Categorias
MUNDO

Por que os preços dos imóveis disparam pelo mundo


Valor dos imóveis registrou crescimento mais rápido desde fim de 2006; analistas dizem que há uma ‘corrida por espaço’ que surgiu com pandemia de covid-19. Preços dos imóveis em todo o mundo registraram aumento médio de 7,3% no primeiro trimestre deste ano
Getty Images via BBC
Nem Wall Street nem o mercado imobiliário sofreram os estragos econômicos causados ​​pela pandemia de covid-19. Pelo contrário, precisamente em meio à crise, os mercados financeiros atingiram recordes históricos e os preços das casas dispararam em várias das maiores economias do mundo.
Trata-se de um fenômeno que revela a histórica desigualdade econômica que divide as sociedades e que se tornou ainda mais profunda depois da recessão. Enquanto algumas famílias que perderam seus empregos enfrentam despejos, outras conseguiram se consolidar e até melhorar sua situação econômica.
Preços dos imóveis residenciais têm, em junho, a maior alta mensal desde agosto de 2014, aponta FipeZap
Mercado imobiliário da cidade de São Paulo tem melhor maio dos últimos 17 anos, aponta Secovi-SP
Financiamento imobiliário bate recorde em junho, diz Abecip
Os preços das residências em todo o mundo registraram um aumento médio de 7,3% no primeiro trimestre deste ano, em relação ao mesmo período do ano anterior. É o crescimento mais rápido desde o final de 2006, segundo estudo da consultoria imobiliária britânica Knight Frank, que analisou o mercado em 56 países.
O ranking é liderado pela Turquia (alta de 32%), seguida pela Nova Zelândia (22,1%) e Luxemburgo (16,6%). Dos cinco países latino-americanos incluídos no relatório, o Peru lidera o ranking da região com um aumento de 10%, seguido pelo México (6,6%), Brasil (4%), Colômbia (3,2%) e Chile (1,7%).
O Brasil está na 40ª posição no ranking.   
“Os preços das moradias estão subindo por causa da pandemia, não apesar dela”, diz Kate Everett-Allen, chefe de Pesquisa Residencial Internacional da Knight Frank, à BBC News Mundo, o serviço de notícias em espanhol da BBC.
Com as profundas mudanças geradas a partir de 2020, explica ela, se gerou uma reavaliação maciça das necessidades de moradia das pessoas. “Esta é uma corrida por espaço. As pessoas estão comprando como loucas.”
A corretora imobiliária venezuelana Mariana Godoy, que mora em Miami (EUA) com o marido e três filhos, está à procura de um novo lar, mas os preços exorbitantes adiaram seus planos. Com a pandemia, sua casa foi transformada de um momento para outro em um escritório e uma escola ao mesmo tempo.
Mundo registrou aumento de preço de imóveis mais rápido desde final de 2006
Getty Images via BBC
Todos os cinco membros de sua família passaram a compartilhar o mesmo espaço 24 horas por dia, algo que nunca haviam experimentado antes.
“O que precisamos é de mais espaço”, diz ela. “O problema é que os preços subiram tanto que agora preferimos esperar um pouco antes de comprar.”
Segundo ela, “como os juros estão muito baixos, as pessoas enlouqueceram comprando e estão dispostas a pagar o que for”.
Existem algumas propriedades em certos bairros de Miami cujo preço depois da pandemia quase dobrou. Isso não quer dizer que a situação seja semelhante em todos os lugares, mas a tendência de alta é um fato.
Os valores médios das residências nos Estados Unidos aumentaram 13,2%, a taxa de crescimento mais rápida em 15 anos.
Boom nos subúrbios da cidade
Parte importante do aumento do valor das casas, pelo menos nos países mais ricos, está relacionada à busca por mais espaço, e isso explica porque o boom imobiliário está mais concentrado nas regiões mais distantes do centro nas grandes cidades, onde há maior disponibilidade de imóveis mais amplos.
Em outras palavras, quem tem renda elevada se lançou na busca de imóveis que lhe permitisse aproveitar as circunstâncias excepcionais que se criaram nestes tempos de pandemia.
Entre essas condições sem precedentes estão as baixas taxas de juros sobre empréstimos hipotecários e os gigantescos estímulos fiscais que os governos dos países desenvolvidos têm empregado para reativar a economia.
Soma-se a isso uma mudança fundamental: a possibilidade de trabalhar de casa. E os profissionais que podem fazer home office são precisamente aqueles que tendem a ter uma renda mais alta do que o restante da população.
“As pessoas estão menos vinculadas a escritórios e algumas optaram por se mudar para os subúrbios” das grandes cidades, diz Everett-Allen.
Além disso, vale lembrar que em alguns mercados a demanda por moradias aumentou e, ao mesmo tempo, o número de imóveis disponíveis diminuiu. Essa combinação elevou ainda mais os preços das moradias.
América Latina
Na América Latina, o aumento de preços é menos generalizado e mais limitado aos compradores mais ricos.
No caso do Peru, porém, as fontes consultadas pela BBC Mundo no mercado local apresentam outros números, situação que talvez pudesse ser explicada pela utilização de diferentes metodologias na forma de abordagem da análise.
“Houve um aumento de 5,3% nos preços das casas nos últimos 12 meses, basicamente sustentado pelas vendas na Lima Moderna”, diz Ricardo Arbulú, presidente do Comitê de Análise de Mercado da Associação de Agências Imobiliárias do Peru (ASEI, na sigla em espanhol), à BBC News Mundo.
Outros especialistas, como Víctor Saldaña, presidente da Associação Peruana de Corretores de Imóveis (ASPAI) ressalva que é muito difícil ter números detalhados sobre a evolução dos preços, porque os valores dos apartamentos e casas são muito diferentes, assim como as variações por bairro. Em sua visão, “os preços em Lima permaneceram mais ou menos os mesmos”.
No Brasil, pesquisa recente da FipeZap mostrou que, em 2020, o preço médio dos imóveis à venda subiu pela primeira vez desde 2016. A alta foi de 3,67%.
Enquanto algumas famílias temem ficar sem um lugar para morar, outras estão comprando casas
Getty Images via BBC
Existe uma bolha?
Mas o aumento dos preços das moradias poderia estar gerando uma bolha imobiliária? Analistas argumentam que não — eles dizem ser altamente improvável que os preços caiam acentuadamente.
Na visão dos especialistas, pode haver uma estabilização da tendência de alta no futuro à medida que condições de mercado mais semelhantes às que existiam antes do retorno da pandemia retornem, embora, por enquanto, o frenesi da demanda continue forte.
E se o home office ou o modelo de trabalho híbrido se tornarem mais comuns nos setores de renda mais alta, a necessidade de mais espaço pode continuar.
O que aconteceu é que em alguns mercados nos quais os preços dispararam muito, as autoridades tomaram algumas medidas para “esfriá-los”.
Por exemplo, na Nova Zelândia, o governo alterou algumas regras para evitar deduções fiscais que favorecem os investidores e estendeu o período em que os ganhos obtidos com a venda de propriedades são tributados de cinco para dez anos.
O objetivo, dizem as autoridades, é conter a “especulação”. E em países como o Canadá, o presidente do Banco Central (BC) já alertou que há “exuberância excessiva” no mercado imobiliário, que será observado de perto.
A questão é complexa porque muitas vezes, quando os preços sobem de forma inusitada, famílias com menor renda acabam sendo deslocadas para áreas mais periféricas, a chamada “gentrificação”.

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

O país que vacinou quase todos os adultos contra covid em 1 semana


O Butão, um pequeno país localizado na Cordilheira do Himalaia, está sendo elogiado como uma ‘grande história de sucesso’ por seu programa de vacinação contra a covid-19. Alguns profissionais de saúde tiveram que caminhar por horas para chegar a vilarejos remotos nas montanhas
EPA via BBC
O Butão, situado na Cordilheira do Himalaia entre a Índia e a China, está em vias de vacinar todos os seus adultos contra a covid-19.
A Unicef, braço da ONU para a infância e a adolescência, descreveu o programa de vacinação do pequeno país como uma “grande história de sucesso”.
De acordo com o Ministério da Saúde do Butão, que tem uma população de 800 mil pessoas (equivalente à população de São Bernardo do Campo, no ABC paulista), mais de 90% dos adultos foram totalmente vacinados em apenas sete dias.
Mas como o Butão, com sua localização geográfica de difícil acesso, conseguiu alcançar tal feito de forma tão rápida e eficiente?
Terreno difícil
“Temos uma dificuldade por causa do terreno geográfico, mas devido a nosso planejamento adequado, pudemos implementar a vacinação da primeira e segunda doses em uma semana”, diz Sonam Wangchuk, membro da força-tarefa de vacinação do Butão.
“A cobertura da primeira dose é de quase 99% e a da segunda dose entre a população elegível está acima de 92%”, acrescenta.
A população adulta do Butão é estimada em cerca de 530 mil pessoas.
Muitos vivem em áreas montanhosas remotas que não são conectadas por estradas.
Em algumas áreas, os profissionais de saúde tiveram que caminhar horas para chegar a vilarejos nas montanhas.
Wangchuk diz que 1.220 postos de vacinação foram criados, cobrindo a maior parte do país, e mais de 3,5 mil agentes participaram da operação.
O pequeno país recebeu 550 mil doses da Índia no fim de março e, após instalada a infraestrutura, a maior parte de sua população adulta foi vacinada durante uma semana de abril.
Doações de vacinas
No entanto, a Índia suspendeu todas as suas exportações de vacinas depois que uma segunda onda mortal de casos de covid tomou conta do país.
O Butão teve, então, que encontrar outros canais para atender às suas necessidades de doses extras. E recebeu vacinas excedentes de nações ricas.
“Recebemos 500 mil doses da vacina Moderna dos Estados Unidos e mais de 250 mil vacinas AstraZeneca de países europeus”, diz Wangchuk.
Em seguida, a campanha de lançamento da segunda dose foi lançada em 20 de julho.
A Unicef tem destacado as conquistas do Butão como um exemplo a seguir, apelando a países em todo o mundo para que doem suas vacinas excedentes às nações necessitadas.
Will Parks, representante da Unicef no Butão, diz que há uma lição a ser aprendida.
“Se há algo que espero que o mundo possa aprender é que um país como o Butão, com pouquíssimos médicos, pouquíssimas enfermeiras — mas com um rei realmente comprometido e liderança no governo mobilizando a sociedade — vacinar todo o país não é impossível”.
O Butão adotou uma abordagem mista para a vacinação. Quase todas as pessoas receberam AstraZeneca como primeira dose, mas a maioria recebeu Moderna como segunda.
Confiança no governo
O país registrou pouco mais de 2,5 mil infecções por covid e duas mortes.
As autoridades dizem que já têm um forte histórico de implementação de programas regulares de vacinação e o ceticismo quanto à vacina contra a covid-19, como observado em outros países, não tem sido um problema por lá.
“As pessoas têm fé e confiança no governo. Elas acreditam no governo”, explica Wangchuk.

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Terremoto atinge região de Papua, na Indonésia

Tremor de magnitude 5,9 sacudiu a costa nesta segunda-feira (2). Não foi emitido alerta de tsunami e não há informações imediatas de danos. Um terremoto de magnitude 5,9 sacudiu a costa da região de Papua, na Indonésia, informou nesta segunda-feira (2) o Centro Geológico dos Estados Unidos (USGS).
O terremoto aconteceu a uma profundidade de 12 quilômetros, 180 km ao nordeste da cidade de Tual. Os tremores superficiais tendem a provocar mais danos que os terremotos profundos.
Não foi emitido alerta de tsunami e não há informações imediatas de danos.
A Indonésia registra terremotos com frequência por sua localização no “Círculo de Fogo” do Pacífico, uma área de intensa atividade sísmica que vai do Japão até o sudeste asiático e a bacia do Pacífico.
Em janeiro, mais de 100 pessoas morreram e milhares ficaram desabrigadas após um terremoto de magnitude 6,2 na ilha de Sulawesi, que destruiu vários edifícios na cidade costeira de Mamuju.
Um terremoto de 7,5 graus e um tsunami posterior em Palu há três anos deixaram mais de 4.300 mortos ou desaparecidos.

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Americana cruza os punhos em 1ª manifestação nos pódios das Olimpíadas


Raven Saunders, conhecida como ‘Mulher Hulk’ e lésbica, diz que protestou em prol dos oprimidos. Comitê Olímpico Internacional, que não permite manifestações desse tipo, ainda não se pronunciou. Raven Saunders, dos Estados Unidos, protesta em pódio dos Jogos de Tóquio
Hannah Mckay/Reuters
A norte-americana Raven Saunders protagonizou a primeira manifestação durante as premiações dos Jogos Olímpicos de Tóquio. Prata no arremesso de peso feminino, ela ergueu os braços e cruzou os punhos sobre a cabeça ao subir no pódio.
Segundo Raven, conhecida como “Mulher Hulk” e lésbica, o gesto foi em prol dos oprimidos que lidam com fardos muito maiores dentro e fora do esporte. O “X” representaria o destino comum onde os oprimidos se encontram.
Protesto nas Olimpíadas: jogos de Tóquio devem ter manifestações políticas, mas não se sabe ainda quais serão as consequências
Saunders dividiu o pódio com a chinesa Lijiao Gong, que ficou com o ouro, e Valerie Adams, da Nova Zelândia, terceira colocada.
Grito para todos os meus negros. Grito para toda a minha comunidade LGBTQ. Grito para todos os meus funcionários que lidam com saúde mental. Para mostrar aos mais jovens que não importa em quantas caixas eles tentem encaixar você, você pode ser você e pode aceitar isso. As pessoas tentaram me dizer para não fazer tatuagens e piercings e tudo isso. Mas olhe para mim agora, e estou brilhando.
Aos 25 anos, Saunders é um dos cerca de 180 atletas LGBTQIA+ que competem nas Olimpíadas de Tóquio, de acordo com o site Outsports.
O Comitê Olímpico Internacional ainda não se pronunciou sobre a manifestação de Raven Saunders. A entidade anunciou antes dos Jogos que iria permitir alguns tipos de protestos, mas não poderia haver manifestação política nas cerimônias de abertura ou encerramento, durante as disputas ou no pódio.
Com informações do ge.globo
O Brasil nas Olimpíadas

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

França: ministro anuncia plano para fazer do combate à violência doméstica prioridade da polícia


Desde o início do ano, 102 mulheres foram mortas pelos cônjuges no país. Em 2020, a polícia francesa atendeu mais de 400.000 ocorrências desse tipo, o equivalente a 45 intervenções por hora. Ministro do Interior da França, Gérald Darmanin
Ludovic Marin/AFP
Em entrevista publicada no site do jornal “Le Parisien”, o ministro do Interior francês,
, anunciou uma série de medidas para melhorar o combate à violência doméstica no país. Depois de constatar que 102 mulheres foram mortas por seus cônjuges desde o início do ano, o ministro diz que determinará que esse tipo de denúncia tenha prioridade nas investigações da polícia, na frente de furtos, assaltos e tráfico de drogas. 
“As queixas de violência doméstica terão que ir para o topo da pilha das investigações”, declarou Darmanin ao Le Parisien.
O balanço de homicídios envolvendo casais, embora seja o mais baixo em 15 anos, é implacável: em 2020, 102 mulheres e 23 homens morreram pelas mãos de seu cônjuge ou ex-cônjuge, ou seja, um crime a cada três dias.
A legislação francesa não caracteriza o feminicídio, mas 24% das vítimas haviam registrado uma reclamação na delegacia ou uma denúncia formal contra o marido ou companheiro.
Leia também:
Uma em cada quatro mulheres foi vítima de violência na pandemia no Brasil
Violência contra a mulher: saiba como denunciar
Com a pandemia, aumento da violência contra a mulher é fenômeno mundial
Diversas tragédias recentes mostram que ainda há muitas falhas no tratamento das denúncias. Em maio, Chahinez Daoud, de 31 anos, mãe de três crianças, foi queimada viva depois de levar um tiro de seu ex-marido na localidade de Mérignac (oeste). Ela tinha registrado uma queixa contra o ex-companheiro dois meses antes do crime porque ele não estava respeitando a ordem de se manter distante dela, mesmo depois de ter sido condenado por violência doméstica.
Embora o número de feminicídios esteja em queda, a pandemia do coronavírus e dois períodos de lockdown exarcebaram a violência intrafamiliar. Em 2020, a polícia atendeu a mais de 400.000 ocorrências desse tipo, o equivalente a 45 intervenções por hora.
“Não passa um dia sem que o GIGN ou o Raid [as forças de elite da polícia francesa] não sejam chamadas para libertar uma mulher ou crianças feitas reféns”, diz o ministro do Interior.
Milhares de processos judiciais
De acordo com Darmanin, a violência familiar está se tornando a primeira causa de intervenção da polícia, à frente de todas as demais solicitações, incluindo os processos relacionados com drogas. Em Aisne, um departamento rural a cerca de 100 km de Paris, 70% da atividade dos policiais se refere a esse tipo de agressão no casal.
O ministro fala em “litígios em massa”, citando 193.000 processos judiciais abertos no ano passado para apurar denúncias de violência conjugal. Para evitar uma nova escalada, Darmanin defende a contratação de policiais e treinamento especializado. Ele tacredita que somente com o pagamento de bônus, os policiais terão mais interesse em elucidar essas queixas. 
Segundo um plano elaborado pelo Ministério do Interior, cada delegacia no país terá um oficial especializado em violência doméstica. Este funcionário será responsável pela coordenação das investigações com outros serviços públicos estatais e municipais. A partir do final de agosto, cada um dos diretores-gerais da polícia, da gendarmaria e dos serviços de segurança do Estado deverão nomear um oficial encarregado de supervisionar esta área, nos moldes do que já existe para combater o terrorismo e o tráfico de drogas.
Darmanin faz esses anúncios a nove meses da eleição presidencial de 2022. O político de direita não enfrenta uma situação confortável. Há vários anos, a Justiça francesa investiga uma denúncia contra Darmanin por estupro, assédio sexual e abuso de confiança. O caso data de 2009, quando Darmanin trabalhava para o serviço jurídico do então partido de direita UMP (hoje Os Republicanos).
Sophie Patterson-Spatz afirma que o atual ministro teria oferecido sua ajuda em um dossiê judiciário em troca de favores sexuais. O caso já foi arquivado e reaberto várias vezes. Em março de 2021, ele foi confrontado às alegações da mulher durante uma audiência que durou nove horas. O político nunca chegou a ser indiciado. Ele colabora com a Justiça como testemunha no processo.
Violência contra a mulher: TJ-SP recebeu 1.682 pedidos de socorro durante a pandemia

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Os sinais de que a China está aumentando seu poderio nuclear


Imagens de satélite mostram um campo para armazenamento de mísseis em construção no oeste do país – o segundo de que se tem notícia em menos de dois meses. Campo em construção foi o segundo descoberto em menos de dois meses
REUTERS via BBC
Pesquisadores americanos que descobriram um campo de silos para mísseis em construção no oeste da China afirmam que o país pode estar em meio à maior expansão já vista de seu arsenal nuclear.
Em relatório, a Federação de Cientistas Americanos (FAS, na sigla em inglês) compartilha imagens de satélite do local em que estariam sendo construídos os silos — estruturas subterrâneas usadas para armazenamento e lançamento de mísseis —, na província de Xinjiang.
As instalações teriam capacidade para acomodar cerca de 110 silos, volume semelhante ao de outro campo em construção identificado recentemente.
Localizado também no oeste da China, em uma área de deserto próxima à cidade de Yumen, na província de Gansu, o local teria espaço para 120 silos, conforme noticiou no mês passado o jornal Washington Post.
O campo de silos em Xinjiang foi descoberto com a análise de imagens de satélite comerciais. Os cientistas do FAS puderam, contudo, fazer uma avaliação mais detalhada usando material fornecido pela empresa de imagens de satélite Planet.
As instalações se localizam na cidade de Hami, a cerca de 380 km do campo de Yumen, e estão em um estágio menos avançado de desenvolvimento, ainda de acordo com o relatório.
Campo de silos para mísseis
BBC
Potências nucleares
Enquanto a China expande sua capacidade para armazenar e lançar mísseis nucleares, Estados Unidos e Rússia têm discutido o controle à proliferação de armamentos.
A aproximação entre a vice-secretária de Estado dos EUA, Wendy Sherman, e o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Ryabkov, está sendo vista como um primeiro passo para a retomada das negociações para redução do arsenal nuclear dos dois países – que, juntos, detêm 90% do poderio nuclear global.
Os dois representantes se reuniram em Genebra (Suíça) na última quarta-feira (28/7) para dar início a um diálogo sobre como “criar uma base para futuro controle armamentista e medidas de redução de riscos”. Uma segunda reunião está prevista para setembro.
Em seu relatório, os cientistas do FAS chamam atenção para o ambiente de cada vez mais competição entre as potências militares globais.
Países que possuem armas nucleares, continua o texto, têm desenvolvido seus arsenais, tanto nucleares quanto “convencionais”, e melhorado suas defesas antimísseis.
Cúpula de silo para míssil
BBC
A China argumenta ter uma postura de “dissuasão mínima” em relação às armas nucleares, ou seja, manter armas em nível suficiente apenas para resguardar a segurança nacional. Diante do maior investimento de rivais nessa área, contudo, o limite do que o país considera “o mínimo” pode ser flexível e aumentar no médio prazo, dizem os cientistas.
A China conta com um estoque nuclear estimado de mais de 200 ogivas. Os EUA têm aproximadamente 3,8 mil, dizem analistas.
O Comando Estratégico dos Estados Unidos, órgão do Departamento de Defesa, expressou em um tuíte preocupação diante das informações reveladas pelo relatório na segunda (26/7): “Esta é a segunda vez em dois meses que o público descobre o que temos falado desde o início sobre a crescente ameaça que o mundo enfrenta e a atmosfera de sigilo que a cerca.”
No início de julho, o Departamento de Estado americano classificou como preocupante aumento da capacidade nuclear chinesa, afirmando que o país parecia estar “se desviando das décadas de estratégia nuclear baseada na dissuasão mínima” e pedindo que Pequim se engajasse em “medidas práticas para reduzir os riscos de corridas armamentistas desestabilizadoras”, informa a agência Reuters.
O congressista republicano americano Mike Turner, que integra o Subcomitê de Forças Estratégias dos Serviços Armados na Câmara de Representantes, disse que a escalada chinesa é “sem precedentes” e configuraria uma ameaça “aos EUA e seus aliados”.
A recusa chinesa em negociar o controle de armas, disse ele, “deve ser motivo de preocupação e condena por parte de todas as nações responsáveis”.
Pequim, por sua vez, acusa os EUA de criarem um “inimigo imaginário” para supostamente desviar a atenção de seus problemas internos e suprimir a China internacionalmente. Também se disse pronta para conduzir diálogos bilaterais em segurança estratégica “na base da igualdade e do respeito mútuo”.

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Em meio à controvérsia de preços, Alemanha planeja aplicar terceira dose de vacina contra Covid-19


O país pretende aplicar uma dose de reforço da vacina contra a idosos e pessoas com saúde vulnerável. Neste domingo (1º), a imprensa britânica revelou que os fabricantes Pfizer/BioNTech e Moderna teriam aplicado um forte reajuste de preços nas doses vendidas à União Europeia. Portão de Brandenburgo, em Berlim, em 16 de abril de 2020
Christian Mang/Reuters
A Alemanha pretende oferecer a partir de 1º de setembro a administração de uma dose de reforço da vacina contra a Covid-19 a idosos e pessoas com saúde vulnerável. As autoridades de Saúde também querem recomendar a vacinação para crianças e adolescentes de 12 a 17 anos.
No momento em que o governo debate esse plano, a imprensa britânica revelou que os fabricantes Pfizer/BioNTech e Moderna teriam aplicado um forte reajuste de preços nas doses vendidas à União Europeia (leia mais abaixo).
O plano de reforço da vacinação contra o coronavírus será discutido em uma reunião prevista nesta segunda-feira (2) entre o ministro da Saúde do governo federal, Jens Spahn, e os ministros da Saúde dos 16 estados alemães.
Leia também:
Vacina contra Covid: idosos precisarão tomar terceira dose?
Pfizer: Anvisa autorizou estudo com dose de reforço
Comparação: a vacinação no Brasil, EUA, Reino Unido, China e Israel
Segundo um projeto consultado pela agência AFP, equipes móveis seriam enviadas a casas de repouso para aplicar a terceira dose do imunizante, que seria dos fabricantes Pfizer/BioNTech ou Moderna (independentemente do tipo de vacina que tenham recebido anteriormente). Médicos também poderiam aplicar uma injeção de reforço em idosos e pacientes com sistema imunológico deprimido em seus consultórios.
Esta semana, Israel iniciou um programa semelhante.
Reforço do imunizante
Estudos recentes mostram que a imunidade oferecida pela vacinação contra a Covid diminui com o tempo, colocando pessoas vulneráveis ​novamente ​em risco.
Embora a Alemanha tenha, atualmente, uma taxa de infecção mais baixa do que os países vizinhos, os casos aumentaram nas últimas semanas devido à propagação da variante Delta, altamente contagiosa. A desaceleração nas vacinações também é preocupante, com apenas 52% dos alemães totalmente vacinados.
As autoridades sanitárias também querem abrir todos os postos de vacinação do país para jovens de 12 a 17 anos. Escolas e universidades poderão participar do esforço de imunização dos alunos. Na União Europeia, a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) aprovou a vacinação de todos os maiores de 12 anos com as vacinas Pfizer/BioNTech e Moderna.
No sábado (31), o ministro da Saúde disse no Twitter que, até agora, um em cada cinco jovens alemães na faixa etária de 12 a 17 anos recebeu a primeira dose da vacina contra a Covid-19.
“Existem vacinas suficientes para todas as faixas etárias: quem quiser pode ser vacinado”, afirmou Jens Spahn.
O Instituto Robert Koch, instituição alemã responsável pelo controle e combate às epidemias no país, registrou neste domingo 2.097 novos casos positivos de Covid-19 e uma morte. Desde o início da pandemia, a Alemanha teve mais de 3,7 milhões de casos e 91.659 mortes.
Controvérsia sobre preços das vacinas
No momento em que os países europeus refletem sobre um reforço da vacinação, antes da chegada do outono – estação do ano propícia à propagação do vírus –, o jornal britânico Financial Times revelou neste domingo (1) que os preços das vacinas Pfizer e Moderna teriam aumentado para venda na União Europeia. 
De acordo com o jornal britânico, o novo preço de uma dose da vacina Pfizer teria subido para € 19,50, contra € 15,50 anteriormente – um reajuste de mais de 25%. Segundo o FT, que cita um funcionário familiarizado com o assunto, o preço do imunizante da Moderna estaria sendo comercializado agora a US$ 25,50 a dose, valor superior aos € 19,00 do primeiro contrato, porém inferior aos US$ 28,50 previamente negociados antes de os europeus aumentarem o volume de aquisições. 
A Comissão Europeia negocia diretamente com os laboratórios a compra de vacinas, que são posteriormente distribuídas a todos os países do bloco. A maioria dos governos europeus aceitou este sistema de compra conjunta desde o início da pandemia, acreditando que, em bloco, os 27 países poderiam obter preços mais competitivos e evitar uma concorrência prejudicial entre eles. 
A Comissão de Bruxelas mantém sigilo sobre os preços de aquisição dos imunizantes, alegando sigilo contratual. As fabricantes Pfizer/BioNTech ainda não reagiram ao texto publicado no FT.
Margareth: ‘Acredito que precisaremos revacinar a população toda daqui a algum tempo’

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

França espera receber 50 milhões de turistas em 2021


Os viajantes são esperados principalmente de países da Europa, como alemães, holandeses e belgas. Além disso, a temporada de verão conta com 80% dos franceses passando férias em destinos nacionais. Pessoas com passes de saúde esperam para entrar no Museu do Louvre, em Paris, durante a pandemia
Reuters/Sarah Meyssonnier
Apesar da rápida propagação da variante Delta, a França espera receber 50 milhões de turistas estrangeiros ainda este ano – foram 35 milhões no ano passado e 90 milhões em 2019. A projeção foi divulgada pelo secretário de Estado do Turismo, Jean-Baptiste Lemoyne, em entrevista ao Journal du Dimanche (JDD).
Os viajantes são esperados principalmente de países da Europa, enquanto a clientela internacional “distante”, da Ásia e América do Sul, ainda deve permanecer em grande parte ausente do território francês, devido ao contexto sanitário.
A expectativa é que a França continue recebendo alemães, holandeses e belgas, entre outras nacionalidades. Esses visitantes são atraídos pela variada infraestrutura turística do país e um sistema de saúde de qualidade, caso ocorra uma emergência.
A exceção ficará por conta dos britânicos. Assim como aconteceu no verão passado, a frequência de turistas provenientes do Reino Unido deve ser menor, já que o governo do primeiro-ministro Boris Johnson estabeleceu uma quarentena rígida de vários dias para quem regressar do território francês.
Leia também:
Torre Eiffel reabre depois de 8 meses fechada
Covid: não vacinados representam 85% dos internados na França
ASSISTA: França cobra comprovante de saúde para entrada em locais de lazer e cultura
Segundo Lemoine, “alguns americanos voltaram desde junho, mas não veremos turistas asiáticos novamente antes de 2022″. Na entrevista ao JDD, o secretário de Estado disse ainda que Paris tem sofrido com a falta de turismo de negócios.
Uma parte dos prejuízos do setor de hotelaria e restaurantes será compensada pelo turismo doméstico. Em 2020, 94% dos franceses que saíram de férias escolheram destinos no próprio país. A tendência está se repetindo em 2021, com 80% dos franceses passando férias em destinos nacionais, explicou Jean-Baptiste Lemoyne.
A variante Delta do coronavírus continua se propagando no país, principalmente em áreas turísticas. Na região dos Pirineus Mediterrâneos (sul), as hospitalizações foram multiplicadas por dez em menos de um mês. Em 30 de junho, havia 30 pacientes internados com a Covid-19 nos hospitais da região, contra 300 nesta semana, segundo a Agência Regional de Saúde.
Neste domingo (1), o Ministério da Saúde anunciou que 1.137 pacientes com a forma grave da Covid-19 estão hospitalizados em UTIs, o que representa um aumento de 38 casos em 24h.
Quase 2 milhões de franceses foram se vacinar depois de exigência em passe sanitário para bares e festivais
VÍDEO: Paris tem show de rock fechado, com aglomeração e máscaras

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Em Berlim, manifestantes contrários a restrições para previnir a Covid e a polícia entram em confronto


Grupo contrário a medidas sanitárias foi às ruas mesmo com proibição. Polícia prendeu alguns manifestantes. Polícia de Berlim, na Alemanha, tenta imobilizar homem em manifestação contra as restrições para conter a Covid-19, em 1º de agosto de 2021
Christian Mang/Reuters
Em Berlim, na Alemanha, centenas de pessoas foram às ruas protestar contra medidas para evitar a transmissão por Covid-19 neste domingo (1º) em uma manifestação que já tinha sido proibida pela Justiça.
Os manifestantes “agrediram e atacaram” agentes da polícia no bairro de Charlottenburg, segundo as forças armadas.
LEIA TAMBÉM
Alemanha detecta 1º caso de Covid-19 ligado a variante brasileira do novo coronavírus
Alemanha estuda combinação de vacinas contra a Covid-19 para enfrentar a variante Delta
Alemanha aprova endurecimento da lei anti-Covid para frear casos
Os manifestantes tentaram romper o cordão policial, e os agentes reagiram, afirmou a polícia de Berlim em uma rede social. Houve detidos, mas a polícia não afirmou quantos foram.
A manifestação foi convocada pelo movimento “Querdenker”, que critica as restrições sanitárias para evitar o contágio por coronavírus na Alemanha.
A Justiça proibiu várias das manifestações que esse movimento organizou neste fim de semana, entre elas a de Berlim, para onde a polícia enviou mais de 2.000 agentes.
Veja os vídeos mais assistidos do G1

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Incêndios castigam sul da Europa e forçam evacuação de centenas de pessoas


Dezenas de municípios foram evacuados no turístico sul da Turquia após cinco dias de incêndios. Até o momento, oito pessoas morreram no país. Grécia, Itália e Espanha também tentam combater chamas. Incêndio queima a vegetação atrás do hotel em Icmeler, perto da cidade turística de Marmaris, na Turquia
Hakan Gurcan/via REUTERS
Com altas temperaturas e fortes ventos, a temporada de incêndios deste verão boreal está sendo significativamente mais destrutiva do que nos anos anteriores, segundo dados da União Europeia (UE).
A Turquia está vivendo seus piores incêndios em ao menos uma década, com quase 95.000 hectares queimados este ano, quando a média entre 2008 e 2020 nesta época era de 13.516 hectares.
Vários especialistas vinculam este fenômeno à mudança climática, que aumenta a frequência e a intensidade desses incêndios florestais.
Um bairro da turística cidade de Bodrum foi evacuado porque os ventos fortes estavam alimentando as chamas no distrito vizinho de Milas, informou a rede turca da CNN.
Incapazes de sair pela estrada, 540 moradores foram levados a hotéis de barco, informou a rede.
Incêndios florestais deixam mortos e feridos na Turquia
Também houve evacuações na cidade popular de Antalya e dois corpos foram encontrados na região, o que elevou o saldo de vítimas para oito (assista no vídeo acima).
LEIA TAMBÉM:
VÍDEO: Grécia e Itália sofrem com incêndios florestais e temperaturas acima de 40°C
Mudanças climáticas: frio recorde no Brasil, enchentes e calor pelo mundo
As temperaturas continuarão altas na região, por volta dos 40 ºC. No último mês, os termômetros atingiram níveis recordes. Em 20 de julho, o serviço de meteorologia registrou 49,1 ºC no município de Cizre (sudeste).
Imagens de satélite fornecidas pelo Ministério turco da Defesa mostravam grandes áreas florestais queimadas e ainda fumegantes.
O presidente Recep Tayyip Erdogan foi criticado pelo fato de a Turquia não ter planos de combate aos incêndios, apesar de ter um terço de seu território com florestas e do crescente problema desses incêndios.
Segundo dados da União Europeia, a Turquia sofreu 133 incêndios no decorrer de 2021, comparado com uma média de 43 neste período do ano entre 2008 e 2020.
Catástrofe grega
Grécia, 44°C: bombeiros tentam controlar incêndios em floresta
Os bombeiros também trabalharam na Grécia em um grande incêndio, no sábado (31), em Patras, no oeste (assista acima).
Cinco municípios foram desalojados e oito pessoas tiveram que ser hospitalizadas com queimaduras e problemas respiratórios na região, que continua em alerta.
O prefeito do município vizinho de Aigialeias, Dimitris Kalageropoulos, descreveu o incêndio como uma “imensa catástrofe”.
Cerca de 30 casas, celeiros e estábulos foram consumidos pelas chamas nas cidades de Ziria, Kamares, Achaias e Labiri.
“Dormimos fora esta noite, com medo de não termos mais casa quando acordássemos”, disse um morador de Labiri à televisão grega Skai.
O município turístico costeiro de Logos também foi evacuado e 100 residentes e visitantes foram enviados para a cidade próxima de Aigio.
Na Grécia, 13.500 hectares queimaram no decorrer do ano, mais que a média de 7.500 hectares entre 2008 e 2020, segundo as estatísticas da UE.
Incêndios e tempestades na Itália
Incêndio atinge a praia Le Capannine, região da Sicília
Roberto Viglianisi/via REUTERS
A Itália também voltou a ser abalada por incêndios depois que mais de 20.000 hectares de floresta, olivais e cultivos serem devorados pelas chamas em Cerdenha, no fim de semana passado.
Somente neste fim de semana, foram declarados mais de 800 incêndios no país, especialmente no sul, segundo o corpo de bombeiros italiano.
“Nas últimas 24 horas, os bombeiros realizaram mais de 800 intervenções: 250 em Sicília, 130 em Apulia e Calabria, 90 em Lacio e 70 em Campanha”, tuitou o corpo.
Também indicou que suas unidades ainda tentam apagar os incêndios nas cidades sicilianas de Catania, Palermo e Siracusa.
Enquanto o sul da Itália ardia, o norte sofria tempestades intensas.
“O custo das destruições causadas nas partes rurais do norte da Itália por tempestades e granizo neste verão louco soma dezenas de milhões de euros”, disse a organização agrícola Coldiretti.
Aviões hidrantes na Espanha
Na Espanha, dezenas de bombeiros apoiados por aviões hidrantes combatiam um incêndio iniciado no sábado à tarde, perto do pântano de San Juan, a 70 quilômetros ao leste de Madri.
Os bombeiros afirmaram neste domingo que conseguiram estabilizar o fogo durante a madrugada, mas as autoridades pediram à população para se afastar do pântano, um local popular para banho entre os madrilenhos.

Fonte: G1 Mundo