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Tóquio registra mais um recorde diário de casos de Covid-19


Japão passa pelos piores números de casos de coronavírus desde o começo da pandemia. Homem usa máscara de proteção contra o coronavírus em Tóquio em 30 de julho de 2021
Issei Kato/Reuters
O governo de Tóquio, capital do Japão, registrou nesta quarta-feira (4) um total de 4.166 novos casos de Covid-19 — mais um recorde que mostra o avanço rápido na cidade que recebe os Jogos Olímpicos até domingo.
Tóquio está sob restrições do estado de emergência, que se estenderão ao longo deste mês. Como a situação do coronavírus no Japão é a mais grave — em número de casos —, outras cidades japonesas também estão nesse patamar.
Ao longo desta semana, médicos da capital japonesa disseram que os hospitais estão priorizando casos mais graves da Covid-19 ou de pessoas que têm maior risco de desenvolver a forma mais grave da doença.
Time de nado artístico da Grécia fora por Covid
Os Jogos Olímpicos ocorrem sob intensos protocolos para não piorar a situação epidêmica na capital japonesa nem trazer o vírus aos atletas e treinadores do mundo inteiro. O monitoramento mais recente mostra que cerca de 300 pessoas envolvidas com o evento contraíram o coronavírus desde 1º de julho.
Embora não tenha havido consequências mais graves até agora — cerca de 80% dos atletas na Vila Olímpica tomaram vacina —, alguns casos chamaram atenção das autoridades.
O mais recente foi o da equipe de nado artístico, esporte antes chamado de nado sincronizado, da Grécia foi desclassificado depois de cinco integrantes contraírem a Covid-19. Somando as outras pessoas que tiveram contato com essas atletas, 12 pessoas da delegação grega saíram da Vila Olímpica para ficarem em isolamento.

Fonte: G1 Mundo

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Olimpíadas de Tóquio: brasileiro que vive há 23 anos no Japão é responsável por alimentação de atletas


Adiamento dos Jogos Olimpícos por um ano chegou a levar alguns empresários à falência, mas Alan Cardinali diz que conseguiu superar dificuldades e garantiu comida fornecimento a 80% dos atletas do Brasil. Para ele, ausência de público tirou brilho do evento, mas ‘Japão procura sempre fazer o melhor para todos’. Allan Cardinali mora há 23 anos no Japão
Arquivo pessoal/Alan Cardinali
Morando no Japão há 23 anos, o brasileiro Allan Cardinali e sua esposa, a chef de cozinha Clarissa, receberam com enorme empolgação a chance de trabalhar nas Olimpíadas de Tóquio em 2020, graças a um contrato com o Comitê Olímpico Brasileiro para fornecer alimentação a atletas.
A alegria, porém, se transformou em apreensão quando os jogos foram adiados – e sofreram risco de cancelamento – por causa da pandemia de Covid. “Fizemos investimentos para um evento planejado para 2020 e um ano de atraso tornou o desafio ainda maior, mas com otimismo, perseverança e fé em Deus, tudo se ajeitou”, diz Allan ao G1.
A chef de cozinha Clarissa Cardinali ao lado do surfista Ítalo Ferreira, medalha de ouro nas Olimpíadas de Tóquio
Arquivo pessoal/Alan Cardinali
Vivendo em Okazaki-shi, na província de Aichi, o casal tem uma empresa que prepara comida brasileira saudável congelada, e se tornou responsável pela alimentação de cerca de 80% dos atletas brasileiros em cinco bases diferentes na região de Tóquio (Heiwajima, Chuo – ao lado da Vila Olímpica –, Saitama, Myagase e Chiba).
Segundo Allan, alguns empresários chegaram a quebrar por causa do adiamento. “A mídia, o setor turístico e o comércio criaram uma grande expectativa financeira e compromissos foram assumidos”, explica.
Ele diz que, mesmo às vésperas dos Jogos, boa parte da população ainda era contra sua realização, e que a questão acabou se tornando uma questão política e de classes: “o governo queria fazer e a oposição queria cancelar, a classe médica e da saúde era contra, com medo de uma nova onda de corona, enquanto o comércio e turismo queria que acontecesse”.
Funcionários de Alan e Clarissa Cardinali posam com o surfista Ítalo Ferreira em Tóquio
Arquivo pessoal/Alan Cardinali
Para o brasileiro, a proibição do público foi uma medida conciliadora e tranquilizadora porque a população com medo do Covid ficou mais calma.
“Pessoalmente, entendo que o espetáculo perde grande parte do seu brilho e seu calor que vem do público presente nos jogos, mas essa Olimpíada entra pra história por esse motivo e por ser a única realizada em ano ímpar”, opina.
“Eu acho que a imagem do Japão e do japonês é reflexo do que ele é mesmo, um país organizado, que antecipa em vez de remediar e procura sempre fazer o melhor para todos”, conclui.
Sem poder assistir às competições, restou a Allan e sua equipe o consolo de ter conhecido alguns dos atletas brasileiros durante o trabalho, entre eles o surfista Ítalo Ferreira, que conquistou a primeira medalha de ouro para o país nas Olimpíadas de Tóquio.
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Fonte: G1 Mundo

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Homem é preso ao assento com fita adesiva após agredir comissários em voo nos EUA; veja VÍDEO

Maxwell Berry, de 22 anos, tocou inapropriadamente em dois comissários e socou um terceiro no rosto, além de gritar agressivamente. Ele foi contido com ajuda de outros passageiros e detido ao chegar ao aeroporto de Miami. VÍDEO: Passageiro é preso a assento com fita adesiva após perturbar voo nos EUA
Um homem de 22 anos foi preso após assediar dois comissários de voo e socar um terceiro dentro de um voo da Frontier Airlines. Ele foi contido e preso ao assento com fita adesiva, como mostra um vídeo feito por outro passageiro (assista acima).
Maxwell Berry foi detido no domingo, mas o caso foi divulgado pela imprensa na terça-feira (3). O incidente aconteceu durante um voo entre a Filadélfia e Miami, e ele foi detido ao chegar ao Aeroporto Internacional de Miami, segundo a rede de TV NBC.
Segundo relatos, Berry teria tocado os seios de uma comissária, as nádegas de outro comissário e socado o rosto de um terceiro. Ele pode ainda ser visto gritando agressivamente no vídeo.
Após os ataques, ele foi contido por um comissário, com a ajuda de outros passageiros, e preso a um assento com o uso de fita adesiva.
“A Frontier Airlines mantém o maior valor, respeito, preocupação e apoio para todos os nossos comissários de bordo, incluindo aqueles que foram agredidos neste voo”, disse um porta-voz da companhia aérea em um comunicado divulgado à imprensa.
Passageira é colada ao assento com fita adesiva após perturbar voo nos EUA; assista
No mês passado, um caso parecido aconteceu com uma passageira que aparentemente teve um colapso nervoso em um voo da American Airlines entre Dallas e Charlotte e tentou abrir uma porta da aeronave, além de também agredir fisicamente uma comissária de bordo.
A mulher foi restrita em seu assento com fita adesiva até a chegada do voo a seu destino, e o incidente foi filmado por outro passageiro.

Fonte: G1 Mundo

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‘Deixaram claro que eu seria punida’, diz atleta de Belarus que se recusou a voltar ao país


Em entrevista à AP, Krystsina Tsimanouskaya disse que pretende voltar ao esporte, mas que por enquanto a única coisa importante é a segurança. Ao saber da situação da atleta, marido fugiu para a Ucrânia. Krystsina Tsimanouskaya, atleta de Belarus que teme voltar ao país, em entrevista virtual à AP nesta terça-feira (3)
Daniel Kozin/AP Photo
A atleta bielorrussa Krystsina Tsimanouskaya afirmou na terça-feira (3) que os chefes da delegação de Belarus “deixaram claro” que a velocista seria punida caso voltasse ao país. Ela está em Tóquio, no Japão, e em segurança, segundo o Comitê Olímpico Internacional (COI).
Atleta da Belarus faz críticas aos técnicos em rede social e é retirada das Olimpíadas
Tsimanouskaya foi forçada no começo da semana a abandonar as Olimpíadas de Tóquio por criticar técnicos e dirigentes. Belarus é um país governado por Alexander Lukashenko, líder autoritário que está no poder desde 1994. O Comitê Olímpico Bielorrusso é dirigido por Viktor Lukashenko, filho do presidente (entenda o caso no fim da reportagem).
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Krystsina Tsimanouskaya logo após uma corrida de 100 metros, em 30 de julho de 2021
Aleksandra Szmigiel//Reuters
Em entrevista à agência Associated Press, Tsimanouskaya disse que os diretores da delegação afirmaram que a decisão de forçar o retorno da atleta partiu de outras pessoas — o que, para ela, ficou claro que se tratava de uma represália do governo.
“Eu gostaria muito de continuar minha carreira no esporte porque eu só tenho 24 anos e ainda planejo mais duas Olimpíadas, no mínimo. Mas agora só o que me preocupa é minha segurança”, disse a atleta.
Marido fugiu para a Ucrânia
Arseni Zdanevich, marido da atleta, fugiu para a Ucrânia ao saber do problema com Tsimanouskaya. Em entrevista à AP, ele disse que espera reencontrar a esposa logo, de preferência na Polônia, país vizinho que abriga uma grande comunidade de desertores do regime de Belarus.
“Foi tudo de repente. Só tive uma hora para pegar minhas coisas e ir”, disse Zdanevich.
Tsimanouskaya embarcou para Viena, na Áustria, na manhã desta quarta-feira (noite de terça-feira em Brasília). Não se sabe ainda qual será o destino final da atleta. A Polônia ofereceu um visto humanitário à bielorrussa.
Entenda: atleta teme voltar a Belarus
Krystsina Tsimanouskaya é escoltada por policiais no aeroporto de Tóquio, em 1º de agosto de 2021
Issei Kato/Reuters
No domingo, Tsimanouskaya denunciou que foi forçada a deixar os Jogos Olímpicos por seu técnico, Yuri Moiseyevitch, e que, mais tarde, funcionários do Comitê Olímpico de Belarus a acompanharam ao aeroporto para que ela voltasse ao seu país.
Poucos dias antes, a atleta havia criticado a Federação de Atletismo de seu país por obrigá-la a participar do revezamento 4×400 metros, quando inicialmente tinha que correr as provas de 100 e 200 metros. Segundo Tsimanouskaya, duas corredoras bielorrussos não passaram pelos testes antidoping e não puderam competir.
Tsimanouskaya disse que estava com medo de ser presa se voltasse para a Belarus e pediu a intervenção do COI — que garantiu que a atleta está em local seguro.
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Fonte: G1 Mundo

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‘Perdemos tudo naquele dia’: um ano após explosão no porto de Beirute, Líbano ainda tenta se recuperar


Esta quarta-feira, 4 de agosto, marca um ano das explosão do porto de Beirute. A catástrofe tirou a vida de mais de 200 pessoas e deixou mais de seis mil feridos, além de uma população traumatizada até hoje por uma tragédia que se soma a uma crise política e econômica pré-existentes e intensificada desde então. VÍDEO: Drone mostra destruição em porto no Líbano um ano após explosão
Esta quarta-feira, 4 de agosto, marca um ano da explosão do porto de Beirute. A catástrofe tirou a vida de mais de 200 pessoas e deixou mais de seis mil feridos, além de uma população traumatizada até hoje por uma tragédia que se soma a uma crise política e econômica pré-existentes e intensificada desde então. A comunidade internacional se mobiliza para tentar ajudar os libaneses.
“Quando eu entrei no serviço de emergência do hospital, havia feridos por toda a parte, médicos por toda a parte, sangue por toda a parte. E cacos de vidro por tudo, pois o hospital também foi atingido”, relata o médico Naji Hayek, que se recorda do 4 de agosto 2020 como se fosse hoje. “Eu examinei pessoas na rua, no caminho do hospital, como se fosse um médico de guerra. Foi assustador, assustador”, desabafa.
Como ele, boa parte da população libanesa relembra o momento das explosão, mas também os parentes e amigos mortos na tragédia. “Todo mundo perdeu alguém. Nós perdemos tudo naquele dia”, afirma o militante Maraoum Karam.
Junto com o luto, os moradores também alimentam uma sensação de injustiça. Principalmente porque a gigantesca explosão foi causada por um incêndio em um depósito que armazenava centenas de toneladas de nitrato de amônio desde 2014, mas nenhum responsável foi julgado até agora.
Tragédia anunciada
Veja, em arte, o antes e o depois da explosão na zona portuária de Beirute
A ONG Human Rights Watch (HRW) acusa as autoridades libanesas de negligência criminosa. Em um relatório de 126 páginas divulgado esta semana, a entidade documentou as inúmeras violações por parte dos políticos e das instâncias de segurança do país na gestão desse depósito de materiais perigosos.  
“Os responsáveis libaneses sabiam o risco que representava o nitrato de amônio. Ao não adotarem nenhuma medida para proteger a população, eles aceitaram tacitamente esse risco”, declarou em entrevista à RFI Aya Majzoub, uma das redatoras do relatório.
“No direito internacional, isso constitui violação do direito à vida. Além disso, segundo a lei libanesa, essa atitude pode ser considerada como um homicídio que pode ser visto como voluntário”, ressalta.
Veja em câmera-lenta a explosão no porto de Beirute, no Líbano
Segundo ela, a inércia nas investigações se deve ao fato de que “a classe política libanesa não está acostumada a prestar contas” e que a cultura da impunidade reina no país. “Os políticos não serão importunados pela justiça enquanto a nomeação dos juízes continuar sendo algo político. O governo tem muito peso na escolha dos magistrados”, explica.
“No passado, nós revelamos vários casos de interferência política, que tentavam impedir que funcionários de alto escalão fossem julgados. E observamos o mesmo fenômeno agora com a investigação sobre a explosão no porto”, analisa.
Mapa identifica a região portuária de Beirute, onde aconteceu uma grande explosão nesta terça-feira (4)
G1
Do lado da população, a irritação aumenta. “Nós queremos justiça”, lança Maraoum Karam, que participa de um protesto previsto para esta quarta-feira. “Vamos para uma manifestação pacífica que sai de três locais para chegar ao porto às 18h. Em seguida vamos para o Parlamento e quando chegarmos lá não sei o que pode acontecer”, avisa.
As autoridades temem que a mobilização popular termine em violência.
Bloqueio político
Noiva fazia ensaio fotográfico na hora da explosão em Beirute
A reconstrução das zonas atingidas avança lentamente, organizada principalmente por associações e com a ajuda da diáspora. Dois dias após a explosão, o presidente francês, Emmanuel Macron, desembarcou em Beirute e, após se reunir com políticos locais, tentou pressionar os dirigentes para acelerar as obras, assim como as investigações.
No entanto, as disputas internas emperraram qualquer tipo de intervenção, já que a comunidade internacional pedia um mínimo de estabilidade política em troca de uma possível ajuda.
O Líbano está sem governo desde a renúncia de Hassan Diab e sua equipe, em 10 de agosto de 2020. O presidente Michel Aoun acaba de nomear o milionário Najib Mikati como primeiro-ministro. Mas ele já é o terceiro candidato a tentar, sem sucesso, formar um governo.
Mobilização internacional
A França sediará, nesta quarta-feira, uma nova conferência internacional de apoio ao Líbano. Sob mediação de Emmanuel Macron e do secretário-geral da ONU, António Guterres, o evento reunirá, por videoconferência, representantes de cerca de 40 Estados e organizações internacionais.
Entre eles, são esperados o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, o chefe de Estado egípcio, Abdel Fatah al Sissi, o rei jordaniano, Abdullah II, e o presidente libanês, Michel Aoun.
Os organizadores pretendem levantar uma ajuda emergencial de pelo menos US$ 350 milhões. “O objetivo é ajudar novamente a população do Líbano”, após uma primeira conferência em agosto de 2020 que arrecadou € 280 milhões, anunciou o Palácio do Eliseu, sede da presidência francesa na segunda-feira (2).
Depois dos encontros de 9 de agosto de 2020 e de 2 de dezembro de 2020, esta terceira conferência internacional tratará apenas da ajuda de emergência, e não da ajuda estrutural de que o país necessita. Esta última continua condicionada à formação de um governo capaz de realizar reformas fundamentais.
Os participantes da conferência “reafirmarão a necessidade de formar rapidamente um governo capaz de implementar as reformas estruturais que os libaneses esperam”, insistiu a presidência francesa. “Continuaremos a aumentar a pressão e, junto com nossos parceiros europeus, tomaremos medidas mais importantes, se o bloqueio político continuar”, garantiu o Palácio do Eliseu.
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Fonte: G1 Mundo

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Tem praia na Letônia: conheça Jurmala, cidade no Mar Báltico onde letões jogam vôlei e ditadores soviéticos passavam férias


Cidade que já recebeu tradicionais torneios europeus de vôlei de praia é o principal balneário do país báltico, e arquitetura soviética convive com casas de madeira tradicionais. Praia de Jurmala, na Letônia, em foto de 2005
By Jurmalastic – Own work, CC BY-SA 4.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=48064914
A Letônia, que eliminou as duas duplas brasileiras no vôlei de praia masculino e uma no feminino nas Olimpíadas de Tóquio, é um país banhado pelo Mar Báltico no nordeste da Europa. O principal balneário dos letões fica em Jurmala — pequena cidade que recebe competições nas areias e era a favorita dos líderes da União Soviética no tempo em que a pequena república compunha a URSS.
As praias de Jurmala têm extensas faixas de areia. Por isso, durante os verões, há espaço para que as pessoas pratiquem esportes como o próprio vôlei de praia. É lá onde as duplas letãs treinam e é lá que os principais campeonatos da modalidade no país ocorrem — a cidade já recebeu torneios europeus com duplas da elite internacional.
Dupla Martins Plavins e Edgar Tocs, da Letônia, comemora a vitória sobre os brasileiros Alison e Alvaro Filho no vôlei de praia das Olimpíadas de Tóquio nesta quarta-feira (4)
Pilar Olivares/Reuters
Como a Letônia fica muito ao norte, os invernos são marcados por noites muito longas e o sol pouco aparece. Por outro lado, o oposto acontece no verão — os dias ficam muito longos e quase não escurece, o que levam milhares de letões e de pessoas de outros países do Báltico a procurarem Jurmala, que fica a apenas 30 km da capital da Letônia, Riga.
MAPA – Jurmala, balneário da Letônia
G1 Mundo
Apesar do gosto semelhante pelo vôlei de praia, há muitas diferenças com as praias brasileiras: em primeiro lugar, há poucas ondas, uma característica de mares fechados como o Báltico. Outra diferença é comportamental: você não vê aquele monte de guarda-sol. As pessoas preferem levar apenas uma toalha, a comida, e pronto.
A praia dos líderes soviéticos
Longa faixa de areia de praia em Jurmala, na Letônia, em foto de 2017
Domínio público/erdbeernaut/Flickr
A Letônia pertenceu à União Soviética entre 1944 e 1991, ano do colapso do país comunista. Durante esse tempo, não só os letões, mas outros povos da antiga URSS procuraram Jurmala como um dos balneários para o verão — o outro seria Sochi, mais quente e no sul da Rússia.
Resort de Jurmala, na Letônia, construído no período soviético
Ricardo Liberato via Flickr/Baltic Sea Hotel — Creative Commons 2.0 — https://www.flickr.com/photos/liberato/3147143170/in/photolist-57U3yH-2g5cueX-KGVP4u-5N3Fgn-5N1583-5N6W29
Entre os que passavam férias estavam o presidente Nikita Kruschev, que governou a URSS entre 1953 e 1964, e seu sucessor Leonid Brejnev, que comandou o país até 1982. Em uma reportagem do jornal britânico “The Guardian” de 2005, moradores de Jurmala contavam que era comum ver os chefes do poder soviético nas ruas da cidade.
Tradicional casa de madeira em Jurmala, em foto de 2018
By Ymblanter – Own work, CC BY-SA 4.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=84525983
A visibilidade dada pelas visitas dos ditadores ofuscou uma das características mais marcantes de Jurmala: a arquitetura original das pequenas casas perto do mar, muitas vezes feitas de madeira com influências escandinavas e finlandesas, além de pequenos prédios de origem germânica. No lugar, ficaram grandes resorts para receber os soviéticos na segunda metade do século XX.
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VÍDEOS: Brasil nas Olimpíadas de Tóquio

Fonte: G1 Mundo

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Homem é condenado após denúncia de filha concebida em estupro


Carvel Bennett, de 74 anos, estuprou uma menina de 13 anos na década de 1970 na Inglaterra. Ele recebeu uma sentença de 11 anos de prisão. Carvel Bennett foi condenado a 11 anos de prisão depois que filha que concebida por estupro fez denúncia
West Midlands Police/BBC
Um homem foi condenado por estuprar uma menina de 13 anos na década de 1970, depois que a filha concebida no ataque o denunciou.
Carvel Bennett, de 74 anos, foi condenado por um júri em tribunal de Birmingham, na Inglaterra, e recebeu sentença de 11 anos de prisão.
A filha dele, que foi adotada quando era bebê, fez campanha por justiça depois de descobrir os detalhes sobre sua concepção a partir de registros de nascimento, quando ela completou 18 anos.
A polícia abriu uma investigação depois que a BBC divulgou o caso, em 2019.
A filha forneceu DNA, e os resultados da análise mostraram que o réu tinha 22 milhões de vezes mais probabilidade de ser seu pai do que qualquer outro homem afro-caribenho desconhecido.
Em Birmingham, o júri levou menos de duas horas para chegar a um veredito unânime de que Bennett é culpado.
A filha disse que ele escapou da Justiça por muito tempo.
‘Criança assustada’
A mãe da filha de Bennet disse ao tribunal que ela tinha 13 anos quando o homem disse para ela tirar a roupa e se deitar enquanto eles estavam sozinhos em um quarto.
Ela disse que era uma criança assustada e falou para ele: “Eu não quero que você faça isso”. Mas ele respondeu, segundo ela: “Não diga nada.”
“Fiz o que ele disse”, disse ela. “Eu não podia lutar contra ele. Ele apenas me disse para ficar quieta.”
Bennett não negou ter feito sexo com a vítima, mas afirmou que achava que ela tinha 16 anos e que consentia. Ela negou veementemente.
‘Debaixo do tapete’
A vítima inicialmente não contou a ninguém que estava grávida, mas depois falou aos pais e a assistentes sociais quem era o pai e que ele a havia estuprado.
‘A dor que você causou é incomensurável’, disse a filha a Bennett no tribunal
Google/BBC
Ela disse que isso foi “colocado debaixo do tapete pelos adultos” e que se culpou por muitos anos.
Registros dos serviços sociais da época mostram Bennett como o pai, com o registro de suas idades e a alegação de estupro.
A filha da mulher solicitou seus registros de adoção quando completou 18 anos e assim localizou sua mãe biológica.
Depois de descobrir detalhes de sua concepção, ela pediu à polícia que usasse seu DNA e os arquivos para realizar um chamado “processo sem vítimas”, sem a necessidade de sua mãe depor.
A polícia disse a ela que ela “não era a vítima” e, portanto, nenhum caso poderia ser aberto.
Bennett foi acusado depois que a mãe decidiu prestar depoimento à polícia, mais de 40 anos após o caso.
Ela disse ao tribunal, segundo o jornal “The Guardian”, que o motivo pelo qual ela inicialmente não quis prestar depoimento à polícia sobre o estupro foi porque ela não queria reviver o trauma. “Eu tinha sofrido e queria continuar com minha vida”, disse ela.
‘Eu sou mais do que evidência’
Enfrentando o próprio pai no tribunal quando ele foi condenado, a filha disse que foi preciso uma força incrível para continuar lutando por justiça.
“A dor que você causou é incomensurável”, ela disse a ele.
“Saber que existo porque você escolheu estuprar uma criança, saber que você é a soma, a encarnação, de uma das piores coisas que podem acontecer a alguém, estar grávida de seu agressor. Eu sou mais do que uma evidência, sou mais do que uma testemunha, sou mais do que um produto de estupro.”
Ela agora está fazendo campanha por mudanças na lei para ajudar as pessoas concebidas por estupro, inclusive para serem legalmente reconhecidas como vítimas.
“Não somos o pecado de nosso pai, não somos bebês de estupro, não somos a semente do mau”, acrescentou.
O juiz Martin Hurst disse que o crime de Bennett destruiu duas vidas e que sua filha foi, sem dúvida, tão vítima quanto a mãe.
Elogiando-a por buscar a justiça de forma “obstinada e com determinação”, ele encorajou outras pessoas na situação dela a tomarem a mesma atitude.
Vídeos: Os mais assistidos do G1 nos últimos 7 dias

Fonte: G1 Mundo

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Variante delta da Covid é ‘tragédia amplamente evitável, que vai piorar antes de melhorar’, diz Biden


Presidente dos EUA critica governadores que proíbem a retomada do uso de máscaras; somente os estados de Texas e Flórida já somam um terço dos casos do país. ‘Se vocês não vão ajudar, pelo menos saiam do caminho das pessoas que estão tentando fazer a coisa certa’, diz. O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, durante pronunciamento na Casa Branca, na terça-feira (3)
Win McNamee/Getty Images/AFP
A variante delta do coronavírus é “uma tragédia amplamente evitável, que vai piorar antes de melhorar”, segundo o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden.
Em um pronunciamento nesta terça-feira (3), Biden criticou governadores republicanos que estão proibindo que governantes municipais determinem que a população seja obrigada a usar máscaras de proteção novamente.
Por causa da disseminação da variante delta, mais contagiosa, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) recomendou no final de julho que mesmo pessoas vacinadas voltassem a usar máscaras em ambientes fechados.
Ele citou, por exemplo, os estados do Texas e da Flórida, onde além disso os índices de vacinação são relativamente baixos em comparação com os demais. Juntos, os dois respondem atualmente por um terço de todos os casos de Covid dos EUA.
“Eu digo a esses governadores: por favor, ajudem”, disse. “Mas, se vocês não vão ajudar, pelo menos saiam do caminho das pessoas que estão tentando fazer a coisa certa. Usem seu poder para salvar vidas”.
Variante Delta da Covid-19 ganha força e causa endurecimento das restrições pelo mundo
EUA recomendam máscara em ambientes fechados mesmo para quem tomou duas doses de vacina contra o coronavírus
NY: comprovante de vacinação contra Covid será obrigatório em ambientes fechados
‘Pandemia entre não vacinados’: como EUA podem estar perdendo de novo controle sobre o coronavírus
Para ressaltar a eficácia e importância da vacinação, o presidente destacou que, embora o país esteja enfrentando um novo aumento no número de casos, as hospitalizações e mortes não tiveram um crescimento proporcional.
Outro fator essencial a observar, afirmou Biden, é que a grande maioria das pessoas que estão internadas ou que ainda morrem de Covid nos EUA não tomaram nenhuma dose de nenhuma vacina contra a doença.
Segundo o presidente norte-americano, o país lida agora com uma “pandemia dos não vacinados”.
Variante dominante
Segundo a OMS, a delta já foi detectada em pelo menos 96 países e é cerca de 55% mais transmissível que a alfa, variante inicialmente identificada no Reino Unido e atualmente presente em pelo menos 172 países. A alfa já era cerca de 50% mais contagiosa que o vírus original e provocou novas ondas de infecções em vários países no início do ano.
“Devido ao aumento na transmissibilidade, a delta deverá superar rapidamente as outras variantes e se tornar a variante dominante nos próximos meses”, diz a OMS.

Fonte: G1 Mundo

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Tóquio 2020: a tragédia que inspirou buquê de flores dado a medalhistas


Quase 5 mil ramalhetes de girassóis, eustomas, selos-de-salomão e gencianas serão distribuídos nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos. Quase 5 mil ramalhetes serão distribuídos nos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos
Getty Images/BBC
As medalhas de ouro, prata e bronze são o grande destaque do pódio olímpico. O buquê de flores dado aos atletas nas três primeiras posições nas competições em Tóquio, contudo, também tem um significado especial.
As flores amarelas, verdes e azuis dadas aos medalhistas vêm em sua maioria de três distritos do nordeste do Japão que foram devastados pelo terremoto e tsunami de 2011, que provocou um acidente nuclear na usina de Fukushima.
Veja a cobertura dos jogos olímpicos no ge
VÍDEO: Veja Fukushima e Miyagi antes e depois do tsunami de 2011
Quase 20 mil pessoas morreram no desastre que afetou as Prefeituras de Iwate, Fukushima e Miyagi.
A estimativa é que 5 mil buquês serão distribuídos nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos. Os girassóis amarelos foram cultivados em Miyagi, plantados por pessoas que perderam os filhos no desastre.
A estimativa é que 5 mil buquês serão distribuídos nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos
Reuters
O local de cultivo escolhido foi a encosta para onde as crianças e jovens fugiram em busca de proteção contra os efeitos do tsunami.
Já os delicados eustomas roxos e brancos e os selos-de-salomão foram cultivados em Fukushima como parte de uma iniciativa sem fins lucrativos criada para tentar recuperar a economia local após a tragédia, que prejudicou gravemente a produção agrícola.
As gencianas, pequena flor azul brilhante, são cultivadas em Iwate, uma área costeira que foi devastada por maremotos também no desastre de 2011.
E há ainda as aspidistras verde-escuras, cultivadas em Tóquio e escolhidas para representar a cidade-sede.
VÍDEO: Fukushima e Miyagi nas Olimpíadas do Japão 10 anos depois de tsunami
VÍDEO: Fukushima e Miyagi nas Olimpíadas do Japão 10 anos depois de tsunami VÍDEO: Fukushima e Miyagi vão sediar Olimpíadas do Japão 10 anos depois de tsunami

Fonte: G1 Mundo

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Douglas revela seus atletas favoritos em Tóquio e os destaques da vila olímpica


Jogador respondeu as perguntas de Matheus Rodrigues, no Segue o fio. Veja o que contou o queridinho do Brasil, que voltará pra casa com milhões de seguidores nas redes sociais e alguns planos. Assista ao vídeo! Os atletas em Tóquio estão cada vez mais longe das redes sociais, incluindo o jogador de vôlei Douglas Souza, o queridinho dos brasileiros. Não é nada contra os fãs, mas eles têm procurado focar mais nos jogos e evitar qualquer fadiga, digamos assim. Mas conseguimos bater um papo com Douglas e ele revelou seus top 3 atletas, o que curtiu no Japão e os planos pra volta. Veja o vídeo!
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Douglas – Top 3
G1

Fonte: G1 Mundo