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Incêndios destroem 1.200 hectares de mata e esvaziam 5 cidades perto de Atenas


Cinco pessoas ficaram feridas. Grécia combate chamas com 450 bombeiros e espera ajuda de França, Suíça, Chipre, Suécia e Israel. Casa em chamas durante incêndio em Afidnes, perto de Atenas, nesta sexta-feira (6)
Thanassis Stavrakis/AP Photo
Bombeiros da Grécia, ajudados na manhã desta sexta-feira (6) por colegas franceses, combatem um grande incêndio 30 km ao norte de Atenas. Cinco pessoas ficaram feridas, e cinco cidades da região foram esvaziadas.
A região atingida fica no sopé do Monte Parnés. Mais de 1.200 hectares queimaram desde terça-feira (3).
Floresta devastada por incêndio perto de Atenas, na Grécia, nesta sexta-feira (6)
Thanassis Stavrakis/AP Photo
Incêndio em Afidnes, perto de Atenas, na Grécia, é registrado nesta sexta-feira (6)
Thanassis Stavrakis/AP Photo
“Nosso país está enfrentando uma situação extremamente crítica”, disse o primeiro-ministro grego Kyriakos Mitsotakis na noite de quinta (5).
“Estamos enfrentando condições sem precedentes, já que vários dias de ondas de calor transformaram o país em um barril de pólvora”, acrescentou.
57 dos 99 incêndios registrados na quinta ainda não estavam totalmente controlados. Rodovias na região foram fechadas.
Hotel queimado perto de Olímpia, na Grécia, na quinta-feira (5)
Giannis Spyrounis/ilialive.gr via AP
Hotel queimado durante incêndios florestais perto de Olímpia, na Grécia, na quinta-feira (5)
Giannis Spyrounis/ilialive.gr via AP
Pelo menos 450 bombeiros gregos estão envolvidos no combate às chamas.
A Defesa Civil grega anunciou que espera dois aviões da França, três helicópteros da Suíça, bem como reforços de Chipre e da Suécia. Uma delegação de ajuda israelense viajará para a Grécia em um avião civil com 15 bombeiros, segundo autoridades israelenses.
VÍDEO: Incêndios florestais se espalham na Turquia e na Grécia

Fonte: G1 Mundo

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Em meio aos Jogos Olímpicos, Japão homenageia vítimas da bomba atômica em Hiroshima


Homenagens ocorrem em meio ao constrangimento com o Comitê Olímpico Internacional, que decidiu não fazer um momento de silêncio especial para os mortos do ataque nuclear. Primeiro-ministro do Japão, Yoshihide Suga, participa de homenagem às vítimas da bomba atômica em Hiroshima nesta sexta-feira (6)
STR / JIJI PRESS / AFP
O Japão homenageou nesta sexta-feira (6) as vítimas da bomba atômica em Hiroshima lançada em 6 de agosto de 1945, com a polêmica este ano sobre a recusa do Comitê Olímpico Internacional (COI) em respeitar um minuto de silêncio durante os Jogos Olímpicos de Tóquio.
Sobreviventes, parentes e um grupo de dignitários estrangeiros compareceram à cerimônia em Hiroshima para homenagear as vítimas e pedir a paz no mundo.
Pessoas fazem orações no aniversário de 76 anos da explosão da bomba em Hiroshima, nesta sexta (6)
Yasuyoshi Chiba/AFP
Dada a persistência da pandemia de Covid-19, a cerimônia não foi aberta ao público, mas pôde ser acompanhada pela internet.
COI confirma mais casos de Covid dentro da ‘bolha olímpica’
Os participantes, usando máscaras e muitos vestidos de preto, observaram um minuto de silêncio às 8h15 (20h15 de quinta-feira em Brasília), horário em que a bomba atômica americana foi lançada sobre a cidade há 76 anos.
Constrangimento com o COI
Thomas Bach, presidente do COI e outros dirigentes do comitê durante encontro com o imperador do Japão, Naruhito, em 22 de julho de 2021
Imperial Household Agency of Japan/Via Reuters
Sobreviventes e o município de Hiroshima propuseram ao COI convidar os atletas dos Jogos a se juntarem ao minuto de silêncio de Tóquio.
Porém, o presidente da entidade máxima do olimpismo, Thomas Bach, rejeitou a proposta e respondeu que a cerimônia de encerramento dos Jogos, no próximo domingo, dará a oportunidade de homenagear as vítimas de todos os trágicos acontecimentos da história.
“É decepcionante, embora apreciemos o fato de o presidente Bach ter visitado Hiroshima” antes dos Jogos, declarou Tomohiro Higaki, um alto funcionário da cidade.
Bach esteve em Hiroshima no dia 16 de julho para marcar o início da tradicional “trégua olímpica”, que visa garantir a suspensão das hostilidades no mundo durante os jogos.
A bomba atômica foi responsável por 140 mil mortes em Hiroshima. A bomba lançada 9 de agosto de 1945 em Nagasaki deixou 74 ,il mortos.
O Japão se rendeu em 15 de agosto de 1945, encerrando a Segunda Guerra Mundial.
Veja o episódio de ‘Que Mundo É Esse?’ sobre o impacto da bomba de Hiroshima para o Japão
Os impactos em Hiroshima 75 anos após a bomba atômica
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Fonte: G1 Mundo

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Veja linha do tempo do caso Tsimanouskaya, atleta que se recusou a voltar a Belarus por medo de perseguição


Dirigentes bielorrussos tiveram as credenciais olímpicas cassadas pelo COI, e velocista conseguiu proteção na Polônia. 4 pontos para entender a fuga de atleta bielorrussa das Olimpíadas e a repressão no país
O caso envolvendo a atleta bielorrussa Krystsina Tsimanouskaya, que se recusou a voltar a Belarus e pediu proteção para a Polônia, já é uma das maiores histórias dos Jogos Olímpicos de Tóquio paralelas ao esporte.
Tsimanouskaya, velocista que competiu nos 100m rasos, alegou que estava sendo forçada a voltar ao país de origem após criticar os dirigentes e que seria punida pelas autoridades bielorrussas. O Comitê Olímpico Internacional (COI), então, abriu um processo, e nesta sexta-feira (6) (noite de quinta-feira em Brasília) decidiu expulsar da Vila Olímpica um técnico e um dirigente.
Veja abaixo a linha do tempo do caso envolvendo a atleta de Belarus
Linha do tempo
27 de julho (terça-feira)
Tsimanouskaya publica um vídeo no Instagram em que reclama por ter sido inscrita no revezamento 4x400m sem ter sido consultada. Para ela, foi “negligência” da comissão técnica.
30 de julho (sexta-feira)
A atleta participa das eliminatórias dos 100m feminino no Estádio Olímpico de Tóquio. Ao terminar a bateria na quarta colocação, ela não consegue passar para as semifinais.
Krystsina Tsimanouskaya logo após uma corrida de 100 metros, em 30 de julho de 2021
Aleksandra Szmigiel//Reuters
1º de agosto (domingo)
Contra a vontade da atleta, dirigentes levam Tsimanouskaya ao aeroporto de Haneda, um dos principais de Tóquio. Ela se recusa a entrar no avião e diz à agência Reuters que não quer voltar a Belarus. A velocista grava uma mensagem em vídeo pedindo ao Comitê Olímpico Internacional (COI) para ajudá-la e pede proteção à polícia japonesa. O Comitê Olímpico Bielorrusso afirma que ela estava sendo retirada dos Jogos devido ao “estado emocional” da velocista.
Krystsina Tsimanouskaya fala com policiais no aeroporto de Tóquio, em 1º de agosto de 2021
Issei Kato/Reuters
2 de agosto (segunda-feira)
Tsimanouskaya, que deveria competir na prova dos 200m do atletismo, vai à Embaixada da Polônia em Tóquio e pede asilo. O governo polonês acolhe a atleta e dá a ela um visto humanitário.
4 de agosto (quarta-feira)
A velocista deixa Tóquio e voa para Viena, na Áustria. De lá, seguiu para a Polônia. Em entrevista à Associated Press, a atleta comenta que os dirigentes deixaram claro que ela seria punida se voltasse a Belarus. O namorado dela foge para a Ucrânia.
Krystsina Tsimanouskaya, atleta de Belarus que teme voltar ao país, em entrevista virtual à AP nesta terça-feira (3)
Daniel Kozin/AP Photo
5 de agosto (quinta-feira)
Tsimanouskaya relata à Reuters que a avó a contou que não seria seguro que ela retornasse a Belarus e nega que tenha participado das manifestações contra o regime autoritário de Alexander Lukashenko.
Atleta de Belarus disse que recebeu telefonema da avó alertando para não voltar ao país
6 de agosto (sexta-feira)
O COI retira as credenciais do técnico Yuri Moisevich e do dirigente Artur Shumak. Os dois são retirados da Vila Olímpica.
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Fonte: G1 Mundo

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Comitê Olímpico retira credenciais de dois técnicos bielorrussos por caso da atleta Tsimanouskaya

Eles também tiveram que deixar a Vila Olímpica ‘no interesse do bem-estar dos atletas (…) de Belarus que ainda estão em Tóquio’, segundo COI. Treinadores tentaram obrigar Krystsina Tsimanouskaya a voltar para casa após ela fazer postagem os criticando por inscrevê-la em uma corrida sem informá-la antes. 4 pontos para entender a fuga de atleta bielorrussa das Olimpíadas e a repressão no país
O Comitê Olímpico Internacional (COI) retirou as credenciais de dois treinadores bielorrussos e pediu-lhes para deixar a Vila Olímpica por suposta tentativa de obrigar a atleta Krystsina Tsimanouskaya a voltar para seu país, informou a entidade esportiva nesta sexta-feira (noite de quinta, 5, no Brasil).
O COI adotou a medida “no interesse do bem-estar dos atletas (…) de Belarus que ainda estão em Tóquio”, informou o comitê no Twitter.
A entidade informou esta semana que estava investigando os técnicos por seu papel no caso de Krystsina Tsimanouskaya, que buscou proteção para evitar ser forçada a voltar para seu país.
Atleta de Belarus diz que fugiu após receber ligação da avó: ‘não é seguro’
Por que a atleta olímpica Krystina Timanovskaya está com medo de voltar para Belarus
‘Deixaram claro que eu seria punida’, diz atleta de Belarus que se recusou a voltar ao país
Ela disse temer por sua vida se tivesse que retornar a Belarus, sacudida por um levante político e uma dura repressão a dissidentes depois das contestadas eleições que mantiveram no poder o homem forte do país, Alexander Lukashenko, no ano passado.
Tsimanouskaya é uma das mais de duas mil personalidades do esporte bielorrusso que assinaram uma carta pedindo novas eleições e a libertação de presos políticos.
Seus problemas em Tóquio ocorreram depois que ela fez uma postagem no Instagram, criticando seus técnicos por inscrevê-la em uma corrida sem informá-la antes.
O COI informou que os dois técnicos “terão a oportunidade de serem ouvidos”.
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Fonte: G1 Mundo

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Incêndio florestal transforma cidade histórica da Califórnia em cinzas


Greenville ficou construída durante a corrida do ouro no oeste americano, em meados do século XIX. O chefe do batalhão, Sergio Mora, observa as chamas na cidade de Greenville, na Califórnia, em 5 de agosto de 2021
Noah Berger/AP
A principal via pública de uma cidade histórica da época da corrida do ouro na Califórnia ficou em ruínas nesta quinta-feira, horas após o maior incêndio florestal do Estado engolir a vila de Greenville, nas montanhas de Sierra Nevada.
As equipes de bombeiros ainda trabalhavam na quinta-feira para extinguir os incêndios em Greenville, cerca de 260km ao norte de Sacramento, após o incêndio chamado de Dixie Fire avançar por toda a noite anterior.
O Dixie Fire tem avançado pela área por três semanas, queimando 322 mil acres (130 mil hectares).
“Apesar dos valentes esforços dos bombeiros, de recursos aéreos e de agentes da lei para proteger a vida e a defesa da propriedade, o fogo se espalhou na comunidade de Greenville”, afirmou o Departamento de Proteção às Florestas (Cal Fire) na quinta-feira. 
O Dixie Fire estava entre os mais de 12 incêndios florestais que assolavam o Estado.
O River Fire, que começou na quarta-feira e carbonizou 2.400 acres nos condados de Nevada e Placer, forçou milhares de pessoas a deixarem suas casas, incluindo a maior parte da cidade de Colfax. Mais de 50 casas ou construções foram destruídas e outras 30 danificadas, não sendo possível diminuir a dimensão do incêndio, afirmou o Cal Fire.

Fonte: G1 Mundo

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Olimpíada de Tóquio: por que a maconha ainda é tratada como doping nos esportes?


Agência Mundial Antidoping (WADA) considera que a cannabis uma droga anti-esportiva, mas ativistas fazem campanha para mudar isso. Sha’Carri Richardson foi banida por uso de cannabis, apesar de ter vencido as provas eliminatórias nos EUA
Getty Images
A velocista americana Sha’Carri Richardson não participou das Olimpíadas de Tóquio porque recebeu diagnóstico positivo para uso de maconha durante as eliminatórias do atletismo dos Estados Unidos.
Apesar da alta do consumo e da legalização da cannabis em muitos Estados nos EUA, por que ela ainda é proibida nos esportes?
Sha’Carri Richardson foi crucial na preparação da equipe americana para os Jogos Olímpicos.
Considerada a sexta mulher mais rápida da história, com o tempo de 10,72s nos 100m rasos, a velocista do Texas era tida como uma das principais concorrentes à medalha de ouro em Tóquio.
Mas quando suas companheiras de equipe foram para a pista, na final feminina dos 100m, no sábado (31/7), Richardson não estava lá.
No início de julho, foi anunciado que Richardson não representaria os Estados Unidos nos jogos porque ela havia recebido diagnóstico positivo para uso de cannabis durante a prova de qualificação.
Como punição, a Agência Antidoping dos Estados Unidos a proibiu de competir por um mês. Embora, tecnicamente, a suspensão de 30 dias tenha terminado durante os jogos de Tóquio, o comitê de atletismo dos EUA optou por não incluí-la na equipe.
A desqualificação reacendeu um longo debate sobre a proibição da maconha nos esportes olímpicos.
Visto que a cannabis é legal em muitos Estados americanos e que suas propriedades de melhoria de desempenho são contestadas, muitos se perguntam se ela ainda deveria ser proibida.
Uma substância que melhora o desempenho?
A maconha foi proibida pela Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês) desde que a organização criou sua lista de substâncias proibidas, em 2004. Os itens da lista atendem a dois dos três critérios: prejudicam a saúde do atleta, melhoram o desempenho ou vão contra “o espírito do esporte”.
O segundo ponto é o mais polêmico quando se trata de maconha.
Em 2011, a Wada defendeu a proibição da cannabis, em um artigo publicado na revista Sports Medicine. Citando um estudo sobre a capacidade da maconha de reduzir a ansiedade, a Wada afirmou que ela pode ajudar os atletas a “ter um melhor desempenho sob pressão e a aliviar o estresse sentido antes e durante a competição”.
Mas essas descobertas não são suficientes para garantir a conclusão de que a maconha é uma droga que melhora o desempenho, argumenta Alain Steve Comtois, diretor do departamento de ciência do esporte da Universidade de Quebec, em Montreal.
“Você tem que ter uma visão geral”, disse ele à BBC. “Sim, os níveis de ansiedade caem, mas em termos de dados fisiológicos reais, isso mostra que o desempenho é reduzido.”
Comtois foi um dos autores de uma revisão do Journal of Sports Medicine and Physical Fitness Review de pesquisas sobre o uso de maconha antes do exercício e sua capacidade de melhorar o desempenho atlético.
O artigo descobriu que a maioria das pesquisas aponta para a maconha dificultando as respostas fisiológicas necessárias para o alto desempenho, aumentando a pressão arterial e diminuindo a força e o equilíbrio.
O paper não analisou os efeitos da maconha na ansiedade, mas Comtois diz que seus outros efeitos negativos neutralizariam quaisquer benefícios.
Drogas e o espírito esportivo
Mas há mais na regra de Wada do que apenas a proibição de drogas para melhorar o desempenho.
Fundada em 1999 após vários escândalos de doping nas Olimpíadas, a Wada tinha como objetivo liderar uma ação para acabar com o doping nos esportes em todo o mundo. Ao elaborar sua lista de substâncias proibidas em 2004, a maconha era ilegal em quase todos os países do mundo.
“Eles não queriam ter problemas de respeitabilidade social”, diz John Hoberman, um historiador cultural que pesquisa a história antidoping na Universidade do Texas-Austin.
Seu status de droga ilícita foi citado pela Wada em um paper de 2011 como um dos motivos pelos quais a maconha ofendia o “espírito esportivo” (critério 3) e “não era compatível com o atleta, um modelo para jovens em todo o mundo”.
A regra gerou repreensões não apenas para Richardson, mas também para dezenas de outros atletas.
Em 2009, Michael Phelps, nadador americano, foi suspenso por três meses e perdeu o patrocínio da Kellogg’s depois que fotos dele fumando maconha vazaram na internet.
O velocista americano John Capel também foi suspenso por dois anos, depois de um segundo teste positivo em 2006.
Antes de a Wada criar a lista de drogas proibidas, o Comitê Olímpico Internacional (COI) tentou tirar a medalha de ouro do snowboarder canadense Ross Rebagliati porque ele testou positivo.
Mas, na última década, a situação da maconha legal — e a atitude da sociedade em relação a ela — começou a mudar.
O Uruguai foi o primeiro país a tornar legal a compra e venda de maconha para uso recreativo, em 2013, com o Canadá seguindo o processo em 2018.
Muitos outros países descriminalizaram a erva até um certo grau, incluindo África do Sul, Austrália, Espanha e Holanda.
Nos Estados Unidos, é ilegal em âmbito federal, mas é legal em cerca de um terço dos Estados — incluindo Oregon, onde Richardson testou positivo.
Também tem havido uma aceitação crescente do uso de cannabis para fins médicos, com muitos países, incluindo o Reino Unido, permitindo o uso da maconha medicinal.
Na verdade, em 2019, a Wada retirou o canabidiol (CBD), um componente da cannabis, da lista de substâncias proibidas, embora o produto continue ilegal em alguns países, como o Japão, onde as Olimpíadas são realizadas neste ano.
Essas mudanças alimentaram as atuais críticas à suspensão de Richardson.
A corredora disse à NBC News que ela tinha usado maconha para lidar com a morte da mãe dela, uma semana antes da eliminatória.
“Peço desculpas se decepcionei vocês — e eu o fiz. Esta será a última vez que os EUA voltam para casa sem ouro nos 100 metros”, disse ela.
Em meio a uma onda de simpatia por Richardson, a Wada enfrentou um dilema. Como diz Hoberman: “Você não pode administrar uma organização que está sujeita a regras e simplesmente dissolver uma regra em um momento conveniente”.
Como a proibição da maconha ainda está em vigor, uma exceção não poderia ser concedida facilmente para Richardson.
“E então essa jovem foi vítima da existência dessa regra”, disse Hoberman.
Qual a próxima?
Não está claro se ou quando a Wada vai reconsiderar a proibição da cannabis, mas a pressão está aumentando para que isso aconteça.
A suspensão de Richardson levou o presidente dos EUA, Joe Biden, a questionar a lei atual, embora ele não tenha dito que ela deveria ser anulada, gerando rumores de que a Casa Branca poderia intervir.
“Regras são regras. Todo mundo sabe quais são as regras”, disse Biden a repórteres, em Michigan. “Se elas devem permanecer assim, se ela deve continuar, é uma questão diferente.”
Até mesmo a Agência Antidoping dos Estados Unidos, a autoridade americana que aplica as regras da Wada, disse que “é hora de rever o assunto”.
Por enquanto, Richardson, e outros atletas como ela, terão que ficar longe da maconha, ou ficar à margem.

Fonte: G1 Mundo

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Ibiza contrata detetives particulares para acabar com festas clandestinas durante a pandemia


Medida tenta diminuir aglomerações e eventos ‘super espalhadores’ de Covid-19. A ilha espanhola tem as maiores taxas de infecção do país europeu. Dançarinos se apresentam para uma multidão durante festa em Ibiza, foto de 2012
Enrique Calvo/Reuters/Arquivo
Mundialmente conhecida por suas festas intermináveis, a ilha de Ibiza, na Espanha, vai contratar jovens detetives particulares. O objetivo é infiltrá-los como turistas e descobrir festas clandestinas que infringem as restrições sanitárias adotadas para controlar a transmissão da Covid-19.
Com o fechamento das famosas casas noturnas da ilha do Mediterrâneo – que atraem DJs famosos de todo o mundo –, Ibiza viu nascer um “boom” de festas privadas. Desde julho, as reuniões entre pessoas de casas diferentes estão proibidas a partir da 1h da madrugada.
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Em Ibiza, a pandemia também é o grande estraga prazeres
No entanto, diariamente festas clandestinas são realizadas em toda a ilha. Para tentar fugir da fiscalização, as festas são frequentemente organizadas em casas fora da cidade, e chegam a reunir mais de 500 pessoas em uma noite.
Os preços para participar de uma dessas festas, segundo o porta-voz do governo de Ibiza, Armando Tur, chegam a 100 euros por pessoa (R$ 600). Os clientes são atraídos pelos promotores pelas redes sociais ou no entorno de bares durante o dia.
Club Hi, em Ibiza, foto de arquivo
Divulgação/Hi Ibiza
Para controlar a transmissão do coronavírus, o governo local decidiu contratar detetives entre 30 e 40 anos que “encontrem as festas antes de começarem” e avisem a polícia.
Os “rastreadores”, como o governo os chama, devem se infiltrar nas festas, recolher informações e provas sobre o descumprimento das regras de controle sanitário para ajudar a polícia a aplicar punições aos organizadores.
Tur afirma que já recebeu currículos de toda a Europa, mas o governo deverá dar preferência a detetives profissionais.
ASSISTA TAMBÉM: o festival que teve quase mil infectados por Covid-19 na Holanda
VÍDEO: Veja imagens de festival que teve quase mil infectados por Covid-19 na Holanda
Surto no verão europeu
As Ilhas Baleares, que incluem Ibiza, têm uma das maiores taxas de infecção Covid-19 da Espanha, impulsionada principalmente pela variante Delta, que chegou à região com o verão europeu.
A região registrou nesta semana 916 novos casos por 100 mil habitantes.
Em julho, uma viagem de estudantes à ilha de Maiorca provocou um surto de Covid-19 que infectou milhares de pessoas.
Para conter a propagação do vírus, o governo regional proibiu todos as reuniões entre 1h e 6 horas da manhã.

Fonte: G1 Mundo

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Figura que mostra genitais em pose provocativa vira atração em igreja na Inglaterra


Conhecido como Seamus O’Toole, ele fica escondido perto do teto da igreja de All Saints, em Hereford, e foi encontrado pela primeira vez durante reforma para instalação de galeria em café, no final dos anos 90. Provavelmente oculto por centenas de anos, voltou a fazer sucesso após foto viralizar e começar a circular em redes sociais. ‘Seamus O’Toole’, como é conhecido o homem da figura, foi provavelmente esculpido há cerca de 800 anos
Reprodução/Twitter
A imagem de um homem com as pernas levantadas e os órgãos genitais expostos, esculpido dentro de uma igreja medieval em Hereford, na Inglaterra, deixou muita gente chocada depois de ser postada em um site e circular em redes sociais esta semana.
Mas Seamus O’Toole, como é apelidado o homem da figura, é conhecido pelos funcionários da cafeteria House of God, que fica dentro da igreja All Saints, desde a década de 1990, quando o local foi reformado. Foi naquela ocasião que a “arte secreta” foi provavelmente vista pela primeira vez desde sua criação, há cerca de 800 anos.
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Não existe registro sobre sua origem, mas a principal teoria é a de um escultor insatisfeito com o chefe, ou simplesmente disposto a fazer uma brincadeira ousada. O’Toole fica em um canto bastante escondido, perto do teto, e até a construção do café, o lugar não era iluminado, sendo praticamente impossível vê-lo.
Quando o escritor e chef Bill Sewell abriu o estabelecimento no final dos anos 90, ele criou uma galeria que fica acima da cozinha, de acordo com o jornal “Hereford Times”. Foi durante as obras dessa adaptação que o entalhe foi encontrado pela primeira vez, e recebeu até mesmo um spot de luz para que se tornasse mais visível.
O jornal cita até um episódio curioso, de 1998, quando um vigário chamado Andrew Mottram sugeriu usar a imagem para arrecadar dinheiro para a igreja, vendendo cartões-postais com sua foto. A ideia, entretanto, foi vetada pelo conselho paroquial, e Seamus O’Toole voltou à obscuridade, até ser agora redescoberto na internet.
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Fonte: G1 Mundo

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Olimpíada de Tóquio 2021: 7 mulheres que são atletas e cientistas


Elas passaram pelo desafio de competir no principal evento esportivo do mundo enquanto conduzem uma carreira em universidades e centros de pesquisa. Algumas ainda voltaram para casa com uma medalha na bagagem. A ciclista e matemática Anna Kiesenhofer (centro) é a primeira medalhista de ouro da Áustria desde os Jogos de Atenas de 2004
Getty Images
Um olho no treino, outro no laboratório: essa é a rotina de um seleto grupo de atletas que já passou (ou ainda passará) pelos ginásios, estádios, raias e pistas dos Jogos Olímpicos de Tóquio.
Essa turma enfrenta um desafio único: competir em alto nível, em busca de recordes e medalhas, enquanto trilha uma carreira na área acadêmica e científica.
Uma das primeiras pessoas a notar e falar sobre essa carreira dupla de muitos competidores foi o microbiologista Leandro Lobo, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Numa série de postagens no Twitter, ele destacou algumas histórias de esportistas/cientistas que participaram da Olimpíada de 2021 e também de edições passadas do evento.
A lista também ganhou destaque com o grupo de divulgação científica brasileiro A Ciência Explica, que usou as redes sociais para mencionar o trabalho de diversos pesquisadores com histórico olímpico.
Confira a seguir alguns dos nomes que chamaram a atenção nos jogos de 2021.
1. Anna Kiesenhofer (Áustria)
Essa austríaca de 30 anos desembarcou em Tóquio bem longe da lista de favoritas na prova do ciclismo de estrada. Mesmo assim, terminou a sua participação no lugar mais alto do pódio.
Até 2016, ela era apenas uma ciclista amadora enquanto fazia seu doutorado em matemática aplicada na Universidade Politécnica da Catalunha, na Espanha.
Nos atuais Jogos Olímpicos, Kiesenhofer terminou a prova na primeira colocação, mais de um minuto à frente da atual campeã mundial de 2019, a holandesa Annemiek van Vleuten.
A vantagem da austríaca era tão grande que a representante da Holanda comemorou efusivamente ao finalizar a prova, pois acreditou que havia sido a primeira a cruzar a linha de chegada.
A campeã olímpica de 2021 se graduou pela Universidade Técnica de Viena, na Áustria, e também possui diploma pela Universidade de Cambridge, no Reino Unido.
Anna Kiesenhofre foi campeã olímpica de ciclismo de estrada em Tóquio
Getty Images
Atualmente, ela trabalha com pesquisa e ensino na Universidade Técnica de Lausanne, na Suíça.
Kiesenhofer, aliás, uniu suas duas especialidades ao longo dos últimos dias: antes de as provas olímpicas começarem, ela compartilhou pelas redes sociais como estava seu planejamento em Tóquio e as contas matemáticas que estava realizando para ter um bom desempenho.
E os resultados mostram que seus cálculos estavam bem corretos.
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2. Charlotte Hym (França)
Quando tinha 12 anos, a francesa Charlotte Hym ficou fascinada pelas pessoas que andavam de skate perto de sua casa, em Paris.
“Parecia ser tão legal e eu quis fazer o mesmo. Assim que comecei a praticar, percebi o quão incrível é esse esporte e aprendi uma série de manobras com meus amigos”, lembra a atleta, hoje com 28 anos, no site oficial do Comitê Olímpico Internacional (COI).
A francesa Hym foi eliminada no skate park, prova que teve duas japonesas e uma brasileira no pódio
Reuters
Hym se graduou em ciências do esporte pela Universidade Descartes, também em Paris, e logo partiu para o mestrado e o doutorado.
Sua especialidade acadêmica é a neurociência. A pesquisa que ela desenvolve tenta entender o efeito que a voz materna tem no desenvolvimento de habilidades motoras nos bebês recém-nascidos.
Após finalizar a tese e conseguir o doutorado em 2019, a francesa resolveu focar 100% no esporte e pretende voltar à pesquisa científica no futuro.
Hym competiu na modalidade skate street no dia 25 de junho, mas acabou eliminada na fase classificatória.
As medalhas ficaram com Momiji Nishiya (ouro), do Japão, Rayssa Leal (prata), do Brasil, e Funa Nakayama (bronze), do Japão.
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3. Gabby Thomas (Estados Unidos)
A americana Gabrielle Thomas, de 24 anos, chegou como uma das favoritas ao pódio na prova dos 200 metros rasos do atletismo.
Chamada carinhosamente de Gabby, a atleta confirmou as projeções ao garantir a medalha de bronze na corrida disputada no dia 3 de agosto (o ouro ficou com Elaine Thompson, da Jamaica, e a prata com Christine Mboma, da Namíbia).
Gabby Thomas (à direita) investiga a desigualdade racial no acesso aos serviços de saúde nos Estados Unidos
EPA
Entre os treinos e as competições, Thomas ainda estudou neurobiologia e saúde global na Universidade Harvard, nos EUA.
O interesse pelo cérebro surgiu por questões familiares: numa entrevista ao site The Undefeated, a americana contou que seu irmão gêmeo foi diagnosticado com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Ela ainda possui outro irmão mais novo com autismo.
Agora, seus planos envolvem voltar para casa e continuar cursando o mestrado em epidemiologia e gestão de saúde na Universidade do Texas, na cidade de Austin.
Seu grande interesse de pesquisa é a desigualdade racial no acesso aos serviços de saúde nos Estados Unidos.
4. Louise Shanahan (Irlanda)
A irlandesa de 24 anos tinha um plano claro em sua mente: se classificar para os Jogos Olímpicos de 2024, que serão disputados em Paris.
Mas o resultado veio antes do esperado e ela conseguiu alcançar um tempo suficiente para já participar da Olimpíada deste ano na prova dos 800 metros rasos feminino.
Shanahan divide a rotina entre as pistas e o laboratório de física médica
INPHO
Shanahan, infelizmente, não passou da primeira fase. Ela participou da terceira bateria e acabou eliminada ao ficar com a sétima colocação.
Essa modalidade terminou com ouro para Athing Mu (Estados Unidos), prata para Keely Hodgkinson (Reino Unido) e bronze para Raevyn Rogers (Estados Unidos).
Enquanto os planos esportivos para 2024 seguem de pé, a irlandesa volta sua atenção agora para outra área: a física quântica.
Formada pela Universidade Cork, em seu país natal, ela agora está fazendo doutorado na Universidade de Cambridge, na Inglaterra.
Seu principal interesse está na física médica: ela estuda e desenvolve aparelhos que poderão melhorar o diagnóstico e o tratamento do câncer.
“Eu gosto de ter duas carreiras porque, caso as coisas no laboratório estejam ruins, eu posso dizer a mim mesma que sou corredora e está tudo bem. Agora, se estou mal no atletismo, sempre posso considerar que sou uma física quântica e o esporte é uma atividade extra”, declarou, numa entrevista ao jornal Cambridge Independent.
5. Andrea Murez (Israel)
A natação está no sangue da família Murez: Joe, avô de Andrea, costumava nadar no rio Danúbio, na Áustria, nos anos 1940.
Pelo outro lado da família, o outro avô, Raymond Federman, chegou a representar a França em algumas competições na piscina.
Seu irmão, Zachary, também é um adepto da modalidade e competiu em algumas provas pela Universidade Yale, nos Estados Unidos.
Nascida na Califórnia, Andrea Murez, de 29 anos, se formou em biologia pela Universidade Stanford.
A natação, porém, permitiu que ela participasse de provas aquáticas nas Macabíadas, um evento esportivo que é organizado e promovido a cada quatro anos em Israel pela comunidade judaica.
Ao participar de várias modalidades e se destacar em algumas delas, Murez decidiu se mudar definitivamente para Israel e representar o país no esporte.
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Sua primeira experiência olímpica aconteceu em 2016, no Rio de Janeiro, quando participou dos 50, dos 100 e dos 200 metros nado livre, mas não conseguiu se classificar para as finais.
Depois da passagem pelo Brasil, ela decidiu continuar os estudos e atualmente cursa medicina na Universidade de Tel Aviv, em Israel.
Na Olimpíada de Tóquio, a atleta, bióloga e futura médica pulou na piscina em quatro provas: estilo livre 50, 100 e 200 metros e no revezamento 4×100 medley misto (em que as equipes de cada país são formadas por homens e mulheres e cada competidor faz um estilo de nado).
Seu melhor resultado foi justamente na modalidade em equipe: junto com os colegas israelenses, ela ficou em oitavo lugar nos 4×100 medley misto.
Essa prova terminou com o Reino Unido em primeiro, a China em segundo e a Austrália em terceiro.
6. Nadine Apetz (Alemanha)
Só de entrar no ringue, Apetz já fez história: ela se tornou a primeira representante da Alemanha no boxe olímpico feminino.
Aos 35 anos, sua passagem por Tóquio, porém, acabou abreviada. Ela perdeu para a indiana Lovlina Borgohain e foi eliminada logo na primeira luta do meio-médio feminino (que reúne atletas de 64 a 69 quilos).
A final dessa categoria está marcada para sábado (7/8) e será entre a turca Busenaz Surmeneli e a chinesa Hong Gu.
Com medalhas importantes em torneios europeus e no Campeonato Mundial de Boxe, a alemã pretende agora focar em sua outra carreira.
Com um mestrado em neurociências pela Universidade de Bremen, em sua terra natal, a próxima meta de Apetz é finalizar seu doutorado no Hospital Universitário de Colônia, também na Alemanha.
Ela estuda uma técnica chamada estimulação cerebral profunda, que envolve a aplicação de correntes elétricas ou eletromagnéticas em certas áreas da massa cinzenta.
Esse tratamento tem bastante potencial e pode ajudar futuramente indivíduos com Parkinson, uma doença degenerativa que afeta os neurônios responsáveis pela locomoção e pelo controle dos músculos.
“É difícil combinar a prática de esportes com a carreira profissional. Me preparar para a Olimpíada de Tóquio foi bastante estressante. Quando eu voltar do Japão, vou me concentrar 100% nos meus estudos”, diz Apetz ao site do COI.
7. Hadia Hosny (Egito)
Ela começou a se destacar no cenário internacional em 2008, em Pequim, quando se tornou a primeira jogadora de badminton do Egito a se classificar para uma Olimpíada.
Ela repetiu a dose em 2012, ao participar dos jogos de Londres, e voltou a competir em Tóquio, agora em 2021.
Na atual edição, ela sofreu três derrotas ainda na fase de grupos e acabou eliminada, junto com sua parceira de equipe, Doha Hany.
Na modalidade de badminton em duplas feminino, o ouro foi para a Indonésia, a prata ficou com a China e o bronze acabou com a Coreia do Sul.
Finalizada sua participação no evento, Hosny disse que pretende se aposentar das competições profissionais.
“Há uma grande possibilidade de que essas tenham sido minhas últimas Olimpíadas. É muito estressante viajar para todos os torneios e me manter numa boa posição no ranking mundial”, declarou a egípcia, segundo o site oficial do COI.
“O badminton foi meu primeiro amor e não ficarei longe dele, tanto que pretendo continuar como técnica”, completou.
Além de não abandonar os ginásios, Hosny vai seguir com sua carreira acadêmica. Ela é professora assistente da Universidade Britânica do Egito.
Com mestrado em biomedicina pela Universidade de Bath, no Reino Unido, e doutorado em farmacologia pela Universidade do Cairo, no Egito, ela possui pesquisas e artigos publicados sobre a dexametasona, um remédio anti-inflamatório usado para várias doenças.
Mesmo sem o badminton, a agenda de Hosny continuará bem atribulada: além de atleta e cientista, ela também possui uma academia de ginástica e integra o Parlamento do Egito.

Fonte: G1 Mundo

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Após perder voo, mulher compra bilhete de raspadinha para passar tempo e ganha US$ 1 milhão



Angela Caravella, de 51 anos, diz ter sentido que ‘algo bizarro’ ia acontecer após cancelamento na Flórida. Ela comprou bilhete em supermercado e, com impostos já descontados, levou cerca de R$ 4,1 milhões. Prêmio foi ganho em bilhete da loteria Fastest Road, na Flórida
Reprodução/Facebook/FloridaLottery
Logo depois de ter seu voo cancelado, Angela Caravella, de 51 anos, viu sua sorte mudar rapidamente ao ganhar US$ 1 milhão (cerca de (R$5,2 milhões) com um bilhete de raspadinha da loteria na Flórida.
Moradora de Kansas City, no Missouri, ela ganhou o prêmio da loteria The Fastest Road e, segundo a Loteria da Flórida, optou por receber o prêmio em uma única parcela. Com os impostos já descontados, ela levou US$ 790 mil (cerca de R$ 4,1 milhões).
“Eu tive uma sensação de que alguma coisa bizarra ia acontecer depois que meu voo foi cancelado inesperadamente”, disse Caravella. “Comprei alguns bilhetes de rapadinha para passar o tempo e do nada – ganhei US$ 1 milhão!”
Homem rouba bilhetes de loteria em loja, troca de roupa e volta para roubar cofre; assista
Bilhete sorteado em loteria nos EUA ganha prêmio equivalente a R$ 2,7 bi
Caravella comprou seu bilhete premiado em um supermercado Publix em Brandon, ao leste de Tampa. A loja vai receber um bônus de comissão de US$ 2 mil (aproximadamente R$ 10.400) por vender o bilhete.
A modalidade de raspadinha que ela ganhou foi lançada em fevereiro de 2020 e oferece 155 prêmios de US$ 1 milhão e mais de US$ 948 milhões em prêmios em dinheiro.
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Fonte: G1 Mundo