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Tiroteio próximo ao Pentágono deixa feridos


Polícia e bombeiros se reunem em área de tiroteio próximo ao Pentágono, nos EUA, em 3 de agosto de 2021
Andrew Harnik/AP
O Pentágono foi colocado em alerta máximo nesta terça-feira (3) devido a um tiroteio na área, informaram os serviços de segurança do Departamento da Defesa dos Estados Unidos.
Os funcionários foram avisados por um alto-falante para que permanecessem dentro do edifício, depois que vários tiros foram ouvidos na estação de metrô localizada a poucos metros do imponente complexo militar em Arlington, nos arredores de Washington.
“O Pentágono está atualmente bloqueado devido a um incidente no Centro de Trânsito do Pentágono. Pedimos ao público que por favor evite a área”, disse a força de segurança do Pentágono em um comunicado publicado em sua conta do Twitter.
“Unidades respondem a um incidente de violência ativa denunciado na área do metrô do Pentágono”, tuitou o Departamento de Bombeiros do condado de Arlington, afirmando que a cena ainda está “ativa” e que encontraram “vários pacientes”.
Cerca de 40 minutos depois, a força disse que o local do incidente estava seguro, sem fornecer quaisquer detalhes do ocorrido.
A emissora de televisão local WUSA mostrou várias ambulâncias e carros da polícia em volta do Pentágono.
O estado de alerta foi suspenso por volta das 12h10 (13h10 de Brasília), mas as saídas mais próximas à estação de metrô e de ônibus do Pentágono permanecem fechadas até novo aviso.
O secretário de Defesa Lloyd Austin “não estava no prédio no momento do incidente”, disse o porta-voz John Kirby, acrescentando que o chefe do Pentágono é informado “regularmente” de como a situação estava evoluindo.
Austin e o chefe de gabinete, general Mark Milley, estavam na Casa Branca para uma reunião semanal com o presidente Joe Biden.

Fonte: G1 Mundo

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Governador de NY assediou várias mulheres sexualmente e violou leis, conclui investigação


Inquérito começou em março, após 2 ex-assessoras acusarem Andrew Cuomo de assediá-las no local de trabalho. Ao menos uma pessoa foi retaliada por reclamar da conduta do governador. O governador de Nova York, Andrew Cuomo, durante entrevista coletiva em 10 de maio de 2021
Mary Altaffer/Pool via Reuters
O governador de Nova York, Andrew Cuomo, assediou sexualmente várias mulheres e violou leis federais e estaduais, afirmou a procuradora-geral do estado, Letitia James, nesta terça-feira (3).
A investigação começou em março, após duas ex-assessoras acusarem o governador democrata de assediá-las no local de trabalho. Posteriormente, várias outras denúncias surgiram.
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“A investigação descobriu que o governador Andrew Cuomo assediou sexualmente atuais e ex-funcionárias do estado de Nova York, envolvendo-se em toques indesejados e não consensuais e fazendo vários comentários ofensivos”, afirmou James.
Os investigadores ouviram 179 pessoas nos últimos cinco meses, incluindo mulheres que o denunciaram e funcionários e ex-funcionários do governo estadual.
A procuradora-geral de Nova York afirmou que o que se revelou foi um “local de trabalho tóxico” e um “clima de medo” no qual Cuomo assediou sexualmente várias mulheres, muitas delas jovens, com “apalpadas indesejadas, beijos, abraços e comentários inadequados”.
Segundo James, Cuomo e sua equipe também retaliaram ao menos uma pessoa por reclamar da conduta do governador de Nova York, que até o momento não se pronunciou.
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A procuradora-geral de Nova York, Letitia James, durante entrevista coletiva em seu escritório em 21 de maio de 2021
Richard Drew/AP
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Fonte: G1 Mundo

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Comprovante de vacinação contra Covid será obrigatório em ambientes fechados em NY


Medida passa a valer no dia 16 para pessoas que queiram comer em restaurantes, fazer atividades físicas ou ir a lugares fechados, como cinemas e teatros. Emily Baumgartner (à esquerda) e Luke Finley (ao lado) reúnem amigos da igreja para comemorar aniversário em 17 de maio de 2021 no Tiki Bar, no Upper West Side de Manhattan, em Nova York
Kathy Willens/AP
A prefeitura de Nova York vai passar a exigir comprovante de vacinação contra a Covid-19 para pessoas que queiram comer em restaurantes, fazer atividades físicas ou frequentar lugares fechados, como cinemas e teatros.
A medida foi anunciada nesta terça-feira (3) pelo prefeito da cidade, Bill de Blasio, e tem o objetivo de estimular a vacinação, que tem perdido força em todos os Estados Unidos.
O programa começará no dia 16, em meio a um aumento no número de casos de Covid-19 devido à variante delta — que é muito mais transmissível (veja mais abaixo).
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Segundo o jornal “The New York Times”, a fiscalização passará a ser feita após um período de transição, em setembro, quando as escolas devem reabrir e mais trabalhadores poderão retornar ao trabalho presencial na ilha de Manhattan.
Ainda segundo o jornal, a prefeitura vai criar um documento chamado “Key to NYC Pass”, que as pessoas precisarão apresentar para ter acesso a locais fechados. Medidas similares tem sido adotadas em alguns lugares, como na França, e gerado protestos.
US$ 100 para vacinados
De Blasio já havia anunciado na semana passada que a prefeitura vai pagar US$ 100 (cerca de R$ 500) para quem se vacinar (veja no vídeo abaixo). A medida entrou em vigor na sexta-feira (30).
Cerca de 2 milhões de nova-iorquinos ainda não se imunizaram contra a Covid-19, e a situação tem ficado mais preocupante com o forte aumento no número de casos devido à variante delta.
Dois terços dos adultos estão totalmente vacinados na cidade, uma taxa superior à média dos EUA, mas algumas áreas da cidade ainda apresentam baixas taxas de imunização. “Os incentivos ajudam imensamente a aumentar a vacinação”, disse o prefeito em um pronunciamento.
Prefeitura de Nova York oferecerá US$ 100 para quem se vacinar
Vacinação e a variante delta
Um documento divulgado pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), órgão de saúde dos Estados Unidos responsável pelo combate às pandemias, aponta que a variante delta é tão transmissível quanto a catapora (e mais do que o ebola, a gripe comum e a varíola).
Além disso, os vacinados têm a mesma chance de transmitir o vírus do que os não-vacinados. Mas a imunização ainda é importante porque os vacinados tendem a não desenvolver casos graves da doença (veja no vídeo abaixo).
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Segundo o CDC, apesar da capacidade de transmissão, as pessoas vacinadas são mais protegidos contra a doença — e, se infectados, têm uma chance bastante reduzida de hospitalização e morte.
Resumo das informações do documento:
Vacinas têm altas taxas de eficácia após a aplicação de 2 doses
Não-vacinados infectados pela variante delta têm mais chance de hospitalização do que por outras variantes do coronavírus
A variante delta é mais transmissível do que todas as outras cepas do novo coronavírus (e até que o ebola e a varíola)
Vacinados e não-vacinados podem transmitir o vírus
Jay Vojno recebe a vacina contra a Covid-19 da Johnson & Johnson, em Nova York, em 30 de julho de 2021
Mark Lennihan/AP
Máscaras de volta
Também na semana passada (e também devido à variante delta), o CDC voltou atrás e recomendou que pessoas vacinadas voltem a usar máscaras quando estiverem em ambientes fechados.
De Blasio tem relutado reestabelecer a obrigatoriedade do uso de máscaras em ambientes fechados, ao contrário de outras grandes cidades americanas como Los Angeles, San Francisco e Washington.
Ele encorajou os nova-iorquinos a usarem máscaras em ambientes fechados, mas foi criticado por não voltar a exigi-las.
VÍDEOS: novidades sobre vacinas contra a Covid-19

Fonte: G1 Mundo

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Comitê Olímpico Internacional aguarda relatório de Belarus sobre atleta que se recusou a voltar ao país


Krystsina Tsimanuskaya se refugiou na embaixada da Polônia em Tóquio na segunda-feira, um dia depois de se recusar a obedecer uma ordem de sua equipe e embarcar em um voo para casa. COI investiga se Belarus forçou atleta a abandonar olimpíadas em Tóquio
O Comitê Olímpico Internacional (COI) disse que está aguardando ainda para esta terça-feira (3) um relatório do Comitê Olímpico de Belarus sobre o caso da velocista Krystsina Tsimanuskaya depois de iniciar uma investigação sobre um incidente que abalou as Olimpíadas.
A atleta se refugiou na embaixada da Polônia em Tóquio na segunda-feira, um dia depois de se recusar a obedecer uma ordem de sua equipe e embarcar em um voo para casa. Varsóvia lhe ofereceu um visto humanitário.
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A Polônia concedeu um visto humanitário para a atleta olímpica bielorrussa Krystsina Tsimanuskaya
Reuters/Issei Kato
O porta-voz do COI, Mark Adams, disse aos repórteres que a entidade conversou com a atleta duas vezes na segunda-feira, que ela está em um local seguro e protegido e que o COI precisa conhecer todos os fatos antes de adotar novas ações.
“Estamos esperando, e pedimos, um relatório do Comitê Olímpico Nacional de Belarus para hoje”, disse Adams, acrescentando que o COI ainda está averiguando os fatos.
Atleta da Belarus faz críticas aos técnicos em rede social e é retirada das Olimpíadas
“Nós o queremos (relatório) hoje. Decidimos iniciar uma investigação formal. Precisamos estabelecer os fatos. Precisamos ouvir todos os envolvidos.”
Indagado se uma decisão do COI sobre a questão surgirá durante os Jogos, Adams respondeu que não é possível estimar quanto tempo a investigação levará.
“Isso, obviamente, pode levar tempo. Precisamos chegar ao fundo disto. Quanto tempo isso levará, não sei.”
Tsimanuskaya, de 24 anos, deveria competir nos 200 metros femininos na segunda-feira, mas disse que no domingo foi retirada de seu quarto na Vila Olímpica e levada ao aeroporto para embarcar em um voo para casa depois de criticar dirigentes da equipe.
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Fonte: G1 Mundo

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Haiti: juiz e oficiais de Justiça afirmam que investigação de assassinato de presidente tem irregularidades e há pressão para mudar testemunhos


A polícia tirou corpos de lugar e levou parte do material que poderia servir como evidência no local. Além disso, impediu a presença do juiz e dos oficiais na cena. Eles estão sendo ameaçados de morte. Assassinato, gangues e instabilidade política: o que está acontecendo no Haiti
Um juiz e dois oficiais de Justiça que foram ao local onde Jovenel Moise, do Haiti, foi assassinado, têm sofrido pressão para alterar depoimentos de testemunhas e sido ameaçados de morte, segundo reportagem publicada nesta terça-feira (3) pelo “New York Times”.
Marcelin Valentin e Waky Philostène, os oficiais de Justiça, e Carl Henry Destin, o juiz, pediram apoio das autoridades de segurança, mas foram ignorados.
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Soldados guardam o caixão de Jovenel Moise, presidente assassinado do Haiti, durante o funeral oficial iniciado nesta sexta-feira (23)
AFP/Valerie Baeriswyl
Os três afirmam terem presenciado violações de procedimentos de investigação.
A polícia tirou corpos de lugar e levou parte do material que poderia servir como evidência no local. Além disso, impediu a presença do juiz e dos oficiais na cena.
Moise tomou mais de 12 tiros em seu quarto.
Desde o crime, mais de 50 suspeitos já foram presos. Desses, 44 ainda estão detidos (entre eles, estão os 18 mercenários colombianos acusados de participar do crime). Mais de dez seguranças de Moise foram presos também.
Pela lei do Haiti, os suspeitos devem ser processados em até 48 horas. Se isso não acontecer, eles devem ser liberados.
Funeral do presidente do Haiti Jovenel Moise é interrompido por tiros do lado de fora
Lembre o caso
O presidente foi encontrado morto em sua residência nos arredores de Porto Príncipe, capital do Haiti, em 7 de julho, depois que um grupo de homens fortemente armados invadiu a casa ao amanhecer.
Sua esposa, Martine, ficou ferida no atentado e foi levada a um hospital em Miami, nos Estados Unidos, para se recuperar.
As autoridades haitianas iniciaram uma perseguição contra o grupo que supostamente perpetrou o assassinato.
No dia 20 de julho, Ariel Henry assumiu como o primeiro-ministro do país.
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Fonte: G1 Mundo

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Conheça o novo presidente do Irã, um ultraconservador acusado de participar de execuções em massa e que pode se tornar o próximo líder supremo


Ebrahim Raisi era membro do judiciário do Irã quando dissidentes políticos foram executados sem processo legal. Ultraconservador Ebrahim Raisi é o presidente eleito do Irã
O novo presidente do Irã, Ebrahim Raisi, que assumiu o poder nesta terça-feira (3) foi vitorioso em uma eleição que muitos iranianos consideraram manipuladas: mais de 600 pessoas se inscreveram como candidatas, mas apenas 7 puderam de fato concorrer.
Raisi, de 60 anos, sempre usa um turbante preto e um longo manto religioso. Ele é um homem austero que se apresenta como o defensor das classes desfavorecidas e como o paladino anticorrupção.
Ele é é um ultraconservador convicto, partidário declarado da ordem atual em seu país.
Imagem de Ebrahim Raisi, presidente do Irã, em junho de 2021
Atta Kenare/AFP
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Possível sucessor do aiatolá Ali Khamenei
No Irã, o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, é quem dá a palavra final em questões de Estado. Há uma expectativa no país que Raisi se torne o líder supremo depois da morte de Khamenei. Hoje ele é um “hoyatoleslam” (cargo inferior ao de aiatolá no clero xiita).
Raisi assistiu às aulas de religião e de jurisprudência islâmica do aiatolá Khamenei.
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De acordo com sua biografia oficial, é professor desde 2018 em um seminário xiita de Mashad. Além disso, é membro da direção da Assembleia de Especialistas, encarregada de nomear o guia supremo.
Raisi é genro de Ahmad Alamolhoda, imã da Oração de Sexta-Feira e representante provincial do guia supremo em Mashad, segunda maior cidade do país.
Trajetória na Justiça do Irã
Antes de ser presidente do país, Raisi foi o líder do Judiciário do Irã.
Raisi está na lista de autoridades iranianas objetos de sanções dos Estados Unidos por “cumplicidade em graves violações dos direitos humanos”, acusações rejeitadas pelo governo de Teerã.
Nascido em novembro de 1960 na cidade de Mashad, Raisi foi nomeado procurador-geral de Karaj aos 20 anos, após a vitória da Revolução Islâmica de 1979.
Ebrahim Raisi, durante coletiva de imprensa, em Teerã em junho de 2021
Atta Kenare/AFP
Ele fez parte do Judiciário desde então. Ele enfrenta acusações de abusos de direitos humanos que ele teria cometido como juiz—por exemplo, ele teria participado de uma execução em massa de dissidentes do regime iraniano em 1988. Cerca de 3.000 pessoas foram executadas sem processo judicial.
Raisi era vice-procurador do tribunal revolucionário de Teerã. Ao ser questionado em 2018 e 2020 sobre este episódio obscuro da história recente, Raisi negou qualquer envolvimento, mas prestou “homenagem” à “ordem” para o expurgo, dada, segundo ele, pelo aiatolá Khomeini, fundador da República Islâmica.
Mandato de presidente
O novo presidente vai suceder Hassan Rohani, que assinou o acordo com a comunidade internacional após 12 anos de crises pelo programa nuclear iraniano.
Provavelmente consciente de que precisa unir uma sociedade iraniana dividida no tema das liberdades individuais – no qual Rohani causou decepções-, ele jurou, porém, tornar-se um defensor da “liberdade de expressão”, dos “direitos fundamentais de todos os cidadãos iranianos” e da “transparência”.
Atacado por reformistas e moderados por sua falta de experiência política, o ultraconservador afirma que deseja formar um “governo do povo para um Irã poderoso” e prometeu exterminar “os focos de corrupção”.
Partidário da linha dura ante o “Movimento Verde”, criado contra a reeleição de Mahmud Ahmadinejad na eleição presidencial de 2009, declarou na época: “Aos que nos falam de ‘compaixão islâmica e de perdão’, respondemos: vamos continuar enfrentando os agitadores até o fim e eliminaremos a sedição na raiz”.
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Fonte: G1 Mundo

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Olimpíadas de Tóquio: Por que os Jogos deixaram ‘rombo’ na economia do Japão


O custo do evento foi muito maior do que as projeções iniciais. Vários economistas consideram os Jogos um ‘mau negócio’. Para analistas, perdas podem chegar a R$ 78 bilhões. Dois terços da população japonesa se opõem à Olimpíada de Tóquio
Reuters
Estádios, hotéis e restaurantes vazios sem turistas estrangeiros, e a maioria dos negócios com poucos clientes.
A decepção daqueles que investiram pesadamente no Japão na expectativa de um boom de negócios desencadeado pela Olimpíada foi brutal.
É que o evento de Tóquio, que foi adiado no ano passado devido à pandemia de Covid-19, está ocorrendo sem torcedores e em uma região em estado de emergência devido à crise de saúde.
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Apesar dos protestos persistentes contra a realização dos Jogos e do fato de que dois terços da população japonesa se opõem a eles, as competições continuam.
Mas não sem polêmica. Uma das grandes patrocinadoras do evento, a montadora Toyota, anunciou que não usará propagandas relacionadas à Olimpíada de Tóquio devido à preocupação que existe no país em relação à pandemia.
E alguns líderes empresariais no Japão, como Takeshi Niinami, CEO da empresa Suntory, declararam que os Jogos Olímpicos estão perdendo valor comercial como marca. Sua empresa decidiu não fazer parte dos patrocinadores.
Especialistas do mundo financeiro como Takahide Kiuchi, economista do Nomura Research Institute, já haviam alertado para o problema. Em um relatório, Kiuchi disse que “muito do benefício econômico esperado dos Jogos de Tóquio havia desaparecido em março, quando foi decidido proibir espectadores estrangeiros de viajarem ao Japão “.
“Teria sido melhor não realizá-los”, disse Suehiro Toru, do banco de investimentos Daiwa Securities, apesar do alto custo envolvido no cancelamento.
As perspectivas de negócios são sombrias, e não apenas por causa da devastação que a pandemia causou.
Para analistas, as perdas podem chegar a R$ 78 bilhões.
Um ‘mau negócio’
De pequenos negócios a grandes redes hoteleiras, todos têm sofrido o impacto dos Jogos sem torcedores
Getty Images via BBC
Durante anos, vários economistas publicaram pesquisas para mostrar que as Olimpíadas são um “mau negócio” para qualquer cidade ou país-sede.
Os argumentos mais repetidos são que, em vez de consumo, turismo e prestígio, o evento deixa uma dívida milionária e obras de infraestrutura que acabam sendo “elefantes brancos” inúteis.
“As perdas serão enormes”, diz Robert Baade, professor de economia da Lake Forest University nos EUA e ex-presidente da Associação Internacional de Economistas do Esporte.
Embora seja difícil quantificar exatamente a magnitude das perdas econômicas para o Japão, pois os cálculos operam com base em valores estimados em relação ao que teriam sido os ganhos gerados pelo evento em outras circunstâncias, o economista diz que é possível fazer uma projeção.
De sua perspectiva, as perdas podem chegar a US$ 15 bilhões.
O que se sabe com certeza é que cerca de US$ 800 milhões da venda de ingressos foram perdidos. Mas a questão se torna mais complexa quando se estima quanto o setor de turismo e todos os negócios a ele associados perderam.
O que o governo diz
O evento tornou-se um desafio para a nação do sol nascente, que “esperava que esta oportunidade servisse para demonstrar o seu renascimento após a tripla crise de 2011 e a sua volta à linha da frente mundial, de olho em Pequim, que receberá a olimpíada seguinte, a de inverno de 2022”, diz Tamara Gil, enviada especial da BBC Mundo a Tóquio.
O governo do Japão vem tentando botar panos quentes na questão.
O primeiro-ministro, Yoshihide Suga, disse estar confiante que as medidas para manter o público longe do evento evitarão uma escalada da pandemia, e que o país ainda se beneficiará de uma enorme audiência televisiva global.
“Decidi que as Olimpíadas podem ir em frente sem comprometer a segurança do povo japonês”, disse Suga. “A coisa mais simples e fácil seria cancelar os Jogos. Mas o trabalho do governo é enfrentar os desafios.”
Suga não está em uma posição confortável, considerando que seu índice de aprovação caiu e que ele enfrentará eleições no final deste ano.
Por outro lado, a candidatura para se tornar o país-sede do evento foi feita há quase uma década por seu antecessor, Shinzo Abe, um aliado político de Suga, que herdou este grande desafio.
O problema é que de agora em diante há cada vez menos interesse dos governos em sediar o evento, justamente porque os benefícios que ele gera têm sido questionados.
Os únicos interessados em organizar os Jogos depois de Tóquio foram Pequim e Almaty, no Cazaquistão. A disputa foi ganha pela China.
Quão caras foram essas Olimpíadas?
O orçamento planejado para o evento acabou extrapolando as previsões iniciais.
Em 2013, o custo do evento foi estimado oficialmente em US$ 7,3 bilhões. Ao final de 2019 passou para US$ 12,6 bilhões e, posteriormente, para US$ 15,4 bilhões.
O Conselho Fiscal Nacional do Japão informou que o custo final está próximo a US$ 22 bilhões. A imprensa local fez suas próprias pesquisas, estimando o número em US$ 28 bilhões.
Ao final, qualquer que seja o cálculo considerado mais preciso, não há dúvida de que as projeções iniciais foram amplamente superadas, algo que tem sido uma constante dos Jogos nos últimos anos.
“A história mostra que os Jogos Olímpicos acabam gerando prejuízos para os países que se tornam anfitriões”, explica Baade. “O que está acontecendo no Japão veio muito antes da pandemia.”
As patrocinadoras japonesas que contribuíram com cerca de US$ 3,3 bilhões estão preocupadas. E as perdas, dizem os especialistas, podem aumentar se os Jogos acabarem sendo o “evento de superpropagação” de covid que alguns temem.
“Isso seria um desastre que aumentaria as perdas atuais”, diz Baade. “Vamos cruzar os dedos para que isso não aconteça.”
Quem perde mais?
Segundo Victor Matheson, professor de economia da Universidade de Santa Cruz de Massachusetts, nos EUA, o custo — não oficial dos Jogos Olímpicos pode ter chegado a US$ 25 bilhões, antes mesmo dos gastos adicionais que a pandemia provocou.
Em contrapartida, a receita milionária de ingressos, patrocinadores ou turismo para o Japão caiu drasticamente, Matheson disse à BBC Mundo.
Mas quem não sofreu grande impacto financeiro, defende, são os organizadores do Comitê Olímpico Internacional (COI).
“A receita do COI permanece intacta enquanto os Jogos continuarem a ser televisionados”, diz ele.
“Ainda há uma oportunidade importante”
Várias das mais de 60 empresas que patrocinaram o evento expressaram preocupação com a rentabilidade de seus investimentos.
“Esta não é uma situação ideal”, reconheceu Michael Payne, ex-chefe de marketing do Comitê Olímpico Internacional, em uma entrevista.
No entanto, sua previsão ainda mantém um certo nível de esperança.
As empresas ainda podem ser “agradavelmente surpreendidas com a recompensa potencial do legado desses Jogos difíceis”.
“Ainda há uma oportunidade significativa”, acrescentou.
Uma solução radical
Andrew Zimbalist, que publicou três livros sobre a economia das Olimpíadas, criticou os benefícios que o evento deixa nas cidades que o sedia.
E no caso de Tóquio, ele argumenta que o governo gastou cerca de US$ 35 bilhões, o valor mais alto já colocado em uma Olimpíada.
Sua opinião é que os gigantescos investimentos em infraestrutura que são feitos para receber o evento, como construção de estádios, vilas olímpicas ou reforma de instalações existentes, tendem a beneficiar as construtoras, mais do que a economia local.
Em entrevista ao jornal americano The New York Times, Zimbalist propôs que, se vivêssemos em um mundo racional, “teríamos a mesma cidade-sede dos Jogos a cada dois anos”. Não há motivo para reconstruir as obras a cada quatro anos, observou. “Não faz sentido para as cidades.”
“Quando os Jogos Olímpicos modernos foram criados em 1896, não tínhamos telecomunicações internacionais ou viagens internacionais de avião. Então, para o mundo participar e desfrutar dos Jogos Olímpicos, era preciso se deslocar.”
Essa proposta que até agora não parece ter conquistado adeptos, pelo menos no debate público, mas que depois dos Jogos de Tóquio e com os efeitos que a pandemia covid-19 tem causado no mundo, talvez ela possa começar a ser debatida.

Fonte: G1 Mundo

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Ativista bielorrusso desaparecido é achado enforcado na Ucrânia


Área onde Vitaly Shishov, que liderava uma ON bielorrussa com sede na Ucrânia, é encontrado morto em Kiev em 3 de agosto de 2021
Gleb Garanich/Reuters
Vitali Shishov, diretor de uma ONG bielorrussa que estava desaparecido desde segunda-feira na Ucrânia, foi encontrado enforcado em Kiev, anunciou nesta terça-feira (3) a polícia, que iniciou uma investigação por “assassinato”.
“O cidadão bielorrusso Vitali Shishov, desaparecido ontem em Kiev, foi encontrado enforcado hoje em um dos parques de Kiev, perto do local em que residia”, afirmou a polícia ucraniana em um comunicado.
De acordo com uma das hipóteses investigadas, o caso poderia ser um “assassinato camuflado como suicídio”, indicou a polícia.
Shishov, de 26 anos e que dirigia a organização “Casa Bielorrussa na Ucrânia”, uma ONG de ajuda aos cidadãos de Belarus que fugiram do país, saiu para correr na segunda-feira de manhã em Kiev e não retornou para casa.
A ONG de Shishov denunciou o regime do presidente bielorrusso Alexander Lukashenko de estar por trás do assassinato.
“Não há nenhuma dúvida de que é uma operação planejada pelos ‘chekistas’ (termo para designar as forças de segurança bielorrussas) para liquidar um bielorrusso que representavam um verdadeiro perigo para o regime”, afirmou a organização “Casa Bielorrussa na Ucrânia” em sua conta no Telegram.
“Vitali era vigiado e a polícia (ucraniana) havia sido informada a respeito. Fomos advertidos em várias ocasiões, tanto por fontes locais como por pessoas em Belarus, sobre (a possibilidade de) todo tipo de provocações, que poderiam chegar ao sequestro e morte”, completou a ONG.
A ONG bielorrussa de defesa dos direitos humanos Viasna informou no Telegram que, segundo amigos de Shishov, ele já havia sido seguido por “desconhecidos” durante suas corridas.
Segundo a “Casa Bielorrussa”, Shishov foi obrigado a fugir para a Ucrânia em 2020, depois de participar no mês de agosto de protestos contra o governo em Gomel, sul de Belarus, e de ter “expressado oposição ativa” às autoridades.
Vários bielorrussos fugiram do país e seguiram especialmente para Ucrânia, Polônia e Lituânia, em um período de intensa repressão da oposição ao regime de Lukashenko, que governa desde 1994 a ex-república soviética que fica no meio do caminho entre a UE e a Rússia.
O caso de Vitali Shishov aconteceu um dia depois do incidente nos Jogos Olímpicos de Tóquio com a atleta bielorrussa Kristina Tsimanuskaya, que afirmou ter sido obrigada a abandonar a competição e foi ameaçada de ser enviada de volta ao país depois que criticou a federação de atletismo de Belarus nas redes sociais.
A velocista de 24 anos se refugiou na embaixada da Polônia, país que concedeu visto humanitário na segunda-feira.
O histórico movimento de protesto após as eleições em Belarus no ano passado foi reprimido com várias detenções, exílios forçados de opositores e o desmantelamento de muitas ONGs e meios de comunicação independentes.

Fonte: G1 Mundo

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COI apura uso de broches com rosto de Mao Tsé-Tung em atletas da China durante entrega de medalha


Manifestações políticas durante cerimônias de pódio são proibidas. Incidente ocorre um dia depois de atleta dos EUA fazer um protesto ao receber a medalha de prata. Shanju Bao e Tianshi Zhong, da China, recebem medalha de ouro no ciclismo nas Olimpíadas de Tóquio na segunda-feira (2). Elas usam broches com o rosto de Mao Tsé-Tung, ex-ditador chinês
Christophe Ena/AP Photo
O Comitê Olímpico Internacional (COI) afirmou nesta terça-feira (3) que está avaliando o uso de broches com a foto de Mao Tsé-Tung — ex-ditador da China morto em 1976 que liderou a revolução comunista no país asiático — por atletas chinesas durante as cerimônias de pódio nos Jogos Olímpicos de Tóquio.
Isso porque a regra 50 da Carta Olímpica — uma espécie de constituição das Olimpíadas — proíbe manifestações políticas. Para os Jogos de Tóquio, o COI admitiu determinados protestos desde que não ocorressem nas cerimônias de entrega de medalhas.
“Nós entramos em contato com o Comitê Olímpico Chinês e pedimos um relatório sobre a situação”, disse Mark Adams, porta-voz do COI, segundo a Associated Press.
Paramilitares chineses fazem guarda em frente a um retrato gigante do líder póstumo chinês Mao Tsé-Tung no Portão de Tiananmen, em Pequim, em foto de 2016
Jason Lee/Reuters
O assunto voltou à tona porque as ciclistas chinesas Bao Shanju e Zhing Tianshi, campeãs olímpicas, subiram ao pódio nesta terça usando broches com a figura de Mao — personagem ainda reverenciado por Pequim, apesar dos massacres na Revolução Cultural nos anos 1960. Atualmente, o presidente Xi Jinping tem evocado a imagem do ex-líder em pronunciamentos políticos.
Protestos no pódio
Raven Saunders, dos Estados Unidos, protesta em pódio dos Jogos de Tóquio
Hannah Mckay/Reuters
O incidente ocorre um dia depois de a americana Raven Saunders cruzar os punhos sobre a cabeça ao receber a medalha de prata no arremesso de peso nas Olimpíadas — a primeira manifestação em pódio, o que o COI veda.
Não se sabe se os broches com o rosto de Mao têm relação com o protesto da americana, mas a atleta dos Estados Unidos recebeu a prata e fez o gesto ao lado da atleta chinesa que conquistou a medalha de ouro. China e EUA disputam medalha a medalha a liderança no quadro, tanto no cômputo geral quanto na contagem de ouros, que é a mais adotada.
Segundo Raven, conhecida como “Mulher Hulk” e lésbica, o gesto foi em prol dos oprimidos que lidam com fardos muito maiores dentro e fora do esporte. O “X” representaria o destino comum onde os oprimidos se encontram.
A edição de Tóquio dos Jogos Olímpicos já é marcada por manifestações: em jogos de futebol, atletas se ajoelharam como um símbolo dos protestos contra o racismo. O gesto foi repetido também por uma ginasta da Costa Rica após se apresentar no solo.
VÍDEOS: os protestos antirracismo nos EUA
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Fonte: G1 Mundo

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Modelo transgênero de 24 anos é finalista no Miss África do Sul

Lehlogonolo Machaba quer usar sua exposição no concurso – e uma possível vitória – para promover uma maior aceitação da comunidade LGBTQIA+. Lista pequena, mas crescente, de países aceitam competidoras trans, incluindo EUA, Espanha, Canadá, Nepal e Panamá. VÍDEO: Modelo de 24 anos é primeira candidata transgênero no Miss África do Sul
Como a primeira transgênero finalista no Miss África do Sul, a modelo Lehlogonolo Machaba quer usar a plataforma para promover uma maior aceitação da comunidade LGBTQIA+.
Machaba, de 24 anos, está competindo pelo título depois que o país se juntou a um número pequeno, mas crescente de países, incluindo EUA, Espanha, Canadá, Nepal e Panamá, que aceitam competidoras trans em seus concursos de beleza.
“Ser a primeira mulher trans na África do Sul a entrar no concurso foi realmente impressionante, mas ao mesmo tempo sou grata por ter tido a oportunidade de tentar defender minha comunidade. Vi nos últimos meses como pessoas queer foram mortas. Você tem tópicos nas redes sociais sobre crimes de ódio contra a comunidade. Portanto, ser a primeira é um pouco opressor e também estou ansiosa com a questão de que as pessoas agora saibam que sou uma mulher trans”, disse Machaba à agência Reuters.
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O casamento entre pessoas do mesmo sexo é legal na África do Sul e pessoas trans podem mudar de identidade no registro nacional de nascimento, mas a violência contra lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros e pessoas queer aumentaram.
Relações entre pessoas do mesmo sexo são consideradas tabu e sexo gay é crime na maior parte da África.
A ansiedade de Machaba vem de saber que ela será estigmatizada por colocar um holofote nas questões que as pessoas transgênero enfrentam. Mas ela diz que a morte de um amigo próximo devido a um crime de ódio lhe deu forças para lutar.
“Significaria muito para mim, como mulher trans, ganhar o Miss África do Sul, mas também acredito que significaria muito para a comunidade queer, mais especialmente na África do Sul. Isso mostraria que o país está quebrando fronteiras, que há uma mudança de muitas maneiras, mais especialmente em relação à comunidade LGBTQIA+. Vimos como o mundo realmente trata a comunidade queer, mas na África do Sul isso pode mostrar que pelo menos um dos países africanos está avançando para a comunidade LGBTQIA+”, disse ela.
Em maio, a CEO da Miss South Africa Organization, Stephanie Weil, disse que desde que a organização assumiu a competição em 2019, seu objetivo tem sido ser mais inclusiva e abranger todos os membros da sociedade.
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