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Com Covid-19 em alta, hospitais do Japão vão internar apenas casos mais graves da doença


País registra recordes de novos casos de coronavírus, e médicos estão preocupados com as internações de jovens ainda não vacinados. Entre pessoas envolvidas com as Olimpíadas, casos confirmados da doença passam de 280 no acumulado desde 1º de julho. Pessoas usam máscara em frente ao Estádio Nacional em Tóquio, no Japão, nesta terça-feira (3)
Kim Kyung-Hoon/Reuters
Os hospitais do Japão vão internar apenas pacientes de Covid-19 que estejam em estado grave ou com risco de desenvolverem a pior forma da doença, informaram autoridades médicas à agência Reuters nesta terça-feira (3).
O Japão tem alcançado recordes de novos casos diários do coronavírus. Na segunda, a média móvel de novos diagnósticos no país se aproximava de 10 mil. Quase um terço, apenas na capital Tóquio.
Veja 5 pontos sobre a variante delta
De acordo com o diretor do Hospital da Universidade Showa, Hironori Sagara, os hospitais de Tóquio já estão sentindo o aumento na demanda — em plena semana final dos Jogos Olímpicos (leia mais no fim da reportagem).
“Alguns nós estamos mandando de volta para casa. Em meio à empolgação das Olimpíadas, a situação dos profissionais de saúde está bem grave”, apontou o médico.
Médicos também afirmaram que muitos dos internados são os mais jovens, que ainda não se vacinaram. A vacinação contra a Covid-19 demorou a começar no Japão, apenas em meados em fevereiro.
Segundo dados do Our World In Data, iniciativa que compila dados com apoio da Universidade de Oxford, apenas cerca de 40% da população tomaram uma das doses, e nem 30% estão completamente imunizados.
Por causa do aumento de casos, na semana passada o governo do Japão estendeu o estado de emergência a outras regiões do país — Tóquio já estava dentro desse parâmetro, que estabelece medidas como restrições de horário nos funcionamentos de restaurantes, mas não impõe lockdown ou confinamento. Relembre no VÍDEO abaixo.
Japão amplia estado de emergência em Tóquio e mais 4 regiões por causa do avanço da Covid
Mais de 280 casos na ‘bolha’ olímpica
Rua de lojas em Tóquio, no Japão, nesta sexta-feira (30)
Kantaro Komiya/AP Photo
As Olimpíadas ocorrem dentro de uma bolha com controle diário dos atletas, técnicos e funcionários para evitar um espalhamento do coronavírus por causa do evento. As autoridades do governo e dos Jogos Olímpicos têm insistindo que os protocolos estão dando certo e que as competições não estão por trás do aumento nos casos.
Balanço mais recente do Comitê Olímpico Internacional (COI) e dos organizadores contam 281 casos de Covid-19 em pessoas relacionadas ao evento desde 1º de julho. Desses, 32 eram atletas ou integrantes da comissão técnica.
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Fonte: G1 Mundo

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Entenda alguns termos usados na vela, modalidade que deu medalha de ouro ao Brasil nas Olimpíadas


Cambar, adernar, bombordo, estibordo, barlavento e outros nomes bastante usados no esporte olímpico também servem para a navegação em geral com veleiros e outros tipos de embarcação. Conheça alguns deles. Martine Grael e Kahena Kunze, bicampeãs olímpicas na vela
Carlos Barria / Reuters
Martine Grael e Kahena Kunze conquistaram nesta terça-feira (3) o bicampeonato olímpico na classe 49er FX da vela — a terceira medalha de ouro do Brasil nos Jogos Olímpicos de Tóquio.
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A vela é a modalidade que mais deu medalhas de ouro para os brasileiros na história das Olimpíadas — foram 8, desde os Jogos de 1980. Mesmo assim, muita gente não está habituada às regras das competições e aos jargões dos velejadores.
Por exemplo, campeonatos de vela consistem em várias regatas — “corridas” — que, ao fim, chegam a uma regata final, a regata da medalha. É uma competição por pontos. Ou seja, nem sempre quem termina em primeiro nessa regata da medalha fica com o ouro. Martine e Kahena chegaram em terceiro nessa última corrida, mas obtiveram a melhor pontuação.
Alguns termos da modalidade, porém, vão além das disputas esportivas e são usados na navegação em geral com veleiros ou outros tipos de embarcações. O G1 consultou a Confederação Brasileira de Vela (CBVela) e o dicionário Michaelis para entender melhor alguns termos.
Veja abaixo um pequeno glossário náutico
Mathew Belcher e Will Ryan, da Austrália, competem na classe 470 da vela nos Jogos Olímpicos de Tóquio nesta terça (3)
Ivan Alvarado/Reuters
Adernar
É o ato de inclinar a embarcação para algum dos lados. Pode acontecer tanto por manobra do velejador quanto involuntariamente por causa do peso dentro do barco.
Barlavento e sotavento
Barlavento é o lado de onde vem o vento ou mesmo o lado da embarcação por onde o vento sopra favoravelmente para a navegação. Sotavento é o oposto: é o lado para onde vai o vento.
Bombordo e estibordo
Bombordo é o lado esquerdo da embarcação, quando se olha no mesmo sentido da navegação. Estibordo, ao contrário, é o lado direito.
Cabo
São as cordas usadas para manobrar as velas e, assim, movimentar os veleiros. “Caçar o cabo” significa puxar essas cordas, que podem ser feitas a partir de diversos materiais — de algodão ou mesmo fibras metálicas.
Cambar
Significa mudar o rumo de uma embarcação, passando de um lado (bordo) para o outro. Em veleiros, o velejador faz isso mudando as velas de um lado para o outro.
Veleiro Regina Maris usado por jovens ambientalistas para chegar até a COP25 em 2019.
Divulgação/Sail to the COP
Carta náutica
É uma espécie de mapa usada por navegadores que fornece informações sobre profundidades, o desenho da costa, presença de faróis, dados de altitude, das marés, das correntes e até de obstáculos à navegação, como pedras ou mesmo navios afundados. A carta também apresenta dados de magnetismo, para ajudar quem navega com bússola.
Casco
Casco é o nome dado à estrutura física da embarcação, em geral. Mas algumas embarcações, os catamarãs, são bicascos — ou seja, são como se fossem dois barcos unidos em um só.
Genoa
É uma vela em formato triangular, colocada à proa — ou seja, na frente dos barcos, no sentido da navegação. Ajuda a controlar melhor o barco, dependendo da condição do vento: quando ele sopra de lado ou quando está pouco previsível, por exemplo.
Mastro
Barra vertical que sustenta as velas. Também pode ser de madeira ou de metal, dependendo da embarcação.
Milha náutica
Unidade de distância utilizada na navegação. 1 milha náutica vale 1,852 quilômetros.
Barcos a vela navegam durante o a parada que marca o início do festival náutico Sail Amsterdam 2015, realizada a cada cinco anos em Amsterdã, na Holanda
Cris Toala Olivares/Reuters

Unidade de medida para velocidade utilizada na navegação. 1 nó equivale a 1 milha náutica por hora. Ou seja, 1 nó equivale a 1,852 km/h.
Popa e proa
Popa é a parte de trás do barco. Proa, a parte da frente.
Quilha
Nome da parte de baixo do casco, total ou parcialmente submersa, desenhada para dar estabilidade à embarcação — ou seja, para evitar que o barco vire. O design também ajuda o barco a “rasgar” a água.
Retranca
De metal ou de madeira, é a barra que segura horizontalmente as velas da embarcação. Pode se mover de acordo com a movimentação das velas.
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Fonte: G1 Mundo

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Polônia concede visto humanitário a atleta olímpica e alimenta tensões com Belarus


Krystsina Tsimanuskaya afirma que estava sendo obrigada a deixar o Japão após ter criticado sua equipe e temia represálias se retornasse a seu país. A decisão polonesa confirma o apoio que Varsóvia vem dando à oposição de Belarus desde a reeleição de Alexander Lukashenko. A Polônia concedeu um visto humanitário para a atleta olímpica bielorrussa Krystsina Tsimanuskaya
Reuters/Issei Kato
A Polônia concedeu nesta segunda-feira (2) um visto humanitário para a atleta olímpica bielorrussa Krystsina Tsimanuskaya.
A jovem afirma que estava sendo obrigada a deixar o Japão após ter criticado sua equipe e temia represálias se retornasse a seu país. A decisão polonesa confirma o apoio que Varsóvia vem dando à oposição de Belarus desde a reeleição de Alexander Lukashenko.
Tsimanuskaya “já está em contato direto com diplomatas poloneses em Tóquio. [Ela] recebeu um visto humanitário. A Polônia fará o que for necessário para ajudá-la a continuar sua carreira esportiva”, anunciou o vice-ministro polonês dos Assuntos Exteriores, Marcin Przydacz na redes sociais.
Segundo ele, a atleta entrou em contato com a Polônia em busca de ajuda, diante de sua situação “bastante difícil”, mas agora ela está “segura em território da nossa embaixada” em Tóquio. República Tcheca e Eslováquia também haviam se oferecido para acolher Tsimanuskaya.
Excelência esportiva em Belarus está atrelada à obediência ao regime de Lukashenko
A atleta denunciou no domingo (1°) que foi forçada a suspender sua participação nas Olimpíadas de Tóquio e deixar o Japão, após criticar sua federação nas redes sociais. “Peço ajuda ao Comitê Olímpico Internacional, fui pressionada e eles estão tentando me tirar do país sem meu consentimento”, revelou a atleta de 24 anos em um vídeo no Instagram. 
Tsimanuskaya foi em seguida levada para o aeroporto de Tóquio, mas se recusou a entrar no avião, temendo ser presa pelas autoridades ao desembarcar em seu país.
“A Polônia oferece apoio aos cidadãos bielorrussos que, por razões políticas, queiram partir de Belarus, ou que não queiram voltar para Belarus”, explicou Przydacz em entrevista ao canal TVN24. Tsimanuskaya está refugiada na embaixada da Polônia em Tóquio.
A imprensa polonesa afirma que ela deve viajar para Varsóvia ainda esta semana. A informação foi confirmada pela ONG da federação bielorussa de solidariedade esportiva.
A ajuda de Varsóvia à atleta confirma a política polonesa de apoio à oposição bielorrussa, que vem se manifestando desde a reeleição contestada do presidente Alexander Lukashenko. A Polônia já acolheu milhares de pessoas oriundas de Belarus que fugiram a repressão do país.
Desde que Lukashenko foi reeleito, em agosto de 2020, o governo polonês facilitou a concessão de vistos para os bielorrussos e multiplicou os programas de ajuda visando estudantes e empresários. O número de pedidos de asilo vindos de Belarus não para de crescer, e já ultrapassou 700 desde o início deste ano.
Ao conceder um visto humanitário para a atleta olímpica, Varsóvia aumenta as tensões já latentes com o regime de Minsk. A minoria polonesa em Belarus vem sendo alvo de ataques e Lukashenko chegou a acusar a Polônia de ingerência, e de tentativa de desestabilizar seu país.
Vídeos: Os mais assistidos do G1 nos últimos 7 dias

Fonte: G1 Mundo

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VÍDEO: Fumaça de incêndio florestal expulsa banhistas de praia na Itália


Fogo perto de praia na cidade de Pescara, no sul italiano, forçou centenas de moradores da região também a serem retirados de suas casas. VÍDEO: Fumaça de incêndio florestal expulsa banhistas de praia na Itália
Uma espessa nuvem de fumaça, resultado de um forte incêndio florestal, expulsou banhistas de uma praia no sul da Itália. O fogo na região de Pescara foi controlado nesta segunda-feira (2), segundo as autoridades locais.
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Imagens feitas na véspera mostram que a fumaça chegou a cobrir parte da orla (veja no vídeo acima). Centenas de moradores foram retirados de suas casas pelos serviços italianos de emergência, que informaram ao menos 30 hospitalizações por conta da fumaça.
Fumaça invade praia no sul da Itália em 1º de agosto de 2021
Patrizia Bordonaro/Reuters
A região sul da Itália é o que mais sofre com as queimadas nesta temporada de verão no hemisfério norte, onde as temperaturas têm chegado facilmente aos 40°C, como foram registrados nestes últimos dias.
O Corpo de Bombeiros informou em um comunicado que, no fim de semana, foram mais de 800 intervenções: 250 na Sicília, 130 em Apúlia e Calábria, 90 no Lázio e 70 na Campania. Na Catânia, Palermo e em Siracusa os trabalhos seguiram nesta segunda-feira.
Incêndios florestais na Itália
G1 Mundo
A falta de chuvas intensifica os riscos. No fim de semana passado, mais de 200 hectares de florestas viraram cinzas na região de Oristano, no oeste da Sardenha.
Não houve relatos de mortes ou ferimentos graves, mas a agência de notícias italiana Ansa disse que 400 pessoas foram retiradas de suas casas, depois que um número semelhante também foi removido durante a noite.

Fonte: G1 Mundo

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VÍDEO: orca encalhada no Alasca é salva após voluntários jogarem água sobre ela por seis horas

A ação de moradores, velejadores e demais voluntários foi essencial para manter o animal hidratado e vivo. VÍDEO: Orca encalhada é salva após voluntários jogarem água sobre ela por seis horas
Um grupo formado por guardas costeiros, moradores e velejadores se uniu para salvar uma orca de seis metros de comprimento encalhada nas pedras costeiras do Alasca. Por seis horas, eles jogaram água no animal para mantê-lo hidratado até conseguir voltar ao oceano.
A orca, que ficou totalmente encalhada no rochedo, foi vista pela primeira vez na ilha de Príncipe de Gales por velejadores, que alertaram a guarda costeira dos Estados Unidos.
Enquanto aguardavam as autoridades costeiras, os velejadores desembarcaram e, com a ajuda de moradores, ficaram horas despejando baldes de água do mar na orca e afugentando os pássaros marinhos que pairavam o local.
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Por volta das 14h, quando a maré subiu, a orca conseguiu se movimentar lentamente até flutuar e nadar em direção ao oceano novamente.
Segundo a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, em inglês), a orca de seis metros é uma jovem pertencente a uma população transitória de baleias assassinas da costa oeste do Alasca. Após o resgate, o animal conseguiu se juntar à sua família.
Segundo o jornal The Guardian, os funcionários da NOAA não sabem o que motivou o acidente, mas acreditam que a explicação pode ser que a jovem baleia perseguia uma presa no momento em que encalhou. As baleias são conhecidas por perseguir focas e leões marinhos em direção à costa e não é raro ficarem presas em águas rasas.
Vídeos: notícias internacionais

Fonte: G1 Mundo

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O choque do estudante de Medicina que encontrou o corpo do amigo na aula de anatomia


A associação de anatomistas da Nigéria está agora fazendo um lobby por uma mudança na lei que garanta que os necrotérios obtenham registros históricos completos dos corpos doados às escolas, além do consentimento da família. Enya Egbe (na foto) ainda está lidando com a perda do seu amigo após encontrar o corpo dele na aula de anatomia
Arquivo pessoal/BBC
O estudante de medicina Enya Egbe, de 26 anos. saiu da aula de anatomia chorando depois de ficar perturbado pelo cadáver que teve de analisar.
Não foi a reação de um jovem inexperiente. Ele se lembra vividamente daquela tarde, sete anos atrás, na Universidade de Calabar, na Nigéria, quando estava com outros alunos em torno de três mesas com um corpo em cada uma delas.
Minutos depois de se aproximar, ele gritou e correu. O cadáver que ele estava prestes a dissecar era de Divine, seu amigo. “Costumávamos ir a clubes juntos”, ele me contou. “Tinha dois buracos de bala no lado direito do peito dele.”
Oyifo Ana foi um dos muitos alunos que correram atrás de Egbe e o encontraram chorando do lado de fora. “A maioria dos cadáveres que usamos na escola tinham marcas de balas. Eu me senti muito mal quando percebi que algumas daquelas pessoas poderiam não ser criminosos de verdade”, disse Ana.
Nigerianos realizaram protestos expressivos em 2020 para condenar a brutalidade policial
AFP/BBC
Ela lembrou que, numa manhã, viu uma van da polícia carregada com corpos ensanguentados chegando à escola de Medicina, que tinha um necrotério anexo.
Egbe enviou uma mensagem para a família de Divine que, ao que parece, tinha ido a diferentes delegacias depois que ele e três amigos foram presos por agentes de segurança no caminho de volta de uma noitada. A família finalmente conseguiu recuperar o corpo dele.
Em depoimento por escrito apresentado ao painel judicial no Estado de Enugu, o comerciante Cheta Nnamani, de 36 anos, disse que ajudou agentes de segurança a se livrarem dos corpos de pessoas que eles torturaram ou executaram.
Ele disse que, certa noite, ele foi convidado a carregar três cadáveres em uma van — tarefa conhecida na linguagem da cadeia como “serviço de ambulância”. A polícia, então, o algemou dentro do veículo e dirigiu até o Hospital Universitário da Universidade da Nigéria (UNTH), onde Nnamani descarregou os corpos. Eles foram levados por um atendente do necrotério.
Nnamani me disse que mais tarde foi ameaçado a ter o mesmo destino.
Associação de anatomistas da Nigéria faz lobby por mudança na lei que garanta que os necrotérios obtenham registros históricos completos dos corpos doados às escolas
AFP/BBC
Na cidade de Owerri, no sudeste do país, o necrotério do hospital particular Aladinma diz que parou de aceitar corpos de supostos criminosos, porque a polícia raramente fornecia identificação ou notificava parentes do falecido.
Isso costumava deixar o necrotério cheio, com os custos de manutenção dos corpos não procurados até que, a cada alguns anos, o governo concedia uma permissão para enterros em massa.
“Às vezes, a polícia tenta nos forçar a aceitar os corpos, mas insistimos para que os levassem a um hospital do governo”, disse Ugonna Amamasi, administrador do necrotério. “Necrotérios privados não estão autorizados a doar corpos para escolas de medicina, mas os do governo podem”, acrescentou.
Parentes deixados no escuro
Um advogado experiente, Fred Onuobia diz que parentes tinham o direito de recolher os corpos de criminosos executados legalmente. “Se ninguém aparece depois de um certo tempo, os corpos são enviados para hospitais universitários”, disse o advogado.
Mas a situação é pior com as execuções extrajudiciais, já que os parentes nunca ficam sabendo das mortes ou não conseguem localizar os corpos, disse ele. Afinal, foi apenas por acaso que a família do amigo de Egbe conseguiu fazer um enterro adequado.
A associação de anatomistas da Nigéria está agora fazendo um lobby por uma mudança na lei que garanta que os necrotérios obtenham registros históricos completos dos corpos doados às escolas, além do consentimento da família. Também estabelecerá incentivos as pessoas a doarem seus corpos para a Medicina.
Quanto a Egbe, ele ficou tão traumatizado ao ver o corpo do amigo que abandonou os estudos por semanas, imaginando Divine em pé ao lado da porta, sempre que tentava entrar na sala de anatomia. Ele se formou um ano depois de seus colegas de classe e agora trabalha em um laboratório.
A família de Divine conseguiu fazer com que alguns dos oficiais envolvidos no assassinato fossem demitidos — justiça que muitos consideram ser insuficiente, mas melhor do que a vivida por muitos outros nigerianos cujos entes queridos foram vítimas de violência policial e também podem ter acabado em escolas de Medicina em todo o país.
Vídeos: Os mais assistidos do G1 nos últimos 7 dias

Fonte: G1 Mundo

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Bill Gates e Melinda French oficializam o divórcio


Bill e Melinda haviam anunciado a separação em 3 de maio, após 27 anos de casamento. Eles prometeram continuar trabalho filantrópico juntos. Foto de arquivo de Bill Gates e Melinda
REUTERS/Rick Wilking
O divórcio entre Bill Gates e Melinda French foi finalizado nesta segunda-feira (2). A informação foi publicada pela “Business Insider”, citando documento oficiais, e depois confirmada pela agência Reuters
O casal pediu o divórcio em 3 de maio, após 27 anos de casamento, mas prometeu continuar seu trabalho de filantropia juntos.
A Fundação Bill & Melinda Gates, sediada em Seattle, tornou-se uma das forças mais poderosas e influentes na saúde pública global, com gastos superiores a 50 bilhões de dólares nas últimas duas décadas para promover uma abordagem empresarial para combater a pobreza e as doenças.
Os Gates apoiaram programas amplamente elogiados de erradicação da malária e da poliomielite, nutrição infantil e vacinas. A fundação no ano passado comprometeu cerca de 1,75 bilhão de dólares para o alívio da Covid-19.

Fonte: G1 Mundo

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Americana bate recorde com a maior boca do mundo; veja vídeo


Samantha Ramsdell, de 31 anos, viralizou nas redes pelo tamanho de sua boca – os juízes do Guinness World Records mediram, e seus 6,52 cm de abertura lhe garantiram um lugar livro dos recordes. VÍDEO: Americana bate recorde com a maior boca do mundo
Uma moradora de Connecticut, nos Estados Unidos, foi reconhecida na semana passada como a mulher com a maior boca do mundo, segundo o livro dos recordes.
Samantha Ramsdell, de 31 anos, viralizou nas redes sociais pelo tamanho de sua boca – são 6,52 cm, de acordo com a medição oficial do Guinness World Records.
Ramsdell, quem mantém um perfil bastante ativo no TikTok, disse que a ideia de se inscrever para o livro dos recordes partiu dos seus próprios seguidores.
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Samantha Ramsdell é a atual detentora do recorde de maior boca do mundo seguindo o Guinness
Reprodução/Guinness World Records
A americana disse em entrevista aos organizadores do livro dos recordes que saber que ela havia batido este recorde a fez encarar de outra maneira uma característica que a deixava insegura.
“Ter 31 anos e poder conseguir um recorde por algo que me deixava tão insegura, que eu tentava esconder, é ótimo, porque agora isso é uma das melhores coisas que eu tenho”, disse Ramsdell.
Samantha Ramsdell detém o recorde de maior boca do mundo pelo livro dos recordes
Reprodução/Guinness World Records
Durante a infância e adolescência, ela contou ter sofrido diversos episódios de bullying por parte de outras crianças que a chamavam de “bocão de peixe” entre outros apelidos maldosos.
“Se eu puder dar um conselho a quem tem alguma característica única e quer tentar o recorde, faça! Faça com orgulho. Esse é seu superpoder, o que te torna especial e diferente do resto”, afirmou.
Samantha Ramsdell recebe a placa que confirma o recorde de maior boca do mundo
Reprodução/Guinness World Records
Em seu perfil nas redes sociais, onde Ramsdell faz piadas e desafios que envolvem o tamanho da sua própria boca, ela já reuniu mais de 1,7 milhões de seguidores.
A mais nova detentora do recorde chegou a interagir com vídeos de Isaac Johnson, quem recebeu o mesmo reconhecimento por ser o homem com a maior boca do mundo.

Fonte: G1 Mundo

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Alemão de 100 anos, que trabalhou em campo de concentração, será julgado por crimes nazistas


Procuradores da Alemanha apresentaram, ainda em fevereiro deste ano, acusação contra homem apontado como ex-guarda do campo de Sachsenhausen, próximo a Berlim. Antigo campo de concentração de Sachsenhausen, na Alemanha, em foto de arquivo
MandyM/CC BY SA 3.0
Um alemão de 100 anos, que trabalhou como guarda em um campo de concentração, responderá como cúmplice de mais de 3,5 mil assassinatos feitos por nazistas durante a Segunda Guerra Mundial, informaram nesta segunda-feira (2) diversos jornais da Alemanha.
O acusado, que não teve sua identidade divulgada, mora atualmente em Brandenburgo, no nordeste da Alemanha, e poderá comparecer à corte a partir de outubro para sessões de no máximo 2h30, segundo reportagem do jornal “Tagesspiegel”.
Alemanha quer retirar de suas leis últimos vestígios do nazismo
Os macabros brinquedos da Alemanha nazista
Procuradores alemães apresentaram, no início de fevereiro, uma acusação contra o homem suspeito de contribuir intencionalmente com parte das mortes do campo de Sachsenhausen, a 46km de Berlim – ele teria trabalhado lá entre 1942 e 1945, segundo reportagem da emissora pública de televisão NDR.
O centenário estaria estaria particularmente envolvido na “execução de prisioneiros de guerra soviéticos em 1942” e na morte de vários prisioneiros pelo uso do “gás tóxico Zyklon B”, segundo informa a agência de notícias France Presse citando fontes judiciais.
Mapa indica a localização do Campo de Sachsenhausen, próximo a Berlim
G1 Mundo
Mais de 75 anos após o fim da Segunda Guerra Mundial, o julgamento de criminosos e apoiadores do regime nazista é a última oportunidade de se fazer justiça pelas mortes de milhões de pessoas durante o Holocausto.
Em janeiro, procuradores acusaram Irmgard F., secretária de 95 anos do campo de Stutthof, de ser cúmplice de 10 mil assassinatos. Sua capacidade para comparecer a um tribunal ainda está sendo avaliada, e não há uma data marcada para o julgamento.
Em julho de 2020, o tribunal de Hamburgo condenou a dois anos de prisão Bruno Dey, um ex-guarda de um campo de concentração, de 93 anos, por cumplicidade em mais de 5,2 mil casos de assassinatos ou tentativa em Stutthof.
O campo de Sachsenhausen, montado perto de Berlim em 1936, ficou conhecido por conta dos primeiros experimentos feitos em câmaras de gás, um ensaio para os assassinatos de milhões em Auschwitz.

Fonte: G1 Mundo

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Incêndios florestais deixam oito mortos na Turquia; UE envia reforços para combater as chamas


Ao menos 8 pessoas morreram por conta do fogo que atinge o país há seis dias, segundo autoridades turcas. O presidente Recep Tayyip Erdogan vem sendo pressionado pela sua gestão da crise. Incêndios florestais deixam mortos na Turquia; UE envia reforços para combater o fogo
Incêndios florestais de grandes proporções vêm atingindo a costa sul da Turquia há seis dias, deixando ao menos oito mortos, segundo as autoridades locais. Nesta segunda-feira (2), a União Europeia (UE) enviou três aviões para auxiliar no combate às chamas.
Veja VÍDEO de pessoas fugindo do fogo
Na Grécia, moradores foram retirados de casa por causa de incêndios.
Ao menos sete dos 130 incêndios registrados durante a última semana ainda estão ativos, segundo informe da Direção de Florestas, autoridade ligada ao governo turco. Mais de 1,1 mil pessoas tiveram que ser retiradas de suas casas no fim de semana.
O presidente Recep Tayyip Erdogan vem sendo pressionado pela forma com que seu governo tem encarando a gestão desta crise. A Turquia não possui aviões de combate a incêndios, um problema para o país que tem um terço de seu território coberto por florestas.
Incêndios florestais atingem a costa sul da Turquia, em foto de 30 de julho de 2021
Kaan Soyturk/Reuters
Incêndios começaram em bosques
Os incêndios começaram na quarta-feira (28), em dois bosques na província de Antalya (sul), e, com o vento forte, se espalharam rapidamente para zonas habitadas.
A Turquia já recebeu a ajuda de aviões da Rússia, da Ucrânia e do Azerbaijão para tentar controlar o fogo.
Diante do avanço das chamas, as autoridades retiraram pessoas de 18 municípios e distritos. Erdogan prometeu abrir uma investigação para descobrir a origem do fogo.
Focos de incêndio queimam vegetação atrás do hotel em Icmeler, perto da cidade turística de Marmaris, na Turquia
Hakan Gurcan/via REUTERS
Incêndios na Grécia
Na vizinha Grécia, dois grandes incêndios devastam a ilha de Rodes e o noroeste da península do Peloponeso. Temperaturas acima de 40ºC são esperadas durante o dia.
A onda de calor que atinge o território grego torna ainda mais difícil o trabalho das autoridades nesta região, onde a vegetação está seca e o termômetro se aproxima dos 45°.
O primeiro-ministro grego, Kyriakos Mitsotakis, afirma que esta é a pior onda de calor que seu país enfrenta em mais de três décadas.

Fonte: G1 Mundo