jair Bolsonaro na mídia mundial: jornais de outros países noticiam que presidente do Brasil é investigado em inquérito das fake news


O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo, inclui Jair Bolsonaro em inquérito das fake news por ataques às urnas eletrônicas. Apuração levará em conta acusações sem provas do presidente às urnas e ao sistema eleitoral brasileiro. Moraes inclui Bolsonaro em inquérito das fake news por ataques às urnas eletrônicas
Jornais de outros países publicaram a notícia de que o presidente Jair Bolsonaro passou a ser investigado no inquérito que apura a divulgação de informações falsas.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou na quarta-feira (4) a inclusão do presidente Jair Bolsonaro na investigação.
A decisão de Moraes é uma resposta a um pedido dos ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Le Monde, da França
Reprodução do jornal ‘Le Monde’, que publicou notícia sobre a inclusão de Jair Bolsonaro entre os investigados no inquérito das notícias falsas
Reprodução/Le Monde
O jornal francês “Le Monde” afirma que o ministro Alexandre de Moraes acatou um pedido do Tribunal Superior Eleitoral, e que “investigação deverá incidir, em particular, sobre uma transmissão ao vivo de mais de duas horas no Facebook durante a qual o presidente Bolsonaro relatou fraude no sistema de urnas eletrônicas em vigor desde 1996, sem fornecer qualquer prova”.
Clarín, da Argentina
Trecho da reportagem do ‘Clarín’ sobre a investigação de Jair Bolsonaro
Reprodução/Clarín
O “Clarín”, um dos jornais de maior tiragem da Argentina, afirmou que a Justiça “apertou o cerco” contra Bolsonaro e que o incluiu em uma investigação sobre grupos digitais antidemocráticos “que semeiam desconfiança nas instituições pela internet”.
El País, da Espanha
Imagem da página do ‘El País’ da Espanha sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal de investigar Jair Bolsonaro
Reprodução/El País
O “El País” citou resposta do presidente. De acordo com o jornal espanhol, Bolsonaro afirmou que a ação não está nas “quatro linhas da Constituição”, e que por isso, o “antídoto” também não estaria.
The Guardian, da Inglaterra
‘The Guardian’, da Inglaterra, publicou texto sobre a investigação determinada pelo Supremo Tribunal Federal
Reprodução/The Guardian
O “Guardian”, da Inglaterra, afirmou que a campanha de Bolsonaro é “no estilo de Donald Trump”, e que nas últimas semanas o presidente brasileiro reforçou sua “longa cruzada contra o sistema eletrônico de votação, aparentemente para energizar seus apoiadores em um momento em que sua taxa de aprovação cai por causa da forma como ele gerenciou a pandemia de Covid-19 que matou quase 560 mil brasileiros”.
CNN, dos Estado Unidos
A rede CNN afirmou que a decisão do ministro Alexandre de Moraes é a consequência de Bolsonaro não ter apresentado, nas segunda-feira, nenhuma prova de suas declarações, quando venceu o prazo para ele provar o que diz.
Veja os vídeos mais assistidos do G1

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Moto voadora de US$ 380.000 levanta do chão em fase de testes no EUA; assista


Pré-venda do veículo começou em 2019, antes mesmo de estar pronto. Modelo usa 4 turbinas e poderá ultrapassar os 240 km/h quando estiver concluído. VÍDEO: moto voadora de US$ 380.000 faz voo teste
A empresa americana Jetpack Aviation divulgou as primeiras imagens de voo de sua futura moto voadora. O modelo começou a ser vendido em 2019 por US$ 380.000, antes mesmo de ficar pronto.
O veículo chamado Speeder ainda está em fase de desenvolvimento e para fazer a reserva o interessado precisa desembolsar US$ 10 mil e, futuramente, pagar o restante da quantia. Ainda não há um prazo definido para a entrega das primeiras unidades.
Carro voador completa teste com voo entre dois aeroportos
Apesar ser mostrada em ação pela primeira vez, o modelo ainda está com o visual bem diferente do desenho final apresentado pela empresa. Por segurança, o veículo estava ligado a cabos para evitar algum tipo de acidente.
Ela é considerada uma moto voadora por sem um veículo menor em relação aos carros voadores, mas não têm todas para andar no solo, apenas no ar.
Em ilustração, como deve ficar moto voadora da Jetpack depois de pronta
Reprodução/Youtube
Produção pequena
De acordo com a fabricante, apenas 20 unidades serão produzidas para a venda ao público comum. Existe também uma versão da moto voadora que será destinada a fins militares.
Movida por 4 turbinas, a diesel ou querosene, a moto voadora pode ultrapassar os 240 km/h e chegar 4.500 metros de altitude. Sua autonomia varia de 10 a 22 minutos. No entanto, a Jetpack ressalta que, como o veículo ainda está em desenvolvimento, o desempenho ainda pode ter alterações.
Nos Estados Unidos, os futuros donos terão que passar por treinamento e ter uma licença para voar. A empresa é especializada em um tipo de mochila com turbinas que faz uma pessoa voar.
Moto voadora da Jetpack pode chegar a 240 km/h
Reprodução/Youtube
Conheça o robô que anda em pé…
Robô bípede percorre trajeto de 5 quilômetros em 53 minutos.
Sabia que Bezos foi arremessado ao espaço como bola de basquete…
O que a ida de Bezos ao espaço e um arremesso de basquete tem em comum
No YouTube, G1 fala sobre um carro voador

Fonte: G1 Mundo