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ONGs resgataram mais de 700 migrantes neste fim de semana no Mediterrâneo


Houve uma ‘janela de boas condições meteorológicas’ para navegar no Mar Mediterrâneo nos últimos dias, o que empurrou muitos barcos para o mar. Imigrantes resgatados no mar no norte da Líbia, em 2 de agosto de 2021
Darrin Zammit Lupi/Reuters
Mais de 700 pessoas foram resgatadas durante o fim de semana no Mediterrâneo central, principalmente próximos aos litorais de Malta e da Líbia. Neste verão do hemisfério norte, o número de mortes durante as tentativas de travessia está batendo recordes nesta região.
Desde sábado (31), foram realizados seis resgates em águas internacionais, o último deles, na tarde de domingo (1º), chegou a resgatar 106 pessoas em um único barco sobrecarregado ao largo de Malta, anunciou a ONG europeia SOS Mediterrâneo. A embarcação em perigo foi localizada pelo navio da ONG alemã Sea-Watch.
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A operação ocorreu poucas horas depois de o barco Ocean Viking, assim como as embarcações da Sea-Watch e da ONG alemã ResQship, terem socorrido na noite de sábado para domingo mais de 400 pessoas em perigo no Mediterrâneo central. A operação de resgate, explica Sophie Beau, diretora da associação SOS Mediterrâneo, foi “muito crítica porque havia um barco em perigo com 400 pessoas a bordo que ameaçava afundar”.
Os resgatados foram distribuídos entre o Sea-Watch3 e o Ocean Viking para receberem cuidados médicos.
Desde sábado, o Ocean Viking já soma seis operações de salvamento. O navio, que já havia acolhido 196 pessoas em diversos resgates ao largo da Líbia no sábado, tem agora mais que o dobro de pessoas a bordo com as duas operações no domingo. “No total, temos 555 pessoas resgatadas pelas equipes a bordo, seguras, mas em um estado de cansaço muito, muito grande, até mesmo de exaustão.”
Há pessoas de 22 nacionalidades, vindas de Bangladesh, de países da África Ocidental e Central. O grupo reúne pelo menos 28 mulheres, sendo duas grávidas, 81 menores, 66 deles desacompanhados. Ainda não há uma decisão sobre em qual “porto seguro” eles poderão desembarcar.
Oportunidade climática
“Houve de fato uma janela de boas condições meteorológicas ao longo destes dois dias, o que obviamente empurrou muitos barcos para o mar”, continua a diretora da associação SOS Mediterrâneo. “Também há preocupações de que outros barcos tenham sido interceptados pela guarda costeira da Líbia e levados de volta para o litoral do país. Infelizmente, não há navios suficientes presentes para conduzir operações de resgate militar neste momento.”
Apesar da forte insegurança, a Líbia continua a ser um importante ponto de passagem para dezenas de milhares de migrantes todos os anos que procuram chegar à Europa por meio da costa italiana, a cerca de 300 quilômetros da costa da Líbia.
A porta-voz na França do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, Céline Schmitt, pediu no início de julho para que a Europa disponha “urgentemente” de um mecanismo de distribuição automático, previsível e solidário para os migrantes resgatados, a fim de oferecer-lhes as garantias de uma melhor recepção e não deixar apenas os países ao litoral do Mediterrâneo na linha da frente.
“Se olharmos para o Mediterrâneo central [a rota migratória marítima mais mortal do mundo, que liga a Líbia à Itália e Malta em particular], no ano passado, menos de 50 mil pessoas chegaram”, ​​ela destaca. “Esse é um volume totalmente possível de administrar por parte da população europeia, face ao número de desenraizados no mundo, que atingiu 82 milhões de pessoas”, frisou a porta-voz.
Mais de 34 mil resgatados
De acordo com a Organização Internacional para as Migrações (OIM), as partidas, interceptações e chegadas de migrantes no Mediterrâneo central estão aumentando este ano. Pelo menos 1.113 pessoas morreram no Mediterrâneo durante a primeira metade de 2021 enquanto tentavam chegar à Europa.
A ONG SOS Mediterrâneo afirma ter resgatado mais de 34 mil pessoas desde fevereiro de 2016, primeiro com a embarcação Aquarius, e depois com o Ocean Viking.
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Fonte: G1 Mundo

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Governos estaduais e empresas dos Estados Unidos adotam políticas para aumentar a vacinação no país

Estados obrigaram funcionários de transportes públicos a tomar vacina. Grandes empregadores, como o Facebook e o Walmart, também adotaram políticas para aumentar a vacinação entre seus empregados. Taxa de vacinação nos EUA varia entre estados
Os trabalhadores de transportes da região metropolitana dos estados de Nova York e de Nova Jersey serão obrigados a tomar vacina contra a Covid-19 ou então serem testados todas as semanas a partir do mês de setembro, disse o governo Andrew Cuomo nesta segunda-feira (3).
Cuomo também afirmou que ele está pedindo aos empresários para que as companhias passem a exigir que os funcionários sejam vacinados.
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Em alguns casos, como escolas e asilos de idosos, há possibilidade de obrigar os profissionais a se vacinarem, se os números não melhorarem.
Tanto o governo dos Estados Unidos como o de estados do país têm adotado políticas para incentivar as pessoas que se recusam a tomar vacina a mudar de ideia.
O presidente Joe Biden decidiu que os funcionários do governo dos EUA precisarão se vacinar ou então mostrar testes de Covid-19 duas vezes por semana no trabalho.
Grandes empregadores, como a Companhia Walt Disney, Facebook, Google e Walmart adotaram políticas para obrigar os funcionários a tomar vacinas.
Entenda o que está acontecendo nos EUA
As infecções estão aumentando em todo o país. A grande maioria dos novos casos e mortes ocorre entre os não-vacinados. Em alguns estados, menos da metade da população recebeu a primeira dose.
Há oferta de imunizantes: qualquer pessoa com mais de 12 anos pode receber uma das vacinas autorizadas.
Os EUA ainda não atingiram a meta estabelecida pelo presidente Biden de vacinar 70% dos maiores de 18 anos com pelo menos uma dose — atualmente, cerca de 68% dos adultos receberam a primeira dose.
Há pesquisas que sugerem que a resistência à vacinação segue divisões políticas, com quase 30% dos republicanos dizendo que não serão vacinados, em comparação com apenas 4% dos democratas.
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Fonte: G1 Mundo

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‘Esporte é para todas as pessoas’: a polêmica em torno da primeira atleta transgênero a competir nas Olimpíadas


Para especialista, faltam estudos que demonstrem se mulheres trans têm algum tipo de vantagem sobre suas concorrentes por terem tido um desenvolvimento corporal como homens no passado. Laurel Hubbard foi a primeira atleta trans a competir nas Olimpíadas
Reuters/Edgard Garrido
A atleta neozelandesa Laurel Hubbard entrou para a história nesta segunda-feira (2) nos Jogos de Tóquio, ao se tornar a primeira esportista transgênero mulher a participar de uma disputa olímpica, mas não conseguiu se classificar para a final da categoria +87kg ao falhar nas três tentativas.
Sorridente e emocionada, Hubbard iniciou a disputa com uma barra de 120 kg e, depois, uma segunda e terceira de 125 kg. Como não conseguiu completar nenhuma das tentativas, ficou fora da disputa por medalhas.
A atleta de 43 anos que competiu na categoria masculina antes de fazer a transição após completar 30 anos, provocou um debate por sua convocação, depois de cumprir os critérios do Comitê Olímpico Internacional (COI).
Após sua saída do torneio, Hubbard deixou uma breve mensagem à imprensa, que começou com um agradecimento ao povo e governo japonês por sediarem os jogos nessas circunstâncias extraordinárias e às organizações que permitiram sua participação.
“É claro que não estou totalmente alheia à controvérsia em torno da minha participação”, afirmou.
“Por isso, gostaria de agradecer especialmente ao COI por ratificar seu compromisso com os princípios do olimpismo e estabelecer que o esporte é algo para todas as pessoas, que é inclusivo e acessível”, acrecentou.
“Gostaria de agradecer a Federação Internacional do Levantamento de Pesos. Eles me apoiaram extraordinariamente e acredito que comprovaram que o levantamento de peso é uma atividade aberta a todas as pessoas do mundo. Obrigada”, disse Hubbard, antes de se retirar para o vestiário sem responder mais perguntas.
O Comitê Olímpico Internacional (COI) celebrou sua participação nos Jogos como mulher trans.
“Laurel Hubbard é uma mulher e compete sob as regras de sua federação. Devemos homenagear sua coragem e perseverança”, disse à imprensa o diretor médico do COI, Richard Budgett, em Tóquio.
Os apoiadores de Hubbard afirmam que sua classificação para os Jogos representa uma vitória para a inclusão e para o direito das pessoas transgênero.
Outras pessoas alegaram que teria uma vantagem injusta sobre as rivais, por suas capacidades físicas herdadas de décadas atrás, quando competia como homem.
Pela primeira vez na história, uma atleta transgênero vai participar das Olimpíadas
O debate sobre o tema é intenso e, em alguns momentos, acalorado, especialmente na internet. Isso levou o Comitê Olímpico da Nova Zelândia a adotar medidas para proteger Hubbard.
Ao mesmo tempo em que celebrou o aspecto inclusivo da participação da atleta, o COI reconheceu, no entanto, que a presença de Hubbard levantava algumas questões legítimas sobre se Hubbard tem, no jargão usado pelo organismo para estes temas, uma “vantagem competitiva desproporcional”.
Para o médico Richard Budgett, não é tão simples comparar homens e mulheres. Além disso, as mulheres transexuais podem vivenciar uma diminuição do desempenho, à medida que passam pelo processo de transição. O mais importante, para ele, é produzir mais pesquisa sobre o assunto.
“Considero que não houve mulheres abertamente transexuais no mais alto nível até agora e acho que o risco para o esporte feminino foi, provavelmente, superestimado”, acrescentou.
O COI reconhece que o novo marco, que fornece pautas simples para as federações internacionais em vez de regras rígidas, não é a última palavra sobre este assunto, que continuará sendo debatido por muito tempo.
“É preciso haver uma maneira justa de obter o que precisamos e, seja qual for esse equilíbrio, é provável que alguns o critiquem. Não será a solução definitiva”, afirmou o porta-voz do COI, Christian Klaue.
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Fonte: G1 Mundo

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Olimpíadas de Tóquio: o que é o protesto com braços cruzados em X da americana Raven Saunders


Medalhista de prata desafiou proibição durante premiações para chamar atenção para oprimidos e saúde mental. Raven Saunders, dos Estados Unidos, protesta em pódio dos Jogos de Tóquio
Hannah Mckay/Reuters
A americana Raven Saunders protagonizou a primeira manifestação no pódio da Olimpíada de Tóquio, após ganhar a medalha de prata no arremesso de peso feminino.
Enquanto os medalhistas posavam para fotos, Saunders ergueu os braços e os cruzou em forma de X. Ela disse que o ato representava “o cruzamento em que todas as pessoas oprimidas se encontram”.
A jovem de 25 anos, que é negra e lésbica e tem falado abertamente sobre sua luta contra a depressão, disse que queria “ser eu e não se desculpar”.
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Depois de competir, Saunders disse que pretendia chamar atenção para todas as “pessoas que estão lutando e não têm plataforma para falar por si mesmas”.
“Faço parte de muitas comunidades”, acrescentou Saunders, que comemorou depois de seu lance final de arremesso de peso.
A chinesa Gong Lijiao ganhou o ouro, e a neozelandesa Valerie Adams, o bronze (sua quarta medalha consecutiva na Olimpíada).
O Comitê Olímpico Internacional (COI) relaxou a proibição de protestos antes dos Jogos de Tóquio, permitindo que os atletas “expressassem suas opiniões” durante coletivas de imprensa — mas as manifestações políticas ainda estão proibidas no durante as premiações.
A entidade disse estar “avaliando” o gesto, disse um porta-voz. Não está claro qual reprimenda Saunders pode enfrentar, já que o COI não informou sobre possíveis penalidades.
Saunders é grande defensora da saúde mental dos negros e diz que espera ‘inspirar e motivar’
Reuters
“Realmente acho que minha geração realmente não se importa”, disse Saunders.
“No fim das contas, realmente não nos importamos. Grito para todos os meus negros. Grito para toda a minha comunidade LGBTQ. Grito para todo o meu povo que lida com saúde mental. No fim das contas, entendemos que isso é maior do que nós e maior do que os poderes constituídos. Entendemos que há tantas pessoas que estão olhando para nós, que estão procurando para ver se dizemos algo ou se falamos por eles.”
A saúde mental dos atletas tem sido o foco da Olimpíada deste ano, depois que a superestrela da ginástica dos Estados Unidos, Simone Biles, desistiu de várias competições para priorizar seu bem-estar.
Saunders, que fez sua estreia olímpica no Rio de Janeiro em 2016, descreveu como considerou tirar a própria vida em 2018 enquanto enfrentava problemas de saúde mental.
Sua identidade foi consumida pelo arremesso de peso, disse, e ela se sentiu incapaz de escapar das pressões associadas ao esporte. Saunders buscou, então, ajuda de um ex-terapeuta e afirmou ter sido capaz de estabelecer uma relação mais equilibrada com o esporte, rumo ao sucesso.
“É normal ser forte”, disse ela sobre a situação. “E não há problema em não ser forte 100% do tempo. Não há problema em precisar das pessoas.”
Antes de seu gesto no pódio, Saunders já havia chamado a atenção dos fãs por seu cabelo verde e roxo. Ela também atraiu olhares por suas máscaras inspiradas nos personagens Hulk, da Marvel Comics, e Coringa, da franquia Batman.
Ela vê Hulk como seu alter ego — e um reflexo de como ela aprendeu a compartimentar, liberando poder de uma forma controlada.
O jornal americano Washington Post observou que, após seu evento, ela “foi em direção à zona mista, perguntando onde poderia encontrar champanhe e cantando ‘Celebration'”.
Saunders descreveu como ela cresceu assistindo às campeãs de tênis negras Venus e Serena Williams, “jovens negras com miçangas no cabelo, sem remorso”, e o que essa visibilidade significava para ela.
Ela agora espera inspirar outras pessoas por meio de suas próprias realizações — e sua honestidade.
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Fonte: G1 Mundo

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Excelência esportiva em Belarus está atrelada à obediência ao regime de Lukashenk


Caso de velocista que criticou autoridades e foi impedida de participar de competição em Tóquio é recorrente no país comandado por ditador bielorrusso. Atleta da Belarus faz críticas aos técnicos em rede social e é retirada das Olimpíadas
Forçada a abandonar os Jogos Olímpicos e retornar a Belarus, a velocista Krystsina Tsimanouskaya recorreu ao Comitê Olímpico Internacional e recusou-se a embarcar, por medo de ser presa em seu país. Esta atitude não surpreende. Pavor semelhante foi demonstrado há dois meses pelo jornalista Roman Protasevich, ao se dar conta, em pleno voo para a Lituânia, de um desvio de rota forçado para Minsk, onde foi retirado do avião e preso.
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A atleta, de 24 anos, fez críticas às autoridades esportivas, por incluí-la, sem o seu consentimento, numa lista para competir no revezamento 4×400. Foi tachada de desequilibrada e sem condições emocionais pelo Comitê Olímpico de Belarus e obrigada a retornar ao país, impedida de participar da competição dos 200 metros.
Krystsina Tsimanouskaya logo após uma corrida de 100 metros, em 30 de julho de 2021
Aleksandra Szmigiel//Reuters
Com 108 atletas em 20 categorias, a equipe de Belarus é chefiada por Viktor Lukashenko, que foi proibido de participar dos Jogos de Tóquio por não ser reconhecido pelo Comitê Olímpico Internacional. Ele é um dos filhos de Alexander Lukashenko, no poder desde 1994.
Também conhecido como o último ditador da Europa, Lukashenko enfrentou uma onda de protestos ao assumir o sexto mandato, no ano passado, após eleições consideradas fraudulentas. Perseguiu e dizimou opositores. Os mais proeminentes estão presos ou no exílio, como sua principal adversária no pleito, Svetlana Tikhanovskaya.
Veja abaixo um vídeo sobre os protestos de 2020.
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Neste contexto, é natural que a excelência esportiva do país seja atrelada à obediência ao regime. Fundada em agosto passado pela nadadora Aliaksandra Herasimenia, a Belarusian Sport Solidarity Foundation (BSSF) apóia os atletas dissidentes. Duas vezes vice-campeã olímpica nos Jogos de Londres, em 2012 e medalha de bronze nos do Rio de Janeiro, ela está exilada na Lituânia, processada e perseguida pelo regime.
No ano passado, 800 atletas bielorrussos assinaram uma carta condenando a violência contra os manifestantes que rechaçaram nas ruas a vitória de Lukashenko. Foram punidos com diversas modalidades de represálias, conforme a entidade detalha em sua página.
Considerada a melhor pivô do mundo em 2010, a jogadora de basquete Yelena Leuchanka ficou presa durante 15 dias por participar dos protestos pacíficos, assim como o jogador de futebol Anton Saroka, uma semana encarcerado.
Medalha de prata no atletismo europeu, Svetlana Kudelich foi descartada da seleção nacional e demitida de seu cargo no Ministério de Situações de Emergências. Um dos membros da União Livre de Atletas de Belarus, Andrey Kravchenko, que conquistou em 2008 medalha de prata no atletismo, também perdeu o emprego na KGB.
Destinos semelhantes tiveram os treinadores Aliaksandr Rummo, de hóquei no gelo, e Natalya Petrakova, de handebol feminino, ambos descartados de suas equipes.
A velocista Krystsina Tsimanouskaya é, portanto, um caso recorrente. Neste domingo, ela foi obrigada a abrir mão da competição em Tóquio e da carreira olímpica. “Estou mais preocupada com a minha segurança”, revelou. Amparada pelo COI, pela Comissão de Direitos Humanos da ONU e pela BSSF, ela recebeu um visto humanitário da Polônia. Deixou para trás a família.
Sua trajetória lembra a dos atletas desertores da União Soviética e da Europa Oriental durante a Guerra Fria. Após a queda da URSS, as fugas ainda acontecem, por perseguições ou motivados por novas oportunidades. Nos Jogos de Londres, em 2012, por exemplo, sete membros da delegação de Camarões, três do Sudão e um da Etiópia desapareceram da vila olímpica.
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Fonte: G1 Mundo

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Na China, milhões de pessoas voltam ao confinamento por surto de variante delta


O país relatou 55 novos casos de coronavírus transmitidos localmente, nesta segunda-feira, quando um surto da variante delta, de rápida disseminação, atinge mais de 20 cidades em diferentes províncias. Governo da China anuncia novo surto de covid no país
Milhões de pessoas voltaram ao confinamento na China a partir desta segunda-feira (2), quando o país tenta conter seu maior surto de coronavírus em meses, agravado pela disseminação da variante delta no país. A aplicação em massa de testes e restrições a viagens se somam às medidas para conter o retorno da pandemia de Covid.
O país relatou 55 novos casos de coronavírus transmitidos localmente, nesta segunda-feira, quando um surto da variante delta, de rápida disseminação, atinge mais de 20 cidades em diferentes províncias. Os governos locais nas principais cidades, incluindo Pequim, já testaram milhões de residentes, enquanto isolam complexos residenciais e colocam casos de contato em quarentena.
Profissional de saúde coleta material para teste de Covid-19 na cidade de Zhengzhou, na China, em 2 de agosto de 2021
Cnsphoto Via Reuters
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A cidade Zhuzhou, no centro da província de Hunan, ordenou o confinamento de mais de 1,2 milhão de moradores em suas casas pelos próximos três dias, enquanto uma campanha de vacinação e de testes é realizada em toda a cidade, de acordo com um comunicado oficial. “A situação ainda é sombria e complicada”, afirmou o governo de Zhuzhou.
A situação se instala no país quando Pequim já comemorava o sucesso em ter reduzido os casos domésticos de Covid-19 a praticamente zero desde que o coronavírus surgiu pela primeira vez em Wuhan, no final de 2019. O controle da pandemia já permitia uma forte recuperação econômica.
Mas a calmaria durou pouco. O mais recente surto, ligado a um foco em Nanjing, onde nove funcionários do serviço de limpeza de um aeroporto internacional testaram positivo em 20 de julho, ameaça essa tranquilidade, com mais de 360 ​​casos domésticos registrados nas últimas duas semanas.
Foco em destino turístico
No destino turístico de Zhangjiajie, perto de Zhuzhou, 1,5 milhão de moradores foram confinados na última sexta-feira (30) após um surto entre espectadores de um teatro. Muitos dos contaminados não eram da cidade e podem ter levado o vírus a outras regiões do país.
As autoridades estão procurando com urgência pessoas que estiveram recentemente a Nanjing ou Zhangjiajie e pedem aos turistas que não viajem para áreas onde novos casos foram identificados.
Enquanto isso, Pequim bloqueou a entrada de turistas na capital durante a alta temporada das férias de verão. Somente “viajantes essenciais”, com testes negativos, terão permissão para acessar a cidade, isso após a descoberta de alguns casos entre os residentes que retornaram de Zhangjiajie.
No domingo (1º), autoridades pediram aos moradores “que não saiam de Pequim a menos que seja essencial”. O distrito de Changping, na capital, confinou 41 mil pessoas em nove comunidades na semana passada.
Novos casos também foram relatados nesta segunda-feira no popular destino turístico de Hainan, assim como na província de Henan, recentemente devastada por enchentes.
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Fonte: G1 Mundo

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Panda gigante dá à luz 2 filhotes em zoológico na França; veja fotos


Veterinário cuida de filhote gêmeo de panda após a mãe, a fêmea Huan Huan (que significa ‘Feliz’ em chinês), dar à luz no Zoológico de Beauval, em Saint-Aignan-sur-Cher, em 1º de agosto de 2021 na França
Guillaume Souvant/AFP
Huan Huan, uma panda fêmea emprestada por um zoológico chinês ao ZooParc de Beauval, na França, deu à luz dois gêmeos saudáveis na madrugada desta segunda-feira (2).
Os bebês são parte da família de pandas do zoológico, que inclui o pai Yuan Zi e seu irmão, Yuan Meng, que nasceu em 4 de agosto de 2017.
“Os dois bebês são rosas. Ambos estão em perfeita saúde”, disse o presidente do ZooParc de Beauval, Rodolphe Delord. “Eles parecem bem grandes. Eles são lindos”.
A panda gigante Huan Huan, que significa ‘Feliz’ em chinês, segura com a boca seus filhotes gêmeos que acabaram de nascer no Zoológico de Beauval, em Saint-Aignan-sur-Cher, na França
Guillaume Souvant/AFP
A panda gigante Huan Huan, que significa ‘Feliz’ em chinês, recebe de uma cuidadora um dos seus filhotes que acabaram de nascer no Zoológico de Beauval em Saint-Aignan-sur-Cher, em 2 de agosto de 2021 na França
Guillaume Souvant/AFP
“Os 10 primeiros dias são o período sensível”, disse Baptiste Mulot, diretor do departamento veterinário do zoológico. “Huan Huan se comporta melhor. Tem os gestos de uma boa mãe. É um nascimento muito lindo”.
Eles nasceram logo após a 1h (horário local, ou 20h do domino em Brasília).
Seundo Mulot, os bebês a princípio são duas fêmeas, mas o sexo só poderá ser determinado com segurança dentro de alguns dias.
Uma cuidadora chinesa do Centro de Pesquisa Panda Gigante de Chengdu assistiu ao parto e conseguiu resgatar um dos bebês para colocá-lo em uma incubadora.
O primeiro bebê pesava 149 gramas, número “muito tranquilizador” para uma cria panda.
“Quanto maiores, menos frágeis. Estão na parte superior porque ao nascer devem pesar entre 100 e 150 gramas”, explicou o veterinário.
O segundo bebê, que ficou um pouco mais de tempo com a mãe, pesa 128 gramas.
No final de março, os dois pandas gigantes, Huan Huan e Yuan Zi, uma das principais atrações do zoológico, copularam. Por precaução, também foi feita uma inseminação artificial, já que a panda fêmea só é fértil entre 24 e 48 horas por ano.
Graças a esta técnica, Huan Huan teve seu primeiro filho. Agora com quatro anos, o primeiro panda nascido na França pesa mais de 100 quilos. Seu gêmeo não sobreviveu.
Os recém-nascidos receberão nomes em um prazo de 100 dias, uma tarefa que ficou a cargo da primeira-dama chinesa, segundo o zoológico.

Fonte: G1 Mundo

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Anthony Wong, cantor de Hong Kong, é preso acusado de ‘conduta corrupta’ por cantar em ato pró-democracia


Ativista teria cantado duas músicas em uma manifestação há três anos. Segundo o jornal The Guardian, Wong foi liberado após pagamento de fiança. Anthony Wong, cantor de Hong Kong, é preso acusado de ‘conduta corrupta’ por cantar em ato pró-democracia
Reprodução/Instagram
Anthony Wong, cantor e ativista de Hong Kong, foi preso nesta segunda-feira (2) acusado de “conduta corrupta”. Segundo o jornal The Guardian, ele é acusado de violar as leis por cantar em uma manifestação pró-democracia há três anos.
A prisão do artista é a mais recente ação oficial contra aqueles que se posicionam por uma maior democracia em território chines. O governo tem usado a lei de segurança nacional de 2020 para ampliar o controle sobre a cidade, que foi até 1997 uma colônia britânica.
A comissão independente de Hong Kong contra a corrupção afirmou em comunicado que Wong cantou duas músicas em uma manifestação de 2018 e incentivou os participantes a votarem no candidato pró-democracia Au Nok-hin em uma eleição.
O orgão de fiscalização disse ainda que fornecer bebidas e entretenimento aos eleitores em um evento eleitoral é “uma conduta corrupta e uma ofensa grave” contra o decreto eleitoral.
Segundo o The Guardian, alguns veículos locais informaram que o artista foi liberado após pagamento de fiança.
Repressão chinesa
Há três teve início uma uma onda de manifestações em Hong Kong que reivindicavam mais liberdade política e menos intervenção chinesa.
Como resposta, o governo chinês aprovou em 2020 uma lei de segurança nacional que tem sido usada para reprimir opositores ao regime comunista. Sem aval do parlamento de Hong Kong, ela foi incorporada à “Lei Fundamental” da cidade.
A lei, que visa reprimir o “separatismo”, o “terrorismo”, a “subversão” e o “conluio com forças externas e estrangeiras”, criminalizou grande parte da oposição e deu às autoridades amplos poderes de investigação.
A China afirma que a lei de segurança nacional é necessária para devolver estabilidade a Hong Kong. Críticos dizem que a repressão acabou com a promessa de que a cidade permaneceria com certas liberdades e autonomia após a sua devolução.
Em junho, o governo concedeu a um comitê de censura o poder de proibir qualquer filme que seja considerado uma ofensa à segurança nacional – um novo golpe para a liberdade política e cultural no território.
China aprova reforma drástica no sistema eleitoral de Hong Kong

Fonte: G1 Mundo

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Atleta da Belarus retirada dos Jogos está em segurança no Japão, informa Comitê Olímpico Internacional


Kryscina Tsimanouskaya fez críticas aos técnicos de atletismo em uma rede social. Segundo ela, dois dirigentes da equipe foram ao seu quarto e disseram que tinham ordens superiores para levá-la ao aeroporto. Ela procurou policiais de Tóquio para dizer que se recusava a embarcar e permaneceu no Japão. Krystsina Tsimanouskaya logo após uma corrida de 100 metros, em 30 de julho de 2021
Aleksandra Szmigiel//Reuters
A atleta Krystsina Tsimanouskaya, da Belarus, está em segurança no Japão, informou o Comitê Olímpico Internacional (COI) nesta segunda-feira (2), um dia após ela denunciar que foi forçada a abandonar os Jogos Olímpicos e retornar ao seu país por ter feito críticas aos seus técnicos e dirigentes.
VÍDEO: Atleta de Belarus é mandada de volta para casa após criticar treinadores
O diretor de Comunicações do COI, Mark Adams, afirmou que Tsimanouskaya passou a noite em um hotel no aeroporto de Tóquio. O comitê olímpico planeja se encontrar com ela nesta segunda-feira para descobrir quais são suas intenções, disse ele.
Krystsina Tsimanouskaya fala com policiais no aeroporto de Tóquio, em 1º de agosto de 2021
Issei Kato/Reuters
O dirigente, no entanto, não confirmou as especulações sobre a possibilidade da atleta ter pedido asilo político na União Europeia.
Funcionários do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) estão trabalhando no caso, segundo Adams.
Asilo na Polônia
A Fundação Bielorrussa de Solidariedade Esportiva, uma entidade que apoia atletas que fazem oposição ao governo do país, disse que Tsimanouskaya tem planos para pedir asilo na Alemanha ou na Áustria.
No entanto, uma reportagem da Sky News afirmou que ela foi à embaixada da Polônia em Tóquio, e que tanto os poloneses como os tchecos ofereceram asilo.
A Polônia confirmou que concedeu um visto humanitário para a atleta, anunciou o vice-ministro polonês dos Assuntos Exteriores, Marcin Przydacz.
Tsimanuskaya “já está em contato direto com diplomatas poloneses em Tóquio. Recebeu um visto humanitário. A Polônia fará o que for necessário para ajudá-la a continuar sua carreira esportiva”, escreveu Przydacz em uma rede social.
Mais cedo, o marido da atleta, Arseny Zdanevich, havia dito que Tsimanuskaya “provavelmente” viajará para a Polônia.
Governo do Japão
O governo japonês afirmou que “continuará a cooperar estreitamente com as organizações envolvidas e tomará as medidas cabíveis” e que vai tratar o caso “de acordo com a lei”, disse o porta-voz do governo japonês, Katsunobu Kato, nesta segunda-feira.
Os ministros das Relações Exteriores e da Justiça do Japão, bem como a polícia local, não quiseram comentar, nem o ACNUR.
Entenda o caso
No domingo, Tsimanouskaya denunciou que foi forçada a deixar os Jogos Olímpicos por seu técnico, Yuri Moiseyevitch, e que, mais tarde, funcionários do Comitê Olímpico de Belarus a acompanharam ao aeroporto para que ela voltasse ao seu país.
Poucos dias antes, a atleta havia criticado a Federação de Atletismo de seu país por obrigá-la a participar do revezamento 4×400 metros, quando inicialmente tinha que correr as provas de 100 e 200 metros. Segundo Tsimanouskaya, duas corredoras bielorrussos não passaram pelos testes antidoping e não puderam competir.
Tsimanouskaya disse que estava com medo de ser presa se voltasse para a Belarus e pediu a intervenção do COI.
Situação política na Belarus
O incidente ocorre em um momento em que o regime do líder de Belarus, Alexander Lukashenko, reprime opositores, jornalistas e militantes para tentar impedir protestos de rua.
Lukashenko está no poder desde 1994 e é considerado por grande parte dos países europeus um ditador. Em 2020, houve eleições muito questionadas, e ele foi reeleito para um quinto mandato. Após a divulgação dos resultados, houve grandes protestos na Belarus.
O Comitê Olímpico Bielorrusso é dirigido por Viktor Lukashenko, filho do presidente. Viktor afirmou em nota que a atleta teve que suspender sua participação nos Jogos “por decisão dos médicos, devido ao seu estado emocional e psicológico”. Uma declaração classificada como “mentira” pela atleta no aeroporto da capital japonesa, informa a agência de notícias AFP.
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Fonte: G1 Mundo

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Quais são as regras para a entrada de brasileiros na Europa?


O turista brasileiro virou ‘persona non grata’ em vários países devido à alta incidência do coronavírus e à circulação de variantes no Brasil. Mas algumas nações europeias já reabriram suas fronteiras. Novo modelo do passaporte brasileiro, que passou a ser emitido pela Polícia Federal em 2016 e tem prazo de validade de 10 anos
Marcelo Camargo/Agência Brasil
O turista brasileiro teve sua entrada vetada em grande parte dos países do mundo devido à alta incidência do coronavírus, à vacinação lenta contra a Covid-19 e à circulação de novas variantes no Brasil.
Mas a boa notícia é que alguns países da Europa já reabriram suas fronteiras para turistas brasileiros que estão ou não totalmente vacinados, mesmo que eles não possuam passaporte europeu, visto ou autorização de residência de algum país da União Europeia (UE) ou do Espaço Schengen.
França, Finlândia e Suíça são algumas das nações que aceitam a entrada de turistas brasileiros totalmente vacinados. Já a Irlanda permite a entrada de qualquer viajante brasileiro – totalmente vacinado ou não.
Outros – como Alemanha, Espanha, Reino Unido, Portugal, Itália e Holanda – aceitam atualmente somente a entrada de pessoas que se encaixam em certas exceções, como cidadãos do país ou de outro membro da União Europeia.
Ainda que um turista brasileiro totalmente vacinado consiga desembarcar em alguma das nações que reabriram suas fronteiras, como França e Suíça, não é garantido que ele conseguirá transitar por outros países da União Europeia ou do Espaço Schengen.
Isso porque cada nação tem suas regras específicas para quem esteve nos últimos dias em um país de alto risco, como o Brasil. Se for o caso, o viajante brasileiro deverá ainda observar as regras da nação europeia onde realizará escala para chegar ao seu destino final.
Veja abaixo os requisitos de entrada em dez países europeus selecionados pela DW Brasil: Alemanha, Espanha, Finlândia, França, Holanda, Irlanda, Itália, Portugal, Reino Unido e Suíça.
O texto será atualizado frequentemente com as últimas mudanças implementadas para os turistas brasileiros.
Alemanha
Castelo de Neuschwanstein, Alemanha
Globo News / Silvana Reis
O governo da Alemanha decidiu por uma proibição da entrada no país de viajantes vindos do Brasil e de outros países com forte presença de variantes mais transmissíveis do novo coronavírus.
A medida, porém, prevê exceções para cidadãos alemães e seus cônjuges, companheiros (residentes na mesma casa) e filhos menores; e pessoas que tenham residência e direito de permanência na Alemanha bem como seus cônjuges, companheiros (residentes na mesma casa) e filhos menores.
O site da Embaixada da Alemanha no Brasil informa que, para comprovar residência na Alemanha, é necessário apresentar um certificado de registro de residência, o chamado “Meldebescheinigung”. Um visto emitido não basta.
Também estão entre as exceções:
Passageiros que farão conexão em um aeroporto da Alemanha e que tenham como destino países de dentro e de fora do Espaço Schengen com voo nas 24 horas seguintes e se permanecerem na área de trânsito;
Profissionais do setor de transporte e demais funcionários dos transportes; profissionais de saúde;
Pessoas que viajam para a Alemanha por razões humanitárias e urgentes comprovadas através de visto ou de declaração consular; membros de missões diplomáticas estrangeiras ou de representação consular; e outros.
Os viajantes que permaneceram no Brasil nos últimos dez dias devem se registrar no site www.einreiseanmeldung.de antes de chegar à Alemanha. Em casos excepcionais, os viajantes devem preencher uma notificação de substituição em papel.
Os passageiros a partir de seis anos de idade devem apresentar um comprovante de teste negativo do tipo PCR realizado até 72 horas antes da data de entrada planejada. Se for o teste rápido de antígeno, ele pode ser realizado até 24 horas antes da data de entrada planejada. O comprovante do resultado do teste deve existir em papel ou formato eletrônico em idioma alemão, inglês, francês ou espanhol.
Quem tiver a Alemanha como destino final deve se isolar por 14 dias. A Embaixada da Alemanha no Brasil informa ainda que a proibição geral de entrada continua valendo também para pessoas já vacinadas contra a Covid-19, mesmo para aquelas vacinadas com imunizantes aprovados na União Europeia.
“Também não há possibilidade de isenção da obrigação de teste na entrada e nenhuma possibilidade de isenção da obrigação de quarentena para pessoas que foram vacinadas e recuperadas no Brasil”, informa a embaixada.
Mais informações sobre as regras de entrada na Alemanha podem ser encontrados no site da Embaixada da Alemanha no Brasil.
Espanha
Pessoas desembarcam no aeroporto de Barcelona, ​​na Espanha, em 7 de junho de 2021
Emilio Morenatti/AP
Os voos diretos do Brasil para a Espanha só podem transportar passageiros que sejam cidadãos espanhóis e andorranos, bem como residentes em ambos os países ou passageiros em trânsito internacional para uma nação que não pertence ao Espaço Schengen com conexão inferior a 24 horas, sem sair da zona de trânsito internacional do aeroporto espanhol.
A partir de 3 de agosto, porém, a Espanha vai liberar a entrada de brasileiros totalmente vacinados que sejam membros da família de cidadãos espanhóis (cônjuges, filhos e pais em situação de dependência que vão se reunir com um cidadão espanhol na Espanha) e portadores de vistos de longa duração, inclusive estudantes. Familiares de residentes estrangeiros de fora da União Europeia ainda não podem entrar na Espanha.
O país europeu estabeleceu uma quarentena obrigatória de dez dias para todos os passageiros procedentes de países considerados de alto risco, como o Brasil, que desembarcam na Espanha. Além disso, eles terão que apresentar um teste negativo de PCR. As viagens de turistas brasileiros ainda não estão permitidas, mesmo que o passageiro esteja totalmente vacinado.
A partir de 3 de agosto, passageiros que têm autorização de residência ou visto de longa duração em outro país do Espaço Schengen poderão fazer escala na Espanha para seguirem para o seu destino final. Brasileiros poderão ainda fazer escala na Espanha para seguir para países que permitem a entrada de brasileiros totalmente vacinados, como a Suíça e França.
Todas as vacinas aplicadas atualmente no Brasil são aceitas para a entrada na Espanha: Biontech-Pfizer, AstraZeneca, Janssen (Johnson&Johnson) e Coronavac. A última dose – e a dose única da Janssen – deverá ter sido tomada com no mínimo 14 dias de antecedência à entrada no país europeu.
Mais detalhes sobre as regras de entrada na Espanha podem ser encontradosno site da Embaixada da Espanha no Brasil.
Finlândia
O país nórdico reabriu suas fronteiras em 26 de julho para turistas com vacinação completa, inclusive do Brasil. Já cidadãos brasileiros não vacinados podem entrar no país somente se configurarem algum dos casos de exceção.
Além de turistas com vacinação completa, é permitida a entrada no país europeu de: cidadãos finlandeses e familiares do núcleo familiar (cônjuges, filhos menores, pais de filhos menores); cidadãos da União Europeia com residência na Finlândia e familiares do núcleo familiar; cidadãos de países terceiros com autorização de residência na Finlândia; estrangeiro de qualquer nacionalidade que esteja em um relacionamento com um cidadão finlandês ou estrangeiro residente na Finlândia; e estrangeiros com outras razões essenciais, incluído laços familiares.
As autoridades finlandesas reconhecem as seguintes vacinas: Pfizer-Biontech, Moderna, AstraZeneca, Janssen (Johnson&Johnson), Sinopharm, Covishield e Sinovac/Coronavac. A imunização é considerada completa somente após 14 dias da segunda dose da vacina ou da dose única da Janssen. Os turistas totalmente vacinados não precisam realizar quarentena no país europeu.
Todos os passageiros de países de alto risco que chegam à Finlândia (inclusive os vacinados) serão direcionados após o desembarque a um ponto de atendimento para a realização de um exame de saúde obrigatório.
Todos os passageiros acima de 16 anos devem apresentar um dos seguintes documentos no aeroporto de Helsinque: comprovante de vacinação completa; comprovante da primeira dose; teste negativo PCR ou antígeno realizado nas 72 horas que antecedem a entrada na Finlândia; ou laudo com diagnóstico de covid-19 nos últimos seis meses. Os documentos listados que estiverem redigidos em português devem ser traduzidos para o inglês com tradutor juramentado.
Caso o passageiro que se configurar em um dos casos de exceção e não possuir nenhum dos documentos listados acima, as autoridades no aeroporto irão solicitar que o passageiro realize dois testes PCR na Finlândia (serviço gratuito). O primeiro teste será realizado ao chegar no aeroporto de Helsinque, e o segundo teste entre três e cinco dias após a chegada no país europeu.
Uma vez que não existem voos diretos entre Brasil e Finlândia, os passageiros deverão observar as restrições do país onde farão escala.
Mais detalhes sobre as regras de entrada na Finlândia podem ser encontrados em português e inglês no site da Embaixada da Finlândia no Brasil.
França
A França liberou a entrada de brasileiros com imunizantes reconhecidos pela Agência Europeia de Medicamentos (atualmente, Biontech-Pfizer, Moderna, AstraZeneca ou Janssen/Johnson&Johnson) e que já tenham o esquema vacinal completo: para vacinas da Janssen, de dose única, o esquema vacinal será considerado completo apenas 28 dias após a administração do imunizante; para as outras vacinas, o período mínimo exigido é de sete dias após a segunda dose. Os viajantes vacinados não deverão cumprir quarentena ao desembarcar na França.
Além do comprovante de vacinação, os passageiros provenientes do Brasil devem apresentar uma declaração na qual garantem não apresentar nenhum sintoma de infecção pela covid-19 e não terem tido contato com pessoas que testaram positivo para covid-19.
Já aqueles passageiros que não foram vacinados – ou que foram imunizados com uma vacina que não seja reconhecida pela Agência Europeia de Medicamentos – deverão apresentar às autoridades um documento que comprove o motivo da viagem, bem como um teste PCR ou de antígeno com resultado negativo e realizado 48 horas antes do embarque. Os viajantes não vacinados deverão ainda fazer uma quarentena após desembarcar no território continental francês. A medida durará dez dias e será acompanhada de restrições horárias para a saída do local de isolamento (exceto em caso de trânsito em zona internacional).
Mais informações sobre as regras de entrada na França podem ser encontradas no site da Embaixada da França no Brasil.
Holanda
Somente cidadãos de nacionalidade holandesa, cidadãos estrangeiros que possuam permissão de residência válida; nacionais de um país da União Europeia ou do Espaço Schengen e equipes médicas, marítimas e tripulantes de companhias aéreas podem entrar na Holanda.
O país europeu incluiu o Brasil na lista de nações e áreas consideradas de risco muito alto devido a variantes do coronavírus, e os passageiros (de 12 anos ou mais) que desembarcam na Holanda devem apresentar um teste negativo de covid-19. Eles têm duas opções:
* Um teste negativo que pode ser: rápido de antígeno ou PCR realizado 24 horas antes do embarque;
* Um teste negativo PCR realizado até 72 horas antes da chegada na Holanda e, ainda, um teste de antígeno rápido conduzido até 24 horas antes do embarque para a Holanda.
Os passageiros deverão ainda ter consigo a “declaração de quarentena” preenchida e assinada; e fazer uma quarentena de dez dias na Holanda. O viajante que apresentar um teste negativo de coronavírus no quinto dia de isolamento não precisará cumprir os outros cinco dias de quarentena. Todos os passageiros devem, ainda, preencher a declaração de saúde para entrar no país.
O site do governo da Holanda apresenta ainda categorias que não entram nas restrições de viagem da União Europeia, como membros da família viajando com nacionais de países da União Europeia ou do Espaço Schengen. Mais informações em inglês podem ser encontradas aqui.
Em relação a conexões em Amsterdã, o passageiro que estiver viajando para um país que não pertence à União Europeia deve provar que tem um voo de conexão para a nação que não faz parte do Espaço Schengen; o voo de conexão deve partir dentro de 48 horas após a chegada do viajante a Amsterdã; e o viajante não deve deixar a zona de trânsito internacional do aeroporto enquanto aguarda o voo de conexão.
Se estiver viajando para um país da União Europeia ou Espaço Schengen através da Holanda, o viajante deve mostrar que tem permissão para entrar no destino final em questão. O governo holandês frisa ainda que, quem estiver viajando para outro país com conexão na Holanda precisa mostrar o resultado negativo do teste de covid-19.
Mais detalhes sobre as regras de entrada na Holanda podem ser encontrados em inglês no site do governo da Holanda.
Irlanda
O país reabriu suas fronteiras para turistas brasileiros. Os passageiros que estão totalmente vacinados contra a covid-19 devem apresentar um resultado negativo de teste PCR realizado menos de 72 horas antes da chegada ao país e fazer quarentena. O viajante ficará livre do isolamento se apresentar um teste PCR negativo realizado no quinto dia de isolamento.
A Irlanda aceita as vacinas aprovadas pela Agência Europeia de Medicamentos: Pfizer-Biontech, Moderna, AstraZeneca e Janssen (Johnson&Johnson). A imunização é considerada completa após os seguintes prazos: 15 dias após a segunda dose da AstraZeneca; sete dias após a segunda dose da Pfizer-Biontech; e 14 dias após a segunda dose da Moderna ou da dose única da Janssen.
O passageiro que não foi totalmente vacinado deve apresentar um teste PCR negativo realizado menos de 72 horas antes da chegada ao país. Além disso, deverá reservar e pagar para fazer 14 dias de quarentena em um dos hotéis autorizados pelo governo irlandês. Se o viajante apresentar um teste PCR negativo no décimo dia de isolamento, a quarentena pode ser encerrada.
Mais detalhes sobre as regras de entrada na Irlanda podem ser encontrados em inglês no site do governo da Irlanda.
Itália
A Itália proibiu a entrada e o trânsito de pessoas que tenham permanecido ou transitado no Brasil nos 14 dias anteriores à viagem. A Embaixada da Itália no Brasil afirma que a entrada e o tráfego aéreo somente são permitidos desde que o passageiro não tenha nenhum sintoma da covid-19 e para as seguintes categorias: pessoas com residência oficialmente fixada e registrada na Itália anterior a 13 de fevereiro de 2021 (com autodeclaração); pessoas que devem alcançar domicílio, residência ou habitação de filhos menores, cônjuge ou parte de união civil (com autodeclaração); e pessoas em condições de absoluta necessidade autorizados pelo Ministério da Saúde.
Esses passageiros têm a obrigação de mostrar um certificado de teste PCR ou antígeno negativo realizado nas 72 horas anteriores à viagem; e de realizar um teste molecular ou de antígeno na chegada ao aeroporto ou, no caso de chegada em portos ou locais de fronteira, no prazo de 48 horas, junto à autoridade sanitária local competente.
Independentemente do resultado do teste de covid-19, os viajantes deverão cumprir uma quarentena de dez dias. Após esse período, eles deverão realizar mais um teste de covid-19. As atuais restrições estão válidas até 30 de agosto.
Mais detalhes sobre as regras de entrada na Itália podem ser encontrados no site da Embaixada da Itália no Brasil.
Portugal
Os cidadãos brasileiros não podem entrar como turistas em Portugal, apenas em viagens consideradas essenciais, tais como por motivos profissionais, de estudo, de reunião familiar, por razões de saúde ou por razões humanitárias. De acordo com o site da Embaixada de Portugal no Brasil, “a essencialidade da viagem deve ser devidamente comprovada pelo passageiro junto à companhia aérea, sem intervenção deste posto consular”.
É necessário a apresentação de comprovante de teste negativo de amplificação e ácidos nucleicos (TAAN) ou de teste rápido de antígeno (TRAg) realizado nas 72 horas ou 48 horas anteriores à hora de embarque, respectivamente. São permitidos testes rápidos de antígeno que estão na lista comum de testes rápidos de antígenos do Comitê de Segurança da Saúde da União Europeia.
Os passageiros devem preencher de forma online os documentos Travel-SEF e, ainda, o questionário da Direção-Geral da Saúde (DGS).
Os passageiros provenientes do Brasil devem cumprir isolamento de 14 dias no seu domicílio ou em outro local (hotel, casa de familiares ou amigos, entre outros) desde que a moradia seja devidamente informada às autoridades locais de saúde. A quarentena é aplicável ainda aos passageiros de voos, independentemente da origem, que apresentem passaporte com registro de saída do Brasil nos 14 dias anteriores à sua chegada em Portugal.
A Embaixada Portuguesa informa que são permitidas escalas em Portugal, porém, o passageiro deve aguardar pelo voo de conexão em local próprio, no interior do aeroporto, indicado pelas autoridades de saúde.
Mais detalhes sobre as regras de entrada em Portugal podem ser encontrados nosite da Embaixada de Portugal no Brasil.
Reino Unido
O passageiro que esteve nos últimos dez dias em algum país ou território da chamada “lista vermelha” – como o Brasil – só pode entrar no Reino Unido se for cidadão britânico ou irlandês, ou se tiver direito de residência no Reino Unido.
Antes de viajar para o Reino Unido, o viajante (a partir de 11 anos de idade) deve fazer um teste de covid-19 nas 72 horas anteriores ao embarque; reservar um dos hotéis autorizados pelo governo britânico para ficar dez dias em quarentena; e preencher o formulário “Passenger Locator”. O passageiro deverá realizar ainda mais dois testes de covid-19: até o segundo dia de isolamento; e no oitavo dia ou após a quarentena.
A pessoa que quebrar as regras de quarentena poderá pagar uma multa de até 10 mil libras (cerca de 71 mil reais).
Mais detalhes sobre as regras de entrada no Reino Unido podem ser encontrados em inglês no site do governo britânico.
Suíça
A entrada na Suíça é possível para cidadãos suíços, da União Europeia/Associação Europeia de Comércio Livre (EFTA, em inglês), assim como para pessoas que têm autorização de residência suíça válida e viajantes totalmente vacinados de países terceiros, como os cidadãos brasileiros.
Os imunizantes aceitos atualmente são aqueles aprovados pela Organização Mundial da Saúde (OMS): Pfizer-Biontech, Moderna, Janssen (Johnson&Johnson), AstraZeneca, Sinovac (Coronavac), Sinopharm e do Serum Institute of India.
A entrada é permitida 11 dias após a aplicação da segunda dose das vacinas aceitas. Já os imunizados com o imunizante de dose única da Janssen devem aguardar 22 dias após a data de vacinação para embarcar. Os viajantes podem apresentar o comprovante de vacinação em papel que foi fornecido pelo posto de vacinação brasileiro.
Os passageiros (exceto os que estão em trânsito) devem preencher um formulário eletrônico antes de entrar na Suíça. O viajante que tem a intenção de seguir da Suíça para outros países, como da União Europeia, devem observar as regras do país de destino.
De acordo com o site da Embaixada da Suíça no Brasil, as restrições de entrada permanecem em vigor para estrangeiros não vacinados que não têm direito à livre circulação e que desejam entrar em estados e regiões de risco e não pertencem a uma categoria de exceção.
O governo suíço criou ainda uma ferramenta online que indica por meio de perguntas e respostas se o viajante tem a permissão ou não de entrar na Suíça.
Mais detalhes sobre as regras de entrada na Suíça podem ser encontrados em português e inglês no site da embaixada suíça no Brasil.
Autor: Fernando Caulyt

Fonte: G1 Mundo